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ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Um Deus que não se corrompe.


"Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim". Salmos 102:25-27 A maioria de nós, cristãos, afirmamos que Deus é imutável. No nosso discurso quando vamos evangelizar, pregar, ou até mesmo para validar nossas afirmações, dizemos que Deus é imutável, fiel em suas promessas. Mas na vida prática, cremos em um Deus imutável? Ser imutável é não estar sujeito à mudança. E a imutabilidade é um atributo de Deus. Grudem define a imutabilidade afirmando que Ele é imutável no seu ser, nas suas perfeições, nos seus propósitos e nas suas promessas. A definição correta dos atributos de Deus nos faz entender melhor as Escrituras e a vontade de Deus para as nossas vidas. Conhecer os atributos de Deus nos torna mais próximos dele e consequentemente nos traz uma maturidade espiritual que aplicamos à nossa vida prática e a tornamos melhor. Entendendo os propósitos de um Deus imutável, conseguimos administrar melhor as coisas mutáveis. Conseguimos entender melhor o contexto em que estamos inseridos e aplicarmos a nossa fé de uma forma que responda às nossas expectativas. Quando nós entendemos que Deus é um ser imutável, que um dos seus atributos é a imutabilidade, nós entendemos também que todos os demais atributos de Deus não sofrem alteração, e aí podemos confiar plenamente nele, no seu amor, na sua bondade, na sua misericórdia, no seu zelo, na sua onipotência, na sua perfeição, na sua beleza, e em todos os demais atributos, plenamente convictos de que nem sequer um deles pode ser transformado. "Deus não se corrompe; se os seus atributos podem ser alterados, Ele passa a sofrer corrupção". Se não entendemos e não cremos na imutabilidade, também não poderemos crer que Ele será imutável em seus atributos. Não conseguiremos crer que Deus é firme em seus propósitos, em suas promessas, em suas palavras. Se Ele diz que nos amou, Ele continuará a nos amar, e não nos deixará de amar por causa das nossas ações; se Ele diz que cuidará de nós, com certeza Ele cuidará, se Ele prometeu, Ele de fato cumprirá. Se Deus não é imutável, Ele se torna corruptível e todos os seus atributos também. E a palavra de Deus em Tiago 1:17 diz: "Em Deus não pode existir variação nem sombra de mudança". Infelizmente, o mundo por não entender corretamente a imutabilidade de Deus tem proposto uma teologia deficiente, onde apresenta-se o Deus Soberano, Criador e Sustentador de todas as coisas, como um Deus sujeito ao tempo e a história, ou seja, um Deus sujeito aos homens e suas vontades. E através desse pensamento propagado, surgem as heresias, os erros doutrinários... erros que muitas vezes tentamos aplicar a nossa vida prática na "ilusão" de que pode dar certo. Se Deus não muda em seu caráter, nos seus propósitos e nas suas promessas, por que sempre tentamos mudar Deus e a sua palavra conforme as mudanças temporais? Por que os valores anteriormente bíblicos, hoje sofrem tantas alterações? Por que sujeitamos Deus ao tempo a a história? A resposta é simples: Deixamos de crer em um Deus imutável. E nessa onda, tudo se inverte: o homem já não exerce mais o seu papel de homem, a mulher quer ocupar o espaço do homem, os filhos querem ser como os pais, os pais se igualam aos filhos e assim por diante. E tudo sofre inversão. Porque se Deus muda, tudo pode ser mudado. E aí, aqueles princípios e valores bíblicos que são inalteráveis sofrem a ação do relativismo. E aí, mata-se a teologia. Se partimos do princípio que Teologia é o estudo acerca das coisas de Deus e O tornamos como um de nós, matamos a teologia. Deus é imutável, e Ele se revela a nós nos mostrando a Sua vontade. Que cada um de nós tenha consciência do nosso papel nessa jornada, como homem, como mulher, como cristão. Tendo convicção de que os mandamentos de Deus são para serem cumpridos hoje, agora e sempre. E com certeza, seremos recompensados por esse Deus maravilhoso que não muda, não mente, e que nos diz que trabalha em nosso favor. Crer na imutabilidade de Deus nos faz confiar em suas promessas, nos faz perseverar em meio às tempestades, nos faz lutar em meio as adversidades da vida. O Deus que curou ontem, continua curando hoje, o Deus que salvou ontem, continua salvando hoje. Ele é o mesmo Deus todo poderoso que pode executar todas as coisas em nosso favor. Portanto, creiamos, mesmo em meio as dificuldades, que Ele está próximo e que, ainda que nos faltem forças, Ele sonda os nossos corações, e a palavra não dita, a dor não expressada, a angustia ou a aflição que limita a nossa voz nunca poderá limitar a ação de um Deus Soberano que não muda. Paz e bem.

A Graça .


''a graça barata não ouve, porque não fala a linguagem da vida, do próximo e do Criador.'' Foi pela Graça, tão somente, através dela e nela, que encontramos sentido no evangelho do Cristo Ressuscitado. Agora, no desdobrar das páginas da história, muitos lançaram e ainda lançam suas cartas com a impetuosa intenção de adulterá-la, de denegri-la, quando não a tornar numa figura esquizofrênica, num gueto para personalidades distantes do seu próximo, da vida e de si mesmo. Eis, em suma, a nominada Graça barata, barateada e banalizada, como moeda de troca, promiscuída com os desatinos e paranoias de megalomaníacos, sempre em busca da mantença de seus desejos egoísticos e cobiçosos. A graça barata se pauta numa interpretação subjetiva da Cruz, faz parte de um compêndio de ideias e ideais adequadas a uma cultura descompromissada e descomprometida com a questão da eternidade, de uma espiritualidade criativa, de um ortopraxis pujante pelo ouvir o próximo e a palavra – revelacional. Vale dizer também, a Graça barata, barateada e banalizada perfaz os itinerários dos conchavos, procura agradar a todos e, para isso, verte um messias para todos os estilos. A graça barata traz uma fagulha das boas-novas, aos domingos, preferencialmente, e durante a semana permanece no ostracismo, em algum de nossa vida cotidiana. A graça barata vai para o mundo, sem o espírito; mas também oferece o espírito, sem o verbo encarnado. Eita graça sucateada e insuflada por líderes personalistas e seus discursos imediatistas, por ícones de púlpitos que visam adornar as fantasias de massas a procura de uma realidade curada, mas sem ir ao antídoto. De notar, a graça movida pelas promessas de uma existência, sem ambiguidades e tensões, sem vicissitudes e sem diversidades. Faz-se pontuar, uma graça por onde a oração se assemelha a um processo de submeter o Criador a uma inquisição para atender as nossas ânsias, as nossas taras, as nossas perversões, as nossas patologias e por ai vai. A graça de gente avessa à marcha por uma cristandade livre e afeiçoada a marchar por um evangelho do aqui e agora. A graça de ecos destoantes, pelo qual ser crente não é ser cristão, ser protestante não é ser evangélico, ser ortodoxo não é ser atuante, ser engajados não é ser transcendente, ser letra não é ser espiritual, ser isso, aquilo e acolá não é ser isso, aquilo e acolá. Vou adiante, a graça barata, barateada e banalizada marginaliza, exclui e deixa marcas profundas na biografia do ser humano. A graça barata transaciona Cristo, em cada esquina, em cada porta, em cada templo órfão da comunhão espiritual e relacional. A graça barata cria uma comunhão pra boi dormir, uma teologia covarde, um clero enclausurado, um evangelho apático aos rogos das Cracolândias, das cidades de Deus, dos entorpecidos pela panaceia de um consumo, a torto e a direita. A graça barata, barateada e banalizada repudia, excomunga qualquer tentativa de a submeter a verdade e para tanto se vale de uma espécie de predestinação ufanista e apologética. A graça barata traz o cardápio de um misticismo, de um curandeirismo, de um simbolismo de crenças e crendices no altar, por onde Deus não passa de um ser alguns degraus acima das falanges demoníacas, do tisonho e sei lá mais o que. A graça barata elege os escândalos causados por ditas autoridades ungidas, como um sinal de perseguição dos anátemas. A graça barata quer os holofotes, os aplausos, os palanques, os autógrafos, ser moda, ditar modismos, ser o sucesso, ser amante do poder. A graça barata, barateada e banalizada não olha para o recomeçar do Cristo Ressuscitado. Paz e bem.

O próximo, o distante e o ignorado


Derval Dasilio Nos dias de Jesus, só se fazia o que permitia a estrutura legal e rejeitava-se o que era proibido por essa estrutura. O legalismo, imposto pela estrutura religiosa, era a norma oficial da moral do povo. Tinha-se chegado, por exemplo, a estabelecer, partindo da lei religiosa, que a lei do culto — leia-se como lei do templo ou da “igreja” –, primava sobre qualquer lei. Este foi o contexto em que nasceu a parábola do bom samaritano: um homem necessitado de ajuda, caído no caminho, mais morto que vivo, sem direitos reconhecidos, violentado em sua dignidade de pessoa, ferido e nu, é abandonado pelos cumpridores da lei (sacerdotes e levitas, servidores da religião) e em troca é socorrido por um “ilegal” samaritano. A bem dizer, alguém que não podia entrar no templo e não tinha boas relações com judeus. Ele é um “distante”, um estranho, mas passa a ser modelo exemplar oferecido ao religioso cristão. Somente Lucas conservou para nós esta parábola no seu Evangelho. Jesus, por sua vez, devolve a pergunta para que o letrado religioso pesquise a lei codificada, sua especialidade. Ele encontrará a resposta no amor. O religioso culto, citando de memória as Escrituras (Dt 6.5 e Lv 19.18), faz uma síntese do conteúdo dos 613 preceitos religiosos (cerca de 430 negativos: não farás…) sobre como “amar a Deus e ao próximo” sob a lei deuteronômica, encontrada também no Thalmud e no Midrash (da palavra “derash”, procurar). Comportamentos de conduta são conhecidos como “halakah”, um conjunto de preceitos gerais. Jesus, porém, responde de acordo com a “Torah”, o pentateuco – os cinco primeiros livros, conforme a versão grega Septuaginta –, como foi perguntado. Jesus aprova a resposta da tradição bíblico-teológica rabínica. O letrado interroga novamente, porque no Levítico o próximo é o israelita – ascendente histórico do judeu –, e no Deuteronômio, este título está reservado unicamente para pessoas do meio cultural e religioso judaico. Jesus, em vez de discutir e entrar em desafios sem saídas, procura não semear novas teorias e interpretações perante a lei antiga, e sua prática. Propõe uma parábola como exemplo vivo de quem é o próximo, e constrói um “midrash”, ou um sermão exemplar sobre os significados do amor. Quando dizemos que a descrição do samaritano é esplêndida, nesta parábola de Jesus — com referências a posses materiais do samaritano bem-posto: azeite, vinho, cavalgadura, dinheiro para ajudar um pobre infortunado que encontra ferido e abandonado no caminho –, nos aproximamos de questões básicas. Bem-postos economicamente, religiosos, desprendimento, solidariedade da parte de quem propõe esforço pessoal no socorro dos enfraquecidos, sob sistemas políticos e econômicos egoístas e injustos, e disponibilidade para assistir despojados e violentados da sociedade humana em todos os tempos e lugares. O samaritano compassivo e solidário é um homem rico. Um homem cheio de amor pelo próximo, seja ele quem for. A história humana é caracterizada por uma interminável sucessão de negações do amor ao próximo, diz Bernhard Haring. Os resultados da intolerância são feridas abertas, exclusão e marginalização, gerando o abandono e morte social dos mais pobres, feridos em sua dignidade (“dignitatis” = direitos fundamentais). Só o amor transforma a justiça codificada, que privilegia quem já é privilegiado, em justiça igualitária, compassiva, situacional, concreta. Especialmente quando nos deparamos com emergências e prioridades. Notadamente quando a vida humana está em perigo de morte. O amor transforma a justiça em verdade ética inquestionável, porque a decisão tomada sob sua influência é, originalmente, gratuidade e a compaixão pelo fraco. “Justiça sem amor é necessariamente injustiça, porque o amor não remove, mas simplesmente estabelece a justiça”, disse Paul Tillich. A justiça sem amor ignora a solidariedade, misericórdia ou compaixão. O próximo jorra da mesma fonte, é resultado da terra; é filho da sociedade humana, e se relaciona com o mundo da mesma maneira que eu. É o próximo, imagem e dádiva de Deus, ao mesmo tempo. Todos os valores relacionais ideais constituem ponto de partida anterior à justiça codificada. Dizem respeito à vida de todos. O próximo nos comunica: “sou um corpo concreto, e tu me conheces na materialidade compartilhada da vida”. Cremos que a concretude da vida é um fato que não deve ser esquecido, para que não caiamos em abstrações e reduções do corpo do próximo. Diria Rubem Alves: o próximo, corporificado, vale mais que todas as verdades que anunciam sua pequenez; o corpo aguarda a consciência de que somos iguais. O corpo é mais sábio do que a cabeça, o cérebro. Emmanuel Lévinas, pensador judeu moderno, diz: “Deus vem ao meu pensamento quando vejo o outro, o próximo”. Na face do outro está o rosto transcendente de Deus (cf. Mt 25.38). Também judeu, Martin Buber dizia: “O outro (o próximo) não é um isto, mas um tu”. Tenho comentado sobre a relação “Eu/Tu, equação amorosa criada por Buber, lembrando: “Eu sou tu quando me olhas, e Tu sou eu quando te olho”. Muitos agnósticos, e até mesmo ateus, deparam-se com a parábola evangélica sobre a solidariedade amorosa apontada em Lucas (10.25-37), e reconhecem que não há futuro para a dignidade humana num mundo tomado pela impiedade, senão pela compaixão e solidariedade. Para os cristãos, o evangelho oferece a oportunidade de compartilhar a experiência de Deus com o mundo do próximo, através da solidariedade, reconhecendo-o como o nosso “Tu”. Esta oportunidade, por si mesma, reflete o amor e a experiência de Deus. Num só momento. A força potente do amor energiza e dá capacidade de lutar, de proteger, socorrer, vestir, alimentar e curar o próximo. Diz a canção de Carlinhos Lyra: “Sabe você o que é o amor? Não sabe? Eu sei./ Sabe gostar? Qual sabe nada, sabe, não./ Você sabe o que é uma flor? Não sabe, eu sei. / Você já chorou de dor? Pois eu chorei. / Já chorei de mal de amor, já chorei de compaixão./ Quanto a você meu camarada, qual o quê, não sabe não./ Você não tem alegria, nunca fez uma canção, / Por isso a minha poesia… você não rouba não.” Agostinho, na antiguidade, confessava: “O meu amor é o meu peso; onde quer que eu vá, ele me conduz e me faz inclinar”. Esse “peso” é citado por Jesus: “Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu aliviarei vocês. Tomem sobre vocês a minha carga e aprendam, porque sou manso e humilde de coração; e acharão descanso. Porque o meu peso (amor) é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30). Uma metáfora magnífica da compaixão, da ternura, da solidariedade que nos une ao que sofre, na experiência de Deus em Jesus.