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terça-feira, 20 de outubro de 2009

ORAR A TODO TEMPO


"Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo" (Tiago 5. 16).

Todos nós passamos por momentos de sofrimento, tendo Jesus nos alertado sobre isso, quando disse: "No mundo passais por aflições; tende bom ânimo, eu venci o mundo" (João 16. 33).

Também já dissemos, em data anterior, que "vida cristã" não é certificado de imunidade contra dissabores. E já mencionamos que a Palavra de Deus, a Bíblia, nos assegura que "Deus envia chuva sobre bons e maus" (Mateus 5. 45).

A Escritura Sagrada nos afirma que "muito pode, por sua eficácia, a oração do justo" (Tiago 5. 16); e ela nos orienta a "Orar sem cessar" (I Tessalonicenses 5. 17).

O orai sem cessar é a atitude santa que devemos adotar, não só por ser uma orientação sábia de Deus, mas por nos trazer constante certeza de que estamos em comunhão com o Senhor. Isso porque sabemos que dEle dependemos, porque o amamos, e essa nossa submissão deve ser em oração e em ação, isto é, "tudo o que fizermos, devemos fazer para a glória de Deus".

Há até um texto bíblico que diz: "Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus" (I Coríntios 10. 31).

Temos convicção de que Deus ama essa comunhão conosco, e que está atento às nossas petições, pois Ele quer o nosso bem. E, ainda, para termos vida em abundância [no tempo e na qualidade], como é desejo dEle, é que devemos, em qualquer tempo, em qualquer lugar, procurar a sua ajuda, buscar a sua orientação em oração.

Também é importante que estejamos em comunhão com os demais cristãos, orando uns pelos outros, o que, aliás, é costume entre nós: os seguidores de Jesus. Trata-se de obediência a Deus, pois Ele nos aconselha assim através do versículo acima enunciado.

A dependência uns dos outros, no amor e na graça de Deus, nos dá segurança, nos dá a alegria de podermos não só ajudar aos que necessitam de suporte, mas também de podermos contar com esse consolo nos momentos difíceis.

Foi gratificante para nós, quando passamos por um deserto, no ano de 2007. Percebemos que, durante todos os momentos de aflições, recebíamos contatos carinhosos de pessoas amadas [telefonemas e visitas]. Essas pessoas estavam orando por nós, e ainda se disponibilizando para uma ajuda, que sempre é bem vinda, por mais simples que possa ser.

E, apesar dos momentos nebulosos terem passado, a atenção, o cuidado e o amor não cessaram, provando o amor de Deus nos corações.

Assim como amamos e apreciamos estar na dependência de Deus, também amamos o estar recebendo o carinho daqueles que nos amam como irmãos em Jesus. E, temos testemunhado, que só agem dessa maneira os que têm comunhão com Deus e com os domésticos da fé.

Que Deus abençoe a todos.

ANCHIETA APOSTOLO DO BRASIL


Neste mês de outubro, consagrado às missões, destacamos um dos missionários mais importantes na História do Brasil, logo no seu início de colonização.

A devoção ao padre José de Anchieta, um dos fundadores da cidade de São Paulo, e cuja festa é celebrada no dia 9 de junho, vem aumentando desde sua beatificação. A CANAN < Associação Pró-Canonização de Anchieta < recebe mensalmente centenas de cartas com relatos de graças alcançadas.

Entre a Praça da Sé, Ladeira Porto Geral, ruas e vielas do centro antigo de São Paulo, encontra-se o Pátio do Colégio (foto). Um conjunto arquitetônico, histórico e religioso em estilo colonial, que começou a ser erguido com a construção de uma cabana de pau-a-pique, em 1554, e onde no dia 25 de janeiro do mesmo ano foi celebrada a primeira missa de fundação daquela que viria a ser a maior cidade brasileira.

Hoje, no local, é possível fazer uma verdadeira incursão à vida e obra de um de seus principais fundadores, o bem- aventurado padre José de Anchieta, beatificado em 1980 pelo papa João Paulo II. No museu, que leva o nome do beato, o visitante pode conhecer obras de grande valor, entre elas, a pia batismal usada pelo missionário para batizar os nativos. Na igreja, contígua ao museu, além da imagem em bronze de Anchieta, estão em exposição o seu manto, que depois do restauro inspirou a Oração do Manto contra assaltos e seqüestros; um fragmento de seu fêmur; e uma réplica da imagem de Nossa Senhora da Candelária, padroeira das Ilhas Canárias.

José de Anchieta nasceu aos 19 de março de 1534, em La Laguna, Tenerife, uma das mais belas ilhas do arquipélago das Canárias, pertencente à Espanha e localizado próximo a Marrocos, África. Aos 14 anos, foi estudar em Coimbra, Portugal, e em 1551 entrou para a Companhia de Jesus. Em busca de um clima favorável para tratar de sua saúde, chegou a Salvador, Bahia, no dia 13 de julho de 1553. Depois de sua cura, embora tenha ficado corcunda, recebeu a convocação de rumar para a Capitania de São Vicente e, depois, subir ao Planalto de Piratininga, hoje cidade de São Paulo.

O Colégio de São Paulo, que deu origem à metrópole, só foi fundado, porque o padre Manuel da Nóbrega, superior dos jesuítas na Colônia, já tinha em mente um ambicioso projeto de evangelização, e pôde contar com a capacidade do padre Anchieta. Além de falar Latim, Espanhol e Português, havia-se formado em humanidades e filosofia na Universidade de Coimbra. "Ele foi o pioneiro da catequese, uma pessoa que demonstrou um grande amor pelos menos favorecidos. Há uns momentos em que ele diz: Oeu vim ao Brasil para evangelizar os indígenas¹, não que tivesse uma atitude de exclusão para com os brancos, mas estava consciente de que os privilegiados de sua missão eram os nativos", revela o padre César Augusto dos Santos, vice-postulador da Causa de Anchieta e responsável pela CANAN.

Missão e serviço pelo país

O Apóstolo do Brasil é considerado o primeiro mestre e incentivador da cultura brasileira, ao estudar a língua e os costumes dos nativos, ensinando-os por meio do teatro, da dança, da música e poesia. Foi enfermeiro, historiador, poeta, professor e gramático. Compôs um vocabulário e escreveu a primeira gramática em Tupi: A arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil.

Durante os 44 anos em que viveu no País < ele morreu no dia 9 de junho de 1597, aos 63 anos, em Reritiba, hoje cidade de Anchieta, Estado do Espírito Santo <, o padre Anchieta viajava pelo litoral brasileiro a pé ou em canoas. Só mais tarde, pôde utilizar-se da nau Santa Úrsula, que ele mesmo pilotava nas visitas a aldeias e no exercício das atividades de reitor, visitador e provincial das casas e colégios dos jesuítas. Esteve na Bahia mais de uma vez, em uma delas, aos trinta anos de idade, para ser ordenado padre.

É notável sua influência nos acontecimentos históricos que marcaram o Brasil na metade do século XVI. Participou em 1565, com Estácio de Sá < sobrinho do governador-geral Mem de Sá < da fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro e ajudou na expulsão definitiva dos franceses, que pretendiam fazer da Baía de Guanabara um reduto francês.

Empenhou-se na solução de conflitos entre portugueses e indígenas. O mais conhecido é o caso em que ficou refém dos índios Tamoios por vários meses em Iperoig, hoje Ubatuba, no litoral paulista. Enquanto esteve preso, correndo vários riscos, escreveu nas areias da praia e decorou o poema: De Beata Virgine Matre Dei Maria de 5.732 versos, em que pede proteção a Nossa Senhora.

Na expectativa da canonização

Por ocasião dos 450 anos da cidade de São Paulo, foram organizadas visitas da imagem e relíquia do beato às paróquias da Capital e litoral. "O objetivo foi incentivar a devoção e houve bons resultados com o aumento dos pedidos de oração e relatos de graças. Anchieta é de fato muito forte diante de Deus, um taumaturgo, mas sua canonização ainda depende da comprovação de um milagre", informa o padre César.

Enquanto isso, outras iniciativas para divulgação de sua causa acontecem com imagens do beato para veneração na igreja da Consolação, Catedral da Sé e no litoral. No Pátio do Colégio e no Colégio São Luís, na Avenida Paulista, são celebradas missas no dia 9 de cada mês com a bênção das rosas, devoção instituída pelos jesuítas na solenidade da Confraria de Nossa Senhora do Rosário, na Vila de Piratininga.

Há ainda a construção do Santuário Ecológico José de Anchieta, na Praia Grande. O projeto prevê também um espaço cultural, assim como um roteiro turístico-histórico-religioso Caminhos de Anchieta que refaz, desde a Praça da Sé e Pátio do Colégio e, em pelo menos, nove cidades litorâneas, a trajetória do Apóstolo do Brasil. Tudo isso leva em conta também a sensibilidade de Anchieta pela natureza. Pelos relatos em cartas e andanças por matas, rios e trilhas, ele ajudou a abrir estradas que deram na Via Anchieta e, mais recentemente, inspiraram o Dia Nacional da Mata Atlântica.

OS ATRIBUTOS DE MARIA


Trata-se de um estudo baseado nos critérios de análises interpretativas que buscam oferecer subsídios para o entendimento dos hinos marianos na atualidade, visto que a bibliografia que trata do assunto é muito moderada.

A análise é feita seguindo os preceitos dos dogmas marianos: Virgindade, Maternidade, Imaculada Conceição e
Assunção de Maria.

O conceito de uma “Maria libertadora” é bastante exposto no desenvolvimento dos hinos já que verificamos uma grande parcela de poemas com o sentido libertador.

Maria é indicada como uma verdadeira “protetora” dos povos, os autores dos dois cantos pesquisados desenvolveram seus trabalhos colocando em evidência uma santa que está mais próxima dos problemas enfrentados pela sociedade atual.

As dificuldades que os “humildes” enfrentam hoje são evidentemente lembrados e, na maioria das vezes, focalizados nos textos mariais com o auxílio dos epítetos apresentados.

A música mariana está sempre presente na história do povo religioso católico. Desde seu surgimento, da solenidade ao culto, expressa e se adéqua a momentos de louvor e adoração à Virgem Maria. Não só no passado, deixa sua marca pelo tempo, como vemos que os fatos citados na história presente nos cânticos ocorrem também na atualidade. Ela se mantém presente na vida do ser humano, do devoto, traduzindo sentimentos, desejos e inspirações. Nos cânticos mariais brasileiros, os elementos que aparecem com destaque em nosso estudo são os atributos, ou seja, os variados títulos dados a ela.
Há atributos que recordam sua vocação e missão em relação a Cristo e à Igreja: “Mãe do Salvador”, “mãe do meu Senhor”, “mãe de nosso Deus”; outros exaltam suas qualidades: “Virgem Prudente”, “Virgem”, “Nobre Senhora”, “mãe de misericórdia”; alguns lembram determinados fatos de sua vida: “Nossa Senhora das Dores”, “Nossa Senhora das Mercês”; outros aceitam-na como representante de algum local, país: “Santa Padroeira do Brasil”, “Senhora da América Latina”; e muitos lembram alguma intercessão da Virgem em favor dos homens: “Mãe dos pobres e fracos”, “Virgem dos desamparados”, “Mãe da humanidade”; é também reconhecida pela beleza e doçura: “Mãe amável”, “Mãe bela”, “Mãe querida”; apresenta recordações familiares: “mãe”, “nossa mãe”, “senhora”, e assim por diante.
Observe, a seguir, a Ladainha de Nossa Senhora:
Virgem do SIM à Palavra,
Rogai por nós!
Virgem do risco do Amor,
Rogai por nós!
Virgem de toda alegria,
Rogai por nós!
Encontra-se, nesta oração uma série de atributos que, assim como em outros cantos, fazem menções à história da passagem de Maria pela terra, os fatos que a fizeram “mãe de todos nós”, “a protetora e guia” daqueles que a aceitaram como mãe de Deus e intercessora entre os homens e Deus.
Assim, a “Virgem do SIM à palavra” refere-se ao episódio da visita do anjo Gabriel a Maria, tendo esta aceitado a missão de dar à luz Jesus. Creditou o pedido de Deus, transmitido pelo anjo, colocando em risco todo o amor: “Virgem do risco do Amor”; segundo as Escrituras, ela também seguiu os preceitos com muita alegria: “Virgem de toda alegria”.
Seguindo o exposto, é bem possível dizer também que Maria recebe o título de “A Virgem das altas montanhas” por ela ser uma “serva de Deus” que pode estar até mesmo nos mais altos lugares, nas mais altas montanhas pois está somente abaixo de Deus. Aquela que estimula seu povo a seguir os preceitos divinos: “Virgem do entusiasmo”, e a caminhar em busca de um lugar para viver: “Virgem do irmão caminheiro”:

Virgem das altas montanhas,
Rogai por nós!
Virgem do entusiasmo,
Rogai por nós!
Virgem do irmão caminheiro,
Rogai por nós!
Observa-se também, neste mesmo cântico, uma Maria que cuida dos desamparados: “Virgem dos desamparados”, e que olha para os filhos, vigiando os lares: “Virgem de todos os lares” e, dispondo também de observações para o mundo, busca a paz: “Virgem da paz para o mundo”:
Virgem dos desamparados,
Rogai por nós!
Virgem de todos os lares,
Rogai por nós!
Virgem da paz para o mundo,
Rogai por nós!
De igual modo, verifica-se neste outro hino “Mãe do céu morena” atributos que apresentam uma Maria morena, representante de todas as raças, e que é o símbolo dos povos sofridos, pequenos e oprimidos:

Mãe do céu morena
Senhora da América Latina
de olhar e caridade tão divina,
de cor igual à cor de tantas raças,
Virgem tão serena, Senhora desses povos tão sofridos,
Patrona dos pequenos e oprimidos,
derrama sobre nós as tuas graças.
(Veja esse cântico na íntegra na segunda capa desta revista).
Aqui Maria é qualificada de “Mãe do céu morena”, “Senhora da América Latina”, “Virgem tão serena”, “Senhora desses povos tão sofridos” e “patrona dos pequenos e oprimidos”. São termos que indicam uma santa voltada ao “povo sofredor” que teve suas terras tomadas, os oprimidos e escravizados de todas as formas.
Neste sentido, para Leonardo Boff (1990, p. 21), por exemplo, sem Maria faltaria algo na história de todos os homens, pois estaríamos privados da colaboração e presença da mulher que compõe a outra metade dos seres humanos. Os relatos que encontramos sobre a Virgem Maria é sempre fecundo, passível de ser aproveitado para esclarecer dúvidas e ser divulgado.
Os diversos atributos que temos a oportunidade de conhecer por meio dos textos marianos são particularidades que, se não tivessem sido tornados públicos por meio dos cânticos que foram feitos em homenagem à santa, consequentemente também não teríamos tido a oportunidade de conhecê-los, promovê-los e venerar cada vez mais a “Senhora da América Latina” e por conseguinte “Nossa Senhora Aparecida”.