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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

QUEBRANDO PARADIGMAS



Sempre tentamos descobrir porque a vida nos limita, nos mostra tantas faces que gostaríamos de cobrir. Indagamo-nos onde queremos chegar, o que esperamos da vida, o que queremos encontrar para descobrirmos que não existe em nenhum lugar o que queremos. A verdade é que apesar da correria do dia a dia, vivemos num tempo de letargia. Temos preguiça de pensar. Somos treinados para vivermos sem pensar e quando pensamos, descobrimos que temos valores estragados, orgulhos baratos, olhares ressecados e ações automatizadas.


No momento em que a vida nos testa, nos descobrimos fracos e deprimidos, que o medo e o perigo nos deixa comprimidos e que nossa filosofia não presta para nada. Nesses momentos, o melhor é pararmos e respirarmos fundo. É preciso nos despir de todas as convicções e dogmas enraizados dentro de nós. Arriscar tudo e optar por não se conformar com este mundo que nos rodeia. Aí sim, estaremos quebrando paradigmas, estaremos seguindo o exemplo do apóstolo Paulo que nos ensina em Romanos 12.2 para ‘"não nos conformarmos com este século, mas transformar-nos pela renovação de nossa mente para que experimentemos qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus".

E a boa, perfeita e agradável vontade do Pai é que não nos conformemos com este mundo que nos conduz ao fracasso espiritual. É seguir os exemplos de Cristo, seus valores morais que transcendem nossos tempos. É saber que os pensamentos e conhecimentos humanos ganham fama, mas depois caem no esquecimento. Porém, a palavra de Deus permanece para sempre.

O mundo não possue valores e ética absolutos, mas ao olharmos para Jesus, modelo perfeito de vida santa e irrepreensível, não nos confundiremos, não cederemos às pressões que nos induz a tolerância com o erro. Contemplar Jesus é viver como Ele viveu. Em vez de sermos tragados pelo mundo, conformando com seus preceitos, somos levados a fincar a bandeira de Deus nessa terra. Abalar essa estrutura de mundo e não se confundir e calar as muitas vozes que nos seduzem.

Quebrar paradigmas é deixarmos de sermos narcisos fracassados que se fixam em nossos próprios corações idiotizados, é olharmos para Jesus com fé. Então, receberemos uma nova mente, um novo coração, uma nova vida e seguiremos um novo padrão, um novo modelo, um novo paradigma.

TEMPO PARA TUDO.

Tenho refletido muito sobre a palavra de Eclasiastes que diz que há tempo para tudo.


Fico pensando, às vezes, nas coisas que planejo fazer e naquelas que ainda não fiz, e é claro isso implica pensar no tempo que desperdicei para realizar o que se foi e no tempo que haverei de separar para aquelas que virão. Sei que pensar sobre o tema não é algo nada novo, afinal, o Pregador já falava sobre estas coisas há mais de dois mil anos atrás quando afirmou que há tempo para tudo e para todo o propósito debaixo do sol.

Coisa mais intrigante ainda é quando estudo os eventos do passado. Ao lecionar ou ao estudar sobre a História viajo por alguns instantes pela civilização harapense (que deu origem à civilização indiana a mais ou menos 2.500 anos a.C.), pela reforma protestante em 1517, passando pela revolução francesa em 1789 e chegando até os dias de hoje.

Através dos livros, ultrapasso um tempo de quase 5 mil anos de história. Todo um tempo vivido. Personagens, sonhos, projetos, guerras, grandes revoluções e descobertas, são todas elas colocadas debaixo de uma mesma palavra sob a qual os que se foram já viveram, nós vivemos e sobre a qual os que vierem também viverão.

Esta palavra é o tempo. Os romanos designavam uma expressão para falar da fugacidade da vida e do tempo, Tempus Fugit, ou seja, o tempo foge. O tempo foge das nossas mãos como a areia seca da praia em dias de muito calor. Quanto mais a apertamos em nossas mãos mais rapidamente ela se esvai por entre os dedos. Isto significa dizer que não podemos, de modo algum, segurar o tempo nem tampouco trabalhar para tê-lo.

Como afirmou o historiador francês Lucién Febvre “O mundo de ontem acabou, para sempre”; não podemos voltar atrás, pois tudo passa. “O que é já foi, e o que há de ser também já foi”... (Eclesiastes 3:15).

O passado já foi e não podemos trazê-lo. O futuro é o amanhã. O daqui a pouco não pode ser descortinado. O hoje é o agora, o presente momento das nossas escolhas e das realizações. Falar assim não se trata de uma apologia ao imediatismo doentio dos nossos dias, mas uma consciência de que se de fato tudo tem o seu tempo, nós também temos o nosso e, portanto, não podemos perdê-lo.

Se porventura estamos aqui para vivermos sob o tempo, vivamos conscientemente com a certeza de que somente ao buscarmos a Deus encontramos tranqüilidade e quietude aos nossos corações. Cada momento que vivemos é um presente de Deus. E aí surge a pergunta: como estamos vivendo o nosso tempo? Vivemos em busca de encontrar significado para ele no amanhã e nos esquecemos de hoje? Se é assim que você tem vivido, peça a Ele que lhe restaure a alegria do dia-dia, porque o hoje e o agora só acontecem neste exato instante.

CONFISSÕES DE UM FILÓSOFO SOBRE A VELHICE


Por: Flávio Sobreiro



Conhecemos-nos em uma tarde de outono, onde as folhas que caiam das arvores eram o anuncio de um inverno rigoroso que se aproximava. Sozinha e triste lá estava ela. Outono era a estação que transbordava de seu olhar. O fim de uma vida pode ser tão triste quanto à de uma flor que morre seca por falta de água em um jardim mal cuidado.


Os detalhes de suas palavras eram tão verdadeiros quanto o céu nublado que prenuncia uma tempestade. Lá estava ela. Em um banco daquela praça. Lia o seu jornal. Sentei-me ao seu lado. Olhou-me profundamente nos olhos. Senti meu coração se rasgando pelas dores não pronunciadas daquela alma sofrida.

Contou-me de sua vida. Falou longamente sobre sua juventude. Dos sonhos realizados e daqueles esquecidos pelo tempo. Sim, ela teve família. Hoje, não mais. O que não se cuida com amor acaba sendo esquecido pelo tempo.

Naquela tarde descobri o que minha razão nunca poderia ensinar-me. A velhice pode ser tão dolorida como a dor da perda de alguém querido. Hoje minha mais nova amiga recordava as suas manhãs de vigor e sonhos. Tudo o que sonhou um dia hoje se encontrava sepultado em um coração esquecido por quem um dia se dizia amado.
Certo estava Michel de Montaigne quando disse: ”A velhice faz-nos mais rugas no espírito do que na face”. Minha amiga não tinha tantas rugas na face. Mas seu coração era a dor aberta, em feridas que nunca poderão ser cicatrizadas pelo tempo.

Hoje ela vivia só. Foi abandonada em uma Casa de Repouso para pessoas que estão no processo de esquecimento familiar. Teve muitos filhos e netos. Recordou-se com lágrimas do primeiro sorriso de seus filhos. Das noites mal dormidas pelos resfriados que as crianças pegaram andando na chuva. Teve dias que deixou de se alimentar para que seus filhos tivessem o que comer. Sua dor era uma mistura de saudade e sofrimento.

Ao fim daquela tarde, perguntei-lhe se não sentia mágoa por estar naquela situação. Com um leve sorriso entre os lábios olhou-me profundamente nos olhos e me disse:

Quando amamos verdadeiramente, a saudade de um passado de lutas é apenas uma maneira de mostramos que valeu ter lutado para fazer outras pessoas felizes.

Não concordei! Entre lágrimas abraçou-me e disse: Ser esquecido é a pior dor que até hoje senti em toda minha vida. Sinto falta de quem me amou, mas continuo amando cada filho. Queria apenas cuidar desta doença que hoje eles têm, e que se chama: desumanidade.

Assim nos despedimos. Na certeza de que a vida não é tão doce e bela para todas as pessoas. Retornando para minha casa recordei-me de Jean Jacques Rousseau: “Quem viveu mais não é aquele que viveu até uma idade avançada, mas aquele que mais sentiu na vida”.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DOLOROSA GRAÇA

Graça é romper com o comportamento antigo, pois Deus somente providenciará as circunstâncias para você mudar de atitude; no âmbito da Graça, temos à nossa disposição todas as ferramentas para um viver santo: "Pois vocês foram salvos pela Graça, por meio da fé, e isto não veio de vocês, é dom de Deus." (Ef 2: 8 NVI). E pela Graça permanecemos salvos, e prosseguimos santos.


Pela Graça me examino e admito sem sombras o que "é de Deus" ou não no meu caráter; o sentido amplo ou restrito da vida cristã é agradar o Cristo, a despeito das minhas muito bem elaboradas teses, liturgias e do meu pensamento teológico. Em Cristo encerra-se o anseio por santificação.

A Graça em minha caminhada (e aqui faço clara distinção entre o ato da salvação e o processo de santificação) só tem eficácia quando me rendo, afirmo que não há rendição com ressalvas, (muitas vezes, no submundo, tive que depor as armas pra permanecer vivo) quem se rende não impõe condições.

Desta forma ao me render a Cristo deixo no chão todos os meus pensamentos, e posições morais, sociais, políticas, afetivas, religiosas e aguardo silente, até receber o pensamento de Jesus em mim.

Isso dói profundamente. Abrir mão, abandonar meu pensamento por anos entrincheirado: “O que para mim era lucro (...) considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo,” Fp 3: 7a, 8 NVI.
Sob Cristo minha escala de valores muda, em Cristo a visão de mim mesmo e do mundo é alterada.
Quando a Graça nos alcança é porque o amor já nos atingiu, abriu caminho trazendo à tona quem realmente somos; neste momento tudo o que antes era precioso assume a aparência e o valor de estrume.

Não há júbilo na confissão honesta e livre diante do Pai; ao considerar a minha condição humana confirmo que bem ou bondade alguma há em mim que não proceda do Pai.

Sem medo de “trair o pensamento arminiano que permeia o meu discurso” eu, pela Graça afirmo não haver oportunidade alguma no meu coração de desviar de praticar o mal e zelosamente praticar o bem; não pratico o bem sem Deus por provedor do bem.

Isso é Graça. A Bíblia nos livra dos equivocados e irresponsáveis conceitos acerca do gracioso trato divino a nosso respeito; “o agir de Deus é lindo...” diz uma canção gospel cantada por todo mundo aqui, até nos botequins que surgem próximos à Missão vida cantam isso.

O agir de Deus é doloroso, requer reação, respostas sinceras, lindo agir divino me libertando da autojustificação e concedendo a graciosa condição de me relacionar noutro nível, elevadíssimo, “e ser encontrado n’Ele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé.” Fp 3: 9

Graça. Graça que liberta a minha mente de racionar alicerçada nos meus conceitos de justiça e justificação, livrando-me do legalismo; capacitando-me para “ser fiel até a morte” ou a segunda vinda. Permaneço salvo, e prossigo santo.
Em meu coração outro desejo não há senão o expresso por São Paulo: “Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, tornando-me como Ele na sua morte para de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos.” Fp 3: 10, 11 NVI

Isso é Graça, isso me basta.

OUVINDO O ESPIRITO SANTO

Hoje de manhã o Espírito Santo veio em minha casa e me chamou para conversar. Ele queria bater um papo, queria me ouvir falar, me ouvir contar-lhe como eu estava como estava meus sentimentos, como estava minha ansiedade, minhas expectativas, mas eu estava com tanto sono, que quase não ouvi e nem entendi que era Ele querendo conversar, achei que era apenas mais um sonho tolo, sonho de "barriga cheia" como dizem por ai, mas eu acabei cedendo ao chamado do Espírito Santo e fui conversar com Ele.


Demorei a entender que era o Espírito Santo com saudades de falar comigo em horários diferentes dos normais com os que eu falo com alguém, alias é apenas Ele que me chama para conversar nesse horário, acho que é porque em outros horários do dia quando Ele quer falar comigo eu não consigo ouvir a Voz dEle, pois tem tantas vozes falando, tantas oportunidades, tantas ofertas, tantos negócios, tantas propostas, que eu não consigo achar um tempo para conversar com Ele...

Fiquei imaginando hoje pela manha, como é difícil entender que o Espírito Santo está falando conosco, como é estranho ouvir alguém tão importante e tão próximo de nós, alias tão dentro de nós e muitas vezes não conseguimos entender o que ele quer de nós, parece ate que Ele usa uma língua diferente, mas quando conseguimos entender que é Ele que está falando, vemos que é a linguagem mais simples possível que Ele está falando.

Vejo como sou tão negligente ao ouvir o Espírito Santo, quando não dou atenção ao que Ele me fala, pois sempre parece ser coisas da minha cabeça... Um dia eu estava trabalhando e um ébrio passou na loja onde eu estava e eu senti uma enorme vontade de falar com aquele homem e saber por que ele não parava de beber, porque ele estava largado como se a vida não tivesse sentido, e fui conversar com ele, perguntei a ele o que estava no meu coração e ele me respondeu que para ele não tinha mais jeito, que ninguém dava chance para ele e outras coisas, daí eu falei que levaria ele para uma clinica de recuperação de dependentes químicos, e ele ficou feliz e disposto a sair da rua e ir para a clinica; Eu marquei com ele depois do expediente, de levá-lo para essa clinica, falei a ele para ficar ali por perto da loja que assim que saísse da loja as 18:00 horas iria conseguir um carro emprestado e levá-lo, ele concordou e eu voltei ao meu serviço, quando fui encontrar com ele no horário marcado, não estava lá, procurei por ele, mas não o encontrei e fui embora para casa, e como era um sexta-feira só voltaria a loja na segunda pela manha; Quando voltei ao trabalho na segunda feira pela manha, vi alguns carros de policia próximos a loja, e quando fui ver o acontecido, era o ébrio que tinha morrido no fim de semana... Fiquei chocado como Deus deu aquele homem uma enorme chance no fim da vida dele, mas ele não quis, ele não soube entender a voz do Espírito Santo de Deus, eu fiquei imaginando se eu não tivesse falado nada com ele, como eu estaria naquele dia, o que eu estaria pensando ao meu próprio respeito se eu não tivesse ouvido a voz do Espírito Santo?

Muitas vezes quando negligenciamos ao chamado do Espírito Santo de Deus, não é Ele quem sofre, mas somos nós que recebemos as conseqüências de termos sidos negligentes; Tem um versículo na bíblia em Hebreus capitulo 3 e versículos 7-8 que diz: Assim diz o Espírito Santo: Hoje se ouvires a sua voz, não endureçais os vossos corações... E esse versículo está falando do povo hebreu que estava no deserto e não deu atenção ao que o Espírito Santo estava falando e por isso padeceram quarenta anos no deserto, pois foram negligentes ao Espírito Santo de Deus. Quando ouvimos ao Espírito Santo ou como alguns chamam a “voz da consciência”, quase sempre não damos à atenção correta para Ele e quem sempre se da mal, somos nós.

O que o ser humano tem de mais próximo de Deus, é a presença do Espírito Santo e quantas vezes em nossas orações clamamos por estar próximo de Deus, por ouvi-Lo, mas quando Ele fala, nós não entendemos, ou não queremos atribuir ao que entendemos ao Espírito Santo, quantos de nós já passamos por algum caminho e tivemos uma duvida ou uma vontade de mudar de rumo, ou entrar em uma rua ou mesmo não entrar e acabamos pensando que isso é apenas um pré-sentimento que temos e deixamos isso de lado e acaba acontecendo algo de ruim... Quantas vezes eu já ouvi falar que “Instinto” de mulher não falha! Será que as mulheres são mais instintivas que os homens ou será que são sensíveis ao Espírito Santo?

Quero ter de Deus, sempre próximo de mim, esse Espírito que me guie por onde eu estiver andando, que me ajude em decisões, que me acorde pelas madrugadas para falar comigo ou mesmo para me ouvir, quero conseguir sempre ouvir o Espírito Santo, mesmo sendo nas madrugadas com muito sono; Como me é importante saber que Ele se importa comigo e insiste em conversar comigo, insiste em avisar algumas coisas, como é bom ser lembrado pelo Espírito Santo nesses dias de esquecimentos.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ARCANJOS DE DEUS



Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael


Hoje celebramos a festa dos três Arcanjos São Miguel, São Gabriel, São Rafael. Da existência destes anjos fala explicitamente a Sagrada Escritura, que lhes dá nome e lhes determina a função. "Miguel" que significa: "Quem como Deus" é o defensor do Povo de Deus no tempo da angústia. São Miguel, o antigo padroeiro da Sinagoga, é agora o padroeiro da Igreja universal; "Gabriel " - que significa "Deus é forte" ou "aquele que está na presença de Deus", São Gabriel é o anjo da encarnação e talvez o da agonia do jardim das oliveiras. É ele que anuncia o nascimento de João Batista e de Jesus. " Rafael " - que quer dizer " medicina de Deus " ou "Deus cura" - São Rafael é o guia dos viajantes. Foi companheiro de viagem de Tobias. É aquele que cura, que expulsa os demônios. São Rafael é o companheiro de viagem do homem, seu guia e seu protetor nas adversidades.

São Miguel em particular, foi cultuado desde os primeiros séculos de história do cristianismo. O imperador Constantino erigiu-lhe um santuário nas margens do Bósforo, em terra européia, enquanto Justiniano construiu-lhe um no lado oposto. A data de 29 de setembro corresponde à da consagração da Igreja dedicada no século V a São Miguel, a seis milhas da via Salária. A festividade é muito difundida no Ocidente e no Oriente. Em Roma foi-lhe dedicado o célebre mausoléu de Adriano, agora conhecido com o nome de Castelo de Santo Ângelo. A São Miguel é dedicado o antigo santuário, surgido no século VI, que do monte Galgano, na Púglia, domina o mar Adriático. Nas proximidades desta Igreja, a 8 de maio de 663, os longobardos obtiveram vitória, atribuída a uma aparição do anjo. deu origem a segunda festa, transferida depois para 29 de setembro.

São Gabriel, "aquele que esta diante de Deus" (é seu "cartão de visita", quando vai anunciar a Maria a sua escolha para Mãe do Redentor), é o anunciador por excelência das revelações divinas. É ele que explica ao profeta Daniel como se dará a plena restauração, da volta do exílio ao advento do Messias. A ele é confiado o encargo de anunciar o nascimento do Precursor; João, filho de Zacarias e de Isabel. A missão mais alta que nunca foi confiada à criatura alguma é ainda sua: anunciar a Encarnação do Filho de Deus. Ele tem prestígio muito especial até mesmo entre os maometanos.

São Rafael, falado em um só livro da Sagrada Escritura, é o companheiro do jovem Tobias, e por isso sua função é tida como guia de todos os que viajam. Foi ele que sugeriu ao seu jovem protegido o remédio para a cura da cegueira do pai, por isso é invocado também como curador.

Oremos: São Gabriel com Maria, São Rafael com Tobias, São Miguel com todas as hierarquias, abri para nós esta via. São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós. (Reze esta oração sempre que precisar de ajuda).

GRATIDÃO



A cura dos dez leprosos realizada por Jesus, ofereceu oportunidade ao Mestre divino de focalizar a importância da gratidão. Apenas um agraciado regressou para Lhe agradecer e a indagação de Cristo foi uma reprimenda aos ingratos: “E os outros nove, onde estão? (Lc 17,17). A lembrança do benefício recebido é o traço mais precioso do reconhecimento. Foi o que aconteceu com aquele miraculado, que embora não fosse judeu, veio manifestar seu louvor ao seu grande benfeitor. Deve-se observar que o samaritano agradecido recebeu uma outra graça, pois Jesus lhe disse: “Vai em paz”, ou seja, o repletou de eutimia, tranqüilidade, felicidade. Ganhou também um elogio: “Tua fé te salvou”! Eis porque o Pe. Antônio Vieira afirmou que os tesouros divinos têm duas chaves: uma aurífera que os abre, isto é, a gratidão; outra de ferro que os fecha, ou seja, a ingratidão. Além disto, a gratidão é uma marca de grandeza interior, é gesto do agradecimento que enobrece, uma vez que o espírito agradecido impede a memória de olvidar dons recebidos, tornando-o sensível, capaz de perceber as maravilhas divinas espalhadas mundo todo e os favores que advêm do próximo. Trata-se de ter os olhos abertos e perto de um maagnânimo coração. Um simples pensamento de gratidão dirigido ao céu é a melhor de todas as preces e, por isto, Jesus perguntou: “Não houve quem voltasse para dar glórias de Deus a não ser este estrangeiro”? Cristo valorizou aquela atitude cortês a qual mostrou que aquele leproso não apenas recuperou a saúde do corpo, mas também mostrou que possuía uma boa saúde emocional, uma acurada sensibilidade capaz de captar a generosidade alheia. Com efeito, a gratidão sufoca as emoções negativas e confere um sentimento de bem estar durável, dado que é indício de um total equilíbrio psicossomático. De fato, o ingrato é sobretudo um orgulhoso, vício que infecta terrivelmente a alma e fecha a porta a novos favores quer de Deus, quer dos homens. Tanto isto é verdade que a Virgem Maria no seu cântico gratulatório afirmou que o Todo-Poderoso tinha olhado para a humildade de sua serva e fez nela maravilhas. A gratidão é uma espécie de júbilo que jorra nos corações nobres numa resposta luminosa diante da mercê recebida e que se traduz em palavras e gestos significativos para com o benfeitor. Foi o que aconteceu com Maria: “Minha alma rejubila no Senhor, exulta meu espírito em Deus, meu Salvador”. Isto se torna ainda mais veementemente notável quando o favor foi feito sem segundas intenções pautadas por interesses. É o que acontece sempre da parte de Deus que mimoseia seus filhos generosamente, mas só as almas dignas sabem, de fato, Lhe manifestar seu reconhecimento. Assim procedia também o apóstolo Paulo, o qual assimilou bem a doutrina do Mestre divino, afirmando inúmeras vezes em suas cartas: “ Dou graças a Deus” (Filêmon 4; cf. 1 Cor 1, 4; Filip 1,3; 2; Tm 1,3; I1 Ts 2, 13). Aos Tessalonicenses doutrinava: “Por tudo daí graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito” (1 Ts 5,18). No Antigo Testamento, além de inúmeras passagens nos salmos, ressalte-se o que o arcanjo Rafael aconselhou a Tobias: “Bendizei ao Senhor sobre a terra e daí graças a Deus”( Tb 12 20). Além da ação de graças ao Ser Supremo, doador de todos os bens, a melhor maneira do cristão se mostrar agradecido é pela correção de vida na obediência aos mandamentos e a tudo que Jesus ensinou. Uma vida de amor a Deus é manifestação concreta de que se valoriza o que dele se recebe a cada hora. A psicologia mostra a relação íntima que existe entre o amor e a gratidão. A dileção supõe previamente o reconhecimento e é aumentada pelo mesmo, pois o agradecimento brota dos corações que sabem amar. Por outro lado só quem ama distribui benefícios, como acontece com Deus. Nos egoístas, insensíveis, interesseiros, indiferentes nunca brota a flor da gratidão. Sêneca, filósofo pagão, afirmou: “Só os espíritos bem formados são capazes de cultivar a gratidão”. Miguel de Cervantes, com razão, asseverou: “É de gente bem nascida agradecer os benefícios recebidos e um dos pecados que mais ofendem a Deus é a ingratidão”. Ludwig Börne lembra: “Quem é verdadeiramente agradecido passa além do benefício para se lembrar unicamente do benfeitor”. Cumpre se acrescente que a gratidão não é um dívida de justiça. É, sim, um débito de honestidade. É devida não só a Deus, mas também aos pais, à pátria, aos governantes, a todos os benfeitores. A máxima ingratidão para com Deus é o pecado, o desprezo de sua Santa Lei. Aos pais a gratidão deve se manifestar não tanto em palavras, mas na reverência contínua, no amparo ininterrupto, na prece cotidiana; aos mestres, pelo respeito e acatamento de suas instruções; à pátria, pelo devotamento cívico, colaborando o cidadão na melhoria da sociedade; aos governantes, através da prece que os iluminará e envolverá nas benesses divinas. Tudo isto é entender bem a lição de Jesus ao recriminar a atitude dos nove leprosos ingratos. É preciso que se lembre sempre que receber um benefício é bom, agradecer ao benfeitor é sublime. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.


Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Local:Mariana (MG)