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AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Das trevas para luz...


"Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, voltou para a Galiléia. Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali, para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías: 'Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios; o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz'. Daí em diante Jesus começou a pregar: 'Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo'". Mateus 4:12-17 O início do ministério terreno de Jesus foi na Galiléia; local onde pregou arrependimento porque o Reino de Deus está próximo. ( Reino=Basiléia em grego, da idéia de domínio de Deus ). Galiléia era uma região desprezada pelos outros judeus que viviam no sul porque tinha uma população mista, em sua maioria gentílica, com poucos judeus, por isso o termo Galiléia dos gentios. O termo "dos gentios" em grego é "Ethnos"; dá idéia de povos não judeus, pagãos, desconhecedores de Deus. Ali Jesus cumpriu a profecia de Isaías 9, onde diz: Contudo, não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos. No passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro honrará a Galiléia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordão. O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz. Isaías 9:1-2 No original em hebraico que foi escrito o Antigo Testamento, a palavra "escuridão" é "muaph", dá idéia de penumbra, tristeza, melancolia negra. Essa penumbra é o descaso ou ignorância sobre Deus; mas ali brilhou a Luz de Cristo. Ao observar a história da Galiléia, vemos que pertenceu às tribos de Issacar, Zebulom, Aser e Naftali no A.T. O nome vem de Galil que na língua dos judeus significa pequeno círculo. Em Gn 49.13-21, vemos Jacó abençoar seus filhos com palavras futuras, e com relação a estas 4 tribos, diz-se que elas seriam prósperas, habitariam em portos de navios, mas se renderiam à trabalhos forçados; o que se cumpriu mais tarde nos 2 seguintes trechos: 1-Quando Salomão tentou presentear com 20 cidades da Galiléia a Hirão rei de Tiro ( 1 Rs 9.11-13 ). Porém o Rei de Tiro desprezou-as e mais tarde devolveu-as para Salomão. ( 2 Cr 8.2 ). 2-Em ( 2 Rs 15.29 ); vemos que algumas regiões junto com a Galiléia foram as primeiras a sofrerem o ataque da Assíria sob o reinado de Tiglate-Pileser (732 a.c). E depois o povo destas regiões foram deportados para a Assíria. Isso faz entender como aquela região tinha caído em seu pecado e futuramente na escuridão do afastamento de Deus. A história diz que em períodos mais modernos, a Galiléia foi pertencente provavelmente à Fenícia e com isso o culto naquela região se tornou mais pagão e místico ainda; depois foi conquistada pelos Macabeus. Mais tarde na época de Jesus foi governada por Herodes e depois por Agripa também. E na época de Jesus, aquele local de escuridão da ausência de Deus por causa do pecado daquele povo misto, e que provavelmente tinha uma falsa luz da prosperidade de seus portos. Foi justamente ali que a Misericórdia de Deus brilhou em Cristo, depois a notícia desta Luz chegou na Síria, e hoje aqui estamos nós pecadores alcançados pela luz de Cristo no Brasil. Esta luz de Cristo derrotou o Diabo, a morte, nossos pecados, a melancolia, a depressão e a ilusão dos prazeres transitórios dos portos dos prazeres desta vida. Por isso, como o salmista rendemos graças: "Dêem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre" (leia Salmos 107:1-43). Em Isaías 60.3 vemos a luz de Cristo que nos deixa radiantes de alegria, pois o pecado de todos os povos é escuridão. Em Mateus 5.14 Cristo diz que nós somos a luz do mundo; nosso testemunho, nossa pregação, nossa vida nele. E mesmo que tenhamos provações, insultos e perseguição; existe uma recompensa: "Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão. Eles verão a sua face, e o seu nome estará em suas testas. Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre." Apocalipse 22:3-6 "Por essa razão, desde o dia em que o ouvimos, não deixamos de orar por vocês e de pedir que sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria e entendimento espiritual. E isso para que vocês vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus e sendo fortalecidos com todo o poder, de acordo com a força da sua glória, para que tenham toda a perseverança e paciência com alegria, dando graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz. Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados." Colossenses 1:9-14 Paz e bem

Investir na vida de outros...


1. Investir na vida de outros é arriscado, mas vale a pena (e é a coisa certa a fazer) Ainda que pudéssemos pensar em vários possíveis benefícios sobre trabalhar com outras pessoas, sabemos que dá trabalho, a gente se desgasta e muitas vezes o resultado é frustrante. Mas discípulos de Jesus não se dedicam às vidas de outros (ou não deveriam fazê-lo) devido ao que ganharão com isso. Eles o fazem por uma questão simples: a obediência. Não nos envolvemos nisso “para agradar pessoas, mas a Deus”1. Ananias foi ao encontro de Paulo, mesmo sendo muito arriscado. Barnabé decidiu investir em João Marcos apesar da frustração prévia, com o risco de estar desperdiçando seu tempo. Na vida cristã não existe isso de fazer algo pelo suposto benefício que se vá receber, ou pela promessa de fruto que virá daquele esforço. Investimos nas vidas de outros porque sempre será a coisa correta a fazer. Por isso vamos em direção ao outro, com o risco de que não haja o fruto que esperamos, sem garantias, mas cumprindo com o que somos chamados a fazer com as nossas vidas. 2. Investir na vida de outros leva tempo Parece que Paulo foi aprendendo isso ao longo de sua vida e ministério, quando passou a permanecer por mais tempo nas cidades que visitava. Ele levava em conta a necessidade de dedicar mais tempo na formação de pessoas. Quando era impelido pelo Senhor a mover-se ou era forçado a deixar um lugar, logo Paulo enviava algum companheiro de equipe, muitas vezes munido de uma carta, para que a obra pudesse ser continuada. Quantas vezes desistimos antes da hora? Claro, Paulo também errou nesse ponto, ao desistir de João Marcos. Mas Barnabé, que não havia desistido antes do terrível Saulo, lhe deu uma lição importante nesse tema. Por que será que muitas vezes desistimos dizendo que já investimos o suficiente na vida de alguém? Quanto é suficiente? Sete chances? Sete vezes sete? A verdade é que para investir em outros, em uma perspectiva da fé cristã, não dá pra contar os anos, as chances, as oportunidades. Não acredito nisso de “desisti de fulano”. Você pode até reconhecer suas limitações e buscar ajuda, abrir espaço para que sejam outros os instrumentos de Deus na vida de alguém. Mas nesse caso então não é desistência. Segue a intercessão, a busca de outros caminhos, pessoas e recursos, confiando que é o Senhor quem continuará a fazer a obra que é dele. 3. Investir na vida de outros demanda intimidade, relacionamento. Paulo foi mais especialmente formado, ou de maneira mais intensiva formou a outros, quando passou tempo com essas pessoas, por exemplo, viajando juntos, ou quando passava um tempo maior em alguma cidade, em meio a suas muitas viagens. Por isso as expressões como de um pai e mãe com relação aos seus “filhos”2, por isso o profundo afeto e a necessidade que expressava da presença do outro, “vem pronto ao meu encontro”3. Intimidade e relacionamento não caem do céu, prontos. Requerem cultivo, um processo, estar disposto a abrir sua vida para abençoar e também abrir-se para receber as bênçãos que vem do outro. Com frequência, esses benefícios vêm por meio das perguntas difíceis, aquelas que nos incomodam e nos custam responder. Uma das coisas mais entediantes da vida é ter amigos e irmãos na fé que só concordam com você em tudo. Peça a esses mais chegados que te façam perguntas incômodas sobre sua vida pessoal. É uma das melhores iniciativas que você poderá tomar para o bem de sua saúde espiritual. 4. Investir na vida de outros implica em levá-los até Jesus Creio que muitas vezes a ideia de investir na vida de outros nos assusta porque imaginamos que a responsabilidade esteja em nossas mãos. Talvez a chave seja entender que não sou eu a pessoa mais importante na vida do outro. Mas Jesus sim é, ou deveria sê-lo. Então qualquer “intervenção” minha na vida do outro deve se dar no sentido de levá-la para mais perto de Jesus, não de mim mesmo. Ternura - Óleo sobre tela, Col. Fundación Guayasamin - Quito, Ecuador 1989Assim, nessa perspectiva correta, alguém pode até parecer mais ousado, como Paulo o foi, ao pedir que o imitassem. Claro, Paulo poderia dizê-lo porque à exortação “sejam meus imitadores”, adicionava “assim como eu sou de Cristo”4. Se nossa vida faz com que outros fujam para longe de Cristo, então estamos errando feio o alvo. Mas atento a esse detalhe importante: claro que devemos rejeitar influências nocivas de falsos piedosos cristãos. Mas nunca podemos usar essa realidade da debilidade humana (de um líder que nos defrauda e nos decepciona) como uma desculpa para deixar de se aproximar de quem é mais importante, o próprio Jesus. 5. Investir na vida de outros é transformador, para todos Para Paulo, essa era uma jornada de transformação, de ir crescendo, renunciando e abraçando nova fidelidade5, cada vez mais rumo a Cristo6, com a ajuda de outros, através do Espírito do Senhor operando na comunidade e através da comunidade. Também Guayasamin nos inspira nessa jornada. Esse artista do choro, da ira, mas também da ternura, que de maneira tão eloquente retrata mãos que tocam, que suplicam ajuda, que amparam, que cuidam e que estão estendidas para receber auxílio e socorro. Essas mãos que nos revelam uma necessidade e o acolhimento que vem do toque, do abraço, do compromisso com o outro. Elas, junto com as lições que nos vêm do apóstolo de coração missionário, tanto nos encorajam no caminho possível de alcançar uns aos outros, com compromisso mútuo e com ternura. Assim, quem não se anima a investir em outros? Quem não se dispõe a abraçar e a ser abraçado? Notas: 1. 1 Tessalonicenses 2:4b. 2. 1 Tessalonicenses 2:7,11,19-20. 3. 2 Timóteo 4:9,21. 4. 1 Coríntios 11:1; 1 Tessalonicenses 1:6. 5. 1 Tessalonicenses 1:9; 4:1-2. 6. Filipenses 3:13-14. Ricardo Wesley Morais Borges