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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

BASTA UMA PALAVRA SUA.


"O Hospital Mário Penna, em Belo


Horizonte , que cuida de doentes com câncer,lançou um projeto

sensacional que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil, rápido e todos podem

doar um pouquinho.Você acessa o site, escreve uma mensagem e sua frase

aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento. Na

hora que eles estão lá e, enquanto fazem quimioterapia, podem ler o que
escrevemos para eles."

www.doepalavras. com.br


Beijo a todos, tenham um lindo dia, e não esqueçam de agradecer a Deus por mais um dia com saúde .

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PORQUE PRECISO REZAR



A oração nos torna semelhantes Àquele a quem buscamos
Uma das maiores descobertas que já fiz na vida foi saber que Deus me ama e me acolhe independentemente do que faço, pois Ele me ama a partir do que sou. Neste caso, se eu rezo ou não rezo, Ele continua amando-me com a mesma intensidade. No mundo existem milhões de pessoas que nunca oraram e, no entanto, não deixam de viver. Trabalham, estudam, viajam, fazem descobertas, constroem prédios, vão à praia, ao shopping e vivem naturalmente. Daí vem a pergunta, que já ouvi várias vezes: Então por que preciso rezar?

A resposta pode ser dada de inúmeras formas, mas acredito que a vida diz mais que as palavras. Enquanto escrevo, recordo-me de tantos momentos nos quais, sem saber o que fazer, procurei uma direção da parte de Deus por meio da oração e fui ajudada. Certamente você também já viveu experiências assim e é nessas horas que percebemos o valor da oração em nossa vida.

Padre Kentenich, autor do livro "Santidade de todos os dias", diz que quando oramos, além de nos assemelharmos a Cristo, que é orante por excelência e nos aproximarmos do Pai, que nos ama em Cristo, nos tornamos também possuidores das riquezas divinas, já que a vida dos santos e cristãos piedosos confirma que os tesouros de Deus estão à disposição daqueles que rezam. Na verdade, existe algo que não podemos esquecer jamais: Não é Deus que precisa de nossas orações, mas somos nós que precisamos de Tua graça, e esta costuma manifestar-se quando a Ele recorremos por meio da oração.

A oração também tem o poder de despertar nossos sentidos para percebermos os presentes que Deus nos dá, mas que, por uma razão ou outra, não conseguimos reconhecê-los. É que quando oramos o Espírito Santo nos devolve a calma, assim temos condições de ver o outro lado da história, tirando os olhos de nós mesmos e do problema em si. Aliás essa é uma das maiores graças alcançadas pela oração. Já que quando estamos com dificuldades, naturalmente acabamos colocando o problema no centro da vida e isso nos impede de encontrarmos solução para ele.

Já ouvi dizer que a oração é como um grito, um pedido de socorro, mesmo que seja no silêncio, pois Deus vê o coração e não deixa quem ora sem resposta. Existe até uma história que pode ilustrar essa afirmativa:

"Conta-se que um navio estando há vários dias no mar, havia-se esgotado sua reserva de água potável. O capitão não avistava margem alguma no horizonte e os viajantes sentiam cada vez mais sede... Até que avistaram um barco que navegava ao seu encontro e, aos gritos, pediram que os socorressem com água doce.

No entanto, obtiveram, também aos gritos, a resposta: 'Ora, tirai a água do mar e bebei, não veem que é água doce?' Experimentaram. E recolhendo a água do mar, notaram que, já havia tempo, navegavam em água doce, no imenso estuário de um rio".

Podemos concluir que se os tripulantes do navio não pedissem ajuda, poderiam morrer de sede estando tão próximos da água doce. Em nosso caso, quando não oramos, corremos o mesmo risco. Ou seja, de estarmos bem próximos da solução, mas não conseguirmos percebê-la.

Por essa e outras razões, considero a oração como algo importante e até diria fundamental para uma vida plena. Ela nos coloca em sintonia com Deus e esta é a maior graça que podemos almejar como cristãos. Também é verdade que quando oramos, o brilho da vida divina, que está em nós, brota do interior, como que transfigurando nosso rosto. Não sei se você já observou que as pessoas idosas que levaram uma vida pura e agradável a Deus têm uma aparência sobrenatural; um exemplo claro disso é o inesquecivel e saudoso João Paulo II. Pessoas santas, independente da idade que têm, às vezes nos parecem seres de um outro mundo. É que a oração nos transfigura e nos torna aos poucos semelhantes Àquele a quem buscamos.

Portanto, apesar de saber que Deus nos ama e nos acolhe independentemente se rezamos ou não, temos muitas razões para recorrer a Ele por meio da oração.

Se hoje você passa por alguma situação dificil, se está atribulado e não sabe a quem recorrer, estou o convidando para rezarmos juntos. É o próprio Senhor quem nos fala: "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" (Mateus 11, 28). Jesus chama para si todas as nossas dores, aflições e angústias e nos dá a certeza de que, se crermos na Sua Palavra e guardarmos os Seus mandamentos, seremos libertos do mal.

Coloquemo-nos agora na presença de Jesus Cristo e oremos juntos:

Senhor Jesus Cristo, eu tomo posse do Teu amor, acolho a salvação que nos trouxeste pela Tua morte na cruz e ressurreição gloriosa. Convido-te para entrar agora na minha vida, tocar o meu coração e possuir todo o meu ser. Vem curar minhas feridas, Senhor, lava com Teu Sangue o meu coração sofrido e restaura minha esperança, minha fé e minha alegria. Eu só tenho a Ti, Senhor, e hoje Te busco de todo meu coração.

Obrigada por Teu amor infinito, Senhor, obrigada por acolher a minha oração e a de tantos que rezam nesta hora. A Ti toda honra, glória e louvor para sempre!

Você pode dar continuidade à oração. Eu também estarei orando por você.

Dijanira Silva

dijanira@geracaophn.com

Dijanira Silva Missionária da Comunidade Canção Nova, em Fátima, Portugal. Trabalha na Rádio CN FM

PERSEVERANÇA



Como é bom encontrar pessoas entusiasmadas porque tiveram uma "trombada" com Jesus. Mal comparando, é como o encontro com aquela pessoa que você ama, aquela paquera, o início do namoro, aquele primeiro beijo. Você acorda pensando na pessoa, dorme pensando nela, não pode perder a oportunidade de encontrá-la novamente. O coração vai da barriga à garganta, bate forte.

O encontro com Jesus é assim, um impacto em nossa vida. Não vemos a hora de encontrá-Lo na Eucaristia, de ir ao grupo de oração ou de jovens. Passamos horas lendo a Bíblia e em adoração, queremos que todas as pessoas que conhecemos experimentem o mesmo. Deus está tão próximo de nós que a sensação é de que estamos experimentando o céu, andando nas nuvens. É a manifestação do amor de Deus em nós, a maravilhosa ação do Espírito Santo, a qual não conseguimos explicar em palavras, como diz São Paulo "gemidos inefáveis (inexplicáveis)" (cf. Rom 8, 28).

Tudo isso é necessário para uma relação de amor e de entrega a Deus, no entanto, todo relacionamento amadurece e passa pela prova do tempo. Um namoro e também um casamento (aliança) são feitos de presença e ausência, de consolações e desertos.

Digo isso porque não poucas pessoas que começaram na fé comigo hoje viraram as costas para Deus. E me pergunto: Por onde andam? Onde está aquele fervor do início? O que fizeram com as juras de amor a Jesus quando viveram aquela forte experiência com Ele?
Aprendi que o segredo de uma caminhada em Deus está em uma palavra que faz toda a diferença: Perseverança.

Este "apaixonamento" por Jesus vai amadurecer, as provas virão, o deserto vai acontecer. Os arrepios e as sensações do início desaparecerão e, entrar em oração com Deus será uma batalha interior. Pessimismo? Não, realidade. Porque fé não é feita de sensações, mas sim, de convicção.
Deus não irá "blindá-lo" das tentações e das quedas na sua caminhada. Mas Ele não está interessado em sua queda, e sim em sua capacidade de se levantar, não importa quantas vezes isso ocorra. Perseverança significa "não importa o que acontecer, eu não vou desistir de Deus", tendo a consciência de que Ele jamais desistirá de mim.

Se você se encontrou com Jesus agora, saboreie mesmo este tempo, deixe-O transformar a cada dia sua vida. Sinta o amor de Deus por você, deixe que o "homem velho" e as coisas antigas morram, mas lembre que você está entrando numa guerra. Pode ser que, nesta sua nova caminhada, você perca algumas batalhas, mas não é o fim. Levante-se, confesse sua queda, entre mais uma vez na batalha e a vitória se dará pela sua perseverança.

Jesus disse que a palavra que cai na terra boa "são os que ouvem a Palavra com coração reto e bom, retêm-na e dão fruto pela perseverança" (Lucas 8,15).

E aí? Vai perseverar?

Daniel Machado

conteudoweb@cancaonova.com

Daniel Machado, missionário da Comunidade Canção Nova é formado em Filosofia pelo Instituto Canção Nova de Filosofia

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FORÇA E DOÇURA DO AMOR DE DEUS

NADA EXISTE VERDADEIRAMENTE SOBRE O QUE O AMOR NÃO TRIUNFE;E,QUANDO SE TRATA DO AMOR DE DEUS,ELE ESTÁ ACIMA DE TODAS AS COISAS.NEM O FOGO,NEM O FERRO,NEM A POBREZA,NEM A DOENÇA,NEM A MORTE,NADA PARECERÁ TERRÍVEL ÀQUELE QUE SINTA ESTE AMOR.POIS ELE SE RIRÁ DE TUDO,LEVANTARÁ SEU VÔO PARA OS CÉUS E NADA TERÁ A INVEJAR DAQUELES QUE LÁ HABITAM.NÃO TERÁ OLHOS NEM PARA O CÉU,NEM PARA A TERRA,NEM PARA O MAR;TODA SUA ATENÇÃO SE VOLTARÁ PARA UM ÚNICO OBJETO:A BELEZA E A GLÓRIA DIVINAS,AS PENAS DA VIDA PRESENTE NÃO PODERÃO ABATÊ-LO,ASSIM COMO TAMBÉM AS SUAS VANTAGENS E SEUS PRAZERES NÃO PODERÃO EXALTÁ-LO E ENCHÊ-LO DE ORGULHO.AMEMOS POIS ESTE AMOR INIGUALÁVEL,SEJA NO QUE SE REFERE AO PRESENTE QUANTO NO QUE SE REFERE AO FUTURO,E,ACIMA DE TUDO NO QUE SE REFERE A ESTE AMOR MESMO;ASSIM SEREMOS LIBERADOS DOS CASTIGOS DESTA VIDA E DOS TEMPOS VINDOUROS E ENTRAREMOS NA POSSE DO REINO.ALIÁS,NEM A LIBERTAÇÃO DA PENAS ETERNAS NEM O GOZO DO REINO CELESTE IMPORTAM ALGUMA COISA EM COMPARAÇÃO COM ESTA VERDADE,QUE VAI ALÉM DE TUDO:SEREMOS AO MESMO TEMPO OS AMANTES,E OS AMADOS DO CRISTO.O MAIOR COMPARTILHADO ENTRE OS HOMENS,CONSTITUI A MAIS ELEVADA ALEGRIA;MAS QUANDO A RECIPROCIDADE DO AMOR SE ESTABELECE ENTRE NÓS E DEUS,QUE PALAVRA PODERIA EXPRIMIR,QUE IMAGINAÇÃO EVOCAR A FELICIDADE DE QUE NOSSA ALMA É CUMULADA? APENAS A EXPERIÊNCIA É CAPAZ DE DAR A IDÉIA DE TAL ACONTECIMENTO.POR CONSEGUINTE,PARA CONHECER POR EXPERIÊNCIA ESTA BEIATITUDE ESPIRITUAL,A VIDA BEM-AVENTURADA,O TESOURO DOS BENS INFINITOS,RENUNCIEMOS A QUALQUER COISA,INUNDEMO-NOS DESTE AMOR,FONTE DE FELICIDADE PARA NÓS MESMOS E DE GLÓRIA PARA NOSSO DEUS BEM-AMADO.


(IX HOMILIA SOBRE A EPÍSTOLA AOS ROMANOS,4.)

FONTE:LIVRO O ESPLENDOR CRISTÃO

VOLUME 1

COLEÇÃO SÃO JOÃO CRISTOMO

AÇÃO CARISMÁTICA CRISTÃ

FUNDAÇÃO SÃO JOÃO CRISÔSTOMO

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

ENTREVISTA COM A MORTE, AMANTE DO PECADO




Uma entrevista com a morte, a amante do pecado


No auge da dor por causa da ruína de seu povo, o profeta Jeremias personifica a morte e clama contra ela: "A morte subiu pelas nossas janelas e entrou em nossos palácios, exterminou das ruas as crianças e os jovens das praças" (Jr 9.21). Cerca de seis séculos depois, no auge de seu entusiasmo pela vitória de Cristo sobre a vitória da morte, o apóstolo Paulo personifica outra vez a morte e zomba dela: "Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu galardão?" (1 Co 15.55.)

Abertos estes precedentes, Ultimato também trata a morte como se fosse uma pessoa e faz com ela a seguinte entrevista:

I.

A Mais Teimosa e Iniludível Manifestação da Finitude e Impotência Humana

Repórter - Quem é você?

Morte - Sou a amásia do pecado.
Repórter - Não entendo.

Morte - Deus não me incluiu em seus planos na criação do homem. O pecado foi o cavalo de Tróia para me introduzir na criação de Deus.

Repórter - Desde quando?

Morte - Desde a queda.

Repórter - O que você chama de queda?

Morte - A besteira que o homem cometeu no jardim do Éden.

Repórter - A ingestão do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal?

Morte - Não.

Repórter - Então, o que foi?

Morte - O que aconteceu antes da ingestão do fruto proibido: a arrogância do homem de querer ser igual a Deus e a subseqüente desobediência.

Repórter - Quer dizer que você é tão velha quanto o homem?

Morte - Assim diz a Escritura: “O pecado entrou no mundo por meio de um só homem e o pecado trouxe a morte” (Rm 5.12).

Repórter - O que você pretende?

Morte - Meu propósito tem sido provocar a cessação definitiva de todos os atos cujo conjunto constitui a vida dos seres organizados, isto é, a desintegração somatopsíquica, que reduz o corpo humano ao estado de putrefação, ao esqueleto e, por fim, ao pó.

Repórter - E você se gloria disso?

Morte - Eu me glorio em ser a mais teimosa e iniludível manifestação da finitude e impotência humana.

Repórter - Sem exceções?

Morte - Não admito exceções. Sou um fenômeno universal. Veja como termina o primeiro livro da Bíblia, aquele que narra a criação dos céus e da terra e o início da vida: “Morreu José da idade de cento e dez anos, embalsamaram-no e o puseram num caixão no Egito” (Gn 50.26).

Repórter - Quer dizer que ninguém escapa à sua fúria?

Morte - Respondo com a sua Bíblia: “Ninguém pode dominar o vento nem segurá-lo. Assim também ninguém pode evitar a morte nem deixá-la para outro dia.” O pregador ainda acrescenta: “Nós temos de enfrentar esta batalha, e não há jeito de escapar” (Ec 8.8 em A Bíblia na Linguagem de Hoje).

Repórter - Você concorda com a afirmativa de Salomão de que “os vivos sabem que hão de morrer” (Ec 9.5)?

Morte - No fundo todos sabem. Muitos, todavia, afastam de si essa certeza e vivem como se nunca fossem morrer.

Repórter - Não é também o seu caso?

Morte - Tapar o sol com peneira é um expediente antigo e válido. É como o placebo.

II.

O Rei dos Terrores

Repórter - Tem idéia de quantas vítimas você faz por hora?

Morte - Seria preciso contar. Todavia, escreve aí 1.400 mortes por hora ao redor do mundo.

Repórter - Parece que esse número era bem maior há trinta anos atrás.

Morte - Na década de 1960 eu fazia 4.500 mortes por hora, três vezes mais.

Repórter - O que está acontecendo?

Morte - A expectativa de vida ao nascer está aumentando em quase todos os países do mundo. No Japão era de 78 anos em 1988. Cinco anos depois subiu para 80 anos. No caso do Brasil, a elevação foi de 65 para 67 anos no mesmo período.

Repórter - Você vê o avanço da medicina e a melhoria da qualidade de vida como ameaças?

Morte - Não recebo ameaças de ninguém. Tenho sido campeã invicta. Sou incorrigivelmente inexorável. O máximo que a ciência consegue é me conservar afastada apenas por algum tempo. A vitória final é sempre minha.

Repórter - Às vezes me parece que você não está dando conta. O saldo entre os que nascem e os que morrem é enorme: na ordem de 9.300 novos habitantes do planeta por hora. A população do mundo está aumentando muito: éramos 3,2 bilhões em 1975 e agora somos 5,6 bilhões. Quando os recém-nascidos de hoje tiverem 65 anos, o mundo terá cerca de 11 bilhões de habitantes.

Morte - Não obstante, a vida humana continua sob o meu poder.

Repórter - É muita presunção.

Morte - Não me desculpo.

Repórter - Lamenta-se por aí que você entra sem ser convidada, não avisa quando vem, mete-se em ambientes reservados...

Morte - Você está querendo citar o profeta Jeremias, que disse a meu respeito: “A morte subiu pelas nossas janelas, e entrou em nossos palácios, exterminou das ruas as crianças, e os jovens das praças” (Jr 9.11). Sou mesmo rude. E também implacável. Um dos amigos de Jó me chamou com muito acerto de O rei dos terrores (Jó 18.14).

Repórter - Há alguma coisa mais amarga do que a morte?

Morte - Não creio, embora um dos sábios de Israel, que tinha muita implicância contra as mulheres adúlteras e prostitutas, tenha dito que um certo tipo de mulher é mais amarga do que a morte.

Repórter - Que mulher?

Morte - A mulher cujo coração são redes e laços, e cujas mãos são grilhões (Ec 7.26). A tal mulher cujos lábios destilam favos de mel e cujas palavras são mais suaves do que azeite, mas cujo fim é amargoso como o absinto e agudo como a espada de dois gumes (Pv 5.3-4).

III.

Pior do que Herodes

Repórter - Quais instrumentos você usa para colher tanta gente em todos os quadrantes da terra em tão pouco tempo?

Morte - Os mais variados e originais possíveis. Aqui está uma listagem, talvez incompleta: 1) Os flagelos naturais, como abalos sísmicos, enchentes, furacões, seca, etc. Só o terremoto de 1556 em Shensi, na China, matou 850.000 pessoas. 2) Os acidentes de trabalho e de trânsito. Em 1995, 4.000 brasileiros morreram em acidentes de trabalho e 42.000 americanos perderam a vida na chamada epidemia das rodovias. 3) Os conflitos bélicos, entre nação e nação, entre etnia e etnia dentro de um mesmo país, e entre oprimidos e opressores. As 130 guerras havidas nos primeiros setenta anos do presente século me renderam 90 milhões de mortos. 4) O crime organizado. A cada ano 47.000 brasileiros são assassinados. Mais da metade (66%) dos jovens entre 20 e 29 anos estão entre os mortos. Aliás, a minha estréia deu-se através de um crime de morte, quando Caim matou a Abel. 5) Os excessos e os vícios do próprio homem. Só o cigarro antecipa a morte em quinze anos e mata 100.000 pessoas por ano. 6) As enfermidades velhas e novas a que todos estão sujeitos. No início deste século a pneumonia e a tuberculose eram meus instrumentos mais eficazes. Na década de 70, as doenças cardíacas e os tumores malignos tomaram o lugar da pneumonia e da tuberculose. Estou trazendo de volta a tuberculose, que já está matando 2,2 milhões de pessoas a cada ano. A grande novidade foi a epidemia da Aids, introduzida na década de 80. A cada dia surgem 7.500 novos infectados pelo virus da Aids ao redor do mundo. A morte deles já está decretada, pode ocorrer daqui a onze meses, como em geral acontece com os doentes da cidade de São Paulo, ou daqui a 42 meses, como acontece com os doentes da cidade de São Francisco da California.

Repórter - Parece que você não tem tido muito êxito através das mortes provocadas por acidentes aéreos. No ano passado apenas 200 americanos morreram vítimas de algum desastre de avião.

Morte - Em compensação, no mesmo período, 800 americanos perderam a vida por causa de objetos que caíram em suas cabeças e 300 porque escorregaram na banheira.

Repórter - Você falou em instrumentos variados e originais. O que você quer dizer com instrumentos originais?

Morte - Quero dizer que alguns dos meus mortos procedem de pena capital, imposta pelo governo de alguns países. Só no ano passado, a China mandou executar 2.190 pessoas, a Arábia Saudita 192 e os Estados Unidos 56.

Repórter - Em Serra Leoa, 164 crianças em 1.000 morrem antes de comemorar seu primeiro aniversário. Em Níger, 320 crianças em 1.000 morrem antes de atingir a idade de cinco anos. Essa matança de inocentes não lhe causa repugnância?

Morte - Não sou melhor que Herodes, que mandou matar todas as crianças do sexo masculino de dois anos para baixo, residentes em Belém e seus arredores. Quero ser pior.

Repórter - É por esta razão que você arranca do ventre materno criancinhas ainda em formação e apressa a morte dos que estão morrendo?

Morte - Chamo o primeiro caso de aborto, isto é, a interrupção da gravidez ou daquele processo de tecer a criança no seio da mãe, que o Salmo de Davi denomina romanticamente de algo “assombrosamente maravilhoso” (Sl 139.14). Só na Inglaterra e no País de Gales, já foram realizados mais de quatro milhões de abortos, de 1967 a 1993. Chamo o segundo caso de eutanásia, isto é, a ação ou omissão que produzem a morte pela sua própria natureza.

Repórter - A morte por suicídio escapa de sua jurisdição?

Morte - Não. É apenas um método econômico de matar, no qual o agente e o paciente são a mesma pessoa, num clima de ausência de lucidez e de liberdade. No ano passado 22.445 japoneses deram cabo às suas próprias vidas.

IV.

A Morte da Morte

Repórter - O que você acha das sociedades criônicas?

Morte - A Ciência jamais conseguirá reviver um cadáver, mesmo protegido da putrefação por se encontrar em suspensão criônica.

Repórter - Como você encara os casos de ressurreição havidos nos tempos bíblicos, especialmente na época de Jesus?

Morte - Lembre-se de que todos os ressuscitados tornaram a morrer depois de alguns anos a mais de vida.

Repórter - E o caso de Jesus? Está escrito que ele ressuscitou dentre os mortos, apareceu vivo com muitas provas incontestáveis durante quarenta dias e, depois, foi assunto ao céu, onde se encontra ao lado direito de Deus.

Morte - Não acredito nessas coisas. O cristianismo está mesclado de mitos.

Repórter - Não acredita ou foge delas?

Morte - Passemos para a próxima pergunta.

Repórter - Qual o versículo da Bíblia que você mais aprecia?

Morte - É esta palavra de Paulo: “A morte se espalhou por toda a raça humana porque todos pecaram” (Rm 5.12).

Repórter - E o de que você menos gosta?

Morte - Todo o 15º capítulo da Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, especialmente o verso 26: “O último inimigo a ser destruído é a morte”.

Repórter - Por quê?

Morte - Porque esse versículo dá uma esperança ilusória.

Repórter - Não é ilusória. Ela é coerente com a natureza de Deus, com a história da revelação e com a aspiração escondida no coração humano de que a morte não é a última página do livro da vida. Oitenta por cento da humanidade acredita na sobrevivência depois da morte.

Morte - Baseando-se em quê?

Repórter - Uma grande parte baseia-se na vitória de Jesus.

Morte - Que vitória?
Repórter - Estamos invertendo os papéis. Sou eu quem faço as perguntas e não você. Mas deixa ficar. Eu respondo. A vitória de Jesus é a sua encarnação, é a sua vida sem contaminação do pecado, é a sua morte vicária, é a sua espetacular ressurreição ao terceiro dia. A vitória de Jesus é o véu do templo rompido de alto a baixo. A vitória de Jesus é a viabilidade do perdão a todo aquele que se arrepende de seus pecados e crê nele. A vitória de Jesus está nesta declaração dele mesmo: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11.25). Você é a anti-vida e ele é a ressurreição. Você é a morte e ele é a vida. Não é à toa que você detesta o capítulo 15 da Primeira Epístola aos Coríntios, pois lá está escrito que a morte veio por meio da desobediência de Adão, o tal cavalo de Tróia que você mencionou, mas a ressurreição dos mortos veio por meio de Jesus (1 Co 15.21).

Morte - Você me deixa brava.

Repórter - E você me obriga a dizer-lhe: “Quando este corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão? Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Co 15.54-57.)

Morte - Você está falando da minha própria morte?
Repórter - Isso mesmo. No novo céu e na nova terra, na nova ordem, “a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.4).

Elben César, Revista Ultimato, nov. 1972, ed. 55, p. 4.

Elben M. Lenz César Diretor-fundador da Editora Ultimato e redator da revista Ultimato, Elben César é autor de, entre outros, Mochila nas Costas e Diário na Mão, Para Melhor Enfrentar o Sofrimento, Conversas com Lutero, Refeições Diárias com os Profetas Menores, A Pessoa Mais Importante do Mundo, História da Evangelização do Brasil e Práticas Devocionais. Ex-presidente da Associação de Missões do Terceiro Mundo e fundador do Centro Evangélico de Missões, do qual é presidente de honra, é também jornalista e pastor emérito da Igreja Presbiteriana de Viçosa.