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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

CONFISSÕES DE UM FILÓSOFO SOBRE: A DOR






Por: Flávio Sobreiro
Nas grandes ausências do cotidiano ela se apresenta. Não escolhe os dias nublados, nem as manhãs de ressurreição. Sua presença é tão constante na experiência do viver como a brisa serena em uma doce tarde de verão. Não espera elogios, nem mesmo agradecimentos.
Arthur Schopenhauer assim escreveu sobre ela: "Quem deseja. Quem vive deseja. A vida é dor". Até mesmo Sêneca se aventurou por suas veredas: "Uma dor nova nasce da própria dor".
Nenhum pensador poderia apagar de minha alma a sua presença desagradável. Queria esquecer-me dela assim como a noite se esquece das trevas dando lugar à luz de um novo dia. Mas ela insistia em querer permanecer ali. Fizera sua morada em terras alheias. Tomara posse de um terreno que não lhe pertencia. Protestei, reinvidiquei meus direitos de proprietário. Lutei pela desocupação de terras. Tudo foi em vão. Só iria embora quando desejasse. Para mim não me restava outra alternativa, a não ser aprender a conviver com ela.
Foi sofrido nossa permanência num mesmo território chamado coração. Pedi muitas vezes que fosse embora. Chorei e implorei para que partisse. Sem nenhuma compaixão pelas minhas suplicas continuava ali. No mesmo lugar. Parecia feliz com o meu padecimento.
Aos poucos ia me definhando. Semelhante às folhas que precisam cair dos galhos de uma árvore para dar lugar a novas existências. Sentia que o inverno que havia chegado seria um dos mais rigorosos dos últimos tempos. Ansiava pela primavera de esperanças.
Éramos guerreiros lutando cada um por sua verdade. Ela de um lado, quieta e resistente; eu do outro, armado e atacando. Lados opostos, estratégias desiguais. Mar agitado e lua cheia, serena e bela.
Dentro de mim buscava razões para vencer uma guerra que não parecia ter fim. Foi buscando as armas da razão que poderia vencê-la que encontrei-me com C. S. Lewis.
Ele me disse: "Deus sussurra e fala à consciência através do prazer, mas grita-lhe por meio da dor: a dor é o seu megafone para despertar um mundo adormecido".
A minha razão sempre fora o meu deus. E agora me vinha este tal C.S. Lewis falar-me que Deus gritava a minha consciência através da dor? Que loucura. Quando minha rival soube disso deu um leve sorriso. Este gesto inusitado de sua parte causou-me uma revolta ainda maior.
Mas cada vez que eu ia armado para um novo combate eu via o seu sorriso sereno. E cada vez ele me parecia mais doce. Tão doce como as maças vermelhas e suculentas que havia provado em minha infância.
E foi assim, olhando para o seu sorriso de possibilidades que foi se despertando dentro de minha alma um novo mundo. O deserto que nos separava começou a florescer aos poucos. O orvalho das manhãs frias ia aos poucos dando vida ao que já estava sepultado pelas longas lutas de uma guerra de incompreensões.
E foi assim que em uma manhã de sol, o frio daquela triste estação arrumou as malas e foi embora, dando lugar a primavera que estava chegando. Ela deu-me um abraço. E assim partiu. A primavera de uma nova existência chegou. O que a estação fria do inverno havia sepultado, a primavera da compreensão ressuscitou. Naquele novo jardim de possibilidades coloquei uma linda placa onde ainda hoje se pode ler:
"Ninguém pode livrar os homens da dor, mas será bendito aquele que fizer renascer neles a coragem para a suportar" (Selma Lagerlof)

O AMOR NO ESPELHO.


Certa vez os fariseus questionaram Jesus sobre qual seria o grande mandamento da Lei (Mt 22.36-40). Respondendo, Ele afirma que toda a Lei e os profetas dependiam de duas ordenanças: "Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento" e  "ame o seu próximo como a si mesmo". Jesus é perguntado sobre o grande mandamento da Lei, e responde que não há um, mas dois. Mas ambos são equivalentes, pois o segundo é introduzido com a qualificação de "ser semelhante ao primeiro", e todas as 365 proibições e 248 obrigações são-lhes subordinadas. Há uma sugestão de interdependência entre ambos, como se fosse as faces de uma mesma moeda.
Ainda assim, há uma sutil hierarquia, pois o amar a Deus vem em primeiro. Talvez porque não dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, nem duas palavras podem ser pronunciadas simultaneamente pela mesma pessoa. Mas provavelmente para definir o termo "amor" Jesus escolheu esta ordem, pois, do contrário, qual seria o significado do termo?
Deus, a quem não se vê, deve ser amado completamente, em todas as esferas da existência humana: racionalidade, sentimentos e espiritualidade. E nos dois textos paralelos é acrescido "com toda a sua força" (Mc 12.28-34 e Lc 10:25-28). A definição deste amor condiciona o mandamento similar.
O próximo, a quem se vê, com quem se interage deve ser amado de uma única maneira: como a si mesmo. Mas como é amar ao próximo como a si mesmo?
Amar a Deus implica no uso da razão, e não apenas da emoção. Não é um sentimento isolado, mas um fator que une as esferas possíveis da existência humana. E Jesus não anula, na conversa, os 613 mandamentos contabilizados pelos fariseus. Amar, portanto, implica em atitudes; para com Deus e para com o próximo.
O próximo como a mim mesmo implica que ele é meu espelho, meu reflexo. Que ele é eu! E eu sou ele!
Mas Jesus não parece estar ensinando que todos os seres humanos são, enquanto seres, um só. Talvez estivesse em Sua mente o desafio de que Seus discípulos tomassem a Trindade como exemplo: Três Pessoas, mas Uma só; Uma só, mas Três Pessoas.
As ideias de um filósofo do século XVIII, Immanuel Kant, dão uma perspectiva nova a este aspecto. Amar o próximo como a si mesmo equivale afirmar que o próximo é meu igual, em direitos e deveres. Não sou maior ou menor, enquanto pessoa, que ele, e o meu próximo não é maior ou menor, enquanto pessoa, que eu. Somos iguais. A minha dignidade é a sua; a dignidade dele é a minha. O que lhe faço, faço a mim mesmo, e o que ele me faz, faz a si mesmo. Usá-lo como objeto é reduzir a minha humanidade; ser por ele usado como objeto é reduzir-lhe a sua.
Neste ponto de Seu Evangelho, Jesus propõe as bases do que poderia ser um sistema ético universal. Como o filósofo tinha, no mínimo, fortes raízes cristãs de perspectiva luterana, talvez tenha se inspirado neste trecho para cunhar sua filosofia moral - sua ética:
1. aquilo que você deseja como correto deverá ser correto para todas as demais pessoas (para o seu próximo)
2. as ações humanas não podem tomar o ser humano como objeto, mas têm no homem o seu fim
3. aquilo que propomos como norma deve ser primeiro obedecido por nós.
A proposta kantiana parece estar de acordo com o primeiro mandamento da Lei, como definido por Jesus. E a este mandamento todos os que dizem ser Seus discípulos são obrigados a obedecer.
Mas é o amor a Deus que dá forma ao amor ao próximo como a nós mesmos. E é Ele que nos ensina como é amar. como bem lembra o apóstolo Joâo: "nós amamos porque Ele nos amou primeiro" (I Jo 4.19).
E a doutrina da graça comum é a que melhor ensina sobre a natureza do Seu amor: a criação não é jogada ao lixo com a queda de Adão, mas a ele são dadas condições para enfrentar agora um mundo hostil; o sol nasce sobre aqueles que recusam a crer, e a obedecer, ao Deus Criador assim como sobre aqueles que a Ele hipotecam obediência; ainda que o mundo todo esteja sob o poder do Diabo (I Jo 5.19) a bondade é encontrada em toda parte, assim como a busca pelo belo, bom e justo. O que a doutrina da graça comum ensina é que Deus não limita sua ação (seu amor, porque amor não é sentimento, é atitude) pela crença ou descrença da humanidade, mas permanece, em amor, dela cuidando.

CHEGAR A CRISTO



Jesus disse que Ele é o Caminho e que ninguém vai ao Pai senão por Ele; ou seja, não há outros caminhos, não há atalhos, não há desvios, não há rotas alternativas, só Ele é o Caminho; os outros "caminhos" não conduzem a Deus!
"Respondeu-lhe Jesus [a Tomé]: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14. 6). São palavras irrefutáveis, "indesmentíveis", não estamos querendo ser "politicamente incorretos", não estamos querendo ser desagradáveis, não estamos querendo ser sectários, não estamos querendo ser radicais, não estamos querendo ser "fanáticos", não estamos querendo ser fundamentalistas [na pejorativa interpretação que fazem desta palavra], não estamos querendo ser os donos da verdade; porque quem proclamou esta Verdade foi Jesus, e a Jesus ninguém pode contestar [Ele é o Deus encarnado].
Ninguém pode contestar, desmentir Jesus, ou duvidar d'Ele, pois Ele é a Verdade, Ele não mente, Ele não lisonjeia, Ele não faz rodeios, Ele diz a Palavra certa na hora certa, sem se preocupar com o "politicamente correto"; e Ele diz que a nossa palavra deve ser "sim, sim; não, não, porque o que passar disso vem do maligno" (Mateus 5. 37).
Mas como chegar a Jesus? - James C. Seymour, Jr. - Nova York, EUA - Devocionário "No Cenáculo" disse: "Afinal, Deus não Se importa com a maneira como as pessoas chegaram ao conhecimento de Cristo - apenas que chegaram".
Sim, qual é o caminho para o Caminho? Não importa, não vem ao caso é verdade, pois o que importa é chegar, e não como chegar. Se ficarmos no meio do caminho, desavisados de que o tempo urge, de que o tempo é chegado, de que amanhã pode ser muito tarde a porta será fechada; e ouviremos "nunca vos conheci" (Mateus 7. 23). É o caso típico da parábola das dez virgens: cinco delas, bem preparadas, levaram o óleo necessário para as suas lamparinas; as outras cinco "prevaricaram", não se preocuparam com a necessária provisão, na última hora saíram para comprar; o Noivo chegou para as núpcias, e elas ficaram de fora, a porta se fechou (Mateus 25. 1-13).
Quando Jesus chegar, sim Ele vai voltar para nos buscar para as Bodas do Cordeiro, seremos arrebatados para o encontro com Ele nos ares, entre nuvens (I Tessalonicenses 4. 17), mas só o seremos se estivermos preparados, perfilados como seus seguidores, atentos às suas ordenanças, aptos para exercer e exercendo o Ministério, os dons que Ele nos deu para um fim proveitoso (I Coríntios 12. 7), e esse fim proveitoso é levar a Palavra d’Ele a todos quantos não o conhecem, ainda não o receberam, ainda não o obedecem, ainda não o seguem.
O importante, pois, é que estejamos atentos, alertas, acordados, cuidando da missão que Jesus nos outorgou: ensinar (Mateus 28. 19); pregar (Marcos 16. 15); testemunhar (Atos 1. 8), pois importa que Ele nos encontre fazendo assim (Mateus 24. 46), para não sermos considerados "servos infieis" (Mateus 25. 28), inúteis, negligentes, descuidados, desobedientes.
Finalmente, o caminho para o Caminho, que é Jesus, é a graça [favor imerecido] derramada por Deus sobre toda a humanidade, mediante a fé em Jesus Cristo, para que todo o que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna, e para que todo aquele que o recebe, no coração, passe a ter o direito de ser chamado Filho de Deus [antes era criatura], e para que todo o que O obedece alcance a salvação; é o que a Palavra de Deus nos ensina:
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3. 16).
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (João 1. 12).
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2. 8-9).
“E, [Jesus] tendo sido aperfeiçoado, tornou-se Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem’ (Hebreus 5. 8-9).
Enfim, o Caminho é Jesus e só o aceitando, somente crendo nele, somente obedecendo-o, somente seguindo-o, pela graça, mediante a fé, é que estamos no Caminho e Ele está em nós, “e quem não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8. 9).