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ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

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AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A palavra da cruz é loucura

Não somos obrigados a entender tudo, mas devemos procurar entender muitas coisas. É complicado uma pessoa que deteste física e química compreender alguns fenómenos que existem na natureza. Esses fenómenos acabam se tornando loucura para quem não entende, porém sabedoria para quem estuda a respeito deles.

O interessante é que o Cristianismo enxerga o mundo também dentro de um duelo entre sábios e ignorantes. A Bíblia faz uma distinção entre aquelas pessoas que conseguem entender as coisas espirituais e aquelas que não entendem. Não se preocupe, não é uma nova teoria, é uma realidade cristã.


Paulo diz que “certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem” (1ª Co. 1:18). Mas o que ele quis dizer com “os que se perdem”? De maneira simples, posso dizer que aqueles que estão “se perdendo” são pessoas que não têm Jesus Cristo como seu legítimo pastor (Jo. 10), que não compreendem que necessitam da salvação e que não entendem porque precisam ser submissos a Deus.


A “palavra da cruz” realmente é uma loucura para os que não compreendem o significado da vinda, morte e ressurreição de Cristo. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1ª Co. 2:14).


Tentar entender que Deus tem um único filho, o envia para a Terra, o faz sofrer, ser humilhado e crucificado não é tão fácil. E quando se sabe que este filho era ao mesmo tempo Deus (pois Deus é um só, mas manifestado em três pessoas: Pai, Filho e Espírito), é que a coisa complica... Como Deus desejaria ser humilhado por sua própria criação? Acaso algum rei ou grande líder desejou ser humilhado pelos seus servos? Se nenhum líder nunca desejou isso para si, por que Deus desejaria?


Quando Paulo diz que “nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para judeus, loucura para os gentios” (1ª Co. 1:23) ele quer afirmar que essa suposta loucura era na verdade a maior das sabedorias. Os gregos achavam graça num homem que se dizia Deus e não tinha poder o suficiente para sair da cruz. A grande questão é que estes gregos eram pessoas que estavam “se perdendo” e eram “homens naturais” (1ª Co. 2:14a), por isso não compreendiam o que Jesus estava fazendo naquela cruz.


Talvez, você leitor, também ache ridículo um Deus ser humilhado em uma cruz. Se assim você acha, saiba que você não consegue enxergar a sabedoria nesse sacrifício porque você não pode entender as coisas espirituais, por ser um homem natural. E o que significa ser natural? O homem natural é aquele que não foi lavado pelo sangue de Jesus, aquele que não consegue entender a “loucura” da cruz.


A verdade é que os homens são pecadores, mas Deus quis salvar alguns deles. A “loucura” da cruz consiste em Deus ter sacrificado seu filho, para que o sacrifício do filho (um alguém totalmente santo e sem pecados) pudesse aplacar a ira de Deus e fazê-lo aceitar a salvação de algumas pessoas. É isso mesmo: Deus é quem aceita, e não o contrário. Isso parece loucura, mas não é.


É algo complexo, mas não é difícil de entender. Só podemos chegar a Deus através de Jesus. Não poderíamos ter acesso ao Pai se Jesus não tivesse morrido na cruz. Não poderíamos ter esperança de salvação se Jesus não tivesse ressuscitado. Essa é a loucura da cruz. Deus não ouviria nossas orações se Jesus não tivesse existido e se sacrificado em uma cruz. Isso é o que significa “loucura” para os homens “naturais”.


Mas Paulo fala ainda mais. Depois que ele afirma que a “palavra da cruz é loucura para os que se perdem”, explica que “para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (1ª Co. 1:18). Ainda assim, talvez você não tenha entendido... Mas saiba que a “palavra da cruz é poder”, pois é poderosa para transformar vidas e salvá-las. Eu espero sinceramente que você que não é crente e teve a curiosidade de ler o texto possa ter sua mente aberta pelo Espírito Santo para compreender esta “palavra da cruz”, que é mais sábia do que a sabedoria dos homens!

Igreja- lar,escola,hospital e coração

Depois da infância, começa-se a descoberta das instituições e das hierarquias, do mundo secular e do religioso, das históricas explorações em nome da religião e até da dominação de um homem pelo outro por meio da fé. Chegam as filosofias, conhece-se a ciência, as explicações variadas das crenças, costumes e culturas. Sacudidela nos pensamentos. Vêm as amizades, o leque das tribos, as opiniões, opções, odores, sabores, amores. Sacudidela nos sentimentos. O espaço sagrado do Deus relacional povoa-se e há lugar para toda relação, exceto para o próprio Deus. Sacudidela no santuário.

É quando se esquece as certezas, é quando se acha ridículo as antigas emoções, é quando a experiência transcendente parece nunca ter acontecido. Porém, aconteceu.

É domingo. A sinfonia dos pássaros prepara-se para acordar mais uma manhã. As flores sorriem nos gramados e as árvores já começam a dançar. Algumas pétalas deitam-se ao chão e formam um tapete para o vento passar. O sol do novo dia alfineta as casas com os seus raios e um deles já entra pela minha janela. Ao sair sinto-o na pele e contemplo a sua luz.

Fazemos um curto trajeto. Na subida da rua, algumas famílias se encontram e adentram os portões de ferro juntamente conosco. Ouvem-se vozes até a chegada da porta. Do lado de dentro, um reverente silêncio. Os cânticos de contrição alternam-se aos de comunhão. Gosto dos momentos de música e também de apertar a mão dos que estão ao meu lado e me desejam a paz; mas aprecio igualmente o momento em que nos colocamos de joelho e um pequenino sino faz-nos baixar as cabeças. Há a fila dos que comungam, a benção final que insisto em imitar, as pessoas que vão à frente fazer a leitura e as palavras que pouco entendo no decorrer da explicação, pois o celebrante guarda um forte sotaque holandês em sua fala. Aquele franzino senhor me ensinaria, entretanto, um pouco sobre humilhação. Em dias de Semana Santa, deitado, testa ao chão, estirava-se no meio da igreja, como se diante do bom e terrível Deus estivesse.

Ainda domingo de manhã. A campainha toca e corro com a minha Bíblia, caderno e lápis dentro de uma bolsinha a tiracolo. As amigas, quase da mesma idade, chamam-me para mais uma escola bíblica dominical. Ao chegarmos, vemos o regente que entoa um cântico do hinário na frente da igreja. Dividimos as classes em seguida e, na reunião infantil, mais música, palmas, gestos e sorrisos. Na sala, a professora explica cuidadosamente a lição que por alguns domingos estudaremos. Lemos alto um versículo bíblico que repetiremos ao longo da semana, oramos por um alvo em comum e nos dirigimos ao templo. Há dias em que damos as mãos para uma oração comunitária, há aqueles em que depois da ceia comemos o que sobrou da mesa. Brincamos no pátio e em seguida voltamos para a casa. Senão, vamos almoçar na casa de amigo, irmão, parente que gentilmente nos convida.

Um domingo de manhã. Vamos juntas, depois de anos, a uma igreja perto de nossa casa. Nas outras vezes vou só. Não há mais uma mão a me conduzir ou um grupo de amigas a me chamar, preciso trilhar meus caminhos sozinha, inclusive esse. Machuquei-me, desiludi-me, perdi o gosto, a fé, a força e demorei para reconhecer isso; mas os sinais continuam ali. Abraçam-me na entrada, ouço o cântico de início, escuto a mensagem, entendo o conteúdo e pouco a pouco caem meus cacos. Faz-me de novo. Lava-me a mente, limpa-me a alma. Novamente me ensina o que é entoar uma canção congregacional. Por um milagre posso senti-lo outra vez. Lembra-me da comunhão, dos elementos da celebração, dos versos memorizados, dos joelhos dobrados, das mãos dadas. Emociono-me.

De repente ergue-se o santuário e, dentro dele, pensamentos e sentimentos, mãos dadas brincam de rodopiar ao som da cantiga de roda que ele canta para eles. E porque de mãos dadas, e porque embalados por envolvente som, podem por vezes sentir as sacudidelas e, em outras, até tombar; porém, ambos se sustentam, ou melhor, são sustentados. Outros santuários os apoiam, verdadeira sustentação que ele criou. No domingo, entram todos juntos na grande casa, e ali são edificados. Alguns a chamam de lar, outros de escola ou hospital. Contudo, todos que lá se encontram concordam que tudo começa em um mesmo e outro lugar, o qual, convencionalmente, achamos por bem chamar coração.

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Mariana Furst tem 29 anos, é mestre em teoria literária

Encontro de dois amores

Nós nos reunimos para nos encontrar com Deus. Ma, para chegar a Ele, é preciso passar pela porta de entrada, que é o povo, com suas angústias e esperanças, pois Deus não quer um amor elitista e intimista. Ele nos garante, por meio de seu Filho Jesus, que ser fiel a Ele é sentir com o povo que sofre, ama e espera.
Os fariseus procuravam provar, diante do povo que Jesus não sabia interpretar a Lei de Moisés e que, portanto, não seria uma pessoa digna de crédito. A questão que é colocada é verdadeiramente complicada e responde a uma preocupação especialmente sentida entre os fariseus e os mestres da lei. O estudo da Lei de Moisés os havia levado a deduzir dela uma série interminável de preceitos.
Diante da impossibilidade de relembrar e praticar todos esses preceitos, surgiu a pergunta que eles mesmos se faziam e que agora é apresentada a Jesus: qual seria o maior mandamento da Lei?
Diante da resposta de Jesus, os mestres da lei ficaram atônitos. Jesus situa a questão em relação a profundas opções. O essencial não é saber qual é o mandamento mais importante, mas procurar a origem de todos eles.
Jesus propõe duas chaves: amar a Deus e amar ao próximo. Todos os ensinamentos da Lei e dos Profetas podem ser reduzidos a esses dois mandamentos.
Os primeiros cristãos usavam a expressão “a Lei e os Profetas” para se referir aos livros do Antigo Testamento.
O evangelista apresenta essa controvérsia de Jesus para relembrar aos membros de sua comunidade que a ética cristã não deve estar fundamentada em uma complicada lista de preceitos, mas no amor a Seus e aos nossos irmãos e sem separar os “dois amores”, pois ambos  se implicam e se relacionam mutuamente.
Quem ama somente a Deus não se salvará. A salvação passa pelos dois amores, a Deus e aos irmãos, particularmente aqueles que são pedras em nosso sapato, aqueles que nos perseguem, aqueles que nos caluniam, aqueles que se julgam mais santos do que nós, aqueles que usam da maldade e da perversidade para “enquadrar” segundo os seus preconceitos as pessoas. Quem não ama o seu irmão, seja quem quer que seja, não pode comungar e muito menos celebrar a missa. Essa é a sentença de Deus: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E A PRÓXIMO COMO A TI MESMO. Ele não disse ao próximo que eu amo, mas a todos os próximos, até aos inimigos! Só é verdadeiramente católico quem vive os dois amores inseparáveis: AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO! O resto é vaidade das vaidades, tudo vaidade!

                                  Vigário Judicial da Diocese da Campanha(MG).
 
Última Alteração: 11:12:00
Fonte: Padre Wagner Augusto Portugal
Local:Campanha(MG)

Jesus, A plenitude da salvação




Nunca é demais recordar o que diz o Antigo Testamento sobre a preparação da vinda do Redentor a esta terra. Lemos na Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina do Concílio Vaticano II que “depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos pelos profetas, falou-nos Deus nestes nossos dias, que são os últimos, através de Seu Filho (Heb. 1,1-2). Com efeito, enviou o Seu Filho, isto é, o Verbo eterno, que ilumina todos os homens, para habitar entre os homens e manifestar-lhes a vida íntima de Deus (cfr. Jo. 1,1-18). Jesus Cristo, Verbo feito carne, enviado «como homem para os homens» (3), «fala, portanto, as palavras de Deus» (Jo. 3,34) e consuma a obra de salvação que o Pai lhe mandou realizar (cfr. Jo. 5,36; 17,4)”. Deus, de fato, suscitou os Profetas, esses homens extraordinários que, iluminados pelas luzes divinas, desvendaram o futuro e descreveram os acontecimentos futuros. Inspirados por Deus  eles alimentaram a fé na vinda do Messias que fôra prometido logo após o pecado original. Essas vozes que ecoaram dos vales profundos do passado e, muitos séculos antes, mostraram nos longínquos horizontes a figura grandiosa do Salvador da humanidade. Adão recebeu a promessa de um Libertador e a transmitiu aos seus descendentes. Abraão, separado de sua família para ser o pai do povo de Deus, sabia que o Messias sairia de sua raça e de seu sangue. Jacob, no leito da morte, saudou o Redentor na prole de seu filho Judá. Moisés, chefe e legislador do povo, contemplou o futuro onde vê a figura adorável daquele que seria maior que ele, e exclama: “Suscitar-vos-á o Senhor, vosso Deus, um profeta como eu, dentre os vossos irmãos, haveis de escutá-lo em tudo quanto vos disser” (Dt 18 ss; Atos 3,22). Depois apareceu Davi que cantou as glórias divinas e as grandezas do Esperado das nações. Ele mostrou Deus na magnificência de suas obras, nas maravilhas de sua providencia, nas riquezas de sua misericórdia, nos rigores de sua justiça e nas doçuras do seu amor. Ele contemplou o homem em sua baixeza e em sua grandeza, em sua enfermidade e em sua glória, em sua ruína e em sua reabilitação, em sua vida de um dia e em suas esperanças imortais. Mas ele vislumbrou, sobretudo, o grande Medianeiro entre Deus e o homem.  Depois de Davi surge uma longa série de profetas a celebrarem a sua geração eterna como Filho de Deus; o seu nascimento de uma Virgem como Filho do homem. glória de Belém que o verá nascer, as cenas dolorosas de sua paixão. Nenhum dos motivos, Nenhuma das peculiaridades, nenhum dos frutos desse drama divino foi ignorado dos séculos que o precederam, Admirável e sublime este testemunho das profecias que, no passado, iluminaram a divina figura de Cristo, antes de ele aparecer no mundo. De Adão até o último dos Profetas, através dos séculos cresceu e se desenvolveu gradativamente o sublime vulto do Messias prometido. Em síntese, Adão nas portas do paraíso terrestre, Abraão, Isaac, e Jacob na tenda dos Patriarcas, Moisés no deserto, David sobre o trono, Daniel no exílio, Jeremias entre as ruínas de Jerusalém, Ezequiel e Amós no meio das nações idolatras, todos, os olhos fixos sobre o mesmo personagem, contemplaram, cantaram e descreveram o Salvador. Toda a antiguidade está repleta desta esperança. A Encarnação do Verbo que estava incluída no plano eterno de Deus para a elevação do gênero humano à ordem da graça foi a realização da promessa feita aos representantes do gênero humano no Paraíso perdido. Ensina o referido documento do Concílio Vaticano II:  “Com toda a sua presença e manifestação da sua pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres, e sobretudo com a sua morte e gloriosa ressurreição, enfim, com o envio do Espírito de verdade, completa totalmente e confirma com o testemunho divino a revelação, a saber, que Deus está conosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida eterna”. A posse dessa felicidade perene depende da correspondência de cada um às graças redentoras e o alerta de Santo Agostinho não pode ser olvidado: “Aquele que te salvou sem ti, não te salvará sem ti”. 

* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.
 
Última Alteração: 11:32:00
Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Local:Mariana (MG)

O processo da formiga

O juiz maranhense José Eulálio Figueiredo acaba de lançar o livro “O processo da formiga”. Trata-se de um curioso processo criminal ocorrido há 300 anos em um tribunal eclesiástico na então província do Maranhão. Segundo a narrativa, milhares de formigas foram sentenciadas por subtraírem da dispensa de um convento capuchinho a preciosa farinha que proporcionava o pão de cada dia aos piedosos frades. Além do furto, os túneis que conduziam ao precioso alimento eram tantos e tamanhos que ofereciam riscos à estrutura do convento.
Diz o zeloso historiador à reportagem da FSP: “Antigamente, era comum animais ou objetos serem processados. E a Igreja era a que mais processava animais”. Segundo ainda o jornal, “na época, não havia o entendimento de que os animais não tinham consciência do certo ou errado, e, como criaturas de Deus, os bichos eram submetidos à Igreja. Na história, há casos de ratos excomungados e animais venenosos banidos por ordem de bispos, diz o juiz”.
O drama das ladras famigeradas, segundo o autor, possuiu um desfecho comum à ideia dos dois pesos e uma medida. Apesar de terem um defensor nomeado pelo próprio tribunal, que defendeu a tese da ação radical em prol da sobrevivência, as “cidadãs” do formigueiro sem princípios éticos foram condenadas. Nos dias de hoje seriam enquadradas no artigo 171. Mas, ao que parece, gozaram da impunidade já latente na prática judicial desse país de antanho. Ontem, hoje e sempre?
Deixemos as ironias que o caso suscita. O retrocesso a um processo com tais ingredientes só nos induz a reflexões mais que históricas, pois nos leva a imaginar o famigerado formigueiro que ainda hoje ataca os celeiros da fé cristã. Não somente um ninho de lava-pés, nem de insignificantes formigas-doceiras, mas uma legião dos mais vorazes desses insetos, travestidos em suas seitas, filosofias, correntes políticas e tradições ditas culturais ou religiosas, atacam hoje as “dispensas” das reservas da fé cristã. Já não se trata de um simples abalo patrimonial, pois que há muito a ideia de Igreja hierárquica ou institucional não prevalece sobre a definição de Igreja, Povo de Deus. O que vemos acontecer em vários paises não cristãos é uma guerra declarada ao patrimônio maior da Igreja de Cristo, seus seguidores. Está em curso um ataque sistemático à fé dos que se declaram seguidores do nazareno, como se estes fossem portadores da mais abjeta das mensagens dirigidas à humanidade.
Para evitar maiores danos, a simples consciência dessa ameaça já é um grande passo. A própria Igreja tem denunciado, com veemência, as atrocidades que hoje se praticam contra seus seguidores. Uma instituição foi criada com o nome de AIS – Ajuda à Igreja que Sofre – e esta tem sido a porta-voz do grande martiriológio do terceiro milênio, que não poupa raças, países ou instituições. Já não se trata de um ato isolado de simples formiguinhas contra sobras de um bolo, mas sim de imensos formigueiros “sem consciência do certo ou errado”, segundo a ótica cristã ou segundo qualquer princípio humano. É certo: não vamos aqui restaurar um processo aos moldes do acima citado, pois que isto será competência do Juiz Supremo, que já sentenciou: “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós” (Jo 15,18).
Mas também é certo: da própria formiga se extrai o pior dos venenos, a formicida. Pobres insetos, que desconhecem o mal que fazem a si próprios. Ameaçam a estrutura de uma instituição sólida, atemporal, acima das leis e das potestades... Pensam prestar culto a Deus, mas procedem deste modo, “porque não conheceram o Pai, nem a mim” (Jo 16,3). Então virá o dia da sentença final, quando os que defenderam as reservas da própria fé darão glórias ao juiz das causas perdidas. Vinde, Senhor Jesus!
                            wagner@meac.com.br
 
Última Alteração: 10:13:00
Fonte: Wagner Pedro Menezes
Local:Assis (SP)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O melhor presente de um pai para um filho é ser presença

A Palavra meditada hoje está em Lucas 10,17-24
"Motivo maior de alegria é saber que temos um pai que nos ama muito e está sempre presente em nossa vida: o Pai do Céu", afirma Alexandre
Foto:Maria Andrea


Assim como acontece conosco de voltarmos alegres das missões e encontros religiosos que realizamos, aqueles setenta e dois discípulos também se sentiam alegres. Além da alegria que sentimos somos evangelizados e evangelizamos por tocar nas maravilhas de Deus.

Todos aqueles discípulos se alegraram, ainda mais quando Jesus fala que lhes foi dado poder e que nenhum mal poderia atingi-los. Mas alegria maior eles deveriam sentir, porque o nome de cada um está escrito no céu, ou seja, no livro na vida.


São inúmeras as bênçãos e maravilhas que recebemos de Deus. Tudo isso é motivo para nos alegrarmos, entretanto, motivo maior é saber que temos um Pai que nos ama muito e está sempre presente em nossa vida, o Pai do Céu que nos é revelado através de Jesus Cristo.


Uma das atuais armadilhas do inimigo de Deus envolve a destruição das famílias. Na última missão em que estive, uma menina me pediu para rezar pelo irmão dela, por que ele falava apenas algumas palavras. Enquanto estava rezando pelo menino, o Espírito Santo me revelou que deveria rezar pelo amor de Deus; então, pedi para ele falar o nome de Jesus, mas ele não falava. Ao pronunciar “pai, eu te amo” ele começou a chorar. Então, compreendi que o problema dele era a ausência que sentia do pai.


Hoje, muitas pessoas podem estar com o mesmo problema, sentem a ausência do pai, do carinho, do amor, de um momento da atenção. Muitos pais substituem o seu amor por um presente, quando poderiam ser presença na vida dos filhos, esse é o maior e melhor presente que um pai pode dar um filho, além do amor.


Como conseqüência da ausência do pai, os filhos crescem desacreditando no amor do Pai do Céu, pois a experiência e a referência do pai da terra não é boa. Atualmente, muito filhos trazem feridas no seu coração por causa de um pai ausente ou violento.


O Senhor hoje fala para todos os filhos que trazem marcas causadas no seu coração por causa de seu pai e lhes diz: "Vocês são filhos amados". Deixe Jesus curar essas feridas e jamais repita ou transfira para o seu filho as coisas que seu pai lhe fez, pelo contrário, você tem a oportunidade de fazer diferente.


Não duvide do poder de Deus, Ele vai curar todas as feridas que há no seu coração. As famílias precisam orar mais para vencer as tentações e, assim, os pais devem fazer com os seus filhos, orar e clamar a Deus o poder de vencer o inimigo a fim de continuar no caminho certo.


Mesmo que o inimigo de Deus tenha feito muitas coisas para perder o seu valor, saiba que para Deus você continua valendo muito, porque o amor que Ele sente por você jamais acabará.


Senhor, visite cada família e reconstrua o amor de pais e filhos.


Alexandre Oliveira
Missionário da Comunidade Canção Nova

Transcrição e adaptação: Rita Bueno

Rezar é abrir-se a Deus

Ninguém se coloca sob o sol sem se queimar. Se tomar sol você vai sofrer as consequências dele. Com Deus acontece algo semelhante, ninguém se coloca na presença d'Ele sem ser beneficiado por ela. As marcas da presença do Todo-poderoso também são irreversíveis para a nossa salvação. Quando nós nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo, Ele nos dá liberdade. Nunca o Senhor pensou em trazê-lo para perto d'Ele para tirar algo de você, muito menos para limitar a sua liberdade. Se Ele não quisesse que fôssemos livres, por que teria nos criado livres?

Nossa liberdade ficou comprometida por nossa própria culpa, porque quem peca se torna escravo do pecado. Pelos erros e pelos vícios que entram em nossa vida ficamos debilitados. O Pai nos deu Cristo para nos libertar daquilo que nos amarra. Deus nos mostra quais caminhos podemos seguir, mas a liberdade de escolher é nossa. O desejo do Senhor é libertar você de toda a angústia, de toda a opressão. O desejo d'Ele é vê-lo feliz.

Veja em Gálatas 5,1: "É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão".
Cristo amou você, morreu numa cruz por sua causa, para que você não fosse escravo do pecado. O Ressuscitado nos libertou de todo o mal, de toda armadilha do inimigo para que permaneçamos livres. Contudo, ninguém é livre na maldade. Uma vez que o Espírito Santo visitá-lo, não dê brecha para o pecado.

Quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? (cf. Coríntios 2, 10-16). Assim também ninguém conhece as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.

Ninguém pode saber o que está em seu interior se você não abrir a boca e disser. Quando você reza, Deus Pai o refaz e o Espírito Santo o cura e liberta. Rezar é ficar nu na presença de Deus, é se abrir a Ele. Quando você está rezando, coloca-se na presença do Altíssimo, se expõe e é curado. Quando você tira a roupa diante do espelho, vê o que quer e o que não quer. Na hora em que estamos rezando, caem as nossas roupas - espiritualmente falando - e, do mesmo modo, vemos aquilo que queremos e o que não queremos. Tudo que eu faço de mau volta para mim no momento da oração. As feridas que nós ignoramos, na oração não conseguimos ignorá-las, porque, nesse momento, Deus as revela para nós ao nos curar. No momento em que o Senhor me mostra quem eu sou, Ele também mostra quem Ele é. Se Ele me revela uma coisa que não está boa, é porque é preciso consertá-la.


Na oração nós aprendemos a ouvir o Senhor. Não existe ninguém que, tendo rezado, Deus não o tenha respondido. E se Ele não lhe responde diretamente, vai fazê-lo por meio de uma pessoa ou de um fato, mas Ele responde. Nós precisamos aprender a ouvi-Lo na oração para conhecermos os planos que Ele tem para nossa vida.

Eu e você precisamos, na oração, pedir ao Espírito Santo que nos faça descobrir o que está ruim ali dentro. Deus sabe o quando você foi machucado e sabe como curá-lo.
A nossa vida inteira é um processo de cura interior. Enquanto você estiver com os pés aqui nesta terra, sua vida será um processo de cura interior. Nós temos que nos apresentar diante de Deus. 
O Todo-poderoso tem um plano na sua vida, um plano de amor, um plano de realização e de felicidade para você. Se você não abre o seu coração para a oração, corre o sério risco de morrer sem conhecer o plano que Deus tinha para você.

Foto Márcio Mendes
marciomendes@cancaonova.com
Missionário da Comunidade Canção Nova, formado em teologia, autor dos livros "Quando só Deus é a resposta" e "Vencendo aflições, alcançando milagres".

Por que há pouca participação de fiéis nas igrejas ?

É fato conhecido que a frequência de fiéis aos atos litúrgicos dominicais se apresenta de maneira muito diferenciada de um lugar para outro. Há aquelas regiões onde as igrejas estão sempre cheias aos domingos. Por isso elas têm mais facilidade para manter os trabalhos pastorais, ter boa catequese, erigir belas igrejas, despertar muitas vocações sacerdotais. "Uma só coisa peço ao Senhor: habitar em sua casa por toda a minha vida" (Sl 27,4).


Já em outras regiões, há muitas atividades civis no Dia do Senhor, mas, nas igrejas, só aparecem uns "gatos pingados". Nelas, há muita dificuldade em cumprir qualquer plano pastoral, os templos são desleixados, não há catequese e, no seu horizonte, não desponta nenhuma vocação sacerdotal nem líder religioso. Sempre fui curioso para descobrir por que algumas pessoas, apesar de serem convictamente católicas, raramente frequentam a igreja. "Vou propor-vos um enigma" (Jz 14,12).


As 4 razões poderiam ser estas, acrescidas de melhores explicações por parte de quem enxerga mais longe.
1 – As ausências à igreja poderiam provir de motivos circunstanciais, como estado de saúde precária, grave cansaço, distância, perigos de vida;
2 – Os serviçais da Liturgia são dirigidos por pessoas muito difíceis de lidar, o padre é muito temperamental, não existe esforço por parte de ninguém para melhorar o canto ou não há criatividade; só se percebe mesmice sem entusiasmo;
3 - Percebe-se uma solerte influência inibidora de religiões que não buscam a oração comum. Sua tradição está distante da vida comunitária. Os espiritualistas promovem atos de caridade – o que é louvável –, mas não estimulam seus membros a se reunir e prestar culto a Deus. Eles não ensinam isso aos católicos, mas essa mentalidade passa, "por osmose", onde sua presença é muito forte;
4 – O último motivo chega até a ser polêmico, mas muito real. Algumas pessoas não têm vida ilibada, podem ser mentirosos, injustos, devassos, infiéis no casamento, promotores de discórdia ou falhos na sua fé.


Tudo isso numa graduação diversificada. Tais pessoas não se sentem à vontade entre cristãos que querem praticar justamente o contrário. Ficar longe de tal comunidade é a tendência mais normal. "Os injustos não permanecem de pé junto da assembléia dos justos" (Sl 1,5). Você concorda? Ou podem existir mais razões?
D. Aloísio Roque Oppermann scj
domroqueopp@terra.com.br

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Força para resistir a tentação

Os fiéis pedem a Deus, em oração, na Liturgia das Horas: “Dai-nos força para resistir à tentação, paciência na tribulação e sentimentos de gratidão na prosperidade”. A prece exprime o estado de espírito de quem se vê diante de Deus com suas limitações, entre as quais está a tentação, que se manifesta de muitas maneiras.

Com a publicação do Catecismo da Igreja Católica (CIC), em 1992, os fiéis entendem melhor o pedido que fazem no Pai-Nosso em relação à tentação: “Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza. (...) O Espírito Santo nos faz discernir entre a provação, necessária ao crescimento do homem interior em vista de uma ‘virtude comprovada’; e a tentação que leva ao pecado e à morte. Devemos também discernir entre ‘ser tentado e consentir’ na tentação. Por fim, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente, seu objeto é ‘bom, sedutor para a vista, agradável’ (Gn 3,6), ao passo que, na realidade, seu fruto é a morte. (...)

Ao dizer ‘Não nos deixeis cair em tentação’, pedimos a Deus que não nos permita trilhar o caminho que conduz ao pecado. Este pedido implora o Espírito de discernimento e de fortaleza; solicita a graça da vigilância e a perseverança final. (...) A fortaleza é a virtude moral que dá segurança nas dificuldades, firmeza e constância na procura do bem. Ela firma a resolução de resistir às tentações e superar os obstáculos na vida moral.”

Por sua vez, o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, publicado em 28 de junho de 2005, resume em que consiste o pedido “Não nos deixeis cair em tentação”: “Nós pedimos a Deus Pai que não nos deixe sós ao sabor da tentação. Pedimos ao Espírito que saibamos discernir, de uma parte, entre a prova que faz crescer no bem e a tentação que leva ao pecado e à morte; e de outra, entre ser tentado e consentir na tentação. Esse pedido nos une a Jesus que venceu a tentação com a sua oração. Solicita a graça da vigilância e da perseverança final.”

O YOUCAT (Catecismo Jovem da Igreja Católica), publicado em 2011, antes da Jornada Mundial da Juventude, explica aos jovens a razão do “Não nos deixeis cair na tentação”: “Por que corremos a cada dia e a cada momento o risco de negarmos a Deus e de pecarmos, pedimos a Ele que não nos deixe indefesos na violência da tentação. (...) O próprio Jesus foi tentado, sabe que somos pessoas fracas, que não conseguem resistir ao mal pelas próprias forças. Ele nos apresenta, então, o pedido do Pai Nosso que nos ensina a confiar no auxílio de Deus na hora da provação.”

Bento XVI se reportou às tentações no seu discurso aos seminaristas em Madrid: “Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si só, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita. É importante não sucumbir a elas, porque, na realidade, conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus.”

No bojo de cada tentação há sempre uma proposta sedutora e enganadora, porque é isso, precisamente, que a caracteriza. A literatura eclesial já se refere às “tentações modernas” que têm a linguagem do momento, com apelos à negação de valores fundamentais como vida, dignidade, fidelidade, honestidade e estímulos à prática de antivalores como relativismo, indiferentismo, materialismo e hedonismo. O ser humano sempre esteve submetido às tentações, como ensina o Catecismo da Igreja Católica: “As tentações que vos acometeram tiveram medida humana. Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima de vossas forças. Mas, com a tentação, Ele vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar” (1 Cor 10,13). Essa certeza também existe em relação às “tentações modernas”.

Dom Genival Saraiva
Bispo de Palmares - PE

O casamento


Os noivos vêm à Igreja para se casar diante de Deus e da comunidade cristã, pois sentiram que esse amor que nascia se oferecia como uma promessa de felicidade.

Foi tão profunda a experiência de amor, que o casal decidiu fazer com que durasse para sempre. Então, cada um diz a si mesmo: "Minha felicidade depende desta pessoa extraordinária com a qual me encontrei. Percebo que sem ela eu não posso crescer, não posso ser feliz; necessito dela. Por isso quero unir minha vida a dela.
Iniciam o caminho do matrimônio, cheios de esperança. Mas o que significa o sacramento do matrimônio para a história de amor que estão vivendo?

Penso que a grande maioria dos casamentos cristãos não tem muito claro esse significado. Existe muito de costume, de rotina e até de pressão familiar nisso. Muitos creem que o casamento não é mais que uma simples bênção do próprio amor – assim como se abençoa um automóvel ou uma medalhinha – para que Deus os proteja e não lhes suceda nenhum mal.

Eu sei que esse não é o conceito que vocês têm deste sacramento, porque o verdadeiro sentido do matrimônio cristão é que, através dele, o Senhor faz algo com o amor, modificando-o. Deus o faz diferente do que era quando entraram na Igreja.


Algo semelhante aconteceu na Última Ceia, quando o Senhor transformou o pão em Seu Corpo. O pão continuou parecendo pão, mas já não o era, mas sinal de que lá está o Corpo de Cristo.

A mesma coisa faz o Senhor com o amor no dia do casamento. Deus toma o amor dos noivos e o transforma em sinal e em presença de Seu próprio amor divino.
O amor continua sendo o mesmo, mas ao mesmo tempo é mais, assim como a hóstia consagrada é mais do que pão. O amor do casal recebe a missão de ser sinal e reflexo do amor de Deus entre os homens.

No sacramento do matrimônio, os noivos vão aceitar essa missão. Vão dizer ao Senhor: "Sim, aceito que meu amor se transforme em reflexo do Seu".

Quero amar meu cônjuge não segundo meus desejos, mas tratar de amá-lo como o Senhor ama a Igreja, como Ele ama a humanidade inteira, como ama cada ser humano.
No profundo de seu coração, eles dirão um ao outro: "Eu o aceito como a pessoa por meio da qual Cristo vai se aproximar de mim. Eu sei que o Senhor se aproxima de mim através de muitas coisas, de muitas pessoas e acontecimentos, mas, ao me casar com você, eu o aceito como o grande caminho pelo qual Cristo vai se aproximar de mim.

Cada um se aceita e se doa ao outro como lugar privilegiado de encontro com o Senhor. Cada um se transforma para o outro em santuário vivo, onde encontra Cristo. O rosto da esposa e do marido se transformam no rosto de Cristo: rosto cheio de amor, de ternura, de generosidade, entrega e fidelidade. Por isso, Deus os chama a se transformar em sinais permanentes de amor em sacramentos vivos.

O importante da cerimônia do casamento não é o vestido da noiva nem a quantidade de convidados, mas o encontro profundo com o Deus do amor.

No livro do Apocalipse e na tradição cristã há uma imagem muito bonita, que é a imagem de Cristo como sol. Sabemos que o sol é a fonte de luz, de calor e de vida.
Jesus é nosso sol, porque Seu amor ilumina, esquenta e vivifica nossa existência. E isso significa o quê? Cada um há de ser Sol de Cristo para o outro: dar-lhe luz, calor e a vida que necessita para crescer.

Vocês se casam, porque cada um descobriu que o outro era seu sol; porque o encontro com o outro o fez sentir feliz, seguro, aceito. Então, decidiram se casar para seguir sendo sol do outro, para continuar doando, mutuamente, essa luz.

Queridos irmãos, peço a Deus e a Santíssima Virgem, Mãe do amor bonito, que cada um seja Cristo para o outro, seja sol de Cristo para o outro.
Pe. Nicolás Schwizer
Movimento apostólico Shoenstatt