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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

DEFINIÇÃO DE DEUS POR ELE MESMO.


Os laboratórios da ciência estão sendo cada vez mais visitados, inflamados, instigados. Não é para menos já que o homem tem a capacidade de se superar, questionar seus paradigmas, desafiar as leis e manipular a vida.

Na prancheta do cientificismo tudo deve ser analisado e categorizado; tudo meticulosamente estudado, testado, aprovado, carimbado e fichado. À era do conhecimento nem Deus escapa!

Não são poucos os que teimam colocar Deus num tubo de ensaio ou reduzi-lo a uma fórmula matemática; que insistem sistematizar o Criador, seus atributos, suas ações e sentimentos como se Ele fosse um corpo inerte na cama de um laboratório encharcado de formol pronto para ser dissecado.

Porque é necessário um discurso forte, cartesiano vale tudo em nome das convicções impressas, verdades exatas redigidas. Até fazer Deus menor!

Os discursos sobre Deus são consistentes, cheios de certezas, passionais, tendenciosos, bem fundamentados na ortodoxia imutável, com todas as referências bíblicas possíveis para emudecer o ouvinte. Um verdadeiro comício do partido divino.

Tudo isso me leva a pensar que vivemos em nossos dias uma fé aos avessos – é a fé nas certezas, irmã mais nova da incredulidade!

Fé na cartilha centenária (encíclicas?), nos teólogos intocáveis, nas liturgias convencionais, nas crenças enlatadas, nos dogmas reverenciados, fé nas definições divinas analisadas na bíblia e filtradas para a denominação.

E pensar que Deus já se definiu...

Quem melhor definiu Deus não foi a teologia A ou a teologia B. Quem melhor definiu Deus foi o próprio Deus. E sua melhor definição é Jesus – o Deus encarnado!

Deus não se definiu num conceito, num termo; Ele se expressou em gente: Cristo. Deus não é uma ideologia, uma crença. É uma pessoa! (a verdade é Cristo). Deus não é arminiano, calvinista, liberal; não é religioso, cristão, Deus é Jesus Cristo (Cristo é o caminho)! Deus não é homem, mulher, grego, judeu, brasileiro, negro, branco, amarelo, vermelho, Ele é Jesus!

Deus não é amor, bondade, paz, força, como se alguém fosse reduzido a um atributo; Ele é a plenitude em Cristo Jesus!

Tudo o que precisamos saber de Deus está em Jesus e o que passar disso é idolatria. “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude.”(Cl 2.9)

“Jesus Cristo é a imagem do Deus invisível...” (Cl 1.15), é aquele que nos socorre de uma imagem platônica, metafísica, idolátrica de Deus. Cristo Jesus é a melhor definição de Deus.

Mas cá para nós: que definição paradoxal, livre, indomável, incompreendida é essa auto definição de Deus! Se formos honestos não dá para fichá-la, escrevê-la, prendê-la à letra.

Deus se definindo em Jesus é o verbo vivo (Jo 1.1), dinâmico, enjaulável, infichável (por que me chamas Bom?).

Deus falando em Jesus é palavra viva, subversiva, que reler as Leis e os profetas (ouvi o que foi dito... eu, porém vos digo...), que diz mais do que fala, que diz nas entrelinhas e nas pausas (para que ouvindo não ouçam e vendo não vejam).

Deus vivendo em Cristo é o artista que paraboliza a vida (o jeito de viver é em si uma mensagem); que tem sermão com riquezas literárias que dribla o teólogo-cientista preso à letra (a letra mata, o espírito vivifica).

O Deus encarnado é o profeta que prega aquilo que eu não quero ouvir; que tem preferências que me incomoda, que me lembra que a espiritualidade começa no coração e não nas liturgias (esse povo me hora com os lábios, mas o seu coração está longe de mim).

Deus sentindo em Cristo é o coração que ampara os pobres e oprimidos, classes que em muitos ambientes cristãos não são bem vindos ou se quer percebidos e assistidos (lembremos da religião de Tiago (1.27): “A religião que Deus nosso Pai aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e manter-se incontaminado pelo mundo”).

O Filho de Deus salvando é um escândalo! Como pode falar com uma mulher, e mais ainda, mulher samaritana; falar com Cornélio, o gentil, com Zaqueu, o cobrador de impostos; como pode admirar a fé do centurião, um não judeu? Como pode o Messias comer e beber com pecadores? Como elaborar um Deus fora dos nossos arraiais?

Deus vivendo encarnado é aquele que improvisa diante da contingência da vida; é aquele que tem a mensagem conectada à vida; que tem a Boa Palavra no espírito e não nas palavras que usou; que tem a Voz no timbre e não no modo como proferiu; que tem a Verdade no coração e não no grego ou hebraico.

Quem poderá definir a Definição que Deus faz de si? É possível?

Quem poderá catalogar a mensagem do Verbo de Deus? Seria imutável?

Quem porá limites nas tendas do Reino dos céus? É razoável?

Portanto, o que terá de mais relevante do que encarnar a vida do Deus Encarnado?

Quem tem ouvidos para ouvir ouça! Paz e bem

POESIAS DE DEUS.


Faço parte de uma geração pós-moderna. Sou fruto de uma nova realidade existencial. Como participante ativo desse novo mundo, colho os benefícios que ele me proporciona.

Vivo uma realidade jamais imaginada por gerações anteriores. Os frutos tecnológicos e científicos que começamos a colher, como geração pós-moderna, nossos antepassados sequer ousaram sonhar.

Mas preciso reconhecer que tenho colhido, com a contemporaneidade da minha geração, frutos amargos e indigestos.

Vivo um contexto de crise relacional e perda de identidade. Parece que minha geração se perdeu na "exuberância do novo", na "complexidade das invenções".

Olho para a história e percebo que talvez não tenha havido época semelhante onde se enfatizou tanto o número em detrimento da pessoa – com nome e identidade próprios.

Sou mais um no meio de milhões... Sujeito a uma descaracterização cada vez maior. Quase uma simples prosa, marginalizada por uma sociedade sem poema algum.

Quem sou eu?

A dúvida me faz buscar respostas na Palavra de Deus. Quando me aproximo dela, percebo que há outra definição de quem sou e de meu valor.

Ela me diz que “sou poesia de Deus” (a palavra no texto em grego é “poiema” – traduzida por poesia ou obra de arte). A Palavra de Deus me diz que sou obra de arte do Criador.

A definição de quem sou e do meu valor resgata à minha memória algumas percepções, ofuscadas pela convivência no mundo pós-moderno, que são essenciais à manutenção de minha existência como pessoa.

Primeiramente percebo, como “poesia de Deus”, que sou único e especial.

O salmista entendeu sua importância e “unicidade” no processo criativo de Deus, quando escreveu: “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável... e todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro, antes de qualquer deles existir” (139.14 e 16).

Não sou mais um número, como num processo de produção em série, mas criado e planejado como um ser único, com identidade própria – “obra de arte para honra e glória do Grande Artesão!”.

Percebo também, como “poesia de Deus”, que minha criação revela o sentimento do Grande Poeta.

Na narrativa do Gênesis, a expressão usada na criação do ser humano é diferenciada do restante da criação, quando diz: “Viu Deus o que havia feito e eis que era muito bom” (1.31).

Dizem que os poetas não criam se não há algum sentimento forte em sua alma. Por isso, as poesias vêm acompanhadas de sentimentos de grande alegria ou tristeza.

O coração do Grande Poeta se encheu de alegria e contentamento ao escrever sua poesia mais importante – a criação do ser humano. Minha existência é fruto da satisfação do Criador!

Percebo ainda, como “poesia de Deus”, que a minha criação revela o Próprio Poeta.

Ao criar o ser humano, Deus disse: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança” (Gn 1.26).

Como obra de arte, expresso o caráter do Grande Artesão, como sua imagem, seu reflexo.

Os grandes poetas são facilmente reconhecidos pelas suas criações literárias. Não preciso fazer muito esforço para reconhecer e apreciar um texto de Fernando Pessoa (“tudo vale a pena quando a alma não é pequena”) ou Vinícius de Moraes (“que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure”). Suas identidades estão marcadas e expostas em seus escritos.

Como obra de arte de Deus, sou um reflexo – deveria ser – do Grande Poeta.

A teologia chama esse reflexo (imago dei) de “atributo relativo” – características próprias que o Criador repartiu com sua criação. Sou imagem e semelhança do Criador!

Por fim, percebo, como “poesia de Deus”, que sou criado para ser lido e apreciado pelos outros.

Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes e tantos outros só se tornaram grandes e conhecidos por “repartirem” seus escritos com os outros, por revelarem às claras o que haviam produzido na privacidade.

A poesia não pode jamais ser engavetada – ela perde seu valor, por mais nobre e artesanal que seja.

Sou assim, escrito pelo Criador, para a leitura e apreciação daqueles que convivem ao meu redor. Se a minha vida não pode ser lida, então ela perde o seu significado, como que num processo de “engavetamento existencial”.

Sou criado para as boas obras – para influenciar os outros com os versos da minha existência...

É bom trazer à memória todos os dias, enquanto cercado pela superficialidade “prosal” desse mundo pós-moderno, meu valor e identidade – SOU POESIA DE DEUS!

A PALAVRA DE DEUS, UM CAMINHO DE ESPERANÇA.


Os dias em que estamos vivendo estão cada vez mais surreais. É um escândalo atrás do outro, tragédias indescritíveis, futilidades inomináveis, etc. Os homens parecem cada dia mais distantes da mensagem da cruz e, nós, cristãos, mais afastados de padrões que nos identifiquem como verdadeiros discípulos de Cristo Jesus nas trevas destes tempos finais.
Mas, diante de tanta insensatez e iniqüidade; diante de tanto conformismo e farisaísmo disfarçados pelo verniz da religiosidade, ainda posso encontrar um caminho em meio às turbulentas procelas desta existência: A Bíblia.

É nela que encontro um lenitivo verdadeiro para minha alma e um alento para o meu coração perplexo. Através de suas páginas se descortina o novo, a possibilidade, a esperança, a virtude e outras maravilhosas dádivas de Deus aos que sedentos buscam suas páginas douradas de fé.

Em que pesem os argumentos contrários daqueles que ignoram o sacro livro, nós, cristãos, permanecemos incólumes empunhando o estandarte da fé em um mundo que deixou de lado as verdades eternas. Como crentes que somos, permanecemos crendo incondicionalmente quando todos os demais ao nosso redor já se tornaram incrédulos.

Em nossa mente as palavras de hebreus 11.3: “Pela fé entendemos" soa como um ecoante grito de despertamento para que nos voltemos à crença no livro que ao longo dos séculos revolucionou a própria história dos homens sobre esta terra de peregrinos.

Se a igreja moderna perdeu o seu viço e muitos crentes já naufragaram na onda dos modismos e seduções do Diabo, sempre haverá uma certeza: O Senhor sempre terá um remanescente fiel, como nos dias de Elias, que não se prostrará diante de baal e nunca transigirá com os valores deste mundo de miséria e pecado.

Embora muitos estejam prosseguindo pelo caminho de Caim, ou seja, rejeitando o plano divino pelo qual somos reconciliados com Deus, nunca os verdadeiros servos de Cristo seguirão tais exemplos, porque as suas vidas estão escondidas com Cristo em Deus. Uma vez estando em Cristo, o alvo a ser alcançado é os céus. Para tanto, todos os dias nos afadigamos e lutamos contra nós mesmos, afim de que não sejamos reprovados nesta peleja.

Paulo escrevendo aos Coríntios declara: " todo atleta em tudo se domina. Aqueles para alcançar uma coroa corruptível ( coroa de louros) nós, porém, a incorruptível ( I Co 9.25). Ele quer dizer com isso que nós devemos exercitar a nossa autodisciplina cristã no afã de galgarmos o prêmio mais excelente, ou seja, o sumum Bonum, o galardão eterno.

O apóstolo tinha o coração em Deus e em suas promessas. Ele não estava preso ao efêmero. Perceberemos em muitos outros versículos o seu desejo de partir e estar com Cristo, o que em suas próprias palavras é bem melhor. Sobre esta mesma esperança, Pedro declara: “Ora, logo, que o supremo pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa de glória" (I Pe 5.4) . Mais uma vez Pedro Contrasta a coroa que murcha (marcescível), com a coroa de glória (imarcescível). Isto porque a coroa de louros dos atletas gregos sofria ação do tempo e murchava, mas a coroa de glória que Deus dará aos santos, jamais sofrerá ação do tempo.

Em Apocalipse 2.10, encontramos uma promessa aos que perseveram na fé: “se fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Esta promessa foi feita a cristãos que estavam sofrendo grandes pressões e perseguições. Mas, ela é tão atual que devemos meditar nela todos os dias. Afinal de contas todos nós enfrentamos algum tipo de pressão e temos relatos de irmãos nossos que estão sendo perseguidos por causa de sua fé em países que não toleram a fé cristã ou a demonstração da mesma. Assim como os cristãos do primeiro e segundo século de nossa era cristã, esta mensagem continua tendo o mesmo peso de verdade para nós. Paz e bem

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

DESCULPE NÃO PRETENDIA.....

Nos relacionamentos tem uns desencontros danados. Palavras e gestos abrem feridas, incendiando dores e traumas, que se não corrigidas em tempo, transformam-se em chagas, que doem por toda vida.

É assim nas relações. No trabalho, na família, e com as mais diversas pessoas, tipos e situações.

Acontece com todo mundo, comigo e com você. Porque pode acontecer com qualquer um. Tanto com o algoz a serviço da mágoa. Quanto, com a vítima, a serviço da dor. Ambos, personagens do dissabor, apenas se distanciam, e não contribuem com o amor. Porque para se constranger alguém, não precisa de um talento especial.

Basta ser humano. Um humor mal colocado, uma palavra má, e uma inadequada recepção. Pronto. E, o que poderia ser até engraçado, torna-se um desastre, fere, desarmoniza, ofende, adoece.

A ofensa, mesmo quando não foi desferida, encontra acolhimento num coração que a construa. Daí, em diante, tudo desanda. Um “não tem de quê”, some e surge uma cólera ensandecida, que cega e ensurdece os clamores do discernimento. Pequenas palavras, como que por um maldito encanto, erguem imensos gigantes que infeccionam nossos corações. Nossas mentes geralmente adoecem se defendendo dum nada, construindo muros de distâncias.

Todos já vimos isso. E, como se faz? Como será? Por que isso acontece? E quando não sabemos se dissemos algo impróprio?

Bem. Todos já ouvimos algo desagradável. Afinal, vivemos em grupo e já experimentamos “línguas envenenadas”.

E, também já açoitamos pessoas, sob a égide da desculpa, do veneno da tal franqueza. Os “francos” batem no peito exclamando “falei mesmo, sou autêntico, sou autêntica”.

Parabéns, e daí? O que ganhou?

Deveríamos imitar Aquele que disse “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”, como descreve o Evangelista Mateus, cap. 11, versos 28 a 30.

E, muitas vezes, mesmo quando a consciência nos sinaliza a necessidade de reparar uma possível pequena falta, não o fazemos, apenas por julgarmos, ser tão pequena, que nem ligamos. E esquecemos que tudo que é grande, um dia nasceu do nada. Por isso, é desde cedo que se corrige o pequeno limoeiro que enverga. A escora, o reparo são como o pedido de perdão, um remédio para a mágoa tola que se instala.

A humildade é a profilaxia contra a arrogância, o antídoto pra loucura. Ao dispersarmos o orgulho, evitamos a calamidade, encontramos o caminho do pedido de perdão.

A vida que sempre nos surpreende, deve ser surpreendida, assustada, por movimentos generosos de amor.

Deixar para amanhã o que deve e pode ser feito ainda hoje, é de uma tolice sem limites. Afinal de contas, a morte é quem surpreende a vida. E nunca o contrário. Declarações de afeto devem ser feitas hoje, agora, pessoalmente, por telefone, por escrito, de qualquer jeito, não importa. Mas, sempre imitando o Mestre.

Sempre é muito tempo. Ontem, já faz é tempo. Amanhã tá muito longe. Faça do hoje um dia diferente. Não se permita como eu e muitas outras pessoas tolas já fizemos e algumas que ainda fazem, não se arrependendo em tempo de pedirem perdão.

Sempre há com quem se reconciliar. Dizer a palavra DESCULPE, é assinalar NÃO PRETENDI lhe magoar.

Ainda continua sendo aquela palavrinha mágica que nossos pais nos ensinaram um dia, junto com “por favor” e “muito obrigado”. As coisas simples e bonitas são fáceis como a infância, com disputas, mas sem brigas. Não é vergonhoso. Além do que você não é nem nunca será uma perfeição imaculada.

O Ser Perfeito, o Único que esteve nesta terra, não teve este tipo de temor e assim nos disse JESUS DE NAZARÉ:

“Amai-vos, uns aos outros, como eu vos amei” . Paz e bem

RECICLAGEM

Muitas vezes nossa falta de experiência empurra-nos para uma dificuldade de percepção, um verdadeiro desvio da realidade, oferecendo-nos uma visão distorcida e parcializada das coisas que nos rodeiam. Às vezes, sufocados, em um beco sem saída, sem termos para onde correr, exclamamos um "meu Deus", extrato de nosso desespero inconfessado.

Infelizmente, esquecemos que esse nome tem poder. Tem poder de nos fazer entender a precariedade de nossas condições humanas, normais, porém transitórias, que muitas vezes nos coloca como donos da verdade. Brigamos por idéias, impondo nossas convicções como se elas fossem leis, sem pensarmos que talvez, amanhã, já as temos modificado.

Há uma palavra muito em moda hoje em dia: Reciclagem. Estamos aprendendo a usá-la em seu verdadeiro sentido, na agricultura, no meio ambiente e até em discussões e congressos internacionais. Aprendemos a usá-la porque isto é uma necessidade, que está aí, batendo em nossas portas como "Katrinas" e "tsunamis"e não porque estamos interessados em enriquecer nosso vocabulário. Estamos sentindo na própria pele o efeito do aquecimento global. No entanto, esquecemos de usar esse importantíssimo conceito em nossas próprias vidas, que internamente lutam com toda espécie de "furacões" e "terremotos" existenciais. O conceito amplo de reciclar é fazer passar por um novo ciclo; tratamento de resíduo, ou de material usado, de forma a possibilitar a sua reutilização.

Quando utilizamos esse conceito em nossa vida pessoal experienciando, pensando, reagindo, reciclando vamos percebendo ângulos diferentes nos quais nosso raciocínio se abre para horizontes maiores.

Isso é reciclar, fazer do velho conceito, um novo conceito, da velha criatura, uma nova criatura, deixar de alimentar a ilusão de ser o dono da verdade, juiz duro e severo que baseado em idéias transitórias se torna a palmatória do mundo. Como bem nos mostra Jesus em os sinais dos tempos, quando disse às multidões: Quando vedes a nuvem que vem do ocidente, logo dizeis: Lá vem chuva, e assim sucede. E, quando assopra o sul, dizeis: Haverá calma; e assim sucede.

Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo?

E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo? Quando, pois, vais com o teu adversário ao magistrado, procura livrar-te dele no caminho; para que não suceda que te conduza ao juiz, e o juiz te entregue ao meirinho, e o meirinho te encerre na prisão.

Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o derradeiro centavo’’ (Lucas 12:54-59).

Portanto, liberte-se do seu juiz. Recicle suas idéias e atitudes e deixe sua alma se sentir livre porque Deus cuida de tudo com amor, e a vida trabalha no melhor. Paz e bem

AINDA AMO A MENSAGEM DA CRUZ

"O teu sangue foi vertido
Expiraste, ó meu Jesus
E ficou por ti cumprido
Meu resgate sobre a cruz!"

O impacto desta letra sobre a minha alma é devastador; nela percebo ainda que tênuemente, a dimensão do amor de Jesus Cristo por mim, e nada pode se comparar ao amor de Deus morrendo na cruz, tomando um lugar que era meu. A cruz. Não pretendo fundar a "Legião do Calvário", a "Irmandade da Cruz" ou qualquer outra coisa de nome pomposo e objetivos dúbios; mas permaneço sem entender a aversão pela cruz, a resistência, o afastamento da mensagem da cruz promovido pela igreja.

Deixando as minhas referências, fingindo me esquecer de onde fui tirado pelo poder do Evangelho é que me apresentei reprovável. A igreja insiste em exibir símbolos estranhos ao Cristianismo; entre a cruz e o castiçal, qual a escolha? Não necessitamos de símbolos judeus, não somos judeus, nem devemos acatar as sandices judaizantes das igrejas "neo - um monte de coisas". Uma parafernália sem fim atropelando o culto.

Satanás gosta de confusão, beneficia-se dela, consegue entre os da igreja os melhores auxiliares para desviar os próprios santos; confusão é a palavra de ordem, ou de desordem na igreja "pós-moderna".

Sem a mensagem de vergonha e sangue quem encontrará a salvação?

Na epístola aos gálatas S. Paulo diz sem rodeios: “Fui morto na cruz com Cristo.” Gl 2: 20b – (edição pastoral, Ed. Paulus.) E em meio a ensinamentos concernentes a uma vida dominada pelo Espírito Santo, encontramos mais afirmações sobre a cruz: "Os que pertencem a Cristo crucificaram os instintos egoístas junto com as suas paixões e desejos." Gl 5: 24 – (idem). A cruz nos rodeia e faz sombra.

Certamente as duas afirmações bastam para definir nossa real condição: CRUCIFICADOS! – (dirijo-me aos crentes) As expectativas de um crucificado não são lá muito animadoras; li tempos atrás alguns artigos sobre a crucificação; invenção dos persas que os romanos aprenderam em Cartago. Sei dizer que pelo que entendi é pior que o pior dos pesadelos. Todas as torturas às quais fui submetido como ladrão, cobrador e cão de guarda parece afago de mãe quando comparadas às dores da cruz, nada equivale em agonia de tempo e dor!

De acordo com a segunda citação bíblica eu, crente, crucifiquei todas as afeições e intentos, todos os sonhos e planos e passei a pensar com a mente de Cristo. De que me serve na cruz o egoísmo diário? Exatamente o que faço com desejos e paixões quando me mudo de mala e cuia pro calvário? De lá vem a vitória sobre os males e sobre o pecado que assombram a minha existência. É na cruz que encontro as respostas que não encontrei em lugar algum e de lá irradia a esperança viva e nova de morar com Ele na glória; não tenho nem quero outro endereço, sou da cruz de Cristo.

Negar minha vontade é renegar o que prezo, literalmente trair aquilo que por precioso tenho, abandonar os caminhos que jurei seguir em troca de outro caminho, O Caminho. Seguir Jesus é pisar cada um dos passos pisados por Ele, acordar sempre com o mesmo e ambicioso projeto: MORRER HOJE NOVAMENTE. Ser crucificado antes do desjejum; pensar, sentir, falar, reagir e viver como crucificado.

Tomar posse da cruz e quando me perguntarem o meu endereço responder prontamente: Gólgota! Apossar-me do vexame dos cravos sem precisar de mais nada, de mais posses. Tenho a cruz, a cruz me basta!

Seguir Jesus, ir logo em seguida andar a Via Dolorosa “A fim de que não se torne inútil a cruz de Cristo, que é poder de Deus para aqueles que se salvam, nós.” I co 1: 17, 18.Submetendo-me à cruz anulo meus direitos, todos eles; cancelo a minha agenda, toda ela pela vida toda. Estar crucificado e viver assim, crucificado e sem grandes sonhos relacionados com o presente século; amar Jesus a ponto de apresentar regularmente o coração agradecido pela cruz diária, constante. Não “descemos da cruz”. Nenhum compromisso ou assunto desviam-me do calvário, “descer da cruz” está fora de questão. Sequer tragédias podem fazer-me considerar estapafúrdia hipótese.

Optei pela cruz, optei eternamente; eternamente aqui, porvir também.

“Cristo vive em mim!” Habita-me o crucificado.

O CAMINHO DA FOLHA E O CAMINHO DO SANGUE

Adão e Eva, tão puros, tão decentes, tão crentes, existiam numa profunda e doce paz com Deus. Ali no jardim sonhado pelo Criador, estavam ambus nus, sem sentir qualquer tipo de vergonha, constrangimento, plenamente satisfeitos amavam e eram amados.

Ate que resolvendo seguir seus instintos mais do que sua fé obediente, eles trocaram a simplicidade pela vergonha, o amor pelo medo, deram ouvidos a voz da serpente e fecharam e mente para a doce voz do Pai.

Os olhos foram abertos para uma maldade desconhecida, sentiram vergonha um do outro, e sentindo vergonha por estarem nus, fizeram para si roupas de folhas...

Esta foi a primeira tentativa de se auto protegerem, e este mal se alastra até nossos dias, quando o homem de si para si mesmo diz.... Eu posso providenciar tudo o que na vida preciso.

Deixando de lado esta qualidade do Pai como o Deus Provedor, que se agrada em prover para seus filhos tudo que lhes é fundamental para sua existencia.

Foi tambem a tentativa de se auto justificarem.

Quando ele diz de si para si mesmo, posso cobrir minha nudez existencial com os meios que eu mesmo invento. Assim neste raciocino, o homem busca se vestir de uma bondade que não possui , de uma piedade que não passa de trapo de imundicia, ele pega a religião e se veste dela, ele se cobre o máximo afim de que não seja descoberto o quão sujo ele se encontra, mas ele nem nota que este cobertor está completamente estragado, perfurado, mofo. Este cobertor de folhas de religião, não o aquece do frio da existencia.

Então o caminho das folhas, é o caminho da inutilidade, da falta de proposito existencial, onde o ser humano por mais que tenha não tem coisa alguma, pos mais que faça não fez absolutamente nada, por mais que tente, não volta ao Paraiso.

O caminho das folhas, é pura aperencia, é o ego agindo, é o ego vivendo, é o ego traçando seus planos, alvos e caminhos...

O caminho do sangue.

Diz a Biblia que Deus vestiu a ambos com pele de animal, que Ele mesmo o Senhor providenciou...

Aqui Deus ama e cobre com ternura.

Aqui se revela a luz do sacrificio do Cordeiro, que foi morto antes da fundação do mundo.

Pois sem derramamento de sangue não ha remissão de pecados...

Aqui não é Adão fazendo, é Deus fazendo.

Aqui não vem da terra o livramento, vem do Pai das luzes.

Não nasce na mente humana a salvação, nasce no coração de um Deus que amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigenito para que todo aquele que nele cre não pereça mas tenha a vida eterna...

O caminho do sangue é um caminho de renuncia, um caminho de sacrificio, um caminho de humildade, de um cordeiro mudo que foi levado ao matadouro...

O caminho do sangue é o caminho da santidade conquistada pela morte de Um inocente... Do Agnus Dei . Paz e bem

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A QUE EVANGELHO AS PESSOAS ESTÃO SE CONVERTENDO ?



O apóstolo Paulo escrevendo aos irmãos da Galácia os alertava para o perigo de se está vivendo ou seguindo um "outro evangelho", que não era precisamente o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Naquela época a questão se tratava do assédio que alguns judeus faziam aos gentios convertidos para que eles se adequassem a lei de Moisés. Isso era totalmente desnecessário e Paulo escreve justamente para orientar a Igreja a fugir daquele Evangelho falsificado. O apóstolo é tão enfático nesta questão que Ele diz a Igreja que ainda que ele mesmo ou um anjo do céu lhes anunciasse um "outro evangelho" fosse rejeitado, totalmente abominado. (Gl.1:1-11)

Essa é uma questão fundamental nesta chamada pós-modernidade que estamos vivendo. Será que esse evangelho pregado hoje é o Evangelho de Jesus Cristo? A que evangelho as pessoas estão se convertendo? Que Jesus é esse que está sendo apresentado às pessoas? É no mínimo angustiante, ao menos para mim, todas estas questões.

Sinceramente, não entendo como é possível chamar de evangelística uma pregação sem se falar de pecado, arrependimento, confissão pública, salvação, crucificação, novidade de vida, sangue de Jesus, plano da salvação, amor de Deus, etc e tantos outros temas que apontam para a obra de Jesus na cruz, consumando o plano de amor de Deus pelos pecadores.

A verdade é que as pessoas estão ouvindo uma mensagem a respeito de prosperidade financeira, cura do corpo, solução para os problemas da vida, como adquirir riquezas, etc e depois são convidadas a receber Jesus. A questão é que Jesus é esse e qual a expectativa dessas pessoas? Quanto tempo essas pessoas permanecem no Reino de Deus? Quando seus problemas são solucinados elas permanecem na igreja? Parece para mim que é o caso da semente sobre a pedra que é de pouca duração porque não tem raiz. (Mt.13:21)

Entra-se no Reino de Deus pela porta do arrependimento, pela porta da confissão e abandono dos pecados, pela porta da fé, pelo comprometimento com a Palavra de Deus, pelo receber Jesus como Senhor e Salvador. Jesus é a porta da Salvação.

É possível receber Jesus apenas como um médico para curar as doenças. É possível receber Jesus apenas como o dono de tudo que pode pagar as dívidas. É possível receber Jesus apenas como aquele que poder resolver as causas emperradas na justiça. É possível receber Jesus apenas como aquele que pode tirar a pobreza e concerder riqueza. É PRECISO RECEBER JESUS COMO SALVADOR E SENHOR!, o mais ele acrescenta quando buscamos prioritariamente a justiça e o seu Reino (Mt.6:33)

DIANTE DO TRIBUNAL


"Mas alcançando socorro de Deus, permaneço até ao dia de hoje, dando testemunho, tanto a pequeno como a grande, nada dizendo senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer, isto é, que o Cristo devia padecer, e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios" (Atos 26. 22-23).

O texto bíblico de hoje, é um trecho do discurso do Apóstolo Paulo, no Tribunal, diante do Rei Agripa, momento de muita eloquência e sabedoria, como lhe era peculiar.

Ele, que era o maior perseguidor dos cristãos, os seguidores de Jesus, converteu-se a Cristo e, embora, nos primeiros momentos, sob desconfiança dos cristãos, passou a ser o maior [novamente o maior] pregador da Palavra de Deus.

Por que pregar se ele era um homem culto, de linhagem nobre [romano], enfim um homem de sucesso na vida em tudo o que praticava?

Disse ele que "alcançando o socorro de Deus, permaneço até ao dia de hoje, dando testemunho..." (Atos 26. 22), o que importa dizer que reconhecia o amor, a graça e a misericórdia de Deus para com ele, pelo fato de ter enviado o seu Filho unigênito para morrer e ressurgir, conforme os profetas e Moisés, literalmente, disseram que aconteceria.

Ele se reconhece pecador, perseguidor, "legalista" [era judeu da "ala" dos fariseus], mas tudo isso se tornou passado, eis que tudo se fez novo, quando se converteu a Jesus de Nazaré, Jesus Cristo o Filho de Deus, que viera ao mundo, em carne, para morrer no lugar dele, e no nosso.

Ele conhecia a Palavra de Deus (Moisés e os Profetas), ele sabia a razão da vinda de Jesus, do seu Ministério de três anos, de sua morte e ressurreição.

Então ele sabia, também, que Jesus deixara como missão para seus seguidores o "Ide":

- ensinar (Mateus 28. 19);

- pregar (Marcos 16. 15);

- testemunhar (Atos 1. 8).

E, agora, ele era um dos seguidores de Cristo, portador e executor, portanto, da Grande Comissão.

Sabia que era sua missão pregar a tempo e fora de tempo, fosse oportuno ou não, conforme ele próprio fora o portador da Palavra de Deus a Timóteo: "Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não [a tempo e fora de tempo, conforme outra tradução], corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina" (II Timóteo 4. 1-2).

Paulo sempre foi um homem obediente, até perseguiu os cristãos quando ainda achava que o "movimento" fosse uma "seita" [como muitos ainda acham hoje], e foi na condição de obediente, agora ao Verdadeiro Senhor, que ele pregava a tempo ou fora de tempo, fosse oportuno ou não, pois sabia que Jesus é o único caminho para se ir a Deus, conforme Ele próprio [Jesus] afirma:

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14. 6).

Paulo era um homem que tinha muito amor às "causas" que sempre abraçava, por isso era fiel, e por esse amor e por essa fidelidade já fazia parte do contexto do Reino de Deus, o Deus que não quer que nenhum se perca.

Então, mesmo diante de um Tribunal, debaixo de julgamento de "Autoridades", ele se mostrava fiel ao seu Ministério de falar de Cristo; não era uma questão de ser ou não ser "oportuno", de ser ou não ser “politicamente correto”; a mensagem tinha que ser dada, havia de ser pregada, anunciada e testemunhada até aos confins da terra.

Amor e obediência são sentimentos e princípios que levam os cristãos de hoje [como levou os de ontem] a exercer o mesmo Ministério da Palavra; por seu amor ao próximo, próximo que será condenado se não receber o Senhor Jesus (releiam o artigo anterior), e obediência ao Único Senhor e Salvador, que é Jesus (Hebreus 5. 9).

Cumpre a nós, hoje, dar seguimento à obediência à Palavra, pregando-a, e dar seguimento, também, ao amor ao próximo, levando-o a conhecer o Evangelho de Jesus.

O tempo é hoje, a hora é agora e não podemos descuidar, pois a vida eterna de nosso próximo depende do lado em que ele estiver, e ele só estará do lado certo se nós cumprirmos com a nossa Missão.

“Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo. Como, porém, invocarão aquele em que não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam cousas boas!” (Romanos 10. 13 a 15).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

QUEM REINA EM SUA VIDA ?


Há algo que eu quero plantar no seu coração que nada mais é do que a verdade de Deus, a semente viva que é a Palavra do Senhor. Não somente na esperança de que ela irá frutificar, mas na certeza de que ela pode trazer alento. E acima de tudo, na certeza de que ela provoca mudança no coração.

Leiamos a carta que Paulo escreveu aos Romanos, capítulo 14, versos 7, 8 e 9:
"Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos."

Eu quero destacar esta expressão fortíssima da Palavra: "Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos." Não sei se você já parou para pensar, mas por que Jesus morreu e ressuscitou? Simplesmente para fundar uma igreja, uma religião, ser um filósofo? Para que Jesus morreu e ressurgiu afinal? A Bíblia Sagrada afirma: "Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos." O conceito que você passa a ter sobre o motivo pelo qual Jesus morreu e ressurgiu é que pode determinar toda a sua vida e o seu próprio relacionamento com Deus. Há muitas pessoas que buscam a Jesus apenas para obter dele uma bênção, na compreensão de que Jesus é apenas uma fonte de bênçãos, sempre disponível para dar o que as pessoas precisam. De falto, Ele é a fonte de toda benção. Não apenas isso, mas muito além disso. É verdade, Ele abençoa, mas o grande drama é que hoje encontramos pessoas mais em busca das bênçãos do que do Abençoador. Há muitos correndo atrás de Jesus muito mais para buscar dele alguma coisa do que para se prostrar diante dele, adorá-lo e servi-lo. E como já vimos: " Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressuscitou: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos."

Eu quero destacar a palavra senhor, pois esse termo foi perdendo o significado ao longo dos anos. Todas as pessoas chamam uns aos outros de senhor, de senhora, não é assim?! Mas quando Jesus foi conhecido como Senhor, e quando o apóstolo Paulo disse que "foi para ser Senhor que Cristo morreu", há um contexto, há uma realidade por trás de tudo isso. A palavra senhor significa dono, amo. É a máxima autoridade, o chefe, o soberano. São esses os significado da palavra senhor: Dono, Amo, Máxima Autoridade, Chefe, Soberano. Quando alguém diz: "Jesus Cristo é o meu Senhor", está dizendo basicamente isso: "Ele é o meu dono, o meu amo, o meu chefe, e eu o sirvo". Essa verdade foi perdendo todo o conceito da Palavra de Deus. Hoje, muitos veem Jesus apenas como o Salvador ou como abençoador, ou como aquele que dá presentes. Exatamente o grau da sua compreensão de quem é Jesus é que vai determinar o seu próprio relacionamento com Ele.

Temos dito que não estamos ensinando a você uma religião e nem tampouco que Deus é um ser religioso. Aquilo que Ele busca do homem, da sua criatura, é um relacionamento. É exatamente isso: conhecer a Deus. Está escrito: "Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor." (Oséias 6.3.) Estamos levando o conhecimento de Deus a você. Que você possa realmente experimentar essa realidade, pois a Palavra afirma: "Foi precisamente para isto que Cristo morreu e ressuscitou: Para ser Senhor tanto dos vivos quanto dos mortos."
Quando os seus olhos estão abertos para encarar Jesus, para vê-lo, para se relacionar com Ele, vendo-o com Senhor da sua vida, tudo passa a ser tão diferente. Existem dois reinos nesse mundo. A Bíblia diz que há o chamado reino das trevas e ainda o reino da luz. No reino das trevas, há um rei que é Satanás. Normalmente as pessoas procuram fazer a vontade do seu rei. No reino da luz, o rei é Jesus, e aqueles que são súditos do reino da luz, vivem para agradá-lo, para fazer a vontade dele. No reino das trevas, há um idioma que é basicamente a reclamação. As pessoas reclamam de tudo: do sol, do frio, da chuva e da falta de chuva, do azul, do amarelo, ou seja, aquele que vive no reino das trevas sempre murmura, reclama.

Há um idioma também no reino da luz que é a ação de graças. Está registrado na Palavra: "Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus." (1 Tessalonicenses 5.18.) Quando você vive no reino da luz, quando os seus olhos estão abertos para contemplar a Jesus, tendo-o, como revela a Escritura, como Rei, como Senhor, você sempre trará nos lábios ações de graça, louvor e adoração. As reclamações ficam para trás.

Outra realidade que encontramos quando Jesus é o Senhor é a de que quando você vive a graça de estar no reino de Deus, você sente alegria em se submeter à vontade do Senhor, em fazer a vontade dele, em agradá-lo em todas as coisas. No reino das trevas, cada pessoa quer fazer a sua própria vontade, aquilo que ela deseja. Basicamente, na sua conversão você está dizendo: "Aqui eu não mando mais, mas é Jesus quem manda". A grande diferença repousa exatamente nessa realidade. Quando você reconhece Jesus como Senhor da sua vida, você proclama isso: "Ele é o meu dono, eu sou apenas mordomo das bênçãos que Ele tem me confiado; o proprietário é Ele, o chefe é Ele, Ele é a máxima autoridade sobre a minha vida". Essa verdade e esse conhecimento precisam ser proclamados. É por isto que estamos lançando este fundamento para a sua vida, porque enquanto você não entender que Jesus é Senhor, sua vida ficará atrapalhada, confusa. Os seus relacionamentos irão se quebrar, desmoronar. Amado, você precisa conhecê-lo como Senhor.

A confusão no casamento, no relacionamento com seu marido, com a sua esposa, com seus filhos, pode ser exatamente porque você não está vendo, ainda, Jesus como o seu Senhor. A razão provável de muitos dos seus sonhos não se concretizarem, ou pelos muitos conflitos, os mais diversos, que tomam conta do seu coração, pode estar justamente no fato de não encarar a verdade da Palavra de Deus, de que Ele e só Ele deve ser o Senhor de nossas vidas, e a primazia ou o primeiro lugar em tudo o que fazemos. Pois a Palavra afirma: "Jesus morreu e ressuscitou precisamente para ser Senhor tanto dos mortos quanto dos vivos." Jesus não morreu para alegrar o seu coração, ou simplesmente para curar a sua enfermidade, ou ainda para trazer-lhe perdão, por mais importante que tudo isso seja. Mas vai além de tudo isso. Ele faz tudo isso, mas essas bênçãos são decorrências do fato de Ele ser Senhor na sua vida. É exatamente essa verdade que você precisa conhecer e tomar posse, deixando Jesus Cristo ser o Senhor da sua vida. Ele não é apenas o Criador do Universo. Ele é o Senhor de todas as coisas. Quando você passa a ter esse relacionamento, tudo se torna diferente.

Que, ao plantar esta semente, ela floresça. Que seu coração possa absorvê-la, a ponto de ver a Jesus como o seu Senhor, seu dono, seu amo, como a máxima autoridade sobre a sua própria vida. Deus abençoe!

RECONCILIAÇÃO


Na cruz, o que o Senhor estava nos reconciliando com Deus. Não foi Deus que deu as costas para o homem, foi o homem que deu as costas para Deus. Quando falamos da cruz estamos falando da realidade do ministério do Senhor e, de modo específico, aquelas últimas doze horas até o momento da sua morte, neste exato momento, estava acontecendo a reconciliação do homem com Deus. O mediador era exatamente o Senhor Jesus.

Tudo provém de Deus, não é uma conquista nossa. A iniciativa veio dele. Nós não fomos reconciliados por uma doutrina ou por um modo de viver diferente, nós fomos reconciliados com Deus. E essa reconciliação é muito mais que um tratado de paz entre o homem e Deus. Essa reconciliação diz respeito à nossa Salvação - sermos resgatados do inferno para o céu.

Diz a Bíblia que, ali na cruz, Deus nos reconciliou com Ele mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação. Pregar o Evangelho nada mais é do que levar as pessoas a se reconciliarem com Ele, mostrar que elas estão separadas de Deus. Isso é você abrir o seu coração mostrando que Jesus estava, ali na cruz, reconciliando o homem com Deus: "Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação." (2 Coríntios 5.19).

Quando Deus fez o homem, Deus o colocou no Jardim e os dois se olhavam, um nos olhos do outro. Comunhão é isso, é um olhar nos olhos do outro. Não havia culpa no homem, não havia medo de Deus e ele vibrava com Deus. O Senhor olhava para o homem e o amava, e lhe deu autoridade para dominar todas as coisas. O homem era pleno e tinha comunhão com Deus. Da mesma maneira que o homem precisava do ar para manter a sua vida, também precisava de Deus. Mas o pecado veio fazer separação entre o homem e Deus. Não pense que o pecado foi uma maçã, tampouco o pecado foi de ordem sexual, o pecado do homem foi a desobediência. Foi a atitude do homem: "Deus, eu não quero continuar olhando em seus olhos, eu posso fazer o que quiser". O homem proclamou a sua independência e, quando ele fez isso, ele deu as costas para Deus. Mas o Senhor não agiu assim, Ele nunca deu as costas para o homem.

Em todo o Evangelho, a história do amor de Deus para com o homem é revelada em cada letra. Deus se empenha para que o homem possa olhar para Ele, porque por si só ele não consegue. Por isso, Deus enviou Jesus Cristo, o seu único Filho, para reconciliar o homem com Ele.
Precisamos guardar, vivenciar e honrar a realidade da vida de cristo em nossa vida.
Deus abençoe!

LEVANTE-SE


Uma das verdades que salta das Escrituras Sagradas é a de que Deus não faz acepção de pessoas. Não existe uma única pessoa que seja mais amada por Deus do que a outra. Pelo contrário, Ele ama a todos igualmente. Ele ama você e deseja intervir em sua vida. Um exemplo disso está no livro de Atos, no capítulo 3, quando dois discípulos, Pedro e João, subiram ao templo, em Jerusalém para orarem. Segundo o texto sagrado, era trazido todos os dias, para ser colocado à porta, um homem coxo de nascença. Leiamos Atos 3.1-8: "Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona. Era levado um homem, coxo de nascença , o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. Vendo ele a Pedro e João, que iam entrar no templo, implorava que lhe dessem uma esmola. Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse: Olha para nós. Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa. Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda! E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram; de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus."

Aquele homem estava ali para ganhar algo, porque não conseguia trabalhar. Suas pernas eram tortas e atrofiadas, ele não andava, mas se arrastava. Todos os dias ele ia ao templo para pedir esmolas. Quem sabe a sua vida tem sido assim também. Você vai ao templo para pedir "esmolas" (espiritualmente falando). Você vê outros entrando e saindo e levando a bênção. Uns chegando com o semblante descaído, e quando saem, carregam a alegria do Senhor. Você conhece tanta gente que conhece a Jesus, tão cheia de vida, tão cheia de alegria, porém você sempre se arrastando, apenas se arrastando.

Querido, Deus não tem esmola para lhe dar. Deus tem vida para lhe oferecer. Deus não quer lhe oferecer restos, sobras, mas o melhor. Não havia e não há nada melhor que o seu Filho, Jesus. E Deus nos deu o seu Filho. O homem esperava receber uma grande esmola, mas Pedro dissera: "Não possuo nem prata nem ouro. Não temos uma solução temporária para a sua vida, um remendo para você, mas nós temos o que você precisa, o que você necessita, que pode mudar a sua vida, consertar as suas pernas, que pode erguê-lo. Nós temos vida, por meio de Jesus. Ele pôde conhecer, pôde ter na sua própria vida, a resposta pelo milagre.

Quem sabe é o seu casamento que vai se arrastando, não tem aquele perfume. Quantas vezes você fica na porta do templo e não entra! Gosta de assistir às pregações, de receber, de estar ali, mas quando é lançado o convite para você entrar, assumir a fé, você diz: "Não, eu vou dar mais um tempo, eu vou esperar mais". Fica na beirada recebendo esmolas. Porém, saiba que Deus não tem esmola para você. Ele tem Vida. Você não precisa de remendo na sua vida. Seu casamento, sua saúde, seus sonhos, não precisam de remendo. Você precisa da Verdade, do Caminho e da Vida. Você precisa de Jesus Cristo.

Muitos acham que o que vai resolver o problema do mundo são ouro e prata, e querem construir casas, hospitais, escolas. Tudo isto é bom, mas ouro e prata não geram milagres, não restauram um lar, não trazem saúde. Não! Eu também digo a você: o que eu tenho é Jesus na minha vida, o seu amor. Se tirar Jesus da minha vida, não sobra nada. O que eu tenho, eu te dou: levanta dessa situação e vem para os braços do Senhor. Ele o recebe, Ele o perdoa. Ele o oferece uma oportunidade totalmente nova para você não mais se arrastar. Você poderá caminhar saltando de alegria e entrar no templo, na comunhão com o Senhor.

A VIDA E A MORTE PODEM ESTAR EM TUAS PALAVRAS.


Existem pessoas tão machucadas por este mundo afora, pessoas que vivem tão feridas, com mágoas profundas por causa de fofocas, de palavras, de maledicências. A Bíblia diz em Provérbios 18.21: "A morte e a vida estão no poder da língua." Muitas pessoas destroem uma as outras, ferem o próximo com a língua, com o que dizem. Lares já foram desfeitos por causa de fofoca. Há pessoas que estão fora da igreja exatamente por causa de maledicências.

Profetizando vida ao seu coração, quero dizer que você pode vencer a maledicência, vencer essas setas que Satanás lança sobre você por meio de outras pessoas para feri-lo, magoá-lo, entristecê-lo e para fazer com que você fique prostrado. Talvez o seu coração esteja pequeno porque você fora vítima de calúnia, porque você fora destruído e está agora tão arrasado. É verdade que há situações em que você não conseguirá procurar todas as pessoas e contar a elas a sua versão dos fatos e acertar a situação. Mas existe algo que você pode fazer caso deseje ter uma vida de vitórias. A vitória deve ser o programa normal da vida de um cristão. Viver vencendo, não sendo derrotado; viver de cabeça erguida, não se arrastando. É viver com o coração cheio de misericórdia, mas uma misericórdia que possa resultar em perdão, escolhendo sempre perdoar aqueles que usaram de palavras maledicentes e de mentira para lhe ferir. Está registrado no livro de Provérbios 26.20: "Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda." Sem lenha o fogo se apaga, ou seja, há uma fogueira, mas se não colocarmos mais lenha, o fogo se apagará, porque o fogo precisa de um material de combustão. Se não colocarmos lenha naquela fogueira, mais dia ou menos dia, aquele fogo vai se apagar.

Veja bem: "Não havendo maldizente, cessa a contenda." A contenda também é alimentada pelo maldizente. Se o maldizente está sempre colocando mais lenha no fogo, aquilo continuará muito vivo. Existem pessoas que, em vez de jogarem "água" no "fogo da contenda", jogam mais "lenha" e mais "gasolina", aumentando a contenda.

Como Jesus o ama! E ele deseja que a sua vida possa ser bonita. Que você possa sempre honrar o nome dele. Para isso, procure arrepender-se, procure viver segundo os princípios da Palavra. Se você tem sofrido por causa da contenda, da fofoca, procure perdoar. Como recebemos esse novo dia, receba a graça e a bênção dele.

Há muitos que dizem: "Ah, eu sou sincero, sou isso, sou aquilo, falo a verdade". Não é bem assim. A Bíblia nos ensina a falarmos a verdade, mas em amor. O maldizente não fala a verdade em amor. Muitas vezes, ele fala a verdade, mas a motivação é errada. Não estou aqui para falar o que você quer ouvir, mas daquilo que Deus quer que você ouça. E neste momento, Deus está falando com você: "Cuidado com a sua língua. Não a use para colocar lenha no fogo da contenda". Deus abençoe!