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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sábado, 21 de agosto de 2010

ONTEM


Paulo nos aconselhou ou até mesmo advertiu para que não olhássemos para trás. Mas que continuássemos adiante olhando para o alvo, "a soberana vocação de Deus em Cristo Jesus". Certamente porque o passado pode nos dar uma rasteira, pode nocautear os incautos que como a mulher de Ló acham que dar uma olhadinha só não faz mal. O perigo de ficarmos catatônicos como zumbis saídos direto de um filme de George Romero é grande, e a carruagem vai passando. Jesus mesmo disse que ninguém que pegando no arado e olha para trás é digno de segui-lo. Mas por que tamanho receio por parte desses homens da fé em "dar uma espiadinha" para o passado? O que se esconde detrás da cortina que venda nosso entendimento, que nos amedronta e muitas vezes nos cala, que chamamos de ontem?
Sempre fui nostálgico. E a nostalgia é uma faceta glamourizada do passado. A nostalgia ilumina as densas trevas do passado que não podem escapar de nossas lembranças. Ela indica um atalho mais firme para que possamos andar sem sujarmos os pés no lamaçal de nosso ontem. Alguns escritores sempre trazem à tona personagens aturdidos pelo que ficou para trás, e geralmente são pessoas doentes, com uma inclinação para esquizofrenia. Doentes que possuem seu passado "mal resolvido". No cinema não seria diferente. Parece que todos são apavorados pelo seu passado. A simples noção de que eles poderiam em determinado momento retornarem do limbo nos causa calafrios. Reviver o que já se passou... Terrível.
Diante de tudo isso o que resta ao homem? Ficar refém de seu passado? Não. Eu aprendi, e adimito pôr muito pouco em prática, que devemos levar cativo todo pensamento a Jesus, ou seja, manietarmos nosso passado, presente e futuro e entregarmos nas mãos de Cristo. Não nos esqueçamos que Jesus esteve entre nós e teve um passado. Será que no auto da cruz aquele famoso “filmizinho” da sua vida passou pela mente de Jesus? Não sei. Sei sim que meu passado está aos pés daquela cruz e que somos consolados com a promessa daquele que subjugou o tempo em todas as suas dimensões. (Hebreus 8:12) “Porque serei misericordioso para com suas iniqüidades, E de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais”. Se o Senhor se esqueceu do que fiz, não serei eu a salgar meu presente com lembranças obsoletas.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

VOCÊ ENCONTRARA DEUS HOJE MESMO.

ENCONTREI-ME SENHOR EM TEUS BRAÇOS
Encontrei-te

Estendendo-me teus braços, quando espiei o corredor do berçário com mil portas de possibilidades;
Brincando de pega-pega com as crianças;
Dando boas risadas e elas penduradas ao teu pescoço.
Na chuva que cai lá fora dos olhos da criança deixada;
No amigo imaginário dos pequeninos;
Encontrei-te
Despertando-me com o cheiro do café da manhã;
No sabor da fruta mais doce que não encontro mais;
Tocando a minha pele nos raios do sol que brilha da última galáxia no Universo que se chama alma;
No frio de inverno fúnebre em pleno ártico do meu ser;
No nevoeiro de quem somos;
Encontrei-te
Numa sossegada flor a avenida por onde jorram carros;
No beija-flor que toca a flor;
No sol retratado nos olhos de quem beija a flor;
Nos átomos que vibram suas asas, movem o ar, provocam ventos e tempestades, movem veleiros, atravessam continentes, destroem nações e apagam as velas de um último aniversário.
Encontrei-te

Ao meu lado, quando das tempestades que me pregaram sustos;
No canto escuro dos meus questionamentos;
Quando não encontrei mais palavras;
Destruindo os meus muros, quando saí na varanda de mim mesmo e olhei em torno;
Naquele que lançou luz na minha escuridão;
Encontrei-te
Acalmando-me num dia de cólera;
Quando segurei o touro pelos chifres;
Quando mergulhei de cabeça;
Quando senti o nó na garganta;
Quando enfiei minha cara no travesseiro;
Encontrei-te
No olhar angustiado da idosa esquecida;
No esfarrapado estendendo-se na calçada;
Aos que se arrastam com seus fardos carregados de angústias, ansiedades e depressões;
Naquele que ajudou o cego a atravessar a alucinada rua da sua existência;
Joalheiro lapidando os mais lindos corações;
Encontrei-te
Sorrindo quando acalmei a fúria com resposta branda;
Feliz quando fiz o outro feliz;
Nas mãos de quem levantou o caído;
Resgatando os encarcerados das algemas de suas culpas;
Encontrei-te
Nas entrelinhas da sagrada palavra;
Alinhavando as linhas das velhas páginas da minha história;
No teu Filho amado;
Aliviando o peso do prato das perdas e colocando mais peso nos ganhos;
Na imagem refletida sobre a superfície de uma plácida lagoa, de uma ilha no agitado oceano de mim mesmo. O nome da ilha: Lugar de Oração;
Encontrei-te
Entre cada segundo;
Quando eu corria para todas as direções;
Nas mil distrações;
Nas pequenas gentilezas;
Novamente estendendo-me teus braços no Jardim Celestial.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

COMO SE DEFENDER DOS LAMENTOSOS ( POR LUIZ PELLEGRINE )

Inseguros, mas sempre cheios de si, os lamentosos descarregam suas tensões sobre os outros. O lamento contínuo alimenta a si mesmo, criando um círculo vicioso que pode se tornar infernal, para o lamentoso e para quem o cerca






por Luis Pellegrini

CONSELHOS

O médico e psicoterapeuta italiano Pietro Fornari sugere algumas posturas que ajudam na libertação do vício do lamento:
• Procure ver como você é quando se lamenta – Pergunte a alguém de confiança se você é um lamentoso. Procure saber do que você mais se lamenta e, se se tratar de um amigo bonachão, peça-lhe que o imite quando se lamenta. Ao mesmo tempo, procure perceber se algum motivo ou razão particular ativa a sua torrente de lamentos.
• Permaneça uma semana inteira sem exprimir nenhuma emoção negativa – É muito útil para se dar conta de quanto você se lamenta e de como é difícil se controlar e deixar de fazê-lo. Deixe que o sofrimento e o desconforto se concentrem dentro de você, em vez de lançá-los sobre o primeiro que cruzar seu caminho. Uma semana depois, o lamento concentrado pode tornar-se um desconforto real, que você irá desafogar através de um verdadeiro, honesto e sadio pranto liberatório (e não o choramingo inútil de sempre). É possível então que algum processo seja automaticamente desencadeado em sua mente, trazendo-lhe uma percepção diversa de você mesmo, mais determinada e menos passiva.
O lamento é, com frequência, um álibi para não enfrentarmos a realidade de modo direto. Quem procura passar de si mesmo uma imagem vencedora deve enfrentar os inimigos, mas quem se mostra fraco e machucado pode pedir piedade. Diga sempre que está bem (mesmo que isso não lhe pareça verdadeiro) e observe o que acontece.
Principais objetos das lamentações
• Doenças e sintomas físicos, às vezes reais, mas quase sempre imaginários
• O parceiro
• O dinheiro
• Os filhos
• O genro, a nora
• Os pais e os irmãos
• O trabalho (os colegas e o chefe)
• A casa e os vizinhos
O que você consegue com os lamentos
• Passa a ser considerado um chato e pé-no-saco
• Aonde vai, cria uma atmosfera negativa
• Não se afirma na vida nem na profissão
• Perde as amizades e afasta as pessoas queridas
• Só encontra, nos outros, uma piedade totalmente falsa

OS LAMENTOSOS ( POR LUIZ PELLEGRINE )

Nada mais fácil do que perceber as lamentações dos outros: cada vez que encontramos alguém assim e lhe damos ouvidos, eles nos aporrinham com os relatórios detalhados dos seus azares e infortúnios, arrastando-nos para o interior de uma atmosfera negativa. Os lamentosos nos pedem conselhos, mas não prestam atenção em nenhum deles. Trata-se quase sempre, para nós, de gastar saliva à toa, numa operação perda de tempo que, se podemos, procuramos evitar. Bem mais difícil, no entanto, é perceber quando nós mesmos manifestamos um comportamento lamentoso: quem se lamenta, com efeito, fala sempre apenas de si mesmo, mas não vê a si mesmo, pois se perde no emaranhado das suas histórias.

O lamentoso quase sempre não se dá conta do que faz e do quanto incomoda os outros. Por isso, atenção: se alguém levanta a lebre, dizendo que você se queixa demais e isso o incomoda, significa provavelmente que você também é um lamentoso. Melhor seria se refletisse a respeito, pois o lamento é uma das coisas que mais bloqueiam o nosso crescimento.
O lamento, fenômeno superdifundido a ponto de tornar-se um verdadeiro estilo de comunicação, é a expressão de várias problemáticas internas do indivíduo. Através do lamento, a pessoa se libera de um pouco da tensão interna que a aflige, da ansiedade da qual não conhece bem a causa ou que não consegue canalizar de um outro jeito. Assim fazendo, ela consegue permanecer num mínimo de equilíbrio psicológico, embora precário.
O lamentoso, em resumo, é um dependente: pega a trouxa dos seus conflitos e a entrega inteiramente nas mãos do outro. A solicitação inconsciente é: “Fique com isto: engula e digira isto para mim, carregue ao menos um pouco do meu fardo.”
O egocentrismo sempre está por trás das ações do lamentoso. Colocar no centro da discussão os próprios problemas é um modo de colocar a si próprio no centro das atenções e obter consideração. Em pessoas assim, a capacidade de se identificar e se interessar pelos problemas dos out ros é mínima.
Como todo egocêntrico, o lamentoso tem baixa autoestima. Age como uma criança que continuamente pede à mãe confirmação afetiva; ele busca uma dose de consolação (afeto e aceitação) para sentir que seu mal-estar é legitimado, pois ele não consegue legitimá-lo sozinho.
O estranho emaranhado psicológico do lamentoso frequentemente também está ligado ao sentimento de culpa (“se digo que estou bem, ofendo quem está pior”), à superstição (“se digo que vai tudo bem, logo me cairá um tijolo na cabeça”), ao álibi (“falo, falo, falo, mas não me comprometo”). O resultado final de tudo isso é sempre um dano ao cérebro: o lamento, na verdade, recria uma ordem química cerebral passiva e reverberante; o lamentoso é incapaz de sair de si mesmo e de se transformar, colocando-se em sintonia positiva com a vida.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Deus não castiga!


-Amor, acorda, o bebê está chorando.

-E daí?

-Ele deve estar com fome, prepara a mamadeira pra ele.

-Querida, estou muito cansado...

-Mas já levantei quatro vezes esta noite, faz esse favor pra mim.
-Deixe ele chorar!

-Não é assim que se deve tratar o seu único filho!

-Tá bom, eu vou, mas se ele voltar a chorar, você quem irá.

O marido levantou meio atordoado pelo sono
- Esse bebê está me dando mais trabalho do que eu esperava! Se
soubesse, teria caído fora a tempo - pensava ele enquanto esquentava a
mamadeira do bebê.

No momento em que ele chegou ao berço o bebê já havia parado de chorar.
- Agora que esquentei a porcaria da mamadeira, o filho da mãe dorme!
Não mereço esse castigo.

-Acorda pirralhinho! Agora que eu esquentei, você vai ter de tomar
até a última gota! - e balançava a criança com a mão, ela não se
mexia.
- Acordaaa! Você me acordou, agora eu que estou te acordando!
- ele então reparou que a cabeça da criança estava azulada. Seu
desespero foi imediato, pegou a criança no colo e correu para o seu
quarto.

- Querida! Pelo amor de Deus, acorde! Ele não se mexe! Me ajude!
Ela pulou da cama em desespero e em um segundo já estava com a
criança em suas mãos, estava morta.

- Ele morreu! Olha o que você fez com meu bebê!
- Não foi culpa minha, eu cheguei no berço e ele estava assim! -
as lágrimas jorravam de seu rosto
- Pelo amor de Deus, diga que não está acontecendo.

- Deus! Por que você me castiga deste jeito!

E então se lembrou de tudo que pensou enquanto preparava a mamadeira.

E refletiu sobre todos os quatro meses que passara junto ao
bebê,nunca fora um bom Pai, enquanto sua mulher se dedicava com todas
as suas forças ele o ignorava, e ignorava também a mulher quando
cobrava dele "Pegue-o no colo, só um pouquinho", " -Veja amor, ele
está sorrindo", "-Ele tem cócegas nas bochechas. Amor, você não está
olhando.", "- Não chama ele de pirralho, ele é seu filho.".

Sentia a culpa tomar conta de si, sentia-se desgraçado, ele era o
culpado e não tinha dúvidas disso.

- Fui eu.- disse ele, havia amargura em seus olhos.

- Eu nunca mereci esta criança, nunca dei amor suficiente, nem pra
você, e nem pra ela. - as lágrimas pareciam não ter fim. - Foi Deus
quem me castigou! Ele era meu filho! Meu filhinho! - e desabou
novamente a chorar.

A essa altura ele esperava por qualquer coisa da mulher . "Ainda
que me matasse, estaria certa"- pensava. E não era de se espantar se
ela o fizesse pois estava com o rosto fechado, seus olhos encharcados
pareciam ter morrido junto com o bebê. Segurava a criança no colo e
não dizia uma palavra. Então ela quebrou o silêncio, sua voz era rouca
e melancólica.

-Deus não castiga. Sei que você nunca deu atenção suficiente ao
bebê, ele te adorava e você nunca ligou pra isso. Mas não te culpo
por isso, e apesar de tudo sei que você o amava. - ela sorrira - Se
não o amasse, não estaria em tantas lágrimas agora.

Ele não entendia por que ela o consolava. "Ela devia me matar" - pensou
- "Assumi que não presto e mesmo assim ela me consola" E então ele se
lembrou de todas as vezes que ela foi amável com ele, e não eram
poucas pois em todo o mundo, ele não conseguia pensar em alguém mais
pura e gentil. -"Tinha tudo que poderia desejar e nunca dei valor." -
Nessa hora seu choro dobrou de tamanho, não sabia mais se chorava por
seu filho ou por sua esposa, mas entendeu que seu choro era de
arrependimento.

Tentou dizer algo pra esposa mas uma nuvem branca tomou conta de
seus olhos e de repente tudo ficou negro.

-Amor, acorda, o bebê está chorando...- era voz de sua mulher.
Abriu os olhos, estava deitado em seu quarto.

-Amor, ele deve estar com fome esquenta a mam.... por que você
está chorando?

-Nada, já estou indo. - de longe dava pra escutar a voz de seu
filho chorando.

Ele correu até o berço e lá estava seu filho, chorava muito. Ele o
pegou nos braços e beijou a criança. Ela cessou o choro, estava rindo
-
"-Ele tem cócegas nas bochechas." - lembrou. Ele ficou brincando com
a criança por um longo tempo até que sua mulher chegou.
-Você não voltou pra cama, fiquei preocupada. Alguma coisa errada
com o bebê?

-Veja amor, ele está sorrindo! - ele parecia uma criança com um
brinquedo que acabara de ganhar - Meu filho está sorrindo pra mim! A
mulher se comoveu, nunca havia visto seu marido daquele jeito. Ele
fazia cócegas na bochecha do menino e depois o beijava, parecia
outro homem. Ela o abraçou.

-Querido, há muito tempo eu venho pedindo a Deus que você
passasse a gostar mais dessa criança. Fico grata por Ele ter me
atendido.

-"Deus não castiga". - lembrou ele em voz alta.
-O que você disse?
-Nada querida. Eu te amo!
-Também te amo.

Linda mensagem, né ??? E o que podemos concluir ???

DEUS NÃO CASTIGA! Deus evita de nos castigar, pois nos ama muito.
Mas que ele tem um jeitinho maroto de nos ensinar ele tem. (mesmo que
sua mensagem chegue em forma de pesadelo).
Preste sempre atenção nos mínimos detalhes da vida, é
AÍ que Deus nos fala.

Quase Acreditei...


Quase acreditei
que não era nada,
ao me tratarem como nada.
Quase acreditei
que não seria capaz,
quando não me chamavam,
por acharem que eu não era capaz.
Quase acreditei
que não sabia,
quando não me perguntavam
por acharem que eu não sabia.
Quase acreditei
ser diferente entre tantos iguais,
entre tantos capazes e sabidos,
entre tantos que eram
chamados e escolhidos.
Quase acreditei
estar de fora
quando me deixavam de fora
por que...que falta fazia?
E de quase acreditar adoeci;
busquei ajuda com doutores,
mestres, magos e querubins.
Procurei a cura em toda parte
e ela estava tão perto de mim
Me ensinaram a olhar
para dentro de mim mesmo
e perceber que sou exatamente,
como os iguais que me faziam diferente.
E acreditei profundamente em mim.
E tenho como dívida com a vida
Fazer com que cada ser humano
se perceba, se ame, se admire de si mesmo, como verdadeira
fonte de riqueza.
Foi assim que cresci: acreditando
sou exatamente do tamanho de
cada ser humano.
E por acreditar perdi o medo de dizer, de falar, participar e até de cometer enganos.
E se errar?
Paciência, continuo vivendo, e por isso aprendendo.

PORQUE ERRAR É HUMANO...
(Desconheço o Autor)

Aprendiz


Se todos fôssemos mestres, a quem ensinaríamos?
Se de tudo soubéssemos, por que aqui estaríamos?
No entanto, temos diante da vida, na maioria das vezes,
uma postura de tudo saber,
de poder emitir idéias, avaliações, estabelecer conceitos...

E cheios de nós mesmos, como um balão que se enche e se eleva para poder ser visto por todos, seguimos com essa ilusão que teimamos em alimentar, buscando cada vez
mais nos auto-afirmar
(tanto para os outros, quanto para nós mesmos).

Em todas as matérias somos doutores;
nas coisas da vida, diplomados.

A todo instante distribuindo conselhos,
pareceres, instruções àqueles que nos ouvem.

Tudo parecemos saber, quando tão pouco conhecemos!
O que será que desencadeou essa nossa postura?

Orgulho? Inteligência? Prepotência? Ignorância?
Poderei desfilar aqui mil motivos, justificativas...
todas disfarces do medo.

O medo que nos assola é tamanho, tão grande,
que cria a lista de adjetivos citados
acima, apenas para não ser descoberto.
Por medo de não saber, fingimos saber tudo.
E o que é pior, convencemos aos outros e a nós mesmos.

Enquanto o medo permanece,
cresce e cria novas formas de nos manter cativos e ignorantes.

Não temos que saber tudo! Não temos que provar nada aos outros.
Temos que conhecer o medo, lidar com ele e, humildemente, nos apresentarmos á vida como aprendizes.

Pois, o verdadeiro mestre se auto-intitula aprendiz!..."

OS CAMINHOS DA PAZ

Vivemos em um contexto em que a paz parece ter desaparecido da nossa convivência. Diante do império da naturalização da violência, desaprendemos como invocar a paz. Porém, quando ela parece ser algo tão utópico, distante, é necessário anunciarmos o reino de Deus, que é “[...] justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

Um passeio pelas Escrituras e pela história da igreja revela o esforço de muitos em construir a paz, ainda que em algumas épocas tenham sido os próprios seguidores de Deus os perpetradores da violência. Na perspectiva do Antigo Testamento, o “shalom” é a restauração do equilíbrio e da harmonia da pessoa humana com Deus, consigo mesma, com o próximo e com toda a criação. A paz, portanto, é uma das virtudes da aliança de Deus com a humanidade (Ez 37.26; Jo 14.27).
A própria palavra “paz” reafirma a ideia de aliança. Ela deriva do latim “pangere”, que significa comprometer-se, concluir um pacto, firmar um acordo entre duas partes. Mais que ausência de conflitos, a paz consiste na construção de uma alternativa para a convivência humana.
Um exemplo desta iniciativa vem do ministério do profeta Jeremias. Os israelitas estão no cativeiro babilônico, sem solução aparente para a violência e opressão ao seu redor. Então o profeta declara que é necessário resistir ao escapismo, ao fatalismo e à vitimização, e reconhecer que a presença de Deus não é um evento perdido no passado nem um sonho projetado no futuro.
Os israelitas deveriam viver na Babilônia como uma comunidade de esperança, reconhecendo e anunciando que o poder de Deus é maior do que as forças que geram o mal e a violência. No lugar da fuga e da alienação, o envolvimento e a solidariedade. Em vez do medo, a paz. Não bastava apenas ser diferente, era preciso fazer diferença.
Diante disso surge a pergunta: Como trilhar os caminhos da missão pela promoção da paz? Algumas pistas podem nos ajudar:
“Em meio a uma cultura de violência, promover uma cultura de paz”: a resolução de conflitos de forma não-violenta; a prática da tolerância; a resiliência ante a dor e o sofrimento; o respeito em meio à diversidade e à pluralidade; a crítica das ideias sem ofensa às pessoas.
“Entender a solidariedade como um novo nome da paz”. Os Evangelhos afirmam que Jesus Cristo foi solidário na vida (cf. At 10.38) e na morte (cf. Jo 15.13). Seguindo seu exemplo, é preciso superar o individualismo e fazer dos relacionamentos uma experiência de gratuidade.
“A paz como parcela da missão integral”. A igreja em missão, com base nas aspirações do reino de Deus, deve reconhecer a paz como possibilidade real, concreta, necessária para a vida humana.
Diante do estado de opressão e violência que se apossou de nossas cidades, as Escrituras nos desafiam a rejeitarmos a alienação, o escondimento, e assumirmos o caráter missionário de nossa fé. Afinal, o próprio Jesus Cristo disse que são “felizes os pacificadores” (Mt 5.9).

O CASAMENTO É UMA INSTITUIÇÃO DE DIREITO ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER.

A maior parte dos brasileiros não está suficientemente a par do Projeto de Lei 122/06, que define os crimes resultantes de discriminação de raça, cor, identidade sexual etc. Alguns simplificam demais e outros se apavoram demais. Para tentar corrigir essa desinformação, recorremos a um doutor em direito privado. Guilherme Nacif de Faria, 48 anos, casado, dois filhos, é professor de direito civil na Universidade Federal de Viçosa.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou um documento que diz: “Embora respeitando profundamente as pessoas em questão, [a Igreja] não pode admitir ao seminário e às ordens sacras aqueles que praticam homossexualidade, apresentam tendências homossexuais profundamente radicadas ou apoiam a chamada cultura gay”. A igreja pode tomar tal medida?
É uma resposta difícil. A Igreja Católica é uma instituição privada e tem o direito de aceitar ou rejeitar quem achar melhor para as suas ordens, desde que não se trate de mera discriminação. É lícito que ela recuse, por exemplo, que uma mulher seja ordenada padre e que reze missas. Se alguém não concorda, que procure uma igreja mais de acordo com suas convicções. Isso pode ser aplicado também aos homoafetivos. Não se trataria de uma discriminação, pois toda igreja tem o direito de manter suas práticas e ideias e recusar quem professa ideias e comportamentos diversos daqueles que ela apregoa. Seria um contrassenso se não fosse dessa forma. É diferente de se recusar uma pessoa negra ou alguém com necessidades físicas especiais.
Não estou concordando com a medida -- apenas reconheço o direito de a Igreja Católica exercê-la.
Uma instituição privada e confessional, comprometida com os valores morais do seu credo, pode não contratar ou dispensar funcionários homossexuais?
A base dessa resposta é a mesma da anterior. Se uma instituição é privada e atende a comunidade confessional, considero e defendo a licitude do ato. Outro exemplo: se um colégio é confessional e obriga os alunos a assistirem à aula da religião praticada, é também lícito. Se não quero que meu filho assista àquelas aulas, devo mudá-lo para um colégio público, não obrigar o colégio a ensinar todas as religiões. Essa é a postura adotada pelo direito norte-americano. No Brasil, ela não é muito aceita. Há uma confusão entre instituições particulares e instituições públicas e, muitas vezes, as particulares são obrigadas a se comportar como se fossem públicas -- o que não é correto. No entanto, no caso de um hospital credenciado para atendimento ao público -- pelo SUS, por exemplo --, a situação muda. Ele passa a ser um prestador de serviços públicos e deve se comportar como instituição pública.

Os líderes religiosos têm liberdade de falar e escrever sobre a questão gay do ponto de vista bíblico?

Devemos ter sempre em mente que podemos julgar as pessoas pelo que elas fazem, julgar seus atos, mas não podemos julgá-las pelo que são. Isso seria discriminatório e inaceitável. Os líderes religiosos têm plena liberdade de se manifestar livremente sobre a questão, da mesma forma que a filosofia, a ética, a psicanálise e outras áreas do conhecimento. O importante é que essa manifestação seja argumentativa, não discriminatória. O que não é possível é uma incitação à discriminação, à segregação ou à violência. Porém, a linha divisória é tênue e alguns abusos podem ser cometidos, tanto do lado de quem argumenta, quanto do lado de quem se sente discriminado. Não se pode impedir uma discussão baseada em argumentos por força de lei. Se assim fosse, o sol continuaria girando em torno da terra, tal como impôs Urbano VIII a Galileu.
Segundo o Conselho Federal de Psicologia, a ajuda oferecida por um psicólogo a um paciente com problemas de identidade sexual não pode envolver a questão moral ou religiosa. Os ministros e conselheiros religiosos e os capelães que exercem seu ministério em hospitais, escolas, irmandades e quartéis estão livres para tratar a questão mais amplamente?
A indicação do CFP está correta. Não se pode admitir que convicções morais -- que são minhas ou do meu grupo social -- interfiram com a ciência da psicologia. A deontologia -- o estudo dos deveres -- dos profissionais de saúde se baseia na ética e no direito, que são (ou pretendem ser) universais, e não na moral, que é pessoal. Da mesma forma, um juiz decide um caso conforme as questões jurídicas envolvidas, nunca conforme a moral própria, que é dele, particular. Já o contrário é verdade para os profissionais religiosos. A deontologia destes trabalha com as questões morais próprias de cada grupo, e não com a ética universal necessária às ciências. Esses religiosos são, justamente, os guardiões da moral do grupo que representam e lideram e, se procurados, devem atuar no sentido de resguardar essa moral e aplicá-la conforme lhes convier. Se uma pessoa procura ajuda religiosa para suas questões sexuais, pressupomos que, sendo autônoma, ela está de acordo com a visão que aquela religião tem sobre o assunto e a ninguém cabe interferir nessa liberdade.

A lei me obriga a reconhecer a diversidade sexual como lícita, aceita e protegida?

A diversidade sexual é lícita, ou seja, ela é legal, é jurídica. Cada pessoa vive conforme uma visão de mundo própria e a ninguém cabe recriminá-la por isso. Os princípios da República, escritos no artigo 1º da Constituição, garantem essa condição, já que protegem a dignidade da pessoa e o livre desenvolvimento de cada uma. Ela é protegida conforme as leis brasileiras vão, aos poucos, regulamentando as situações criadas pela homoafetividade, mas ainda não impede de forma eficaz a discriminação. A aceitação já é mais difícil. Não se trata de força da lei. O respeito pela condição do outro, a consideração de que o outro é um igual e deve ser considerado na sua diversidade, seja ele negro, asiático, judeu ou homoafetivo, é algo que eu aprendo na escola e se torna inerente a minha pessoa. Se isso não ocorre, a lei deve impor a tolerância para o apaziguamento social. Essa consideração do outro pode não ser inerente a mim (respeito), mas tenho que me comportar como se fosse (tolerância), porque uma ação discriminatória pode ser considerada um ato ilícito civil ou penal.
Gostar ou não de uma pessoa é questão de foro íntimo (respeito), mas devemos ter em mente a tolerância, que é dever jurídico, é obrigatória por lei. Não fosse assim, a África do Sul, exemplo mundial de apaziguamento social, não teria derrubado o “apartheid”.

O que é decisão de fundo?

Trata-se de um termo usado para diferenciar as soluções dadas pelo direito norte-americano e pelo direito francês à questão da homoafetividade. Diz respeito ao nível hierárquico da decisão. Uma decisão de fundo é uma decisão constitucional sobre a questão e responde à pergunta: é possível discriminar uma pessoa homoafetiva? Seu resultado é que, após tomada, não cabe mais às leis ordinárias ou decisões judiciais (questões de plano) contrariá-las. No Brasil, ela deverá ser tomada pelo Supremo Tribunal Federal, como ocorreu nos Estados Unidos. O contrário ocorreu no direito francês, que não tem uma tradição constitucional forte como os Estados Unidos têm e como o Brasil está caminhando para ter. Lá, eles resolveram o problema com decisões de plano, ou seja, por meio de várias leis ordinárias que regulamentam caso a caso. O Brasil caminha por essa segunda via.

Qual a diferença entre autonomia e heteronomia?

Esses termos e ideias pertencem ao filósofo Kant. Resumidamente, a autonomia seria a lei interna e subjetiva, aquela dada por mim e para mim conforme minha racionalidade. É uma lei moral e unilateral, uma vez que não dependo de outra pessoa, senão de mim mesmo, para compreendê-la e executá-la. Já a heteronomia é a lei que me é imposta por outrem. É jurídica e bilateral, já que esse outro me obriga. Não parte da minha razão, mas da compreensão alheia ou comum e, assim, pode me ser estranha.
A autonomia é respeitada e cada um pode viver conforme achar melhor, desde que sua prática não interfira nos direitos e na vida alheios ou em interesse público.

O exército brasileiro pode vedar a prática homossexual entre os militares?

Esse é um tema mais afeito à ciência militar do que ao direito, e sob aquele ângulo deve ser respondido. A princípio pode -- desde que tenha argumentos que não sejam discriminatórios. Acredito que não se duvide que um soldado homossexual pode ser tão bom soldado quanto um heterosssexual. Assim, a questão fica restrita a outras circunstâncias, como, por exemplo, a situação de confinamento, comum na vida militar, na qual todos estão impedidos de ter relações sexuais. Se um casal homossexual se forma, ele consegue burlar essa restrição a despeito dos outros. Isso pode levar a uma situação crítica para a disciplina da tropa. Outra questão é a da aceitação social. Um militar de patente ou um diplomata não podem temer ter sua vida sexual exposta. Ambos seriam alvo fácil de chantagem. Sob esse aspecto, é preferível que a homossexualidade seja assumida, tornada pública.

Os dicionários afirmavam que o casamento era “o relacionamento que une um homem e uma mulher”. Como ele é definido agora?

O casamento é e deverá continuar sendo uma instituição jurídica entre um homem e uma mulher. É um erro querer mudar isso. Não há que se falar em casamento homoafetivo, senão para uso de analogia. O que os homoafetivos querem é poder ter sua vida ordenada, formar um núcleo de afetividade -- que é como o direito entende a família hoje -- e ter direitos e deveres como qualquer pessoa. Para isso, tenho defendido que é melhor criar outro instituto jurídico, como o direito francês criou o pacto civil de solidariedade. É uma lei que institui uma união civil entre pessoas e na qual o sexo não é um ponto essencial. O importante é a vida em comum, a estabilidade e o reconhecimento dos efeitos jurídicos de tal união.

A lei da homofobia existe?

Sim. É o projeto de Lei PLC 122/06 e ainda está em votação do Congresso. Promove alterações na Lei 7716/89, que define os crimes resultantes da discriminação de raça e cor, e outras leis. A intenção é justa, mas tem sofrido muitas críticas. O projeto não foi bem pensado e é mal elaborado, além de permitir interpretações extensivas demais e muito além do razoável, o que não é bom. Um exemplo: o artigo 8º do PLC manda alterar o artigo 20 da Lei 7.716/89, que diz que pratica, induz ou incita a discriminação quem (e acrescenta o §5º) pratica qualquer ação constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. A pena é de reclusão (regime fechado) de até três anos. Voltamos a Urbano VIII.

A SANTIDADE DO CORPO E DA MENTE

A propaganda da pornografia, do amor livre, do sexo precoce, do adultério, do homossexualismo e do divórcio é tão bem feita, tão ampla, tão esmagadora e tão bem-sucedida, que as muitas vozes ainda em harmonia com a sexualidade cristã são tentadas a se calarem. No que diz respeito à homossexualidade, por exemplo, os defensores da condição oposta são quase constrangidos a pedir licença para falar sobre a homossexualidade ou a se desculpar por tocarem no assunto. Faz parte da propaganda do sexo ilícito a mensagem de que seus praticantes são a maioria e nós, a minoria. Faz parte da propaganda anticristã a mensagem de que a disciplina sexual é impossível, além de intervir na liberdade individual. Faz parte da propaganda da licenciosidade desacreditar o casamento (veja Cartunista coloca veneno na imaginação dos teenagers e se manda, Ultimato, maio/junho). Por isso, são poucos os que hoje se casam pensando numa união que deve ser preservada e mantida para sempre. Os celebrantes estão sendo pressionados a retirar os compromissos de fidelidade mútua e de durabilidade só interrompidos pela morte.

É nesse mar tempestuoso que os cristãos são chamados a navegar (sem naufrágios fatais). A palavra de um grande cristão é mais do que oportuna: “Uma coisa é ser atraído pelo pecado; outra bem diferente é inverter os conceitos de moralidade e transformar o mal em bem e o bem em mal”. Paz e bem

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

HOJE, VOCÊ É CONSAGRADO A JESUS

Rm 12:1, 2




Introdução

A palavra consagrar vem do latim consecrare, con – "inteiramente", e sacer – "santo". Desta forma podemos concluir que consagrar e santificar são sinônimos. Já os termos hebraicos usados no Antigo Testamento dão a idéia de separação, ou seja, algo ou alguém separado para dedicação, ao serviço de Deus. No Novo Testamento, as palavras mais usadas para consagração são: Egkainízo, "dedicar" Hb 9:18 e 10:20: teleióo, "completar" Hb 7:28 e agiázo, "santificar".

(Jo 10:36 ;17:17,19; I Cor 7:14; I Tm 4:5. II Tm 2;21)
Todas as palavras indicam no tocante a Jesus, sua autodedicação em sua obra remidora, no tocante a seus discípulos, indica que eles foram separados para uma função específica. Quando usados para os alimentos indica que os mesmos foram purificados, e ainda quando se refere ao cônjuge incrédulo o texto aponta para a legitimidade desse relacionamento.

1-A consagração cristã

Como pudemos ver no significado resumido das palavras acima, quando nos convertemos, somos chamados por Cristo para um novo tempo, João 17:16, então somos chamados a nos sujeitar a um processo de aprendizado e aperfeiçoamento que somente através de uma dedicação total ao Senhor poderemos compreender e alcançar. Jesus nos chama à renúncia Mt 8:34e vss,e não apenas incorporar seus ensinamentos e sua maneira de pensar, pois um discipulado genuíno, gera transformações mais profundas. O apóstolo Paulo exortou a igreja de Roma a não tomar forma do mundo, Rm 12:1-2; mais sim, conformando-se de toda a forma de vida cristã, isso requer total renovação da mente. O propósito maior da consagração é a espiritualização, é claro que na medida em que renunciamos as velhas práticas, damos espaços para a renovação, desta forma, entramos em uma evolução espiritual.

2- Formas de consagração

A ORAÇÃO. Atos 6-2b e 4. “Não é razoável que nós abandonemos a Palavra de Deus para servir às mesas, ... e, quanto a nós, nos consagremos à oração, e ao ministério da palavra”.
Através da oração, mantemos um relacionamento com Deus, isto nos torna cada vez mais confiantes no Senhor, devemos contar nossas necessidades a Deus. Através da oração, confessamos os pecados e aceitamos o auxílio de Deus quando somos honestos reconhecendo nossa fraqueza, pois o Senhor nos revelará grande provisão. Consagrar-se a Deus em oração é dedicar um tempo de nossas vidas falando com o Senhor, contudo é necessário salientar, que a oração não consiste em só uma pessoa falar, se faz necessário deixá-lo falar conosco depois de terminada a oração, pois é no silêncio da comunhão que Deus faz descer o seu precioso óleo da unção e com ele a resposta para nossas petições.

3- A leitura da palavra de Deus

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. II Tm 3:16.
Deus fala conosco através de sua Palavra, a Bíblia, ao mesmo tempo em que mantemos comunhão com Ele. É importante que a leitura seja feita com calma e concentração. Como o texto relata, é na Palavra de Deus que vamos encontrar ensino para guiar a nossa vida. Todas as situações na vida do cristão devem ser pautadas na Palavra de Deus. Devemos determinar um período de leitura, um momento em que possamos ficar a sós com Deus. Não há um tempo padrão para todos, e sim aquele mais conveniente para cada um, o importante é que haja este tempo, chamado de devocional diário.

4- A adoração em conjunto

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns...” Hb 10:25, A adoração em comunhão com outros cristãos é fundamental para o crescimento espiritual, pois ao se converter a pessoa é inserida em uma nova família, a família de Deus. Alem de tudo, a igreja é fundamental para o crescimento espiritual, pois em Ef. 4:11-12. “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”. É na igreja e na célula, (grupos de estudos nos lares), que recebemos ensinamentos para que saibamos lidar com as diversas situações que nos aparecem. Os ministérios descritos no versículo acima são responsáveis pelo crescimento do novo cristão, além disso, o novo convertido pode receber o auxílio de um cristão mais antigo, por isso, é fundamental manter uma freqüência regular nos cultos e reuniões de células.
Conclusão

Entedemos ser estas formas citadas, as mais emergentes na vida de um cristão, contudo, a consagração envolve uma série de atitudes que vão colaborar com o crescimento espiritual, pois a dedicação futura a um ministério vai depender desta base que você está recebendo hoje. Lembre-se de que um dos significados de consagração é “dedicação inteiramente”. E neste sentido não podemos ser de animo dobre, num momento santos e em outro, totalmente alheios às coisas de Deus.

O EQUILIBRISTA

Na corda bamba da vida, implanta-se em mim um estado de grave desequilíbrio. Tenho certeza da inevitável queda. Não a queda direto à boca da serpente chamada tentação, mas a que se precipita a um vulcão com lavas de agonia e dor profunda. Muitos são os momentos da nossa caminhada que somos lambidos traiçoeiramente por essas chamas.Em algumas ocasiões, o sofrimento é o hálito do inferno querendo nos devorar.

Percebo que não existe nada onde possa segurar-me. Desespero-me. Entre o agora e a iminente ruína, frações de um tempo. Entre o início e o final da corda, minha vida. Este não é o melhor momento para tentar elucubrar as causas da penetrante angústia em mim cravadas, pois não há possibilidade de um justo julgamento. As emoções são nevoeiro que nos impedem de olhar ao nosso redor e ver como realmente é. Não há cena pior: Uma corda. Um nevoeiro. Eu neles. A vida seria um filme sem sentido se tudo acabasse nessa cena.
Olho ao redor. Milhares de equilibristas em suas cordas. Alguns mais próximos do fim. Vejo muitos caindo e poucos prosseguindo. Não há mais tempo. Percebo que a corda está amarrada a um jardim, de onde eu nunca deveria ter saído e termina em uma surpreendente cidade. Tenho a impressão de que sempre senti saudades dela. Um lugar que continuamente busquei sem nunca saber. Estou voltando ao lar. O equilibrista constrói sua vida na eternidade em cada passo e decisão no presente. Futuro e presente fundem-se.
Um indescritível conforto envolve-me quando percebo que quem segura a corda na cidade é o Filho do Eterno. Nada foge ao seu controle. Percebo-o atento e vigilante. Segura a corda como se segurasse a sua vida em mim. Um trovão ressoa, colocando ordem no Universo, quando Ele grita pelo meu nome. Não sei mensurar qual a distância que me separa Dele. Melhor fixar-me em seus olhos, de onde emergem toda a segurança e força necessária para prosseguir. Os seus olhos refletem a saudade de quando caminhávamos no Jardim.
Uma corrente de ar é soprada a partir da metrópole celestial em minha direção. Envolve-me com calor e rigidez. O Príncipe da Paz firma a corda. Meu frágil equilíbrio é reordenado. Ele sorri. Eu retribuo. O que era desespero transforma-se em esperança e alegria. Talvez, mais a frente, a corda possa balançar, contudo sei que Ele restaura os meus passos. E se quiserem derrubar-me a sofrimento mortal, não há problema, anseio a hora de voar