Atalho do Facebook

FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A GENTE SE VÊ POR AI.


É preciso amadurecer as idéias, refazer os planos, esticar os passos e buscar a direção mais acertada para se chegar ao ponto desejado. Enquanto caminhamos nem sempre pensamos ou refletimos, apenas usamos as pernas e jogamos o corpo em alguma direção esperando que seja a melhor.

A vida é uma caminhada que pode ser longa e espinhosa, ou ser curta e pouco proveitosa. Todos nós caminhamos, mas nem sempre chegamos ao ponto desejado, a alguma conclusão. A órdem, entretanto, é caminhar.

De repente me peguei escrevendo, ou melhor, caminhando sem pretensão e sem destino. Seja como for, a gente se vê por aí, cada um caminhando a seu jeito e levando a sua cruz. No fim, todos nós vamos descansar sob alguma árvore, ou próximos de algum rio. O descanso é um direito, um prêmio que recebemos pelos muitos anos de luta pela vida afora. Na verdade, ninguém quer receber esse prêmio, ninguém quer descansar, mas a vida é um ciclo e cada um de nós, mais cedo ou mais tarde, encerra o seu - e de forma merecida finalmente descansaremos de nossas obras nesse longo caminhar.

É preciso continuar e cumprir o que foi determinado por Deus. Ainda há muitos projetos e sonhos que não podem ser abandonados á márgem do caminho. Há uma missão para ser cumprida e ela é pessoal, individual e única. Somos muitos, somos bilhões e cada um tem o seu objetivo e o seu sonho. Às vezes a gente se encontra, troca idéias, mas depois nos separamos e levamos no coração as lembranças e muitas vezes a saudade. A caminhada é longa, o camiho é íngreme, o cansaço vem, vem a fome, vem o sono, a carência... Mas é preciso continuar e cumprir o que foi determinado por Deus, Depois a gente se vê por aí.

Já caminhei muito, já assisti muitas cenas horríveis, já vi a morte de perto, mas continuo vivo. Isto siginfica que a minha caminhada ainda não terminou. Já encontrei muitos obstáculos, mas eles não me detiveram. Não sei se a minha caminhada está próxima do seu fim. Só Deus sabe. Às vezes penso que a minha caminhada está chegandpo ao fim...

É preciso amadurecer as idéias, refazer os planos, esticar os pasos e buscar a direção mais acertada para se chegar ao ponto almejado. Um dia vou descansar para sempre. Certamente um anjo me virá buscar e me levará pela mão e então ouvirei aqueles palavras doces: "Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mateus 25.34).

Enquanto esse dia não chega, vamos ficando por aqui. A gente se vê por aí. E boa caminhada para todos!

A NOIVA E SEU EXEMPLO


A Igreja de Cristo deve cumprir o seu papel de mostrar aos homens o caminho da vida e sempre revelar a verdade do evangelho aos seus corações. Em um mundo cada vez mais voltado para o engano e a mentira, sinais claros da aproximação do arrebatamento, a noiva do cordeiro deve se mostrar imaculada e inteiramente preparada para o dia do encontro com o noivo celestial. As escrituras declaram que devemos estar em prontidão aguardando a manifestação do Senhor Jesus Cristo nas nuvens do céu. Em Mateus, o Senhor nos adverte solenemente: "Por isso ficai também vós apercebidos; porque à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá" ( Mt 24.44).
Como a vinda do Senhor ocorrerá num momento desconhecido para os cristãos, estes devem manter vida impoluta e um testemunho que condiga com sua vocação neste mundo. O apóstolo Paulo revela como devemos estar enquanto aguardamos o advento da segunda vinda: "O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" ( 1 Ts 5.23).

Pedro também exorta a Igreja a andar segundo os princípios e valores do evangelho. Em meio às densas trevas deste século mal, somente um comportamento genuinamente afeito às exigências do reino pode fazer a diferença na vida de um verdadeiro discípulo de Cristo. Vejamos o que Pedro nos admoesta: “Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente ns graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” ( 1 Pe 1.13-16).

Em sua segunda Epístola, Pedro retoma novamente a exortação sobre a necessidade de o cristão ser achado em santificação diante de seu Senhor quando este vier levá-lo para o céu. Ele declara: “deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento” ( 1 Pe 3.11b). E, ainda: “Por essa razão, pois, amados, esperando estas cousas, empenhai-vos por ser achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” ( 2 Pe 3.14).

Esta característica marcante é o diferencial identificador de um legítimo cristão renascido. Nestes dias de abandono da fé e apostasia, os que adotam um estilo de vida cujo maior objetivo é agradar a Deus em um mundo ímpio, andarão na contramão dos paradigmas mundanos. Santificação segundo a palavra é o único meio que sem tem para se ter acesso à presença de Deus e entrar no seu repouso. O escritor de Hebreus exorta: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” ( Hb 11.14).

Segundo o Comentário Bíblico do Novo Testamento, ocorrem nas páginas Neotestamentárias duas palavras gregas referindo-se à santidade. São elas: hagios e hosios. A primeira aponta para a necessidade de ser separado para Deus, enquanto a segunda pontua a questão de caráter da pureza e da fidelidade. Ser santo, portanto, conduz não apenas a uma vida de serviço cristão, mas a uma mudança drástica de caráter e atitude digna dos céus e da imortalidade.

Nas trevas dos tempos finais os que esperam pelo seu Senhor, que presto vem, devem adotar os padrões de uma nova afeição e comportamento inteiramente moldados por Deus. Diante da futilidade da vida e das influências do pecado “que tenazmente nos assedia” ( Hb 12.1 ), o único caminho é uma existência vivida para e com o Senhor. Somente nele todos os nossos anseios e anelos mais profundos serão consumados. Com ele a porta dos céus se abre para uma eternidade ditosa e a existência se reveste de verdadeiro significado. Que venha logo o Senhor! Paz e bem

JESUS NÃO DECEPCIONA


"Jesus não condenava, ele veio para salvar o que estava perdido. Pessoas criticam, zombam, condenam e decepcionam. Jesus nunca decepciona -- basta que você confie sua vida a ele" (Vanderlei Schach).
"Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus" (João 3. 17-18).

A Bíblia, que é a Palavra de Deus, nos garante no versículo que é considerado "chave" ou "de ouro", que Deus nos amou tanto, mas tanto mesmo, a ponto de dar o seu único Filho, Jesus, para salvar a todo aquele que nele crê: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3. 16).

Já devemos ter repetido isso, no blog (*) ou em e-mails enviados, muitas vezes, para os nossos contatos.

Mas, sempre, ou quase sempre, nos esquecemos da sequência do texto que nos revela importantes verdades, conforme acima descritas:

- Ele não veio para julgar o mundo;

- Ele veio para que o mundo fosse salvo por Ele;

- Quem nEle crê não é julgado;

- Quem não crê já está julgado.

Quando o Senhor Jesus pregou essa Palavra: “quem nele crê não é julgado”, Ele estava pregando perdão, Ele estava pregando Salvação, Ele estava pregando vida, vida eterna diante de Deus.

Quando Jesus pregou essa Palavra: “o que não crê já está julgado”, Ele estava pregando juízo, Ele estava pregando condenação, Ele estava pregando ausência de vida [morte], ausência de vida eterna diante de Deus.

Ele foi provocado, zombado, escarnecido, açoitado, cuspido, condenado, mas não abriu a sua boca, a ponto de um dos soldados reconhecer: "verdadeiramente este era filho de Deus". E Jesus fez tudo isso [sofreu por nós] em silêncio diante das autoridades que o julgavam.

Ele sabe, desde os primórdios, que sua primeira vinda a este mundo não seria para reinar, não seria para julgar, não seria para condenar, mas seria para salvar todo aquele que perdido esteja [até aos dias atuais].

Quem nele crê, e o crer implica aceitá-lo no coração; e recebê-lo no coração resulta em uma mudança de vida (novo nascimento), já não passa por julgamento “para salvação”, tendo em vista que já foi salvo pela morte substitutiva de Cristo.

"Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8. 1), é a segurança que Deus nos transmite, através do Apóstolo Paulo.

Quem nEle não crê já está julgado, embora Ele não tenha vindo para julgar, mas essas palavras são dEle.

Isso ocorrerá quando do “Arrebatamento” dos salvos, dos convertidos a Ele, quando os que não creram, os que não o receberam no coração, ficarão para trás, para o julgamento futuro que se dará, quando de sua segunda vinda.

Então, no interregno entre o nascimento, ministério, morte e ressurreição de Jesus e o arrebatamento dos salvos para encontro com Ele nos ares, entre nuvens, ainda resta uma oportunidade de alcançar a salvação, de ser incluso entre os que irão se encontrar com Ele naquele dia maravilhoso, em que a plenitude dos gentios (Romanos 11. 25) tiver se completado, conforme já comentado em dia anterior (*).

O dia ninguém sabe, pode ser hoje, pode ser amanhã, pode ser daqui a alguns meses, quiçá anos, mas o tempo cada vez se aproxima mais.

E, para não sermos pegos desprevenidos, para não ficarmos no rol dos que "já estão julgados" porque não creram, ainda é tempo de tomar uma decisão por Cristo Jesus, "único caminho, única verdade, única vida" (João 14. 6), que nos leva à presença de Deus, à Salvação da ira vindoura.

Ele nunca nos decepciona, se de fato e de verdade formos a Ele, enquanto se pode achá-lo: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaias 55. 6).

Ele não exige nada de nós, nada nos cobra, pois a salvação é pela graça de Deus derramada sobre nós, através do sacrifício que Jesus fez por nós, antes mesmo de termos pecado.

É tempo de decisão, amanhã pode ser muito tarde . Paz e bem

VANDALISMO NECESSARIO


Manutenção da situação. Invariavelmente este é o objetivo das ações daqueles que estão no controle. Se uma planilha provar que algo vai bem, então seu conteúdo é mais valioso que a bíblia. Os números nunca mentem. Pessoas mentem.

Me pergunto se algumas demandas que criamos "em nome de Deus" são realmente a vontade dEle. O empreendedorismo eclesiástico toma uma forma tão assustadora em nosso tempo, que foi esquecido completamente o sentido de ser igreja sem visar lucro.

E lucro não é apenas capital monetário, ou como dizem os especialistas em igrejas, "lã".

Lucro é principalmente "ovelhas". Pois elas darão lã hoje, amanhã e sempre. Por isso tornou-se conveniente chamar de "ministério" toda atividade de fins exclusivamente comerciais. Ovelhas são controláveis. Não possuem direitos (nem trabalhistas) e acreditam cegamente que o serviço "ministerial" é necessariamente o mesmo que servir a Deus.

Não questiono a salvação daqueles que conheceram o evangelho em meio às falcatruas impiedosas dos administradores eclesiásticos. Deus tem um senso de humor tão incrível, que continua fazendo minar água das pedras. Mas obviamente, boa parte das tais pedras ficarão do lado de fora no reino vindouro. Nem é preciso ser tão inteligente para perceber isto. E os frutos têm revelado a natureza das árvores que o produziram. Já percebeu a dificuldade em lidar com as novas gerações? São apáticos e incapazes de questionar as mínimas coisas.

A igreja tem perdido o sentido de ser. Seu atributo “orgânico” tem sido substituído pelo manual “pequenas igrejas, grandes negócios”. Finanças são tratadas sempre de maneira contraditória. Por exemplo… ou instituições igrejeiras funcionam como supermercados, centralizando as finanças na sede das organizações; ou funcionam como franquias, centralizando a marca e o controle mercadológico, mas fazendo total separação entre as palavras DINHEIRO e MISERICÓRDIA. Afinal, cada um que viva segundo a lã que foi capaz de adquirir. Que importa se meu “irmão” veste uma sunga de lã (pois foi o que deu para coser) enquanto eu vivo com finos trajes? Que importa se uns podem usufruir do convívio da alta sociedade, enquanto outros sofrem nas filas dos hospitais públicos? Faz de conta que foi Deus que quis assim.

Fico aborrecido quando as pessoas que percebem que estas situações são inerentes ao modo contemporâneo de ser igreja , pensam estar descobrindo algo que eu mesmo ainda não sabia. Sinto como se minha inteligência estivesse sendo subestimada. Como se estivessem me chamando de BURRO ou de insensato e cúmplice dos erros estabelecidos.

Antigamente, era fácil pegar em pedras e apedrejar com toda fúria a primeira vidraça que aparecesse em minha frente. Mas os tempos mudam. A maturidade nos ensina que é preciso tomar cuidado com o estrago provocado pelos cacos de vidro. A revolução é o caminho para redenção do oprimido mas, para que isto faça sentido, é preciso conservar a vida do que será liberto. Mudanças que deixem corpos pelo caminho, necessariamente são o caminho errado.

Conhecer o outro lado também completa nossas convicções. Assim como toda história é baseada em um ponto de vista, torna-se imprescindível conhecer o outro lado antes de começar a atirar pedras. Obviamente tomando os devidos cuidados para que a corrupção do hábito não cauterize a ousadia em defender a verdade.

Estar do outro lado da vidraça não diminui a vontade de quebrá-la. O remanescente de Deus permanece firme e com sangue nos olhos.

Talvez tudo isso que citei seja apenas devaneios de alguém que apertou o ALT F4 no programa da vida. Ou talvez seja a realidade descarada ao seu lado, propositalmente ignorada pela maioria. Paz e bem



Comentários (0)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O ESCANDALO DA CRUZ


"Pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo". (1Co 1.23)

Uma cena nos Evangelhos que me toca especialmente é o sepultamento de Jesus! José, da cidade de Arimatéia, membro importante do Sinédrio e Nicodemos, um dos fariseus, desceram o corpo morto de Jesus da cruz, enrolaram-no em lençóis de linho com aromas e o depositaram num sepulcro novo em um jardim próximo ao Gólgota.

Que cena comovente! Que experiência carregada de humanidade e paixão! Imagino que um coquetel de sentimentos fervia na chaleira de suas almas...

O que se passava na mente de José de Arimatéia, seguidor de Jesus até então anônimo, ao tomar no colo o corpo desfigurado de Cristo coberto de sangue, pó, suor e lágrimas? E Nicodemos, que ficou com um nó na mente depois do encontro cheio de metáforas com Jesus, o que sentiu quando limpava as feridas de Cristo e o enrolava num lençol de linho? A especulação é infinita, tanto quanto nossa imaginação pode alcançar! É possível que aquele perfume tenha sido uma gostosa lembrança até o fim dos seus dias...

Mas interrompi a especulação pela constatação: o Cristo crucificado não parece nada atraente para muitos religiosos que preferem um deus “útil”, - uma ferramenta que se usa para um determinado fim.

Nas vitrines da fé os deuses que estão em oferta são aqueles que esbanjam somente força, autoridade, determinação e falsas promessas. Parece-me que um Deus como Jesus que morre mudo numa cruz, aparentemente inútil, não é o que interessa ao mercado religioso! O deus que “vende”, que dá ibope, que deixa a “casa cheia”, é o deus que “funciona”, o deus atendente de um balcão de fast-food. O deus que interessa ao religioso moderno é aquele que cerca o homem de segurança de sorte que ele nunca vai conhecer a doença, o assalto, o desemprego, a falência, a desilusão amorosa... Pura ficção! “No mundo tereis aflições”.

O deus para quem correm as multidões não se parece em nada com o Jesus crucificado – o escândalo do Evangelho.

Mas voltando para o sepultamento dei um passo com a intenção de participar da cena! Queria ser José, queria ser Nicodemos a carregar Cristo morto no peito e sepultá-lo!

José de Arimatéia e Nicodemos abraçaram contra o peito o Cristo morto. O evangelista Marcos diz que José “dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus” (Mc 15.43).

O Deus que parece desnecessário ao mundo é quem eu tomo no colo; o Cristo que parece inútil, desfalecido, vencido é com quem me apego; o Messias escarnecido, transfigurado, sem formosura, transpassado, esgotado, crucificado é aquele que carrego! O Deus que não precisa fazer mais nada (“está consumado!”) já tem a minha amizade e devoção!

Respeito a Hora do meu Amigo e cuido dele...E quando cuido dele é Ele que cuida de mim! Eu cubro o corpo do Mestre e minhas mazelas são cobertas, cubro sua cabeça e Ele permeia minha mente; limpo os pés de Cristo e Ele declara os meus formosos; enrolo o corpo de Jesus no linho e minha vida é santificada; cuido de suas feridas e enxergo as minhas próprias, então Cristo me sara; banho-lhe no perfume e Ele me batiza no seu Ser; velo a sua morte e Jesus me ressuscita! ... E lembro o poema de Edward Shillito:

Outros deuses eram fortes; mas Tu fraco tinhas de ser;
A caminho do trono cavalgaram, mas Tu tropeçaste ali;
Nossas feridas apenas Deus pode entender,
E nenhum deus tem ferimentos além de Ti

Quem tem peito para carregar este Deus? Um Deus que parece vencido, que sofre zombaria, que está sendo abandonado pelos seus? Quem traz nos braços um Cristo que decepciona? É difícil ser fiel a um Deus assim. Como escreveu a filósofa cristã francesa Simone Weil “era difícil ser fiel ao Cristo. Era uma fidelidade em vão. Bem mais fácil ser fiel a Napoleão até a morte (...). Morre-se pelo que é forte, não pelo que é fraco, ou ao menos, por aquilo que, momentaneamente fraco, conserva uma auréola de força”.

Mas somente um Deus que teve ferimentos pode se identificar com os nossos ferimentos; somente um Deus que foi rejeitado pode lidar com as nossas rejeições; somente um Deus que levou sobre si os nossos pecados pode promover o perdão. “Pelas suas feridas fomos curados” (Is 53.5).

O sepultamento do qual falamos não é para o esquecimento, e sim para a ressurreição!

Não estamos colocando Cristo num mausoléu para ser visitado por romeiros, muito menos em gesso, metal, madeira, enfim, num lugar de morte; mas sim num lugar existencial de onde Ele vai ressurgir por esses dias em meu coração e no seu, mas mesmo assim com os ferimentos do amor!

O Cristo crucificado é escandaloso, mas foi assim que venceu a tirania da morte, da opressão e da culpa! Pela sua morte somos livres para negarmos a nós mesmos, tomarmos nossa cruz e o seguirmos.

Naquele que por amor se humilhou até a morte de cruz.

QUEBRA CABEÇA

Já pararam para perceber que a vida é como um quebra cabeça. Que ela não vem de uma só vez arrumada em uma linda caixa? Que cada peça é organizada de maneira diferente? Que cada peça tem uma contribuição importantíssima na compreensão da realidade?

Nascemos totalmente dependentes, vamos crescendo e juntamente conosco, cresce também nossa flexibilidade ou impaciência para entendermos o intricado jogo da vida. Muitas vezes quebramos nossa cabeça para organizar as peças. Muitas não se encaixam como queremos que se encaixem; confundem-nos, aí então, num gesto de desespero, desmanchamos tudo o que já havia sido construído. Às vezes, nos desesperamos e refletindo nos tornamos mais flexíveis. Percebemos a necessidade de recomeço, de reconhecer nosso erro de calculo, que é preciso organizar-se e encontrar respostas e direção para a vida, e a necessidade de interpretar nossa realidade.

É verdade que ao recomeçar perde-se tempo, mas ganha-se experiência. Esta experiência serve como ponto de partida aguçar a percepção que temos de nós mesmos, da vida e de Deus. Seremos como Saulo de Tarso, impiedoso a principio, em seu desejo de destruir o cristianismo até tomar a estrada para Damasco e descobrir a existência de um Deus de amor.

Mas por outro lado, quando a impaciência entra nesse jogo, começamos a fraquejar. As peças se embaralham, não raciocinamos . percebemos. Percebemos a vida como uma luta insana num vale de lagrimas, agimos incoerentemente, abusamos de drogas, bebidas e fantasias. Apenas entramos em contato com a realidade, recomeçamos a organizar nosso "quebra cabeça" , quando isso for estritamente necessário e inevitável. Tornamo-nos rígidos e estáticos. Levamos nossas vidas fixas num mundo restrito. Não queremos recomeçar, mantemos nosso mundo assim: pequeno para podermos lidar com ele. Quebramos nossas cabeças, seguimos o exemplo de Martha, que era uma mulher implicante, sempre queixando-se e atormentando os outros. Ou de Tomé, que era o maior dos incrédulos.

Os exemplos estão aí, para serem seguidos, e como diz o pequeno verso:

"Dois homens olhavam por detrás das grandes de uma prisão: Um via lama, o outro, estrela."

Nesse intricado quebra cabeça da vida, tudo depende de um ponto de referencia. Só alcançamos aquilo que vemos.

O PECADO MORA AO LADO, O PERDÃO TAMBÉM


O pecado existe sim; espreitando, enleando, seduzindo.

O perdão existe sim; aliviando, desadoecendo, enlevecendo.

Pecado e perdão não são abstrações teológicas.

O pecado existe. Enquanto ato, cometemos, repetimos, reincidimos, chutamos o balde até sussurrar um semi-surdo e murmurante pedido. Pecado adoece e quando é fato aloja-se e cria raízes, cria caule, folhas, frutifica para o mal. Pecado pesa, prostra, tolda; faz a gente olhar pro chão. Pânico de dedos em riste. Pecado parece doença ruim (na minha terra classificamos as doenças moralmente, DST é doença ruim), parece que é pra sempre, que tem que aprender a conviver com ele, parece que é melhor pecar mais uma vez só pra ver se alivia um pouco... Mas não alivia, só parece.

Tentação depois que vira pecado perde o cheiro bom e o jeito bonito. Dói e fede.

O perdão existe. Perdão faz bem. Desfaz o mal, anula o mal, desencadeia o bem.

Só que entre o perdão e o pecado não tem convivência, não há acordo. Um tem que sair; perdão é resultado de arrependimento, desses de verdade. Tem sentimento confuso que se parece com perdão, mas não é, é remorso, que não traz nem faz bem; traz morte, assunte na Bíblia... Iscariotes. Agonia.

Arrependimento existe, é quando Deus acha uma brecha em nós, inexpugnáveis malfeitores de nós mesmos, e enfia sua luz; aí, pasmos nos vemos como somos, como estamos. Somos e estamos entulhados.

Perdão de Deus é imediato, perdão de nós requer tempo; quem, quando em pecado se atreve a se contemplar? Quando já não há a adrenalina do pecado? Quando o ofegante brilho do diabo já se foi? O brilho e a adrenalina que precedem o pecado se esvaecem pra deixar só uma desesperança covarde; o inebriante cheiro e o incomparável sabor sempre dão lugar a um desumano espetáculo de alma falida. Íntimo horror.

Quando o que era formigante possibilidade se torna fato já não é mais formoso ou doce; desagradável aos olhos, asqueroso ao toque; inconveniente hóspede.

Se não me arrependo, me perco, sinto só remorso e me arrisco à corda de Iscariotes por instantes. Morro um pouco em mim pra Deus; morre um pouco de Deus em mim. Dou-me por perdido.

Mas sou cristão, a palavra não me é estranha posso olhar pra cruz; posso abrir a alma e a boca e pedir socorro, e o socorro vem, o alívio vem, o perdão vem.

O pecado existe, o perdão existe. Conhecendo os dois, eu escolho não pecar.
Abençoada escolha! Paz e bem

terça-feira, 18 de agosto de 2009

ONDE ESTA A UNIDADE ?


"... a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste".

Já faz algum tempo que esta passagem tem me chamado atenção. Não somente por suas palavras belas, mas por que tenho começado a entender por que cada dia fica mais difícil as pessoas crerem em Cristo.

Levantam-se muitos porquês das pessoas não quererem saber de Jesus como: o coração endurecido, o egocentrismo, final dos tempos e etc. Concordo com todas essas idéias, mas creio que algo crucial tem sido colocado de lado em nossas discussões sobre o assunto.

Nunca houve tantas divisões dentro do corpo de Cristo como tem acontecido em nossos dias. Não falo aqui em divisões denominacionais ( católico, batistas, luteranos etc.) o que também é muito grave, pois se não amamos o proximo a quem vemos como podemos afirmar que amamos Deus à quem não vemos? Mas falo em divisões dentro de igrejas locais.

Por causa de uma idéia divergente ou briga sem sentindo as pessoas já tem arrumado o pretexto para dividir o corpo de Cristo. Parece realmente ser mais fácil fazer assim, mas será que é o caminho correto?

Divisões causam feridas que ficam que nunca são saradas, pois as pessoas começam a odiar-se, ou ter indiferença uma pelas outras, mesmo que continuem como a mesma denominação, mas em igreja diferentes. “Não há espaço para a unidade quando aparentemente a melhor idéia a seguir é a divisão”.

Jesus quando orou por nós para que fossemos um, não estava sentado num banco de igreja pensando na vida, olhando para o relógio, mas estava agoniado, pois sabia aquilo que iria acontecer a Ele logo. Mesmo assim, Jesus orou, clamou, intercedeu por nós para que pudéssemos ser UM assim, como Ele é com o Pai.

Será que hoje as pessoas têm ainda a chance de crer em Jesus mesmo com tudo isso que tem acontecido em nossas igrejas? As vezes pensamos que as divisões, facções, grupinhos, ou seja lá como for que você denomine isso, só afetam os crentes, mas não podemos ver isso a luz desta passagem. Um povo dividido afeta muito mais do que a ele mesmo.

Por isso, já passou do momento de pararmos de brigar e começarmos a nos unir novamente. Não podemos ser luz e testemunhar de uma maneira que o mundo creia em Cristo se continuarmos a viver em meio a tanta divisão no corpo de Cristo. Paz e bem

IMAGEM E SEMELHANÇA ( COM QUEM VOCÊ PARECE ? ) .


O que faz as pessoas lembrar de você? No fundo, não depende de nós, a interpretação de quem somos . As pessoas tiram as conclusões, segundo seus corações. Se elas são más, acharão dezenas de motivos para nos tornar detestáveis. Porem, se bem intencionadas, são; certamente se esforçarão para justificar um parecer adequado a nossa pessoa. O que você é, na verdade, é uma questão de ponto de vista.

Para nós cristãos, Paulo nos lembra Cristo. Pelas suas pregações, que, fazia com que, os que cressem em Jesus, tivessem vida plena. Mas, em Atos (24: 5) - Paulo foi identificado como sendo um homem que lembrava uma peste, por seus opositores: pois, as mesmas pregações que salvava, promovia conflitos entre os judeus do mundo inteiro.

Jesus, certa vez perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem às multidões que eu sou?» Eles responderam: «Alguns dizem que tu és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que tu és algum dos antigos profetas que ressuscitou.» Jesus perguntou: «E vocês, quem dizem que eu sou?» Pedro respondeu: «O Messias de Deus.» (Lc.9:18-20). E, quanto a você, já pensou, na imagem que eles fazem de ti?

Lucas (6), apresenta Estevão como modelo para os cristãos, que devem escolher o caminho da liberdade corajosa e da fidelidade ao Espírito. No entanto para os perversos cirenenses e alexandrinos, ele não passava de blasfemador, e, sofreu repressão violenta de morte.

João Batista o grande pegador do arrependimento. Elogiado por Jesus, não escapou da infame decapitação para atender ao pedido de Salomé. Ou mundo.

José, filho de Jacó. Sofreu inúmeras explanações erróneas sobre a sua pessoa. Uma das quais o levou a prisão quando trabalhava para Potifar o egípcio. Sua esposa diante da recusa do mesmo quando tentava seduzi-lo, levantou falso testemunho, e, Potifar, ordenou que fosse lançado no cárcere.

Quase sempre, essas injustiças nos leva ao sofrimento. O profeta Jeremias, com seus atos de fé, revelava a força da sua devoção ao Senhor; entretanto seus pronunciamentos encontravam grandes resistências no reino do Sul. Assim, ele nunca foi popular. Isso, o levou a um profundo complexo de inferioridade, depressão, dúvida e falta de esperança.

Seja você inocente ou não em suas atitudes. Sejam seus atos dignos de prisão por serem ilegais, e, como efeito da atitude, tenha discipulado homens a serem corruptos.
Seja por não “lavar as mãos” em criticar a ganância, transformando subornadores, em verdadeiros homens de carácter. Não importa; você está sobre avaliação constantemente. Estimativa esta, que, sempre defenderá o interesse do mundo dos negócios, e, não, a sua verdade. Por esse motivo, no presente século são martirizados mais cristãos do que em qualquer outra época da era cristã.

Contudo, tudo que somos, tudo que fazemos, tudo que falamos, num futuro bem próximo, vai lembra a nossa pessoa. A pessoa quem você se tornou. Nisso, todos nós gostaríamos de sermos benquistos, e, requisitado por todos.

EXISTE IGREJA PERFEITA ?


Todos já devem ter ouvido e/ou falado a seguinte frase: Não existe igreja perfeita.

Levando-se em conta que a igreja é composta por seres humanos e seres humanos são pessoas que têm virtudes e defeitos, então... Não há igreja perfeita.

Levando também em consideração que as pessoas que procuram se achegar às igrejas o fazem, em via de regra, porque estão passando por problemas e, visto que muitos desses problemas passam para o ambiente, então... Não há igreja perfeita.

Mas esta é uma ótica humana e pecadora de enxergar a igreja.

E na ótica humana e pecadora de ver a igreja... Não há igreja perfeita.

Mas, e na ótica de Deus? Será que para Deus há igreja perfeita?

Se a visão de Jesus Cristo é a visão de Deus e eu creio que seja, então temos uma maneira de responder essa pergunta.

O livro do Apocalipse é um conjunto de revelações feitas por Jesus a João e neste livro há palavras de Jesus Cristo dirigidas às igrejas... São, ao todo, sete cartas dirigidas a sete igrejas... Uma carta para cada igreja.

Nas cartas dirigidas a cinco dessas igrejas há reprimendas do Senhor. As igrejas são denominadas por suas localizações geográficas e as cinco igrejas que receberam reprovações foram: Éfeso, Pérgamo,Tiatira, Sardes,e Laodicéia.

Apenas duas não receberam reprovações quaisquer, as quais são: Esmirna e Filadélfia.
Seriam as igrejas localizadas em Esmirna e Filadélfia, igrejas perfeitas?

Se ser perfeita é não receber reprovação do Senhor, então sim.

Não acredito que estas igrejas não tinham qualquer problema, mas aos olhos do Senhor não eram motivos de reprimenda e/ou reprovação.

Então brota uma nova pergunta: O que torna uma igreja perfeita aos olhos de Deus?

Ambas as cartas nos dão sinais bem claros, pois são citados pelo próprio Senhor Jesus.

Na igreja localizada em Esmirna podemos perceber três fortes características: Era pobre, era fiel ao Senhor e era perseverante; e, na igreja localizada em Filadélfia percebemos, igualmente, três fortes características: Tinha pouca força, era bem firmada na Palavra e era fiel a Jesus.

E ambas as igrejas lutavam contra um mesmo inimigo: Satanás.

Ou seja, conheciam muito bem o ambiente espiritual no qual existiam e que resistência enfrentavam - "As portas do inferno não resistirão à minha igreja" - Mateus 16.18 -, disse Jesus Cristo.

E Paulo revela que "não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais" - Efésios 6.12.

Vamos ver se há alguma relação entre as duas em questão de virtude?

Esmirna era considerada pobre e Filadélfia tinha pouca força;

Esmirna era fiel ao Senhor e Filadélfia jamais negou o nome de Jesus;

Esmirna era perseverante e Filadélfia mantinha-se firme na Palavra de Deus.

Acho que podemos traduzir tais virtudes como: Dependência total de Deus; Obediência total a Deus; e, Fidelidade total e unicamente a Deus.

Mas não é só isso que as tornam igrejas perfeitas... Só?

Ah, se minha igreja tivesse estas virtudes! Talvez alguém suspire.

Mas digo só, não porque despreze tais virtudes, mas porque acredito que existam outras qualidades nestas igrejas que podem ser ressaltadas, como por exemplo:

O Senhor reprova o esfriamento do amor da igreja em Éfeso. Então suponho que as igrejas de Esmirna e Filadélfia amavam ardentemente o Senhor;

À igreja em Pérgamo o Senhor reprova a aceitação de conceitos que eram contrários à Palavra de Deus;

Quanto as igrejas em Esmirna e Filadélfia a Palavra de Deus não só era inegociável, como era a base concreta de sua fé e conduta;

O Senhor reprova a tolerância para com o pecado na igreja em Tiatira.

Não julgo que nas igrejas em Esmirna e Filadélfia as pessoas não pecavam, mas certamente o pecado era tratado como pecado e não era tolerado. Quem pecou deveria se arrepender e consertar-se com o Senhor.

Quanto a igreja em Sardes o Senhor reprova as obras; Ou seja, a prática não está batendo muito com a pregação. Não estava vivendo o que pregava, então estava pregando como quem está viva, mas vivendo como quem está morta.

Parece que as igrejas em Esmirna e Filadélfia buscavam viver o que pregavam.

E, finalmente, a igreja em Laodicéia também foi reprovada pelo Senhor. Jesus reprova a falta de identidade e identificação da igreja com Ele, por isso Ele orienta que: “De mim”:
Compres ouro provado pelo fogo – Lembra do que Paulo fala sobre as nossas obras? – Serão provadas pelo fogo. Por isso todas as nossas obras (ações) devem ser feitas no Senhor e para o Senhor; Adquira vestes brancas – Refere-se a sermos lavados pelo sangue de Jesus; e, unjas os olhos com colírio – Perda de visão (do Reino de Deus e de si mesmo enquanto igreja). E, pior... Esta igreja nem percebeu que estava pondo Jesus Cristo fora dela, pois, o Senhor revela onde Ele está posto diante da igreja em Laodicéia: "Eis que estou à porta e bato" - Apocalipe 3.20.

Vale a pena a gente relembrar o processo de decadência revelado nas cinco igrejas que receberam reprovação do Senhor Jesus:

1) O amor esfria; 2) Deus passa a ser um conceito; 3) Se tolera o pecado - o pecado passa a não ser tratado como pecado; não há necessidade de arrependimento e conversão; 4) Prega sobre Deus, mas nega o poder de Deus - "tens nome de que vives e estás morto"; 5) Perde a visão do Reino de Deus e a identidade com Jesus, o Senhor do Reino de Deus - a igreja se torna humanista.

É importante também notarmos que em cada carta o Senhor chama a igreja ao arrependimento e para que dê ouvidos ao que o Espírito Santo diz.

Temos que entender que a queda espiritual não se dá da noite para o dia, mas é um processo que acontece e que precisa ser alertado para que haja restauração do Senhor na igreja (ou em nossas vidas).

Tenhamos em mente o que está dito em Provérbios 29.1: "O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura".

Pelo que podemos perceber estes não eram os problemas das igrejas em Esmirna e Filadélfia, as quais permaneciam no primeiro amor, mantinham-se firmes na Palavra de Deus, não toleravam o pecado, mas buscavam arrependimento e concerto diante do Senhor, pregavam sobre Deus e viviam para a glória de Deus, viviam na dependência total do Senhor, eram obedientes e fiéis ao Senhor e à Sua Palavra, não perderam a visão do Reino de Deus, nem a identidade com o Senhor do Reino de Deus - Jesus Cristo - e, Jesus Cristo estava posto onde é o lugar Dele: Como Senhor e Cabeça da Igreja.

Então, pensando bem...

Não segundo a ótica humana e pecadora, mas segundo a ótica de Deus...

Há, sim, igreja perfeita!

E as igrejas em Esmirna e Filadélfia são exemplos dados pelo Senhor desta verdade!

A ORAÇÃO COMO CONVÊM


"Você só consegue dar graças a Deus sempre e por tudo se de fato você crê que o Senhor tem intenções muito boas a seu respeito" .

"Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8. 28).

Os discípulos solicitaram a Jesus que lhes ensinasse a orar, ao que Ele lhes ensinou o que chamamos de Oração Dominical, ou de Oração do Pai Nosso.

Anteriormente (*) já dissemos que a palavra "dominical" é originária de "dominus", que quer dizer "Senhor".

Assim, na verdade, é "Oração do Senhor" (e não “Oração do Domingo”, como muitos pensam).

Em uma das frases dessa oração, Jesus ensinou: "faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu" (Mateus 6. 10),

Melhor dizendo: "Faça-se a tua vontade aqui na terra, como ela já é feita no céu".

Não há a menor dúvida de que no céu a vontade de Deus já é feita, sempre foi feita, exceto quando Satanás, que era um anjo de luz, se rebelou contra Deus, e foi expulso da presença do Senhor.

Então Jesus nos ensina a orar dizendo [pedindo] que a vontade de Deus seja feita aqui na terra como ela já é feita no céu.

Em outra passagem da Palavra de Deus há a afirmação de que "não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito [Santo] interce por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis" (Romanos 8. 26).

Temos, pois, três garantias de que a nossa oração é atendida:

- primeiro, porque pedimos que seja feita a vontade de Deus;

- segundo, porque o Espírito Santo intercede por nós, tendo em vista que não sabemos orar como convém;

- terceiro, porque devemos considerar, ainda, que Cristo também intercede por nós, o que é uma tripla garantia:

"Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós" (Romanos 8. 34).

Sabendo isso, e, desde que sejamos "justos", sob a ótica de Deus, temos a garantia de que nossas orações serão ouvidas, tendo em vista, também, que a Palavra de Deus nos assegura que "muito pode por sua eficácia a oração do justo" (Tiago 5. 16).

Em outra oportunidade (*) destacamos o sentido da palavra "todo", dizendo que todo é todo mesmo, e não pode ser apenas uma parte de alguma coisa, de um desejo, de algum fato.

E Deus no ensina, através de Paulo, que "TODAS as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8. 28, versículo já acima transcrito).

O povo diz algo semelhante: "há males que veem para o bem", o que acaba sendo verdade para os que amam a Deus, conforme ensinamento bíblico, de que “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus”.

Deus tem um propósito em tudo que ocorre em nossas vidas, e, quando entendemos que estamos sendo vítimas de algum mal, na verdade Deus está permitindo, como ocorreu com Jó, para que alcancemos um bem maior no futuro.

Daí o ensinamento que nos vem da Palavra de Deus "em TUDO dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (I Tessalonicenses 5. 18).

Reafirmamos que "tudo" é tudo mesmo, pois Deus não diz coisa diferente daquilo que Ele pretendeu dizer, daquilo que Ele nos promete em Sua Palavra, a Bíblia.

Assim, quando Ele diz tudo, é porque, na verdade, Ele realmente quer dizer tudo, ou seja, Ele quer que oremos em agradecimento por tudo: pelo bem ou pelo mal que recebemos:

"Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz em nós eterno peso de glória" (II Coríntios 4. 17).

Sempre que podemos, reafirmamos isso, que “a nossa (atual) leve e momentânea tribulação, produz em nós (futuro) eterno peso de glória”.

Ou seja, as tristezas, as tentações, os enganos, as decepções, as dificuldades, as derrotas, as tribulações, os sofrimentos, pelos quais passamos em nossas vidas, pouco representam em relação ao futuro e eterno peso de glória, que será muito maior, quando nos apresentarmos diante do Senhor.



Assim, devemos orar como convém, ou seja orar de acordo com a vontade de Deus, orar a Palavra de Deus, e não orar como nos apetece: para satisfazer os nossos prazeres pessoais, para alimentar o nosso deleite individual: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tiago 4. 3). Paz e bem