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ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Gritos de socorro


“Vivo o tempo todo no limiar da derrota.” Eugene Peterson Eugene Peterson, 80 anos, professor emérito de teologia da espiritualidade no Regente College, em Vancouver, Canadá, é autor de vários livros e de uma paráfrase contemporânea da Bíblia, intitulada “A Mensagem”, publicada no Brasil pela Editora Vida. Além de confessar que vive “o tempo todo no limiar da derrota”, Peterson é suficientemente honesto para acrescentar: “Coloco todos os dias o amor em risco. Não há nada em que eu seja pior do que em amar. Saio-me muito melhor na competição que no amor. Sou muito melhor em responder a meus instintos e ambições de ir na frente e deixar minha marca do que em entender como amar meu semelhante. Estou treinado e preparado em habilidades egoístas, em fazer coisas à minha maneira” (“Um Ano com Eugene Peterson”, p. 35). Por causa desse risco e de muitos outros, que variam de pessoa para pessoa, não há quem não precise fazer orações diferentes daquelas que fazemos normalmente. Elas seriam como gritos de socorro, orações humildes, precisas e até mesmo radicais. Elas são necessárias em vista da natureza humana que nunca muda. Estamos sempre sujeitos a impulsos pecaminosos, que vêm, vão e voltam. Não se pode negar nem subestimar as “forças espirituais do mal que vivem nas alturas” (Ef 6.12). Vez por outra nos encontramos em uma circunstância sufocante. A soma dos acontecimentos nos leva ao chamado “dia mau” (Ef 6.13), quando a batalha entre a carne e o Espírito toma grandes proporções. Todos temos capacidade positiva (quando ela nos conduz para o bem) e capacidade negativa (quando ela nos conduz para o mal). Somos capazes de realizar coisas incríveis de um lado ou de outro. Temos coragem tanto para entregar nosso corpo para ser queimado em benefício do nome de Jesus quanto para negar o nome dele em sua presença e no momento em que ele mais precisa de nós. Uma pessoa pode assassinar o próprio irmão por causa de uma explosão de inveja, a exemplo de Caim (Gn 3.10). Pode matar toda a população masculina de uma cidade por causa de uma explosão de vingança, a exemplo de Simeão e Levi (Gn 34.25). Pode roubar uma bela capa babilônica, 200 barras de prata e uma barra de ouro por causa de uma explosão de ganância, a exemplo de Acã (Is 7.21). A falta de domínio próprio na área da sexualidade levou os homens de Sodoma, “tanto os moços como os velhos”, a cercar a casa de Ló para ter relações sexuais com os anjos que ele hospedava (Gn 19.4-5). Levou Rubem a deitar-se com a mãe de Dã e Naftali, seus irmãos por parte de pai (Gn 35.22). Levou a mulher de Potifar a caluniar José, porque ele se negou a ir para a cama com ela (Gn 39.7-20). Levou Davi, o cantor de Israel, a deitar-se com Bate-Seba, esposa de Urias, um dos seus trinta valentes (2Sm 11.2-4). Levou Amnom a forçar e violentar Tamar, sua irmã por parte de pai (2Sm 13.10-14). Levou o cristão de Corinto a possuir a própria madrasta, o mesmo crime de Rubem (1Co 5.1). O apóstolo Pedro declara que os falsos mestres com os quais ele lidava agiam por instinto, como animais selvagens, e não podiam “ver uma mulher sem a desejarem” (2Pe 2.14). De sã consciência, ninguém tem condições de dizer que pode dispensar as orações radicais de livramento. Principalmente aqueles que conseguiram, a duras penas, deixar o álcool, as drogas, a pornografia e a prostituição, quando tremendamente tentados a voltar à antiga dependência. Em meio a essa dura batalha, precisamos olhar para os montes e clamar: “De onde virá o meu socorro?” (Sl 121.1). As orações radicais nunca serão feitas por pessoas presunçosas e autossuficientes, incapazes de admitir a sua fragilidade. Porém, quando reconhecem que não conseguem negar-se a si mesmas no “dia mau”, elas dobram os joelhos e fazem as tais orações: Ó Deus, derrota-me! Destrona-me! Dobra-me! Esmaga-me! Submete-me! Vence-me! Amém e amém!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Entrelaçados com a Palavra


O Senhor nos deixou um mandamento; nos deixou também, seus ensinamentos e recomendações para que pudéssemos cumpri-lo; para que tivéssemos uma vida santa e agradável a Deus. Em contra partida, o mundo também nos traz seus ensinamentos, impondo muitas vezes ações ou reações que desagradam a Deus, nos afastando cada vez mais da santidade. Nós, conhecedores da palavra, sabemos o que Jesus quer, porém, muitas vezes não conseguimos ativar o mecanismo que nos impulsiona a fazermos o que Ele quer.Esse mecanismo é uma vida devocional, de entrega, dedicação a leitura, dedicação a palavra... palavra que transforma continuamente as nossas vidas, como está escrito em 2 cor 3:18b: "...somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem...". Transformados a imagem de Cristo. Ora, para sermos imagem de Cristo, temos que andar com Cristo, sermos íntimos de Cristo; conhecedores profundos de sua palavra. A palavra transformadora, que nos torna homens e mulheres espirituais ao nos entregarmos a ela. Nós que somos observadores e amantes da palavra, temos visto tantos modismos nas igrejas... novas técnicas... métodos... onde a palavra não tem sido priorizada, criando e nutrindo um cristianismo raso, sem profundidade, sem raiz. Digo isso, com tristeza, e não apenas como um simples observador, mas como testemunha ocular: priorizamos tudo, menos a palavra. Ainda estou cursando Teologia e na aula de Hermenêutica todos os alunos foram "obrigados" a assistirem uma palestra fora do campo. Foi aproximadamente três horas de palavra... de ensinamentos... de informações, algumas preciosas, outras nem tanto, e mesmo havendo discordâncias em alguns pontos, de uma forma geral, foi positivo. Afinal era a palavra que estava sendo esquadrinhada. O apóstolo Paulo nos diz: Julgai todas as coisas, retende o que é bom. Assim o fiz. Mas alguns alunos se indignaram com a professora simplesmente porque não aguentavam ficar sentados ouvindo três horas de palavra! Pergunto: como alguém que faz teologia e diz amar a palavra não consegue ouvir três horas de palavra? como essas pessoas são impactadas e impulsionadas a uma mudança de mentalidade e consequentemente, de vida se não conseguem ouvir a própria revelação de Deus? O que elas pregarão futuramente? o que elas ensinarão? o que serão dos seus ouvintes e seguidores? Cegos guiando cegos? homens guiando homens por sua própria sabedoria, "usurpando" o lugar de Deus? Pregamos tantas coisas: que devemos amar mais, que devemos ser pacientes, que devemos ser misericordiosos... que isso... que aquilo... mas dificilmente pregamos que devemos nos comprometer profundamente com a palavra. Se é ela que nos dá entendimento e nos liberta, como podemos viver sem ela? Se não conseguimos ouvir, como podemos dizer que amamos? e se não amamos a palavra, como podemos dizer que amamos o autor das palavras? E se não amamos o autor das palavras, como podemos dizer que estamos nele? O que o Senhor espera de nós, é que sejamos seus imitadores. Amar a palavra, se dedicar a palavra nos traz uma intimidade tão grande com o Pai que começamos a expressar nuances dos seus atributos, e começamos aprender a amar, a sermos misericordiosos, a sermos perseverantes, a não maldizermos, a abençoarmos, enfim começamos a experimentar o que o homem carnal não pode experimentar. Que o nosso comprometimento com o Senhor seja priorizado em nossas vidas, e que possamos dizer como o apóstolo Paulo disse: "não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim". Paz e bem

Não vou ter medo


Já chega de medo! O medo não me deixa ir para frente. Obriga-me a retroceder. Leva-me a enxergar a terra e não o céu, os gigantes de Canaã e não a abertura do mar Vermelho, as minhocas e não as aves do céu. Atravanca a minha vontade, os meus projetos, os meus sonhos. Coloca-me numa prisão. Faz-me desperdiçar o tempo, a energia, as oportunidades. O medo me torna indeciso e vacilante o tempo todo. Não vou mais mentir para mim: eu sou medroso, eu sou viciado no medo. Não posso continuar assim. De hoje em diante, com a ajuda de Deus, proclamarei e viverei a minha independência do medo. Vou parar de fingir coragem. O lugar do lixo é o lixo, o lugar do medo é o inferno! Quando digo “sou cauteloso”, deveria dizer “sou medroso”. Tenho usado a palavra cautela para esconder a palavra medo. As duas nunca foram sinônimas. Farei a necessária distinção entre uma e outra. Não sei por que sou medroso, se a Bíblia que eu leio todos os dias repudia o medo. A todo momento encontro o mandamento para não ter medo. O anjo disse a Maria: “Não tenha medo” (Lc 1.30) e aos estupefatos pastores de Belém: “Não tenham medo” (Lc 2.10). Jesus disse ao pai da menina de 12 anos que estava entre a vida e a morte: “Não tenha medo” (Lc 8.50); aos discípulos que estavam tremendo de medo da tempestade marítima: “Não tenham medo” (Mt 14.27); aos três apóstolos que estavam com ele no monte da transfiguração: “Não tenham medo” (Mt 17.7); e às mulheres da Galileia no jardim de José de Arimateia: “Não tenham medo” (Mt 28.10). Pelo menos duas vezes, Deus fala com Paulo: “Não tenha medo” (At 18.9; 27.24). Deus disse a João na ilha de Patmos: “Não tenha medo” (Ap 1.17). Porém a passagem que mais me implica está na Primeira Epístola de João. É um sermão e tanto: “No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo” (1Jo 4.18). Chego à conclusão de que se eu sinto medo não tenho no coração o amor totalmente verdadeiro. Verifico que eu tenho uma coisa que não deveria ter — medo — e não tenho a outra que deveria ter — amor. Mas Deus há de arrancar o medo de dentro de mim! É algo incrível. Seu eu vou para o Antigo Testamento, a exortação continua. Ao povo de Israel, ainda na travessia do deserto, frente aos possíveis inimigos, Moisés disse: “Não se assustem, não se apavorem, não fiquem com medo, pois o Senhor, nosso Deus, está com vocês para lutar ao seu lado e salvá-los do inimigo” (Dt 20.3-4). Para livrar-me para sempre do medo, pretendo ligá-lo à oração, isto é, em vez de me amedrontar com coisas reais ou não, me colocarei de joelhos para superar o medo e pedir o socorro do Senhor, como fez o rei Josafá (2Cr 20.3). Elben M. Lenz César Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato