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ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

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AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

INVERSÃO DE VALORES: DE DENTRO PERA FORA.



Estamos vivendo uma avassaladora onda de crise familiar, afirmo categoricamente que os lares estão vivenciando o fenômeno de desconstrução da família brasileira, e que cada casa, seja na zona urbana ou rural corre o risco de ser sucumbido por esse abismo que tem destruído muitas vidas.


Hoje os pais não mais educam seus filhos, simplesmente porque não conseguem mais educá-los. Hoje os filhos não mais respeitam os pais, antes os pais têm a obrigação de respeitar a vontade dos filhos. Quem tem ensinado a vida não são mais os pais, senão os vícios dos filhos.

Toda essa inversão de valores não exclui classes sociais, não exclui crenças religiosas e muito menos um lar cristão se não houver uma ruptura com o sistema mundano globalizado, que tem devorado muitos adolescentes e muitos jovens do nosso país.

Sei que escrever sobre esse assunto não seria suficiente para mudar esse contexto pós-moderno, nem teria espaço suficiente para tentar amenizar essa progressão malígna e destruidora que tem se maquiado em muitos lugares. Eis os jornais, revistas e noticiário através de rádio e televisão que tem anunciado para o público sobre o perigoso caminho que a humanidade tem caminhado que é a violência no lar; o que eu quero dizer é que o ser humano precisa de uma urgente mudança de caráter e postura ética.

Ultimamente temos visto muitas mortes entre familiares, e não são apenas aqueles casos de assalto e seqüestro, mas são predominantemente os do próprio âmbito familiar. Isso tem influenciado mais e mais pessoas, e principalmente jovens e adolescentes que não tem tido discernimento para interpretar o que ouvem e o que vêem.

Tenho atualmente vivenciado novas experiências na minha área profissional que me levaram a trabalhar como professor mediador em uma escola estadual na cidade de Sorocaba. Atendi e ouvi bastantes adolescentes de 7ª série do ensino fundamental ao 1ª ano do ensino médio, e percebi que toda violência e formas de imoralidades nessa idade têm haver com o momento que estamos passando, quero dizer que essa degradação de postura e conduta é geral e contaminante, e que nossos adolescentes estão aprendendo das seduções de espécie desumana e desenfreada nos meios mais cobiçados entre eles, e principalmente através da mídia. É momento de a sociedade rever seus valores e condutas éticas, como também de uma educação familiar mais próxima, onde os pais e os filhos possam ter mais diálogos e sentir maior calor humano.

Quando escrevia este artigo, li uma publicação que me deixou muito satisfeito porque correspondia com isso que eu estava escrevendo, era de meu amigo João Sampaio - coordenador do curso de Filosofia da UNISO – com o título Educação para a vida, (Informativo NUPEP – Dezembro de 2010), em seu texto escreveu: Não estamos fazendo apologia sobre a miséria, mas alertando sobre o vazio de nossas existências. É esse vazio que realmente precisa ser preenchido, mas não com produtos e mercadorias mundanas de consumismo que evocam o espírito de rebeldia e ódio entre as pessoas, mas sim com o amor e a fé que provém do altíssimo, sem escrúpulo algum em querer inibir sua vontade e sua graça na vida desse povo que carece da ação de Seu Espírito.

A sociedade precisa urgente despertar para com essa ação satânica que tem assolado e destruído muitos lares e muitas vidas, pois é propício lembrar que a bíblia nos alerta e diz: “O ladrão, não vem senão para roubar, matar e destruir” (Jo. 10.10), e para isso é necessário converter nossos caminhos e voltarmos para Jesus Cristo e sua palavra, e dessa forma teremos melhores dias e não mais ruínas.

Gilberto Lopes Manzano

LINGUA FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO



A comunicação é um componente fundamental na formação e desenvolvimento de uma comunidade, na dependência da relação de convivência social para um ideal comum. Uma sociedade não sobreviveria sem o compartilhar da sua própria vida, pois, "a comunidade é uma unidade composta de muitas pessoas que compartilham um mesmo modo de viver", e nesse processo de construção cultural o órgão vital do corpo humano responsável direto por essa organização é a língua.


Gn 11.1-6 "...Era toda terra de uma mesma língua, e duma mesma fala...e disseram: edifiquemos nós uma cidade...", é a língua quem possui a função de articulação ou desarticulação nesse diálogo interpessoal pelo mecanismo da fala, e a mesma, está diretamente ligada ao nosso intelecto. Sl 17.3 "...o que pensei, a minha boca não transgredirá..." conquanto fazendo uso das palavras como códigos gramaticais ortográficos, as quais expressam e externam nossos pensamentos, sentimentos, vontades e desejos, revelando o que se processa em nosso coração (interior - mente).

Lc 6.45 "...porque da abundância do coração fala a boca..." Por isso somos responsáveis direto por qualquer palavra que pronunciamos. Mt 12.36,37 "...toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta..." As palavras que não edificam, (ociosas, calúnia, difamação) machucam, ferem, e por fim destrói. Neste propósito a língua está sendo articulada em um ato consciente por meio de uma decisão pessoal como ferramenta para destruição.

Pensamento: "Não faça de sua língua uma arma, porque sem sombra de dúvida a vítima vai ser você!" Isto é, perder o controle da língua é, sobretudo, assinar o atestado de óbito. Gn 11.7,8 "...confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro...cessaram (destruir convívio) de edificar a cidade...".
Pv 18.21 "...a morte e a vida está no poder da língua...". As palavras produzem uma força de energia de carga positiva e/ou negativa no psique de quem ouve. Elas são captadas pelo ouvido, ativando e desencadeando a produção e liberação do hormônio da felicidade chamado de "endorfina", que nos traz bem-estar e alegria de viver, ou o hormônio da tristeza chamado de “cortisol” que provoca estresse, rouba o prazer de viver em um alto grau de depressão. Tg 3.10 "...De uma mesma boca procede benção e maldição...", isto implica dizer que a língua pode ser usada tanto como instrumento de benção para teu próximo, quanto pode ser utilizada como ferramenta de maldição, de intriga, e contenda para com o teu próximo. Tg 3.9 "...com ela bendizemos a Deus, e com ela amaldiçoamos os homens...". A propósito como você está usando sua língua?

Quando somos afrontados, provocados, insultados, agredidos e feridos com palavras amargas qual tem sido a nossa reação? Sl 64.3,4 "...e armaram por suas frechas (projétil disparado) palavras amargas...". A bíblia aponta um recurso e nos dá duas opções e uma escolha entre palavras brandas e palavras duras. (Pv 15.1) Qual tem sido frequentemente a sua opção?

Veja que a palavra "branda", agradável, desvia o furor e traz paz, tranquilidade e o bem-estar. Em contrapartida a palavra "dura" suscita ira, contenda e comportamento agressivo, nos levando a inimizade, intrigas. I Pe 3.10 "...quem quer ...ver dias felizes, refreie (controle) a sua língua...". A priore Pedro revela aqui uma oportunidade ímpar de como tratar para uma moderação e um controle eficaz do uso da língua? Tg 3.3 "...nós pomos freio nas bocas dos cavalos..." Contudo, o apostolo Tiago já revela algo diferente sobre o assunto em questão, Tg 3.8 "...Mas nenhum homem pode domar a língua..." visto ser um mal indomável. Pensamento: “Nós somos escravos das palavras que pronunciamos, e senhor das palavras que não pronunciamos.” (calar é ouro, falar é prata. Isto é, pronto para ouvir, tardio para falar. Tg 1.19).

O tratamento terapêutico clínico para educar (aperfeiçoar) nossa língua será com o especialista em língua erudita (clássica, culta). Is 50.4 "...O Senhor Jeová me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer, falar a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado...".

1° Quem governa e controla toda sua vida e todo seu corpo? A língua.

2° Donde vêem as guerras e pelejas entre vós? Por intermédio da língua.

Vejamos o processo terapêutico que passou o profeta Isaías para tornar sua língua culta, erudita. Is 6.1-7 "...Então disse eu: Ai de mim, que vou perecendo porque eu sou um homem de lábios (língua) impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios (língua)". A priori reconheceu e aceitou o estado de impureza e a necessidade de refinar sua língua em uma fornalha como ouro. Is 49.10 "...provei-te na fornalha da aflição...".
Existe crente dragão "cuspindo fogo", incendiando e inflamando os corações com ira e revolta, Tg 3.6 "...A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade...", esse cristão ainda pensa que Deus está com ele. Caindo no engodo assim como Pedro ao ser surpreendido por Jesus, Lc 22.31-34 "...Senhor estou pronto a ir contigo até prisão e à morte...". Tg 1.26 "...Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração..."No processo terapêutico se fez necessário a vinda de um dos Serafins trazendo em sua mão uma brasa viva do altar; e com ela tocou a minha boca. Jr 1.9 "...e tocou-me na boca; e disse o Senhor; Eis que ponho as minhas palavras na tua boca...", com esse procedimento temperamos a nossa língua com palavras de puro sal. Cl 4.6 "...e temperada com sal para que saibas como vos convém responder, falar a cada um..." ao seu próximo com educação e respeito.

Joelson Raulino Da Silva

VIDA SIMPLES, SIMPLES VIDA



A vida na roça é simples. Lá tudo é longe e os recursos, em geral, são escassos. Tudo é pequeno e dificil de ser alcançado. A roça é um lugar de muitos sonhos e poucas realizações.


O menino vem correndo morro a baixo enquanto o vento lhe beija o peito nu e levanta os seus cabelos. A tarde chega com seu ar cansado querendo abraçar a noite e descansar um pouco nos seus braços. Pássaros retardatários buscam os seus ninhos onde querem com segurança passar a noite. Uma lua tímida e medrosa aparece no céu cercada de estrelas que piscam saudando a noite. É o fim de mais um dia de correria, de muita luta e de pouca poesia. Vida simples, pacata, mas cheia de nuances e sugestões.

A vida na roça é simples. Lá os caminhos são estreitos e tortuosos, margeados de capim. Erva rasteira que cresce morro acima no abandono da roça que ficou esquecida tomada pelo mato que a tudo domina. Bananeiras sem cachos, cansadas, velhas e arcadas sustentadas apenas pelas raizes que teimam em se manter na terra. Árvores secas em cuja casca abrigam formigas e outros insetos que disputam o espaço.
Enxames de marimbondos que representam perigo para alguém desavisado que ousa cruzar o seu caminho. Lá em baixo no brejo, o riozinho corre sem pressa cercado pela vegetação aquética - morada de sapos que coaxam a noite toda formando uma orquestra monótona e desafinada. É a paisagem rude e simples da roça que forma esse quadro que a natureza sabiamente pintou.

 vida na roça é simples e sem graça. Lá o tempo não passa... A esperança é depositada nas plantações que nunca rendem o esperado. Feijão, milho, café, mandioca, arroz... A terra recebe a semente enquanto a chuva cai e a faz germinar.
Depois, a plantinha nasce e começa a crescer... Vem o sol, e muita vezes castiga a planta e ela quase morre queimada e destruida pelos raios do sol. O lavrador luta, chora, ora e às vezes até se revolta, mas só Deus pode fazer a planta crescer e dar um bom resultado, uma boa colheita. O mato em volta da planta parece querer sufoca-la. É preciso urgente usar a enxada e capinar o mato que cresce depressa e ameaça a frágil plantinha. O lavrador faz a sua parte, enfrenta o sol inclemente e afasta definitivamente o perigo que rondava a planta. A lavoura agora está ficando bonita, daqui a pouco estará florida e mais tarde estará com frutos e depois poderá ser colhida e armazenada.
O coração do lavrador bate forte enquanto ele olha o cafezal em flor e sente o seu cheiro peculiar. Ele até imagina o lucro e faz as contas e sonha com um bom dinheiro depositado no banco. A vida vai melhorar por aqui... Debruçado na janela, ele sonha com uma nova vida enquanto olha o cafezal florido e sente o cheiro gostoso que o vento lhe traz. É bom sonhar de olhos abertos, bem abertos, para ver a realização de um sonho. O homem sonha e Deus realiza o seu sonho. A calma enche o vale iluminado pela luz da lua e por centenas de vagalumes que piscam na noite. O silêncio só é quebrado pela orquestra dos sapos que insistem em tocar enchendo o brejo com sua música peculiar.

O lavrador, cansado, vai se deitar feliz e sonha com dias melhores e colheita abundante que vai obriga-lo a destruir os velhos celeiros e construir outros maiores. É a vida na roça onde tudo é longe e os recursos, em geral, são escassos. Mas a esperança continua viva nos corações e no verde das plantações que prometem um bom lucro este ano. A vida na roça é simples, mas é cheia de sonhos e esperanças como se fosse uma ingênua brincadeira de criança. Deixa o lavrador sonhar, pois o sonho é a essência da sua vida.

Cícero Alvernaz

CREIO EM DEUS



O Deus que creio não se deixa aprisionar pela religião ou alguma igreja, mesmo quando ela o afirma como seu símbolo maior; quando batiza, celebra a eucaristia, faz casamentos, promove profissões de fé, ensina sistematicamente "doutrinas fundamentais" conservadas em formol. O divino transformado num pássaro empalhado. Creio, porém, no Deus que pousa como um pássaro vivo, livre no coração de todos os homens e mulheres, e que, principalmente, encanta as crianças, como os meninos e as meninas que o chamam de "Abbá" e "Paínho". Deus que se oferece gratuitamente a filhos bons e maus, aos que se acreditam "salvos para sempre", e aos que, sem saber de quê são salvos, por que são salvos, para quê são salvos, não perguntam sobre enquadramentos, fé eclesiástica ou doutrinária, mas recebem o Salvador e sua ternura gratuita.


Creio no Deus que existe no início de uma nova pulsão, de um grito de angústia, na reforma no ser humano. Deus que existe no começo de uma utopia, um sonho novo, uma esperança, um devaneio libertário. Creio assim como Jesus: é preciso desmontar a doutrina “ortodoxa” vigente, racionalizada, parafuso por parafuso, e construir tudo de outra maneira, nascer de novo. Creio que, para compreender o desafio da fé, Deus é imprevisível e irônico quanto ao saber humano. É preciso rasgar os projetos de dominação em seu nome, chutar as latas do lixo doutrinário, rir dos que querem engaiolá-lo e debruçar-nos de novo sobre projetos libertários, de transformação do homem, da mulher e do mundo, seguindo Jesus e a essência cristocêntrica que não está escrita em nenhum lugar.

Creio em Deus: “é preciso crer, sim, pois ninguém conseguirá ouvir, ver, ou falar de Deus a não ser como pessoa liberta pela a fé” (Karl Barth). Que a fé seja uma história nova a cada dia. “A fé liberta homens e mulheres, juntos, pois ninguém se liberta sozinho” (Paulo Freire). Creio no Deus que vem aos homens e às mulheres; que atrai, abraça, une nas suas causas da liberdade, de direitos e dignidade para todos os viventes. Creio que qualquer pessoa sensível que leia um jornal sentirá angústia diante do panorama desenhado com os horrores que estão sobre nós; com os temores que nos tomam quando temos conhecimento de guerra nas favelas, violência doméstica, abuso e abandono de crianças, crime organizado, fome no mundo, narcotráfico, meio ambiente degradado e entregue à ganância do capital.

Creio na solidariedade de Deus com o oprimido, enquanto observamos pobreza e injustiça em níveis que extravasam a compreensão, enquanto mergulhamos no pior dos pessimismos, impermeáveis e céticos ao amor, ignorando o outro e a outra. Creio que precisamos de Deus para reagir e acreditarmos num mundo novo possível.

Creio no Deus que se aninha no ventre da mulher grávida e sem-teto, morta a tiros numa madrugada, além de tantos outros que incomodam a sociedade com sua miséria, ou na mãe soterrada com os filhos nos deslizamentos de terra, resultado dos desmandos cada vez mais irresponsáveis e violentos no mundo. Creio que Deus extrapola a nossa fé, discorda de juízos sobre “assassinatos necessários” (limpeza étnica, social, ideológica), e ri das pretensões humanas de conhecer e manipular a verdade e a justiça; que Deus vomita com os odores dos sermões moralistas que tornam a salvação uma abstração desprezível, mas que se diverte com os vôos rasantes de urubus eclesiásticos em busca de carne podre, enquanto encobrem seus pecados corporativos.
Creio no Deus do profeta enlouquecido em razão da esquizofrenia alucinada de nossos dias. Deus da beleza ética que desnuda o realismo áspero, pragmático, oportunista, propositista, e faz o amor brotar em densidade nos melhores valores éticos e estéticos que sustentam nossa espiritualidade. Creio que Deus está em tudo que é belo, inclusive na ética da vida. Que Deus nos torna capazes de saltos-mortais nas alturas, na corda-bamba, de caminhar sobre o cordão invisível da vida real sem duvidar das coisas que vêm depois do salto final.

Creio que Deus é um vento bravo que vira vendaval, que se anuncia como um grito de vida na terra dos mortos. Ele não vai se acalmar enquanto existir destruição da vida na terra. Deus é como correnteza de águas brotando dos mananciais subterrâneos: Água da vida, símbolo da presença amorosa, do cuidado com a terra e com o rio da vida, que é manifestação da fonte do grande amor pela criatura e o mundo criado.

Creio no que Jesus ensina através de uma relação íntima com a vida, abrindo o caminho humano para a busca do divino, e nos põe em comunhão com todas as coisas e com todos os seres do universo. Água que é relacionada com o que há de mais sagrado: a vida, o todo, no profundo mundo interior de cada um de nós. Creio que é preciso ouvir o que Jesus disse a plenos pulmões sobre um futuro possível: “Deus amou, ama e amará o mundo que criou, e tudo que nele habita!”.

Derval Dasilio

A INVEJA



A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou enfrentar a inveja. Não vou mais mentir dizendo para mim que não sou invejoso. Confessarei o pecado da inveja e me porei contra ela, suficientemente convencido de que é uma doença capaz de me destruir e tão grave “como câncer” (Pv 14.30, NTLH).


A inveja não é algo de pequena monta. Ela está sempre ao lado de outras coisas terríveis (as tais obras da carne de que fala Gálatas 5.19-21). A inveja não é passiva; não cruza os braços; não fica parada em momento algum. Ela é ativa, dinâmica e incontrolável. Se não for barrada na nascente, leva o invejoso automaticamente ao crime. Não foi a inveja de Caim que provocou o primeiro assassinato da história (Gn 4.8)? O livro de Gênesis conta que “Isaque tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele”. A inveja dos vizinhos levou-os a entupir todos os poços dos quais o patriarca se servia para matar a sede do gado e regar a lavoura (Gn 26.14-15). Foi por inveja que os irmãos de José o venderam para ser escravo no Egito (At 7.9).

A inveja no âmbito religioso é um problema sério na história passada e presente da igreja cristã. Porque Deus aceitou com agrado a oferta de Abel e não a de Caim, este “ficou furioso e fechou a cara”. E acabou matando o irmão (Gn 4.5, NTLH). Jesus foi entregue a Pilatos para ser condenado à morte por causa da inveja incontrolada dos chefes dos sacerdotes, como facilmente enxergou Pilatos (Mc 15.10).

Poucas semanas depois, os saduceus ficaram com tanta inveja do sucesso dos apóstolos que os mandaram prender (At 5.17-18). Tanto em Antioquia como em Tessalônica, Paulo sofreu horrores por causa da inveja dos judeus (At 13.45; 17.5). Havia sérios problemas de inveja na igreja de Corinto, além de “brigas, manifestações de ira, divisões, calúnias, intrigas, arrogância e desordens” (2Co 12.20). Na igreja primitiva, Paulo foi obrigado a admitir que alguns pregavam Cristo “por inveja e discórdia” (Fp 1.15). Pedro também percebeu que Simão, o mago do Samaria, batizado por Filipe, queria o batismo do Espírito Santo porque estava “cheio de inveja, uma inveja amarga como fel” (At 8.23). Diante dessas realidades, o que preciso fazer é mortificar a inveja no meu coração, onde ela mora -- antes que ela saia de lá e cometa seus desatinos.

Estou ciente de que posso invejar também os que estão do lado de fora da igreja. Dou graças a Deus pelo conselho, possivelmente de Davi: “Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos que praticam o mal. Pois eles vão desaparecer logo como a erva, que seca” (Sl 37.1-2, NTLH). Já tive inveja da prosperidade dos não-crentes (Sl 73.3), mas me curei quando Deus me mostrou a transitoriedade do sucesso deles e o seu destino final (Sl 73.16-19). Já decorei a insistente palavra do sábio dos sábios, que me diz: “Não inveje os pecadores em seu coração” (Pv 3.31; 23.17; 24.1). Os Provérbios de Salomão me garantem também que “os pecadores não têm futuro; [pois] são como uma luz que está se apagando” (Pv 24.20).
Estou tomando uma grande decisão: a de sufocar a inveja. Mas não a tomo sozinho. Tomo-a na certeza do auxílio de cima! Que o Senhor me socorra!

FONTE: REVISTA ULTIMATO

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

DEUS TUDO PODE EM SUA VIDA.


Creiam! - Por isso quero transmitir-lhes a oração, e que Deus abençoe sua necessidade financeira e a satisfaça em dobro.

A benção financeira:

Deus Pai Celestial, o mais cortês e amoroso, eu te invoco, Tu que bendiz minha família abundantemente.

Sei que Tu reconheces que uma família é mais do que só uma mãe, pai, irmã e irmão, marido e esposa, senão um grupo onde todos crêem e confiam em Ti.

Deus meu, Te elevo esta oração para que me bendigas financeiramente. Assim também desejo esta benção financeira não só à pessoa que me enviou (diga o nome da pessoa), como a todos aqueles a quem enviarei e a todos que mais adiante a receberem. Sabemos do poder da oração unida por todos aqueles que crêem e confiam em Ti.

Pai Amado és o mais poderoso que pode existir. Eu te agradeço de antemão por Tuas bênçãos.

Que DEUS Pai entregue agora mesmo à pessoa que lê isto, a abundância e misericórdia para o cancelamento de suas dívidas e cargas econômicas, que floresçam seus bens, de acordo com a Sua vontade Divina, em harmonia perfeita para todo o mundo e sob Sua Graça Divina.

Que Ele derrame Sua piedosa sabedoria e que possamos ser bons servidores e administradores das bênçãos financeiras de Deus.

Sabemos o maravilhoso e poderoso que És Pai Nosso e sabemos que se apenas Te obedecermos e caminharmos em Tua Palavra, ainda que tenhamos a fé do tamanho de uma semente de mostarda, Tu derramarás sobre todos nós Tuas bênçãos.

Agradeço-te agora Pai e Senhor Nosso, pelas bênçãos que acabamos de receber e as bênçãos que hão de vir.

Em nome de Jesus Cristo, Deus, Amém.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

UM MILAGRE VAI ACONTECER

Quem nunca sonhou em amar alguém
E poder viver em um lar feliz?
Quem nunca pensou em ser livre
E poder ter paz no coração?
Que ferido hoje está tão cansado
E sem forças pra continuar

Só pensando em desistir
Não consegue mais sorrir
Já esqueceu que não há nada
Impossível para Deus

Um milagre vai acontecer
Nunca deixe de clamar e acreditar
Que um milagre vai acontecer
Quando Deus agir, quem impedirá?

Um milagre vai acontecer
Mesmo sendo impossível
Deus pode realizar
Não temas, basta crer e esperar
Que um milagre em tua vida Deus fará

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ÓTICA DA ETERNIDADE

Na ótica de Deus, o valor da vida e dos bens da criação parte simplesmente da consciência que o fim da vida humana é na verdade o início da eternidade.

Perante a vida podemos optar pela ótica dos valores do tempo ou pela ótica dos valores da eternidade. Na ótica dos homens, a vida tem sua validade quando se funda nos critérios do ter, do usufruir, do competir, priorizando o cultivo de critérios apenas temporais: como a competência, vigor físico, aparência, poder social, político, econômico, posse de bens materiais, status ou mesmo uma religião que priorize o bem estar ao invés de se pôr a serviço da vontade de Deus e do bem comum de todos.

Na ótica de Deus, o valor da vida e dos bens da criação parte simplesmente da consciência que o fim da vida humana é na verdade o início da eternidade.

Todo cristão deve pautar sua vida, suas escolhas, suas opções e valores, tendo por critério de vida os valores da eternidade. Os valores humanos não são negados, mas se tornam relativos diante do valor absoluto que é Deus, a eternidade.

O apóstolo Paulo nos ensina que, diante dos valores da eternidade, os valores do tempo, embora necessários, se tornam provisórios. Faz bem recordar que nada levamos desta vida a não ser a vida que levamos. Embora necessários, os valores do tempo são apenas meios e não o fim. Neste sentido, tudo o que o ser humano conquistou e conquista, só tem sentido quando for posto a serviço do bem familiar e do bem comum (Mt 25,40).

A família cristã nasce, vive e convive sob a ótica da fé e da Boa Nova de Cristo. Sua origem primeira e última se encontra em Deus e seu fim maior é a vida com Deus. Essa compreensão dos valores da vida e do amor muda essencialmente a relação com os valores do tempo, transformando-os em meios e nunca como um fim em si.

O casamento e a vida em família fazem parte do projeto do amor de Deus. No casamento e na vida em família ninguém é dono de ninguém, todos são chamados a servir o outro na dimensão humana, afetiva, psíquica e espiritual. Casar-se não é viver num regime de posses ou de independência total, mas de serviços mútuos na relação, homem e mulher, pais e filhos, a caminho da vida eterna. É assumir o compromisso de cultivar e de salvar o outro, na forma humana e espiritual, sabendo que o esposo, a esposa, o filho, tem também por vocação maior a eternidade.

As opções do tempo para um cristão têm um critério de escolha, Deus, sua vontade e a Boa Nova de Cristo. Amar o outro, casar-se e viver a relação pais e filhos, filhos e pais, mais do que buscar viver apenas numa simples e sadia convivência humana-afetiva, torna a vida em família um lugar de partilha, de ajuda mútua a caminho do definitivo que é Deus. O apóstolo Paulo nos fala que, no tempo, somos peregrinos a caminho da pátria definitiva, a eternidade.

Sob o olhar de Deus o amor cristão transforma as relações afetivas e sociais, valoriza o presente em todas as dimensões sem transformar nenhum valor temporal em infinito. Não somos donos de nada, de ninguém, nem dos que mais amamos. Eles não são nossos, são de Deus. Hoje ou amanhã nossos familiares partem. A eternidade é a nossa morada definitiva. Somente na eternidade terminará a dor da separação e das perdas.

Na esperança cristã, vivemos o presente de nossa vida tendo por horizonte as promessas de Cristo que nos garante que a morte não é fim, mas passagem-encontro com a vida em plenitude na casa do Pai. Todo cristão deve ser comprometido com sua vida e a vida de todos. É nosso dever defender a vida digna e justa para todos, desde à concepção à hora da morte. Entender que os bens da criação e das conquistas humanas pertencem a todos, particularmente aos mais pequeninos e excluídos do tempo.
Cristo com sua encarnação, vida, paixão, morte e ressurreição é a nossa única esperança. Como cristãos amamos o presente de nossa vida, de nossas famílias e da vida de todos, mas o nosso horizonte e futuro definitivo é a esperança na vida eterna com Deus.

DEUS AMA VOCÊ


Deus é a origem e o fim de tudo o que vive. Ele deseja nos dar vida, a sua própria vida, uma vida plena (Jo.10.10). Aliás, o amor de Deus é sem limites, imensurável. A vida que Deus Pai quer partilhar conosco é antes de tudo Ele próprio, o amor de Jesus e a vida no Espírito Santo.


O que pode haver de mais transformador e revolucionário em nossa vida cristã? Somos amados por Deus desde toda eternidade. Aliás, Deus só sabe amar. Na Pessoa de Jesus, que se tornou um de nós por sua encarnação, toda pessoa é dignificada ao extremo. Por isto mesmo, Deus não aceita a exclusão de ninguém, desde a concepção até a hora da morte. Todos são seus filhos e filhas. O amor de Deus exige irreversivelmente o amor ao irmão, particularmente aos irmãos mais pequeninos e necessitados.

Na Gruta de Belém Deus assumiu nossa vida, nossos sonhos e sofrimentos, como nossos próprios pecados sem ter Ele nenhum pecado. Não estamos mais a sós no mundo. Nós temos a Deus por Pai, Jesus por irmão e o Espírito Santo por guia e luz de nossa vida. O amor de Deus por nós não se limita ao tempo, tem a dimensão da eternidade.

Sim, Deus Pai nos amou e nos ama com o mesmo amor com que amou e ama seu Filho amado, Jesus. Esta é a grande verdade que a Bíblia, a Igreja e acima de tudo Cristo nos ensinam. "Pai... que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim" (Jo.17.22). Por sua vez, Cristo, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é o grande revelador do amor do Pai, e ao mesmo tempo, o grande revelador do amor humano e da verdadeira dignidade humana. A Igreja nos ensina que somente em Cristo encontraremos a razão e o sentido maior para a nossa vida.

No iniciar de mais ano nos resta a atitude da gratidão e de ação de graças por tudo o que recebemos de Deus e da vida no ano que passou, como nos resta uma séria reflexão sobre o sentido que queremos dar à nossa vida a nível pessoal, de família, de comunidade, de Igreja e como cidadãos da humanidade.
No amor a Deus e aos irmãos, Cristo nos convoca para assumirmos o compromisso de viver nossa vida segundo os verdadeiros valores humanos e evangélicos. Como cristãos, membros vivos do Povo de Deus, somos sempre devedores do amor. Em ordem de nosso batismo temos o compromisso de levar a Boa Nova de Jesus a todos os povos. Enquanto houver alguém que sofre no mundo, que se encontra à margem da vida, que ainda não conheceu Jesus, nossa missão de discípulos missionários de Cristo não está cumprida.

Na verdade, se quisermos que as portas do céu um dia se abram para nós, primeiro devemos abrir as portas de nosso coração e de nossa generosidade para os que precisam de ajuda material e espiritual em nosso meio e pelo mundo.

Não existe salvação sem amor a Deus e sem o amor ao irmão."Na verdade vos digo: Tudo o que fizerdes ao menor dos meus será a mim mesmo que o fareis" (Mt.25.40).