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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

SOMOS ANORMAIS

O mundo, hoje, abraça o que há poucos anos os cristãos [e todo mundo se dizia cristão] não faziam por obediência à orientação bíblica, em obediência à Palavra de Deus [a Bíblia].

Hoje "todo mundo faz" o que, antigamente, todos rejeitávamos, o que em nossos passos, em nosso caminhar, à época, passávamos de largo.
Podemos reafirmar, como temos dito em outros textos [desde o ano 2000], que o mundo hoje está descendo as rampas inferiores do longo [e fatal] declínio espiritual, moral, ético e social
A relativização da moral, do social, da ética, do espiritual é fartamente propagada com as célebres expressões: "isso já era", "não tem nada a ver", "todo mundo faz"; e não é porque todo mundo faz que vamos fazer. Não é porque o próximo salta de uma janela do vigésimo andar, que todo mundo tem que fazer igual.
Segundo Norbert Lieth (Antes do Último Dilúvio) atribui-se isso ao fato de “diariamente observarmos que nosso tempo é dominado por forças demoníacas (nos filmes, na religião, através da Nova Era, do esoterismo, da Teoria da Evolução, pelo surgimento de novos deuses...), e percebemos que o povo se volta contra a Palavra de Deus e se opõe à ação do Espírito Santo. O mal passa a ser encarado como perfeitamente bom e normal.”
Ao que foi enumerado, no parágrafo anterior, pelo irmão Norbert Lieth, podemos acrescentar que essas forças demoníacas estão dominando, pelo menos no Brasil, também, e principalmente, através das novelas globais [e outros canais imitam a emissora dominante, na luta constante por audiência], onde o sexo fora do casamento: entre solteiros [fornicação], entre casados [adultério], entre pessoas do mesmo sexo [homossexualismo], e como “profissão” [prostituição] corre à solta, envenenando os corações, as mentes dos jovens, dos adultos e até dos idosos.
As “Autoridades” caminham passos largos no sentido de “legalizar” tudo isso, toda essa sujeira que adentra em nossas vidas através do denominado “lazer”.
Casamentos destruídos pela ausência do verdadeiro amor, da renúncia do eu em favor do nós, pelo desrespeito mútuo; pela inexistência de bons costumes, pela falta da presença da Palavra de Deus na vida do casal, e de cada um dos cônjuges; e, ainda, pelo ignorar o temor [respeito] a Deus, tornaram-se banalizados, comuns, normais [seríamos “anormais”?].
Sim, nós os casais que vamos vencendo as barreiras do tempo e completando bodas a cada ano, a cada lustro, a cada década, seríamos anormais diante da banalização, da relativização do
“sagrado”? Sim, sagrado, pois foram feitas promessas, foram pronunciados votos, um diante do outro, e ambos diante da sociedade; e o mais importante: ambos diante de Deus.
“Quando pronunciamos essas verdades, tornamo-nos ridículos diante do mundo. Isso não cabe mais na nossa sociedade, pois é ‘antiquado’”. (Norbert Lieth).
Diante do mundo tornamo-nos ridículos, caretas, mas completamos, em 03.07.2010, bodas de rubi – 45 anos [e não somos a única exceção]; isso porque os nossos pensamentos, os nossos sentimentos, a nossa individualidade estão em permanente comunhão; e sempre sob a orientação, a direção, a graça de Deus.
Esse é o mundo no qual estamos vivendo; para o qual somos ridículos, somos anormais, somos fundamentalistas, somos fanáticos, somos loucos!...
Santa loucura! É ela que vai nos poupar do dia do Juízo de Deus, e é isso o que conta, é isso o que importa, é isso que nos leva à fidelidade diante de Deus em primeiro lugar, e diante do cônjuge, diante da família, diante da igreja, diante da sociedade.
Este testemunho não é vanglória, não é ufanismo, não é triunfalismo, é apenas o reconhecimento da bênção, da unção, da graça e do amor de Deus para com os que lhe obedecem à Palavra; Palavra que sempre premia a fidelidade:
“Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem (Mateus 19. 6b)”
“Sê fiel [em tudo e até no matrimônio] até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2. 10b).
“Quem é fiel no pouco [inclusive no casamento] também é fiel no muito (Lucas 16. 10a).”
Sim, sabemos que não podemos generalizar, há casamentos desfeitos por outras motivações [justas], que não a infidelidade; e cada um sabe de si, cada um é responsável pelo próprio “livre arbítrio”, e sabe onde lhe doi o calo.
O que queremos deixar é uma chamada para reflexão, para conscientização dos jovens, e até dos mais velhos que ainda não se uniram em matrimônio, para que quando o fizerem o façam cientes de que a Palavra de Deus é perene, é verdade absoluta ontem, hoje, e o será eternamente.
E isso, a prática de costumes sob a égide da Palavra de Deus, não vale apenas para a vida matrimonial, mas para a vida de um modo generalizado: estudantil, profissional, social, etc. Não somos perfeitos, mas devemos estar sempre buscando a perfeição: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mateus 5. 48).

O INFERNO NÃO SÃO OS OUTROS

É triste constatar que o cristianismo possui diferentes ferramentas capazes de conduzir homens e mulheres a uma vida dependente de forças clericais controladoras. Exemplo disso é o discurso equivocado sobre céu e inferno utilizado na maioria dos templos cristãos. Mais que uma preocupação com a vida pós-morte, o discurso da eternidade está carregado de adestramento religioso. O medo de passar a eternidade no inferno faz com pessoas sejam facilmente constrangidas a um pseudo encontro com Cristo.

Não é coerente imaginar que o medo do fogo eterno é o que define a experiência pessoal com Cristo. A convocação bíblica dos seguidores de Cristo, embora tenha sérias implicações para o porvir, não se restringe apenas a um céu ou um inferno. A vida com Cristo deve ir muito mais além de uma expectativa inerte em relação à eternidade. Se a nova vida em Cristo não me entusiasma para uma vida plena e abundante no presente, é provável que nenhuma outra promessa futura seja capaz de me animar.
Sei que o Apóstolo Paulo nos advertiu de que se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens, todavia, a nossa esperança tem como referência a vida presente. A eternidade começa aqui. O uso nocivo do discurso da eternidade é interessante somente para sacerdotes religiosos que desejam a todo custo o maior número de fiéis à sua disposição. Sobre isso, Paulo Brabo diz que:
“O domínio da vida eterna tem ainda uma poderosa função controladora sobre as pessoas. Numa sociedade que crê nesse tipo de coisa, quem tem o monopólio sobre o além tem também o controle das pessoas nesta vida, e pode manejá-las a seu bel-prazer.”
Ademais, o céu e o inferno é uma escolha que fazemos.

PATOLOGIA DA VERDADE HODIERNA

O patológico quadro de inanição espiritual em que se encontra a força da nossa "verdade", visto que esta anomalia congênita já foi registrada na velha aliança, e que por isso podemos afirmar sem sombra de dúvida que de fato a história é cíclica e se repete literalmente:

*Jr 7.28 "...já pereceu a verdade e se arrancou da sua boca..."
*Jr 8.5 "...Retém o engano (a mentira) e não quer voltar..."
*Is 59.11-15 "...conhecemos nossas iniqüidades; como o prevaricar, e o mentir contra o Senhor, ...por isso a verdade anda tropeçando pelas ruas, ...sim a verdade desfalece..."
*Dn 8.11,12 "...o lugar do seu santuário foi lançado por terra, ...por causa das transgressões; e lançou a verdade por terra; fez isso e prosperou..."
*I Rs 22.21,22 “...Então, saiu um espírito, ...e disse, eu sairei e serei um espírito de mentira, ...e disse, ...tu o induzirás e ainda prevalecerás...”
*I Jo 4.6 “...Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e a fatídica existência do espírito do erro”, (espírito de mentira) operando nos dias atuais.
*I Tm 4.1 “...nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, ...pela hipocrisia de homens que falam mentiras...” Este fato não se traduz como uma opção mas se caracteriza como tendências estéticas (modismo) social fatal.
*II Ts 2.1-12 “...não será assim sem que “antes” venha a apostasia, ...o mistério da injustiça que já opera, ...com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentiras,...E, por isso, Deus lhes enviará a OPERAÇÃO DO ERRO, para que creiam a mentira, para que sejam julgados todos os que não creram a verdade...”
*I Co 11.19 “...até importa que haja entre vós HERESIA, (mentiras) para que os que são sinceros se manifestem entre vós...” este fato é uma operação tática do próprio Deus, chamada de APOSTASIA.
*Ef 6.14 “...tendo cingido os lombos (arrochar o cinto) com a verdade...”
*Jr 13.1-10 “...Vai, e compra um cinto (da verdade) de linho, (representa a justiça dos santos segundo Ap 19.8) e põe-no sobre os teus lombos, ...tomei o cinto do lugar onde o havia escondido (verdade escondida); e eis que o cinto (a verdade) tinha apodrecido (a força da verdade em estado de inanição, corromper, invalidar) e para nada mais prestava, ...Este povo maligno, que recusa a ouvir as minhas Palavras, que caminha segundo o propósito e desejos do seu próprio coração...” (seus próprios estatutos).
*Mc 7.6-9 e 13 “Bem profetizou Isaías acerca de vós, ...em vão, porém, me honram, ensinando “doutrinas” que são puramente mandamentos de homens, ...deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição de homens, ...invalidando, assim, a Palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes...”
*II Cr 34.14-21 “E, “tirando” eles o dinheiro que se tinha trazido à casa do Senhor, (visão do Mercado Financeiro como a divindade MAMOM da Prosperidade), Hilquias o Sarcedote, “ACHOU” (estava perdido sem valor) O Livro (a Bíblia Sagrada) da lei do Senhor, ...Achei o livro da Lei na (dentro da) Casa do Senhor, ...ide, consultai ao Senhor, ...sobre as palavras (conteúdo fechado) deste Livro que se Achou, (invalidação do conteúdo do livro dentro da casa do Senhor), porque grande é o furor (cólera) do Senhor, ...porquanto nossos Pais (líderes espirituais) não guardaram a integridade, a verdade da Palavra do Senhor, para fazer conforme tudo quanto está escrito neste LIVRO...”, Mt 5.44 “...Amai a vossos inimigos...”
*II Cr 36.14-19 “Também TODOS os Sacerdotes e o Povo aumentavam de mais em mais as transgressões, ...E o Senhor, Deus de seus Pais, lhes enviou a sua Palavra, ...porém zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas Palavras, e escarneceram dos seus Profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto, que mais nenhum remédio houve...”, ...queimaram a Casa de Deus, e derribaram os muros (chamaras teus muros de Salvação Is 60.18) de Jerusalém, ...destruindo também todos os seus preciosos objetos...” (os Dons e os Frutos do Espírito Santo).
Por todo este descalabro acima citado foi necessário selar o Livro (selar a compreensão e interpretação Bíblica)
*Dn 12.4 e 8 “...E tu, Daniel, Fecha estas Palavras e Sela este Livro,...”, ...estas Palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim...”
*Is 8.14-17 “Ao Senhor dos Exércitos, a ele santificai, ...Então, ele vos será santuário, mas (porém) servirá de Pedra de Tropeço e de rocha de escândalo, ...de laço e rede, aos moradores de Jerusalém. E muitos dentre eles tropeçarão, e cairão, e serão quebrantados, e enlaçados, e presos...”, pela Palavra. I Pe 2.8 “...para aqueles que tropeçam na Palavra, sendo desobedientes...” e Rm 9.31-33 “...eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, ...e todo aquele que Crer nela (na palavra) não será confundido...”
*Is 29.10-13 “Porque o Senhor derramou sobre vós um espírito de profundo Sono (cegueira espiritual) e fechou os vossos olhos, (os olhos do entendimento segundo II Co 4.4 “...o deus deste século cegou os entendimento...” e de comum acordo com Ef 1.18 “...tendo iluminado os olhos do vosso entendimento...” ) o mesmo que fechou abrirá Lc 24.30,31 e 44,45 “...Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram...” e “...São estas as Palavras que vos disse estando ainda convosco, ...Então ABRIU-LHES o Entendimento para COMPREENDEREM as Escrituras...” Porém sei o quanto é difícil enxergar a verdade, e manter os olhos bem abertos para realidade, principalmente quando não queremos admiti-la, veja “Rom 10.1-3” diz certo dito popular que; “O pior cego é aquele que não quer ver” as evidências da impotência de um povo potente. Pois não é o falar a língua dos anjos, nem o dom de profetizar, nem tão pouco o poder de expulsar demônios, que vai nos afiançar a vida eterna, isto não nos serve como referencial de vida espiritual santificada veja “Mt 5.20” e “Mt 24.24,25” Também, “Luc 10.20”. Essa é a forma de um típico pensamento utópico, de um delírio ideológico, pois, à medida que a realidade se mostra ameaçadora, temos uma tendência comum, à de tomar decisões baseada no que nos é agradável, e escolhemos sempre a solução mais fácil e confortável à nossa satisfação pessoal. Para complicar ainda mais a questão em curso, “não gostamos, nem admitimos mudanças”. Pois nem sempre é possível pensar em mudanças, quando estamos em situação cômoda, e por medida de “segurança” e “conveniência”, tenderemos sempre a desconsiderar as necessidades básicas e vigentes. Estamos contemplando o limiar de um novo milênio sob uma perspectiva digital, informações com imagens ao vivo via internet de um mundo globalizado, é uma verdadeira explosão atômica da ciência cibernética, naufragando a fé e a esperança de muitos. “Mt 24.12”. E acima de tudo trazendo o complicado e temível conflito ideológico de gerações, que na verdade são acontecimentos do fim dos tempos profetizado por “Daniel 12.4” “... Muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicara...” Daqui a um pouco de tempo grande parte do conhecimento que hoje consideramos como verdade ulterior perderá sua força de validade e terá sua veracidade questionada pela estética relativista. E para combater esta conjuntura adversa, precisamos averiguar o recurso revelado a Daniel, e que foi selado no livro de palavras fechadas, transformado em um livro de códigos para que, ninguém que veja, entenda, ou escute e compreenda, até que o tempo determinado se cumpra, para qual tempo do fim estamos vivendo. “Mt 13.9-11e13-15” Esta é a missão da ultima hora, quebrar o selo, e decodificar o livro (O enigma da drácma Perdida) que está praticamente perdido e sem valor funcional, dentro da casa do Senhor, “II Cr 36.15,16”. A própria palavra do Senhor tornou-se um opróbrio no meio do seu povo, veja “Jr 20.8”. Conforme, “Nm 21.5”. Como por nosso próprio orgulho preconceituoso invalidamos a sua autoridade máxima doutrinária, não dando ouvidos às palavras escrita neste livro para fazer e viver conforme tudo quanto acerca de nós está escrito. “II Reis 22.8-13”. Desconhecer os limites e o alcance dispensacional do conhecimento da verdade faz a rigidez do sistema, comprometendo a transmissividade da realidade ulterior. Pensamento; “Um sistema rígido e autoritário agride e ao mesmo tempo fere o próprio direito de ser livre”.

MAL AGRADECIDO

Todo o contexto bíblico nos leva a crer naquilo que era, que é, e sempre será o Plano de Deus para toda a humanidade: que todos, e cada um individualmente, alcancem a vida eterna junto a Ele, em seu reino, nas regiões celestiais.

Assim, concedeu-nos Ele a "graça", através da fé em Jesus Cristo, seu Filho unigênito, que veio ao mundo com a missão de morrer, em nosso lugar, para que alcancemos o perdão, a salvação de nossos pecados (João 3. 16).
A graça então é o favor imerecido de Deus para conosco; imerecido porque somos pecadores, e o "salário do pecado é a morte" (Romanos 6. 23a), "mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" (6. 23b).
Mas a graça, embora preveniente , não salva a todos "automaticamente"; não! Cabe-nos, apenas, aceitar o sacrifício de Jesus por nós, recebê-lo no coração, para passarmos a ter o direito de sermos feitos filhos de Deus, a saber, os que creem no Seu nome (João 1. 12), os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus [o nascer de novo, agora na família de Deus – v. 13].
E Jesus disse: “Quem crê está salvo, quem não crê já está julgado” (João 3. 18).
Não se trata aqui de estar colocando carga nas costas das pessoas; foi Jesus quem disse e não podemos colocar em dúvida: creu está salvo, não creu...
 “Diz-se que no Novo Testamento a doutrina é a graça e a ética é a gratidão”.
Fez-nos lembrar da cura que Jesus ministrou em dez leprosos (Lucas 17. 11-12); todos, ao se sentirem curados, retiraram-se para se apresentarem aos sacerdotes [ordem de Jesus]; mas ninguém agradeceu, exceto um que voltou do meio da caminhada [já ia se esquecendo como os outros], e não se tornou mal agradecido.
E aí, a cura foi tornada sem efeito? Óbvio que não, pois a vontade de Deus tem que ser satisfeita, e a Sua vontade é que “tenhamos vida, e a tenhamos em abundância” (João 10.10).
Então não seria coerente que Ele anulasse a cura pela falta do agradecimento, tendo em vista que a Sua orientação “pré-existente” [não observada por eles], e depois transmitida aos de Tessalônica, através de Paulo, na primeira carta aos Tessalonicenses 5. 18 foi: “Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus para convosco”.
Faltou ética, conforme se subentende da definição de Packer, mas a graça não foi revogada, não é revogada, e nem será revogada, enquanto a Igreja estiver aqui na terra [depois do arrebatamento sim, voltando a prevalecer a prática de boas obras para com os pequeninos irmãos de Jesus, os judeus] (Mateus 25. 31-46).
Deus quer a gratidão, aconselha o agradecimento [ação de graças], mas o exercício da graça se dá em favor de outrem.
Temos que compartilhar a graça, o amor, a bondade, a misericórdia de Deus manifesta em nossas vidas. Quem não compartilha é porque não é grato, ou não ama o próximo.
Assim, a salvação, o perdão, a bênção, a unção, enfim tudo o que Deus derrama sobre nós, não deve ser enterrado como o talento da parábola, mas deve ser dividido; dividido para somar, dividido para multiplicar, dividido para abençoar o próximo que, possivelmente, nada recebeu.
Quem não compartilha não é grato, quem não é grato quer só para si: egoísmo! Falta de amor aos semelhantes. E quem não ama o próximo, a quem vê, como pode dizer que ama a Deus, a quem não vê? (I João 4. 20).
Temos, pois, que ser agradecidos a Deus compartilhando a graça, a misericórdia, a bondade, o amor, a Palavra de Deus, a salvação, à qual fizemos jus tão somente quando recebemos Jesus no coração (João 1. 12), deixando que Ele faça morada em nós na pessoa do seu Santo Espírito (Romanos 8. 9-11), sem o que não somos dEle.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O SEGREDO DE UMA VIDA FECUNDA É PERMANECER EM JESUS.

São João, escrevendo em sua primeira carta (1 João 2,22-28) usa essa expressão que é própria do apóstolo e que ele vai usar também no Evangelho: "Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio. Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai. E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna".

O evangelista São João, escreve no Evangelho as palavras de Jesus: "Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor (...) permanecei em mim e eu permanecerei em vós" (Jo 15, 1-4).
Só que permanecer em Jesus não pode ser uma permanência de "pronto-socorro", do desespero, na hora que a dor bate à sua porta e você corre atrás de Jesus. Ele está convidando você a permanecer Nele todos os dias, aconteça o que acontecer, você precisa permanecer nele.
É dificil, não pense que é fácil. Muitos não conseguem permanecer e na hora da tribulação, do sofrimento, deixam nosso Senhor e vão atrás de outras realidades que não correspondem a Cristo. O que São Joao chama de Anticristo - tudo o que se opõe a Jesus faz parte do Anticristo.
São João continua: "O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim" (Jo 15, 4b). Aí está o segredo para que você seja um homem e uma mulher de Deus, fecundos: "permanecer em Jesus". É loucura não querer permanecer Nele.
A primeira consequência de não permanecer em Jesus é você verificar, com seus próprios olhos, que sua fé começa a murchar. Já não existe mais o fervor, o entusiasmo, tudo é muito pesado, custa muito, e porquê? Porque você não está buscando a seiva onde você deveria buscar.
Amados irmãos, o Senhor quer que sejamos fecundos neste novo ano mas ele está revelando a nós de onde virá nossa fecundidade: "permanecermos Nele". "Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15, 5b).
Precisamos permanecer em Jesus. É preciso alimentar da Palavra. Para permanecer é exigente. Eu não posso de vez em quando "bicar" a Palavra, eu preciso me alimentar dela, para que ela permaneça em mim e eu na Palavra.
Existem várias formas de você permanecer em Jesus: a comunhão diária com a Palavra de Deus; comungar, se possível diariamente, na Santa Missa; buscá-lo o máximo que você puder, na adoração ao Santíssimo Sacramento; ser fiel ao seu rosário, pelo menos ao terço diário. São meios simples, mas vai exigir sacrifícios, porque você vai ter que se dispor a ler a Palavra, rezar o terço, ir à Capela fazer sua adoração... mas no final você vai verificar os belíssimos frutos conquistados.
Todos querem os frutos, as bençãos, mas para adquirir certas bençãos é preciso grandes sacrifícios. É preciso "cavar" tempo.
Se nós tivéssemos permanecido Nele teríamos contemplado coisas bem maiores do que temos visto. Imagine os frutos que já teríamos produzido. Se lutarmos para permanecer Nele, imagine o que poderemos produzir.
Não será fácil. Sua disposição vai exigir que você abrace a cruz. Toda religião que oferece garantias de que você vai ter uma vida 100% é questionável. Porque a Bíblia diz que nossa vida com Deus é uma vida exigente.
Faça um esforço, porque lá na frente você vai colher os frutos de seu sacríficio de hoje. Não há outros meios, são esses que a Palavra de Deus nos orienta.
Acredite! É muito mais fácil cair fora, principalmente quando as coisas apertam, mas é preciso querer permanecer. Queira permanecer no Senhor. Proclame que Ele é o Senhor da sua vida. Não desistam irmãos.
Padre Edmilson Lopes
http://www.cancaonova.com/

CONSCIÊNCIA E FAMILIA

Vou tentar ver hoje a relação entre nossas famílias desfeitas e bem-estar e, conseqüentemente a saúde, pois não acredito que possamos separar estas duas coisas.

Estou profundamente convencido de que existe uma saúde social, como também uma doença, ou melhor, muitas doenças sociais. Falamos hoje em sociopatia. Um indivíduo ou um grupo de pessoas é socialmente doente quando tem mecanismos, valores ou convicções que geram desajustes, violências, ou possibilitam o desenvolvimento do indivíduo, ou dos membros do grupo. Existem emoções sadias e emoções patológicas; relacionamentos podem ser saudáveis ou doentios.
Um ser humano que não experimenta sentimentos de ternura, por exemplo, nunca vai ter um bom relacionamento com crianças, pais idosos e nem sequer uma vida amorosa aceitável com o sexo oposto. É um doente social.
O problema é que os mecanísmos que regem todo esse processo não estão ao alcance da consciência. A proposta para ajuda é convencer a pessoa da necessidade de fazer tudo para desenvolver uma consciência mais clara possível de sua real situação e explicar como estes mecanismos funcionam. Assim, em grande parte, a pessoa pode proteger-se desta influência negativa e aprender a pensar mais por si mesmo e andar "com as suas próprias pernas".
E a família com isso? Tem tudo a ver. Quanto mais consciência alguém tiver dos mecanismos que regem a formação da família e seu funcionamento, mais chances terá de constituir a família capaz de realizar seus sonhos e muito mais. Certamente, de tudo o que se fala e escreve sobre a família, o mais repetido é que a família está em crise.
Trata-se de algo óbvio e nem precisamos sacrificar espaço precioso em falar dela. A crise da família faz parte de uma crise mais ampla e universal. O homem de nossos dias tende a se voltar contra todo o tipo de instituição: o Estado, as igrejas, as escolas, o casamento, a família... De modo geral também as pessoas de hoje tendem a não aceitar leis, normas e tudo o que limita sua suposta liberdade pessoal. Muitos sentem sérias dificuldades em lidar com obrigações e compromissos. Falei em "suposta liberdade".
Existe uma verdadeira mania de busca da liberdade pessoal. Mas a maioria vai se tornando, alegremente, escrava da mídia de massa. Simplesmente não tem consciência alguma do quanto os mecanismos sociais da moda vão criando desejos, ansiedades em ser aquilo que não pode ser, em ter o que está fora de seu alcance.
Quando está quase compreendendo que muita coisa está além de suas possibilidade, eis que descobre algum charlatão travestido de grande conhecedor das coisas humanas, autêntico "vendedor de sonhos e milagres" e lá vai nosso já espoliado e trôpego herói às suas magérrimas reservas e compra um livro de auto-ajuda, ou inscreve-se em cursos caros que prometem revolucionar sua vida. Os títulos são de impacto. "O poder infinito da mente" é dos mais comuns.
Nosso quase desesperado sonhador não tem ideia razoável sobre o que seja sua mente, mas já tem uma certeza: sua mente, ou sua cuca, ou seja lá o que for, tem poderes sem limites! E tudo isso vai acontecendo por falta de conhecimento de si próprio e do quanto ele é escravo da tirania da sociedade na qual vive.
Autor: Frei Hipólito Martendal

ESPERE EM DEUS

O desespero opõe-se a bondade de Deus e a sua justiça, porque o Senhor é fiel em suas promessas. Não perca a esperança!

'O desespero é o pecado contra a virtude da esperança', isso nos diz o catecismo.
Tem hora que o desespero bate, bate, mas ai precisamos nos lançar em Deus. Acreditando que Jesus preparou o vinho melhor para depois, imagine aquele casamento que o vinho acabou, mas sem desespero os serventes obedece a Virgem. E alegria daquele casamento foi completa, porque não perderam a esperança.
O melhor de Deus está preparado para mim e para você e ainda vai se manifestar. Deus tem no céu reservátorio de graça para você. Alimente em seu coração a virtude da esperançã, porque se não você irá até o Senhor com dúvidas.
O evangelho nos conta da mulher que sangrava e tocando em Jesus recebeu sua cura, pois ela não estava com o seu coração desperado, mas com o coração esperançoso, cheio de fé. E tocando Jesus, Jesus sentiu e perguntou quem me tocou? Porque era um toque diferente.
Espere em Deus os milagres, não perca a esperança.
Hoje não me desespero mais com a minha família que não é toda convertida, mas eu acredito que toda minha família será salva, mesmo contemplando o que eles vivem. Vivo com esta esperança que não me faz desanimar.
Deus está trabalhando na sua salvação e na dos seus. Muitos voltaram atrás porque perderam a virtude da esperança.
Quando você perder a esperança, você vai desistir do seu casamento e da realidade que você vive.
O choro pode durar uma noite, mas alegria vem pela manhã. Tudo passa.
'Não queira fazer as coisas no seu tempo, pois você pode estragar tudo. Espera no Senhor e Ele tudo fará!'
Deus pode até tardar ao seu parecer, mas Ele não falha, na hora certa Ele agi. Se seu medo é a sua família não entre no céu, saiba que na hora de Deus a sua salvação chegará a sua casa, se eles não entrarem por esforço pessoal, você vai arrasta-los por causa da sua fé.
Precisamos viver em função de uma esperança, que é a esperança da vinda Gloriosa de Jesus. Se perdemos a esperança voltamos atrás e passamos fazer o que o diabo quer.
Há tantas pessoas que não comtlemplaram o milagrem, e volta atrás, mas se Deus está nos fazendo esperar, é para o nosso bem, porque Ele sabe o melhor, ele sabe o melhor tempo.
Não percam a esperança, acredite! Em Deus temos tudo!
O salmo 23 diz 'O Senhor é o meu pastor e nada me faltará', e se te falta algo, talvez porque o Senhor não tem sido o seu Senhor. Seja uma ovelha dócil, deixe Deus te conduzir, para que você não venha peder aquilo que Deus já preparou para você. Se você deixar Jesus ser pastor, Ele mesmo te dará a paz e o necessério. Não queira apressar o tempo de Deus.
Espera no Senhor. Não é no seu tempo, é no tempo de de Deus que as coisas se realizará. Não queira fazer as coisas no seu tempo, pois você pode estragar tudo. Espera no Senhor e Ele tudo fará!

Padre Edmilson Lopes
http://www.cancaonova.com/

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A DOR DO CARENTE

É muito comum as pessoas usarem o termo carência afetiva para definir o comportamento inadequado de alguém. Não deixa de ser uma atitude leviana, pois a carência afetiva é algo profundo, que faz sofrer e atrapalha tremendamente a vida de quem carrega essa marca da infância.

O ser humano é fruto da índole com que nasce - carga genética e natureza - e do meio ambiente - pessoas, local onde vive, educação, exemplos, atendimento de suas necessidades, orientação. Esses componentes contribuem radicalmente para a formação de seu caráter e sua personalidade e das descobertas que faz de si mesmo.
Desde que nasce até o dia em que morre, mas principalmente nos primeiros anos de vida, o homem precisa receber amor, afeto e carinho para que possa se desenvolver de maneira adequada, de acordo com sua realidade. Dessa forma, aprende a ter responsabilidade, respeito, disciplina, limite e garra. Torna-se capaz de lidar com as frustrações, com o medo, com a angústia e com as limitações. Depende, pois, desse aprendizado, a forma de a pessoa se posicionar perante a vida.
Se alguém na infância recebe na medida certa o amor, o carinho, o afeto, o apoio e - por que não? - também a bronca ponderada, mas sente-se valorizado, estimulado, elogiado, bem como corrigido, desenvolve-se de forma adequada. Se, pelo contrário, vive num ambiente desestruturado, em que não é ajudado a se desenvolver, a se descobrir, a participar, a se posicionar, sua personalidade fica esburacada. Um desses buracos é formado pela carência de afeto. Quando não o recebe na dosagem certa, a pessoa se ressente, carregando essa deficiência como um pesado fardo pela vida afora. Se não entender o porquê desse vazio interior que sente e não tentar superá-lo, será uma pessoa muito infeliz, porque sempre estará insatisfeita, por mais afeto que receba. Numa comparação bastante vulgar, sua vontade de comer será maior que a comida existente.
Estas pessoas são mal-amadas e não resolvidas consigo mesmas. Não gostam de si e se julgam incapazes de serem amadas, porque não foram satisfeitas quando crianças na área do amor e do afeto. A carência afetiva é "irmã gêmea" da rejeição. A pessoa sente-se rejeitada porque não recebeu amor. Não se sente amada porque, de certa forma, se encolhe, não acreditando e não confiando em si. Mas se não acredita em si, é porque não recebeu esse crédito. Resultado: sua vida é marcada pela revolta, pela apatia, pelo isolamento, pela agressão, pela fuga e pela tirania. E impossível avaliar os estragos que a carência afetiva ocasiona dentro da pessoa.
Essa forma de ser e agir faz sofrer em excesso quem é vítima desse mal, pois o afasta dos colegas de trabalho, dos amigos e da família. É que ele se torna tão egoísta e frio que não sabe transmitir afeto para os outros. Tem medo de mostrar seus sentimentos.
Quando alguém percebe que precisa muito de afeto, de carinho, e que não vive no presente, mas quer compensar o passado que não teve, não conseguindo superá-lo, tem de procurar ajuda. E um sinal claro de que a carência afetiva o está dominando e chegou o momento de sair de si, para administrar essa verdade que não quer aceitar.
Parece frio falar dessa forma, mas é possível aos que são mais equilibrados chegar à conclusão de que, se não foram amados na infância por determinadas pessoas, hoje podem ser amados por milhares de outras. Se não tiveram pais que os amaram da forma como necessitavam, podem ter um irmão, um filho, um amigo, alguém que os respeite, os admire. E por esse lado que se deve pender, a fim de superar e preencher um pouco esse vazio. A lacuna ficou, mas é possível remediá-la, colocando um novo amor, preenchendo a vida com o afeto pêlos outros e deixando-se amar. Isso é que lhe dará forças para vencer essa barreira. Quando a pessoa não se ama e não se sente, amada, dificilmente consegue superar seus limites. É possível compensar essa falta dando afeto, em vez de só querer recebê-lo.
Aquele que sente que seu comportamento não está natural, tem de procurar a causa disso. Já que a carência faz sofrer tanto, é preciso buscar soluções e jogar fora o negativo que impregnou sua vida. Deve-se eliminá-lo para poder ser feliz, sentir-se amado, contente, satisfeito, afetuoso, sensível, sem medo e sem ficar com aquele vazio no estômago eternamente. Se a pessoa sabe administrar bem seus sentimentos e faz uma experiência profunda de amor, consegue superar essa situação.
Carência afetiva é uma doença de caráter emocional que se esconde no íntimo do indivíduo, mas que pode ser curada com muito carinho e afeto

O PESO DA SOLIDÃO

Definida como um estado de espírito, a solidão, quando se instala no interior de uma pessoa, pode servir-lhe de grande bem ou como algo negativo e prejudicial. Pode ser um bem, à medida que o ser humano necessita estar só, quando realiza um trabalho que exige concentração ou reflete sobre sua vida. Há aqueles que até abençoam a solidão em que vivem, porque sabem desfrutar de seus benefícios. A solidão é negativa quando passa a ser um recuo diante da vida.

Há quatro grandes aspectos em que é possível o ser humano se realizar: o afetivo, o profissional, o social e o pessoal. Ele até pode ser bem-sucedido em alguns deles. Mas justamente no aspecto pessoal, em que descobre quem é, o que deseja, com quem gostaria de estar, que se instala a solidão. Quando a pessoa não está bem consigo mesma, quando não digere mágoas, perdas e tristezas, apresenta o terreno propício para que nela se instalem sentimentos negativos. Pode haver, nesses momentos, dois tipos de reação: a daquela que se sente só e definha, e a de quem se sente só e agride. A solidão é o estado de quem não sabe participar da vida.
A solidão não é apenas circunstancial. Alguém pode morar sozinho e ser muito feliz, pois curte o que faz e se encontra de bem com a vida. Mas para quem não alimenta sonhos, não tem objetivos, não vibra positivamente e não é otimista diante dos acontecimentos, é difícil viver. Pára no tempo e ali fica, emperrado.
As pessoas solitárias normalmente são pessimistas, pois ruminam sempre o lado negativo de seu passado: aquilo que não deu certo. Queixam-se de tudo e de todos, e não sobra nada para ser avaliado.
Algumas até gostam de sofrer e se comprazem em chamar a atenção dessa forma. Porém, outras já nascem com esse sentido de solidão - um vazio interior. Experimentam uma tristeza que não explicam, mas que as afasta dos outros. E preciso vasculhar muito para saber o que aconteceu com elas, para ajudá-las a sair dessa situação.
Os que vivem circunstancialmente sós às vezes são solitários, mas nem sempre sentem solidão. Por exemplo: uma pessoa de 80 anos, que não tem mais parentes, está só pelas circunstâncias. Mas, além das circunstâncias, pode se sentir mais só ainda. Dependendo do temperamento, apesar da situação, ela não sente o peso da solidão: faz-se acompanhar pelo rádio, pela televisão, lê um livro, curte sua casa e suas lembranças. Curte o mundo dela. Existe diferença entre a pessoa que se sente sozinha pela vida e a que se coloca sozinha perante ela. Quantas vezes não ouvimos alguém dizer que, no meio de muita gente, se sente só?
Há ainda a solidão do casamento. Tanto a mulher quanto o homem, quando são fechados diante do companheiro e dos filhos, não sabem como trocar experiências. Já a pessoa só não tem com quem repartir, não tem quem lhe dê a mão.
A primeira coisa que alguém em estado de solidão deve fazer é saber por que se sente só, vazio, infeliz, rejeitado e desinteressado de tudo. Há nele uma mágoa profunda que vem de longe. Tem medo das pessoas, sente depressão e angústia.
Nesses momentos, o importante é ir ao encontro da verdade e tentar administrá-la, com o intuito de superar esse estado. Ficar sentada esperando que tudo caia do céu é utopia. Se há interesse em participar da vida, atualizar-se, ocupar-se com algum trabalho manual, a vida se torna mais suave.
Solidão é um estado de espírito. Quem a sente não está bem consigo e com o mundo. Porém, isso depende da história e da natureza de cada um. Na natureza, há a índole e o meio ambiente, duas forças muito poderosas. Às vezes, o meio ambiente é péssimo, mas a índole é ótima. A pessoa supera esse aspecto negativo de sua vida. Outras vezes, acontece o contrário, e ela também supera. Porque há naturezas iguais com histórias diferentes, de pessoas que reagem de forma distinta. Irmãos da mesma família, por exemplo, criados do mesmo jeito, com as mesmas dificuldades, posicionam-se distintamente diante da vida: um se torna encolhido para sempre; outro é a personificação da agressividade, enquanto o terceiro caminha tranqüilo pela vida afora. Sua natureza difere da dos demais irmãos. É algo maior que não se explica e que nós, seres humanos pequenos e finitos, não entendemos.
Para vencer a solidão, além de saber a causa, o indivíduo precisa saber o que o tiraria desse estado. E batalhar para conseguir isso. Para cada pessoa existe um caminho diferente, e deve-se lutar para alcançá-lo. A resposta negativa da vida ela já tem, agora é preciso buscar a positiva, pois a solidão costuma matar de tristeza. A pessoa vai se atrofiando e, quanto mais fraca ficar, menos condições de reagir tem.

DE BEM COM A VIDA

Começar o dia de bem consigo mesmo é um dos segredos para viver a felicidade. Numa sociedade pessimista e desesperançada, o brasileiro abate-se, não vislumbrando salda para os seus problemas. Culpa o governo, a vida, a falta de dinheiro e de trabalho pela infelicidade e mal-estar geral em que vive. É evidente que a sociedade não caminha às mil maravilhas. Os fatos estão aí, colocando à mostra as mazelas existentes - crise, miséria, corrupção, violência.

Não obstante a realidade dura em que todos nos debatemos, há pessoas que conseguem ter paz interior. Elas gostam de si mesmas, lutam pelas coisas que desejam, acreditam, têm esperança. Não são seres vindos de outro planeta. São pessoas como nós, mas que perceberam o alcance do otímismo em suas vidas.
Os otimistas sabem ver o lado positivo da vida. Acreditam no amor, na família, em Deus e, porque têm uma espiritualidade mais acurada, contornam melhor os problemas e sabem se equilibrar diante dos revezes. Não é que a vida seja um mar de rosas para eles. Mas, através da força interior que os sustenta, são capazes de superar os problemas sem grandes traumas.
Há também pessoas que não acreditam em nada, vêem tudo a partir de uma ótica cinza-escuro e fazem de um copo de água uma tempestade. São pessimistas por natureza. Não percebem o lado bom da vida, o amor que desabrocha nas pequenas coisas. Desconhecem que a maior oportunidade para realizar algo é a própria vida que oferece. Por que não aproveitá-la para entender e amar o próximo, saborear o que a vida apresenta de bom e sonhar com coisas possíveis de serem realizadas?
Amar a vida e a si mesmo, administrando as próprias verdades, é a melhor postura que o ser humano pode assumir. Mesmo se carrega um fundo de descontentamento, sempre é possível tomar consciência do problema e enfrentá-lo. Nesse caso, a pessoa pode mudar seu comportamento e aperfeiçoar-se até encarar o descontentamento como um problema superado - fazendo com que os acontecimentos da vida não tenham a força de um furacão destrutivo. A estabilidade emocional, parte integrante desse processo de amadurecimento, funciona como o fiel da balança, e dá uma visão equilibrada para a pessoa.
Quem vive num círculo fechado em torno do próprio eu não pode ser feliz. O espaço que deveria ser ocupado pêlos outros está fechado pelo egoísmo. Resultado: insatisfação consigo e com os outros.
Os pessimistas sufocam o ambiente em que vivem. Nunca estão bem e, por isso, são invejosos. Captam apenas o negativo existente ao seu redor, funcionando como multiplicadores da desgraça. Ao contrário, o otimista transmite seu modo de viver aos outros, contribuindo para que o ambiente em que se encontra seja o mais energizado possível. A tônica do seu alto astral baseia-se no amor, na autoconfiança, nos pensamentos positivos e na apreciação das coisas boas. Vive sintonizado no bem. É aberto e receptivo, por isso se posiciona de forma correta e vai em frente.
Descobre-se e se renova a cada dia, de acordo com a idade, a circunstância e o momento que está vivendo. Jamais pára e está sempre avançando no aperfeiçoamento pessoal. Em qualquer época da vida, se quiser, o homem tem algo a aprender com seu semelhante.
Hoje, num mundo contaminado pela febre do imediatismo, as pessoas estão cada vez mais impacientes, impulsivas, rotulando tudo com a marca da dificuldade: dentro e fora de casa, dentro e fora de si. O mundo está chateado, resmungão, agressivo, infeliz, porque as pessoas estão vivendo num baixo astral, contaminando-se umas às outras com o pessimismo. Mas é muito mais fácil culpar os outros pêlos males existentes do que assumir o próprio papel e contribuir para a melhoria da sociedade.
Se cada um colaborar um pouco, melhorando a si mesmo, a energia positiva passará a circular melhor no próprio ambiente, expandindo-se depois para um círculo maior, e contagiando o todo. Só dessa forma é possível construir uma sociedade onde o otimismo ajudará a vencer problemas tão profundos.
Viver positivamente exige que a pessoa cresça, amadureça, se desenvolva e aprenda a dar uma dimensão lógica e certa aos valores pêlos quais vale a pena lutar. Na inversão de valores em que hoje se vive, o ser humano está perdido num emaranhado sem saída por duas razões: não tem Deus e não tem amor. Quando Deus se torna uma presença viva dentro da pessoa, o amor a si mesmo e ao próximo brotam espontaneamente, motivando, através do otimismo, a busca da felicidade.