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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

domingo, 23 de novembro de 2014

Ser fiel difícil, mas não impossível....


A fidelidade de Deus é incomensurável, inesgotável. Ela se mostra eterna na promessa universal da salvação daqueles que creem (João 3:10). Um Deus que embasa seu relacionamento com o homem a partir de alianças não poderia requerer do homem outra coisa se não também fidelidade, mesmo sabendo que o homem nunca poderá alcançar sozinho o padrão ideal deste seu desejo (Gênesis 9:9; 17:2; 17:11). Contudo, Deus convida o homem a traçar uma estrada de intimidade que é baseada na verdade de um amor capaz do ato de arrependimento, este convite, quando respondido de maneira afirmativa, permite ao homem em sua fidelidade imperfeita tornar-se a carta do convite de Deus, pois ele aplica ao seu coração o entendimento de sua lei ( Hebreus 9:15; 10:16). Elias no capítulo 18 de 1 Reis é um exemplo do convite de Deus à fidelidade através de nosso relacionamento com Ele. A passagem descreve uma Israel distante de Deus, sua política era corrupta, seu povo apostatava da fé genuína e a terra mantinha-se seca em desgraça, eram tempos difíceis; contudo, como profeta, Elias mantinha um relacionamento de intimidade genuína com Deus e a partir desta intimidade, Deus fez da fidelidade dele um convite ao povo de Israel para voltar a viver um relacionamento fidedigno com Ele. Diante das circunstâncias políticas de Israel, Elias foi chamado de perturbador por Acabe (1 Reis 18:17), mas diante da declaração não desvaneceu, ao contrário, mostrou o adultério espiritual dos governantes e se colocou como diferente daqueles que feriam à Deus. A fidelidade do profeta, mesmo imperfeita para com Deus - afinal, ele era humano, mostrou-se como um princípio de diferença em meio a devassidão da sociedade israelita. Em outro trecho do capítulo, ao desafiar os profetas de Baal na oferta de um sacrifício(1 Reis 19: 22-38), Elias continuou demonstrando sua convicção e intimidade com Deus. Com a falha dos profetas de Baal, sua fidelidade, manifesta na sua fé e nos seus atos, é usada novamente por Deus, agora para aquecer o coração de Israel ao ponto de que a nação abandone as moletas espirituais e se volte ao único capaz de sustê-los. Por fim, em meio ao problema de seca que assolava todo o território, a fé e a fidelidade de Elias foram usadas por Deus como farol de esperança para o povo e para terra. A fidelidade imperfeita e sua intimidade com Deus, foram respondidas com milagre e perfeição, as maravilhas do Senhor tocaram todos os personagens desta história, revelando o poder redentor de Deus. Podemos não ter a capacidade de nos mantermos sem pecar, entretanto, isso não deve ser barreira para uma vida de fidelidade, aquele que nos ama também é o que nos sustém e assim como ele agiu com Elias, pode agir conosco. A grande questão é se estamos fazendo tudo aquilo que podemos diante de Deus ou se estamos retendo parte do nosso coração e vivendo assim a infidelidade de uma intimidade falsa. Deus nos chama para sermos representantes da ação de sua fidelidade, sermos diferença, sermos convite à fé e farol de esperança, contudo, para isso, ele nos pede disposição de permanecermos fiéis, mesmo que imperfeitamente, e isso só é possível em verdade, intimidade, amor e generosidade. Oremos para que Deus aplique em nosso coração a sua vontade. Paz e bem

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ser discípulo é sempre um ato de doação e confiança: Seja um bom mestre...


O conceito de discipulado, segundo o Dicionário Aurélio (2010, p.340) é um estado de aprendizado temporário de pessoas que recebem instrução de outrem, na visão do Rev. John Stott (2010, p.11), o discípulo de Cristo é todo seguidor leal aos ensinamentos de Cristo, neste caso o termo discípulo de Cristo é mais profundo do que o termo “cristão”, utilizado normalmente. O primeiro, inevitavelmente envolve a relação entre professor e o aluno, ou seja, intrinsecamente, exige relacionamento, enquanto o segundo, expressa diretamente a vida prática do discípulo, que infelizmente nem sempre condiz com os ensinamentos recebidos do mestre. Discípulo de Cristo é todo aquele que de maneira consciente e responsável submete-se a sua disciplina, focando somente na Cruz de seu salvador. Este indivíduo deixa de lado todos os seus princípios e os aprimora a partir dos aplicativos eternos do Criador. Hoje muitos falam sobre Cristo mas são poucos os que realmente estão dispostos a viver a proposta de Jesus através do seu discipulado pessoal. Todo o fervor emocional, existente na maioria dos cristãos atuais, não pode ser considerado como a real expressão de submissão a Deus, nem tão pouco se tornar exemplo de vida totalmente entregue ao senhorio do Crucificado. A evidência de um verdadeiro Discípulo de Cristo é abalizada diariamente nas pequenas ações do indivíduo, marcadas pelo santo sangue do Cordeiro e não apenas nos momentos vividos na santa comunhão da igreja. Aquele que deseja viver o projeto de ensino de Cristo, primeiro deve se dispor a abandonar sua existência, deixando de viver sua vida, para que o Crucificado viva nele e usufrua de sua existência para apresentar-se á humanidade . A vida que recebemos não é uma existência qualquer, mas é a própria vida do Deus encarnado em nós. “... logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim ...” (Ap. Paulo aos Gálatas) Caro leitor, se o seu desejo é evidenciar Cristo em nossa geração então deve aprender a discipular como Ele, ensinar como Ele e viver como Ele vive, qualquer coisa fora desta prática é uma deturpação piegas do maravilhoso Evangelho da graça. O caminho do discipulado é um caminho maior do que nossas existência, é um caminho de vida, nossas vidas por outras assim como o nosso Redentor. Enquanto estava no mundo, Jesus não viveu atrás de um diário, blog, de um perfil perfeito para exibir a seus amigos e nem tampouco gastou tempo criando algum monumento para ser gloriado por isso. Sua única herança foram os discípulos, os discípulos que aprenderam com ele e sobre ele, o modo considerado valioso em sua vida foi o de formar um pequeno grupo de discípulos e dedicar sua vida na tarefa de aproximá-los do amor de Deus. (OAK, 2006, p. 83). O ensino cristão é simples devemos entregar as nossas vidas por outras assim como Cristo fez, enquanto não compreendermos este simples princípio, não estaremos aptos para desfrutar da majestosa grandeza do Evangelho de Jesus. Pense nisso, seja aperfeiçoado pelos aplicativos eternos do Criador, se deixe levar na rede de amor iniciada na Cruz de Cristo e vá e faça discípulos como o Mestre ordenou. Nos Laços de Amor do Crucificado. Paz e bem

É tempo de voltar.....


Quando as circunstâncias enfraquecem minha fé, a graça não me parece suficiente e tanto amor não alegra meu coração... Quando sou grande aos meus próprios olhos, as coisas me importam mais que as pessoas e meus pés guiam-se por conta própria... Quando coloco uma máscara, minhas palavras contradizem as ações e as decisões são passageiras... É preciso parar. Silenciar. Inclinar os ouvidos e prestar atenção aos sussurros do coração... Tempo de questionar e de buscar respostas. Por onde andei? O que fiz? Por que me afastei? Tempo de lágrimas, arrependimento, humilhação e súplicas. Tempo de ouvir Sua voz suave, permitir ser abraçado, sentir Seu perdão e aconchegar-me com Seu terno e eterno amor. Tempo de receber Sua paz, ouvi-lo me chamar de amigo e ter a certeza que nada poderá nos separar. Em tempo, voltar à casa do Pai. Paz e bem

Vaidade ou amor eu prefiro o amor


‘’O amor nos aponta para o amanhã, agora, diante de uma geração sem a batida da esperança, como crer na sua manifestação?’’ As palavras de Salomão, conforme podemos encontrar em Eclesiastes, enfatiza a questão da vaidade, dessa agradável ilusão, ao qual nos bastamos. Por mais que muitos a consideram um malefício, algo responsável por deformar o ser humano, sem sombra de dúvida, vivemos ou não século permeado e plasmado por ela? Evidentemente, em nossos tempos regidos pelos discursos motivacionais, substituindo por outros nomes, tais como auto – estima, pela auto – confiança, pela auto – segurança, pela – certeza. Não baixe a guarda, avance, progrida, participe de todo o progresso e crescimento exponencial, as oportunidades são para todos. Cada vez mais, deparamo – nos com uma enxurrada de gurus da auto – ajuda, de discursos de superação, de uma fé mais assemelhada a levar o ser humano uma energia, dentro de si mesmo. Nessa caminhada pelo sucesso do agora, do imediato, do já, do presente sem passado e sem futuro, as regras, os princípios, os parâmetros, os freios são submetidos a interpretações subjetivistas, sem conteúdos éticos e sem uma espiritualidade arraigada a um concreto fundamento criativo. Por consequência, Deus não passa de uma ideia voltada a tornar as pessoas boas; a Cruz de Cristo um aceno para um processo de solidariedade e fraternidade; as boas novas servem como plataforma para a inspiração de sistemas políticos e humanistas a serem adaptados. Nada de um enfoque a efeito de ir a direção do amanhã, de não anular os acertos, de cerrar a madre do diálogo. Eis a situação drástica de uma realidade cravada pela vaidade, pela troca de pessoas, uma vez que não aceitamos encarar os espelhos quebrados, e partirmos para outras aquisições, ou seja, tudo se resume a uma ótica de coisas e descartar. Parto desse porto e aponto para o contexto da igreja submergida num oceano de águas obscuras de um culto a vaidade, a ilusão de ser a dona da verdade, de não levar as pessoas aos encontros e reencontros. Quão triste perpassa ouvirmos dos púlpitos o sim como sinal impositivo de fortes e uma repulsa a chorar com os que choram, a abraçar os deserdados, a agasalhar com emoções e atos de vida a mulher abandonada, a adolescente vitimada pelas mais diversas agressões, ao homem cansado de lutar, ao idoso esquecido pela família, ao jovem contaminado pela desesperança do presente século, a família dilacerada, a uma sociedade acuada e escondida nos esconderijos das salas virtuais. Não há degraus para serem revistos, não há lágrimas para serem enxugadas, não há afagos para serem concedidos, não há uma carta de lembrança a ser escrita, não há gente com quem compartilhar, não há Graça do Cristo Ressurrecto, do fundamento criativo, do amor que nos dimensiona um amanhã de não esconder a vida, por causa de um irreal sucesso. Vou adiante, nunca tivemos tantas distrações e, lá no fundo, chegamos a redundante conclusão de que as boas novas nos chamada para o amor da descoberta, da reciprocidade, do ir e vir, da remoção de todas as maquiagens sentimentalizadas ou de idealismos abstratos. Faz – se observar, enfrentamos um messias mais atrelado a essa pestilência denominada de vaidade, compromissado com o imediatismo, com a troca de vínculos e de vidas, como se, tão somente, bastássemos. Quiçá, não seja o momento de revermos o chamado para reconhecer a salvação do ser, em Cristo Jesus, nada mais e nada menos, algo não atentado pelo jovem rico, na parábola do Carpinteiro portador de uma revolução radical e inspiradora? Paz e bem

domingo, 28 de setembro de 2014

Só o Senhor é Deus ........


2ª Leitura - Fl 2,1-11 Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,1-11 Irmãos: 1Se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, 2tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. 3Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, 4e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. 5Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame : 'Jesus Cristo é o Senhor' - para a glória de Deus Pai. Palavra do Senhor. Na missa de ontem 27/09, as 18:00hs, celebrada na Capela de Santa Efigênia e presidida por Padre Eudes, não foi dificil compreender apos sua homilia o quanto somos mesquinhos e pequeninos, quem estava presente pode participar de uma das mais belas pregações que participei nestes trinta e dois anos de serviço ao meu senhor. Acima esta o texto da Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,1-11 a qual foi usada com mais enfase por nosso sábio sacerdote, para mim foi um abraço de Deus dado por suas sabias palavras e um encorajamento para as horas em que temos a vontade de chutar o balde por atitudes mesquinhas e tirânicas de alguns irmãos que acham que ao ser chamado para trabalhar na vinha do Senhor se acham acima do bem e do mal e tentam com isto ser donos da vinha. Gostaria que todos nós fizéssemos uma reflexão nesta leitura e voltássemos a casa do Pai, não como Senhores mas como servos humildes e obedientes. Quando as circunstâncias enfraquecem minha fé, a graça não me parece suficiente e tanto amor não alegra meu coração... Quando sou grande aos meus próprios olhos, as coisas me importam mais que as pessoas e meus pés guiam-se por conta própria... Quando coloco uma máscara, minhas palavras contradizem as ações e as decisões são passageiras... É preciso parar. Silenciar. Inclinar os ouvidos e prestar atenção aos sussurros do coração... Tempo de questionar e de buscar respostas. Por onde andei? O que fiz? Por que me afastei? Tempo de lágrimas, arrependimento, humilhação e súplicas. Tempo de ouvir Sua voz suave, permitir ser abraçado, sentir Seu perdão e aconchegar-me com Seu terno e eterno amor. Tempo de receber Sua paz, ouvi-lo me chamar de amigo e ter a certeza que nada poderá nos separar. Em tempo, voltar à casa do Pai.

Paz e bem

Porque devemos ser igreja e estar na igreja......


Igreja não é um templo feito por mãos humanas, que será o “local da benção de Deus”. Porque somos bombardeados de informações erradas que procuram “vincular” a presença de Deus a lugares “santos”. Tentando resgatar o conceito vetero-testamentário do templo como habitação de Deus. Mas nós somos o templo do Espírito Santo (cf. Ef. 6:19) e Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (cf. At 7:48). Esse conceito tem afastado muitas pessoas do amor de Deus. Criando apenas um vínculo religioso, uma obrigação religiosa e não uma verdadeira caminhada como cristão. Resgatando o sacerdócio nos moldes do Antigo Testamento e anulando a graça de Cristo. No entanto, isso não significa que devemos abdicar de nossa presença na Igreja, como instituição. Pelo contrário, é apenas estabelecer nossa fé da maneira correta. Porque um indivíduo, sozinho, ao contrário do que muitos têm pregado, não é igreja. Todos somos parte da Igreja. Somos parte do Corpo. “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.” 1º Coríntios 12:12 “Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros, De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular." 1º Coríntios 12:25-27 Mas, é fundamental ressaltar que o Corpo de Cristo, a Igreja, são as pessoas e não os templos. O templo é apenas o local da nossa reunião, de nos unirmos com o objetivo de sermos oração. O templo em si não é santo, nós é que devemos ser. A analogia de Paulo referindo-se a Igreja como um corpo, não somente me agrada como me parece a melhor definição que temos. Os membros do corpo precisam e dependem uns dos outros. Eles não podem viver separados, precisam estar ligados. Há ainda em Efésios outra definição que nos dá a dimensão do que isso significa. “E qual a sobre excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus, Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” Efésios 1:19-23 Ele, Cristo, é o cabeça da Igreja. A Igreja é o seu corpo, sua plenitude. E o que isso significa? Plenitude é o estado do que se acha completo, inteiro, cheio. Superabundância, grandeza. Logo, concluímos que é na Igreja que se manifesta a grandeza e o cuidado de Deus na vida de seus filhos. Ela é a Sua plenitude. Nela se completa a manifestação do Senhor, o seu amor e o seu cuidado. E todos nós precisamos do amor e do cuidado do Senhor. Nós precisamos da Sua Igreja. Por isso, eu preciso da Igreja. Eu não sou igreja sozinho, sou parte de um todo, sou parte de um corpo. O Corpo de Cristo. Nós precisamos da Igreja de Cristo, nós precisamos uns dos outros. O problema de meu irmão tem que ser meu também, da mesma forma o meu problema deve ser dele. Temos que aprender, a cada dia, o significado de "levar as cargas uns dos outros" (cf. Gal. 6:2) e assim caminharmos em unidade e amor. Paz e bem

Tire o celular, pois a terra é santa.....


Por Calebe Ribeiro Se Moisés tivesse um IPhone na época da sarça provavelmente ele passaria por ela sem perceber o evento, ou talvez, começaria a filmar e depois lançaria no Instagram com a tag: “#SemFiltro”. O celular nos priva muitas vezes de perceber “sarças que se queimam” por aí. O que quero mostrar é que o celular também é um forte concorrente disputando o monopólio da nossa atenção. Não me venha com esse papo de que é possível mexer em um aplicativo enquanto se conversa com alguém e ainda assim manter a atenção concentrada nas duas coisas. Bobagem! Deixou de ser atenção concentrada e tornou-se atenção fragmentada. Nos filmes mais antigos, depois de uma boa noite de sexo, cada um virava para o seu lado da cama e acendia um cigarro, cena clássica essa. Hoje, um casal moderno e tecnológico depois do sexo vira cada um para o seu lado e vai mexer no celular, dar uma última olhada no Facebook e no Instagram. Acordamos com o celular na nossa mão, pois ele é o nosso despertador. Tomamos café com ele, pois ficamos mandando mensagem ou lendo as notícias. Vamos para o trabalho com ele nos nossos ouvidos, pois transformou-se no nosso Ipod. Ficamos no trabalho com ele em cima da mesa e qualquer notificação já olhamos para a tela, não respeitamos nem as reuniões, nem as aulas, olhamos mesmo. Quando vamos ao banheiro não existe melhor companheiro do que um celular, só na hora do banho que fica difícil, mas agora já inventaram um que não molha. Enfim, o celular passa mais tempo com a gente do que nossas esposas, maridos, filhos, amigos. Estou para completar um ano de casado e percebi que toda vez que minha esposa e eu levamos o celular para a cama nos privamos de conversar um com o outro. Ficamos em silêncio olhando para a tela do celular e algumas vezes comentamos alguma coisa. Depois de desligados os celulares (de forma forçada, pois a bateria já chega nos 5%) falamos boa noite um para o outro e dormimos. Comecei a perceber que os últimos trinta minutos do meu dia, dos quais poderia passar conversando com minha esposa, passei na verdade de olho na telinha. Engraçado que quando compartilhei essa realidade com alguns amigos eles riram e falaram passar pela mesma situação. Propus um acordo com minha mulher, o de não levar tecnologia para a cama. Estamos nos adaptando a essa nova realidade, ficar sem o celular é como se sentir nu, somos viciados àquela zapiada rapidinha que, na verdade, leva uns 15 minutos. Na tentativa de não passar desapercebido por nenhuma “sarça ardente”, adaptamos a ordem de Deus e nos exortamos mutuamente dizendo: “Tire o celular, pois a nossa cama também é solo sagrado”. – Calebe Ribeiro é um dos pastores de jovens da Igreja Presbiteriana do Recreio, no Rio de Janeiro (RJ). É também missionário da Missão Jovens da Verda

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Senhor : Vida da minha vida....




"Ponha a sua vida nas mãos do Senhor, confie nele, e ele o ajudará. Ele fará com que sua honestidade seja como a luz e com que a justiça da sua casa brilhe como o sol do meio dia." - Salmos 37:5-6 Quando lemos esse texto e outros como esse, logo vem a nossa mente as nossas necessidades. Como se O buscássemos e necessitássemos dEle somente em nossas necessidades. Como se Ele fosse um amuleto mágico pronto pra derramar seu feitiço do bem sobre nossas vidas. Mas o que precisamos compreender é que colocando nossas vidas em Deus, confiando cada detalhe, cada movimento, cada pensamento, cada palavra nas mãos dEle, o resultado, certamente, será que Ele brilhará em nós e nossa vida toda refletirá quem Ele é. Seremos testemunhas da justiça e da bondade dEle, porque isso será manifesto pela realidade do nosso viver. É isso que Davi quer dizer com esse trecho. Ao colocar nossas vidas nas mãos de Deus, Ele não ficará “devendo” mais uma pra nós, pra que possamos então pedir o que quisermos e Ele seja obrigado a nos dar. Não é uma troca, é uma constatação. Com certeza Davi estava aí simplesmente descrevendo algo que Ele percebeu com o passar dos anos, algo que a maturidade trouxe como sabedoria a ele. Nossa vida entregue nas mãos dEle, confiando totalmente nEle, ouvindo-O e obedecendo-O, caminhando em Seus caminhos, segundo Seus conselhos, será uma vida que causará impacto nas pessoas ao nosso redor. Seremos ajudados por Deus, mas, é claro, não se trata de nós, mas Dele mesmo! Ele deve ser visto!! A nossa causa, como diz o texto, passa a ser a causa dEle, e ela é que brilhará como o sol do meio-dia pra que todos possam ver! Isso também nos serve como termômetro, como parâmetro de estarmos confiando nossa vida plenamente a Deus: será que temos sido vistos como pessoas que tem uma “causa” diferente do padrão desse mundo? Será que as pessoas olham pra nós e enxergam uma justiça que excede muito a das pessoas ao redor, inclusive dos religiosos desse tempo? Será que vivemos uma vida honesta, como resultado de confiarmos cada ação nossa a Deus? Pense: nossa vida só faz sentido conectada a algo maior, a Cristo; sendo Ele o cabeça do corpo que fazemos parte, Ele é o único digno de glória e de “aparecer” quando resplandecemos! Porque “Ele tem de ficar cada vez mais importante, e eu, menos importante” (Jo. 3:30). Paz e bem

A menina dos olhos de Deus ( Familia )


Este é um tema que nos incita a pensar se, nos tempos atuais e diante das exigências da vida moderna, ainda é possível falar. Família: Ideia de Deus. Como essa verdade é consoladora e esperançosa e como precisamos acreditar nela, embora saibamos que, muitas vezes, a questionamos: Se Família é Ideia de Deus, por que eu não dou certo com a minha? Se Deus criou a família, por que Ele não intervém na minha? E são muitos questionamentos que fazemos a nós mesmos, a Deus e aos outros. A verdade é que toda família é um mistério. Se pararmos para pensar, veremos que, ao mesmo tempo, ela tem tudo para dar certo e tudo para dar errado. Como pessoas tão diferentes, criadas em contextos diversos, podem se unir e formar uma nova família? Se olharmos ao redor não teremos muitos exemplos que nos sirvam de modelos, nem as famílias da Bíblia conseguiram êxitos favoráveis em seus relacionamentos, pelo contrário, os padrões de funcionamentos eram disfuncionais. Mas o cuidado de Deus para com cada família do passado nos dá esperança de que Ele também cuida e irá cuidar das nossas famílias. Desde o princípio, Deus estabeleceu princípios eternos para a funcionalidade da família. O que aconteceu é que, com o pecado, o homem passou a seguir seus próprios desejos, rejeitando os ensinamentos divinos, conduzindo assim sua vida e sua família. A família é a célula mater da sociedade. Sabemos disso. O que não sabemos, talvez, é que, por conta disso, nós cristãos, temos uma responsabilidade muito grande de cuidar de nossa própria família a fim de que elas se tornem mananciais em meio ao deserto; faróis em meio à escuridão e alcancem outras famílias que estão sedentas e sem direção - “Vós sois a luz do mundo” (Mt. 5: 14). O Projeto de Deus para as famílias começa a ser revelado a nós no livro de Gênesis. Gosto de imaginar a criação e todo ato criativo do Eterno se revelando em cada momento. Diante do vazio (do inexistente) Deus traz o novo. Diante de uma terra disforme, Deus dá uma forma, trazendo para dentro de um contexto de inexistência a possibilidade, ou melhor, a própria existência. A “Tecnologia Divina” tomou conta da terra. Ao criar esse cenário real, Deus incluiu também a criação da família e delegou a ela o direito e as condições de viver a sua e na sua criação. Neste projeto, estava incluso o padrão Divino para todo o seu funcionamento. A terra daria seu alimento, o homem iria cultivá-la e todos os animais estariam sujeitos ao domínio do homem. Deus estabeleceu Padrões Divinos e Eternos para a Família. Padrões estes imutáveis, permanentes e que apesar de todas as mudanças que vão sendo geradas no seio familiar pelas pressões modernas, eles permanecem, não mudam, mas continuam prevalecendo, atendendo assim as palavras de Jesus que disse: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt. 24: 35). Neste sistema, todos os membros interagem entre si e cada um tem a sua participação e responsabilidade. Para que esta família alcance seus objetivos, todos precisam cooperar, tornando-se responsáveis em cumprir suas funções especificas, são elas: O casal cuidando do seu casamento, os pais sendo pais dos filhos e os filhos respeitando a liderança dos pais e se submetendo ao seu papel de filho. O salmista, no Salmo 128, descreve de forma poética essa relação familiar, mas, deixa em evidência a necessidade que toda a família tem de temer ao Senhor e andar em seus caminhos para que ela consiga ter bons êxitos e ser feliz. Essa verdade, ninguém pode mudar: Deus é o Autor da família, nós somos seus personagens e temos um roteiro, escrito por Ele, a ser seguido e obedecido. Nosso desafio enquanto Família Cristã é frutificar em meio à crise, fecundar em meio à inexistência. Em meio ao caos das relações familiares semear as sementes de Deus a fim de que gerem as verdades Divinas para as famílias desta Nação. Paz e bem

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A Cruz e o sacrifício ...


Não se pode falar do sacrifício da cruz sem antes comentar a respeito do significado da cruz para Deus e para os homens. E se alguém procura falar diligentemente sobre sacrifício da cruz, deve-se entrar no cerne da sua eficácia, ou seja, experimentá-lo todos os dias de sua vida.

Quanto ao seu significado, tanto para Deus e para os homens, pode-se colocar de forma bem simples, mas nem por isso o assunto perde a importância. Para Deus é a forma perfeita de se reaproximar intimamente com os homens, restaurando a comunhão perdida no Éden. Para os homens é substituição da pena que todos mereciam por carregar a herança do pecado. O homem foi substituído na cruz por Jesus, e essa substituição foi planejada pela trindade na eternidade de Deus, mas para que o sacrifício da cruz tenha seu real efeito sobre todos que aceitam e reconhecem a necessidade de tal holocausto, é necessário se incluir cotidianamente nesta crucificação juntamente com Cristo. Isto é o que a bíblia chama de negar a si mesmo.
(Lucas 9:23) ...Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.(A.A) 

O aspecto substitutivo do sacrifício da cruz foi realizado de uma vez por todas, e este foi concretizado por Jesus. Não cabem emendas ou retificações que possa melhorá-lo ou até mesmo completá-lo. Já o aspecto inclusivo é um exercício diário executado na vida de quem deseja ser íntimo de Deus. Esta parte cabe ao homem que por sua vez precisa estar disposto a se considerar morto para o pecado e vivo para Deus.

(Romanos 6:11) Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.(A.A)

Engana-se o homem que pensa em apenas se manter morto para o pecado, sem se esforçar para estar vivo para Deus. Estar morto, somente morto é algo incompleto, improdutivo. Sendo assim, quem se declara estar morto para o pecado, tem de produzir frutos de quem tem uma nova vida com Cristo. É algo automático. Morre-se ali e vive-se aqui. 

Assim como Cristo ressuscitou dos mortos, sendo impossível a morte o segurar por que não lhe havia pecado, assim também é com o homem que morre juntamente com Cristo, o pecado não tem domínio sobre ele e a morte perde o efeito por que o recompensa do pecado é a morte. 

(Romanos 6:4-7 e 9) De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. 

Não tendo corpo para o pecado, não há como gerar dívidas. Logo a vida se faz presente, por que a onde não há morte a vida floresce por todo lado. O sacrifício da cruz é o meio pelo qual Deus gera vida através da morte do corpo do pecado. 

A cruz tem sua simplicidade quando o homem reconhece seu estado de miserabilidade e aceita à substituição de Jesus em seu favor. A mesma cruz é complexa quando, pela soberba deste mesmo homem, que tem seus olhos cegos pelo príncipe deste século, se torna loucura, uma ideia recusável e indigna de aceitação. Pois os homens que perecem sem se dar conta do seu fim eminente, não conseguem entender a Glória que há na Cruz de Cristo, em considerar diariamente seu corpo como morto para o pecado e vivo para Deus. 

(Romanos 8:11) E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.

Esta glória não estar na morte do corpo e sim na nova vida em Jesus e por Jesus. É uma vida que expressa à vontade do Pai assim como Jesus tinha prazer em fazer a vontade do Pai, e os que são transformados em Cristo e vivem por Cristo, isto é, ressuscitado em Cristo, tem seu prazer em fazer a vontade do pai que está no céu. Sendo assim a morte do corpo não pode subjugar a vida que há em Cristo Jesus. 
O sacrifício da cruz tem como o objetivo a vida não a morte. A morte não mais reina nos corpos mortais de quem tem a nova vida em Cristo.

(Romanos 6:12) Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências.

Vivamos para Ele, pois já estamos mortos para o pecado e temos vida no Filho de Deus...

Paz e bem

Conversando com Deus....




Algumas vezes pensamos em Deus como alguém de outro planeta, alguém que não está acessível, ou que é grande e poderoso demais para se importar com alguém tão pequeno. Mas a cada dia que passa me impressiono ao perceber Deus tão perto, tão acessível, tão amigo. Aquele que é grande demais, se fez pequeno quando se fez homem através de seu filho Jesus.

Aquele que é poderoso demais, mostra o quanto Ele é simples ao estar acessível a nós.
Deus é Deus de relacionamento. Ele ama, Ele se ira, Ele traz justiça, Ele ensina, Ele capacita, Ele festeja, Ele chora, Ele corrige, Ele abraça, Ele consola, Ele se importa. E a todo instante demonstra amor.

E nós, quando nos aproximamos dEle e nos abrimos para nos relacionar com Ele, começamos a perceber o quanto Ele é lindo e maravilhoso. E quando nos relacionamos com Ele, o Espírito Santo começa a nos moldar de tal forma, que temos nosso caráter transformado e passamos a expressar Deus através de nossas vidas, mesmo que seja involuntário, mesmo que seja sem perceber, as pessoas a nossa volta irão notar. Porque simplesmente se torna inevitável se relacionar com Deus e não querer o agradar a todo momento.

Então você se pergunta: Mas como me relacionar com Deus? A resposta é simples. Basta conhece-lo através de sua palavra e meditar no que ela diz e colocar em prática o que Deus nos ensina através dela. Ore, converse com Deus, conte a Ele seus segredos. Ele vai gostar de ouvir você.

Paz e bem

Ai de mim se não evangelizar...




“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” - Mc16:15-16 Marcos registra esta ordem, que Jesus dá aos seus discípulos: “IDE E PREGAI O EVANGELHO”. A responsabilidade é dos discípulos. Pregar as boas novas da salvação pela fé. “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Os discípulos de Jesus entenderam a mensagem, obedeceram à ordem e pregaram o evangelho. Em consequência, conforme o Livro de Atos dos Apóstolos registra, houve crescimento da igreja. Atos 2.1-36 reproduz um sermão evangelístico pregado pelo apóstolo Pedro e em seguida mostra os resultados promissores que ocorreram, com a conversão de muitas pessoas que entenderam a necessidade de mudança de seus conceitos e aderiram ao ensino proposto por Jesus, como registra At 2.37-38 “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” Aconteceu o crer em Jesus conforme At 2.41 “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.” A ordem de pregar o evangelho continua atual. O mesmo Jesus que enviou os discípulos daquela época, dizendo IDE E PREGAI, ordena que façamos o mesmo – ir e pregar. A salvação do homem depende desse alerta do evangelista, de o ouvinte crer e arrepender-se dos pecados. Os pregadores atuais enfrentam alguns problemas para cumprirem essa ordem. Primeiro, os discípulos são poucos. Além disso, muitos deles pregam a sua experiência, e não a palavra de Jesus. Outros não conseguem pregar em razão de diversos empecilhos, tais como: condomínios fechados, diversidade de entretenimentos que recebem toda preferência, rejeição à Bíblia e tantos outros. Segundo, a igreja proclamadora da verdade que conduz à salvação, que prega a doutrina dos apóstolos provinda de Cristo, tem sido desconsiderada, porque muitos ouvintes têm optado pelas facilidades e pela frouxidão da lei divina. A pregação do evangelho de acordo com a Palavra Bíblica tem sido considerada conservadora, retrógrada, tradicional e muitos outros adjetivos vilipendiam os sinceros pregadores do evangelho. E daí? Esses motivos desanimam os pregadores do Evangelho? De modo nenhum. A ordem de Jesus é IDE E PREGAI. Os resultados serão objeto das considerações dEle, que é o dono da Igreja e concede a entrada no céu aos que obedecem ao seu ensino. Conforme ensina a Bíblia, dois lugares distintos esperam os mortais: um deles é bom, mas o outro não. Jesus oferece a solução àqueles que quiserem o bom lugar: “quem crer em Jesus e for batizado será salvo”. Sendo assim: IDE E PREGAI. Paz e bem

Muitos querem vidas de facilidades...


Vivemos tempos estranhos. Há de um lado um irracionalismo transvestido de fé verdadeira, do outro, um liberalismo transvestindo a fé cristã de filosofia humanista. O primeiro movimento surge da pobreza de reflexão de líderes e liderados. O segundo movimento, surge dos germes do iluminismo e do humanismo exacerbado que na reflexão do evangelho tira Deus do centro e coloca o bem estar do homem em seu lugar. Para mim ambas as perspectivas apontam para pontas de um mesmo espectro, trata-se da falta de reverência no proceder- ou não proceder- da reflexão escriturística. Cada vez mais, os ignorantes arrotam pseudo-santidade e os sábios em seu conhecimento tornam-se menos que néscios- afinal, os loucos também encontrarão o reino dos céus. Enquanto uns tornam-se bruxos do evangelho e enraízam-se na lei da aniquilação do outro, da religião do outro, da sexualidade do outro, professando que assim são fiéis aos desígnios de Deus. Não vendo, por exemplo, seu próprio sincretismo e excessos- heresias para mim, para outros só excesso mesmo- presente na nomenclatura dos demônios, no resgate das indulgências e misticismo exacerbado. Os segundos correm para o outro lado. Negam, em nome da conhecimento acadêmico, as verdades bíblicas, criticam as palavras inspiradas pelo Espírito Santo, rebaixam o sagrado e imutável à categoria de cultural e discutível. Afrouxam doutrinas em nome de inclusão, de quantidade; tornam evangelho livro de autoajuda e manual falho de princípios ético- filosóficos. Os primeiros blasfemam na ignorância, os liberais blasfemam em sua inteligência. O erro é o mesmo: a falta de graça e compromisso com a palavra. Burrice é porta de entrada para atrocidades temíveis e não para o paraíso; inteligência não é segurança de ser um salvo, pode ser inclusive passaporte para o inferno. Como bem fala Franklin Ferreira, precisamos resgatar os princípios. Atitude sensata esta. Atitude inteligente. Trocar o ensino e a práxis de uma graça barata – que de graça não tem nada- e começarmos a lembrarmos que a graça é preciosa. Como afirma Dietrich Bonhoeffer, citado pelo Ferreira, "A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, [...]é o evangelho que há de se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater [...]Essa graça é sobretudo preciosa por tê-lo sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – ‘fostes comprados por preço’ – e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus." Nem ignorantes, nem fariseus- ou seja, doutores da lei, hipócritas. Sejamos sempre discípulos da graça preciosa de Deus. Refletindo-a, pensando-a por ela mesma, a partir dela e em sua defesa. Embebecidos pela doutrina do Espírito Santo, sigamos o caminho da inteligência do cordeiro, aquela que nos diz que não somos nada, que não temos nada; mas que mesmo assim, Deus nos amou e por este amor nos elegeu e nos chamou para a missão de com este amor plantar com autoridade a ortodoxa palavra do amor. Aquela que atesta Jesus como nosso salvador. Paz bem

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A cruz....


A Cruz com um quê de Eros, de Philia e de Ágape A Cruz com um quê de Eros, de Philia e de Ágape ‘’O evangelho aponta para uma única, clara e simples direção, ao qual se assenta no viver de uns aos outros; agora, deveríamos fazer a pergunta: - Queremos?’’ O amor de muitos se esfriariam e de todos os dons, somente, restará o amor. Ouso me valer dessas duas narrativas de conhecimento dos cristãos, para uma reflexão sobre essa palavra, envolta e enredada por tantas posições e definições. Muitos o interpretam como uma questão metafísica ou abstrata, como um estado de carência e o reduzem a dimensão do subjetivo. Em contrapartida, há um enfoque de o amor se voltar para atos e práticas de altruísmo, de caridade, de piedade, de filantropia e, em suma, de linha de ação humanista. Não posso deixar de pontuar, os apologistas do amor, através de uma conexão plena com o transcendente, o divino, ao qual tem seu sentido. Agora, sejamos sinceros, sem rodeios, diante de uma geração absorta por uma mentalidade consumista, por uma repulsa a qualquer normatividade suprema e absoluta, como encontrar coerência para falar sobre o amor apregoado na Cruz? Afinal de contas, cada vez mais, prevalece o hedonismo, o prazer, o endeusamento da imagem e do viver o momento, do cada um por si e não tem sido assim? Sem sombra de dúvida, debruçar – se em questões correlacionadas ao ser, ao compromisso com a vida e o próximo perde vez, quando nos defrontamos com uma cultura, uma ética e uma ideologia ancorada as regras da lei da oferta e da procura. Então, será o amor um belo conto, algo restrito ao campo afetivo – emotivo? Acredito, piamente, a partir do texto de I Coríntios 13.13, adentramos num chamado para reconsiderarmos e redefinirmos o amor, como um fator preponderante para a dinâmica e a atualização da vida, em todas as dimensões (espirituais, estéticas, afetivas, cognitivas). Devo dizer, durante muito tempo, com relação a minha experiência cristã, ouvia de tudo, nos denominados templos, mas, escasseadamente, sobre o amor consolidado na trajetória até a Cruz e no efeito do valor da Graça, em favor da vida. Para piorar o cenário, aprendi e quantos ainda incorrem na mesma convicção de o amor, conforme enfocado na vida cristã, diminuído a projeção de Ágape e exorcizamos as vertentes de Eros e de philia. Vou adiante, o amor personificado em Cristo representa o motivo de toda a saga do carpinteiro – rabino, alderedor de gente curiosa, com as mais variadas expectativas, fantasias, delírios, esperanças e por ai vai. Por tal modo, não podemos limitar o amor, porque Ele não o fez, muito menos as fronteiras do afetivo – emotivo ou de uma sistema ética supremo. Então, chego a conclusão de o amor apregoado na Graça Jesus traz o compromisso e se compromete com a reconciliação de todo o estado de indiferença e nos chama para participarmos da vida e tal proposta nos coloca diante do próximo. Não podemos nos esquecer, qual o sentido da Graça se não houver a participação na vida, em a atualizar com fé, com esperança e com justiça? Por enquanto, cabe a cada um de nós procedermos com a devida honestidade, principalmente, quando um culto ao subjetivismo permeia, plasma e se polariza, em diversos arraiais evangélicos. Retomo ao fio da meada e assinalo não efetuarmos uma caça as bruxas ao denominado termo Eros, porque, em hipótese alguma, pode ser visto como uma matéria circunscrita a dimensão da libido, do prazer sexual, da satisfação do corpo e só. Arrisco dizer, um dos efeitos do amor acarretado, mediante o sacrifício da Cruz, perpassa, sim e sim, por Eros, ou seja, pela face do amor voltado a reconciliar os vínculos, os relacionamentos e romper com uma versão puramente hedonista. De certo, longe de forçar a barra, a Cruz possui um toque de Eros, de uma decisão por consolidar a reconciliação, por reunir o que se encontrava separado, em dissenção, oposto e rompido. Por consequência, o amor personificado no carpinteiro – rabino trilha por philia, pelo amor fraterno, por essa irmandade solidária, por essa amizade e por esse companheirismo recíproco, pelo partilhar da vida, tanto no eu quanto como no nós. Neste ponto, a amor fraterno se estriba na vida kahal, vida em comunhão de serviço, de discipulado e de confissão, na familiaridade de pertencer ao mesmo corpo e não fazer disso nenhuma espécie de gueto legalista corporativista. E, por fim, não poderíamos deixar ágape de lado, com renúncia e aceitação, tem sua razão de ser, no bem ao próximo; grosso modo, o amor ágape tem olhar voltado para a realidade concreta, para o trabalho e para o bem do próximo, para nos levar a vida e não como um quebra – galho. Isto implica o amor com plenitude, com profundidade e que não terá respostas para todos os nossos problemas, que não nos isentará de nossas angustias e dúvidas. Mesmo assim, não nega a vida, o bem ao próximo, o restabelecer dos vínculos e de que não somos figuras errantes. Paz e bem

Você será na velhice o que é hoje.......


Uma segunda carreira ou segunda ocupação nasce de uma motivação diferente, porém social e busca um fim, fixa-se numa missão que leva o indivíduo a se organizar, a ser fiel, a manter uma prioridade frente os prazeres egoístas. Tudo isso se fará por amor aos homens e não por dever, porque já não se trata de atividade profissional. É uma maneira de estar no mundo e não de se evadir dele. Proponho, então, a oposição entre a segunda ocupação e uma reação típica da velhice: a de se desinteressar do mundo, de retirar-se para dentro de si mesmo, o que, muitas vezes, recebe o nome de serenidade. Todos nós sabemos que há dois tipos de serenidade: a boa e a má. A primeira é fruto de uma grande maturidade pessoal, de uma vitória sobre a ambição, de um desligar-se de si próprio e das impaciências egoístas da juventude. Neste caso o homem se abre a um grande amor, à benevolência, a um interesse profundo por compreender o próximo, por ajudar de um modo desinteressado e não autoritário. A serenidade ruim, ou melhor, aquilo que se toma por serenidade, sem muito critério, é, na verdade, uma indiferença profunda. Geralmente, a pessoa é na velhice como sempre foi antes, só que com traços mais acentuados. O generoso aumenta a sua generosidade, o autoritário torna-se tirano e o passivo o é ainda mais. Simone de Beauvoir afirma com agudeza: “Os que desde sempre elegeram a mediocridade não terão dificuldade para as compor, para as minimizar”. Eu conheci um ancião totalmente adaptado à sua idade: meu avô paterno. Egoísta, superficial; entre as atividades ocas de sua maturidade e a inatividade de seus últimos anos não havia muita distância. Jamais se sobressaltava, não havia inquietude que o afetasse de verdade; sua saúde era excelente. Pouco a pouco seus passeios encurtaram; frequentemente dormia sobre o seu jornal, Le Courrier du Centre [O correio do centro]. Até a sua morte teve aquilo que se costuma chamar de “uma bela velhice”. Sem dúvida, Simone de Beauvoir tem razão em sua ironia. A expressão “uma bela velhice” não representa o quadro que ela nos pinta, mas que esta tem de ser uma época fértil, aberta ao mundo e aos homens, um tempo ardente, mas sereno, com capacidade para ainda lutar, e lutar apaixonadamente. Essa luta será diferente da luta da juventude, mas no final das contas será uma luta, porque toda a vida é luta. Muitas vezes chamamos de sabedoria a uma atitude de indiferença e de abandono, para não dizer de despeito. Com frequência os prazeres solitários podem implicar esta situação: “Não querem saber de nada comigo? Tudo bem; vou pescar”. E a pesca já não é espairecimento, mas amargo ruminar. Fala-se geralmente na velhice como uma idade isenta de paixão. Mas a ausência de paixão é a morte antecipada. Se não há raiva, não há sorrisos; se não há indignação, não há perdão; se não há angústia, não há esperança. Desgraçadamente isto pode vir a ocorrer nos anos finais, quando já não há problemas futuros, mas, antes de ser uma vitória da sabedoria, é caduquice. Então o indivíduo é só um doente a quem o médico poupa sofrimento e prolonga a vida, porque não sabe o que ocorre em seu interior, por detrás da aparência. O verdadeiro problema se coloca muito antes, quando o aposentado, são e forte ainda, têm de enfrentar a sua retirada da vida ativa. As forças diminuem e podem aparecer doenças, mas o coração, a capacidade de amar e a necessidade de dar sentido à própria vida estão intactos. Poderá preencher o seu tempo com intermináveis entretenimentos? Afundará no despeito? Evitará aposentar-se, prolongando enquanto possa a sua carreira profissional? Retirado de É Preciso Saber Envelhecer, lançamento da Editora Ultimato.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Se crer veras milagres autênticos acontecer .. Pode ser agora..


Antes de tudo, quero deixar claro que eu creio em milagres. Estou convicto de que os milagres bíblicos foram reais, tal como descritos na Palavra de Deus. Também creio na contemporaneidade dos milagres como expressão da graça e da providência divinas. Contudo, é bom frisar que, a imutabilidade divina não significa mesmice. O ser de Deus é imutável, a Sua maneira de agir, não. Hoje, muitos confundem milagres com os “sinais”, mencionados por Jesus em Mc 16.17,18: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem...". No grego neo-testamentário, a palavra usada para “sinais” é "sêmeion", que significa um sinal mediante o qual se reconhece uma pessoa, ou coisa específica, uma “marca” ou “prova” confirmatória, corroborativa e autenticadora. O sinal era algo realizado de maneira sobrenatural por Jesus Cristo e, posteriormente pelos apóstolos, a fim de comprovar a sua comissão divina. Por isso, das 77 vezes que aparece esta palavra no Novo Testamento, 48 vezes acontece nos Evangelhos e 13 vezes em Atos dos Apóstolos – livros que relatam a vida de Jesus e o início da Igreja. A palavra grega mais usada para “milagres” no Novo Testamento é dynamis, que significa “poder”. Assim, biblicamente, milagre é uma demonstração do poder de Deus, salvando, restaurando, curando, etc. Outra palavra usada para “milagres” é teras, que significa “prodígio”. Geralmente esta palavra é usada no plural e em combinação com sêmeion, a fim de diferenciar as duas intervenções. A palavra teras ocorre, na maioria das vezes, em Atos dos Apóstolos. Entendamos, portanto, que: Os sinais ficaram limitados ao período apostólico – com a finalidade da confirmação da pregação tantos de Jesus, quanto à dos apóstolos. Já os milagres, são intervenções sobrenaturais de Deus, alterando a estrutura e a vida humana, bem como o curso da natureza, não com o propósito revelador, uma vez que já temos a Revelação bíblica completa e fechada. Seu propósito é a glória de Deus e não a Sua revelação ou confirmação da Sua presença ou aprovação. Os milagres são intervenções soberanas de Deus e, ainda que Ele use homens para a sua operação, estes nunca podem ser agendados eles. Deus é livre para realizar milagres e também para retê-los. Até podemos cantar “hoje o meu milagre vai chegar, eu vou crer, não vou duvidar”, como uma declaração da nossa esperança em Cristo. Porém, caso o milagre não venha, não devemos deixar de crer e nem nos sentirmos culpados por uma suposta falta de fé. Lembremos sempre: Milagres são intervenções divinas e não humanas. O crente deve estar preparado para receber ou não, o milagre. Não devemos cair no erro de entendermos que palavras do tipo “se creres verás a glória de Deus” (Jo 11.40), estão ligadas diretamente às nossas causas pessoais. É claro que devemos crer que o milagre pode acontecer, mas entendamos que a palavra final é de Deus e não nossa ou de algum “curandeiro da fé”. A boa hermenêutica ensina que textos bíblicos que mostram relatos históricos específicos não devem ser usados para formulação de doutrinas e práticas da Igreja. Hoje em dia, influenciados pelo neopentecostalismo e, no afã de verem seus rebanhos crescerem, muitos pastores de Igrejas históricas tem apelado para os chamados “culto de milagres”, “culto da vitória” e “tarde da bênção”. Outros chegam ao absurdo de divulgar tais reuniões com a presença do “homem de Deus”, do “profeta”, “apóstolo”, e coisas do tipo. O problema não está nas orações clamando a Deus por milagres, mas no apelo ao misticismo e o pragmatismo, além da ilusão de poder “agendar” a ação divina. Tudo isto gera diversos problemas e vícios na Igreja. E o que dizer se o milagre não chegar? Faltou fé? Da parte de quem? Cremos que os milagres são reais e contemporâneos, mas as extravagâncias evangelicais e pseudo-evangelicais têm feito muita gente desacreditar deles. Quando eles supostamente acontecem, as pessoas são convidadas a gritar, a “testemunhar”, a “glorificar de pé” e a contribuir com quantias determinadas para que “a obra conti-nue”. Mas quando eles não acontecem... Nesse meio, a sobrenaturalidade dos milagres perdeu seu peso e característica, afinal de contas, eles são tão corriqueiros e normais. É digno de observação que a maioria dos “milagres” atuais (especialmente os televisivos) são demasiadamente simples para representar o significado do termo: É a dor no dedão que passou; a dor de cabeça que parou; o caroço que sumiu, e por aí vai. Além disso, não descartamos a charlatanice. Creio em milagres como expressão da graça e da soberania de Deus sobre tudo e todos. Creio que Ele age quando, onde, como e em quem quer – independentemente de qualquer coisa ou de qualquer pessoa. Hoje o seu milagre pode chegar. Mas, se porventura não acontecer como queres, lembre-se: Deus sabe exatamente o que de fato precisamos. Por isso, não se desespere. Reveja seus conceitos. Estude muito as Escrituras e continue crendo, mesmo que você tenha que esperar um pouco mais. Paz e bem

Nosso Cristianismo carente de viver o Cristo...




‘’A ausência do Espírito Santo, entre os cristãos, tem nos levado a expressar um evangelho cheio de tendências, de estilos, de posições, de vertentes, mas vazio com relação à renúncia e à aceitação. ’’ As narrativas descritas e gravadas nas escrituras sagradas vêm acompanhadas com uma pletora de eventos estupendos, acontecimentos fantásticos e ao qual sobrepujam uma analise cética. Para muitos, inclusive cristãos, os feitos considerados extraordinários devem ser ponderados e abordados de uma maneira a demonstrar sua veracidade. Em outras palavras, tudo tem uma construção enredada aos meandros de uma interpretação literária imaginária e num período carente dos instrumentos disponibilizados pela ciência. Por enquanto, atenho – me a elucubrar sobre o quanto os milagres, os sinais e os prodígios, independentemente de quem os aceita ou não, não servem de parâmetro e muito menos acarretam o efeito na formação decisiva nas gerações vindouras. Deixo ser mais específico, na ótica da trajetória do povo hebreu, por suas andanças pelo mundo da época bíblica, nem sempre a tese – ‘’filho de peixinho, peixinho é’’ prevaleceu. Afinal de contas, ao atentar para a desintegração do povo de Israel, pós-período da liderança exercida por Josué, ao qual se debruçaram, num piscar de olhos, nas práticas pagãs e abomináveis; do período pós Gideão que seguiram uma estola; do período pós Davídico e por ai encontraremos, em cada folhear, as idas e vindas, os encontros, os desencontros e reencontros entre Deus e o seu povo. Atentemos que no cenário vivenciado por Jesus, tínhamos uma pletora de tendências, de estilos, de posições e vertentes, ou seja, a ala dos fariseus, dos sauduceus, dos essênios, dos zelotes, dos discípulo andarilhos no deserto de João, dos seguidores de outros lideranças personalistas messiânicas que antecederam a Cristo. Em tudo isso, chego a redundante conclusão: - Se não vivermos o cristianismo, com a coragem e a humildade, do discipulado, da confissão e do serviço, a começar no oikos de nossa intimidade, ou seja, com nossos entes queridos, com nossos amigos, com nossos vizinhos, com nossos próximos, fatalmente, a geração vindoura nem sequer verá a relevância de questionar sobre se vale a pena! Presumidamente, as histórias do mar vermelho aberto, das pragas, das intervenções oriundas do céu, quando o povo estava no deserto, dos milagres perpetrados por Jesus e tantas fatos de pessoas curadas não deveriam, então, ser o fiel da balança na perpetuação da fé cristã? Ultimamente, observamos, cada vez mais, o esparramar de uma fé adequada a uma mentalidade de consumo, do aqui e do agora, secularizada, autárquica e do eu me basto. Não por menos, mesmo diante de um discurso messiânico triunfalista e apto a alterar as mais improváveis situações, ainda assim, nota – se um contingente de pessoas aversivas a qualquer vínculo com as boas novas de Cristo. Quantas pessoas, embora tivessem a nascente de suas histórias nos considerados lares cristãos, professam crenças a léguas de distancia do Cristo Ressurrecto. Nessa linha de raciocínio, devemos perguntar: - A mensagem do evangelho os levou a uma decisão séria, sincera e honesta ou a permanecerem num estado de faz de conta, de empurrar com a barriga, até onde não desse mais? Sem hesitar, procuro não enfatizar um caudilho ditatorial e subjugador, ao qual impõe uma corte marcial da fé, ou seja, ou aceita ou aceita e ponto final. Diametralmente oposto, trago a baila a fé com os ouvidos inclinados aos ecos do homem do cotidiano, de suas inquietudes, de suas incertezas, de suas inseguranças, de suas insurreições. Eis aqui um dos sinais mais notórios da irrelevância de fé cristã para os adeptos do pós – cristianismos, no denominado continente europeu, mormente o tenham como peça insubstituível dentro de sua história e cultura. Lamentavelmente, muitos se ocuparam, nos púlpitos, com discussões acadêmicas, ideológicas e a mantença de seus idealismos e se esqueceram da simplicidade do evangelho que permeia o ser humano com o viver, com o chamado a renúncia para não se conceber como a origem e não fazer disso algo de inferioridade, como também da aceitação para participar do Reino de Deus, ser parceiro e partilhar do mesmo. Aliás, vale dizer, não de um Reino maluco beleza, com promessas megalomaníacas, com o quadro de um Deus que vai arremedar os meus galhos quebrados, mas sim o Reino de ir ao próximo e com atos e práticas efetivas demonstrar o efeito do valor do Cristo Ressurrecto, em cada instante de vida, quando erramos, quando acertamos, quando duvidamos, quando avançamos, quando abraçamos, quando subimos e descemos as escadas de cada dia, quando choramos, quando cedemos, quando abrimos mão, sem nenhuma mutilação, para acolher o irmão caído. Paz e bem

Para mudar o mundo é preciso ser pão na ceia do Senhor.....



Recebi um texto pela internet, com o título acima, no qual uma senhora lamenta a degradação de nossa sociedade. Entre outras coisas, ela diz: Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões. Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Confiávamos nos adultos; tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror [...]. O que aconteceu conosco? Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos. Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas! [...] Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo que meus netos um dia temerão. Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos. [...] Quero de volta a minha dignidade, a minha paz. Quero de volta a lei e a ordem. Quero a esperança, a alegria; quero voltar a ser gente. Prezada senhora, quero fazer a minha parte. A propósito, quero ser gente ao meu modo: aquela gente solidária a que a senhora se refere. Nesse momento, penso em nossa Santa Ceia, momento em que comemos o pão e bebemos o vinho, “alimentando-nos” do gesto solidário de Jesus e fortalecendo nossa identidade de seguidores seus; de gente que se liga aos outros, que se oferece em sacrifício, que perdoa, que ouve, que se humilha. A Ceia sempre me traz de volta à porta estreita e ao caminho pedregoso do discipulado de Jesus, na busca de ser como ele foi; tentando, com o auxílio do Espírito Santo, viver a aliança que ele nos legou. Ali eu busco discernimento para não me tornar incoerente em relação a esse memorial cristão; para não comer e beber juízo de Deus sobre mim. Isso acontece se minto, ao celebrar o que não sou nem quero ser. Se não me disponho a lutar contra essa podridão que me quer escravo submisso. Sim, senhora, quero ser gente solidária porque fui alvo da solidariedade de Deus; gente da aliança, porque fui objeto de uma aliança sacrifical, que culminou na morte de seu filho. Quero ser gente ética, porque fui surpreendido pela ética que nasce do amor ativo; que busca fazer o bem, que odeia o mal, que aborrece a mentira, o engano, a falsidade, a arrogância, o orgulho e a soberba, conhecidas raízes de comportamento antiético. Quero ser gente de moral, porque fui salvo do engano e da mentira em que vivia, e tive uma consciência lavada, para viver na luz, onde Deus está, buscando comunhão com gente boa, para construirmos um mundo melhor. Há um problema: não sou capaz dessas coisas. Pisco o olho e estrago tudo. Mas se Deus me ajudar a celebrar continuamente sua Ceia, quando tudo parecer perdido, um milagre há de acontecer cá no meu coração: a graça da Ceia. Graça da contrição, que pede perdão; graça do perdão que perdoa; graça da misericórdia, que dá e recebe; graça da humildade que nos iguala ao pior de todos. Graças essas que atestam a presença e o poder do Espírito entre nós. E esse Espírito faz toda a diferença, pois é capaz de mudar meu ser. Se eu não cresse nisso, estaria desanimado, pois seria como tentar me levantar pelos cabelos. Para esse tipo de mudança, não há neurolinguística que funcione nem autoajuda que resolva. Só o poder de Deus. Sim, senhora, também quero voltar a ser feliz; quero atender à sua convocação, ao meu modo. E gostaria de começar a mudar o mundo a partir de mim mesmo, como a senhora sugere. Comendo o pão e bebendo o vinho. Paz e bem

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Das trevas para luz...


"Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, voltou para a Galiléia. Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali, para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías: 'Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios; o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz'. Daí em diante Jesus começou a pregar: 'Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo'". Mateus 4:12-17 O início do ministério terreno de Jesus foi na Galiléia; local onde pregou arrependimento porque o Reino de Deus está próximo. ( Reino=Basiléia em grego, da idéia de domínio de Deus ). Galiléia era uma região desprezada pelos outros judeus que viviam no sul porque tinha uma população mista, em sua maioria gentílica, com poucos judeus, por isso o termo Galiléia dos gentios. O termo "dos gentios" em grego é "Ethnos"; dá idéia de povos não judeus, pagãos, desconhecedores de Deus. Ali Jesus cumpriu a profecia de Isaías 9, onde diz: Contudo, não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos. No passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro honrará a Galiléia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordão. O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz. Isaías 9:1-2 No original em hebraico que foi escrito o Antigo Testamento, a palavra "escuridão" é "muaph", dá idéia de penumbra, tristeza, melancolia negra. Essa penumbra é o descaso ou ignorância sobre Deus; mas ali brilhou a Luz de Cristo. Ao observar a história da Galiléia, vemos que pertenceu às tribos de Issacar, Zebulom, Aser e Naftali no A.T. O nome vem de Galil que na língua dos judeus significa pequeno círculo. Em Gn 49.13-21, vemos Jacó abençoar seus filhos com palavras futuras, e com relação a estas 4 tribos, diz-se que elas seriam prósperas, habitariam em portos de navios, mas se renderiam à trabalhos forçados; o que se cumpriu mais tarde nos 2 seguintes trechos: 1-Quando Salomão tentou presentear com 20 cidades da Galiléia a Hirão rei de Tiro ( 1 Rs 9.11-13 ). Porém o Rei de Tiro desprezou-as e mais tarde devolveu-as para Salomão. ( 2 Cr 8.2 ). 2-Em ( 2 Rs 15.29 ); vemos que algumas regiões junto com a Galiléia foram as primeiras a sofrerem o ataque da Assíria sob o reinado de Tiglate-Pileser (732 a.c). E depois o povo destas regiões foram deportados para a Assíria. Isso faz entender como aquela região tinha caído em seu pecado e futuramente na escuridão do afastamento de Deus. A história diz que em períodos mais modernos, a Galiléia foi pertencente provavelmente à Fenícia e com isso o culto naquela região se tornou mais pagão e místico ainda; depois foi conquistada pelos Macabeus. Mais tarde na época de Jesus foi governada por Herodes e depois por Agripa também. E na época de Jesus, aquele local de escuridão da ausência de Deus por causa do pecado daquele povo misto, e que provavelmente tinha uma falsa luz da prosperidade de seus portos. Foi justamente ali que a Misericórdia de Deus brilhou em Cristo, depois a notícia desta Luz chegou na Síria, e hoje aqui estamos nós pecadores alcançados pela luz de Cristo no Brasil. Esta luz de Cristo derrotou o Diabo, a morte, nossos pecados, a melancolia, a depressão e a ilusão dos prazeres transitórios dos portos dos prazeres desta vida. Por isso, como o salmista rendemos graças: "Dêem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre" (leia Salmos 107:1-43). Em Isaías 60.3 vemos a luz de Cristo que nos deixa radiantes de alegria, pois o pecado de todos os povos é escuridão. Em Mateus 5.14 Cristo diz que nós somos a luz do mundo; nosso testemunho, nossa pregação, nossa vida nele. E mesmo que tenhamos provações, insultos e perseguição; existe uma recompensa: "Já não haverá maldição nenhuma. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão. Eles verão a sua face, e o seu nome estará em suas testas. Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre." Apocalipse 22:3-6 "Por essa razão, desde o dia em que o ouvimos, não deixamos de orar por vocês e de pedir que sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria e entendimento espiritual. E isso para que vocês vivam de maneira digna do Senhor e em tudo possam agradá-lo, frutificando em toda boa obra, crescendo no conhecimento de Deus e sendo fortalecidos com todo o poder, de acordo com a força da sua glória, para que tenham toda a perseverança e paciência com alegria, dando graças ao Pai, que nos tornou dignos de participar da herança dos santos no reino da luz. Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados." Colossenses 1:9-14 Paz e bem

Investir na vida de outros...


1. Investir na vida de outros é arriscado, mas vale a pena (e é a coisa certa a fazer) Ainda que pudéssemos pensar em vários possíveis benefícios sobre trabalhar com outras pessoas, sabemos que dá trabalho, a gente se desgasta e muitas vezes o resultado é frustrante. Mas discípulos de Jesus não se dedicam às vidas de outros (ou não deveriam fazê-lo) devido ao que ganharão com isso. Eles o fazem por uma questão simples: a obediência. Não nos envolvemos nisso “para agradar pessoas, mas a Deus”1. Ananias foi ao encontro de Paulo, mesmo sendo muito arriscado. Barnabé decidiu investir em João Marcos apesar da frustração prévia, com o risco de estar desperdiçando seu tempo. Na vida cristã não existe isso de fazer algo pelo suposto benefício que se vá receber, ou pela promessa de fruto que virá daquele esforço. Investimos nas vidas de outros porque sempre será a coisa correta a fazer. Por isso vamos em direção ao outro, com o risco de que não haja o fruto que esperamos, sem garantias, mas cumprindo com o que somos chamados a fazer com as nossas vidas. 2. Investir na vida de outros leva tempo Parece que Paulo foi aprendendo isso ao longo de sua vida e ministério, quando passou a permanecer por mais tempo nas cidades que visitava. Ele levava em conta a necessidade de dedicar mais tempo na formação de pessoas. Quando era impelido pelo Senhor a mover-se ou era forçado a deixar um lugar, logo Paulo enviava algum companheiro de equipe, muitas vezes munido de uma carta, para que a obra pudesse ser continuada. Quantas vezes desistimos antes da hora? Claro, Paulo também errou nesse ponto, ao desistir de João Marcos. Mas Barnabé, que não havia desistido antes do terrível Saulo, lhe deu uma lição importante nesse tema. Por que será que muitas vezes desistimos dizendo que já investimos o suficiente na vida de alguém? Quanto é suficiente? Sete chances? Sete vezes sete? A verdade é que para investir em outros, em uma perspectiva da fé cristã, não dá pra contar os anos, as chances, as oportunidades. Não acredito nisso de “desisti de fulano”. Você pode até reconhecer suas limitações e buscar ajuda, abrir espaço para que sejam outros os instrumentos de Deus na vida de alguém. Mas nesse caso então não é desistência. Segue a intercessão, a busca de outros caminhos, pessoas e recursos, confiando que é o Senhor quem continuará a fazer a obra que é dele. 3. Investir na vida de outros demanda intimidade, relacionamento. Paulo foi mais especialmente formado, ou de maneira mais intensiva formou a outros, quando passou tempo com essas pessoas, por exemplo, viajando juntos, ou quando passava um tempo maior em alguma cidade, em meio a suas muitas viagens. Por isso as expressões como de um pai e mãe com relação aos seus “filhos”2, por isso o profundo afeto e a necessidade que expressava da presença do outro, “vem pronto ao meu encontro”3. Intimidade e relacionamento não caem do céu, prontos. Requerem cultivo, um processo, estar disposto a abrir sua vida para abençoar e também abrir-se para receber as bênçãos que vem do outro. Com frequência, esses benefícios vêm por meio das perguntas difíceis, aquelas que nos incomodam e nos custam responder. Uma das coisas mais entediantes da vida é ter amigos e irmãos na fé que só concordam com você em tudo. Peça a esses mais chegados que te façam perguntas incômodas sobre sua vida pessoal. É uma das melhores iniciativas que você poderá tomar para o bem de sua saúde espiritual. 4. Investir na vida de outros implica em levá-los até Jesus Creio que muitas vezes a ideia de investir na vida de outros nos assusta porque imaginamos que a responsabilidade esteja em nossas mãos. Talvez a chave seja entender que não sou eu a pessoa mais importante na vida do outro. Mas Jesus sim é, ou deveria sê-lo. Então qualquer “intervenção” minha na vida do outro deve se dar no sentido de levá-la para mais perto de Jesus, não de mim mesmo. Ternura - Óleo sobre tela, Col. Fundación Guayasamin - Quito, Ecuador 1989Assim, nessa perspectiva correta, alguém pode até parecer mais ousado, como Paulo o foi, ao pedir que o imitassem. Claro, Paulo poderia dizê-lo porque à exortação “sejam meus imitadores”, adicionava “assim como eu sou de Cristo”4. Se nossa vida faz com que outros fujam para longe de Cristo, então estamos errando feio o alvo. Mas atento a esse detalhe importante: claro que devemos rejeitar influências nocivas de falsos piedosos cristãos. Mas nunca podemos usar essa realidade da debilidade humana (de um líder que nos defrauda e nos decepciona) como uma desculpa para deixar de se aproximar de quem é mais importante, o próprio Jesus. 5. Investir na vida de outros é transformador, para todos Para Paulo, essa era uma jornada de transformação, de ir crescendo, renunciando e abraçando nova fidelidade5, cada vez mais rumo a Cristo6, com a ajuda de outros, através do Espírito do Senhor operando na comunidade e através da comunidade. Também Guayasamin nos inspira nessa jornada. Esse artista do choro, da ira, mas também da ternura, que de maneira tão eloquente retrata mãos que tocam, que suplicam ajuda, que amparam, que cuidam e que estão estendidas para receber auxílio e socorro. Essas mãos que nos revelam uma necessidade e o acolhimento que vem do toque, do abraço, do compromisso com o outro. Elas, junto com as lições que nos vêm do apóstolo de coração missionário, tanto nos encorajam no caminho possível de alcançar uns aos outros, com compromisso mútuo e com ternura. Assim, quem não se anima a investir em outros? Quem não se dispõe a abraçar e a ser abraçado? Notas: 1. 1 Tessalonicenses 2:4b. 2. 1 Tessalonicenses 2:7,11,19-20. 3. 2 Timóteo 4:9,21. 4. 1 Coríntios 11:1; 1 Tessalonicenses 1:6. 5. 1 Tessalonicenses 1:9; 4:1-2. 6. Filipenses 3:13-14. Ricardo Wesley Morais Borges

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Será que conhecemos o amor...


O amor acabou. Ainda pode se sentir seu perfume deixado pelo caminho que percorreu, pelas vidas que perfumou. Suas pétalas murchas ainda repousam nas mãos de poucos que ainda teimam em segurá-las. Jesus, profeta maior deste mundo mau, já havia dito que seria assim. Corações gelados, entorpecidos pela indiferença. De dentro dos salões enfeitados, das casas iluminadas, ruídos e gargalhadas sem vida, sem amor. Sepultaram-no e poucos choram em seu túmulo. Mas ficou-nos seu pobre e infeliz bastardo, parido por nós. Príncipe dos insolentes, o afeto. Por afeto abraçamos e beijamos, mas só o amor pode dar o braço para aquele que não tem. Só pelo amor podemos doar nossa voz pelos mudos. Por afeto sorrimos e aconselhamos, mas só amor é capaz de nos fazer doar nossos dentes e língua. Por amor, e só por ele, somos capazes de carregar no colo aqueles que não tem mais pés para andar. Pelo caminho encontramos a nudez de um ninguém, por afeto nos dispusemos a chorá-lo, mas somente pelo amor somos capazes de nos despir por tal. Na chuva gelada de inverno vemos um infante sem sapatos, o afeto nos move os olhos e uma prece em seu favor nos abre os lábios, mas somente o amor pode arrancar de nossos pés aquecidos aquilo que pode aquecer até a alma do pequenino. Pelos quatro cantos de nossas cidades, amontoam-se cadáveres vivos, ainda respiram, mas se movimentam como marionetes da sociedade purulenta. Em lugares escuros escondem-se pobres almas, olhos perdidos na imensidão de suas dores. Corações quebrados, partidos, esperando não um bocado de pão. Não apenas um copo d'água. Não um sorriso forçado ou uma admoestação retórica vazia. Suas almas almejam não mais que uma palavra simples e tão tumular como suas próprias almas, amor. O amor que nos deixa nu para que outros possam se vestir. O amor que nos deixa a boca vazia para que outros possam enchê-la. O amor que nos faz perder o emprego para que outros possam se sentir empregados, assalariados em nossos corações. Este amor mais belo que a própria natureza. Que nos faz galgar quilômetros sob sol escaldante, com nossos pés descalços, consumidos pelos calos de um chão pedregoso em favor de uma única e mais importante vida que a nossa própria. Pelo amor somos capazes de escalar penhascos, de subir montanhas abismais, de mergulhar em profundezas sem fim. Pelo amor de uma única e mais valiosa pedra preciosa lapidada por Deus, o homem. O homem que mata e odeia, o homem que ama a criatura e despreza o Criador. Homem que faz de seu braço e de sua sabedoria sua força. O mesmo homem que lhe fere o rosto, este homem lhe pede o outro lado, mas ninguém jamais lhe dará. Pois por amor o bom pastor deixou suas ovelhas protegidas entre muradas, e descendo penhascos e lacerando sua carne foi através de desfiladeiros em busca não de cem, mas de uma única e perdida ovelha. Sua branca lã manchada de carmesim, deitada sobre suas dores, sobre si mesma aguardando o seu fim. Pois em sua mente, quem poderia percorrer tal caminho por sua inútil vida? Mas eis que o bom homem, aquele que espelha o desejo em nós, surge. Seus ferimentos além do que sua ovelha poderia supor. Em seu rosto não um semblante de desagrado, repreensivo. Um sorriso, pois aquele que havia se partido e entre cardos repousava foi achado. Não são necessárias palavras, o amor não se escora em falatório. Não flerta com dialética forçada e insossa. Em seu rosto olhos lacrimejantes, em ambos a saudade que se finda. Desce a cortina, fim do espetáculo? Não, apenas o primeiro ato. Apenas o diretor demarcando as marcas no piso arroxeado pelo tempo, tempo perdido por nós. No palco centenas de ovelhas não em seu seguro aprisco, mas amontoadas como lixo que se chuta pelas ruas enlameadas e frias. O afeto tem esse poder, de nos fazer amontoar a beira do penhasco milhares de almas. Como produto de nossos grandes feitos! Almas jogadas, todos os dias solapadas pelo nosso afeto... afinal o amor está morto. Jaz aqui diante de nós, e o afeto ri de si mesmo, em profuso brado de vitória, ele usa nossa garganta para alçar ao céu seu contentamento. O amor não grita, não fere ouvidos alheios, pois o amor não ressoa, ele age. Porquanto o afeto canta, o amor geme. Se o afeto se torna um sentimento estático e substantivo, o amor se eleva em ação e vivacidade. O amor não repousa, não se enche de delícias e reclinado sobre seus feitos acaba por adormecer como o afeto. O amor está correndo, enquanto o afeto caminha apoiado em muletas de vergonha. Pois Deus ama, não “afeta”. O bom samaritano amou, não “afetou”. O verbo que se fez carne, nos deixou o maior de todos os verbos. Aquele que habitava a eternidade nãos se substanciou, mas verbalizou em nossos ouvidos com sussurros doces como o barulho de águas caindo de altas pedras. Nos declarou seu amor que age, que anda, que se despe, que passa fome para outros comerem, que sente frio para outros se aquecerem. Amor que eleva um simples e pequeno animal que o mundo chama de racional para as alturas infinitas de Deus. Paz e bem

A tentação de ser Pop Star...



O populismo é a marca registrada de quem quer agradar a todos de todos os modos possíveis com o fim de ser aceito por todos. Normalmente quem adere ao populismo jamais poderá ser uma pessoa autêntica e defender princípios e valores que acredita. Em tese, um cristão jamais deveria ser alguém popular, bem como o cristianismo também não deveria ser uma religião popular, que se rende aos gostos de quem a adere. Os princípios, valores e mandamentos contidos nos evangelhos e em toda a bíblia não podem estar à mercê da manipulação de quem decide viver por eles. O apocalipse começa e termina com advertências sérias a esse respeito: "Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro testifico: Se alguém lhe fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida..." (Ap. 22.18,19). O próprio Jesus teve que resistir a tentação da popularidade: O diabo, no começo de seu ministério público o tentou com a possibilidade de já começar "fazendo sucesso" ( MT 4.1-11) e seus irmãos consangüíneos lhe fizeram proposta semelhante no decorre de seu ministério: "Dirigiram-se a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa esse lugar(Galiléia) e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém há que procure ser conhecido em público e, contudo, realize os seus feitos em oculto.Se fazes estas coisas(sinais e milagres) manifesta-te ao mundo"(João 7.3,4). A resposta de Jesus tanto ao diabo quanto aos seus irmãos foi "não"! Jesus não veio para se tornar popular. Há muitas pessoas no mundo que confessam conhecer a Jesus , entretanto, o negam pelo simples fato de o conhecerem e não acreditarem nele, assim como os seus irmãos consangüíneos no episódio narrado por João em seu evangelho: " Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele" ( Jô 7.5). Jesus Cristo e o Cristianismo não devem ser apenas conhecidos de todo o mundo, mas, acima de tudo, cridos. Nestes tempos de uma busca desenfreada pela fama e pelo sucesso, muita gente tem encontrado no meio "evangélico" a possibilidade de se dar bem. Não duvido da conversão sincera de muita gente de bom testemunho no meio artístico, entretanto, é grande o número dauqles que encontraram entre nós apenas a oportunidade de "fazer sucesso" : vendendo discos, músicas e ganhando popularidade, vendendo a mensagem do evangelho por bagatela. Quero continuar a ser firme e a acreditar que "a nossa vida está escondida juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo,que é a nossa vida, se manifestar,então,nós também seremos manifestados com ele, em glória" ( Colossenses 3.1-3). Seja firme e resista a tentação da popularidade.Paz e bem

terça-feira, 15 de abril de 2014

A semana das dores............


“E disse-lhes: "Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer”(Lucas 22.15). A espiral do ciclo litúrgico traz de volta a semana das dores e da paixão de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Na verdade, para nós, cristãos reformados, a vivência da experiência da cruz é uma realidade cotidiana, fomos e estamos sendo crucificados com Cristo na medida em que morremos para o pecado, a injustiça e a ostentação do mundo. Todavia, não há mal algum em aproveitarmos estes momentos mais intensos para não só aprofundarmos a nossa consciência quanto aos fatos que importaram em nossa salvação, mas também para proclamarmos a essência da mensagem evangélica, a gratuidade da morte do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. As narrativas da Paixão que encontramos nos Evangelhos, além de sensibilizarmo-nos e dar-nos informações de como as coisas aconteceram, trazem lições que devem ser sempre atualizadas em nossa caminhada de fé. A semana começa com o domingo da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. É o “domingo de ramos”. Jesus entra aclamado em Jerusalém como Rei-Messias, o Filho de Davi, o que cumpre em filigrana as profecias: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta” (Zc 9.9). Contudo, o alarido da multidão e aquele reconhecimento eufórico não traduzem a sua missão. Sua decisão de ir a Jerusalém continha outro programa a ser vivido: “E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém” (Lc 9.51), isto é, cumprir o projeto de seu Pai, dar a vida por suas ovelhas, resgatar os pecadores e estabelecer o reinado de Deus e voltar glorioso para junto daquele que o enviara. Depois desta entrada triunfal, entre os “hosanas” de um povo festivo, Jesus vive a amarga noite da última ceia. A atmosfera dos Evangelhos parece carregada de tensão. A dor e a melancolia da despedia. A conversão dos valores arraigados ao orgulho humano nas lições do lava-pés e o prenúncio da morte. A nova Aliança com base no sangue derramado, a angústia do horto e finalmente a traição por parte de um de seus discípulos amigos. Desta quinta-feira quis o Espírito Santo conservar-nos preciosas lições. Que o amor cristão só tem sentido se for insistente, permanente e independente das inclinações de nossa carne. Um amor que persevera, não recua, que não desiste, mesmo quando tudo conspira ao redor. Que o amor não é um simples sentimento, mas um mandamento e um serviço de humildade e gratuidade. Aprendemos que o discipulado não é turismo religioso, mas seguir a Jesus significa um convite para morrer com Ele e com Ele entregar a vida em obediência ao Pai e em favor dos irmãos. Chegamos à “sexta-feira da paixão” e da morte do inocente, justo e santo Filho de Deus. Dos horrores vividos na casa de Anás, à submissão a um político fraco e corrupto, à patética aparição na casa de Herodes, a troca por Barrabás em um Tribunal iníquo e à exposição pública a caminho do Calvário, Jesus deu provas cabais de quem era: “o homem das dores”, o Servo de Iaweh, o Justo das Escrituras, o Messias esperado pelas nações, a Ovelha muda que não abriu a boca diante dos seus tosquiadores. Jesus revelou-se como o verdadeiro cordeiro pascal, o suficiente bode da expiação e em sua carne macerada e em seu sofrimento não só tornou aceitável, mas confirmou todos os sacrifícios prescritos na Lei, enquanto bebia até a última gota do cálice. Mas, o que continha mesmo o cálice que o Pai serviu a Jesus? Continha a ira de um Deus Santíssimo e Justo, ofendido em sua majestosa autoridade que vindicava justiça desde a Queda de Adão. Na sexta-feira, Jesus paga o preço de nossa dívida: “e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz” (Cl 2.14). Segundo a teologia dos pais da Igreja de Tradição Oriental, aqui se realiza a propriamente dita páscoa do cristão, pois é quando o verdadeiro cordeiro é sacrificado: “Mas quando chegaram a Jesus, percebendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas (...) Ele sabe que está dizendo a verdade, e dela testemunha para que vocês também creiam. Estas coisas aconteceram para que se cumprisse a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado" (Jo 19.33-36). O meu desejo é que você evite a todo custo, motivado por um zelo cego quanto aos exageros litúrgicos de outras religiões, o pecado de desprezar esta oportunidade de viver e anunciar o cerne do Evangelho da Salvação que como se vê, custou um alto preço! Participe com alegria das reuniões, cultos e estudos de sua comunidade de fé. Paz e bem