Atalho do Facebook

FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Empunhe a BANDEIRA DO AMOR.




Sabemos o quanto é dificil, mas não impossivel, só não podemos é ficar de braços cruzados, ou colocando a culpa de todo este desencontro em que vivemos no nosso Pai, mãe, vizinho, escola, trabalho, igreja, etc..queremos sempre eleger um culpado para nossos fracasos, e o maior fracaso que hoje acontece em nossa humanidade, ( se é que podemos chamar de humanidade o que somos e vivemos nos dias de hoje ) porque não começarmos um Ano Novo, não tentando, mas tomando atitudes para que o nosso covivio familar seja melhor, a nossa comunidade seja melhor, o nosso bairro seja melhor, nossa cidade seja melhor, nosso estado seja melhor, e ao terminar de montar este quebra cabeças iremos visualizar e viver um pais melhor. Devem esta perguntando ou divagando a minha inocente utopia, mas é mais simples do que imaginamos. É só levantar a BANDEIRA DO AMOR, nas franteiras de nossos corações, que não mais viveremos estas situações....Se a violência fosse uma pessoa certamente estaria sendo entrevistada em todos os meios de comunicação e sendo alvo da atenção de milhões de pessoas. Nunca se falou tanta em violência e nunca se fez tão pouco para combater este mal tão nefasto e tão contundente como em nossos dias. Os meios de comunicação falam muito sobre ela, e todos os dias registram a sua atuação em todas as camadas sociais. Falar da violência é audiência garantida em todos os meios de comunicação. Este canto diuturno soa como uma balada mórbida e infernal aos ouvidos de uma população desprotegida, carente e só. A violência vive o seu apogeu neste novo século com direito ás primeiras cadeiras no teatro da vida. Ela vem falante e glamourosa, atraindo olhares e holofotes, desfilando na passarela com sua presença sempre marcante. A violência, rainha ou bruxa, está presente nas escolas sentada nas cadeiras, levando ao desespero professores, pais, alunos, diretores e funcionários. Ela se levanta e age em questão de segundos, colocando em polvorosa toda uma cidade e todo um país. É preciso evita-la, é preciso combate-la, é preciso, sobretudo, enfrenta-la! Não adianta dissimular, não adianta ignorar, e nem dizer (como dizem os políticos), que são fatos isolados e estão todos sob controle. Outrossim, não devemos supervalorizar esta "deusa dos tempos modernos", que hoje é manchete em todos os jornais e presença indispensável na maioria dos programas de televisão. A violência deve ser combatida sempre - de preferência sem muito comentário e sem alarde. Hoje, infelizmente, se faz exatamente o contrário. Certamente há mais pessoas interessadas em comentários e audiência do que propriamente em combater a violência. Daí todas esta importância que hoje se dá a este cancer social. Como conviver com toda esta bateria de informações, muitas vezes desencontradas? Noticias são plantadas para atender a interesses e prender a atenção do telespectador. Programas vespertinos como: Cidade Alerta e Brasil Urgente são especialistas em propagar a violência á caça de mais audiência. Os jornais televisivos também destacam e ampliam a violência através de seus muitos recursos. A violência é alardeada e entronizada por muitos com claro objetivo de impressionar e prender o telespectador e assim faturar alto em cima da desgraça alheia. Até quando a violência vai receber este tratamento e vai continuar posando soberana como se fosse algo natural e familiar? É preciso fechar o quanto antes a indústria da violência e lhe dar o tratamento que ela merece. Com a palavra, os nossos governantes e a sociedade em geral. Paz e bem

Feliz 2013 sem tirar DEUS de cena



Quando as universidades de Oxford, na Inglaterra, de Paris, na França e de Bologna, na Itália, foram fundadas no século 12, a teologia era tida como a rainha das sete ciências ali estudadas. A relevância de Deus foi perdendo terreno progressivamente. A começar com o advento do Iluminismo e seus expoentes, como Voltaire, Jean-Jacques Rousseau e Immanuel Kant, todos do século 18. Eles não chegaram a negar a existência de Deus, mas abraçaram o deísmo – “a crença num Deus que, como um grande relojoeiro, criou um universo mecânico, deu-lhe corda e depois o deixou entregue à própria sorte, permitindo que trabalhasse de acordo com as leis naturais sem jamais nele intervir” (Tim Dowley). Nessa chamada “Era da Razão”, os intelectuais europeus estabeleceram a razão como árbitro derradeiro de todos os assuntos, desbancando a Bíblia e a doutrina cristã. A fé se enfraquecia e a razão se fortalecia. Mais tarde, no século seguinte, William Gladstone, várias vezes primeiro ministro inglês, diria que essa perda da fé religiosa era “a mais indizível calamidade que poderia abater-se sobre um homem ou sobre a nação”. Eugene Peterson, autor da mais recente paráfrase da Bíblia, afirma categoricamente: “Se tirarmos Deus de cena, substituindo-o por nosso próprio autorretrato cruamente delineado, trocaremos a aspiração em ambição e acabaremos nos tornando arrogantes”. Ele diz ainda que “ser cristão significa aceitar Deus como nosso Criador e Redentor”, pois Deus “é a realidade central de toda a nossa existência”. A verdade é que, mais cedo ou mais tarde, tudo vai desmoronar ao redor de quem tira Deus de cena. E para sabermos bem o que é desmoronamento – queda dramática de algo construído –, basta que nos lembremos do desmoronamento da imponente estátua de Nabucodonosor. Ela foi derrubada, despedaçada e tornada pó – pó que o vento levou sem deixar nenhum sinal (Dn 2.31-35). Outro exemplo bem mais dramático é o desmoronamento dos dois edifícios mais altos do “World Trade Center”, em Nova York, ambos com 110 andares, que caíram em menos de 100 minutos, matando quase 3 mil pessoas (entre elas 658 funcionários de uma única empresa). Quando Deus é colocado fora de cena: • Perde-se o rumo e perguntas cruciais – quem sou? De onde vim? para onde vou? – ficam sem resposta. • A vida termina com a morte somatopsíquica e não se pode ter a menor esperança para o além-túmulo. • Jogam-se fora todas as esperanças cristãs até então acumuladas e guardadas, como a ressurreição dos mortos, a morte da morte, a extinção do pecado, o reino de justiça e paz pelo qual sempre ansiamos, a plenitude da glória de Deus e o advento de novos céus e nova terra. • Tudo aquilo que sempre teve valor e era tratado com respeito é desprezado: a Bíblia como a Palavra de Deus, o batismo, a Santa Ceia, o Natal, a Semana da Paixão, a confissão, o perdão de pecados. • Perde-se o paradigma de comportamento baseado no Decálogo e nas Escrituras, que prevê o relacionamento da criatura com o Criador, com a criatura e com a criação. Se neste 2013, que desponta com o nascer do sol do dia primeiro de janeiro, continuarmos a colocar Deus fora de cena, estaremos dando mais alguns passos em direção ao inevitável desmoronamento de tudo que nos cerca. Só então reconheceremos que tudo aquilo que inventamos para compensar a ausência de Deus era como cisternas tão furadas que pareciam verdadeiras peneiras (Jr. 2.13). Quem sabe, tomaremos a decisão de viver 2013 sem tirar Deus de cena! Nota: Artigo publicado na seção “Abertura” da revista Ultimato nº 340 (janeiro-fevereiro/2013) Paz e bem

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O Senhor estara sempre nos avaliando, seja justo em sua alto avaliação.


Permitam-me apresentar-lhes meu ponto de vista, crescemos na maioria em lares que nos ensinam os valores básicos da vida, ética, moral, como respeitar o próximo, não se apoderar de nada que é do outro, não agredir, não proferir palavrões enfim, a lista é longa. Mas vejam, nossos pais nos ensinaram alguns princípios de convivência social e até princípios bíblicos, assim como os educadores nas salas de aula, os líderes religiosos em seus sermões e até lideres governamentais tentam nos moldar através de leis, dentre elas a Constituição Federal. Alguns cumprem outros não, alguns cumprem por medo de serem castigados ou advertidos, ou condenados, mas não quer dizer que acham que é errado, ou pior ainda, não se sentem mal de fazê-lo. Creio que não adianta nada fazermos o que nos é ensinado como correto, e no íntimo não entendermos e concordarmos, e só não cometemos algo contrário aos ensinamentos por medo de punição. Muitos se arriscam, se não os presídios de nosso país não estariam tão exageradamente lotados. Mas me refiro também a outros tipos de presídios, em que mentes ficam encarceradas, tornando-se escravos de si mesmos. Tudo que é imposto causa certo desconforto, então na primeira chance que o individuo tiver em uma situação apropriada, ou seja, numa circunstância em que estará longe de alguém que possa repreendê-lo, ele quebra alguma regra, aceitando uma oferta irresistível, uma proposta lucrativa e promissora, porém indevida. Ele cede, pois seu suposto bom comportamento era só uma casca, fácil de ser rompida, como não tem convicções sólidas é atraído pela oferta que aparentemente o fará bem-sucedido e no oculto comete o ato, pois só o que o impedia de fazê-lo era de ser notado. É perigoso não nos avaliarmos às vezes, vejam Judas, sempre andou na linha, talvez fosse o mais equilibrado dos apóstolos de Cristo, mas num momento de fraqueza e oportunidade, optou pelo momento conveniente, e a traição que cometeu ocultamente, mais tarde tornou-se clara como o dia (Mt 26.14-16; 27.3-4). Por isso insisto em dizer, que temos que nos examinar, pois do que adianta agradar os homens e não a Deus? Podemos realizar algo ocultamente distante de quem poderia nos repreender aqui na terra, mas tenhamos em mente que “[...] nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se” (Mt 10.26). E afinal de contas é impossível ocultar-se dos olhos de Deus que estão em todo lugar contemplando os bons e os maus, nossos caminhos estão perante Ele (Pv 5.51; 15.3), absolutamente tudo está evidente para Ele, visíveis e invisíveis, então não sejamos sábios a nossos próprios olhos, mas temamos ao Senhor e assim nos apartamos do mal (Pv 3.7). Cada vez mais tenho convicção de que a base de qualquer relacionamento é a sinceridade, a verdade, o diálogo sempre, e em especial com o Senhor que nos fez e nos ama tanto. Deus não é indiferente a nós, creio que Ele quer que nos aproximemos Dele para estabelecer uma amizade verdadeira, sem medo, mas com temor, que é bem diferente, pois sentir temor é ter respeito, reverência, consideração e amor por alguém, e quando se ama procura-se agradar e não entristecer. Não vejam Deus como um ser irado e que só quer nos punir, não o distancie, mas aproximem-se, através de Jesus Cristo temos acesso ao trono da graça (Rm 5.1-2), vamos conhecê-lo mais, buscá-lo para que seja íntimo, creem que isto é possível? Entendo que nem nós nos conhecemos, Jeremias 17.9,10 nos diz que o coração nos engana “[...] mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” mais adiante vem à resposta de que o Senhor é o único que esquadrinha o coração, ou seja, Ele examina com atenção e detalhadamente, nos investigando e nos provando para dar a cada um conforme procedemos e conforme o fruto de nossas ações. Crendo Nele ou não, é somente Deus que nos conhece profundamente, de nada adianta cuidarmos somente do exterior, sendo cautelosos do lado de fora, cumprindo as regras na luz do dia pra não ser punido ou por medo de críticas, medo de ser repreendido ou de não ser aceito. O cuidado principal é aqui dentro, e Deus já sabe os segredos de nossos corações (Sl 44.21). É do coração que se originam as coisas más e nos contaminam, em Mateus 15.11,19 está escrito: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. Sejamos cautelosos com a origem de nossos pensamentos, Provérbios 16.30 alerta: “O que fecha os olhos para imaginar coisas ruins, ao cerrar os lábios pratica o mal”, sejamos persistentes buscando auxílio do alto, pois não vamos aguentar a carga sozinhos, foi pra isso que Jesus veio, para nos aliviar (Mt 11.28). Tenhamos a ousadia do Rei Davi que desabafou com o Deus Poderoso pedindo a Ele para que sondasse o seu íntimo para desta forma o guiar e direcionar pelo caminho eterno (Sl 139. 23,24). Paz e bem

Chegou, para me transformar.


Destemida e incansável a Graça tem forçado as grossas e cadeadas portas de meu coração. Como o noivo no poema de Salomão tem estendido sua mão pela fresta da porta insolente, forçando-a até os batentes fraquejarem, as correntes folgarem, e com as pontas dos dedos tocar em minha alma. O que tenho vislumbrado, causado por seu toque, é a beleza onde antes via somente feiura. Pela graça as flores dizem-me olá, meu servo. O vento sopra folhas secas que bailam frente aos meus olhos como se ritimidas por um canção inaudível, celestial. O sol faz-me verter suor como lágrimas de alguém que um dia as derramou, em outra época, quase em uma outra vida. O canto dos pássaros já deixa de ser efêmero, neles escuto a voz da Graça. Ouço-a nas gotas da chuva, no latido dos cães, no soar da fruta madura caindo de seu galho de encontro a terra. Na doce e mágica metamorfose do corpo da mulher que irradia a Graça de seu ventre para o mundo, o espaço, os céus... A Graça arranha meu coração e me põe um sorriso no rosto. Sorrio quando a brisa leva para longe gotas de água que antes umedeciam o lençol no varal, quando um desconhecido me cumprimenta, quando a música soa, o filme roda, o livro é lido. Tentei, admito com certa vergonha, fugir loucamente das mãos da Graça. Fechei-me em meu quarto e no escuro, no toque artificial do vento produzido pelo ventilador, ali ela estava, refrescando minha alma. Quando corri para longe e decidi não ouvir nada além da música em meus fones de ouvido ali estava ela na disposição quase militar de um gari em varrer, amontoar e encher sua pá com areia da sargeta, que poucos se importam, que eu não me importava, ali ela me disse olá. Fui para debaixo de uma árvore longe dos homens e uma folha verde sendo levada por uma valorosa formiga me olhou nos olhos e me disse olá, eu sou a Graça. Ergui uma pedra para enterrar-me e minhocas me acenaram dizendo bem dita seja a Graça. Corri até meus músculos clamarem por paz e nos espasmos que se seguiram pude ouvir como que em código Morse eles gritando-me oi, eu sou a Graça. Para onde olho, o que ouço, o que vejo e leio, ali ela está, a Graça abrindo espaço entre as portas do meu coração, arrombando as trancas da porta de minha alma até que em definitivo possamos ser formalmente apresentados. Sou bem dito em minha pobreza de espírito, pois sendo pobre sempre me faltará a riqueza interior da Graça que almejarei sempre mais. Feliz porque a Graça, profundidade da riqueza como disse um certo Paulo, sempre estará um passo além de mim. E seguirei eternamente em seu encalço, certo de que sua plenitude, para minha surpresa, quando enfim tomá-la por completo, estará, como sempre esteve, no colo de Deus. Paz e bem

Tire seu Cérebro do sofa, faça ele caminhar.



‘’O que busca, encontra’’ diz o versículo. E como não encontrar se isto é uma condição natural do cérebro humano? Preencher os espaços vazios para nos dar ‘’claridade’’ nos momentos de dúvida ou incertezas diante do desconhecido. 

Mas ao buscar, realmente encontramos o que buscamos? Porque de acordo com alguns estudos científicos, nosso cérebro nos mostrará o que queremos ver, já que sempre partirá de um modelo limitado por nossa percepção, ou seja, sobre uma expectativa particular. Assim, em vez de buscar um mundo de possibilidades, busque o que quer, mas consciente disso.

Na verdade, nos acostumamos a esse exercicios de buscar e encotrar. Penso que está aí a decadência de nosso sistema educativo. Vamos à escola para sermos preenchidos de informações, como sacos vázios, que necessitam serem preenchidos e assim, nossa capacidade de maravilharmos e, ou surpreender falece. Literalmente nos matam a vontade de saber, pois se cria um exercício monótono e chato e esse exercicios nos segue por toda a vida.

Esse exercicio de buscar para encontrar em diversas situaçoes hoje em dia, necessita de um giro de 180º, necessista de um novo enfoque: ‘’deixar de buscar para encontrar e começar a buscar para descobrir’’

Encontrar não é o mesmo que descobri. Etimologicamente, encontrar significa ‘’ ir, sair ao encontro’’ e efetivamente isso não é o que fazemos, vamos em busca de algo que já sabemos, pelo menos, conscientemente. Por outra parte, descobrir, etimologicamente quer dizer ‘’ descobrir algo que estava oculto’’. Diante dessa perspectiva,vamos em busca de algo que não conhecemos e isso abre uma infinidade de possibilidades.

Como vê, existe uma grande diferença entre buscar para encontrar, que buscar para descobrir. Nesse enfoque de sua busca é onde mora o resultado. Por exemplo, se você está buscando ‘’encontrar’’ paz, harmonia e felicidade em sua vida, quano os encontra, verá que esses sentimentos são efêmeros e continuará buscando, se tornará um eterno ‘’buscador’’ encontrando-os e se dando conta que sempre está faltando algo a mais. Mas se ‘’descobre a paz, a harmonia e a felicidade essa busca acaba.

A grande maioria das coisas que conhecemos hoje em dia foram descobertas e não encontradas, caso duvide, pergunte a Cristovão Colombo (aquele que ‘’descobriu’’ a América…)

Abramos pois a nossa mente a novas possibilidades, a novas informações, sejamos flexiveis e aceitemos que ainda que não saibamos ou não creamos em algo, isto não quer dizer que algo não exista ou não pode ser possivel. O que busca para encontrar busca no lado de fora, o que busca para descobrir busca do lado de dentro, busca com sua alma. Então, não te limites a encontrar, melhor, abra-se para descobrir, porque assim, reforçará sua essência criadora. Se descobrir que ‘’a mundança é você’’ descobrirá que a vida esta plena de infinitas possibilidades.       Paz e bem

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ser ou não ser Santo ?



Todos nós enfrentamos nossas crises. Todo ser humano passa por crises. Na verdade, a crise nos traz diversas experiências e nos dá a oportunidade de sermos pessoas melhores.

Mas o que é "crise"? podemos definir crise como uma situação de conflito, anormal ou grave. Se crise é definida como uma situação de conflito, podemos também dizer que é a luta interior do homem entre aquilo que ele acha e aquilo que de fato é. Partindo desse princípio, e pautada nas minhas experiências e observações (o que pode ser verdadeiro apenas sob o meu ponto de vista), entendo que uma das crises mais comuns entre os cristãos de hoje, é manter a santidade. A santidade, não é um simples fato de "querer ser santo", o homem não acorda e decide:"hoje vou manter a santidade, ou melhor, hoje vou ser santo, não vou pecar, não vou errar, não vou fazer aquilo que os meus princípios, ou que a palavra diga para não fazer". Ele não consegue isso apenas pautado em uma decisão. A santidade implica em muitos fatores, entre eles, a submissão, a oração e a dedicação a Deus. e como os valores e conceitos mundanos andam na contramão dos conceitos e valores bíblicos, há sempre um choque, uma colisão; e toda colisão gera danos.

Há uma dificuldade, desde a liderança até ao membro comum em conseguir administrar a sua vida espiritual mediante às pressões impostas pela sociedade, pelos seus próximos, pelos seus próprios irmãos ou ovelhas, e principalmente, pelo seu próprio eu. O pluralismo e o relativismo entram como um "aval" para o erro, ou como uma resposta satisfatória que o habilite a agir segundo a sua própria vontade.

Acredito que esta seja uma das maiores dificuldades e geradoras de conflito: "O bem que desejo fazer não faço, o mal que não quero fazer, faço". Vejo que muitos encerram o assunto por aqui, e entram em crise, principalmente porque esquecem: "posso todas as coisas naquele que me fortalece". É a resposta de Deus nos dando a certeza de que somos habilitados a passar por crises e vencê-las, sem corromper nossos princípios.

O apóstolo Paulo diz: "porque no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?" Sabemos que somos pecadores e que a nossa carne guerreia o tempo inteiro com o nosso espírito, e por isso, devemos buscar a santidade, não como uma decisão (porque se fracassamos na nossa decisão, desfalecemos), mas como consequência de uma ação: a confiança em Jesus que nos santifica e a busca pela comunhão com Ele, ou seja, estar em comum acordo com Ele.
O apóstolo Paulo fecha dizendo: "Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.

Nesse conflito entre a carne e o espírito, muitos cedem a carne, porque não conseguem resistir as pressões do mundo, que relativizam e autenticam tudo. Mas sabemos que em Jesus Cristo encontramos força, conforto, consolo e abrigo para mortificarmos a cada dia o nosso eu. Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!



Paz e bem

E Jesus ?



Um irmão de nossa igreja, ao visitar um shopping próximo, deparou-se com uma bela decoração natalina. Cores, luzes, brilhos, tudo de muito bom gosto, mas percebeu que faltava algo. A principal referência da festa fora esquecida. Nenhuma menção ao Aniversariante. Segundo ele, “a omissão – injustificada - de qualquer imagem relativa ao nascimento de Jesus passa a impressão de que isso não é mais importante, e temos simplesmente mais uma data para comprar e dar presentes”.

Há alguns anos atrás, na cidade de Spokane, em Washington (EUA), em uma circular às famílias dos alunos do ensino fundamental de uma escola pública, a lista de datas mais importantes do ano não incluiu o Natal. “Foi absolutamente um erro de omissão. Na nossa tentativa de não discriminar, esquecemos do óbvio”, declarou o porta-voz da escola.

Tenho reparado que o verdadeiro e único sentido do Natal está sendo gradativamente esquecido e substituído. No lugar de Jesus entra Papai Noel; no lugar do Essencial entra o supérfluo; no lugar do Real e Verdadeiro entra a fantasia; no lugar da mais autêntica alegria entra o álcool e a falsa sensação de prazer; no lugar da doação e do repartir entra o consumismo desenfreado e desregrado; no lugar do amor e da fraternidade entra o egoísmo; no lugar da simplicidade entra o luxo, a vaidade e a ostentação. Sabemos que Cristo veio sem presunção alguma, que nasceu em um lar pobre e sem direito a uma casa decente. Se Jesus nascesse nos dias de hoje, provavelmente sua família seria beneficiada dos tantos auxílios previstos pelo Governo. Se fosse um líder cristão, como tantos que há na mídia, não seria visto nem sequer ouvido. 

Nessa estúpida inversão de valores, as diferenças reprimidas entre as pessoas vêm à tona e os desentendimentos ocorrem, daí aqueles que tem pouco ou nada tem, se acham incapazes de desfrutar da celebração na sua essência e plenitude. Vidas se desgastam, frustrações acontecem e sonhos são desperdiçados.

Creio ser ainda possível recuperarmos o significado desta comemoração tão importante. Neste Natal, não se esqueça de Jesus e deixe-O entrar em seu coração e em seu lar, para fazer neles morada permanente. Neste Natal, compartilhe Jesus, o Salvador, o Cristo, o Senhor. Neste Natal, convide Jesus para sentar à cabeceira da sua mesa e celebre com Ele, a principal razão e o dono da festa.

Paz e bem

O fim de qual mundo ?



Dizem que no próximo dia 21 de dezembro o mundo vai acabar. Esta coluna poderá ser a última escrita por mim! Mas será mesmo isto que acontecerá? Há daqueles que estão “preparados para o fim” até armazenando alimentos e construindo “bunkers” subterrâneos. A exploração na mídia e no cinema aponta para uma expectativa apocalíptica em torno da catástrofe iminente, embora pouco valorizada pela maioria.
 
A possível base para esta datação está no calendário maia que, pretensamente, aponta o ano de 2012 como o fim. No entanto, não há nada mais enganoso! Os maias nunca falaram em “fim do mundo”, mas sobre a conclusão de uma era ou o final de um ciclo, a partir de sua concepção cíclica do tempo, onde os acontecimentos voltam a se repetir. Os maias contavam o tempo de existência do mundo a partir do ano 3114 a. C. no calendário cristão, sendo que um ciclo total se encerraria 5126 anos depois da era inicial. A diferença dá exatamente 2012! O fato é que os maias não falaram nada do que viria depois, isto porque já o sabiam: tudo se repetiria.
 
Eles foram uma civilização extraordinária, misteriosa e complexa que encanta quem a estuda e conhece. Viveram nas regiões da América Central e Caribe, na península do Yucatán no México, em regiões da Guatemala, Belize, Honduras e El Salvador. Desenvolveram a civilização entre 2000 a. C. e 1519 d. C. (data da chegada dos espanhóis na América), possuem cerca de 3.500 anos de história!
 
No século VIII d. C. deu-se o apogeu da sua civilização com a construção de cidades-estado independentes, algumas com cerca de 100 mil habitantes, maiores que as europeias e talvez as maiores do mundo na época. Criaram sistemas urbanos de transportes, redes hidráulicas de captação da água da chuva, a prática de esportes, noções de higiene pública, a ciência da matemática e a escrita sofisticada. Era uma sociedade hierarquizada e dividida em camadas sociais voltadas para funções específicas como a administração pública, a produção e a distribuição de alimentos, a arte e a religião.
 
Junto com a escrita, os maias elaboraram um calendário completo a partir da observação dos astros que determinava a totalidade da vida social. Dois calendários interligados, o Lunar (de 260 dias) e o Cívico (de 18 meses de 20 dias, ou 360 dias), formavam a “Roda Calendárica”. Todas as atividades sociais, políticas, agrárias e religiosas eram definidas por este sistema de datação. O cotidiano e os acontecimentos estavam todos dentro de um possível equilíbrio cósmico a ser alcançado por meio dos sacrifícios às divindades.
 
A história registra, no entanto, o “fim do mundo” maia que se deu com a chegada dos espanhóis, num momento coincidente com a sua decadência civilizacional no séc. XVI. Profecias falavam da chegada de invasores que os dominariam, e, de fato, os espanhóis engendraram um domínio desumano, tal como aconteceu com as nações indígenas brasileiras com a invasão portuguesa. No entanto, os restos e os vestígios materiais, bem como os descendentes destes povos ainda vivem, resistindo há séculos ao processo de aculturação.
 
Existiram mundos que acabaram, mas que não deveriam acabar, enquanto outros não acabaram, mas deveriam. Assim é a história humana na sua ambiguidade e na sua contradição descritas no Apocalipse. Por um lado, a “Babilônia” com seu sistema iníquo e decaído, por outro, a “nova Jerusalém” com sua utopia de justiça e de amor. A narrativa de João afirma a hegemonia da primeira cidade (ordem) na maior parte do tempo, mas a resistência da segunda irromperá sem data previamente marcada, pois nem o Filho, que é o seu Senhor e Rei, sabe.
 
Agostinho se enganou ao tentar conciliar duas cidades, a divina e a humana: a ordem divina absorvendo a ordem humana ou uma ordem humana se impondo misticamente como divina. Tal foi o projeto da igreja romana medieval/moderna que legitimou o genocídio dos maias pelos espanhóis.
 
Aguardamos novos céus e nova terra. Maranata!
 
Fonte:
NAVARRO, Alexandre Guida. “A civilização maia: contextualização historiográfica e arqueológica”. In: Revista HISTÓRIA, São Paulo, 27 (1): 2008.
 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Que valor temos para o nosso DEUS. ?


Como é possível avaliar o ser humano? Pelo “berço” em que nasceu? Pela cor de sua pele? Pelo nome de sua família? Pela instrução intelectual que recebeu? Como? Sim, é verdade que antes de pronunciar o nome de alguém que tenha algum título acadêmico ou oficial, é anunciado antes: o presidente, a ministra, o bispo, o médico, o advogado, a doutora, o psiquiatra, a terapeuta, entre outros. Por mera convenção e formalismo assim o fazem. E de fato, merecem esses títulos, pois dedicaram-se, esforçaram-se, aplicaram recursos humanos e materiais e abriram mão de certas coisas pra possuírem este título. E parabéns por isso! Porém, jamais o indivíduo que detém algum título pode subjugar o próximo, intitulando-se mais valioso. Jamais pode ser esquecido a origem das coisas, e de que por mais diferentes que possamos ser em certos aspectos, nós somos iguais. A constituição de 1988, art. 5º menciona que: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]. Entendo, que não seria necessário saber que ‘somos iguais’ somente por que a constituição brasileira afirmou. Mas devemos ter a convicção, de que independente das circunstâncias em que fomos concebidos, somos de igual valor. Um dia todos nós haveremos de prestar contas de nossos feitos nesta terra (RM 14.10). Jamais devemos nos esquecer que antes da nomenclatura acadêmica ou oficial dada a nós, somos criaturas originadas das Mãos de Deus, formadas e construídas com a sua Essência (SL 139). Nós somos a Shekinah, quer dizer que somos a casa, a morada, o templo, a habitação do Altíssimo, Shekinah, significa presença permanente de Deus. “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito santo, que habita em vós, [...]” (1CO 6.19). Não somos constituídos apenas desta estrutura, chamada corpo, mas somos seres espirituais como afirmou o apóstolo Paulo, “E o Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 TS 5.23). Percebe-se nesta sociedade que valoriza-se tantos títulos e posições que o “grande” subjuga o “pequeno”, muitas vezes o “doutor fulano de tal” não olha ou dirige a palavra a pessoa que está abaixo (na hierarquia) dele, pois considera-o insignificante e indigno de atenção. Parece exagero não é? Mas quem estiver lendo esta simples reflexão há de concordar comigo, pois é assim que as coisas funcionam. Claro que existem exceções, mas não são muitas. A bíblia diz que o rico e o pobre foram feitos pelo Senhor (PV 22.2) e que a riqueza granjeia muitos amigos (PV 19.4). Abaixei minha cabeça muitas vezes, e em algumas delas, não tinha coragem nem de olhar nos olhos de alguém “superior” a mim. Nós crescemos aprendendo qual é o nosso “lugar”, e isso fica fixado em nossa mente, até ao ponto de realmente acreditarmos que as coisas são assim. Em uma pregação escutei a frase impactante de que nós até podemos “estar”, mas não “somos”, entenderam? Podemos estar acorrentados e até sem aparente força como Sansão (JZ 16.28), podemos estar machucados e encerrados em uma prisão, como Paulo e Silas (AT 16.23,25-26), mas nós não somos prisioneiros. Nós somos livres, mesmo que queiram nos subjugar, e nos coloquem em uma posição desconfortável, é possível suportar certas afrontas desde que tenhamos em mente que temos um valor inestimável (1CO 2.16), independente do que possam afirmar sobre nós. A nossa esperança, a nossa expectativa supera as adversidades desta vida passageira (SL 90.9-12). Hoje podemos estar no anonimato, imperceptíveis, mais não importa, pois o Deus Poderoso já tem nos sondado desde o início de nossa existência, e se o homem mais poderoso do mundo não sabe quem somos, o GRANDE EU SOU (Êx 3.14), nos chama pelo nome e diz: "[...] Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu” (IS 43.1). Ele nos conhece antes que fôssemos formados no ventre de nossa mãe (JR 1.5). Não fiquemos mais cabisbaixos perante os homens, o valor de um homem não pode ser medido pelos títulos, bens, tradições, nome, mas o valor está no seu caráter e no que decidimos em nossos corações, que é de servir a Deus sem hipocrisia ou conveniência. Desprendidos de religiosidades, mas sinceros, apaixonados por Deus e dispostos a sacrifícios pra servi-lo em primeiro lugar. Certamente não expressei nesta reflexão tudo aquilo que é necessário, mas você leitor, tem a liberdade de prosseguir este pensamento, não duvide, assim como o Poderoso Deus fez o convite ao profeta Jeremias, Ele também nos convida a clamá-lo, pois nos responderá e anunciará coisas grandes e firmes, que não sabemos (JR 33.3). Você pode se surpreender com seu dom..... Paz e bem.

Ser SERVO em qualquer lugar.


''O amor apregoado nos evangelhos se constitui na revelação de Deus aos homens, ou seja, em Cristo Jesus, e, por tal modo, deve, então, levar a igreja, eu, você e nós a decidir pela dependência as boas - novas, diga - se de passagem, não como sinônimo de fraqueza, mas sim de submersão ao chamado do discipulado, da confissão e do servir, por onde a Graça não se encontra nos púlpitos;ou seja, na comunhão espiritual movida pela oração, pela adoração e pelo compartilhar.'' Ao ler os profetas elencados na bíblia, pude me deparar com a estirpe de Isaías, a contundência de Jeremias, a inspiração de Ezequiel e outros. Agora, um profeta menor me açula e me lança a ser uma voz, ou, ao menos, tento, afiada, regido por um inconformismo, diante das marcas de hipocrisia, de injustiça e iniquidade. Cumpre salientar, esse profeta, ao oposto dos descritos, não trilhou por uma escola de profetas, aparentemente não teve um mentor espiritual e, expressamente, surgiu da realidade crua e nua da sobrevivência, das contingências, da labuta do raiar ao pôr do sol. Vale dizer, sem pompas, sem retóricas persuasivas, sem argumentações e elucubrações a léguas de distância da linguagem do dia - a - dia de um povo esquecido por seus líderes, de uma liderança confluída nas benesses de uma vida afortunada e a custa de um sistema de imputação de cobranças abusivas e desumanas. Lamentavelmente, eis o cenário do profeta Amós, dotado, arrisco dizer, de uma pontuação alfinetada, de um enfoque enfático e sem rodeios, sem meio termo, sem complacência, sem média, sem a intenção de lograr divisas. Deveras, Amós, um boiadeiro se apresenta perante uma elite de políticos, de doutores, de mestres e de vertentes dominantes a efeito de apresentar o diagnóstico de um culto espúrio, ignominioso, abjetável e infame a Deus; de uma leitura da Torá, para boi dormir; de um soterrar do Deus que sempre exigiu e exige do seu povo - ''a justiça, o respeito aos povos estrangeiros, o amparo e aparto aos orfãos, as viúvas e aos marginalizados''. Tetricamente, nada disso podia ser notado, na época desse Profeta andarilho, um eco itinerante pelas ruas de Jerusalém e Judá, ao qual provocava calafrios no Reio Jeroboão. Nada escapava de uma abordagem na ponta da lingua. As festas suntuosas! As pretensas conquistas! As oferendas imbuídas de insensatez! Não para por aqui, Amós pode ser visto como o profeta sem indumentárias, sem títulos, sem recomendações, sem papa na língua, sem dever nada a ninguém, sem estar conluiado com interesses escusos e mesquinhos para assumir o poder. Nota - se também, Amós esperta o pressagio do Deus da cidadania, do dever de cada um de nós pela vida, pelo próximo e por uma espiritualidade que nos torna livres para decidir e de maneira responsável. Para não perder a praxe das articulações dos seus contestadores, Amós recebeu a indagação de não ser merecedor de respectivo cargo; entretanto, não havia nele o escopo de conseguir uma pasta no sinédrio, um ministério no reinado, um suborno para fazer seu pé de meia. Sinceramente, Amós espelha as confissões de um servo fora do templo. Aqui falo do templo de discussões e retóricas sem o pulsar das aflições do homem da rua, sem a atenção para os hostilizados e oprimidos, sem a inclinação para os sedentos de paz, de justiça e de alegria. De certa forma, Amós serpenteia as maracutaias dos caudilhos ditatoriais de uma eleite espiritual indiferente aos coxos nas escadarias, as mulheres apedrejadas (enquanto o parceiro adúltero saia ileso e numa boa), aos semelhantes coisificados (tratados como moedas de troca) e por ai vai. Nitida e notoriamente, Amós, caso estivesse, em nosso contexto sociopolítico, com suas conjunturas, a princípio, poderia ser visto como marxista, um pós - liberal, um humanista convicto, um apologista em prol de uma teocracia como unissona alternativa de salva a humanidade. Acredito, piamente, em direção oposta, Amós seria visto como uma pedra no caminho, principalmente para uma igreja subdividida em miríades de ideologias e desvencilhada de ser a porta - voz do amor ao próximo. O interessante ao analisar a trajetória de Amós, perpassa por conceber não um emaranhado de proposituras, mas um alerta, sem dó nem piedade, e isento de paranóias apocalipticas. Tão somente, narra os meandros da vida como ela é e como os denominados filhos e filhas de Deus devem se portar. Enfim, confissões de um servo fora do templo objetiva revelar aos homens a condição de enfrentar as agruras da vida, com transparência e honestidade, até para recomeçar! Paz e bem

Jonas: desvios perigosos da missão.


O registro do livro de Jonas retrata um contraste entre duas percepções diferentes sobre a missão urbana. O conflito entre as cidades de Jerusalém e Nínive, capital da Assíria com seu forte e perverso exército, mostrava um forte antagonismo, fato suficiente para produzir em Israel a rejeição de qualquer proposta de enviar missionários, produtores de paz e restauração para a cidade de Nínive. O caso de Jonas revela a realidade do dilema interno do profeta que produz uma fortíssima tentação para se desviar da missão. O Deus Eterno decidiu enviar seu profeta missionário para pregar o arrependimento justamente na principal cidade do povo inimigo. Seria essa uma “missão aceitável”? Não haveria uma “alternativa melhor”? Não seria tal proposta missionária uma “perda de tempo e esforços”? Analisar o caso Jonas sob este prisma nos faz perceber que de um lado está a teologia urbana do profeta e do outro, a ação de Deus que lhe comissionou para a missão. A empreitada missionária de Jonas tinha como alvo a população da grande Nínive, cidade que estava situada na região superior da Mesopotâmia, tendo sido edificada por Nimrod, um poderoso caçador e fundador de cidades (Gn 10.11). Posteriormente, Nínive veio a se tornar a cidade capital da Assíria e se tornou conhecida pela sua perversidade, tendo como sua principal divindade Ishtar, a deusa da guerra e do amor. Nínive era um centro urbano produtor de brutalidades e torturas militares, um centro de exploração do trabalho escravo e muitas imoralidades. Ela é mencionada pelo profeta Naum como “a cidade sanguinária” (Na 3.1). Suas obras artísticas eram repletas de sensualidade e a sua idolatria era abundante. A maldade de Nínive provocou a ira de Deus (Jn 1.2) e o aviso do seu julgamento fora divinamente decretado. Deus, assim, soberanamente convocou e ordenou a ida do profeta Jonas para pregar e advertir a cidade do julgamento que estava por vir sobre a cidade. A ação divina de enviar um pregador a uma cidade gentia aponta para uma ação missionária centrífuga, ação que sai do centro para os extremos, nos moldes da missão igreja revelada no livro de Atos (At 1.8). Por esta razão, a missão de Jonas se torna um ensino explícito de que Israel, também, possuía responsabilidade proclamadora de ir ao encontro dos outros povos, em contraposição à ação centrípeta, ação que se orienta das extremidades para o centro. Esta ação apontava para Israel como o “showroom” do Reino, povo que deveria ser luz para as nações, missão enfaticamente registrada na maioria dos escritos do AT. Ao ressaltar este fato, Verkuys destaca que a tradução do livro de Jonas na Septuaginta utiliza o verbo “poreuomai” (Jn 1.2-3 e 3.2-3), o mesmo verbo que é utilizado no texto da grande comissão de Mateus 28 para indicar a ordem de ir, sair para anunciar. O desvio missionário se instalou quando Jonas decidiu não compactuar com o “projeto Nínive”, nem muito menos desejou obedecer a missão projetada por Deus para salvar aquela cidade. Na verdade Jonas procura mostrar uma aparência de concordância com a ordem missionária (Jn 1.3), entretanto comprou uma passagem para Társis, uma espécie de paraíso turístico da época. O relato da história do profeta é um registro do mandato divino para uma missão urbana, missão que, no enfoque particular do texto, se caracterizou por uma ação denunciadora da violência e injustiças, acompanhada de uma chamada ao arrependimento. Lançando mão das cenas missiológicas nas quais Verkuys divide o livro de Jonas, escolhemos quatro que se apresentam importantes para a construção de uma missiologia urbana. Cena 1: Jonas recebe novamente a missão Jonas deveria proclamar na cidade de Nínive que o Senhor é Deus misericordioso, é Deus de salvação, mas que rejeita e pune a violência e a perversidade do pecado. Arrependimento era a condição indispensável, sem a qual Deus destruiria a cidade. Note bem, a mensagem que Jonas tinha recebido possuía duas partes. A primeira consistia na ordem de avisar à cidade que Deus haveria de trazer sobre ela um terrível julgamento. Porém, havia uma segunda parte da mensagem. Era nessa parte que Jonas deveria expor um pouco mais de teologia, mostrando o caráter misericordioso de Deus em perdoar quem se arrepende. Jonas deveria proclamar uma mensagem de livramento caso houvesse arrependimento, pois Deus é Deus perdoador e bondoso que não despreza o coração quebrantado e sincero (Sl 51), e isto o profeta conhecia muito bem. Hermeneuticamente podemos utilizar a pessoa de Jonas como uma figura da igreja que tem sido enviada às cidades perversas e violentas e que, à semelhança do profeta, tem frequentemente apresentado razões pessoais para uma “missão alternativa”, desvios perigosos da ordem recebida de Deus. Quando a igreja toma “navios para Társis”, é pintado um quadro embaçado de evangelho, porém apenas por algum tempo, pois o plano missionário na cidade onde Deus tem dado um ministério a igreja, nunca será frustrado. Com isto, um importante aspecto da missão urbana pode ser identificado: os membros da igreja possuem a responsabilidade de proclamar o duplo caráter da mensagem de salvação – um aviso de julgamento e uma chamada ao arrependimento. Esta tarefa foi confiada a todos, pois ser igreja é ser profeta missionário. Merece destaque o fato de que Jonas possuía todos os recursos para ir diretamente à cidade de Nínive forma tranquila e até confortável. Dizemos isto pois ele teve como comprar sua ida para Társis. Comparando o contexto do segundo chamado e o primeiro há uma diferença imensa. O desvio abraçado por Jonas lhe custou grande sofrimento e até angústia de morte. O fato que depois de três dias de jejum e oração no mais indesejável dos lugares, o ventre escuro de um grande peixe, o profeta ouve novamente as mesmíssimas palavras vocacionais (Jn 3.1-2). A diferença agora é que Jonas não fingiu obedecer (Jn 3.3). Fica aqui o alerta contra a tentação de abraçarmos os perigosos desvios da missão que o Senhor nos ordena fazer e assim evitarmos grandes danos, dores e angústias. Obedecer a Deus logo de início é a melhor e mais sábia opção. Cena 2: a cidade responde ao apelo O fato de Jonas ter rejeitado ir a Nínive, apenas retratou o pensamento do povo de Israel que não via com bons olhos qualquer ação missionária de Deus que não se restringisse apenas aos seus limites nacionais, postura que praticada hoje reflete a ação exclusivista da Teologia de Gueto. Jonas sendo judeu, não podia se conformar que existissem razões plausíveis que pudessem justificar um profeta de Israel ir pregar em cidades gentias e inimigas, a não ser que fossem mensagens de denúncia e posterior destruição (Jn 3.5). O fato, porém, é que Deus o mandara a uma cidade idólatra para anunciar juízo, mas também para proclamar arrependimento e perdão. Apesar do profeta ter omitido a condição do arrependimento em sua pregação, a reação dos moradores da cidade produziu uma ação positiva em direção a Deus, atitude que nunca ocorreu em qualquer cidade do reino do norte – Israel, durante todo o tempo de sua existência. Ao se arrepender, o cruel rei ninivita cobriu-se de cinzas e vestiu-se de saco em símbolo de humildade e se tornou um modelo oposto de todos os dezenove reis idólatras de Israel, acerca dos quais as Escrituras dizem repetidas vezes “… e fez o que era mau perante o Senhor”. Nínive, a cidade perversa, imoral e idólatra se arrependeu. Seus governantes se arrependeram, suas estruturas de opressão e violência se renderam, um Shalom (ambiente de paz) antecipado se instalou. Deus demonstrou que a restauração de Nínive era resultado de uma missão sua, do seu senhorio e amor pelas cidades. Nas palavras de Gleason Archer Jr., “não teria havido muita razão de ser, a insistência de Deus que Jonas fosse a Nínive, se ele mesmo não estivesse disposto a tornar eficaz a pregação do profeta.” Este é um ponto doutrinário da fé e da teologia que não deve cair no esquecimento: a “chamada eficaz”. Esta doutrina nos ensina que a conversão apenas se dará através da chamada irresistível do Espírito Santo ao pecador que está morto em seus delitos e pecados. É o próprio Deus que ordena o missionário anunciar e é o Espírito Santo quem capacita o pecador a ouvir e crer na Palavra da salvação. A ação do profeta Jonas entrou em conflito com a ordem missionária divina. O quadro tomou as seguintes cores contrastantes: a) Deus ordena a pregação: trata-se da responsabilidade de pregar, ação que deve ser simplesmente obedecida pois é através da pregação do evangelho que Deus chama eficaz e soberanamente o pecador à salvação através do arrependimento. b) Interesses nacionalistas pessoais de Jonas: o conteúdo do anúncio divino foi recortado pelo profeta e a parte acerca do arrependimento foi omitida. Todavia, o que Deus planejou realizar na cidade aconteceu. A falha de Jonas não pode ser utilizada como pretexto para se fazer missão de qualquer forma, assumindo-se que Deus fará a sua obra de um jeito ou de outro. O povo de Deus precisa sempre agir como povo que busca a excelência no servir, povo servo-cruzador-de-fronteiras com uma mensagem de salvação em obediência a Deus “o qual deseja que todos os homens sejam salvos” (1 Tm 2.5). Povo que obedece ao Deus que convence o mundo do pecado da justiça e do juízo (Jo 16.8). Além disto, tão verdade quanto a doutrina da “chamada eficaz “ é a doutrina da “responsabilidade humana”. Jonas decidiu desobedecer e tal decisão o fez sofreu e fazer os outros sofrerem as angústias do quase naufrágio. Ele foi o responsável por todas as perdas materiais do navio e sofreu outras danosas consequências por ter desobedecido a Deus. Destaco também como resposta responsável a ação do povo ninivita que ao ouvir o juízo de Deus arrependeu-se em busca da misericórdia divina. Reconhecendo que a conversão é uma ação exclusiva e soberana de Deus, de imediato se deduz que a ação restauradora que uma igreja venha a produzir nas pessoas de uma cidade não é o pronto resultado de métodos ou ações que os seus membros venha utilizar. Jonas, não pode ser considerado um pregador que anunciou “todos os desígnios de Deus”. Sua mensagem foi truncada e “enlatada” para os seus ouvintes. O teólogo Antonny Hoekema resume muito bem a questão entre pregação e conversão. Ele denomina a pregação do evangelho de “Convite do Evangelho”. Afirma que o anúncio da mensagem e convite das boas novas deve ser feito por todos os crentes a todas as pessoas, e este convite não deve ser confundido com a doutrina da “chamada eficaz” que produz a conversão realizada pelo Espírito Santo. Por: Sérgio Lyra.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O mistério Litúrgico do Tempo de Natal


No tempo de Natal celebramos o nascimento e a manifestação de Jesus Cristo, luz do mundo, que vem para iluminar as nossas trevas. Na solenidade do Natal o nascimento do Filho de Deus no meio de nós,”na humildade da natureza humana”e na pobreza da gruta de Belém, nos traz o dom de uma vida nova e divina. A liturgia do domingo depois do Natal nos lembra que o amor com que Deus Pai amou o mundo- até mandar seu próprio Filho para salvá-lo – manifesta-se e se reflete no amor que deve reinar em toda família cristã. A oitava do Natal celebra Maria, Mãe de Deus, e ao mesmo tempo glorifica o nome de Jesus; neste nome, que quer dizer “Deus salva”, se resume todo o significado do mistério da Encarnação. No segundo domingo depois do Natal, tomamos consciência do sentido pleno do mistério da Encarnação: o nascimento do Filho de Deus,que vem viver a condição humana, inaugura o nascimento de todos os homens para a vida de “filhos de Deus” ; esta é a vida que Jesus nos deu no seu Natal. Na solenidade da Epifania a luz de Cristo brilha e se manifesta aos olhos de todos. Os magos, que seguem o “sinal”da estrela, representam a humanidade inteira, chamada a reunir-se em torno de Jesus na fé. O domingo depois da Epifania celebra particularmente o Batismo de Jesus: a voz do Pai e a força do Espírito Santo, que descem do céu, o investem oficialmente de sua missão de Salvador, analogamente, cada um de nós, no batismo,se torna participante da mesma missão. Celebrar a eucaristia neste período de Natal, significa entrar em um novo estilo de vida: a vida dos filhos de Deus e participar sacramentalmente do”admirável comércio” que se realizou na pessoa de Cristo entre a natureza divina e a humana. A assembléia eucarística é sinal da unidade de todos os homens na única fé em Cristo Jesus e na vida nova que dele recebem. Padre Gian Luigi Morgano

Natal, a festa que suscita esperança


Os meios de comunicação social divulgaram recentemente que “a origem do Universo está muito perto de ser desvendada”. Cientistas da Organização Europeia para Pesquisas Nucleares (Cern) anunciaram a descoberta dos primeiros sinais da existência do bóson de Higgs, apelidado de “partícula de Deus”, por, teoricamente, conferir massa a todas as demais. Depois de tanto tempo, Deus será aposentado? E nós nos preparamos mais uma vez para o Natal! Continuamos a dizer que este é o ano de dois mil e onze, data marcada pelo nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Provavelmente, os cientistas que apelidaram as possíveis e legítimas pesquisas de “partículas de Deus” também vão se encontrar em torno de uma mesa para uma ceia de Natal, ainda que muitos se declarem ateus! Outras notícias dão conta de possíveis planetas com condições de vida semelhantes às do planeta Terra. E se houver habitantes vivos e mesmo inteligentes ou racionais em outras partes do universo? O que sabemos por revelação de Deus, na história da salvação, com a magnífica expectativa, cultivada nos séculos pelo povo da antiga aliança, ficará comprometido? Deixará Jesus Cristo de ser o Salvador? A fé cristã não se opõe ao trabalho científico nem se abala diante de suas descobertas. Obviamente não chamará nenhuma delas de partículas de Deus ou de deuses eventuais extraterrestres. Continuaremos sabendo, por revelação do próprio Deus, que Ele é Deus Todo-poderoso e que Sua ação se encontra na mais ínfima ou na mais alta de todas as forças da natureza! Mais ainda: tendo-nos criado por amor, enviou Seu Filho unigênito, que veio entre nós, nascido de uma mulher. Veio entre os pobres e simples, assumiu nossa vida, morreu e ressuscitou – bendita fé que suscita esperança! – prometeu e enviou o Espírito Santo e um dia há de voltar em Sua glória. O Eterno veio habitar entre nós! A lição do presépio de Belém continuará atraindo e provocando a liberdade humana a se inclinar diante do mistério, que não quer se impor por provas científicas, mas se oferece amorosamente, para que a humanidade encontre seu sentido de vida. Ele continuará percorrendo nossas estradas, simplesmente amor, do tamanho da eternidade! Uma das orações que a Igreja põe em nossos lábios no Natal dá conta de que Deus criou admiravelmente o ser humano e mais admiravelmente restabeleceu a sua dignidade. A Ele pedimos participar da divindade de Seu Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade. Na mesma comemoração do Natal cristão, pedimos que, inundados pela nova luz do Verbo Encarnado, resplandeça em nossas obras o que pela fé brilha em nossos corações. A infinita condescendência de Deus não deu apenas um “chute inicial” na grande partida da criação, mas se envolve com aquilo que é nosso, porque a Ele pertencemos e para Ele caminhamos! Seu amor se fez história, participou de todas as vicissitudes humanas, teve paciência para acompanhar um povo de cabeça dura (Cf. Ex 34, 9). Ele preparou com carinho a plenitude dos tempos, que desceu do céu, não numa nave envolvida em esplendores e raios, mas na simplicidade de uma família, tão humana quanto extraordinária! O Natal é acontecimento que suscita e exige participação! Acorramos a Belém com a aparente ingenuidade dos pastores que cuidavam de rebanhos e com com a sadia inquietação dos sábios ou magos de chegaram de longe, pesquisando o movimento das estrelas! Estes eram “cientistas” daquele tempo e os rastros da ação de Deus não os deixaram indiferentes. Vamos a Belém com as muitas crises pessoais, ou levemos as crises políticas ou econômicas do tempo em que vivemos, tão necessitado da gratuidade da “Casa do Pão”. Deixemos que sua paz tão desarmada converta os corações violentos de nossas encruzilhadas. Sua presença aproxime os inimigos, abra sorrisos nos rostos raivosos, ensine a valorizar os que nos são diferentes ou contrários! A nós cabe a tarefa de contribuir para que ninguém tenha medo de Jesus Cristo. Sejamos votos vivos de feliz Natal para todos, abrindo espaço para que Jesus Cristo entre em todas as casas e em todos os corações. Sabendo amar a todos, não teremos medo de qualquer situação humana, por mais desafiadora que seja. Este é o Natal cristão, de Jesus Cristo acolhido, amado e seguido! Feliz, verdadeiro e Santo Natal do ano de dois mil e onze do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo! Dom Alberto Taveira Corrêa Arcebispo de Belém – PA

domingo, 25 de novembro de 2012

É morrendo que ressurgiremos para vida.


Ser cristão em todos os tempos da história nunca foi tarefa fácil! Uma das afirmações mais contundentes de Jesus nos Evangelhos é esta: "Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto" (Jo 12,24). Portanto, de acordo com Jesus, é preciso morrer! Mas alguém poderia indagar: "Mas Jesus não prometeu vida abundante?" Sim. Mas não antes da morte! Jesus ensinou que, no seu Reino, os valores são invertidos. Observe suas palavras: “Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará” (Mt 10,39). Sendo assim, todo aquele que deseja tornar-se cristão, deve está consciente desta verdade: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 16,23). No dizer de Jesus, ao sermos desafiados a segui-lo, temos que está preparados para o pior: para a anulação dos nossos desejos e vontades, a negação do “EU” e entrega de nossa vida à morte cada dia em posse da cruz. Isto é ser cristão. O resto é conveniência religiosa. Os primeiros seguidores de Jesus e tantos outros no decorrer da história entenderam muito bem a mensagem. Anularam as suas vidas, abandonaram os prazeres e lucros mundanos, entregaram-se em sacrifícios os mais cruéis possíveis e marcaram o mundo com testemunhos autênticos, dignos de uma fé verdadeira e de um compromisso incondicional com o Senhorio de Jesus Cristo, razão maior de seu amor sacrificial. Eles, homens e mulheres que abraçaram com fervor o discipulado do Mestre, que apreciaram o seu ensino, que foram profundamente tocados por sua palavra e que se empenharam pelos ideais do seu Reino, entenderam o sentido da expressão "testemunha" de Jesus. Palavra de origem grega (mártys), que conhecemos como "mártir", indica aquele que está disposto a defender uma verdade mesmo que isto lhe custe a própria vida. Nesta concepção, "morrer" para os discípulos de Jesus não era algo ilógico. Eles defenderam a "Verdade". Defederam como verdadeiras testemunhas do que a própria "Verdade" pôde comunicar a eles. Eles o fizeram de tal maneira que por ela morreram, assegurando que Jesus Cristo é o Senhor. Aceitar uma mensagem de morte não é fácil, pois muitas vezes somos levados a crer que ser cristão é sinônimo de prosperidade, de bem-estar, de vida sossegada e de sucesso a todo custo. A "verdade" que muitos hoje defendem não tem muito a ver com o caráter de Jesus no Evangelho. Forjamos a nossa própria verdade, que nos satisfaz, acomoda e que provoca em nós um estado de saciedade imediata. Mas só se engana com isso, quem fecha os olhos para a Bíblia. Jesus sempre foi verdadeiro em tudo o que afirmou, e os que o seguiram em verdade, experimentaram o preço do desafio. Paulo foi um dos que pagaram o alto preço da entrega. Ele afirmou: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). É preciso morrer! E, quem viveu a experiência da morte, pode nos orientar na Palavra: “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria, (...) ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar” (Cl 3,5.8). Agora veja a razão: “Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). Veja o resultado disso: “Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória” (Cl 3,4). Vale a pena morrer! Se somos o trigo da seara do Mestre, precisamos morrer urgentemente para que a vida dê muito fruto. Jesus não quer que sua valiosa semente, que somos nós, se perca sem finalidades eternas. Ele quer aproveitá-la em sua colheita que está próxima. Morramos nEle, germinemos nEle, vivamos nEle, demos frutos nEle. Paz e bem

Sou Cristão do Repartir ?


Eu ajudo, tu ajudas, ele ajuda, nós ajudamos, vós ajudais e eles ajudam. Uma cooperação total precisa ser evidente a todos aqueles que se dizem Cristãos! Não estaria este sendo um discurso muito radical? Será que eu já não faço o bastante? Sou dizimista fiel e as minhas ofertas já não tem sido poucas, o que mais vocês querem de mim? Eu quase não tenho tempo pra nada! Meu tempo já está totalmente comprometido! Eu procuro fazer a minha parte! E você, o que tem feito? Muitos são os questionamentos e os argumentos propostos por nós. Estamos realmente comprometidos com Deus pelo simples fato de ir a igreja? Estamos comprometidos com Jesus ao se fazer presente em todas as reuniões? Estamos comprometidos com o Reino de Deus a medida que se faz presente em nós o rótulo eclesiástico de Cristão, diácono, Sacerdote, bispo, apóstolo, pai-apóstolo, patriarca ou sei lá mais o que se tem almejado? Reparte comigo tem sido o clamor daqueles que estão do lado de fora. Daqueles que não possuem a oportunidade de exibir as suas mais sinceras vontades de estampar o figurino da moda e suas ostentações. Reparte comigo tem sido o gemido daqueles que passam fome, sede e frio. Reparte comigo tem sido o clamor das cracolândias que devastam as comunidades ao lado das nossas igrejas. Reparte comigo tem sido o clamor ignorado por nós que podemos todas as coisas Naquele que nos fortalece. Reparte comigo, grita o menino jogado no barraco da comunidade sem saber o que vai comer pois seu pai já morrera com um tiro de bala perdida e sua mãe está vendendo o corpo em troca de uma mísera pedra de crack para satisfação de um vício invencível e passageiro que consome corpo, alma e espírito. Reparte comigo, é o clamor de quem já não encontra no governo, na sociedade e nas igrejas uma mão estendida para que se possa alcançar algum tipo de ajuda. Reparte comigo presidenta, reparte comigo senhor governador, reparte comigo, senhor prefeito, reparte comigo Sacertote, reparte comigo meu irmão, reparte comigo… Tomara Deus o reparte comigo possa encontrar contemporâneos como Madre Tereza, que decidira aceitar o chamado se disponibilizando como um simples lápis nas mãos de Deus, mesmo sem recursos, disposta a ser instrumento de uma nova história na vida dos mais pobres dos pobres. Reparte comigo é o clamor daqueles a quem JESUS se esconde em seus disfarces mais sórdidos, imundos e negligenciados. Reparte comigo, daquilo o que Jesus tem feito chegar as suas mãos. Reparte comigo a sinceridade do uso dos recursos que possam chegar ao propósito destinado por Deus. Reparte comigo um estilo de vida menos gorduroso, para que chegue até nós as migalhas que caem das mesa dos ricos. Reparte comigo, pelo amor de Deus Reparte comigo! O agonizante grito do reparte comigo está aos poucos perdendo volume, chegando ao ponto de não conseguir mais definitivamente ser ouvido. Precisamos refletir como sal da terra e luz do mundo, se prestamos para temperar ou iluminar mais alguma coisa. Precisamos saber se é verdadeiro ou equivocado o rótulo de sermos chamados cristãos. Precisamos saber se sentados nos gabinetes das Dioceses, ou do luxuoso gabinete, ou nos faraônicos templos climatizados, ou dos bancos das igrejas, temos conseguido ouvir o reparte comigo… Reparte comigo fora uma das máximas de Jesus, que fora repartido na cruz do calvário, por amor de todos os homens, procurando dar o exemplo de não se poupar por amor incondicional, obediência e temor ao Pai que insiste em nos amar acima das nossas omissões. Reparte comigo, diz Jesus, compartilhando de pães e peixes nas mãos dos discípulos, alimentando a fome de milhares de pessoas. Reparte comigo diz Jesus, os dons ministeriais para que possamos alcançar juntos a vida de todos os que clamam. Reparte comigo, nos convida Jesus, a continuar relembrando de forma prática e constante o memorial do partir do pão e tomar do cálice. Reparte comigo é o grito de Cristo por traz do seu disfarce mais sórdido, na vida daqueles que estão do lado de fora. Reparte comigo é a negligência daquele que está sendo usado por Deus para escrever estas fortes palavras, que se traduzem na realidade que insiste em ser ignorada por nós. Reparte comigo…. A Paz de Cristo

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Como sobreviver ao Ministério ?


O ministério pastoral, tal qual o temos hoje, é uma atividade sobre-humana. Espera-se dos pastores o que nem Deus, nem a Bíblia exige. Os ministros de Deus nos primeiros séculos da era cristã, sabiam exatamente o que se esperava deles e compreendiam que, servir à Deus pelo dom pastoral, não era uma carga, mas um privilégio. Com o passar dos anos, a igreja sofreu inumeráveis transformações, institucionalizou-se e acabou profissionalizando o "improfissionalizável" . Hoje, os Sacerdotes precisam ser empreendedores, administradores, cantores, músicos, conselheiros, visitadores, pregadores, professores, psicólogos, conhecedores de informática, engenheiros e (pasmem), bons comerciantes (!). Além disso, se o Sacerdote anda bem arrumado, logo dizem: "tá ganhando muito". Se anda de modo simples, dizem: "sinto vergonha do meu Sacerdote". Se é inteligente, é carnal. Se ora muito, é mistico. Se ora pouco, é vagabundo. Se vê TV, é por que está ocioso. Se não assiste TV, é desinformado. Se o sermão foi curto, é porque não estudou. Se for longo, foi chato. Se fica à porta para cumprimentar, é inconveniente. Se não fica, não tem interesse pelas ovelhas. Se prega sobre santidade, é muito exigente. Se não prega sobre santidade, é mundano. Além disso tudo, realizam batismos, funerais, casamentos, festas de 15 anos, bodas de prata e ouro, apresentação infantil, etc. Sacerdotes queridos: o que fazer? A resposta talvez seja mais simples do que possamos imaginar. 1) Sacerdotes são seres humanos, limitados, e dependentes da graça de Deus. Jamais devem assumir diante da igreja o que não são e nunca serão. 2) Sacerdotes, antes de serem pastores, são cristãos. A identidade de filho de Deus deve ser fomentada diariamente pela meditação e oração. 3) Pastorear é influenciar e não determinar, dirigir, intervir, fazer no lugar dê, e coisas do tipo. 4) Pastorear é prestar contas à Deus em primeiro lugar. Ser servo de Deus e não de pessoas, muitas vezes mimadas, manhosas, carnais e até demonizadas. 5) Pastorear é ficar na presença de Deus o suficiente para poder falar em nome dele na hora certa e da forma certa. 6) Pastorear é apaixonar-se pelas Escrituras e crescer continuamente no conhecimento das mesmas e fazer notório a todos este desenvolvimento espiritual. 7) Pastorear é viver uma vida normal: comer , beber e dormir o suficiente. Observar o momento de lazer, de férias, de estar com a família e de cultivar hábitos saudáveis de relacionamento com amigos, cristãos e não cristãos, vivendo de modo íntegro entregando sua reputação ao Senhor. Desta forma, sobreviveremos no ministério - sob críticas muitas vezes, sob aplausos, outras tantas. E o que fizeram com Cristo, farão conosco também: cruz.

Mar aberto.





Bom proveito! Salomão e “Salomoa” “Salomoa” não é a mulher de Salomão. Porém, ela pensa como ele. Depois de muitos anos de vivência e de consumismo, ambos chegaram à desoladora conclusão de que a vida é um eterno correr atrás do vento. A confissão de Salomão está no penúltimo livro poético do Antigo Testamento, chamado Eclesiastes. A confissão de “Salomoa” está no artigo “Se eu pudesse”, publicado na “Folha de São Paulo” do dia 1° de agosto de 2012 e assinado pela jornalista e escritora Danuza Leão. Esta é a confissão de Salomão: “A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e, afinal, que vantagem leva em tudo isso?”; “Quando pensei em todas as coisas que havia feito e no trabalho que tinha tido para conseguir fazê-las, compreendi que tudo aquilo era ilusão, não tinha nenhum proveito”; “Tudo o que eu tinha e que havia conseguido com o meu trabalho não valia nada para mim”; “Nós trabalhamos e nos preocupamos a vida toda, e o que é que ganhamos com isso?”; “É melhor ter pouco numa das mãos, com paz de espírito, do que estar sempre com as duas mãos cheias de trabalho, tentando pegar o vento”; “É muito melhor ficar satisfeito com o que se tem do que estar sempre querendo mais” (Ec 1.3; 2.11, 18, 22; 4.6; 6.9). Esta é a confissão de “Salomoa”: “Se eu pudesse, me desfaria de muitas coisas, da minha casa e de quase todas as roupas. Afinal, quem precisa de mais do que dois pares de sapatos, dois “jeans”, quatro camisetas e dois suéteres, sobretudo quando anda pensando em mudar de vida? [...]. Se eu pudesse, rasgava os talões de cheques, cortava os cartões de crédito com uma tesoura, fazia uma linda fogueira com os casacos de pele e ia saber como é que vivem os que não têm, nunca tiveram e nunca vão ter nada disso. Eu aproveitaria o embalo para cortar os fios dos telefones, jogar o celular na tela da televisão e o computador pela janela [...]. E jogava na lata de lixo meus lençóis, meus travesseiros de pluma, meu cobertor e engolia minhas pestanas postiças, só para aprender que a vida não é só isso. Se eu pudesse, esquecia o meu nome, o meu passado e a minha história e ia ser ninguém. Ninguém”. Entre Salomão e “Salomoa” -- quase três milênios --, muitos homens e muitas mulheres morreram correndo a vida inteira atrás do vento. Um bando de infelizes que errou o caminho da realidade e da realização. Foram iludidos pelo apreço demasiado pelo ter e pelo desapreço exagerado pelo ser. Caíram na cilada do consumismo, não sabendo ou esquecendo as palavras de Jesus: “A verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas” (Lc 12.15). Hoje a situação é mais difícil do que à época de Salomão, por causa do círculo vicioso do capitalismo (para haver lucro é preciso vender, para vender é preciso gastar e para gastar é preciso trabalhar e trabalhar...) e da máquina da propaganda, que nos incentiva a adquirir o que já temos em quantidade suficiente.1 Há um perfeito entrosamento entre o nosso desejo descontrolado de posse e a abundância de ofertas. Caímos todos juntos na ilusão do ter, sem o conhecimento ou a certeza de que isso nada mais é do que correr atrás do vento. Muitas vezes a religião, em vez de barrar, reforça a ilusão, pois ela também entra no mercado e ainda prega a atraente teologia da prosperidade. Tudo isso acontece mesmo quando somos advertidos, não só pelo evangelho, mas também por estudiosos do assunto, como um dos pensadores mais influentes de nosso tempo, o polonês Zygmunt Bauman. No livro “A Arte da Vida” (Zahar, 2009), o professor emérito das universidades de Varsóvia e de Leeds afirma que, para a massa, “atingir a felicidade significa a aquisição de coisas que outras pessoas não têm chance nem perspectivas de adquirir, [pois] a felicidade exige que se pareça estar à frente dos competidores”. O sonho de quem já é dono de uma boa casa ou apartamento é comprar o apartamento que tem “seis vagas por unidade, sendo uma delas no próprio andar do apartamento, acessada por elevador de veículos”. Será que alguém dará importância às confissões de Salomão e “Salomoa” (Danuza Leão)? Nota 1. 360 milhões de brasileiros passam anualmente pelos 430 templos de consumismo (“shoppings”) no país, movimentando 108 bilhões de reais. Por: Eben Cesar

domingo, 18 de novembro de 2012

Sem questionar, ser obediente.


Diligência ao cumprir à vontade de Deus é um ato de sabedoria e amor para com o Reino e para o nosso próprio bem. A obediência tem que ser bem observada para que seja cumprida na íntegra, por completa. Temos no livro de I Reis 13 o caso de um homem de Deus, não citado o nome, que não obedeceu integralmente à ordem específica de levar uma mensagem de repreensão ao rei Jeroboão. O foco central da mensagem foi cumprido, mas ele pecou nos detalhes finais. Obediência parcial não é obediência. Aqui é chamada de rebeldia, e as conseqüências são desastrosas para aqueles que desdenham das minúcias. Eis uma forte lição dessa triste história de um anônimo e displicente servo do Senhor. A nação de Israel acaba de ser dividida, ao sul, Judá, reinando Roboão, ao norte Jeroboão. O povo ir adorar em Jerusalém se torna um perigo à hegemonia de Jeroboão que logo cria centros de adoração a ídolos. A mensagem que foi levada pelo profeta desconhecido era: “Um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que queimaram sobre ti o incenso, e ossos humanos se queimarão sobre ti” - v. 2. Logo o rei, enfurecido, estendeu a mão sobre o altar dando ordens para pegá-lo, e sua mão se secou e o altar fendeu-se. Desesperado, pediu ao homem de Deus que orasse para que restituísse sua mão e ele assim o fez e Deus o ouviu. Na sua sagacidade o rei o convidou para um banquete e o homem negou, sendo advertido previamente por Deus: “Não comerás pão, nem beberás água, nem voltarás pelo mesmo caminho por onde fostes”. Rapidamente parece estar resolvida a missão. Até aí tudo perfeito. Parece ter cumprido cabalmente e com muita audácia sua ordem de encarar um corrupto rei. Esse evento poderia ter-se findado aí, mas a missão só acabava com o retorno até Judá e por outro caminho. Surge na história agora outro anônimo, o “Profeta Velho”, que logo sabendo do ocorrido vai procurar o homem de Deus, e o encontra assentado debaixo de um carvalho. Este é o primeiro erro do nosso profeta “novo”: Parou no retorno da missão a fim de folgar. O texto não fala, mas conjecturando, porque parou? Estaria ele como Jonas depois de sua missão, insatisfeito? Ficou ponderando o convite do rei? Não voltaria para Judá? Achou que já estava de bom tamanho seu feito? Queria a glória para si e deixar de ser um anônimo? São muitas as possibilidades. Uma coisa é certa, ele fez como Davi quando tirou um tempo de folga no momento errado. Esse profeta velho entra em cena para o teste final do homem de Deus. Às vezes somos intrépidos para enfrentar os poderosos, os corruptos, os ímpios, mas quando chega aquele nosso “igual”, um profeta, um irmão, ou, no caso de nosso texto, um religioso experiente, barganhamos a nossa incumbência por água e comida, lentilhas, e tememos o homem. Isso foi o que aconteceu com o nosso homem de Deus. Aceitou o convite e foi comer e beber na casa do profeta velho, um homem sagaz e mentiroso, igual ou pior que Jeroboão, que disse que foi o próprio Deus que o enviou. Usando de malícia desviou o profeta de sua missão. Temos que respeitar os anciões da fé, mas nem por isso deixar de observar na íntegra o que Deus nos orienta. Bom é o exemplo de Pedro: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” - At 5: 29. Não temer a políticos nem a religiosos. O homem de Deus parou e aceitou o convite de água e pão. Temeu o profeta velho. Rebelou-se. Foi embora, e no caminho um leão o matou. Diz o texto que transeuntes viram o corpo estendido no chão, o leão e o jumento ao lado. Quando o profeta velho soube logo foi e contemplou a triste e irônica fotografia: O anônimo morto prematuramente estendido no caminho com muita estrada a percorrer a serviço de Deus; um leão que já não estava mais ao derredor, Satanás, mas que foi autorizado a matar o profeta; e o jumento, que fora da lógica, não foi despedaçado, mas estava perdido, ao lado do leão, sem saber a quem servir. Que essa imagem possa ser arquivada em nossa mente como o resumo dessa história e nos sirva de alerta ao nosso chamado. Pequenos detalhes das ordens de Deus não executados podem trazer o fracasso à missão e até mesmo ceifar a nossa vida e serviço. Quando Deus fala sobre detalhes é porque Ele sabe de todas as possibilidades. Principalmente àqueles que são novos na caminhada, fica a lição: cumprir à risca às ordens do Senhor e não temer homens. Era só voltar para Judá por outro caminho, sem interrupção. Temos que ser diligentes, atentos, rápidos, tementes a Deus. Simples e prudentes. Tchau! Fui! Resolvido. Terminada a missão. Não olhe para direita ou esquerda, nem para trás, mas siga olhando para o alto, para cruz de Cristo. Paz e bem.

Na visão de Deus, ser MULHER.


Por diversas vezes na Palavra do Senhor, encontramos uma clara disparidade entre como a mulher é vista diante de Deus, e como a mesma é tratada pelos homens, sem generalizar obviamente, é completamente diferente como Ele (Deus) a vê, a respeita, e a ama, e não é difícil percebermos a grande diferença de como a mesma é vista diante do mundo secular. É lamentável notar como nossa sociedade tem usado a imagem feminina apenas como objeto de desejo e fonte de prazer momentâneo; onde suas dores e sofrimentos são tratados muitas vezes como piada. A existência da mulher na sociedade por diversas vezes é tratada com um único o objetivo de satisfazer os desejos sexuais masculinos, de forma que, quase sempre, vemos a imagem da mulher associada ao sexo sem compromisso, bebidas alcoólicas e imoralidades em geral. E é nesse quadro caótico que muitas mulheres se perdem, porque muitas delas se esquecem de pensar como o Senhor Deus as vê, e ficam presas a visão da sociedade, que estabelece regras absurdas, para valorizar ou desvalorizar uma mulher. E novamente, ao seguir as regras impostas pela sociedade, muitas mulheres, tanto no mundo secular, quanto na Igreja, estão fora da Visão de Deus. Quem é você? A primeira coisa que toda mulher deve saber, é que a mesma é um ser criado à imagem de Deus (Genesis 1.27), e não apenas isso; a mulher é um ser necessário à humanidade (Genesis 1.18), alguém que completa a existência de outro. Devemos glorificar ao Senhor pelo valor que ele nos dá diariamente, mais ainda quando temos consciência de nossas falhas junto a Deus. Ao contrario de nossa sociedade, o Senhor não nos vê conforme nossa aparência, nossas posses ou nossa sabedoria, seu prazer não esta em nos usar e jogar fora, como o mundo constantemente o faz, não nos trata como inferiores, mas como amigos (João 15.15), mas nos trata como bons e verdadeiros pais fazem com seus filhos, e sempre estar disposto a nos ouvir com prazer, sempre disposto a dar, não apenas a receber, como geralmente acontece na nossa sociedade. Deus nos mostra quem éramos: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23), afastadas e separadas de sua vontade, longe daquilo que Ele realmente deseja para nós; e quem somos e devemos permanecer sendo: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. (I Pedro 2.9) Somos uma nação de Sacerdotes que não ministra como convém ao chamado, temos a responsabilidade de vivermos como autênticos sacerdotes de Deus, pregando com nossa vida, as grandezas daquele que nos salvou. Não podemos perder isso de vista, não podemos e nem devemos perder o foco da nossa nova identidade “E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”. (Efésios 4:24) Paz e bem

Os sapatos que Jesus usa eram meus.


Era uma vez um sapateiro que era conhecido por Zé. Ele trabalhava e morava num porão de uma velha casa. Ele era muito conhecido na cidade pela sua bondade. Um dia Zé teve um sonho: sonhou que iria receber a visita de Jesus. Fascinado pelo sonho, levantou mais cedo e se pôs a preparar a sua casa. Varreu, tirou a poeira, arrumou os sapatos velhos numa prateleira, lustrou os que já estavam prontos, organizou as ferramentas, tampou a fedorenta lata de cola. Deixou tudo nos trinques. Foi á padaria e comprou uns saborosos pães para servir Jesus quando ele chegasse. Já no trabalho e na expectativa da visita, eis que chegam dois colegas do Zé. Zé estava muito feliz e contou o seu sonho, convidando-os para ficar e esperar Jesus. Seus colegas debocharam e sairam rindo do Zé. Zé, porém, ficou imaginando Jesus chegar. Chegaria pela porta dos fundos? Talvez viria de carro! Teria belas roupas e sapatos bonitos? Que número calçaria Jesus? A cabeça do Zé viajava . Já estava passando a hora de almoçar e Jesus não chegava. Mas chegou uma velha senhora arrastando uma pesada sacola. "Seu moço, por favor, dê-me um pedaço de pão. Estou faminta. Faz três dias que eu não como". Zé, sem hesitar, buscou um delicioso pão e um copo de leite e ofereceu á velha senhora que comeu velozmente. Restabelecida e mais corada, criou coragem e pediu que Zé a ajudasse a levar aquela pesada sacola até a sua casa. Zé relutou em ajuda-la, pois Jesus poderia chegar e não encontra-lo em casa. Com a insistência da mulher, Zé pegou um pedaço de papel e escreveu um recado dizendo que voltaria breve, e pedindo que o esperasse. Quando Zé retornou, o bilhete ainda estava lá, fixado na porta, intacto. Jesus não viera. Zé iniciou as suas tarefas e, mais uma vez, foi interrompido pela espalhafatosa entrada de um menino que, às lágrimas, chorava seu carrinho quebrado. Zé tranquilamente convidou o menino a se sentar no chão e pôs-se a consertar o carrinho quebrado. Com o carrinho seminovo, o menino feliz saiu agradecendo o sapateiro. Outra vez pensava na chegada de Jesus. O dia estava terminando. O sol estava se pondo. O frio da tarde pedia uma blusa. As lâmpadas iam sendo acesas. Jesus não aparecia. Zé resolveu fechar a loja. Já passava da hora. Quando já estava tudo fechado, Zé ouve algumas batidas incisivas. Eufórico, reabre pensando ser Jesus. Finalmente Jesus teria chegado. Para sua desilusão, era um mendigo tremendo de frio pedindo um par de sapatos para proteger os seus pés feridos. Zé foi á prateleira que havia arrumado cedo e logo encontrou justamente um belo par que servia àquele miserável homem. Zé ficou parado na porta, de pé, vendo o mendigo arrastando a perna virar a esquina. Já era noite. Zé fechou a loja. Foi se arrumar para dormir. Não se conformava. Jesus o teria enganado. Prometeu vir e não veio. Assim pensando, Zé foi dormir. Foi então que Zé tornou a sonhar com Jesus. Zé falou-lhe com palavras duras. Bravo, reclamou por não ter sido visitado. Jesus abraçou carinhosamente o pobre sapateiro e mostrou-lhe os pés. Estava calçando os sapatos que Zé havia dado ao mendigo. Nesta hora os olhos de Zé abriram-se e ele entendeu e compreendeu que Jesus o havia visitado através das pessoas que bateram á sua porta: a velha, o menino e o mendigo. (Autor desconhecido) Paz e bem