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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

UM PLANO DE SALVAÇÃO



"Eu Sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não darei a outrem." Is 42; 08. "Sede santos, porque eu sou santo." I PE 1;16.


Em primeiro lugar, lemos em sua palavra que Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, Genesis 1;26. E esta semelhança está exatamente na capacidade de se relacionar, de amar, de raciocinar. Nenhum outro animal foi feito com esta capacidade, então podemos entender que o homem foi criado por Deus com a necessidade de ter um ser para adorar, pois Deus fez o homem para ser objeto de seu amor e para amá-lo.


Deus ao criar o homem, criou também um ambiente para que ele vivesse, o Jardim do Éden, Genesis 2;8. A e deu-lhe uma ordem, não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas, o homem desobedeceu a Deus, por isso, Deus o expulsou do Jardim. Genesis 3;23-24.

Quando o homem pecou contra o Senhor, houve uma separação entre os Dois, Rm 3;23, pois, Deus é Santo como vimos o texto acima, e os nossos pecados nos separam de Dele. Com isso, o homem criou sistemas poderosos de adoração, sistemas enganosos, que destroem as famílias, e o pior as pessoas não percebem o mal em que estão sendo vítimas, e quando percebem não conseguem reunir forças para se livrar de tais enganos, pois o senhor Jesus disse; por que sem mim nada podeis fazer Jo 15; 5c. É exatamente isso, o homem está separado de Deus e enquanto estiver nesse estado não compreenderá o plano e o propósito de Deus para sua vida.

O Senhor Jesus fala de um ladrão e salteador Jo 10; 10-11, referindo-se aos falsos líderes religiosos, que constroem os sistemas, sem se importarem com as pessoas, ao mesmo tempo se alto define como a porta de entrada para o reino de Deus, o verdadeiro pastor, que dá a vida pelas ovelhas, e foi o que aconteceu. Cristo morreu por você na Cruz. Tão somente para que você e eu tenhamos esperança, de que nossas vidas mudarão. Contudo, enquanto o homem estiver apegado ao sistema de religiosidade, Cristo não pode operar.

Não se herda religião, pois a responsabilidade é pessoal, porque todos darão contas de si mesmo a Deus, Rm 14;12, somente através de um ato voluntário podemos permitir que Deus mude nossa história. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Rm 10;09.
Você, caro leitor, já parou para pensar que imenso amor Deus direcionou para nós humanos? João 3:16. Ou ainda, como o Senhor Jesus esteve aqui neste mundo, em forma humana, somente para que o homem se aproximasse de Deus e que finalmente pudesse ter esperança de ser aceito por Deus em Cristo? É exatamente o que a mensagem da Cruz nos mostra, um plano de redenção que engloba todos os homens. No entanto, chegará àqueles que aceitarem o Sacrifício de Cristo. João 1:12.

ESCRIBAS DE HOJE


"Ouvindo-o todo o povo, recomendou Jesus a seus discípulos: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes talares e muito apreciam as saudações nas praças, as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; os quais devoram as casas das viúvas e, para o justificar, fazem longas orações; estes sofrerão juízo muito mais severo" . Lc 20.45-47


Na Antiguidade, os escribas eram os profissionais que tinham a função de escrever textos, registrar dados numéricos, redigir leis, copiar e arquivar informações. Como poucas pessoas dominavam a arte da escrita, possuíam grande destaque social.
Os escribas eram, geralmente, funcionários reais, pois eram comandados pelo governante e deviam fazer tudo o que seu superior ordenasse.
Jesus aponta duas atitudes erradas nos escribas: a vaidade e a hipocrisia.
A vaidade revela-se nas longas vestes, no prazer em ser cumprimentados publicamente, na presunção de ocupar sempre os primeiros lugares no templo e nas sinagogas.
É espantoso validar o significado desta palavra: “vaidade” qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro. Desejo imoderado de atrair admiração ou homenagens.
A hipocrisia revela-se em ostentarem grande devoção, prolongando os tempos de oração comum, só para darem nas vistas.
Os “hipócritas” são identificados por sua impostura, fingimento, simulação, falsidade.
A sua pretensa religiosidade torna-se ainda mais escandalosa quando não revelam qualquer pudor na opressão dos fracos e dos indefesos. Os escribas são homens impuros, incapazes de fazerem dom de si mesmos a Deus e ao próximo.
Atualmente esta profissão não é denominada como nos tempos antigos, mas não podemos garantir que suas características ainda continuam a se revelar nos grandes templos, em frente a potentes câmeras e aquecidos grupos sociais.
Que haja conversão de caminhos!
“Convém que Ele cresça e que eu diminua” Jo 3.30

PASSANDO POR AQUELE INFERNO


Chico Buarque, no auge da ditadura militar no Brasil, escreveu esta linda música, “O que será”, falando sobre a paranoia daqueles tempos bicudos. Lá no final da letra, Chico escreve com maestria: “E mesmo padre eterno / Que nunca foi lá / Olhando aquele inferno / Vai abençoar! / O que não tem governo / Nem nunca terá! / O que não tem vergonha / Nem nunca terá! / O que não tem juízo...”.


Apesar de falar sobre um momento específico na história do Brasil, a letra de Chico me salta aos olhos por outro problema. Neste trecho, parece desnudar um problema que muita gente no mundo, inclusive eu, enfrenta: a depressão.

Infelizmente não se achou uma cura efetiva para este mal. Aliás, nem sei como andam as pesquisas a respeito. Sei que no meio secular esta questão está sendo tratada com muito mais atenção e carinho que no meio cristão.

Para quem nunca teve esta experiência, descrevê-la se torna um pouco inglório. Para ilustrar, a depressão é como um bicho que vai roendo o corpo por dentro, a partir das entranhas e da mente. Com sua saliva ácida, vai corroendo a mente e o corpo da pessoa, até que não reste muita coisa daquilo que Deus originalmente projetou. Ou seja, aos poucos, a pessoa vai se zumbificando. A vida se torna um fardo. O fato de saber que vai levantar no outro dia torna o sono algo ruim.

Para piorar, somos mestres em jogar mais carga nos ombros de quem sofre de depressão. Damos sempre aquelas desculpas esfarrapadas para disfarçar nossa indiferença e individualismo com um manto de falsa santidade. Aconselha-se ler mais a Bíblia, orar mais, jejuar mais, até dizimar mais! Isso quando não se parte para a possessão demoníaca pura e simples!
Mas o que muita gente não sabe é que a própria igreja evangélica é fator gerador de muitos casos de depressão. O contraste entre aquilo que a Bíblia ensina e a prática eclesiástica é abissal. Pesquisas indicam que 47,5% dos pastores, padres e ministros sofrem de alguma doença psicológica, incluindo a depressão. Isso quando não se parte logo para o suicídio, gerado pela iniquidade institucionalizada da igreja evangélica.

Enquanto produzia este texto fui acometido de uma forte crise depressiva. Nesta crise, a fé se esfarelou, a visão de futuro sumiu, a esperança deixou de existir. Não fosse a pronta atuação de minha esposa, eu teria me matado. Ainda estou lidando com os cacos, mas a nuvem negra sobre minha cabeça começou a dissipar e consigo ver já alguma coisa à frente. A fé ainda está bem machucada, porém espero que venha a se recuperar plenamente.

“Aquele inferno” do Chico Buarque era, certamente, as entranhas do governo militar dos anos 70. Mas “aquele inferno” de muita gente, em vez disso, é sua permanente angústia e desassossego. É “aquele inferno” que carrego. Não tem demônios, mas tem a psique entortada; não há fogo e enxofre literal, mas uma perene tormenta interna.

Entretanto, quando me volto à Palavra, fico mais aliviado. Ali vejo gente boa que passou a mesma coisa que eu. Elias quis morrer (1 Rs 19.4). Jeremias se achou um lixo (“Não passo de uma criança”, disse ele em resposta ao chamado de Deus – Jr 1.6). Jó amaldiçoou a notícia de seu nascimento (Jó 3.3). Timóteo, jovem pastor da igreja de Éfeso, ficou paralisado com a depressão (2 Tm 1.4-7). Jesus chegou a afirmar que estava triste como a morte (Mt 26.37, 38).

Portanto, meu sentimento de inadequação para a vida e para o ministério foi partilhado por bastante gente antes de mim, e agora mesmo continua partilhado por outro punhado de gente. Mas sempre procuro me lembrar que “aquele inferno” recebeu a visita do “padre eterno”, ao contrário da música do Chico. E ele nos lembra que está conosco, até mesmo nas profundezas mais extremas da alma (Sl 139.8). Enfim, quando passo por “aquele inferno”, procuro me lembrar que Jesus não é chamado de Emanuel à toa (Mt 1.23). Ele é Deus comigo.

Rodrigo De Lima Ferreira Casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Rolim de Moura, RO. É autor de "Princípios Esquecidos" (Editora AGBooks).