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ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

UMA NOVA DIÉTA


O fim do ano está aí e sempre prometemos começar uma dieta no ano que vem. Que tal essa dieta? A DIETA DOS RELACIONAMENTOS


Você deve pensar, essa emagrece? Certamente mais que emagrecer, as pessoas estejam precisando fazer dieta dos relacionamentos. O que é isso? Como se faz? Vou tentar explicar, pois uma coisa é certa, você perde peso do que você carrega na vida. E não há emagrecimento melhor. Do que adianta você emagrecer, ficar bonita diante do espelho, mas no seu interior se sentir pesada?

Sabemos que quando o corpo acumula peso além do normal, é conseqüência do acúmulo de coisas variadas (açúcares, gorduras, etc) que precisam ser eliminadas, pois fazem mal a saúde. Então, logo pensamos em fazer dietas para emagrecer.

Sofremos o que for preciso para perder alguns quilinhos. As pessoas falam de tantas dietas: da lua, da sopa, jejum, do líquido, da USP e assim por diante. Mas também podemos pensar na dieta dos relacionamentos.

A dieta dos relacionamentos está relacionada às impurezas (sentimentos negativos, ódio, vingança, mágoa, inveja, egoísmos, etc), aos conflitos internos e das relações, do respeito às diversidades, da escalas de valores, o ego como produtor de impurezas em nossa vida. Certamente você deve ter alguém que um dia lhe deixou uma mágoa e que você gostaria de conversar e até hoje está engasgada e sempre ela vem no seu pensamento, incomoda, e você não teve a iniciativa de procurá-la. Não sabe o porquê do acontecimento, ou talvez saiba, mas por orgulho, não queira ir atrás.

Pare para pensar. Nada será resolvido, nada será passado a limpo, mesmo que seja para terminar uma amizade, uma relação, mas um peso ficará entre vocês. Então procure essa pessoa, converse e perca alguns quilos, mesmo que termine por aí.
Acho que todas as páginas de nossa vida devem ser viradas. Se alguma ficar dobrada, essa certamente ficará pesada e fazendo mal para nós mesmo. Não se preocupe com o que o outro irá pensar. Pense que você quer tirar essa impureza de dentro de você. Liberte os sentimentos negativos de dentro de você, saiba perdoar, não guarde ódio, não tenha inveja, não passe por cima das pessoas, não seja egoísta, não pense em somente si próprio, não seja negativo, mal humorado. Esses pesos, além de tudo, trazem doenças para seu organismo.
Como fazer? Esse é um treino que devemos ter paciência, pois levamos anos adquirindo esses pesos e não podemos querer perdê-los rapidamente. Devemos lembrar todo dia, em cada atitude. Assim como colocamos um objetivo de quantos quilos queremos perder, devemos colocar esses objetivos e lembrá-los sempre. Cairemos de vez em quando, mas voltaremos a eles e seguiremos. É treino e paciência. É ter consciência de que não somos os donos do mundo, apenas pensamos ser.

Mas mexer com essas coisas, talvez não seja fácil. Porém, quando conseguimos, a sensação que temos é que perdemos muito mais quilos do que nas dietas para perder peso. Isso só é possível através da abnegação. Abnegação não significa ódio a si mesmo, auto desprezo ou rejeição do ego. É a recusa em deixar que os interesses ou as vantagens pessoais governem o curso da vida de uma pessoa. E nada como o começo do ano, quando prometemos coisas novas em nossas vidas, até mesmo o famoso regime, mas nunca pensamos na dieta dos relacionamentos.

Pense nisso para 2011 em sua vida, ou melhor, para o resto da sua vida. A dieta dos relacionamentos restabelece a energia do amor. Assim como precisamos eliminar as impurezas que afetam o corpo, precisamos também eliminar as impurezas que afetam as nossas relações, Não deixe que os interesses ou vantagens pessoais governem o curso da sua vida. Aprendi com uma pessoa o seguinte: "ninguém pode ver os laços que nos unem, mas todos podem ver as intrigas que nos separam”. O ego é o maior produtor de impurezas da nossa vida. Para se satisfazer ele precisa se alimentar da gordura da realização dos nossos interesses e do açúcar da aparência de quem não somos.

Eu já estou fazendo a minha e sinto-me muito melhor. Que tal, iniciar esta dieta para uma melhor qualidade de vida? Então, comece agora.

Autora: Cristina Fogaça, Gerontologa e Presidente da Aufati, autora do livro "Reflexões sobre o Envelhecimento”.

AOS NOSSOS LEITORES UM FELIZ ANO NOVO


À luz da ciência, a virada de ano não passa de um limite cronológico, o período de 365 dias e 6 horas da translação, quando a Terra completa uma volta ao redor do Sol.


E a tradição nos permite dar a essa passagem o clima feérico que nos leva a pular ondas, fazer brindes, vestir o branco, comer lentilha, romã e distribuir louros.

Debaixo das superstições, contagiados pela oportunidade que o novo começo nos dá de recomeçar, talvez seja a hora de mudar. E a mudança brota da consciência para se concretizar na química que nasce da união de coração e mente.

Quem sabe seja a hora de parar de fumar, de recuperar a boa forma, de buscar o novo trabalho, de comprar um carro, encontrar a cara-metade, morar na casa própria...

Mas, melhor seria que, ao mesmo tempo, tivéssemos olhos para as conquistas abstratas, para a renovação dos valores e das prioridades.

Já passou do tempo do ser humano entender que a felicidade não é um bem material, mas um estilo de vida que se adota e se preserva em cada atitude, em cada pensamento, em cada palavra. Demoramos a notar que as mansões de nada valem quando seus ocupantes são incapazes de transformá-las em lares. Desperdiçamos tempo sem perceber que anéis não reluzem sem dedos que os ostentem, carrões não se justificam quando rodam com passageiros e rumo a destinos incertos.

O mundo ainda gira em torno do homem e o homem se perde na vertigem de rodar numa busca desesperada do que só se encontra dentro de si próprio.

Que o ano novo exerça a magia e o poder de nos induzir à reflexão para que, nas entranhas do pensamento e do sentimento, cada um de nós se conscientize de que o erro que nos beneficia hoje pode ser a cobrança do amanhã em forma de tragédia. Que as pessoas sejam capazes de fazer o bem sem olhar a quem, para receber o bem sem saber de quem. Que o respeito seja a moeda essencial nas relações humanas. Que a ética e a moral sejam práticas rotineiras em nome do bem coletivo. Que o mundo resgate o dom de se reinventar em suas verdadeiras evoluções, sem maquiar as mazelas que nos fazem reféns de sonhos vazios.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MAIS UM ANO QUE SE VAI


Não importa se a pessoa viveu pouco ou se já viveu muito ultrapassando a barreira dos 80. No momento, o que conta é a história de mais um ano que se vai.


O calendário desbotado na parede da casa, ou do escritório já semi-abandonado, ainda marca os últimos dias de 2010 - um ano que passou sem deixar grandes recordações, mas que também não deixou amargas decepções. Para o poeta foi mais uma etapa da vida, uma experiência vivida, uma batalha vencida. Enfim, foi mais uma missão cumprida.

Nesta hora de despedida de mais um ano, juro que não vou falar de política. Os meus leitores e os meus críticos nesta área podem ficar tranquilos quanto a isto. Vou apenas divagar como qualquer criança olhando uma vitrine, ou simplesmente como um cidadão comum que almeja entrar bem no próximo ano.

Esta época é ótima para refletir após o barulho das festas e o tilintar dos copos e dos talheres nervosos. É hora de introspecção, balanço, reflexão... Afinal, se chegamos até aqui, provavelmente iremos mais longe, mas para isto é preciso nos preparar aproveitando bem este momento.

É hora de olhar para trás e recordar. Hora de ler nas entrelinhas e ver o que fizemos nestes 12 meses. Fazer um balanço sincero e somar os lucros e contar os prejuizos para sentir como nos comportamos neste ano. Não é hora de avaliar e pesar os outros. Cada um faça a sua conta e se sinta a vontade para fazer a sua autocrítica.

Analisemos friamente, sem pressa. Este exercício é bom para que possamos entrar melhores no próximo ano. Quantos vexames protagonizamos neste ano! Quanta gente sofreu por conta de nossas atitudes impensadas e grosseiras! É hora de revermos o nosso ativo e o nosso passivo para vermos como está o nosso balanço anual.

Acabou a corrida que antecede o Natal. Papai Noel, provavelmente, já foi dormir numa cama confortável ou sobre o seu saco que ainda contém alguns presentes. Acabou o seu reinado e ele vai descansar até o final do próximo ano. As crianças que ganharam brinquedos continuam festejando sorridentes, e aquelas que nada ganharam (esquecidas que foram pelo Papi Noel) continuam decepcionadas e até revoltadas procurando uma explicação. Meu pai sabiamente me dizia: "Meu filho, não existe Papai Noel. O que existe é uma lenda que, na prática, funciona só para alguns". E eu cresci sem ter que conviver com esta crença, com esta decepção. Mas, para alguns, foi um momento feliz acompanhado de muitos presentes. E muitos fizeram até coleção de brinquedos!

O ano de 2010 está terminando. Dentro de alguns dias estaremos entrando em 2011 que marcará uma nova etapa para todos. A vida é assim mesmo: é feita de sonhos, realizações e também de muitas decepções. Todos nós reclamamos de vez em quando, mas no fundo no fundo amamos muito esta vida que Deus nos deu - e sabemos que só Ele é quem pode toma-la de nós.

Que bom escrever estas linhas! É um sinal de que ainda tenho esta vida e posso compartilhar aqui com os meus leitores o que a minha mente privilegiada consegue captar e eu posso materializar colocando no papel. Por tudo isto agradeço muito a Deus - o autor e sustentador da vida.
Muito obrigado por você ter me acompanhado até aqui! Tenhamos todos nós um Feliz 2011!

Cícero Alvernaz Mogi Guaçu - SP

MASSACRE NO NATAL


“Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito.” No meio do tempo da Natalidade, o Evangelho fixa nossa atenção numa realidade muito humana da vida de Jesus. Ele nasce também debaixo de um decreto cuja intenção primeira era a de mobilizar os meios de arrecadação tributária para conhecer os números, identificar os possíveis devedores de impostos, estivessem onde estivessem. Engordavam-se os cofres de um império cruel, desumano, insensível à miséria dos milhões de oprimidos, desapoderados; sem dignidade, sem cidadania, escravizados pelos sistemas econômicos apoiados pela religião dominante e pela política de seu país.


Como hoje, prevalecia o deboche dos opulentos sobre os mais fracos, dos controladores da sociedade que festejam o Natal com seus coquetéis de absinto e heroína, e comprimidos mágicos de ecstasy, embriagados e excitados com o luxo e sucesso econômico, enquanto vivem a hipocrisia da abundância (haja o que consumir para satisfazer a sociedade do lixo e do desperdício!).

Cabe-nos observar a “luz” que se derrama sobre os “impérios sagrados” da economia mundial e suas impiedades estruturais (Mt 2.7), mantenedores de abismos entre bem-postos e miseráveis. Augusto, imperador, era considerado “divino”; alguém que quer ter o poder “sagrado” de controlar, submeter, recolher tributos, royalties, taxas de empréstimos, de todos os habitantes da terra que, no seu entender de governante mundial, lhe devem e têm que pagar, irrevogavelmente (Domiciano, pouco depois, comovido, declararia sem rebuços: eu sou Deus!).

A fome e a miséria eram o cenário onde nasciam os menininhos pobres e carentes como ele, perigo para a sociedade que já os excluía imediatamente, dispondo-se a exterminá-los. Logo depois, essa mesma sociedade promovia ou apoiava um genocídio, entre os mais clamorosos das histórias sobre crianças na Bíblia (Dt 2.33-34: “...Destruímos mulheres e crianças”). Os meninos do tempo de Jesus nasciam condenados à morte desde o nascimento. Hoje, seus irmãozinhos, em todo o mundo, que nascem também com essa condenação. O menino nascia na estrebaria e era embalado num berço improvisado. Nem romantismo, nem falsa humildade. Ensinaram errado... é sombrio o natal de Jesus, como o de seus irmãozinhos do Terceiro Mundo.

Todos os anos a ONU (Organização das Nações Unidas) publica índices de “(des)qualidade de vida”, e nosso país, entre os de economia mais sólida no mundo, sempre está entre os últimos desse planeta (IDH 73%, 2010). Onde estaria essa pobreza que os poderes públicos não admitem? A eles, os pobres e miseráveis, o reino de Deus e a sua justiça eram anunciados e ofertados por discípulos e apóstolos de Jesus Cristo. Ele está entre os milhões de excluídos de nossa época (Mt 25.37-39: “Quando te vimos doente... clandestino – entre bolivianos imigrantes nos cortiços de São Paulo – nu, com sede, fome, desnutrido e com frio...”.)
A Natalidade do Senhor é tempo de esperança porque Deus resgata o povo pobre e sem valor, “lixo social”, e o chama para o centro da história da salvação. Mateus nos apresentará a concepção de Jesus por obra do poder divino. Um sobrevivente da miséria. Mas é também por esse poder que a família do menino nascido de mulher resistirá aos poderes políticos, econômicos e religiosos atrelados para o extermínio da esperança: genocídio social que parece não cessar nunca. Estudos feitos por paleopatologistas, analisando a época de Jesus e dos apóstolos, indicam doenças infecciosas e desnutrição generalizadas. Por volta dos 30 anos a maioria das pessoas sofria de verminose – 50% dos restos de cabelo encontrados nas escavações arqueológicas tinham lêndeas de piolhos –, tinham dentes destruídos e corpos fisicamente arruinados. Por exame do DNA, identificaram-se doenças endêmicas, e resultados da desnutrição e da fome naqueles dias. Realidade que não mudou para 2 bilhões do planeta. E mais de 1 bilhão de crianças, morrendo por causa da fome e desnutrição.

“A história da humanidade espera com paciência o triunfo dos humilhados” (Tagore). Vimos no GloboNews a maravilhosa poeta mineira Adélia Prado. Perguntada sobre "o que ela espera...", numa confissão comovente, respondeu com longa reflexão sobre o sentido da vida: "Espero Jesus!". Neste Natal, refletiremos sobre as sociedades herodianas de nosso tempo? Mais uma vez, se pudessem, matavam o “menino sem-nada” no berço e já o ameaçariam de extermínio. Mas a esperança de vida está no menino sobrevivente, como a borboleta, que tem asas e muitas cores... Jesus nasceu e deixou-nos a lição dos sobreviventes. Para que todos tenham direito à vida (...”Eu sou o caminho, a verdade e a vida)”. Com base na Natalidade do Senhor, podemos esperar a superação do escândalo do Natal pagão de todos os tempos.

Derval Dasilio É pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e autor do livro “O Dragão que Habita em Nós” (2010).