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terça-feira, 19 de março de 2013

Tudo é novo


Dom José Alberto Moura Arcebispo de Montes Claros Quando entramos numa casa ou num carro novo sentimo-nos gratificados, principalmente quando tal bem é de nossa propriedade. Quanto trabalho, esforço e economia em geral se fazem para a aquisição de tal bem! Mas isso não nos gratifica tanto se não tivermos bem em nossa saúde física, psíquica ou espiritual. É importante sermos pessoalmente como novas pessoas, com o sentirmo-nos bem conosco mesmos e com os outros, particularmente com os de nossa família! Paulo nos lembra que “Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo” (2 Coríntios 5,17). De fato, quando temos sempre nossa renovação pessoal com o amor de Deus. Solucionamos o foco do bem estar pessoal para também renovarmos nosso modo de nos relacionarmos com todos e usar do que é material para ser um instrumento de ajuda à nossa caminhada existencial de modo adequado e realizador. Se estivermos mal com Deus, ou seja, com a consciência carregada de desvios de conduta, caminhando fora do sentido da vida por Ele apresentada, faz-se necessária a mudança para o novo da graça do Senhor. É como tirar o jugo que nos pesa nas costas pelos erros e caminhada fora dos ditames da consciência bem formada com os valores do Evangelho de Cristo. No tempo de Josué, em continuação da liderança de Moisés, o povo judeu, já na terra prometida, pode celebrar a Páscoa da libertação da escravidão no Egito. O próprio Deus lhe disse: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito” (Josué 5,9). Assim também acontece com quem se deixa conduzir por Deus. A libertação acontece. A vida de sentido é realizadora. A novidade da presença de Deus é notada. Tudo é novo. Até os sacrifícios e as dificuldades não são grandes pesos. Tudo é meio de regeneração, como os sofrimentos e a Páscoa de Jesus. Mas nós sozinhos não somos capazes de tirar todo o peso de nossos limites e pecados para vivermos a vida nova tão desejada em nosso íntimo. É preciso confiarmos e pedirmos a misericórdia do Senhor. Jesus narra a parábola do filho pródigo, indicando a realidade da grande misericórdia de Deus para com cada filho pecador (Cf. Lucas 13,1-2). Não há erro ou pecado tão grande que seja maior do que a bondade e o perdão de Deus. Por isso, temos de ter a coragem de reconhecer nossos erros e a grande compaixão do Senhor. Abrir-se a Ele é nossa salvação. Ensinar à juventude, para que ela também ensine aos outros, a mudança para se ser eternamente jovem, é o grande segredo do amor divino. Ele nos torna novas criaturas e nos possibilita consertar o mundo, com a mudança do ser humano, a partir das coordenadas da misericórdia de Deus. Somo veículos transportadores dessa misericórdia para anunciarmos a todos que é possível viver a vida nova de ressuscitados pelo amor do Senhor. A Campanha da Fraternidade nos chama a atenção não só para valorizarmos a juventude; também para nós mesmos sermos fonte da renovação feita por nossa conversão e assumirmos a misericórdia de Deus.

O perfil do cristão


A identidade do cristão deve estar em consonância com a vontade de Deus. Mas qual é esta vontade? Dentro da visão bíblica, ela está solidificada na palavra “justiça”. Ali o justo é descrito como aquele que faz a vontade de Deus. Isto acontece no relacionamento com os outros, no respeito aos direitos e deveres das pessoas com quem convive. Fazer justiça numa cultura individualista e marcada pela desleal competitividade é um grande desafio. Todas as pessoas são envolvidas e colocadas à prova, a atitudes que exigem determinação e critério evangélicos. Não é fácil ser coerente, autêntico e justo. Supõe formação porque a tendência à maldade está presente em todo ser humano. Não estamos num mundo de condenações. É possível superar as injustiças passando por um caminho de conversão, experimentando também a via da misericórdia. Deus é misericordioso, capaz de perdoar a quem reconhece e muda de prática em suas injustiças. O perdão é sabedoria e bondade divina. Isto ocasiona vida e paz para as pessoas. Ser cristão é desfrutar de um dom concedido por Deus, é um patrimônio disponibilizado para todos, mas vivenciado por uma minoria. Sua base está na audição da Palavra de Deus, que orienta, mostra o caminho da justiça, da misericórdia, do perdão e de renúncia aos mecanismos do mal. A vida do cristão é ajustada com a vida de Cristo, no seguimento da vontade de Deus. É isto que registra seu perfil, isto é, sua opção e prática da verdade, da justiça e da misericórdia. É o que Deus espera do ser humano, uma resposta às propostas de salvação, que passa pela quaresma, chegando à plenitude na Páscoa. Falar em ser cristão hoje parece ressoar mal em nossos ouvidos. Isto não é mais levado em conta e até interpretado como “fora de contexto”, de estar na contramão da história. Será mesmo assim ou caímos num profundo distanciamento das práticas que nos identificam com Deus! Dá impressão de que o mundo vai perdendo, cada dia mais, sua qualidade de vida. Por: Dom Paulo Mendes Peixoto Arcebispo de Uberaba (MG)