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ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

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AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Deus: Seria possível muda-lo ?


"Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim". Salmos 102:25-27 A maioria de nós, cristãos, afirmamos que Deus é imutável. No nosso discurso quando vamos evangelizar, pregar, ou até mesmo para validar nossas afirmações, dizemos que Deus é imutável, fiel em suas promessas. Mas na vida prática, cremos em um Deus imutável? Ser imutável é não estar sujeito à mudança. E a imutabilidade é um atributo de Deus. Grudem define a imutabilidade afirmando que Ele é imutável no seu ser, nas suas perfeições, nos seus propósitos e nas suas promessas. A definição correta dos atributos de Deus nos faz entender melhor as Escrituras e a vontade de Deus para as nossas vidas. Conhecer os atributos de Deus nos torna mais próximos dele e consequentemente nos traz uma maturidade espiritual que aplicamos à nossa vida prática e a tornamos melhor. Entendendo os propósitos de um Deus imutável, conseguimos administrar melhor as coisas mutáveis. Conseguimos entender melhor o contexto em que estamos inseridos e aplicarmos a nossa fé de uma forma que responda às nossas expectativas. Quando nós entendemos que Deus é um ser imutável, que um dos seus atributos é a imutabilidade, nós entendemos também que todos os demais atributos de Deus não sofrem alteração, e aí podemos confiar plenamente nele, no seu amor, na sua bondade, na sua misericórdia, no seu zelo, na sua onipotência, na sua perfeição, na sua beleza, e em todos os demais atributos, plenamente convictos de que nem sequer um deles pode ser transformado. "Deus não se corrompe; se os seus atributos podem ser alterados, Ele passa a sofrer corrupção". Se não entendemos e não cremos na imutabilidade, também não poderemos crer que Ele será imutável em seus atributos. Não conseguiremos crer que Deus é firme em seus propósitos, em suas promessas, em suas palavras. Se Ele diz que nos amou, Ele continuará a nos amar, e não nos deixará de amar por causa das nossas ações; se Ele diz que cuidará de nós, com certeza Ele cuidará, se Ele prometeu, Ele de fato cumprirá. Se Deus não é imutável, Ele se torna corruptível e todos os seus atributos também. E a palavra de Deus em Tiago 1:17 diz: "Em Deus não pode existir variação nem sombra de mudança". Infelizmente, o mundo por não entender corretamente a imutabilidade de Deus tem proposto uma teologia deficiente, onde apresenta-se o Deus Soberano, Criador e Sustentador de todas as coisas, como um Deus sujeito ao tempo e a história, ou seja, um Deus sujeito aos homens e suas vontades. E através desse pensamento propagado, surgem as heresias, os erros doutrinários... erros que muitas vezes tentamos aplicar a nossa vida prática na "ilusão" de que pode dar certo. Se Deus não muda em seu caráter, nos seus propósitos e nas suas promessas, por que sempre tentamos mudar Deus e a sua palavra conforme as mudanças temporais? Por que os valores anteriormente bíblicos, hoje sofrem tantas alterações? Por que sujeitamos Deus ao tempo a a história? A resposta é simples: Deixamos de crer em um Deus imutável. E nessa onda, tudo se inverte: o homem já não exerce mais o seu papel de homem, a mulher quer ocupar o espaço do homem, os filhos querem ser como os pais, os pais se igualam aos filhos e assim por diante. E tudo sofre inversão. Porque se Deus muda, tudo pode ser mudado. E aí, aqueles princípios e valores bíblicos que são inalteráveis sofrem a ação do relativismo. E aí, mata-se a teologia. Se partimos do princípio que Teologia é o estudo acerca das coisas de Deus e O tornamos como um de nós, matamos a teologia. Deus é imutável, e Ele se revela a nós nos mostrando a Sua vontade. Que cada um de nós tenha consciência do nosso papel nessa jornada, como homem, como mulher, como cristão. Tendo convicção de que os mandamentos de Deus são para serem cumpridos hoje, agora e sempre. E com certeza, seremos recompensados por esse Deus maravilhoso que não muda, não mente, e que nos diz que trabalha em nosso favor. Crer na imutabilidade de Deus nos faz confiar em suas promessas, nos faz perseverar em meio às tempestades, nos faz lutar em meio as adversidades da vida. O Deus que curou ontem, continua curando hoje, o Deus que salvou ontem, continua salvando hoje. Ele é o mesmo Deus todo poderoso que pode executar todas as coisas em nosso favor. Portanto, creiamos, mesmo em meio as dificuldades, que Ele está próximo e que, ainda que nos faltem forças, Ele sonda os nossos corações, e a palavra não dita, a dor não expressada, a angustia ou a aflição que limita a nossa voz nunca poderá limitar a ação de um Deus Soberano que não muda. Paz e bem

Cruz, sofrimento e espiritualidade.


“...Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios.” (1Co 1.23). Vivemos numa sociedade que abomina a realidade do sofrimento. Por todos os meios tenta negar a sua existência. Muitos são os meios empregados, desde a alienação das drogas lícitas e ilícitas, às técnicas psicológicas e às indústrias do cosmético e entretenimento. Também religiões tradicionais falam do absurdo do sofrimento como uma contradição da existência humana em face de seu propósito em ser feliz. A cultura contemporânea acusa o Cristianismo de ter glorificado o sofrimento, dizem que não faz bem para a alma ser confrontada, por meio da cruz, com os lados desagradáveis da vida. Por isso, infelizmente, no contexto cristão, ou pelo menos, que se faz passar por cristão, não poucas expressões eclesiásticas também anatematizam o sofrimento e a imagem da cruz. Reputam o sofrimento sempre como uma ação demoníaca, ou na maioria das vezes, oprimem os fieis reputando à falta de fé e de obediência à Deus o sofrimento experimentado. Claro, os demônios tem poder limitado e limitada liberdade para impingir certos tipos de sofrimentos. A incredulidade e a desobediência também trazem consigo os sofrimentos que lhes são próprios. Mas, o fato é que, o sofrimento faz parte da contingência humana. Todos seremos acometidos pelo “absurdo” do sofrimento, da contradição unilateral dos elementos desta existência que escapam à nossa vontade ou controle. Se o sofrimento fosse apenas uma simples questão de falta de fé ou desobediência, o que teríamos a dizer de Paulo, Estêvão, Pedro e todos os mártires que regaram o chão da Igreja com o seu sangue? Precisamos redescobrir a espiritualidade da cruz como linguagem para entender e integrar o sofrimento como parte essencial na formação de nosso caráter, mas também como marca de genuinidade de nossa fé vivida na contramão dos valores e das medidas deste mundo. Os cristãos antigos perguntavam menos pela razão do sofrimento. Para eles, fazia parte de sua existência no mundo. Mas eles viam na cruz uma ajuda para passar pelo sofrimento sem perecer. A cruz os fortalecia e lhes dava a esperança de que não haveria sofrimento definitivo. Ainda que a cruz termine na morte, ela aponta para a ressurreição, para a transformação do pior sofrimento possível em nova vida, em vida indestrutível. Assim entendemos que o sofrimento entendido na perspectiva da cruz de Cristo é a realidade que cruza e contraria diariamente nosso caminho e nossa vida para quebrar as ideias erradas que construímos em relação a nós mesmos, corroborando assim para a nossa maior identificação com Cristo. É aquela nova criação para a qual valem outras medidas, que não as de uma existência puramente mundana, que precisa se orientar pelas leis desumanas deste mundo caído. O mundo, com suas medidas e seus parâmetros de desempenho, reconhecimento e felicidade, já não tem poder sobre nós. O sofrimento recebido na sabedoria da cruz é um sinal da graça de Deus e um protesto contra as nossas tentativas de redimir-nos a nós mesmos e de comprar a nossa salvação com o desempenho próprio. O sofrimento nos coloca em nosso lugar: criaturas incapazes que dependem da Graça de Deus. Se não fossem as contradições da vida e se tudo fosse só sucesso, facilmente nos idolatraríamos a nós mesmos, como tantos fazem por aí, como “Narcisos” incensando a própria vaidade. Por mais absurdo que possa soar aos nossos ouvidos aburguesados, a espiritualidade da cruz é a chave para a verdadeira vida. Longe de nós desejarmos o sofrimento, ou atraí-lo, ou produzi-lo gratuitamente (isto seria uma blasfêmia e negaria a própria verdade e utilidade da cruz no gracioso plano redentor do Pai). Mas longe de nós também negar ou não acolher a realidade do sofrimento, categorizando-o como absurdo. Aprendamos dos antigos cristãos: “Teu Senhor não foi pregado no poste da cruz? Tu deves imitar o teu Senhor! Se amas teu Senhor, então morre a mesma morte que ele e faze o caminho do apóstolo: ‘O mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.’ (Gl 6.4). Por mundo entenda: elogio humano, poder e sucesso exterior, fama, riqueza, luxúria, bebedices e glutonerias, fofocas e maledicências...Crucifica-te para estas coisas” (João Crisóstomo). “E, assim, quando sofrer, que seja por fazer o bem, ou, para te fazer bem” (Tertuliano). Não existe Cristo sem crucificação. Não existe cristão sem Cruz! Nos laços da cruz gloriosa, _______ Rev. Luiz Fernando dos Santos