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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Vem Senhor Jesus....


“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20). Iniciamos a quarta semana do tempo litúrgico do Advento. Dentro das fileiras Cristãs, mesmo nas igrejas reformadas ou as que preservam um patrimônio litúrgico mais tradicional, há sempre alguma confusão e até desconforto em relação a este período do calendário cristão. Na maioria das vezes esta estação é reduzida a uma simples preparação para o Natal, como se esperassem ainda a vinda de Jesus na gruta de Belém. Esta é uma devota regressão simplória que empobrece a esperança cristã. Muito embora o Advento também seja um tempo de leituras, orações, hinos e pregações que giram em torno das profecias do Antigo Testamento que nos prepararam para celebrar com maior gozo o evento da Encarnação do Verbo, na verdade ele ancora-se mais em um artigo do credo Niceno-constantinopolitano que fixa a seguinte proposição dogmática: “E, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: e encarnou pelo Espírito Santo, no seio de Maria virgem, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; E subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim”. Então, o tempo litúrgico que precede a solenidade do Natal é antes a prática eclesial da espera por Jesus. Estaríamos nós convictos de que Ele voltará um dia? Estaríamos nós como igreja e como cristãos, individualmente, praticando esta espera? Jesus veio uma primeira vez, revestiu-se de humildade, fez-se pobre, vulnerável, assumiu a nossa limitação humana, sofreu fadiga, dor, fome. Chorou a perda de um amigo, sentiu o duro golpe da traição de um discípulo, angustiou-se em face do terror que o aguardava na cruz e por fim morreu a nossa morte. Tal era o sumo sacerdote que nos convinha, afirma a carta aos Hebreus, ante a tamanha solidariedade de Cristo com a nossa humanidade (Hb 5.7; 7.26). Ressuscitado ao terceiro dia e tendo ascendido aos Céus em um corpo transfigurado há de voltar um dia e agora tanto a sua aparência como a sua condição serão completamente diferentes. Virá com poder invencível, majestade indefectível, glória imarcescível e com absoluta autoridade para julgar os vivos e os mortos e estabelecer em definitivo o Reinado de seu Pai que não terá fim. Basílio, o grande, um eminente pai da Igreja definiu o cristão como “aquele que vive em estado permanente de espera, de vigia, a cada dia e cada hora, sabendo que o Senhor vem”. Claro, pedagogicamente a igreja sempre entendeu que o Advento também é um tempo kerigmático, um tempo onde a Encarnação de Jesus Cristo é o ponto de partida para se apresentar o plano da Redenção e se fazer o pleno anúncio do Evangelho como o sintetizado por João: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (Jo 3.16-19). Então, o Advento cumpre uma dupla missão na Igreja. Em primeiro lugar devolve à festa do Natal o seu sublime caráter cristocêntrico. Nos leva a testificar pelas Escrituras que as promessas feitas aos pais desde os primórdios: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15), reafirmada muitas vezes pelos profetas: “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 7.14); e quando tempo se fez propício: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5); Ele cumpriu a sua Palavra: “Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Esta é a essência do Natal que o Advento quer ajudar-nos a redescobrir e bem celebrar. A outra é: “E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Ts 1.10) e ainda: “E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória” (Marcos 13:26). Mas também o Advento nos alerta: “E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.10,11). Esta espera não deve paralisar-nos. A nossa espera deve ser dinâmica, nós O esperamos em atitude de vigília, oração e missão que é o coração do Advento. Ele vem! Paz e bem

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Amigos será...que os tenho ?


Deus nos criou para vivermos em comunidade. Nós precisamos uns dos outros para crescermos e nos desenvolvermos com proteção, saúde e integridade. E esse princípio se estende também ao contexto do discipulado cristão: no processo de nos tornarmos seguidores e aprendizes de Jesus não há espaço para a existência de cristãos do tipo “você S. A.”. É no espaço comunitário que temos a oportunidade de amadurecermos emocional e espiritualmente. Ali encontramos as condições e as pessoas necessárias para que o nosso orgulho e as nossas ilusões pessoais sejam confrontadas, e o nosso “eu” verdadeiro possa florescer e se fortalecer, em conformidade com o caráter de Jesus Cristo. Deus sempre foi, e sempre será, o agente da nossa transformação pessoal. Mas nessa jornada, com nossos altos e baixos, ele irá colocar pessoas em nosso caminho de tal modo que a experiência da coletividade e da mutualidade se tornem instrumentos de sua vontade. Precisamos sempre nos perguntar se temos valorizado devidamente a riqueza de fazermos parte de uma comunidade que busca a mesma direção. Temos nos colocado à disposição de outros, e ao mesmo tempo procurado companheiros de caminhada que nos ajudem a avaliar com sinceridade o nosso crescimento cristão? Enxergamos nossa necessidade de mentores ou “diretores espirituais” de quem podemos receber orientação, e a quem podemos recorrer para nos ajudar a avaliar nossos pensamentos e sentimentos? Pessoas francas e piedosas, que sejam capazes de se preocupar mais com nosso destino eterno do que com sua imagem ou reputação diante de nós? Para entender o que a Bíblia fala Com base no capítulo 6 do Evangelho de João, provavelmente Jesus seria reprovado pelos especialistas em “marketing pessoal”! Em questão de alguns dias ele passa da assistência de uma multidão (vv. 2, 6, 15) para a desistência até de muitos de seus discípulos (v. 66). O que ocorreu no meio do caminho, entre esses dois momentos? Por que Jesus não foi mais “politicamente correto” em seu discurso (vv. 53, 60)? Qual era sua verdadeira preocupação (vv. 27, 58)? Que Jesus tenha desapontado os líderes judeus não é novidade. Mas, agora, até seus discípulos estavam demonstrando seu desapontamento com ele (vv. 60, 66). Por que? Em sua opinião, quais eram suas expectativas em relação a Jesus, o Messias prometido por Deus (vv. 14-15, 26, 52-53)? No v. 67, Jesus se dirige aos doze com uma pergunta bem direta, demonstrando que ele não estava disposto a negociar suas condições para o discipulado. Como esta pergunta poderia ajudar aqueles seguidores mais próximos a tomar uma decisão consciente naquele momento crucial de sua vidas? Pedro descreve o processo de sua mudança de vida como “nós cremos e sabemos” (v. 68-69). Note que ele usa todos verbos no plural. A fim de entendermos melhor esta resposta de Pedro podemos refletir sobre os elementos que são importantes para o aprofundamento de uma amizade/relacionamento. Como esta amizade/relacionamento de desenvolve? Como nós sabemos que alguém nos ama e cuida de nós? Então, como o comentário de Pedro pode ser melhor compreendido? O que fez Pedro permanecer com Jesus? O que ele queria dizer ao responder “Tu tens as palavras de vida eterna”? Quando Pedro acabou de dizer estas palavras, que reação esperaríamos que Jesus tivesse? Qual era a intenção de Jesus com sua resposta (vv. 70-71)? O que ele não queria perder de vista? Hora de Avançar Sabemos que poucas pessoas se importam, de verdade, com nossa alma. Poucos têm a coragem de colocar em risco sua imagem pessoal ferindo nosso orgulho pelo bem da verdade e da eternidade.[…] Amigos que fazem as perguntas difíceis, que se importam com nossa vida, com o risco de nos perdermos em nossos pecados e enganos, que preferem nos ferir a nos ver perdidos e confusos, são os amigos verdadeiros.[…] Jesus via seus discípulos como pessoas que lhe haviam sido confiadas por Deus. Por isso ele os repreendeu, exortou, foi firme e duro e, ao mesmo tempo, compassivo e misericordioso. Jamais abriu mão de sua lealdade e buscou, em todo tempo, conduzir seus amigos ao conhecimento de Deus e à vida eterna. Para pensar Neste episódio, no final do capítulo 6 de João, Jesus foi bastante claro com aqueles que procuravam ser seus seguidores: “O que vocês precisam não é nem de dádivas materiais e nem de milagres; o que vocês precisam é de MIM”. Jesus cria uma separação radical entre aqueles que desejavam apenas obter alguma dádiva, e aqueles que realmente estavam dispostos a encarar uma agenda de submissão e compromisso sacrificial. Embora muitas pessoas estivessem abandonando Jesus, os doze discípulos não fizeram isso. A sua fé, e o que eles tinham aprendido pela convivência com Jesus, os mantiveram próximos e obedientes a Ele. O conhecimento que eles obtiveram veio como fruto de sua fé e obediência (ver João 7. 17). Embora somente Pedro tenha respondido, ele agiu como um porta-voz dos outros discípulos. O que disseram A receptividade e o confronto são dois lados inseparáveis do testemunho cristão. Devem ficar em cuidadoso equilíbrio. Receptividade sem confronto leva a uma neutralidade confortável que não serve a ninguém. Confronto sem receptividade leva a uma agressividade opressiva que fere a todos. Esse equilíbrio entre receptividade e confronto pode estar em diferentes pontos, dependendo da posição de cada um na vida. Mas em toda situação de vida temos não só de receber, mas também de nos confrontar. (Henri Nouwen, Crescer: Os três movimentos da vida espiritual, Paulinas, 2000, p. 94) Para responder Se você fosse Pedro, o que você teria respondido a Jesus? Como você teria explicado sua permanência junto dele? Alguma vez você se sentiu desapontado com Deus? Por que você se sentiu assim? Essa questão já foi resolvida em seu coração? Eu e Deus Senhor, tu despedaças os sonhos que mais acalento – os de estar no controle de minha vida, os de controlar os outros. Então, tu dás algo muito melhor – a visão de teu senhorio e redenção. Expulsa a incredulidade de meu coração e concede-me fé, por tua misericórdia

Natal todo dia....será?


A mestra vivia impressionada pela carga tão forte de comércio e do folclore, que predominam na época do Natal. Quem sabe teria ela lido algures, que o dia 25 de dezembro, dia do sol no paganismo, só fora consagrado ao nascimento de Cristo tardiamente, Sabe-se lá! O fato é que solicitara dos alunos um trabalho literário sobre o natal, pedindo que focalizassem os aspectos interiores, de preferência os convencionais. Seria, esse exercício escolar, o último do ano letivo, pois se avizinhava a semana dos exames, e os primeiros sinais das festividades natalinas surgiam nas lojas e nas ruas, a começar por arvorezinhas expostas, à venda, em lugares estratégicos. E a mestra, querendo estimular os alunos, dera orientações e transformara o mero exercício escolar em um concurso, providenciando prêmios aos três primeiros colocados, uma espécie de gradação em bronze, prata e ouro. Curioso é que, na apuração, quase todas as composições literárias mostraram-se boas e os primeiros alunos colocados (alunas, por sinal!) tinham efetivamente a mesma estrutura, seguindo a sugestão feita. Focalizaram o problema interior da vitória sobre a tentação. Uma das alunas, que já antecipara trabalho adicional de férias em uma loja, confessava-se culpada de querer desviar valores; outra, envolvida com namoro não do gosto dos pais, pretendera encobrir o caso mentirosamente; uma terceira confessava-se mesquinha, e relutava em repartir algo com a vizinha pobre… Escrevendo sobre o Natal, a partir dessas confissões, cada uma das autoras fazia contraste dessa situação interior com o ambiente exterior do Natal: presentes, Papai Noel, pinheiros, luzes, ceias e bebidas. Afinal, diziam, a história de Belém não contém nada disso. É, pelo contrário, a peregrinação de uma gestante pobre; o livramento de um infante inocente; as homenagens inesperadas de uma figura incógnita. Em tudo que aparece na Bíblia como se está dizendo: “Ele se fez pobre, para que pela sua pobreza enriquecêssemos…” Curiosamente, nesses três contos premiados, as autoras ressaltavam que se sentiam enriquecidas interiormente, ao compreenderem, a tempo, o quanto importava resistir a tentação, para se ter um Natal feliz. Mais que as festividades exteriores, contava a alegria interior. Era a chegada de Deus ao coração. Pareciam dizer: “Jesus veio a mim…” Para isso, qualquer data serve. Todas, sem uma soubesse o que a outra fez, usaram o mesmo título: Natal sem data… Coincidência? Talvez. A verdade é que Natal sem data é imaginável; o que não é possível é Natal sem coração! Absolutamente impossível.

Esta chegando o Salvador......


Pessoas que se detêm diante do sofrimento de outros, param nas ruas, ouvem queixas, socorrem vizinhos, visitam hospitais e presídios. Fazem tudo anonimamente, seguindo o exemplo do samaritano da parábola de Jesus (Lc 10.25-37). Grupos cristãos que se mobilizam para socorrer necessitados, distribuindo alimentos e remédios, revezando-se ao lado de doentes, acompanhando solitários. Eles se inspiram na advertência de Jesus: “[...] sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mt 25.40). Comunidades singelas que se reúnem nas periferias, acolhendo os aflitos, juntando-se em oração, mobilizando recursos, abrindo espaços de socialização e autenticação de identidades. O desafio é se manterem fiéis ao ensino do Mestre: “[...] quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva” (Mt 20.26). Igrejas mais organizadas, inseridas na vida urbana, que se empenham em superar tendências individualistas e preconceituosas, formando grupos solidários e comprometidos, juntos nas alegrias e nas tristezas da vida. São expressões de reconhecimento daqueles que experimentam o amor de Deus: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). Todos estes exemplos sinalizam a presença da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Em meio ao mundo impregnado pelas inúmeras expressões do pecado individual e coletivo, apontam que é possível ser diferente. Deus quer que façamos diferença, pois “o próprio Filho do homem não veio pra ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45). No próximo Domingo estaremos dando inicio ao tempo do Advento, será que estamos preparados ou nos preparando com devido esmero para este tempo tão importante para nós cristãos... Paz e bem

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Santo ou santo o que sou......


‘’Somos a geração que se gaba de estar conectada, vinte e quatro horas, mas não conseguimos mais nos conectar com o olhar de quem esta, ao nosso lado, todos os dias. ’’ A vida, em uma típica realidade do mundo, no qual me encontro, traz um ritmo tresloucado, segundo a regência dos faróis. Para muitos, o dia deveria ter trinta e seis horas e, ainda assim, quem sabe, uma extensão seria bem vinda. De certo, acordamos movidos e impulsionados para não perder a hora, cumprir as demandas, resolver pendências e a palavra pausa, silêncio, diálogo, oração, equilíbrio, contemplação acaba por permanecerem dentro da gaveta. Afinal de contas, no ímpeto de uma cultura imediatista, em busca do sucesso, a todo e qualquer custo, muitos aderem, ferrenhamente, ao individualismo, a adoração do individuo autárquico. Enquanto isso, o senso e a percepção de comunidade, de convivência solidária, de urdir uma trama bem adornada de tolerância nem se fala mais. Dou um pulo e abordo essa questão sobre como anda nossa existência e espiritualidade, dentro do ora denominado corpo de Cristo. Digo isso, porque parece que não conseguimos também parar e ponderar sobre a vida e receamos qualquer via de inspiração e criatividade; lamentavelmente, não conseguimos frear e contemplar a vida, com sua primavera, com seu por do sol, com suas ondas ressoantes do mar e, enfim, com a beleza e a bondade. Nossos cânticos mais se assemelham a um jogo de cartas marcadas, mais voltados a massagear o ego de um Criador melindroso e narcisista para, então, receber algumas migalhas em troca. Nossas orações permanecem nas fronteiras de um dualismo (bem – mal, como se fosse aquela brincadeira: bem me quer, mal me quer). Nossa relação com a palavra se reduz a dispormos de um livro da sorte, a um amuleto, a um talismã, a uma caixa de fragmentos que se amoldem aos meus interesses e nada mais. Em meio a tudo isso, antes de acender aos céus, Jesus se encontra com os discípulos, sentam – se e ao saborear um assado de peixe desenha a Graça e seu compromisso com a vida. Sem nenhuma pieguice, o considerado primeiro milagre de Jesus tinha o vinho, como peça chave para o desfecho de um eminente fracasso, e o que dizer da multiplicação dos pães e peixes. Vou além, diante de tantas tutores da Cruz, como se Jesus tivesse abdicado de sua opção por curar, restaurar, reconciliar e animar a vida humana, sem rótulos, sem estigmas, sem eleitos e rejeitados, sem santos e profanos, sem certos e errados, sem judeus e gentios, sem este ou aquele, todos, indistintamente, abraçados, acolhidos, aninhados, alentados e ancorados no porto da fé inspiradora, criativa, imaginativa e transcendente. Verdadeiramente, quantos líderes não precisam ir a direção dessa pausa, encostar-se se no colo de um Deus, com aquele toque de mãe, quando tudo parece desmoronar? Quantos pastores acuados, nos esconderijos de seu gabinetes, sem alguém para o ouvir, jogar conversa fiada numa tarde (ao por do sol), de olhar para seus erros e equívocos, de perceber que não foi chamado para ser nenhum mito, nenhum ícone, nenhum semideus, nenhum caboclo, nenhum orixá e sei lá mais o que? Quantas mães cansadas de acreditar na condição de o seu filho voltar a viver, a trilhar pelos sonhos, a ser humano (porque está submerso nas senzalas das drogas facínoras)? Quantas casamentos na superfície, na aparência, no faz de conta? Quantas domingos, na igreja, sem sabor, sem viço, sem docilidade, sem inocência, sem recomeços? Quantas jovens na berlinda de a quem seguir e o por qual motivo? Quantos de nós não estamos a procura de um sentido, de um motivo e de um destino, diante das perdas, das falências, das derrocadas, dos dissabores? Quantos de nós não daria de tudo para abandonar e vestir o conformismo? Quantos de nós não estamos com as mãos abarrotadas de pedras emocionais para julgar, para condenar, para pisar, para pisotear, para cuspir palavras depreciadora e doentias, frutos de uma religiosidade de puros e impuros (puro, porque não perdeu a virgindade; impuro ou, melhor dito, impura, porque já teve seu corpo tocado; puro, porque se vale de um estereotipo clerical e impuro, porque veio com tatuagem; puro, porque fala em línguas estranhas, profetiza e revela e impuro, porque quer romper com a fé sem o verbo; puro, porque se restringe a uma relação vertical, eu e Deus, e impuro, porque quer partilhar, quer participar e ponderar; puro, porque casou, ainda, e impuro, porque vive com outro; puro, porque amaldiçoa o mundo e impuro, porque aceita o chamado para ser útil e benéfico; puro, porque não se masturba e impuro, porque se masturba, tem desejos pornográficos e por vai a lista interminável). Sinceramente, a Cruz de Cristo se inclina para os impuros, aqui, valho – me para gente, como eu e você, com o coração aberto para ser adoçado, para ser amado, para ser abraçado e para ser consolado, sem fazer disso nenhuma cartilha para nos desumanizarmos.

Ser igreja viva....Hoje...Nossa obrigação...


Atualmente o evangelho se depara com a situação da relativização das ideias , gêneros, de preceitos, algo que está para além da modernidade, a chamada Pós-modernidade. A pós-modernidade que é resultado de uma séria de crises, massificações dos meios de comunicação, transporte, informática, mudança da instituições sociais, das lutas e protestos sociais, bem como pelo racionalismo e eliminação de mitos e preconceitos, traz consigo uma nova ética, uma nova mudança na atuação individual, humana e social, que acaba sendo refletido em um comportamento diferenciado diante do mundo, do outro, de si mesmo, e de Deus.Para que a Igreja possa exercer sua vocação diante das questões sociais e das mazelas humanas, não existe melhor quesito a se analisar do que a própria vida de Cristo, pois, uma Igreja missionária, uma Igreja participante da proclamação do evangelho, é ensinada por Jesus, assim sendo somente ensina e pratica aquilo que um dia aprenderam do próprio mestre. E para responder a indagação supracitada, será feito uma analise de três pontos principais da vida de Jesus que podem ser entendidos como fundamentais, não únicos, para o exercício da fé por parte da Igreja, sendo esses pontos: A martíria, a diakonia, e a koinonia. Representando respectivamente, o testemunho, o serviço e comunhão.vocábulo martírio existente no Novo Testamente, deriva de MARTYREÕ e compostos como, MARTYS, MARTYRIA E MARTYRION16. Em um sentido geral as palavras denotam significância de: "Testemunho"; "Testificação" ; "Atestação"; bem como, "dar testemunho"; "testificar"; "evidência"; "prova"; "afirmar" ou "testemunha".a Igreja ensinada por Jesus, é uma mártir, mas não de morte física, de violência, mas sim, a negação do seu próprio ser, a exclusão dos desejos internos, humanos, e aceitação do discipulado em ser semelhança de Cristo, um testemunho real acerca do evangelho, pois o próprio Cristo no livro de João, capítulo 17 deixou explicito seu cumprimento enquanto testemunha do Reino. Para um pregação legítima do evangelho em relação ao mundo, precisamos ser discípulos e assumir a figura de Cristo em nossas vidas regeneradas.Na América Latina, dentre muitos países, o Brasil possui um grande problema social, onde a divisão de riqueza, está muito além de um equilibro entre todos, na realidade poucas pessoas ganham muito, e outros ganham quase nada para viver . Outrossim, com o desenvolvimento das cidades, dos recursos, ocorre um aumento populacional e assim uma massificação da população, e isso não cria obrigatoriamente emprego27, cria sim um aumento de moradores de rua. Igualmente, dentro da nossa sociedade as relações, as concepções de relações, viraram liquidas, rápidas e pretensiosas, existem fragilidades nas relações, um constante sentimento de insegurança devido desejos conflitantes28, assim sendo o ser humano começa a viver uma vida vazia e sem norte, necessitando de um auxílio, de alguém que direcione, que traga a solução.A igreja, no serviço, deve visar que ela existe unicamente para o mundo e a favor dele, buscando minimizar as carências concretas da humanidade, e isso, não representa somente ajudar a outros, mas igualmente, quando necessário, os membros da nossa própria congregação, ou as comunidades co-irmãs48. Apontando desta forma que a Igreja de atuação legítima em consonância com Cristo, é na realidade e essência uma Igreja servidora. Neste período considerado como pós - moderno, onde a sociedade humana tem descoberto e vivenciado novos pressupostos, cultura, entre outros, as relações ao invés de aprofundamento e consolidação, tem sido superficiais e limitadas. O sociólogo Zygmunt Bauman, comenta que aceitar a força do preceito do amor ao próximo exige um "ato de fé" ou um "salto de fé".A comunhão, é imprescindível para a missão, para regeneração de um pecador, todo cristão tem como responsabilidade unir as forças, os recursos e dons que foram concedidos por Deus, para obter um resultado glorioso na missão de levar o Evangelho a toda criatura65. Vivenciamos uma cultura, uma prática cada vez mais egoísta, individualista, onde o ser humano coletivo, como ser completo, é deixado de lado em troca do ser individual, que busca ser completo, a realidade social tem apontado para uma ruptura de relações, uma igreja saudável, uma igreja entendida como cristã, que exerce com êxito sua vocação investe e pratica com excelência a comunhão, por que sabe que a partir dela e nela o Reino é devidamente demonstrado. Paz e bem

Nossa Mesa.....


O salmos (1) de abertura nos apresenta o que não devemos fazer para que tenhamos uma vida diferenciada. As três fases proposta no salmos que diz respeito ao relacionamento sendo estes: ANDAR, DETER e ASSENTAR, nos remete ao capítulo 24 do evangelho de Lucas. Os dois emauenses, discípulos desertores, exemplificam perfeitamente a dinâmica deste relacionamento. Perceba que eles estão andando, movidos por uma grande decepção. Apostaram todas as fichas em Cristo, porém na cabeça deles seria uma proposta de um reino terreno, aqui e agora. Esta expectativa não fora correspondida e diante disto só restava trilhar o Caminho de volta. Em dado momento são surpreendidos por um estrangeiro com outra informação bem diferente da mensagem de morte que permeava suas mentes. Caminharam por horas até se deterem numa bifurcação. O próximo estagio seria caminhar mais um pouco e sentarem à mesa. Sentar à mesa e compartilhar a refeição é aprofundar o relacionamento onde o olhar nos olhos permite desfrutar do verdadeiro relacionamento. Quem são as pessoas que temos trazidos ou convidados para assentar à mesa? Aprendo com estes discípulos que pessoa fonte – Cristo, ou alguém enviado por Ele, não podem ficar de fora. Os discípulos desertores foram felizes em convidar Cristo para compartilhar da intimidade. Pensando bem temos outros exemplos que aplicaram estes três níveis de relacionamentos, ANDAR, DETER e ASSENTAR. Zaqueu, no capítulo 19 de Lucas, usou o mesmo expediente. Sempre estará presente em nossa vida este desenvolvimento do relacionamento em ANDAR, DETER e ASSENTAR. Antes de levar alguém para outro lugar, leve o para a mesa, compartilhe da refeição, se faça conhecido e conheça bem a pessoa, pois este desenvolvimento de relacionamento saudável e de confiança fará toda a diferença em sua vida. Não podemos abrir mão de Pessoa Fonte para trilhar este caminho com direito a celebrar a refeição e comunhão. Paz e bem

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Por onde anda ? Meu eu Igreja.......


Atualmente o evangelho se depara com a situação da relativização das ideias , gêneros, de preceitos, algo que está para além da modernidade, a chamada Pós-modernidade. A pós-modernidade que é resultado de uma séria de crises, massificações dos meios de comunicação, transporte, informática, mudança da instituições sociais, das lutas e protestos sociais, bem como pelo racionalismo e eliminação de mitos e preconceitos, traz consigo uma nova ética, uma nova mudança na atuação individual, humana e social, que acaba sendo refletido em um comportamento diferenciado diante do mundo, do outro, de si mesmo, e de Deus.Para que a Igreja possa exercer sua vocação diante das questões sociais e das mazelas humanas, não existe melhor quesito a se analisar do que a própria vida de Cristo, pois, uma Igreja missionária, uma Igreja participante da proclamação do evangelho, é ensinada por Jesus, assim sendo somente ensina e pratica aquilo que um dia aprenderam do próprio mestre. E para responder a indagação supracitada, será feito uma analise de três pontos principais da vida de Jesus que podem ser entendidos como fundamentais, não únicos, para o exercício da fé por parte da Igreja, sendo esses pontos: A martíria, a diakonia, e a koinonia. Representando respectivamente, o testemunho, o serviço e comunhão.vocábulo martírio existente no Novo Testamente, deriva de MARTYREÕ e compostos como, MARTYS, MARTYRIA E MARTYRION16. Em um sentido geral as palavras denotam significância de: "Testemunho"; "Testificação" ; "Atestação"; bem como, "dar testemunho"; "testificar"; "evidência"; "prova"; "afirmar" ou "testemunha".a Igreja ensinada por Jesus, é uma mártir, mas não de morte física, de violência, mas sim, a negação do seu próprio ser, a exclusão dos desejos internos, humanos, e aceitação do discipulado em ser semelhança de Cristo, um testemunho real acerca do evangelho, pois o próprio Cristo no livro de João, capítulo 17 deixou explicito seu cumprimento enquanto testemunha do Reino. Para um pregação legítima do evangelho em relação ao mundo, precisamos ser discípulos e assumir a figura de Cristo em nossas vidas regeneradas.Na América Latina, dentre muitos países, o Brasil possui um grande problema social, onde a divisão de riqueza, está muito além de um equilibro entre todos, na realidade poucas pessoas ganham muito, e outros ganham quase nada para viver . Outrossim, com o desenvolvimento das cidades, dos recursos, ocorre um aumento populacional e assim uma massificação da população, e isso não cria obrigatoriamente emprego27, cria sim um aumento de moradores de rua. Igualmente, dentro da nossa sociedade as relações, as concepções de relações, viraram liquidas, rápidas e pretensiosas, existem fragilidades nas relações, um constante sentimento de insegurança devido desejos conflitantes28, assim sendo o ser humano começa a viver uma vida vazia e sem norte, necessitando de um auxílio, de alguém que direcione, que traga a solução.A igreja, no serviço, deve visar que ela existe unicamente para o mundo e a favor dele, buscando minimizar as carências concretas da humanidade, e isso, não representa somente ajudar a outros, mas igualmente, quando necessário, os membros da nossa própria congregação, ou as comunidades co-irmãs48. Apontando desta forma que a Igreja de atuação legítima em consonância com Cristo, é na realidade e essência uma Igreja servidora. Neste período considerado como pós - moderno, onde a sociedade humana tem descoberto e vivenciado novos pressupostos, cultura, entre outros, as relações ao invés de aprofundamento e consolidação, tem sido superficiais e limitadas. O sociólogo Zygmunt Bauman, comenta que aceitar a força do preceito do amor ao próximo exige um "ato de fé" ou um "salto de fé".A comunhão, é imprescindível para a missão, para regeneração de um pecador, todo cristão tem como responsabilidade unir as forças, os recursos e dons que foram concedidos por Deus, para obter um resultado glorioso na missão de levar o Evangelho a toda criatura65. Vivenciamos uma cultura, uma prática cada vez mais egoísta, individualista, onde o ser humano coletivo, como ser completo, é deixado de lado em troca do ser individual, que busca ser completo, a realidade social tem apontado para uma ruptura de relações, uma igreja saudável, uma igreja entendida como cristã, que exerce com êxito sua vocação investe e pratica com excelência a comunhão, por que sabe que a partir dela e nela o Reino é devidamente demonstrado. Paz e bem

Meu espinho, uma porta para o próximo e para Deus..


Em sua segunda carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo relata que sofre com um “espinho na carne”. Muito se discute sobre o que seria este “espinho na carne”. As especulações são as mais diversas possíveis. Seja uma doença física ou um desejo pecaminoso, o espinho na carne causava dor e sofrimento em Paulo. Acontece que ler este relato do apóstolo me traz, na realidade, conforto. Não que eu me alegre com o sofrimento de Paulo, muito pelo contrário, mas é interessante ver como este personagem tão importante na história era “gente como a gente”. Após o encontro com Jesus, a vida de Saulo de Tarso mudou radicalmente – até o nome, mas isso não quer dizer que a vida dele na Terra seria livre de aflições. O próprio Jesus disse que “neste mundo vocês terão aflições” (João 16:33 NVI). Quando relata o espinho na carne, Paulo diz que “para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar” (2 Coríntios 12:7 NVI). Acredito que, de uma forma ou de outra, todos temos um espinho na carne, por mais sigiloso e íntimo (ou não) que seja. O espinho na carne pode, para alguns, ser o vício em bebida; para outros, em pornografia; e por aí vai. É interessante destacar o que Paulo diz no versículo seguinte: “três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim” (2 Coríntios 12:8 NVI). Muitas vezes, com nossa natureza pecaminosa, temos a tendência de pensar que Paulo, por ser um plantador de igrejas, teria uns pontinhos a mais com Deus e, por isso, seu pedido seria prontamente aceito. A verdade é que, com Deus, as coisas não funcionam na base da permuta, da justiça própria, como estamos tão acostumados neste mundo. A resposta de Deus para Paulo é simples: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9 NVI). Muito provavelmente boa parte das pessoas ficaria revoltada com esta resposta de Deus e, até mesmo, “exigiria” uma absolvição, mas as próximas palavras de Paulo são lindas: “Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte” (2 Coríntios 12:9-10 NVI). Refletindo sobre esse texto, penso que meu espinho na carne me faz entender que sou extremamente dependente de Deus. Sem o seu amor e a sua misericórdia, não passo de alguém que não consegue sequer lutar contra sua natureza corrompida pelo pecado. Ao mesmo tempo, o meu espinho na carne me faz ser solidário com meus irmãos, buscando ajudá-los em suas lutas e tribulações. O meu espinho na carne me faz desejar, cada dia mais, que nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, volte o quanto antes pois, como disse Paulo, “considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Romanos 8:18 NVI). É importante lembramos que as histórias bíblicas são repletas de personagens que, embora fossem servos de Deus, erraram em algum momento da caminhada. Moisés e Davi são exemplos disso. Graças à grande misericórdia de Deus, os erros cometidos não significaram o fim da linha. Deus não os abandonou. O mesmo Jesus que disse que teremos aflições neste mundo nos conforta dizendo: “tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33). Embora tenhamos nossos espinhos na carne, o amor de Deus é superior às nossas fraquezas. Por maiores que pareçam, nossas fraquezas não podem nos afastar do amor de Deus. Como o próprio Paulo escreveu em sua carta aos Romanos, “quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:35,38-39 NVI). Que possamos aprender com nossos espinhos na carne e sermos solidários com nossos irmãos em suas lutas, afinal, “quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Romanos 8:33-34 NVI). Paz e bem

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A ponte da simplicidade....


“O menino vestido com roupas de príncipe e cheio de correntes preciosas no pescoço perde o prazer de brincar. Suas roupas o atrapalham a cada passo. Temendo rasgar a veste ou sujá-la de pó, ele se afasta do mundo, e até de mover-se tem medo. Mãe, não vale a pena essa tua prisão elegante. Ela afasta o menino do pó saudável da terra e lhe rouba o direito de entrar na grande festa da vida humana comum”. (R.Tagore). Nestes versos o poeta enaltece a simplicidade, preocupa-se com a falta de movimentos daquele que se sente preso às “roupagens” desta vida. Na verdade de que prisão elegante somos prisioneiros? Onde está a grande festa da vida humana? A estagnação não se limita ao físico, mas infelizmente atinge também o pensamento, os sonhos, a alma. Além de muitas vezes não participarmos efetivamente da construção da sociedade, somos alheios aos acontecimentos e não fazemos questão nenhuma de saber sobre a realidade que nos cerca. Somos alvo fácil da prisão do comodismo e do relativismo que a vida egoísta nos impõe. A simplicidade é uma ponte maravilhosa para sairmos deste marasmo. Então descobriremos e aprenderemos que as pessoas não existem para nos admirar, mas para compartilhar conosco a beleza da existência. Precisamos nos mover em direção a esta ponte, lançando-nos ao encontro da Vida, das pessoas...de Deus. É aí que a grande festa se inicia. Quando sem medo de rasgar a vestimenta da hipocrisia, do preconceito negativo das coisas e das pessoas, quando dermos o salto que registrou a cura do cego que jogou sua capa para trás ao seguir Jesus, quando o entusiasmo e o brilho voltar aos nossos olhos, como criança a brincar: sentiremos de novo o pó saudável da terra. Terra que sustenta nossos pés vacilantes e que aguarda ansiosa por lembrarmos de que ela está ali a nos esperar - nas pessoas que anseiam por um olhar mais amoroso e compassivo, por um abraço, um reconhecimento, um carinho, uma ternura; -e também nas coisas que manipulamos sem nos dar conta de que podemos estar afetando o bem comum. Realmente não vale a pena nenhuma prisão elegante que nos afaste da vida. Hoje podemos não nos dar conta disto. A conta virá, talvez, na hora em que nossas possibilidades não forem suficientes para atravessar a ponte. E o pagamento desta conta, ficará também elegantemente preso e engalanado na sofisticação de um vazio eterno. Na verdade será a nudez diante de Deus que nos incomodará .Mesmo aparentemente vestidos para este mundo. Mas ainda há tempo para jogarmos o manto e a cegueira para trás, de aliviarmos o nosso dia -a -dia de tantos pesos desnecessários.” A cada dia basta o seu peso”, embora o mesmo Senhor se coloque como auxiliador que alivia o nosso fardo e se coloque como Luz para os nossos passos. Será maravilhoso conseguirmos enxergar pela fé a ponte invisível da simplicidade que nos leva ao coração das pessoas e ao coração do próprio Deus. Cônego Vonilton Augusto Ferreira

Creio mais não pratico.....


Quando, num encontro de amigos, a conversa gira em torno de assuntos religiosos, é comum alguém declarar, com naturalidade e segurança: "Creio, mas não pratico!" Trata-se de uma afirmação que parece ser tão bem formulada, tão lógica, que, normalmente, ninguém a contesta. Assim, dias depois, em outro grupo, se a discussão for também sobre questões religiosas, é possível que alguém volte a fazer a mesma afirmação. Mais do que uma afirmação isolada, essa idéia de que se pode acreditar sem colocar em prática aquilo em que se acredita é tão comum que já se tornou uma mentalidade em muitos ambientes. A justificativa desse comportamento varia de pessoa para pessoa. Há aquela que deixou de lado a prática religiosa pela decepção com um líder da comunidade; outra, sem perceber, abandonou, pouco a pouco, sua vida de fé: passou tanto tempo sem ler a Palavra de Deus, sem rezar e sem assistir à missa dominical que, quando notou, já havia organizado sua vida de tal maneira que não havia mais espaço para expressões religiosas; outras pessoas tinham um conhecimento tão superficial de sua religião que, sem grandes questionamentos, a abandonaram. Há, também, as que procuram o batismo dos filhos, a missa de formatura ou de sétimo dia, tão somente como atos sociais. Afinal, é possível crer sem praticar? Algumas pessoas deixam a prática religiosa com o argumento de que buscam uma maior autenticidade. Dizem não gostar de normas e ritos: preferem uma religião "mais espiritual", sem estruturas. Esquecem-se de que somos seres humanos, não anjos. Os anjos não precisam de sinais, gestos e palavras para se relacionarem. Nós, ao contrário, usamos até nosso corpo como meio de comunicação. Traduzimos nossos sentimentos com um sorriso ou um aperto de mão, uma palavra ou um tapinha nas costas; fazemos questão de nos reunir com a família nos dias de festa e telefonamos para o amigo, cumprimentando-o no dia de seu aniversário; damos uma rosa para nossa mãe e nos encantamos com o gesto da criança que abre seus braços para acolher o pai que chega. Como, pois, relacionar-nos com Deus tão somente com a linguagem dos anjos, que nem conhecemos? A fé nos introduz na família dos filhos e filhas de Deus; nela, é essencial a prática do amor a Deus e ao próximo. Nossa família cristã tem uma história, uma rica tradição e belíssimas celebrações. Pode ser que alguém não as entenda. Mas, antes de simplesmente ignorá-las ou, pior, de desprezá-las, não seria mais prudente procurar conhecê-las, penetrar em seu significado e descobrir seus valores? O essencial, já escreveu alguém, é invisível aos nossos olhos. Não se pode querer uma fé sem gestos, com a desculpa da busca de maior autenticidade. O Pai eterno, quando nos quis demonstrar seu amor, levou em conta nosso jeito de ser, de pensar e agir. Mais do que expressar "espiritualmente" seu amor, concretizou-o: enviou-nos seu Filho, que habitou entre nós. Algumas Bíblias, em vez de traduzirem o ato descrito pelo evangelista João, na forma clássica - "e o Verbo se fez carne, e habitou entre nós" (Jo 1,14) -, preferem a expressão: "e armou sua tenda no meio de nós", para expressar a idéia de que Deus, em Jesus Cristo, passou a morar em uma tenda ao lado da nossa. Em sua primeira carta, S. João dá um testemunho concreto dessa experiência de proximidade: "O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam da Palavra da Vida (...) isso que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco" (1Jo 1,1.3). Ele considerou ter sido uma graça especial ter podido ouvir, ver e tocar o Filho de Deus. Jesus, por seu lado, tendo assumido a natureza humana, submeteu-se a ritos: passou noites em oração, foi ao Templo de Jerusalém e frequentou sinagogas. "Creio, mas não pratico". A fé ("creio") e a vida ("não pratico") não podem estar assim separadas. Por sua própria natureza, devem estar unidas. Uma fé sem obras é morta; obras, mesmo que piedosas, sem fé tornam-se vazias. Escrito por Dom Murilo S. R. Krieger, scj - Arcebispo de São Salvador da Bahia, enviado por Cônego Vonilton Augusto Ferreira. Dom Murilo S. R. Krieger

O poder da caridade....


A caridade, amor em obras, tem um poder imenso de transformação. Como é forte o coração que ama, que não mede esforços para ajudar. A caridade brota do coração do próprio Deus, da consciência, sacrário da criatura humana, e jorra pelas mãos solidárias e comprometidas do discípulo de Cristo Jesus. Brota de Deus, por que Ele é o próprio amor! Criou-nos por amor, não precisava nos criar. Não acrescentamos nada a Deus, Ele é Deus conosco e sem nós. Nossa existência, orações, atitudes... Não aumentam ou diminuem a Deus. Pelo contrário nós é que somos beneficiados quando oramos, ou agimos em Deus. Contudo, Ele quis nos criar e, "num excesso de amor", nos criou à sua imagem e semelhança. Quis precisar de nós, aguardou o Sim de Abraão, Moisés, dos Profetas, de Maria. Pede permissão para entrar na sua casa, no seu coração. "E para aquele que abrir a porta, Ele entrará ... "( Ap3,20). Você pode ser um missionário da caridade, um Apóstolo... mas antes deverá ser Discípulo! Conhecer a verdade é condição para o exercício do amor sincero, pois a verdade ilumina os gestos. Jesus é a verdade, e Ele a revela em suas palavras ungidas, na simplicidade de seu comportamento, na coerência de sua vida, na compaixão e na alteridade. Tudo o que fizermos não terá sentido sem o amor. Por isso tantas vidas são vazias e fúteis. São João da Cruz, grande místico já dizia: "Advirtam, pois aos que são muito ativos, que pensam abarcar o mundo com suas pregações e obras exteriores, que fariam muito bem e agradariam muito mais a Deus, sem falar no bom exemplo que dariam, se gastassem ao menos a metade deste tempo em estar com Deus em oração... Com isso fariam mais, e com menos trabalho, com uma só obra de que com mil, alcançando merecimento de sua oração e recobrando forças espirituais com ela; do contrário, tudo não passa de agitação, de fazer pouco mais que nada e, às vezes, nada e, outras vezes, dano". O ativismo não é sinônimo de realização. Sabemos da velocidade das informações, da era tecnológica que vivemos, contudo, devemos nos lembrar que ainda somos humanos e temos por missão convivermos e apoiarmos uns aos outros na trajetória, na grande travessia. E que no final das contas, valerá a partilha que fizemos entre nós, da experiência do amor. Corremos o risco de no ativismo, aumentarmos a distância e a incoerência entre o que fazemos e falamos. Uma das expressões do ativismo é a falta de renovação na vida pessoal. Estudo, oração, descanso. O ativista dá a impressão de que é necessário, como estilo de vida, um grande volume de trabalho externo. E pode ser uma fuga dos problemas e de suas soluções. Pode também ser atacado pela impaciência e o desânimo, que são gêmeos. Ambos são filhos do orgulho, da auto-suficiência, do esquecer que "tanto o que planta como o que rega, não são nada, e sim Deus que faz crescer"(1Cor3,7). Que o poder da caridade vença a força da destruição e do vazio que vai se instalando no coração de tantos seres insensíveis, produzidos por uma geração que enaltece o provisório, o descartável e a felicidade comprada. A única força capaz de gerar uma pessoa melhor, uma família com mais harmonia, um clima melhor no trabalho, uma religião que atinja seus objetivos e uma sociedade mais solidária, virá de dentro de cada um de nós, depois de bebermos na única fonte: o Sagrado Coração de Jesus. Cônego Vonilton Augusto Ferreira

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Deus nunca te esquece.......


Então Deus lembrou-se de Noé e de todos os animais selvagens e rebanhos domésticos que estavam com ele na arca, e enviou um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar. (Gênesis 8.1) Ficar preso dentro daquela estrutura flutuante por tanto tempo não era fácil e dificilmente seria descrito como diversão. Noé e sua família viram o aguaceiro torrencial e ficaram sendo lançados para frente e para trás com a elevação das águas. Noé sentiu que Deus os havia esquecido. Moisés frisa isso quando escreve que finalmente Deus se lembrou de Noé e de sua família. Por meio da fé, Noé e sua família conseguiram vencer os sentimentos de abandono. Mas eles precisaram lutar contra sua natureza humana. Devido ao fato de Noé nunca ter passado por experiências tão sérias no passado, ele ficou imaginando se Deus mostraria compaixão e se lembraria dele e de sua família. Ao fim, eles conquistaram o que tanto ansiavam. Mas a vitória veio com uma luta tremenda. Da mesma maneira, as pessoas jovens que querem viver uma vida pura e virtuosa devem fazer um esforço insistente para controlar seus desejos pecaminosos. A nossa natureza humana é fraca. Ela não consegue tolerar a ideia de que Deus pode ter se esquecido de nós ou nos abandonado. Queremos até nos gabar e tomar a honra para nós mesmos quando Deus se lembra de nós, quando ele olha para nós com bondade e nos dá vitórias. Seria, então, de se admirar, o fato de ficarmos desesperado quando sentimos que Deus nos abandonou e que tudo está dando errado? Não se esqueça de que essa história nos fornece um modelo de fé, paciência e perseverança. Ela nos ensina que devemos crer e confiar em Deus. Ela também nos deixa cônscios de como necessitamos de paciência. Porém, a paciência se tornaria algo desnecessário se não tivéssemos que passar por lutas e dúvidas pessoais. Até mesmo Cristo nos chama a perseverar em situações difíceis quando diz no Novo Testamento: “Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24.13). Paz e bem

Qual será a tua herança.....


Qual a primeira coisa que lhe vem à mente quando você escuta a palavra "herança"? Herança é algo que se recebe por direito, por lei ou por caracteristicas naturais". Existem vários tipos de herança. Entre eles, citam-se: 1. herança financeira: herdada de parentes ou amigos que morrem, é o tipo de herança que se ganha através da desgraça dos outros. 2. herança genética: pode ser definida como o que se transmite por hereditariedade, ou, simplesmente, bagagem genética. São as caracteristicas fisicas que recebemos dos nossos parentes: tipo de sangue, cor da pele e, infelizmente, problemas de saúde. Talvez essas duas sejam as mais conhecidas. No entanto, existem duas outras que são totalmente diferentes destas. Estas duas primeiras podem acabar, pois, como diz a Palavra, o ladrão vem e rouba, a ferrugem corrói e a traça destrói. E, com relação à herança genética, nós morremos fisicamente. As outras duas heranças, depende muito da escolha de cada um se ficará com elas ou não. Vejamos: 3. herança do pecado (Rm 3.23). Começou com Adão e Eva, que são os legítimos representantes dela. Ela não escolhe posição social (herança financeira) nem cor (herança genética) e nivelou todo mundo em um só patamar: "todos pecaram...". No entanto existe cura para todas essas outras aqui referidas que é a nossa terceira e última herança., 4. herança da graça (Jo 1.12). Quem a consquistou nunca teve dinheiro, mas era extremamente rico. Veio, sim, através de uma linhagem, a de Davi, mas acima desta ele tinha uma linhagem celestial. Se todos pecaram, todos também foram alcançados(Jo 3.16). – Apaga os erros cometidos por causa da primeria herança (Rm 8.1). – Não pode ser roubada, como a herança financeira, pois Paulo diz em Romanos 8.35 que ninguém pode nos separar do amor de Cristo. Seja deste mundo ou do porvir. – Nos dá o direito de participar de uma raça eleita: a dos de primeiro mundo? Não. A dos nobres de sangue azul? Não. A dos lavados pelo sangue carmesim de Jesus Cristo. – Recebemos riquezas; não a da herança financeira, mas aquela que está bem guardada em tesouros, onde o ladrão não rouba. – Receberemos um novo corpo, não com as caracteristicas do nossos pais humanos, mas sim de um corpo glorificado. – Teremos um novo nome, não registrado em cartório humano, mas sim no livro da vida. Quando alguém morre escreve um livro testamento, e nele coloca os nomes de quem ele deseja que sejam repartidas a sua herança. Quero lhe dizer que alguém morreu e deixou uma herança indizevel e inefavel, este alguém se chama Jesus Crsto, o justo. Se você me perguntar o que é necessário para receber todos estes galardões, eu lhe responderia com atos 16.1, como tão bem falou Paulo e Silas para aquele carcereiro: "Crê no Senhor Jesus Cristo e será salva tu e a a tua casa". Paz e bem

Certezas e o evangelho do amor...


O que fazer quando a alma de muitos grita por algo novo e outros preferem a velho, o retrógrado, o ultrapassado, o que já não transforma? Quando uma adoração torna-se uma obrigação para o cristão, quando uma religião toma uma posição superior ao próprio Cristo, quando um culto torna-se antropocêntrico e não cristocêntrico, acho que Deus observa do seu trono e se indigna com tanta hipocrisia, com tanto farisaísmo, com tanta falta de conhecimento sobre Ele: — Estou cansado de seus cultos, voces levantam as suas mãos cheias de mentira, cheias de idéias e filosofias sobre o que Eu sou, mas Eu sou o que Eu sou, não o que acham que Eu sou, retorcem a minha palavra, a utilizam para justificar suas teorias e doutrina de homens. Será que não me respeitam como Deus, como criador de vocês, como Pai de vocês, filhos ingratos! Morri por todos, quero salvar todos, mas vocês estão limitando o meu poder por seus legalismos exarcerbados. Deixam Mamom tomar conta de Meus cultos, gastam o seu tempo com coisas vãs, fúteis ao meu reino. Eu mesmo disse que cuidaria de vocês, mas não crêem. É tempo de voltar ao primeiro amor, ao evangelho verdadeiro, o evangelho do amor, da comunhão, do partir do pão e do culto racional. Paz e bem

Porque não cremos como deveria......


Leio alguns salmos de lamento ou súplica e fico com a impressão de que muitas vezes nossa ‘alma’, isto é, nossas emoções, não respeita nossa fé. Nos salmos 42 e 43 há um refrão que diz, “Por que estás abatida, ó minha alma, por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, minha salvação e meu Deus” (42.5,11; 43.5). Retrata alguém tentando convencer a sua alma (a si mesmo) a confiar em Deus. É interessante o contraste entre as descrições de Deus e de si mesmo. Deus é minha salvação, meu Deus (42.5,11), Deus vivo (42.2) concede a sua bondade (42.8), é o meu cântico (42.8), minha rocha (42.9), minha fortaleza (43.2), minha grande alegria (43.4). Por outro lado, o salmista diz, derramo a minha alma (42.4), minhas lágrimas têm sido meu alimento (42.3), minha alma tem sede de Deus (42.2). Ele pergunta, quando irei e verei a face de Deus? (42.2), por que te esqueceste de mim? (42.9), por que ando lamentando por causa da opressão do inimigo? (42.9; 43.2), por que me rejeitaste? (43.2). Como alguém que crê em Deus como rocha, salvação e grande alegria pode lamentar dizendo por que me rejeitas? Por que ando lamentando? Por que te esqueceste de mim? As figuras que o salmista usa para descrever Deus denotam solidez, confiança, proteção. Deus é rocha, fortaleza, meu auxílio, minha salvação. Mas as perguntas e a descrição de sua própria situação denotam fragilidade, necessidade, perturbação, fraqueza. A alma tem sede, está longe de Deus, o salmista foi esquecido e rejeitado por Deus e está sob opressão. Vejo nesses salmos e em outros salmos de lamento aquilo que chamo de a alma não respeitar nossa fé. Pela fé afirmamos e queremos confiar que Deus é rocha, é fortaleza, é minha grande alegria. Queremos esperar nele que é nosso auxílio e nosso Deus. Porém os conflitos, aflições e sofrimento nos abalam e perturbam a ponto de nós estranharmos nossas emoções. É como se intensos sentimentos, emoções e pensamentos estivessem sabotando nossa confiança em Deus. O salmista estranha a sua alma e tenta convencer a si mesmo a esperar em Deus a quem ele ainda haveria de louvar. Esse salmo tem uma boa notícia e uma má notícia. A má notícia é que parece que as circunstâncias não mudaram. Pelo menos não há nenhuma indicação nesses salmos (42, 43) de que a situação do salmista tenha mudado, isto é, que a opressão do inimigo tenha cessado. Pelo contrário, ele suplica que Deus defenda a sua causa diante da nação ímpia (43.1), que envie a sua luz e verdade par ao guiar (43.3), e se compromete a no futuro ir louvar a Deus em seu altar (43.4). A boa notícia é que embora as circunstâncias não tenham mudado, a sua confiança está sendo restabelecida. Enquanto suas lágrimas tomavam conta dele noite e dia (42.3), as lágrimas são substituídas pela bondade durante o dia e pelo canto à noite (42.8). A oração não levou a uma mudança imediata das circunstâncias, mas revigorou sua confiança. O lamento, o luto, a queixa diante de Deus têm essa capacidade – transformar nosso choro em sorriso ainda que as circunstâncias não tenham mudado. Paz e bem

terça-feira, 12 de julho de 2016

Porque......


‘’Os atos dos homens não invalidam os propósitos de Deus. ’’ Se Deus criou tudo, ou melhor dito, o ser humano para ser bom e justo, o por qual motivo permite toda uma enxurrada de calamidades, de atrocidades, de mazelas, de genocídios e de atos facínoras? Ora, os mais ferrenhos opositores da fé cristã apontam para isso e põe uma incerteza na saga do Messias, até a cruz, a ressurreição e a veracidade de suas palavras. De certo, ao mexer e remexer as páginas da denominada igreja, tristemente, acabamos por ser confrontados, com toda uma pletora de situações deploráveis, como as inquisições, as perseguições aqueles que se opunham as arbitrariedades do clero, as conveniências com sistemas políticos e econômicos opressores e por ai vai. Em tudo isso, quando conversava com algumas pessoas, uma me indagou sobre o por qual motivo Deus criou o diabo e com qual finalidade? Desde então, comecei a ruminar nessa questão e longe de levantar uma abordagem teológica, arrisco específicas ponderações, ao qual me deságua na capacidade de decidir e responder, referente aos seus atos. Ouso dizer, quer queiram ou não, o quanto cada criatura do Criador e aqui, evidentemente, delimito ao ser humano e aos seres celestiais foram constituído com essa condição peculiar de escolha. Vou mais adiante, o ser humano, eu e você, imbuído e marcado com a característica de decidir e responder, como seres de criação e inovação, de inspiração e transformação. Deveras, os propósitos de Deus envoltos a sermos bem – aventurados, de sermos praticantes da justiça e da dignidade, de sermos solidários e fraternos, de sermos protagonistas da vida e do respeito, de modo algum, perdem sua validade, em decorrência das inclinações adotadas pelos homens. Aliás, isto me faz ir a direção de uma leitura acurada sobre os rumos de muitos arraiais evangélicos, diga – se de passagem, chafurdados numa espécie de dualismo bem e mal, como se o evangelho dependesse do mal para mostrar sua importância. Infelizmente, colhemos, principalmente, ao acessar os ícones do tele – evangelismo, toda uma ênfase a essa aparente necessidade do mal e nos esquecemos dos nossos atos e das nossas práticas. É bem verdade, em hipótese alguma nego as falanges demoníacas, as potestades espirituais, agora, se, em Cristo, cria – se uma nova perspectiva de enfrentar a vida, o por qual motivo ainda prosseguimos com um gosto amargo, com relação a servir e seguir as boas novas? Eis uma questão, por ora, a não ser respondida, no que se refere se Deus de tudo tem ciência, por qual motivo, então, formou seres com esses atributos de gerar realidades contagiadas de violência, de hostilidade, de escravidão, de ofensa? Sinceramente, não sei, tão somente, ainda, em Cristo Jesus, há a via acessível para recomeçar, adentrar na dimensão de uma trajetória simples da vida, sem tantos pesos, sem tantas mensurações de condenação e julgamento, sem tantas imposições para ser quem está certo ou errado, sem tantas cobranças e lutar para saber quem está com a verdade, na palma das mãos. Por ora, como parte do corpo de Cristo, somos chamados para nos filiar a essa utopia de andar uma légua a mais, de dar a outra face, de fazer as pegadas do bom samaritano, a sinceridade das maiores personalidades de fé alcançadas por Jesus (que eram e foram pessoas marginalizadas, esquecidas, perseguidas, sobre desconfianças e repulsas. Paz e bem

Que bom não sou melhor que meu próximo.... será ?


Diga-me se você já não se sentiu tentado a imaginar-se melhor que os demais. Mais sábio, mais humilde (que bela contradição) ou talvez “com mais clareza a respeito de meus pequenos, mas desculpáveis erros, assim como das enormes e indesculpáveis hipocrisias dos demais”. Jesus, como sempre, rompe esses nossos esquemas mentais. Contra todas as expectativas dos religiosos da época, ele mostrou que, por exemplo, inclusão, perdão e transformação são possíveis. Vejamos duas breves histórias, dois encontros, que nos revelam com uma simplicidade surpreendente a maneira como o Senhor nos chama, nos inclui, como ele nos restaura, nos transforma para uma nova vida e propósito. Uso essas três palavras e conceitos de uma maneira consciente: inclusão (ou alcance do evangelho, chegando aos que em verdade precisam dele, os que se reconhecem perdidos); perdão (restaurando, não só internamente, mas também aos olhos dos demais) e transformação (um encontro com Jesus que sempre nos leva a ser diferentes do que éramos antes). Um publicano chamado Levi (Lucas 5.27-32) e o chefe dos publicanos, Zaqueu (Lucas 19.1-10): 1. Um publicano chamado Levi Concordemos que se Jesus quisesse popularizar e expandir uma fé entre o povo judeu pareceria que enveredou por uma estratégia absurdamente equivocada. Ele não só parece tolerar como se alia em intimidade com os vilões, com os traidores, com os que expropriam o povo para manter o domínio do império. Aliar-se e comer com eles era tudo o que os judeus esperariam que o seu Messias não faria. Agora, vem algo mais. Mesmo para os seus discípulos seria difícil entender a lógica de chamar a Levi para segui-lo. Imaginem a cena. Às margens do lago de Genesaré, em Cafarnaum, está uma barraca de cobrança de impostos, que beneficiavam a Herodes Antipas (governador da Galiléia e Peréia) – o mesmo que havia sido responsável pela decapitação de João Batista. Levi era do tipo mais odiado de cobradores de impostos: um coletor de ‘impostos da agricultura’. Sua posição lhe permitia ser mais arbitrário e, com frequência, mais desonesto. Alguns dos discípulos mais próximos, chamados por Jesus para segui-lo, eram pescadores. Pescadores que estariam pagando impostos justamente através de alguém como Levi. Taxas aplicadas ao indivíduo, à comunidade, alfandegárias, de todo tipo. Por isso os cobradores de impostos eram mal vistos. Não só ajudavam o país dominador, como também tinham a fama de embolsar algo por fora (soa familiar?). Por isso os líderes dos judeus os consideravam impuros. Cobradores de impostos apareciam na literatura rabínica listados ao lado de assassinos e adúlteros. 2. Zaqueu: mais odiado ainda Daí chegamos a Zaqueu. Dentre o odiado grupo dos cobradores de impostos, ele estava um degrau acima: ele era um chefe, o responsável por toda uma rede de coleta de impostos. Zaqueu seria o tipo de pessoa rejeitada e ridicularizada pelo povo. Fazer um pixuleco dele seria pouco. Ficar cantando “Zaqueu, o baixinho” também seria apenas uma pequena porção da possível zombaria e desprezo direcionados a ele. Se muitas vezes eram os líderes dos religiosos que reclamavam da falta de cuidado de Jesus sobre com quem ele andava, agora foi uma reclamação generalizada, ‘todo o povo’. Talvez Zaqueu merecesse esse tratamento. Ele não era ingênuo. Não só havia decidido trabalhar para os poderosos romanos, como se aproveitou dessa situação para roubar e ficar rico. Se Levi foi surpreendido pelo convite, já Zaqueu buscou a Jesus. Mas ambos ilustram muito bem a atitude desses que recebem perdão e salvação. Levi: levantou-se, deixou tudo, seguiu-o e ofereceu um grande banquete. Zaqueu: queria ver, correu, subiu numa figueira, levantou-se e fez declarações, deu (metade dos bens aos pobres) e devolveu (quatro vezes do que extorquiu). Mania de restaurar as pessoas Se Jesus chama, se Jesus vai ao encontro, esse encontro e intimidade produzem transformação na vida dessas pessoas. Jesus tinha essa mania de restaurar as pessoas. Parece que esse ‘hábito’ de Jesus incluía não se importar com o passado dessas pessoas, nem com o seu ‘lugar social’, sua reputação diante dos demais, nem mesmo se importando, ao menos à primeira vista, com os erros dessas pessoas, como se eles pudessem impedir que Jesus se aproximasse e tivesse comunhão íntima com elas. Surpreendente, não? Ser publicano, um representante do império? Ser visto como escória e traidor? Ser um ladrão? Jesus não se impressiona, não deixa de ir até a sua casa e de dividir a mesa com eles. Assim é o ministério redentivo, perdoador e restaurador de Jesus. Pecadores são perdoados, doentes são sanados e perdidos são encontrados. Se Jesus convida, inclui, perdoa e podemos ver que ele também está interessado em restaurar. Essa restauração passa por uma completa reorientação de suas vidas. Foi assim com Levi, com essa nova identidade. É impressionante ver em quem um odiado cobrador de impostos se transforma: em Mateus, um dos doze discípulos mais próximos de Jesus, um dos apóstolos, o autor da mais longa biografia de Jesus. Levi, que seria também Mateus, um novo nome que poderia apontar para essa restauração, conversão, uma completa nova orientação de vida. E com Zaqueu? Restauração também com frequência inclui reparação de erros passados. Isso não é sinônimo de penitência, como se fosse possível pagar por seus pecados, nada disso. Apenas significa que justiça muitas vezes inclui um conceito de restituir e reparar, quando possível, o que foi tirado, roubado. É o que acontece na história de nosso ‘chefe da máfia’ dos cobradores de impostos. Quando Zaqueu anuncia os efeitos práticos de sua reparação, a resposta de Jesus é que “hoje entrou salvação nessa casa”. Interessante observar que Jesus decide ir à casa de Zaqueu e jantar com ele antes que ele tomasse essas decisões. Ou seja, Zaqueu não se ‘torna digno’ do convite de Jesus por causa do que faz. Pelo contrário, a misericórdia chega primeiro a Zaqueu, ela é oferecida em primeiro lugar. Logo a misericórdia e a graça de Jesus se transformam em perdão e restauração. Como evidências dessa restauração, surgem as ações de reparação e restituição. Jesus provoca transformação e não há outra maneira de sair da presença de Jesus que não seja transformado pela sua graça. Como estamos quando nos encontramos com Jesus? 1. Jesus nos aceita, nos convida. Assim não podemos perder a oportunidade desse convite que ele nos faz para uma nova vida. Ele quer se encontrar com cada um de nós, e não coloca condições para esse encontro. 2. É preciso aprender a receber esse perdão de Deus em nossas vidas. O perdão de Deus nos ajudará a perdoar a nós mesmos (o que muitas vezes é o passo mais difícil) e nos ajudará também a ser mais misericordiosos e perdoadores com os demais. Se Jesus me estende da sua graça, quem sou eu para retê-la e não oferecê-la a quem está ao meu redor? 3. Ele nos chama para restauração, para mudança, para transformação. Não sei o que talvez você precise abandonar, renunciar, entregar. Eu sempre tenho uma lista grande em oração – isso talvez seja um sinal de que transformações levam tempo. Mas é um bom caminho ter os ouvidos abertos a esse convite, um coração sedento para receber esse perdão, e pés ligeiros rumo à transformação e à nova vida. Humildemente, te animo: pare de se achar melhor que os demais e não perca essa oportunidade! Paz e bem

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Porque somos tão cruéis..


Criticar os outros é algo muito perigoso; nem tanto pelos erros que você pode cometer ao criticar, mas pelo fato de você poder estar revelando algumas verdades a seu respeito. Imagine uma pessoa cravar uma faca afiadíssima no peito de um amigo, num momento de repentina ira. À medida que a lâmina penetra o corpo, seu amigo, atônito, tenta desesperadamente encontrar um pouco ar. A seguir, gritando muito de dor, ele cai ao chão. Provavelmente perdendo muito sangue, sucumbido pelo sofrimento, ele entra em choque e perde os sentidos. Essa pessoa muito certamente não morrerá, porque virá a receber cuidados médicos adequados e em tempo propício. No entanto, ele irá carregar no peito, pelo resto da vida, uma enorme e repugnante cicatriz. É difícil imaginar uma cena como essa... A realidade, porém, é que muitos de nós cravamos amiúde lâminas cruéis, inclusive em pessoas que amamos. Nós usamos “facas invisíveis” que não derramam sangue. Nossa arma preferida é a crítica. Os ferimentos que provocamos são tão impiedosos como os produzidos por uma faca de verdade. É importante encorajarmos a todos sermos mais prudentes com a crítica, porque ela pode destruir a auto estima de alguém e trazer sobre essa pessoa, perdas irreparáveis. Alguns de nós, já nos tornamos críticos costumazes. Antes mesmo que sare a ferida que provocamos, de novo, e mais uma vez, e outra vez, voltamos a “esfaquear” no mesmo lugar. Como podemos ser tão cruéis ? A próxima vez que você sentir que está prestes a “esfaquear” alguém com suas palavras, faça uma pausa, nem que seja por um breve momento, e na sua imaginação torne a sua “faca” visível, isso fará você refletir mais concretamente na atitude que está para tomar. Uma vez compreendida as feridas que você pode estar causando, haverá a certeza de que ainda existirá chance de você interromper tão impiedoso ataque. (Meditação: A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” – prov. 18:21) Paz e bem

Eu e minha fé.....


Andar com fé, é saber que cada dia é um recomeço, é ter certeza que os milagres acontecem, e que os sonhos podem se realizar. Andar com fé, é saber que temos asas invisíveis, é fazer pedidos a Deus e abrir as mãos para o céu ! Andar com fé, é olhar sem temor as portas do desconhecido, ter a inocência dos olhos da criança, a lealdade do cão, a beleza da mão estendida para dar e receber. Andar com fé, é usar a força e a coragem que habitam dentro de nós quando tudo parece acabado. Andar com fé, é saber que temos tudo a nosso favor, é compartilhar as bênçãos multiplicadas, é saber que sempre seremos surpreendidos com presentes do Pai amoroso, é a certeza que o melhor sempre acontece e que tudo aquilo que almejamos está totalmente ao nosso alcance. Basta só Andar com fé! Paz e bem

Que eu aprenda a ser vida.....


Que Deus não permita que eu perca o romantismo, mesmo sabendo que as rosas não falam. Que eu não perca o otimismo, mesmo sabendo que o futuro que nos espera, não é assim tão alegre. Que eu não perca a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é em muitos momentos dolorosa. Que eu não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas. Que eu não perca a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda. Que eu não perca o equilíbrio, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia. Que eu não perca a vontade de amar, mesmo sabendo que a pessoa que mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim. Que eu não perca a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos. Que eu não perca a garra, mesmo sabendo que a derrota e o ódio são dois adversários extremamente perigosos. Que eu não perca a razão, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas. Que eu não perca o sentimento de justiça, mesmo sabendo que o prejudicado pode ser eu. Que eu não perca o meu forte abraço, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos. Que eu não perca a beleza e a alegria de viver, mesmo sabendo que muitas lágrimas dos meus olhos escorrerão por minha alma. Que eu não perca o amor por minha família, mesmo sabendo que ela muitas vezes exigirá esforços incríveis para manter a harmonia. Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes este será submetido e até rejeitado. Que eu não perca a vontade de ser grande, mesmo sabendo que o mundo é pequeno. E acima de tudo, que eu jamais esqueça que Deus me ama infinitamente. Que há um pequeno grão de areia de esperança dentro de cada um, que é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois a vida é constituída de sonhos e concretizada no amor ! Paz e bem

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Como ser igreja sem ser coletivo.....


Escutamos com certa frequência que a liberdade de um vai até onde começa a do outro pois, afinal de contas, já dizia a frase de caminhão: Deus deu a vida para cada um cuidar da sua. Isso até pode ser real em um mundo de relacionamentos superficiais, interesseiros, frágeis e descartáveis, mas não deveria ser assim no contexto do Cristianismo pois, neste, há invasão de privacidade, há entrelaçamento de vidas. Há vida na vida. Um ambiente onde devem existir interesses e disposições mútuas. Contrariando a célebre frase, como cristãos vivemos e cuidamos um a vida do outro, pois somos membros uns dos outros. Cristianismo é vida em comunidade, não carreira solo. E isso não é opcional. Você pode até ler sua Bíblia e orar sozinho em sua casa, mas você não pode viver igreja sozinho pois igreja é o coletivo não o indivíduo. Lendo o Novo Testamento, percebemos a ocorrência de diversos textos que expressam a comunhão ou mutualidade cristã, por exemplo: • Amai-vos uns aos outros (Rm 12.10; 13.8; 1 Ts 3.12; 4.9; 1 Pe 1.22; 1 Jo 3.11,23; 4.7,11,12; 2 Jo 5; Jo 13.34,35; 15.12,17; 2 Ts 1.3); • Tende o mesmo sentimento uns para com os outros (Rm 12.16; 15.5); • Tende paz uns com os outros (Rm 14.19; 1 Ts 5.13; Mc 9.50); • Edificai-vos uns aos outros (Rm 14.19; 1 Ts 5.11); • Acolhei-vos uns aos outros (Rm 15.7); • Admoesteis uns aos outros (Rm 15.14); • Servi uns aos outros (Gl 5.13; 1 Pe 4.10; Jo 13.14); • Levai as cargas uns dos outros (Gl 6.2); • Suportai-vos uns aos outros (Ef 4.2; Cl 3.13); • Sejais compassivos uns para com os outros (Ef 4.32); • Perdoai-vos uns aos outros (Ef 4.32; Cl 3.13); • Sujeitai-vos uns aos outros (Ef 5.21); • Instrui-vos mutuamente (Cl 3.16); • Aconselhai-vos mutuamente (Cl 3.16); • Consolai-vos uns aos outros (1 Ts 4.18; 5.11); • Exortai-vos uns aos outros (Hebreus 3.13); • Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros (Tg 5.16); • Orai uns pelos outros (Tg 5.16); • Tenhais comunhão uns com os outros (1 Jo 1.7); • Confortai-vos uns aos outros (Rm 1.12); • Cooperai em favor uns com os outros (1 Co 12.25); • Façais o bem uns para com os outros (1 Ts 5.15); • Não vos mordeis e nem vos devoreis uns aos outros (Gl 5.13); • Não nos julguemos uns aos outros (Rm 14.13); • Não mintais uns aos outros (Cl 3.9); • Não negligencieis a mútua cooperação (Hb 13.16); • Não faleis mal uns dos outros (Tg 4.11); • Não vos queixeis uns dos outros (Tg 5.9); • Não murmureis entre vós (Jo 6.43); • Não ofendeis uns aos outros (At 7.26); • Não vos priveis um ao outro no casamento (1 Co 7.5); • Não vos destruís uns aos outros (Gl 5.15); • Não vos provoqueis uns aos outros (Gl 5.26); • Não tenhais inveja uns dos outros (Gl 5.26). Paz e bem

Infinito Amor......


Henrique Drummond diz que o amor é a coisa maior do mundo. E do nosso ponto de vista o amor é a coisa maior em Deus. Sem amor Sua justiça nos condenaria; Sua santidade nos afastaria de Sua presença e Seu poder nos destruiria. O amor é a única esperança dos pecadores e nossa maior preocupação deve ser a descoberta do amor de Deus para conosco. Quanto à Sua natureza moral, diz-se que Deus é duas coisas: luz e amor. “Deus é luz”. 1 João 1:5. Nas Escrituras as trevas simbolizam o pecado e a ignorância, e a “luz” é símbolo de santidade e de entendimento. “Deus é amor”. 1 João 4:8. Luz e amor são perfeições que se equilibram na Sua natureza. Sendo que Deus é luz, Seu amor não é fraqueza de boa índole nem indulgência de boa natureza. Porque Deus é luz, Seu amor é um amor santo, e não um simples sentimento. O amor de Deus nunca entra em conflito com Sua santidade. Desde que Ele é luz, nunca o pecado de Seu povo é desculpado, “Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho”. Hebreus 12:6. O amor de Deus pode ser definido como um princípio eterno de Sua natureza pelo qual Ele é movido a conferir bênçãos eternas e espirituais. O amor é a causa que move todos os Seus atos de misericórdia e graça. O amor de Deus é a prova de que todas as coisas operam para o bem final do Seu povo; ele é a base de toda a Sua atividade de redenção. CARATERÍSTICAS DO AMOR DE DEUS 1. Seu amor é eterno. “Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”. Jeremias 31:3. Aqui o segredo da atração do pecador a Deus é explicado. Ele atrai porque Ele ama. “Bem-aventurado aquele a quem escolhes, e fazes chegar a ti”. Salmo 65:4. O amor que nos comprou, também nos procurou, e trouxe-nos a um lugar de segurança, até mesmo ao Propiciatório… Jesus Cristo. Nunca houve tempo quando Deus não amasse Seu povo, e nunca haverá tal dia. Ele nos amou tanto antes de sermos salvos quanto após sermos salvos, “em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. Romanos 5:8. 2. Deus é imutável. Deus não muda nem pode haver mudança em Seu amor. “Como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim”. João 13:1. O amor de Deus por Seu povo não teve princípio e, bendito seja Seu nome, ele jamais terá fim. É como o próprio Deus, de eternidade a eternidade. O argumento principal de Paulo pela segurança do salvo é que nada pode nos separar do amor de Deus… nada na sepultura do passado, nada nos perigos do presente nem nada no ventre do futuro. O amor de Deus não é sujeito a mudança. O amor de Deus não varia, nem conhece final; donde corre, sempre corria, do trono manancial. 3. O amor de Deus é soberano. Isto é auto-evidente. Deus é soberano, consultando Seu próprio prazer majestoso, e operando todas as coisas conforme o conselho de Sua vontade. Portanto, segue-se que Seu amor é soberano. Ele, por Si mesmo, escolhe os objetos de Seu amor. Se ama a Jacó e odeia a Esaú, quem O critica? Se ama o pecador caído e odeia o anjo caído, quem interrogará o Seu direito de agir de tal maneira? Se é verdade que Ele “compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer”. Romanos 9:18. “Quem és tu, que a Deus replicas”? Romanos 9:20. Nada há no pecador que faça Deus amá-lo; ninguém pode reivindicar o direito do amor divino; Seu amor é soberano e de graça. O que existia no pecador que atraísse o coração de Deus? Absolutamente nada! A verdade é que tudo merecia Sua ira; tudo pelo que talvez me odiasse. O único motivo de Sua atração por nós foi Seu querer, Seu desejo. 4. O amor de Deus é eficaz. Isto é óbvio, pois é o amor do Todo-Poderoso. Grande é o significado de ser amado por Deus. Muitas vezes somos amados pelos que não podem nos ajudar. Eles não têm a capacidade de fazerem por nós o que desejariam fazer. Tal amor é insuficiente pela falta de poder para torná-lo eficaz. Dario amava a Daniel, mas não tinha o poder para salva-lo. Mas nós somos amados pelo Todo-Poderoso, a quem nada é difícil. Os objetos do amor de Deus são eternamente seguros. Aquele que se assegura do amor de Deus, assegura-se também duma morada celestial. A pergunta fundamental é esta: Como posso saber se Deus me ama? Como posso estar certo de que tudo opera para o meu bem? A resposta: Certifique-se de que ama a Deus. Meu amor por Deus evidencia o Seu amor por mim. “Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro”. 1 João 4:19. Seu amor em nós criou nosso amor por Ele. “O amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. João 4:7. MANIFESTAÇÕES DO AMOR DE DEUS Deus é amor e Ele manifesta o que Ele é. Não existem atributos divinos vãos em Deus. Não há tal coisa como amor secreto. O amor se mostra exteriormente, quer seja de Deus, quer seja do homem. O amor é um princípio ativo e vivo da vida. 1. O amor de Deus pelo pecador manifestou-se na dádiva de Seu Filho. O amor doa. O amor dá de que tem de melhor. Deus amou de tal maneira que deu Seu Filho unigênito. Cristo amou à igreja de tal maneira que deu-Se a Si mesmo por ela. Efésios 5:25 . O Bom Pastor dá a Sua vida pelas Suas ovelhas. João 10:11. Como um judeu típico, Nicodemos pensava que Deus amava somente aos judeus, mas nosso Senhor lhe disse que Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê (judeu ou gentio) não pereça, mas tenha a vida eterna. Até serem ensinados de outra maneira, os próprios apóstolos de Cristo pensavam que o rebanho estava entre os judeus, mas o Senhor os corrigiu dizendo: “E dou minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor”. João 10:15-16. As ovelhas para os judeus estavam num rebanho, uma circunscrição cerimonial que os distinguia dos gentios. As ovelhas para os gentios não tinham sido sujeitas às leis cerimoniais. Ao salvar as ovelhas entre os judeus, Cristo as tirou do rebanho (judaísmo), e as fez um com as ovelhas entre os gentios que ouviram Sua voz, havendo assim somente um rebanho e um Pastor. Todo o povo de Deus é um em Cristo, pois, “não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. Gálatas 3:28. Isto não ensina que não existe esferas diferentes no serviço de Deus, mas antes que todos são salvos por uma salvação comum. 2. O amor de Deus é manifesto no novo nascimento. Por natureza somos filhos da ira; mas por um nascimento sobrenatural nos tornamos filhos de Deus. “Não são os filhos da carne que são filhos de Deus”. Romanos 9:8. João diz: “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus”. 1 João 3:1. Não somos apenas chamado filhos, mas somos feito filhos de Deus pelo novo nascimento. Somos filhos dum chamado divino: o chamado eficaz que vem com o novo nascimento. 3. O amor de Deus é manifesto na disciplina. A disciplina é uma expressão e prova de amor. “Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho”. Hebreus 12:6. Aqui está a prova de que nenhum filho de Deus é perfeito. Todos precisam de açoite. A palavra corrigir significa; treinar um filho, criá-lo, e a palavra açoitar significa surrar. Os filhos necessitam de treino e açoites, e o amor de Deus nos dará o que necessitamos. A correção vem da mão amorosa dum Pai sábio: a condenação vem dos lábios retos dum Juiz santo e justo. Quando os santos são confrontados por causa do pecado, eles são corrigidos por um Senhor para não serem depois condenados com o mundo. 1 Coríntios 11:32. A correção não é prazerosa, mas é proveitosa; ela multiplica os frutos de retidão e nos faz participar da Sua santidade. Hebreus 12:10-11. VÁRIOS ASPECTOS DO AMOR DE DEUS Alguns teólogos falam de vários tipos de amor divino, mas preferimos pensar de um princípio divino com várias emoções, de acordo com o objeto que há de receber Seu amor. Apreciamos o que Dr. Kerfoot tem a dizer sobre este assunto: “Se o objeto do amor é amável, então a emoção de amor é complacência. Se o objeto precisa de bondade ou beneficência, a emoção é benevolência. Se o objeto encontra-se em estado de angústia, a emoção é de compaixão ou piedade, etc. Do mesmo modo que o princípio fundamental do fogo é o mesmo seja qual for a matéria consumida, assim o amor divino sempre se baseia no mesmo princípio”. 1. Quando o amor de Deus atua sobre Si mesmo ou sobre criaturas inocentes, este é um amor de complacência. É este o aspecto de Seu amor para com Seu Filho em quem Se compraz, e em quem sempre se deleita. Seu amor pelos anjos é do mesmo tipo, um amor de complacência e deleite. 2. Quando o amor de Deus é para com o pecador, como objeto que precisa de misericórdia, então é manifesto em forma de piedade e compaixão. Os santos eram por natureza filhos da ira, mas Deus que é rico em misericórdia, por causa de Seu amor para conosco, nos vivificou juntamente com Cristo. Efésios 2:3-5. Em misericórdia Ele desperta o pecador morto para a vida, e esta maravilhosa misericórdia é resultante de Seu grande amor. O grande amor pelos pecadores resulta em misericórdia e graça abundante. Uma prostituta suja, embriagada que enchia o ar com gritos e palavras obscenas, era arrastada pela rua por dois policiais. De repente uma linda senhorita bem vestida saiu e a beijou. Num momento de lúcido espanto, a vil criatura perguntou estupefata: “Por que me beijou?” “Por amor”, respondeu a jovem. Será tal exemplo de amor uma surpresa? Então lembre-se que a distância moral entre Deus e o pecador é muito além desta; mas Ele ainda curva-Se para dar o beijo da reconciliação. Que grande amigo é meu Jesus. Tão santo, bom e terno! Sem outro igual, é o Seu poder e o seu amor supremo. Para esta ovelha sem vigor, olhou com simpatia; e sua tão bondosa mão, serviu-me então de guia. Paz e bem

domingo, 19 de junho de 2016

O poder destrutivo da inveja.....


Após viajar pelo mundo e colecionar as sementes das mais variadas árvores e dos mais belos jardins, foi num simples vilarejo que o Jardineiro decidiu passar sua velhice e lá realizar seu grande sonho. Aurora não sabia, mas era a semente mais especial que o Jardineiro havia plantado. Ele escolheu o centro daquele imenso lugar para ser a moradia da sua favorita, pois vislumbrava algo de magnífico nela e precisava deixá-la florescer… Quando ainda era um jovem broto, Aurora cresceu ouvindo o Jardineiro contar as histórias de suas viagens. Ouviu também sobre suas angustias e medos, sobre suas grandes realizações, sobre seus amores esquecidos e sobre o sonho de um dia concluir seu extraordinário jardim. Aurora nunca se sentia só, dia após dia, o Jardineiro cuidava de suas folhas e a ensinava ficar de pé, erguendo seu tronco e mostrando qual a direção ela deveria seguir – sempre para o alto. Pelas manhãs, Aurora se preparava para o dia que se iniciava. Com a mesma alegria que uma criança recebe o pai, Aurora recebia seu amigo sábio e conselheiro – o Sol. Era realmente um momento de grande felicidade, pois cada encontro com o Sol alimentava as suas forças e auxiliava em seu crescimento. Antes de morrer, o Jardineiro concretizou seu sonho, compartilhando com os moradores daquele simples vilarejo o fruto de suas peregrinações pelo mundo: a mais bela paisagem que alguém poderia contemplar. Da mesma forma que idealizou, as espécies encontradas naquele extraordinário jardim chamavam a atenção pela notável beleza e extravagância. Para os visitantes, era considerado um lugar mágico (e talvez fosse!). O tempo passou… Aurora cresceu bonita e cheia de vida. Suas folhas, flores e frutos, eram os mais admirados em toda extensão daquele humilde vilarejo. De longe, podia-se ver a imensa árvore Aurora e seu esplendor junto ao amanhecer. O tempo também se encarregou de transformar aquele humilde lugar em um dos mais prósperos povoados das redondezas. O jardim se tornara um ponto turístico que atraiu a atenção de vários curiosos e impulsionou os negócios por ali. O vilarejo era conhecido pela agradável vida de seus habitantes, talvez porque os moradores cultivavam o hábito de passarem às tardes reunidos no jardim. E todos os entardeceres eram assim: algumas senhoras sentadas logo na entrada para tomar chá e colocar os assuntos em dia, às crianças correndo pelo interior do jardim brincando de pega-pega e pique esconde, alguns adolescentes dormindo encostados nas árvores (geralmente com um livro sobre o peito), e os casais de apaixonados descobrindo o verdadeiro amor num beijo. De todas as formas, aquele lugar era para os seus visitantes, um recanto de descanso e apreciação. Aurora sabia que possuía o necessário para viver, pois o Sol lhe concedera conhecimento para que continuasse crescendo forte e bela. Porém, a vida não se resume apenas em belezas, também fazem partes dela as escolhas…. Haviam perigos reservados para Aurora que nem ela mesma imaginava e o Sol (o sábio conselheiro) cuidou de adverti-la sobre a influência dos habitantes do vilarejo sobre a sua espécie. Apesar do seu tamanho, Aurora não amadureceu o suficiente para afastar-se dos riscos que estavam a sua espera. Voltando seus olhos para a vida dos habitantes do vilarejo, começou a enfraquecer…. Passava os dias observando a maneira particular de viver dos moradores e invejou o que possuíam. Desejou fazer parte deles, e quem sabe, ser como um deles: conversar, correr, ler, dormir, amar, chorar, tudo que pessoas comuns fazem – eram as suas ambições. Começou a se envaidecer. Percebeu que ao seu redor nenhuma árvore era tão admirável e produtiva quanto ela, pois ouvia de todos que suas folhas, flores e frutos, eram os mais desejados em todo o vilarejo. Experimentou o orgulho e a soberba quando desprezou o alerta que vinha de suas amigas, as borboletas (preocupadas com o mal que cercava sua amiga), a respeito dos perigos presentes nas suas escolhas – elas lutaram tanto para protegê-la, mas sem sucesso voltaram para casa desanimadas por serem ignoradas. O João de Barro, temendo que algo pior acontecesse, juntou a sua família e partiu – a vida nos galhos de Aurora já não era mais segura. As outras famílias que viviam com Aurora sentiram que não eram mais bem-vindas no interior do seu tronco e também decidiram partir. Aurora finalmente sentiu-se livre para ser e fazer o que gostaria. A forte ambição de se tornar como as pessoas que invejava, afetou seu julgamento. Estava cega, arrogante e tornando-se seca por dentro. Os dias se passaram e Aurora se envolvia ainda mais com seu novo alvo – os moradores do vilarejo. Esqueceu-se de nutrir suas raízes, desprezou a sabedoria do Sol e os avisos de seus amigos, desistiu de fazer parte do sonho do Jardineiro e decidiu trilhar um caminho egoísta traçado apenas para si. E assim, a soberba consumiu o que restava do fluido de vida que circulava em suas veias. Algo terrível estava reservado para Aurora: manifestar em sua própria forma a decadência dos seus últimos dias. A força da vida abandonava aos poucos Aurora, sua consciência, porém, ainda precisava se redimir do mal que havia causado. Uma das suas amigas mais próximas, a Lagarta, que suportou sua rejeição diária, juntou-se a ela nesse triste momento de despedida. Talvez próximo do fim de uma caminhada haja uma visão diferente do caminho…, foi assim que Aurora alcançou o entendimento e sua consciência se expandiu. Olhou para o céu e pediu perdão ao Sol, agradeceu pela força e sabedoria que recebeu gratuitamente. Chamou pela memória o Jardineiro e agradeceu por tê-la ensinado a direção certa no começo da vida. Olhou ao seu redor e agradeceu a todos que estavam presentes, sentiu-se satisfeita por tê-los conhecido – foi uma grande dádiva. Chamou pelos pássaros e pelas borboletas, eles ouviram de longe e chegaram às pressas. “Agradeço por tentarem me proteger quando eu estava confusa e perdida, apenas os verdadeiros amigos nos levam para longe dos perigos ou tentam no resgatar quando estamos no meio dele, vocês agiriam assim comigo e carregarei vocês dentro de mim para onde eu for; só quero lhes pedir um último favor, que me façam uma promessa…”, e assim Aurora despediu-se de todos aqueles que fizeram parte de sua história. Um grande alvoroço se abateu sobre o vilarejo. A maior árvore do jardim estava morta e seu tronco pendia de um lado para o outro, ameaçando a vida de todos. Uma nuvem negra pairava sobre os habitantes do vilarejo: o que fazer diante dessa situação? Se uma árvore daquela dimensão caísse destruiria o que haviam construído. Medo, incerteza, preocupação, tristeza, pânico, temor de um acontecimento desagradável – os moradores do vilarejo pressionavam o prefeito por uma solução… O prefeito então chegou à resolução do problema, expediu uma ordem para derrubada da árvore. Convocou os lenhadores e engenheiros mais habilidosos da região. E assim a árvore foi removida com segurança do jardim e os moradores do vilarejo puderam descansar de suas aflições. No chão, o que restou de Aurora serviu para aquecer o frio inverno que assolava as famílias do vilarejo. Os pássaros e as borboletas cumpriram a promessa que fizeram a Aurora. Voaram o mais longe que puderam, atravessaram rios, lagos e montanhas, espalharam as sementes de sua amiga por todo lugar. Aurora não desejava que suas filhas vivessem próximo das pessoas, pois temia o mal dessa relação, muito menos que enfrentassem os perigos que ela atraiu. Então orientou as borboletas que contassem às suas filhas a seguinte fábula: “Era uma vez uma grande árvore que se desviou do caminho do crescimento. Por desprezar a sabedoria e o conselho do Sol, abandonou os amigos e desistiu de se nutrir de coisas boas. Viveu até os últimos dias de vida observando e desejando a maneira de viver de outros, até aprender (perto do fim) a ser grata pela vida abençoada que já possuía. Por rebelar-se contra a sua natureza, a grande árvore descobriu que é preciso ter cuidado com as escolhas que fazemos, pois as consequências são parte delas. Quando decidiu parar de crescer com o Sol, a grande árvore trilhou um caminho sem volta e assistiu a sua própria decadência acontecer. Cuidado, era o que repetia! É preciso permanecer crescendo para o alto…”. E essas foram às últimas palavras da grande árvore…, assim termina a sua história. De geração em geração, as borboletas seguem com a sua promessa. Até os dias de hoje, a essência de Aurora vive em outras formas espalhadas em vários lugares…. O que surgiu da terra retornou para terra, porém, a memória de Aurora viaja até os dias de hoje pelo tempo. Outras árvores cresceram no lugar que o Jardineiro reservou para a sua favorita, mas nenhuma tão bela e especial quanto Aurora foi um dia.