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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

OUTRO MOTIVO PARA CUIDAR DA NATUREZA


Deveriam os cristãos e as igrejas hoje em dia se preocupar e se envolver com questões ecológicas ou temos coisas mais importantes para tratar? Um dos chamados para nos preocuparmos e nos envolvermos partiu do americano Edward O. Wilson, talvez o mais famoso biólogo e ambientalista da atualidade. Em seu livro “A Criação: Como Salvar a Vida na Terra” (Companhia das Letras), ele conclama os cristãos a se unir aos ambientalistas a fim de lutar pela preservação da natureza. Na opinião de Wilson, os cientistas querem fazer isso porque admiram a natureza, que é o objeto de seus estudos, enquanto os cristãos deveriam fazê-lo por acreditarem que a natureza foi criada por Deus.

O motivo por trás da maioria dos defensores da natureza é antropocêntrico; falam em preservar porque a humanidade está sendo afetada ou em preservar para as gerações futuras, o que dá no mesmo.

Entretanto, nós cristãos deveríamos abraçar essa causa por outro motivo. As Escrituras nos ensinam que a natureza foi o primeiro meio utilizado por Deus para revelar-se aos homens: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm 1. 20).

Ao longo da história, muitos foram capazes de perceber algo mais por trás da natureza e expressar isso em forma de prosas e versos. Em 1854, o filósofo e naturalista americano Henry David Thoreau escreveu em um dos mais belos livros que já li, “Walden ou a Vida nos Bosques”: “O vento matutino sopra incessante, e contínuo é o poema da criação, mas poucos são os ouvidos para ouvi-los”.

O mesmo sentimento deve ter tomado conta do gaúcho Mário Quintana quando escreveu: “Se as coisas são inatingíveis... ora! Não há motivos para não querê-las... Que triste os caminhos se não fora a mágica presença das estrelas”.

O apóstolo Paulo vai mais além e fala daqueles que reconhecem o Criador por trás da criação, mas não querem lhe obedecer, e que tal atitude não é inteligente: “Porquanto, tendo conhecimento de Deus [por meio da revelação da natureza], não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1. 21- 22).

Pelo que conhecemos da história, o rei Davi era alguém que reconhecia o Criador por trás da natureza e também procurava lhe obedecer (sendo, portanto, inteligente). Ele, que quando jovem fora pastor de ovelhas e certamente passara muitas noites ao relento admirando o céu, compôs os seguintes versos: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. [...] Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, [pergunto] que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?” (Sl 8. 1, 3-4).

Em outra ocasião, ele recorre ao tema de forma ainda mais poética: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras; e deles não se ouve nenhum som. No entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor” (Sl 19. 1-6).

Assim, se você admira a natureza e, além disso, reconhece e procura obedecer ao Criador, lembre-se que cuidar dela também é um modo de obedecer e de contribuir com seu intento de revelar-se aos homens -- o que continua acontecendo até hoje.

A HISTÓRIA DA ORAÇÃO


Quando o ser humano começou a orar? Quem fez a primeira oração?

A última frase de Gênesis 4 registra que, logo após o nascimento de Enos, começou-se “a invocar o nome do Senhor” (Gn 4.26). Embora o verbo “invocar” pareça sinônimo de cultuar ou adorar, em outros textos ele é sinônimo de clamar ou orar. Numa de suas orações, Davi escreve: “Na minha angústia, “invoquei” o Senhor, “clamei” a meu Deus; ele, do seu templo, ouviu a minha voz” (2Sm 22.7). No Salmo 50, Deus diz: “Invoca-me no dia da angústia: eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl 50.15). As mesmas palavras são proferidas pela boca do profeta Jeremias: “Invoca-me, e te responderei” (Jr 33.3).

A expressão “invocar o nome do Senhor” aparece seis vezes no primeiro livro da Bíblia. Abraão (12.8; 13.4; 21.33), sua escrava Agar (16.13) e seu filho Isaque (26.25) invocam o nome do Senhor. A esta altura da história humana tal ato já seria um exercício religioso habitual.

As outras orações de Gênesis não são meras invocações da presença de Deus, mas súplicas bem elaboradas e mais explícitas. A primeira é um modelo de oração intercessória. As outras são pedidos em favor da interferência da misericórdia e do poder de Deus para resolver situações difíceis (a oração do servo de Abraão), situações ligadas a problemas de saúde (a oração de Isaque) e situações de perigo (as orações de Jacó).

Abraão demora-se na presença de Deus e insiste o quanto pode em favor da não-destruição de Sodoma e Gomorra, em benefício de alguns poucos justos porventura ali residentes. E ele consegue o favor de Deus vez após vez: Deus não destruiria as cidades da campina caso houvesse ali cinquenta, 45, quarenta, trinta, vinte ou dez justos. Como não havia nem sequer dez, as cidades foram destruídas (Gn 18.22-33). O mesmo Abraão orou em favor da saúde de Abimeleque, sua mulher e servas (Gn 20.17).

O filho de Abraão e Agar, ao ser mandado embora junto com a mãe, não tendo mais água para beber, clamou e “Deus ouviu a voz do menino” (Gn 21.17).

O servo de Abraão não sabia como cumprir a delicada missão de conseguir uma esposa para o filho solteirão de seu senhor. Então apelou à oração e foi plenamente atendido. A primeira moça com a qual se encontrou na Mesopotâmia tornou-se esposa de Isaque. O servo fez questão de contar essa experiência de oração à família da jovem (Gn 24.10-50).

Como Rebeca não engravidava, “Isaque orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril”. Depois de completar bodas de porcelana, aos 60 anos, nasceram os gêmeos Esaú e Jacó (Gn 25.19-26).

Depois de casar-se com quatro mulheres, de se tornar pai de doze rapazes e de Diná, e de ficar muito rico, Jacó resolveu voltar para sua terra. Porém, logo soube que o irmão ainda alimentava vingança contra ele e vinha ao seu encalço com quatrocentos homens armados. Ao perceber que ele e sua família estavam em perigo, Jacó orou ao Senhor: “Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque eu o temo, para que não venha ele matar-me e as mães com os filhos”. Foi uma oração perseverante e audaciosa, pois do lado de cá do Jaboque ele disse ao Senhor: “Não te deixarei ir se não me abençoares”. A emoção desarmou Esaú, os dois inimigos choraram um no ombro do outro e a guerra acabou (Gn 32.3-32).

O que mais se aprende com esta história de oração é a humildade com que elas foram feitas. Na intercessão por Sodoma, Abraão declarou: “Eis que me atrevo a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza” (Gn 18.27). Jacó também confessou o que de fato era ao começar sua oração com as seguintes palavras: “Sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo” (Gn 32.10).

Bom seria se todas as nossas orações começassem com essa confissão de Jacó e a do publicano: “Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lc 18.13).

REVOLUÇÃO DE AMOR


Jesus Cristo foi um revolucionário – o maior e mais completo revolucionário que este mundo já conheceu. Não um revolucionário político, mas um revolucionário espiritual. E eu acredito que o Cristianismo é uma ‘revolução de amor’, uma revolução que o Espírito Santo deseja trazer em nossos corações e vidas à medida em que ele muda radicalmente o nosso modo de pensar e agir. Estou convencido de que não há nada mais importante do que isso no mundo inteiro.

Ao olharmos o estado da igreja ao redor do mundo e o estado dos cristãos hoje, é fácil ficar desanimado. Procuramos discipulado; procuramos aqueles que estão trabalhando juntos em unidade, em oração, em poder… e encontramos disputas e divisões, complacência e mediocridade.

Muitas pessoas estão perguntando: ‘Por que a igreja está em tal estado? Por que o Cristianismo hoje causa tão pouco impacto?’
Algumas pessoas pensam que de algum modo temos tido falta de algum ensino essencial ou experiência, e se tão somente pudêssemos redescobrir este segredo através de novas reuniões ou livros, libertação e restauração seriam novamente trazidas para a igreja.
Agora, me parece que não seria muito justo da parte de Deus guardar em segredo o ingrediente mais básico para a efetividade cristã. E, de fato, eu não acredito que este ingrediente seja nenhum segredo. Vejamos Gálatas 5.22-26:

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.

O fruto do Espírito é amor. Mas o que a Bíblia quer dizer por amor? Em 1 João encontramos uma definição clara e simples: Deus é amor.
Em outras palavras, amor verdadeiro vem de Deus… não existe fora dele. Sabemos que Deus é Um. Sendo assim, não podemos pensar em Deus Pai sem pensar em amor; não podemos pensar no Senhor Jesus Cristo sem pensar em amor; não podemos pensar no Espírito Santo sem pensar em amor. Não há separação. Deus não envia amor. Ele não produz amor. Deus é amor.

Agora isso parece ser uma declaração bem simples, mas estou convencido de que somente uma percentagem extremamente pequena de cristãos tem realmente abraçado essa verdade.

Este é, eu creio, o ingrediente básico que está em grande falta no Cristianismo hoje, e a falta deste ingrediente é a fonte da maioria dos nossos problemas. É o câncer que está devorando a igreja, mas não é nenhum segredo. Na verdade, não tem nada de segredo nisso visto que está escrito em quase todas as páginas do Novo Testamento. E, no entanto, pelo fato de nossos corações serem tão frios e duros, e porque somos tão egoístas, não podemos ver (ou não acreditamos mesmo) que a mensagem básica do Novo Testamento é o amor!
Estou absolutamente convencido de que a maioria de nós perde essa mensagem tão óbvia e mais frequentemente repetida, mesmo quando estamos lançando grande ênfase sobre o que é uma interpretação ‘ortodoxa’ da Bíblia; sobre o que é “ensinamento bíblico.’
Bem, eu gostaria de perguntar: ‘O que é ensinamento bíblico?’ Temos grandes discussões sobre a Segunda Vinda, o significado da crucificação, sobre a Igreja, o Espírito Santo, e por ai vai. Mas e sobre amor e humildade e quebrantamento? Estes geralmente vão `a uma categoria separada, mas eu que dizer-lhe que se o seu ensinamento não inclui amor, humidade e quebrantamento, então seu ensinamento não é bíblico.

Há milhares, até mesmo milhões de pessoas que reivindicam ser ‘cristãos ortodoxos’ porque se agarram a certas doutrinas de acordo com a Bíblia. Eles estão conscientes de que não praticam muita humildade, mas não pensam que isso os torne menos ortodoxos. Eles estão conscientes de que não amam verdadeiramente outros cristãos (especialmente aqueles que são diferente deles), mas isso não os leva a pensar que seu ensinamento não seja bíblico.

Eles podem admitir que não sabem nada sobre servir os outros e considerar os outros melhores do que si mesmos e, no entanto, eles se consideram cristãos na Bíblia e cristãos ortodoxos.

Eles não poderiam estar mais errados! Isso não é Cristianismo, mas um falso Cristianismo – pensar que podemos ser ortodoxos sem ter humildade, pensar que podemos nos chamar de cristãos crentes na Bíblia ainda que nossas vidas não demonstrem amor ou outros frutos do Espírito. De fato, creio que este é o maior erro que já atingiu a igreja de Jesus Cristo!

Ensino não pode ser divorciado da vida prática. Não podemos ver Jesus Cristo como algum tipo de personalidade dividida, parcialmente doutrinária e parcialmente moral, tentando trazer duas esferas separadas de verdade em nossas mentes. Ele não está em uma ocasião tentando satisfazer nossa curiosidade intelectual nos ensinando coisas sobre Deus, e num exercício separado preenchendo nossa necessidade moral tentando nos tornar mais como o caráter de Deus. Você não pode ter um correto entendimento de Deus sem desejar viver de um modo que agrade a Deus.

‘Oh,’ alguém diz, ‘tem um bom crente evangélico… ele tem um entendimento muito bom da Bíblia. Ele não tem muito amor pelos outros e não é muito humilde, mas ele certamente entende a Bíblia.’ Eu digo a você, ele não entende a Bíblia se ele não ama outros cristãos. O que lemos em 1 João 4.8? ‘Quem não ama não conhece a Deus.’

Não existe nenhum ensino mais bíblico do que o amor, e sem o amor não há ensino bíblico. O amor é o alicerce de todos os outros ensinamentos bíblicos, e você não pode construir um edifício de verdades bíblicas sem esse alicerce.Paz e bem

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

À BEIRA DO CAMINHO


Cantarolando uma música de Roberto Carlos (dos meus tempos), composição dele e Erasmo Carlos intitulada "Sentado à Beira do Caminho". A letra exprime a desalento de um humem fadigado e solitário, tal qual o episódio bíblico que narra (em tres dos quatros Evangelhos), a história de um cego que estava sentado à beira do caminho, mas com fé. Este possivelmente em piores condições físicas que o personagem da música, visto que, era cego e pedia esmola.

A Bíblia conta (Lc. 18: 35-43), que em Gericó havia um homem cego pedindo esmola e que ouvindo a multidão passar, ele perguntou o que estava acontecendo. Disseram-lhe que Jesus Nazareno passava por ali. Então o cego gritou: "Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!". As pessoas que iam à frente mandavam que ele ficasse quieto. Mas ele gritava mais ainda:"Filho de Davi, tem piedade de mim!"

Pela letra da música agora posso imaginar com detalhe o sofrimento e a fé daquele solitario e conhecido cego de Gericó que o fezera gritar com tanta insistência.

O pobre cego sozinho sobre chuva e sol, durante o dia ou a noite, em frio intenso e as vezes no calor escaldante, podia está falando consigo mesmo; mais ou menos como a letra da música de Roberto:

Eu não posso mais ficar aqui a esperar que um dia de repente Você (Jesus) volte para mim... Estou sentado à beira de um caminho que não tem mais fim... Meu olhar (de fé), se perde na poeira dessa estrada triste onde a tristeza e a saudade de Você ainda existe... Esse sol que queima no meu rosto um resto de esperança de ao menos ver de perto o seu olhar que eu trago na lembrança... (fé, saudosa fé). Preciso acabar logo com isso. Preciso lembrar que eu existo, que eu existo, que eu existo... Vem a chuva, molha o meu rosto e então eu choro tanto. Minhas lágrimas e os pingos dessa chuva se confundem com o meu pranto... (súplica de fé). Olho prá mim mesmo e procuro e não encontro nada. Sou um pobre resto de esperança (ainda havia fé), à beira de uma estrada... Preciso acabar logo com isso. Preciso lembrar que eu existo.

E foi então, em meio a esses pensamentos sofridos, mas de fé que ele ouvi a multidão passar, e perguntou o que estava acontecendo. E, portanto gritou, gritou, gritou... daquele jeito com fé!

E para sua felicidade, Jesus parou, e mandou que o levassem até ele. Quando chegou perto, Jesus perguntou: “O que quer que eu faça por você?” O cego respondeu: “Senhor, eu quero ver de novo.” Jesus disse: “Veja. A sua fé curou você.” No mesmo instante, o cego começou a ver e seguia Jesus, glorificando a Deus.

O final da música do Roberto, fecha o contexto da história bíblica quando diz: Só você, não vê que eu não posso mais ficar aqui sozinho esperando a vida inteira por você, sentado à beira do caminho... por isso ele gritou.

Deus (Jesus), sempre visita o seu povo. Não perca a sua fé. Faça seu apelo. Jesus vira abrir os seus olhos e restaurar a sua visão.

A SÍNDROME DO PECADO OCULTO


2 Samuel 11.26-27 e 12.1-15

O que é o pecado?

Começaremos nossa definição de pecado através da melhor ferramenta que temos: as Escrituras. A teologia do pecado no Antigo Testamento não enfatiza uma pecaminosidade global; mas sim, o pecado cometido por cada indivíduo , conforme o texto que lemos. Isto é óbvio, pois assim como a salvação é individual, o pecado também o é. No Antigo Testamento há 85 ocorrências da palavra: (awen), se referindo ao pecado. Em Isaias 10.1 e no Salmo 7.14, awen é o sofrimento causado pelo pecado; no Salmo 140.10, awen são palavras enganosas; em Jó 36.21, awen é a aflição causada pelo pecado; em Isaías 66.3, Awen é um rótulo para a idolatria. Na maioria das vezes que a palavra awen aparece na Bíblia, quase sempre se refere ao "mal", "iniquidade" ou "maldade". A palavra awen também é usada no Salmo 51.2, quando Davi confessa seu pecado ao Senhor.

Os teólogos e estudiosos da Bíblica dão pouca ou nenhuma atenção a esta palavra nas Escrituras, para definir o que seja pecado. Todavia, o estudo desta palavra deveria mais enfatizado. No Novo Testamento, a palavra mais usada para definir pecado é hamartia, que ocorre 173 vezes, e cujo sentido principal é “um pecado humano dirigido contra Deus-Uma ofensa a Deus”- Um ato individual, assim como no AT.

O pecado, portanto, pode ser definido como uma palavra, um pensamento, um ato, um desejo ou uma omissão, contrários ao plano de felicidade que Deus tem para o homem.

O texto de 2 Samuel 11.26-27 e 12.1-15 é um dos textos mais impressionantes da Bíblia: O pecado de Davi revelado pelo Profeta Natã. O local é o palácio do rei Davi, e o profeta que o aborda, é um vidente profissional, acostumado às regalias de uma vida confortável na corte. Aparentemente, o profeta Natã não teria motivos para se arriscar, para se comprometer – afinal de contas, quem desagradava ao rei, corria o risco de perder a vida. Mas ele parecia não temer tal circunstância. O texto diz que Natã é enviado pelo Senhor a Davi, para entregar-lhe uma mensagem, uma parábola. A parábola diz respeito a dois homens. O primeiro era rico e possuía muitas ovelhas e gado, o segundo possuía apenas uma cordeirinha domesticada. O homem rico recebeu um peregrino em sua casa, mas não quis alimentá-lo com a sua riqueza, e preferiu lançar mão da cordeirinha do homem pobre.

Antes que a história fosse concluída por Natã, Davi se precipita e o interrompe, sentenciando o homem rico a morte, e obrigando-o a restituir pela cordeirinha tomada, quatro vezes mais. Natã, com autoridade de um profeta profissional, mas acima de tudo, de um profeta de Deus, declara ao rei: “Tu és o homem”. Davi era rei de Israel, livre das mãos de Saul, de quem recebeu como herança riquezas, mulheres, e tudo o que ele quisesse, mas todo este poder não foi suficiente: Davi precisava de mais. Davi precisava do que não era seu, e com isto quebrou o sucessivamente o décimo, o sexto e o sétimo mandamentos; e pior, não confessou seus crimes e nem se arrependeu deles.

O Pecado oculto de Davi foi sua ruína; e é por causa deste pecado que meditaremos sobre o tema: A Síndrome do Pecado Oculto.

1. O Pecado Oculto Cega
Nos versículos 5 e 6 do texto lido, Davi sentencia o homem rico da parábola a morte e a pagar 4 vezes mais pela cordeirinha apanhada.

De que forma o pecado cega? O pecado cega através do moralismo. O moralismo é Manifestação por meio de palavras ou atos que demonstra exagerada preocupação com questões de moral e tendência para a intolerância e preconceito em relação aos outros. Davi foi moralista ao sentenciar o homem rico da parábola de Natã.

O pecado cega através do falso senso de imunidade: Davi subestimou o seu pecado, talvez, pela sua autoridade como ungido de Deus, como rei de Israel. Quando pecamos contra Deus e não confessamos os nossos pecados, nos tornamos cegos pelo moralismo e pelo falso senso de imunidade. Este é um dos grandes sintomas do pecado oculto.

2. O Pecado Oculto Provoca a Ira de Deus
Nos versículos 9-12, percebemos que a ira de Deus se ascendeu contra Davi: O Senhor chamou Davi de ganancioso, por querer mais do que tudo aquilo que ele já tinha; o Senhor prometeu que enviaria a violência sobre a casa de Davi para sempre; o adultério da própria casa de Davi o envergonharia; e os pecados da casa de Davi seriam expostos a todo o povo de Israel. Sim meus irmãos! Deus se ira!

O mesmo Deus que é amor também é fogo consumidor para com aqueles que o desobedecem e ocultam seus pecados.

3. O Pecado Oculto é Vencido pela Confissão, mas deixa Sérias Consequências: vv. 13-15.
Após a confissão de Davi, o profeta anuncia-lhe o perdão de Deus: “Não morrerás”. Ali, o pecado é vencido; mas o preço pelo seu erro foi alto: O texto de 2 Samuel 12.15-19; diz que Davi perdera seu primeiro filho, fruto de seu pecado com Batseba, mesmo diante de suas orações e jejuns.Se o pecado oculto não deixasse consequências, poderíamos pecar deliberadamente, sem o temor de pagarmos o preço pelos nossos erros. Isto conduziria a humanidade ao caos.

É preciso haver o temor (fobos), para que haja obediência.

Por que será que em apenas um mês do estabelecimento da Lei Seca, os acidentes de trânsito foram reduzidos notavelmente? O que faz com que um aluno se prepare com tanto afinco para um teste final na escola, ou na faculdade?

Com certeza é o temor das consequências.

Quem teme fica paralisado...E isto não é de todo mal!

Diante do pecado, ou corremos como José da mulher de Potifar; ou ficamos paralisados pelo temor de pecar contra um Deus que é zeloso. Deus tenha piedade de nós!

ADUBANDO O JOIO


Às vezes nos vemos lutando contra circunstâncias sem avaliarmos quais as vantagens em fazê-lo. Por que há tantas questões urgentes que preferimos convenientemente não abordar, enquanto insistimos em levantar bandeiras contra outras?

Algumas realidades que estão próximas, como por exemplo a proibição de manifestações de idéias que sejam contrárias ao homossexualismo, soam no mínimo interessantes em meu ponto de vista. Nossa conduta enquanto cristãos está tão manchada, que a sociedade simplesmente prefere ignorar nossas opiniões. E está difícil não dar razão à sociedade sobre os que se dizem cristãos.

Desobediência civil era uma prática comum nos anos 60, onde principalmente os hippies, demonstravam suas insatisfações com os valores estabelecidos. Ficava explícito quem era verdadeiro (true) e quem não era. Mas depois do mundo dar tantas voltas, em pleno século XXI, preferimos aceitar totalmente o "programa" instalado na mentalidade coletiva. Parece razoável acreditar que só há dois tipos de pessoas: os justos e os criminosos.

Naturalmente concluo que algumas destas pressões sociais para criação de leis que vão contra a genuína fé cristã serão muito produtivas, embora pouco agradáveis. Funcionarão como adubo para joio. Não importa se o joio irá crescer mais que o trigo. Importante mesmo é que no final seja possível separar perfeitamente quem é o que. Inevitavelmente será facílimo descobrir onde estarão os verdadeiros cristãos. Aqueles que quiserem ouvir a palavra de Deus, deixarão de ir às igrejas e se dirigirão às penitenciárias.

Quem sabe através da reavaliação individual e coletiva de nossas motivações, seremos capazes de influenciar o mundo através de nossas práticas. Curiosamente preferimos trabalhar ao contrário na maioria das vezes. Se a conduta de alguém está alinhada com os preceitos moralmente aceitáveis, então tal pessoa é dita “sem problemas”. As demais questões, referentes aos pensamentos, à fé e demais convicções pessoais, preferimos que sejam sufocadas. O que importa mesmo no final é a conduta. E assim criamos uma geração de seguidores da “nova lei”. Esta nova lei, embora baseada superficialmente nos mesmos textos bíblicos que fundamentam a graça, está mais para DESGRAÇA.

Analisando a vida dos grandes homens da bíblia, curiosamente não há um sequer (com excessão de Cristo), que seria considerado apto para o ministério pastoral segundo os critérios explicitamente desejáveis nos dias de hoje. Os grandes heróis bíblicos possuem manchas enormes em seus currículos. E Deus, em seu incrível senso de humor, enfatiza cada um dos defeitos de conduta no texto. Porém, todos os justificados, possuem uma mente, uma fé e todas as demais convicções pessoais apontando para a eternidade.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

LUTHER KING " FORÇA PARA AMAR "


Esta passagem de Martin Luther King pode ajudar: "Não devemos confundir o significado do amor com desabafo sentimental; o amor é algo de mais profundo do que verbosidade emocional. Talvez o idioma grego nos possa esclarecer sobre este ponto. Há no Novo Testamento grego três palavras que definem o amor. A palavra eros traduz uma espécie de amor estético ou romântico. Nos diálogos de Platão, eros significa um anseio de alma dirigido à esfera divina. A segunda palavra é philia, amor recíproco e afeição íntima, ou amizade entre amigos. Amamos aqueles de quem gostamos e amamos porque somos amados. A terceira palavra é agape, boa vontade compreensiva e criadora, redentora para todos os homens. Amor transbordante, que nada espera em troca, agape é o amor de Deus agindo no coração do homem. A esse nível, não amamos os homens porque gostamos deles, nem porque os seus caminhos nos atraem, nem mesmo porque possuem qualquer centelha divina; amamo-los porque Deus os ama. Nesta medida, amamos a pessoa que pratica a má ação, embora detestemos a ação que ela praticou.

Podemos compreender agora o que Jesus pretendia quando disse: ‘Amai os vossos inimigos’. Devíamos sentir-nos felizes por ele não ter dito ‘Gostai dos vossos inimigos’. É quase impossível gostar de certas pessoas; ‘gostar’ é uma palavra sentimental e afetuosa. Como podemos sentir afeição por alguém cujo intento confessado é esmagar-nos ou colocar inúmeros e perigosos obstáculos em nosso caminho? Como podemos gostar de quem ameaça nossos filhos ou assalta as nossas casas? É completamente impossível. Jesus reconhecia, porém, que o amar era mais do que o gostar. Quando Jesus nos convida a amar os nossos inimigos, não é ao eros nem à philia que se refere, mas ao agape, compreensiva e fecunda boa vontade redentora para com todos os homens. Só quando seguimos esse caminho e correspondemos a este tipo de amor, ficamos aptos a ser filhos de nosso Pai que está nos céus."
Martin Luther King , “Amar os Inimigos” em “Força para Amar”, Livraria Morais Editora, Lisboa, 1966.

FIDELIDADE, OBEDIÊNCIA, OU......?


Não sabem que dependência não é obediência conveniente, pois em Jesus obediência não é um meio, e sim um jeito de confessar amor a Deus.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas na realidade aquilo que chamam de dependência não passa de uma relação utilitarista ou de consumo, pois o Deus de quem confessam depender nada mais é para eles do que um SERVIDOR FIEL OU UM PROVEDOR EFICIENTE a quem dirigem as suas preces, certos de que serão atendidos.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas o que chamam de dependência nada mais é, do que seguir a risca os sete segredos para o milagre, o caminho para a vitória ou a oração que move a mão de Deus. Sendo assim, o Deus de quem eles dizem depender se chama CONVENIÊNCIA. Não sabem que dependência não é obediência conveniente, pois em Jesus obediência não é um meio, e sim um jeito de confessar amor a Deus.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas o que eles chamam de dependência não passa de uma crença em um DEUS PREVISIVÉL, que faz tudo ao jeito deles e por crerem e viverem assim, eu os chamo de seguidores de Naamã, que por comandar soldados e estabelecer diretrizes de guerra, pensava que poderia comandar a Deus, sem saber ele que no reino de Deus não há espaço para filosofia de comandante.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas aquilo que eles chamam de dependência não passa de frequência assídua na MISSA DE DOMINGO do milagre urgente. Sendo assim, a dependência deles acontece no DOMINGO do milagre urgente, pois o DEUS deles se chama JÁ.

Muitos deles confessam dependência de Deus, mas aquilo que eles chamam de dependência, eles manifestam quando oram pelo favor de Deus. Neste caso, eles definem oração como O CLAMOR DOS NECESSITADOS, e a Deus eles chamam de O DEUS QUE RESPONDE, por isso a única reação previsível de Deus quanto a eles é: Digam, o que vocês querem?

Concluo dizendo, se quiserem que continuem chamando Deus de:

O servidor fiel
O provedor eficiente
O Deus conveniência
O Deus previsível
O Deus de já
O Deus que responde

MAS EU CONTINUAREI O CHAMANDO DE SENHOR. PAZ E BEM