Atalho do Facebook

FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A cruz....


A Cruz com um quê de Eros, de Philia e de Ágape A Cruz com um quê de Eros, de Philia e de Ágape ‘’O evangelho aponta para uma única, clara e simples direção, ao qual se assenta no viver de uns aos outros; agora, deveríamos fazer a pergunta: - Queremos?’’ O amor de muitos se esfriariam e de todos os dons, somente, restará o amor. Ouso me valer dessas duas narrativas de conhecimento dos cristãos, para uma reflexão sobre essa palavra, envolta e enredada por tantas posições e definições. Muitos o interpretam como uma questão metafísica ou abstrata, como um estado de carência e o reduzem a dimensão do subjetivo. Em contrapartida, há um enfoque de o amor se voltar para atos e práticas de altruísmo, de caridade, de piedade, de filantropia e, em suma, de linha de ação humanista. Não posso deixar de pontuar, os apologistas do amor, através de uma conexão plena com o transcendente, o divino, ao qual tem seu sentido. Agora, sejamos sinceros, sem rodeios, diante de uma geração absorta por uma mentalidade consumista, por uma repulsa a qualquer normatividade suprema e absoluta, como encontrar coerência para falar sobre o amor apregoado na Cruz? Afinal de contas, cada vez mais, prevalece o hedonismo, o prazer, o endeusamento da imagem e do viver o momento, do cada um por si e não tem sido assim? Sem sombra de dúvida, debruçar – se em questões correlacionadas ao ser, ao compromisso com a vida e o próximo perde vez, quando nos defrontamos com uma cultura, uma ética e uma ideologia ancorada as regras da lei da oferta e da procura. Então, será o amor um belo conto, algo restrito ao campo afetivo – emotivo? Acredito, piamente, a partir do texto de I Coríntios 13.13, adentramos num chamado para reconsiderarmos e redefinirmos o amor, como um fator preponderante para a dinâmica e a atualização da vida, em todas as dimensões (espirituais, estéticas, afetivas, cognitivas). Devo dizer, durante muito tempo, com relação a minha experiência cristã, ouvia de tudo, nos denominados templos, mas, escasseadamente, sobre o amor consolidado na trajetória até a Cruz e no efeito do valor da Graça, em favor da vida. Para piorar o cenário, aprendi e quantos ainda incorrem na mesma convicção de o amor, conforme enfocado na vida cristã, diminuído a projeção de Ágape e exorcizamos as vertentes de Eros e de philia. Vou adiante, o amor personificado em Cristo representa o motivo de toda a saga do carpinteiro – rabino, alderedor de gente curiosa, com as mais variadas expectativas, fantasias, delírios, esperanças e por ai vai. Por tal modo, não podemos limitar o amor, porque Ele não o fez, muito menos as fronteiras do afetivo – emotivo ou de uma sistema ética supremo. Então, chego a conclusão de o amor apregoado na Graça Jesus traz o compromisso e se compromete com a reconciliação de todo o estado de indiferença e nos chama para participarmos da vida e tal proposta nos coloca diante do próximo. Não podemos nos esquecer, qual o sentido da Graça se não houver a participação na vida, em a atualizar com fé, com esperança e com justiça? Por enquanto, cabe a cada um de nós procedermos com a devida honestidade, principalmente, quando um culto ao subjetivismo permeia, plasma e se polariza, em diversos arraiais evangélicos. Retomo ao fio da meada e assinalo não efetuarmos uma caça as bruxas ao denominado termo Eros, porque, em hipótese alguma, pode ser visto como uma matéria circunscrita a dimensão da libido, do prazer sexual, da satisfação do corpo e só. Arrisco dizer, um dos efeitos do amor acarretado, mediante o sacrifício da Cruz, perpassa, sim e sim, por Eros, ou seja, pela face do amor voltado a reconciliar os vínculos, os relacionamentos e romper com uma versão puramente hedonista. De certo, longe de forçar a barra, a Cruz possui um toque de Eros, de uma decisão por consolidar a reconciliação, por reunir o que se encontrava separado, em dissenção, oposto e rompido. Por consequência, o amor personificado no carpinteiro – rabino trilha por philia, pelo amor fraterno, por essa irmandade solidária, por essa amizade e por esse companheirismo recíproco, pelo partilhar da vida, tanto no eu quanto como no nós. Neste ponto, a amor fraterno se estriba na vida kahal, vida em comunhão de serviço, de discipulado e de confissão, na familiaridade de pertencer ao mesmo corpo e não fazer disso nenhuma espécie de gueto legalista corporativista. E, por fim, não poderíamos deixar ágape de lado, com renúncia e aceitação, tem sua razão de ser, no bem ao próximo; grosso modo, o amor ágape tem olhar voltado para a realidade concreta, para o trabalho e para o bem do próximo, para nos levar a vida e não como um quebra – galho. Isto implica o amor com plenitude, com profundidade e que não terá respostas para todos os nossos problemas, que não nos isentará de nossas angustias e dúvidas. Mesmo assim, não nega a vida, o bem ao próximo, o restabelecer dos vínculos e de que não somos figuras errantes. Paz e bem

Você será na velhice o que é hoje.......


Uma segunda carreira ou segunda ocupação nasce de uma motivação diferente, porém social e busca um fim, fixa-se numa missão que leva o indivíduo a se organizar, a ser fiel, a manter uma prioridade frente os prazeres egoístas. Tudo isso se fará por amor aos homens e não por dever, porque já não se trata de atividade profissional. É uma maneira de estar no mundo e não de se evadir dele. Proponho, então, a oposição entre a segunda ocupação e uma reação típica da velhice: a de se desinteressar do mundo, de retirar-se para dentro de si mesmo, o que, muitas vezes, recebe o nome de serenidade. Todos nós sabemos que há dois tipos de serenidade: a boa e a má. A primeira é fruto de uma grande maturidade pessoal, de uma vitória sobre a ambição, de um desligar-se de si próprio e das impaciências egoístas da juventude. Neste caso o homem se abre a um grande amor, à benevolência, a um interesse profundo por compreender o próximo, por ajudar de um modo desinteressado e não autoritário. A serenidade ruim, ou melhor, aquilo que se toma por serenidade, sem muito critério, é, na verdade, uma indiferença profunda. Geralmente, a pessoa é na velhice como sempre foi antes, só que com traços mais acentuados. O generoso aumenta a sua generosidade, o autoritário torna-se tirano e o passivo o é ainda mais. Simone de Beauvoir afirma com agudeza: “Os que desde sempre elegeram a mediocridade não terão dificuldade para as compor, para as minimizar”. Eu conheci um ancião totalmente adaptado à sua idade: meu avô paterno. Egoísta, superficial; entre as atividades ocas de sua maturidade e a inatividade de seus últimos anos não havia muita distância. Jamais se sobressaltava, não havia inquietude que o afetasse de verdade; sua saúde era excelente. Pouco a pouco seus passeios encurtaram; frequentemente dormia sobre o seu jornal, Le Courrier du Centre [O correio do centro]. Até a sua morte teve aquilo que se costuma chamar de “uma bela velhice”. Sem dúvida, Simone de Beauvoir tem razão em sua ironia. A expressão “uma bela velhice” não representa o quadro que ela nos pinta, mas que esta tem de ser uma época fértil, aberta ao mundo e aos homens, um tempo ardente, mas sereno, com capacidade para ainda lutar, e lutar apaixonadamente. Essa luta será diferente da luta da juventude, mas no final das contas será uma luta, porque toda a vida é luta. Muitas vezes chamamos de sabedoria a uma atitude de indiferença e de abandono, para não dizer de despeito. Com frequência os prazeres solitários podem implicar esta situação: “Não querem saber de nada comigo? Tudo bem; vou pescar”. E a pesca já não é espairecimento, mas amargo ruminar. Fala-se geralmente na velhice como uma idade isenta de paixão. Mas a ausência de paixão é a morte antecipada. Se não há raiva, não há sorrisos; se não há indignação, não há perdão; se não há angústia, não há esperança. Desgraçadamente isto pode vir a ocorrer nos anos finais, quando já não há problemas futuros, mas, antes de ser uma vitória da sabedoria, é caduquice. Então o indivíduo é só um doente a quem o médico poupa sofrimento e prolonga a vida, porque não sabe o que ocorre em seu interior, por detrás da aparência. O verdadeiro problema se coloca muito antes, quando o aposentado, são e forte ainda, têm de enfrentar a sua retirada da vida ativa. As forças diminuem e podem aparecer doenças, mas o coração, a capacidade de amar e a necessidade de dar sentido à própria vida estão intactos. Poderá preencher o seu tempo com intermináveis entretenimentos? Afundará no despeito? Evitará aposentar-se, prolongando enquanto possa a sua carreira profissional? Retirado de É Preciso Saber Envelhecer, lançamento da Editora Ultimato.