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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 28 de março de 2017

O amor se importa com você....


Eu oro para que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo venha ser tão abundante, tão real e tão plena sobre a sua vida, não apenas hoje, mas durante todo o seu viver. É bom viver, mas, acima de tudo, quando esse viver é para Cristo, essa mesma vida passa a ter um colorido, um sentido, um propósito ainda maior, pois podemos vê-la sob a perspectiva da Palavra de Deus. Uma das verdades que eu quero deixar dentro da sua alma é a compreensão do valor que Deus atribui a você. Você não é um “joão-ninguém”, um qualquer. Pelo contrário, você é alvo do amor, da graça, da bondade e da misericórdia de Deus. Deus se importa com você. Essa verdade precisa ser parte de sua vida: a de que Ele se importa com você. Deus não tem uma cesta de lixo na qual joga aqueles que não são aproveitáveis, dizendo: “Esse não tem mais jeito”. Deus oferece ao homem sempre uma nova oportunidade. Querido (a), talvez você esteja vivendo situações difíceis. Alguns relacionamentos se quebraram, a saúde está se esvaindo, momentos de dor, e você começa a pensar: “E agora? Não tem mais jeito!”. Mas nesta hora eu profetizo vida ao seu coração, e proclamo: há uma nova oportunidade, eu proclamo que há uma nova chance. Eu proclamo que, pela bondade, misericórdia e fidelidade de Jesus Cristo, há uma nova chance, talvez seja para o seu casamento, que está sendo atingindo por coisas ruins, deixando-o com um “gosto” amargo, sem beleza e prazer vida. Ou talvez o que esteja sendo quebrada é a relação com seus filhos, mas veja o que está escrito na Bíblia: “Deus resiste ao soberbo, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4.6). Quando o seu coração é humilde, quando há quebrantamento, quando você realmente tem aquela disposição de chorar, de se quebrantar diante de Deus, o que acontece? Tudo pode ser restaurado. É isso que Deus faz, e não apenas o que ele faz, mas o que Ele quer fazer. Talvez você esteja enfrentando uma enfermidade, quem sabe até incurável aos olhos dos homens, mas nesta hora creia que a sua vida, a sua saúde podem ser transformadas, restauradas. Deus deseja realmente imprimir a vontade, o querer e o propósito dele em você. Se entregue nas mãos do Senhor, deixe Deus trabalhar em você. Deixe-o imprimir a imagem de Jesus, seu Filho, em sua própria vida. Deixe Deus ser Deus no seu coração. Quando você se volta para a Palavra e começa a ler, você percebe esta verdade tão grande: a de como Deus oferece uma chance nova, uma oportunidade nova, um momento novo. Deus jamais o desprezará, nunca irá jogá-lo fora. Jesus Cristo disse: “Aquele que vem a mim, de maneira alguma eu o lançarei fora, e ninguém o arrebatará das minhas mãos”. Tome posse desta palavra e viva sob o impacto dessa verdade. Eu profetizo vida ao seu coração. Que mais vida seja profetizada em seu coração e, mais que isso, que essa mesma vida frutifique a 30, a 60 e a cem por um! Paz e bem

Palavra: luz para os nossos pés...


Talvez você esteja pensando em como o tempo tem passado rápido, mas precisamos ter a consciência de que não vivemos os meses nem os anos, vivemos um dia de cada vez. Não pense nos meses e nos anos que já se passaram, mas nos dias, nos meses e nos anos futuros, pois eles podem ser os mais gloriosos de sua vida. Neles você pode colher aquilo que ainda não colheu, porque Deus, para intervir em nossa vida, não fica preso ao calendário, mas apenas à disposição de nosso coração. No momento em que você se voltar para Ele, tudo mudará, conforme Ele mesmo diz: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o coração”. Quando você o buscar com todo o seu coração, entrará em uma dimensão diferente da eternidade na Terra, pois o tempo não é uma expressão da eternidade, ele está dentro da eternidade, que é muito maior que o tempo. Você teve um começo e terá um fim, mas valorize cada dia, vivendo a realidade contida na Bíblia: “Esse é o dia que o Senhor fez para que alegremo-nos e regozijemo-nos nele”. Que você possa transformar sua vida em um festival de graça, amor e misericórdia, mesmo diante do desemprego, das dores da vida. Se você soubesse em plenitude o quanto Deus se importa com você, o quanto Ele te ama e o prazer que Ele tem em vê-lo e poder chamá-lo de filho, veria que é possível fazer da vida um festival. Em Romanos 15.4-5 está escrito: “Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança. Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus”. Esses dois versículos devem acompanhar você não somente hoje, nem somente agora, mas durante o resto dos anos de sua vida, para você viver o que nunca viveu. Saiba que a Bíblia produzirá em você duas realidades: paciência e consolação. A paciência é saber que em tudo Deus tem o melhor para sua vida. O consolo é você chegar ao fim do mês ou deste ano e ter a vida mudada, um consolo que vem das Escrituras. Lembre-se de que a vida é marcada pelos recomeços. Diante de você está uma oportunidade. Volte novamente para o Deus paciente e consolador. Escolha amar e perdoar, assim como nosso Senhor o faz. Paz e bem

Estar com Deus, ou estar em Deus....


Somos gratos ao Senhor por tudo que Ele nos tem dado, tanto no que se refere a nosso relacionamento com Ele quanto no que diz respeito às bênçãos com que nos tem agraciado. Isso acontece porque sabemos que Deus tem muito mais para nós e porque sabemos que muito mais ainda temos de buscá-lo. O Senhor nos exorta a buscá-lo e a invocá-lo, conforme está escrito: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Invoca-me, e te responderei” (Jr 29.13; 33.3). É buscando o Senhor com intensidade de coração que receberemos tudo o que Ele tem para nós, e Ele tem sempre o melhor para todos que o buscam. Durante os 40 anos que o povo de Israel caminhou pelo deserto, diz a Palavra que “o Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar” (v.21). Quando nossa vida está realmente nas mãos do Senhor, reconhecemos que Ele vai à nossa frente e sentimos Sua presença. O caminho pelo qual Deus nos conduz é sempre o melhor. Nos desertos da vida, não existem placas sinalizadoras. Tudo o que precisamos durante esses desertos é ter nossos olhos fitos no Senhor. Hoje, não temos uma nuvem para nos guiar, mas temos a Palavra de Deus e o testemunho do Espírito Santo em nossa vida. “Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite” (v.22). A nuvem representava a presença do Deus onipotente, onipresente e onisciente, que faz toda a diferença em nossa vida. “Respondeu-lhe: minha presença irá contigo, e eu te darei descanso. Então, lhe disse Moisés: se tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar” (Êxodo 33.14-15). Quantas vezes tomamos decisões sem considerarmos a presença do Senhor? E o resultado disso é sempre insucesso. Quando a presença de Deus não se faz presente em nós, cansamos. A presença dele traz descanso e paz para todas as áreas de nossa vida. “Se Tua presença não vai comigo, não nos faça subir deste lugar” (v.15). É importante abrirmos mão de nossas próprias opiniões. Na maioria das vezes, as discussões acontecem porque queremos que nossas opiniões prevaleçam: “tem de ser assim”. É fundamental entender a crucial diferença entre defender um ponto de vista e contender com Deus para que nossa vontade prevaleça sobre a Dele. Ele sempre terá o melhor para nossa vida. Quando nosso coração descansa nessa realidade, tudo o que Deus tem para nós acontecerá, porque Ele não faz nada pela metade. Começa e termina a boa obra. O que Deus disse a Moisés vale para nós: “A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso” (v.14). Não conseguimos ver Deus fisicamente porque Ele é Espírito. Porém, mesmo não o vendo com nossos olhos físicos, podemos senti-lo. Não apenas o entendimento dessa presença como um conhecimento teológico, mas Sua presença manifesta. E, se reconhecermos isso em nossas decisões, em nossas palavras e no nosso dia a dia, seremos o povo mais feliz desta terra. “Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra?” (Êxodo 33.16). A diferença entre o cristão e aqueles que ainda não conhecem o Senhor não é simplesmente o nome de uma religião, mas são a entrega total a Jesus e a certeza da presença do Deus vivo. Paz e bem

domingo, 26 de março de 2017

Nunca estareis sós, sempre caminho junto ao justo...


O inevitável: aquela dimensão do real que preferiríamos ignorar, mas que se nos impõe. O que não depende de nós para acontecer, mas que nos acontece. Quantos por cento da nossa vida pertencem à categoria do inevitável? 20, 30, 40%? Talvez bem mais que isso. E o real? O que nos resiste e que exige que sejamos “resistentes” ou “resilientes”. Nosso desejo, que gostaríamos fosse onipotente, depara-se sempre com a realidade. E sem o enfrentamento da realidade, caímos na ilusão. Sonhamos com uma felicidade durável, perfeita, completa. Quem não almeja uma alegria plena e sem limites? É o sonho de todos nós. Mas nossa vida não se reduz a um sonho. A realidade nos espreita e temos que enfrentá-la, sem nos esquivarmos, sem negá-la e, também, sem nos deixar esmagar por ela. E o mais importante, para quem crê, é afrontá-la a partir da fé. A espiritualidade antiga dizia: “É preciso acolher a realidade como Deus a envia”. Acolher o real da providência divina, que tudo dispõe. Quanta sabedoria nesse conselho clássico da espiritualidade, mesmo sabendo que Deus não envia sofrimentos, desgraças, doenças. Deus não é o responsável por nossos males. Hoje poderíamos dizer o seguinte: é preciso se encontrar com Deus a partir dos acontecimentos e nos acontecimentos. Acolher Deus em todos os eventos da vida, negativos ou positivos. Na alegria e abundância, mas também no sofrimento, na tristeza e no fracasso. Por mais que nos sintamos visitados e abençoados pela graça de Deus, sabemos que tristeza, a desolação e o desalento são estados de ânimo comuns na vida humana. E a verdadeira experiência de Deus, às vezes, emerge, e de maneira profunda, no meio de tudo isso. Na vida concreta, também das pessoas espirituais, surgem fatos penosos, desentendimentos, traições, incompreensões, conflitos de ordem afetiva, doenças. Situações que admitem uma série de interpretações: falta de sorte, maldade humana, acaso, erros próprios, opções errôneas, pecados pessoais e sociais. Interpretações possíveis, mas que não resolvem o desconcerto dos acontecimentos indesejados. O problema fica pior quando a pessoa se sente abandonada por Deus, pelos amigos e pelos próprios recursos. Sente-se só, posta numa situação-limite. Porém, Deus mistura sua graça aos escombros de nossa vida. Sua graça, oculta, eficaz e misteriosa, sabe fazer maravilhas através dos acontecimentos inesperados, inclusive com elementos de erro e de pecado. Basta que a pessoa não se desespere, mas confie, espere em Deus. A confiança nele nasce também de certo desespero interior. É quando não pode mais confiar nos próprios recursos que a pessoa ousa jogar-se nos braços da misericórdia de Deus. Mas, no meio das trevas, para que haja verdadeiro amadurecimento na fé, faz-se necessário manter a fidelidade a Deus, esperar pacientemente. São João da Cruz aconselha: “Lembre-se de Cristo Crucificado e silencie. Viva na fé e na esperança, mesmo que seja às escuras, pois nestas trevas Deus ampara a alma”. Ele é capaz de escrever certo pelas linhas tortas da nossa vida. Mas é preciso confiar e acreditar. Não duvidar e tudo esperar de Deus. Grandes santos da Igreja se depararam com situações difíceis, extremas. Santo Afonso, apóstolo da misericórdia, consolou muitos na confissão, mas disse, certa vez: “eu sofro um inferno”. Santa Teresinha atesta uma verdadeira tortura interior, marcada pelo medo de se desesperar. No meio da crise, exclama: “É a pura agonia, sem nenhuma mistura de consolação! Não, jamais acreditei que fosse possível sofrer tanto”! Masoquismo espiritual? Não, essas pessoas não se infligiam sofrimentos, porque, nesse caso, se transformariam em gozo perverso. Os santos lutaram contra os sofrimentos e tudo fizeram para superá-los. E também nós não temos que buscar sofrimentos ou inventá-los. Quando surgem, temos o direito, e até o dever, de buscar uma solução na psicologia, na medicina e nas ciências. Também podemos recorrer a Deus em busca da cura. Se a alcançarmos, agradeceremos a Deus. E se não conseguirmos o que buscamos? Sempre há um lugar em nós em que fracassamos. Exatamente aí Deus abrirá uma brecha para nos curar mais profundamente. Cura que não restaura o objeto perdido, mas modifica nosso olhar sobre Deus e sobre nossas relações. Nesse caso, cura significa assumir a doença, perdoar sua causa e amar a Deus e a si mesmo suficientemente para ser capaz de carregar sobre si e, às vezes, sobre o próprio corpo, um novo olhar. Trata-se de um processo doloroso, porém, se vivido na fé e no abandono, revelará o verdadeiro rosto de Deus, que não se deixa banalizar ou identificar com meios que nós mesmos construímos. Ele não é uma caricatura, um fantoche ou mesmo um ídolo construído à imagem e semelhança do nosso desejo. Ele é soberano, Senhor dos homens, do universo, da história e do destino. Mistério insondável ao qual estamos referidos desde o mais profundo do nosso ser e que reclama obediência, porque só Ele é o Sumo Bem. Não nos trata como crianças, mas nos conduz, através das crises, a uma vida adulta, autêntica e responsável. Somos assim conduzidos a uma maturidade provisória. Próxima etapa do crescimento em Cristo. Paz e bem

Quaresma : escolher ser fiel ...conversão ao amor de Deus...


por Pe. Paulo Carrara - C.Ss.R. 1 Comentário1 Comentário O significado da quaresma Quaresma: quarenta dias; tempo de penitência, jejum, oração, esmola. Mas por que 40 dias? O número ganha significado a partir da Bíblia, onde aparece muitas vezes. Certamente esse número é teológico e não matemático, ou seja, tem valor qualitativo e não quantitativo. Quarenta é um número simbólico: o tempo necessário para o amadurecimento, para a prova, para atingir um ideal almejado, sejam quarenta anos ou quarenta dias. Vejamos! Moisés passou 40 dias no monte Sinai, em intimidade com Deus. O povo de Israel, que ele libertou, era escravo no Egito e Moisés foi escolhido para libertá-lo e conduzi-lo à Terra Prometida, onde corre “leite e mel”, ou seja, uma terra abençoada na qual Deus reinaria sobre todos, onde seria o “seu Deus”. Antes de chegar a essa terra, o povo passou quarenta anos no deserto para escutar a voz de Deus, conhecer sua Lei e aprender a praticá-la. Um tempo de prova e de preparação para uma experiência única de Deus. Jesus continuou o caminho de Moisés no deserto e se tornou o guia e o libertador de todos os homens e as mulheres. Segundo relatos dos evangelistas, Ele passou quarenta dias no deserto, tempo necessário para provar sua fidelidade ao Pai, antes de iniciar sua missão como profeta. Com sua comunhão com Deus, dita em forma de jejum e oração, venceu a tentação no deserto, mostrou a sua liberdade e seu senhorio sobre todas as coisas. Diferentemente de Adão, que não soube acolher o projeto de Deus e se fechou em seu orgulho, Jesus acolheu o Reino do qual é mediador e se tornou Senhor de todos e de tudo por sua ressurreição dos mortos. A Igreja continua, durante o tempo litúrgico da quaresma, celebrando os mistérios do êxodo e a fidelidade de Cristo; ela busca uma renovação contínua de sua comunhão com Deus, sempre acreditando no amor apaixonado de Deus pelo ser humano que se manifesta no seu Filho Jesus Cristo. Por isso, ela faz penitência em busca de uma fidelidade maior a seu Senhor. E convida cada cristão a uma mudança de vida, em vista de uma mais radical adesão a Jesus. A quaresma prepara a celebração do mistério central da vida de Jesus: sua páscoa; sua morte e ressurreição com as quais reconciliou a humanidade com Deus. O batismo nos imergiu no mistério pascal de Cristo. Mas nem sempre conseguimos ser fiéis a Cristo e a seu evangelho. A quaresma se entende, pois, como tempo de conversão, para que sejamos mais fiéis à graça de nosso batismo, cujas promessas vamos renovar na grande celebração da páscoa, na noite do sábado santo. Quaresma: tempo de crescimento espiritual Quaresma é tempo de investir na conversão e continuar a busca do crescimento em Cristo. Para isso, torna-se indispensável uma atenção constante sobre si mesmo, movida pelo amor a Deus, para aproveitar todas as oportunidades de fazer o bem que a vida nos oferece. A busca do bem marca a existência cristã em todos os seus aspectos, mas a quaresma chama a atenção para a necessidade de não só fazer o bem, mas também combater o mal. O bem exige o combate ao mal. Não só o mal do mundo, mas também aquele que existe dentro de nós e que se traduz em atitudes egoístas que nos fazem esquecer o outro e suas necessidades e pensar só em nós mesmos, como se fôssemos o centro do universo. Neste ponto Santo Afonso nos ilumina: “alguns fazem as pazes com seus próprios defeitos e daqui nasce a sua ruína, sobretudo quanto estes defeitos são o apego a alguma paixão, à própria estima, ao desejo de aparecer, de acumular riquezas, ao rancor para com o próximo”. Santo Afonso é taxativo ao afirmar que “vivem em perigo aqueles que se abandonam à mediocridade”. Santo Afonso sabe que os medíocres logo se tornam decadentes, ou seja, desistem da Boa Nova de Jesus para viver somente para si mesmos. O tema da vigilância se mostra central no tempo da quaresma. É preciso “vigiar e orar”, como aconselhava Jesus, para não “cair em tentação”. Como viver a quaresma? Para viver bem a quaresma, investindo no conhecimento profundo de Cristo, é preciso, pois, uma decisão firme e corajosa de se entregar a Ele e de empregar os meios para tornar realidade a própria decisão. Quais seriam esses meios? A Igreja nos indica vários caminhos para crescer na conversão: os sacramentos da eucaristia e da reconciliação, a meditação das verdades fundamentais da fé, a oração pessoal e comunitária, a caridade. O mais importante, no entanto, é o desejo de dar-se a Cristo que deve traduzir-se na caridade para com o próximo. Quem se decide a fazer alguma coisa por Jesus, nada tem a temer; é só pôr mãos a obra que ele dará a sua graça. Viver a quaresma no espírito de fé é, pois, atuar de diversos modos a opção por Jesus e pelos irmãos, que brota da conversão sincera do coração. Jejum, oração, esmola não têm sentido em si mesmos, são apenas “meios” que ajudam a tomar como norma suprema da vida o projeto de Jesus, feito de justiça, paz, fraternidade, misericórdia. Assim como Jesus, é preciso acolher a vontade do Pai, o que supõe renúncia a tudo o que nos afasta do verdadeiro amor. A quaresma é um tempo propício para a atuação desta proposta, através da penitência, da oração, do jejum e das obras de caridade. E a Igreja, através da campanha da fraternidade deste ano, nos chama a atenção para a necessidade de ajudar a criar estruturas sociais mais justas. O tema, “Fraternidade, Igreja e Sociedade”, e o lema, “Eu vim para servir” (Mc 10,45), expressam a urgente necessidade de maior contribuição entre a Igreja e a sociedade, para que, com a promoção do bem comum, vivamos numa sociedade mais justa e solidária. A penitência da quaresma deve criar nos cristãos a consciência de que são responsáveis pela construção de um mundo mais justo. Paz e bem