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AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 26 de junho de 2009

PERDOAR É PRECISO



E que em Seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações (...) Lucas 24:47

Perdão! Que coisa maravilhosa para quem o pede e para quem o recebe!

Perdoar significa deixar para trás, isentar a pessoa que feriu a outra de pena, caminhar em frente sem pensar mais no que aconteceu. Literalmente, perdoar significa remir ou cancelar. O perdão é um ato no qual o ofendido livra o ofensor do pecado, liberta-o da culpa. E perdoar é uma coisa maravilhosa para quem pede perdão e principalmente para quem perdoa.

Vamos avaliar por uma perspectiva bíblica. Sempre ouvimos dizer que Jesus nos perdoou. Perdoou de que? Como? Quando? Em Mateus, capítulo 26, versículo 28, Jesus faz a seguinte afirmativa: "Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados". Então, a resposta é simples. Jesus perdoou os nossos pecados, morrendo na cruz. A morte de Jesus foi a condição para sermos perdoados por todos os nossos pecados. Quando aceitamos que Jesus morreu por nós, passamos a ter obediência aos mandamentos de Deus e somos batizados no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Marcos 1:4, Atos 2:38, 10:43), Ele aceita a morte de Jesus como o pagamento de nossos pecados e nos livra da culpa.

Mas, e quando um cristão que já é salvo peca? Como ele pode ser perdoado? Por meio do arrependimento e da mudança de pensamento e comportamento. Deus nos chama a perdoar, assim como Ele nos perdoa. A palavra de Jesus é clara quando nos diz que “se o cristão se arrepende e pede para ser perdoado, temos que perdoá-lo e libertá-lo de sua culpa como transgressor”. Mesmo que nós, homens pecadores não consigamos apagar por completo o pecado de outra pessoa contra nós, Deus literalmente esquece aquele pecado. Se Deus nos perdoou de coisas tão graves como os nossos pecados, quem somos nós para não perdoar a um amigo, um irmão, um colega, um familiar? O amor de Deus, plantado em nossos corações é capaz de curar qualquer ferida. Portanto, ore, peça sabedoria a Deus e tenha coragem para pedir perdão, e especialmente para perdoar.

Jesus te abençoe!

IGREJA, TERAPIA DO AMOR


Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus 11:28;30)

A espiritualidade dessas palavras de Jesus nos permite imaginar o seu falar. Sua brandura, seu carinho. O amor fluindo de um coração movido tão somente por compaixão. Podemos também imaginar Seu olhar terno e cheio de misericórdia. O olhar de quem escuta sentimentos e absorve angústias e sofrimentos.

O cotidiano é desgastante e cansativo. Para multidões, sobreviver é uma luta desproporcional, intensa e muitas vezes desesperadora, em meio à violência, ao caos, e a injustiça. Um verdadeiro inferno. Dramas sentimentais, carências as mais diversas, conflitos íntimos inimagináveis, decepções, desencantos, desilusões, dores tremendas, angústias, depressões, confrontações, provações de toda ordem, todos os dias, todos os momentos.

Não bastassem as mazelas da existência, o rigor de dedos estendidos, de condenações eternas, de juízos iníquos, da cegueira da sabedoria humana.

Todo aquele que tem esperança é um agente da esperança, e como agente da esperança deve andar como Jesus andou. Seguir suas pegadas, olhar com Seu olhar, tocar com Sua mansidão e amar com Seu amor. Fé não se impõe. Quebrantamento se alcança com ternura, com afeto, com companheirismo e principalmente com um testemunho luminoso e coerente. Conheço gente assim e desejo ser igual. Aos oprimidos da desesperança um ombro amigo, sementes de repouso, refrigério e paz. Que Deus nos ilumine.

SOBRE FÉ E ATITUDE


"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15)

Nosso desafio como discípulos de Jesus começa bem aqui. Logo após Jesus nos dar essa ordem Ele sobe aos céus. Ele deixa uma missão que está em vigor há mais de 2000 anos.

Os discípulos de Jesus têm buscado cumprir esse desafio e muitas vezes os métodos geraram mais morte que vida. Se olharmos para a história da igreja cristã iremos perceber a ação de homem em busca do poder, em busca de firmar seus valores, enfim, vemos a limitação humana gerada por medo e necessidade de poder.

Fico imaginando o número de pessoas feridas que ficaram na caminhada. Milhares já morreram e não viram o Reino de Deus. Uma caminhada movida por fé.

Tenho pensado sobre fé, sobre caminhada e tentado trazer algo pra nossa vida, algo pra nossa história. Sabe galera, tenho entendido que fé antes de ser algo parecido com crer é na verdade a capacidade de não desistir. A palavra fé tem origem latina de fides, fidelis, cujo significado é: fiel, fidelidade, e refere-se a um ato mental firme, seguro e constante. Fé tem mais haver com não desistir.

Quando olho pra caminhada cristã nesses mais de 2000 anos e vejo tanta coisa errada que rolou mas vejo também tanta coisa legal, percebo que o que move a gente é a questão de não desistir, de ter fé.

E não fica por ai. Ter fé, não desistir e esperar parado?! Não é bem assim. Temos que ter atitude. Temos que buscar entender onde é que entramos em ação nessa caminhada. Tiago diz pra gente que a fé sem obras é morta (Tiago 2: 14-26). Apesar desse texto ter sido escrito para uma galera específica da época ele também pode ser aplicado a nossa caminhada.

Os discípulos de Jesus deixaram pra gente os evangelhos. Cada um, escrito dentro do seu contexto, dentro de uma comunidade específica. Cada um tem detalhes que estão associados à cultura do lugar onde foi escrito.

Nosso desafio é estudar esses evangelhos. Buscar em Deus revelação para que a gente possa colocá-lo em prática na nossa vida.

Cada palavra escrita, cada frase tem uma missão, tem uma mensagem que vai além do que está escrito. Tem conceitos que precisam ser estudados, que precisam ser encarnados na nossa tribo, na nossa vida.

Tipo, eu fico olhando pros milagres de Jesus, fico buscando refletir sobre eles e sobre o que possa trazer como recado de Jesus pra minha vida, pras minhas atitudes. Olho pro milagre da multiplicação do pão e penso: Poxa, Jesus não espera que eu literalmente multiplique pão e peixe. Olho pra essa passagem e percebo que o convite é a perceber que nossa comunidade, que nossa tribo tem o desafio de unir os nossos recursos para abençoar os que são menos favorecidos nessa sociedade caótica na qual estamos inseridos. Temos a possibilidade de ajudar quem necessita e nosso “pão” pode ser multiplicado para que juntos possamos viver em unidade. Diminuir um pouco o sofrimento de quem está menos favorecido no momento.

Olhar para um paralítico e ver Jesus fazê-lo andar me remete a minha missão de ver alguém que está em crise, que está paralisado na vida devido a traumas e chamá-lo a continuar sua caminhada, convidá-lo a não desistir no meio do caminho de sua vida. Trazê-lo de volta pra vida.

Ver Jesus tocando num leproso me remete a nossa necessidade de nos libertarmos dos preconceitos que possuímos pelos excluídos da sociedade. Devolvê-los a integridade de fazer parte da sociedade mesmo que essa sociedade esteja longe de ser a ideal. Criar condições de restauração social.

Jesus traz visão a um cego e percebo a necessidade que tenho em dar oportunidade as pessoas através da minha limitação humana de “enxergar” algo que perceba e que para ela não tenha sido percebida. Convidá-la a enxergar com os seus próprios olhos e não com os de outra pessoa.

RECONCILIAÇÃO COM DEUS


"Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida" (Romanos 5. 10).

Nós, a humanidade, fomos criados por Deus, à sua imagem, para sermos eternos, para sermos felizes, para termos alegria, para vivermos uma vida santa, para sermos benignos, para sermos bons, para sermos fieis, para sermos mansos, para dominarmos a terra, enfim... para termos paz; e só há paz, só há amor [agape], só há felicidade, só há santidade, só há domínio próprio, só há mansidão, só há longanimidade, só há consolação, tendo Jesus no coração, como único e suficiente Salvador e Senhor, pois tudo isso é fruto do Espírito Santo de Deus em nós (Gálatas 5. 22-23).

Mas a humanidade, através de Adão, pecou, desobedeceu a Deus, e, com isso, todos nós fomos condenados à morte, à separação de Deus.

"Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram" (Romanos 5. 12).

Passou a existir entre nós e Deus um grande abismo, o abismo do pecado, o abismo das “obras da carne” [prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas], conforme Gálatas 5. 19 a 21, tornando impossível chegarmo-nos a Ele.

Antes, na chamada "aliança adâmica", Deus estava presente; a sua Palavra, a Bíblia, nos diz que Deus andava no Jardim do Éden (Gênesis 3. 8). Mas o pecado da desobediência, a quebra da aliança, pôs separação entre Deus e nós.

Abstraindo-nos das demais alianças, em que o Criador sempre abriu novas oportunidades para que a sua criação pudesse se reabilitar, mas esta sempre desobedecia, transgredia, anulando as alianças; vamos chegar à atual aliança, chamada de aliança da Graça, ou aliança da Igreja.

Isso se deu pelo fato de Deus amar tanto, mas tanto mesmo ao mundo [todos nós] que enviou seu unigênito Filho, Jesus Cristo, para dar a sua vida, graciosamente, em nosso favor, em favor de todos aqueles que nEle crerem (João 3. 16).

A Palavra de Deus se refere a Jesus como "o segundo Adão", através de quem nos foi concedida a Graça da Salvação, e somente através dEle:

"Se pela ofensa de um, e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de UM SÓ, a saber Jesus Cristo" (João 5. 17).

Deus providenciou, através da morte de cruz do Seu Filho unigênito, a oportunidade de nos reconciliarmos com Ele. É como se Ele tivesse criado uma ponte sobre o abismo que nos separa dEle, e essa ponte é a cruz, essa ponte é, muito mais, Ele próprio, Jesus.

Deus nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio (II Coríntios 5. 19-20).

Cremos que como "embaixadores" de Deus, em nome de Cristo [a Bíblia assim o afirma], temos a missão de "representantes" dEle junto aos que ainda estão distantes dEle, junto aos que ainda não O conhecem, junto aos que ainda não receberam Jesus no coração, e, portanto, ainda não são membros da família de Deus (João 1. 12), pois o que nos capacita, nos dá o direito de sermos chamados filhos de Deus, é exatamente o ato de, após nos arrependermos de nossos pecados, confessá-los a Deus, apropriarmo-nos do perdão que nos foi dado na cruz do Calvário, gratuitamente, e confessando o nome de Jesus como nosso ÚNICO E SUFICIENTE SALVADOR:

“[Jesus] Veio para o que é seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, DEU-LHES O PODER DE SEREM FEITOS FILHOS DE DEUS; a saber: aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1. 11 a 13).

Concordo, pois, com Theodoro Laskowski, autor do pensamento acima mencionado, que o problema mais urgente de cada um de nós é o da reconciliação com Jesus, e é o que já dissemos em artigos anteriores (*), que a hora é AGORA, e o tempo é HOJE, POIS AMANHÃ PODE SER MUITO TARDE.

Secundariamente, então, devemos tratar dos demais problemas das criaturas de Deus, do nosso próximo, problemas físicos, problemas de doenças, problemas materiais, problemas sociais, etc; ou, melhor dizendo: devemos tratá-los concomitantemente, isto é, enquanto ministramos o pão espiritual, atendemos aos problemas de outra ordem também; tendo em vista que “de nada adianta ao homem ganhar o mundo inteiro [saúde, felicidade, paz, fama, fortuna, etc.] e perder a sua alma” (Mateus 16. 26).

terça-feira, 23 de junho de 2009

QUAL O VALOR ?


O catálogo dos trinta e três valentes de Davi nos trás uma passagem interessante em II Sam 23. 11, 12. Falam-nos do episódio de Samá, que possuía um pequeno pedaço de terra cheio de lentilhas que cultivava junto com seu povo, e vindo os Filisteus todos fugiram, porém Samá ficou só e lutou e o Senhor naquele dia operou um grande livramento.

É interessante analisarmos a atitude de Samá que diante de tão grande ameaça resolveu ficar. Por que desta atitude; por ser ele uma valente? Não! Acho que mesmo sendo valente em muitos casos não compensa lutar; não seria uma atitude inteligente, ademais, existiam outros valentes em Israel.

Acredito que ele tinha um motivo especial para ficar: O significado.

Nossa vida é constituída assim; de grandes ameaças, de crises, de desafios; e precisamos muito estabelecer uma escala de valores; de pessoas de eventos de épocas, com pouca ou muita importância que marcaram ou não nossa vida; que estarão sempre na lembrança ou que esqueceremos rapidamente. Entretanto isso não será determinante para revelar o verdadeiro significado deles. O que, de fato determinará o verdadeiro significado é o tanto que estarás disposto a permanecer acreditando e lutar por eles.

Às vezes nos enganamos quando estabelecemos alguns valores em relação à nossa fé, ao nosso amor a Deus, família; pensamos ser os mais protetores e guardiões deste depósito, mas vindo, porém a prova vê-se que nossa relação não passa de um interesse de troca e, então aquilo que parecia uma relação profunda é, de fato, mais superficial do que tudo e é aí que o verdadeiro significado é revelado.

Se há um “campo de lentilha” em sua vida, mesmo que para os outros pareça pequeno, se pra você tiver um significado verdadeiro, sobretudo se este algo tiver sido constituído por Deus (família); fique! Lute! E tu verás que Deus operará um grande livramento. Não foi Samá, foi Deus.

UM SALMO POS-MODERNO


1. Ó Deus, ó Deus meu! Choro de contínuo ao contemplar a tua casa, obra das tuas dadivosas mãos.

2. Choro e sofro, diante de um povo avesso e irreverente. É povo que se chama pelo Teu nome. Porém, a maioria deste, vive como se fosse parido pelas trevas! É gente que te faz votos perante a congregação, mas os quebram, dia após dia, sem dor e sem culpa!

3. Desejam que a Salvação brote em seus lares e que alcance suas famílias, amigos e vizinhos. Contudo, não se colocam como instrumentos nas tuas mãos, ó Deus, para que, graciosamente, a mesma se opere!

4. Pregam contra o pecado e dizem amar a tua Lei, porém enfeitam os seus lares com a transgressão, a omissão e a injustiça!

5. Dizem ser contra o roubo, mas o cometem, dia após dia, nos negócios vantajosos e escusos, na pirataria desmedida e na manutenção e obtenção de TVs a cabo clandestinas.

6. Dizem ser contra as uniões informais, mas vivem amasiados, como que amortecidos em seus corações e mentes.

7. Dizem ser contra o adultério, mas o praticam, na íntegra, ou ao navegarem pela Internet.

8. Dizem ser contra a fornicação, mas a praticam em meio às trevas; às ocultas, pensando que nunca serão achados!

9. Dizem amar aos irmãos e ao próximo. Contudo, vivem em meio às acusações, mentiras e fofocas. Pela frente, sorrisos e afagos. Pelas costas, adagas afiadas!

10. Ó Deus Todo-Poderoso! Teus filhos brincam e zombam de Ti de contínuo! Como sobreviverão no Dia do Teu furor? Como permanecerão diante da Grande Congregação?

11. E o que é feito da maioria dos teus jovens? Eles vivem confundindo adoração com diversão; graça com irresponsabilidade. Dizem amar a Deus, mas não honram seus pais e suas mães! Antes, tornam-se os seus maiores algozes! Talvez, não tenham recebido a devida disciplina das mãos paternas no tempo da oportunidade! Quando era tempo do castigo, só se ouviam risos; Quando era tempo da vara, eram só delícias!

12. E o que é feito da maioria dos líderes da tua casa, ó Deus? Ao invés de estarem imbuídos de levarem a cabo a tua obra, vivem às turras, em discussões vaidosas e insensatas, trazendo ainda mais contenda e dissensão ao teu santuário!

13. E o que é feito da maioria dos líderes de nossa nação e do mundo? São ministros imputados por Ti mesmo; mas suas obras são como as dos anjos caídos!

14. Ó Senhor! Tu sabes que meus lábios não mentem! Também careço da tua graça e da tua providência na minha vida! Ai de mim se eu me afastar do Senhor; de contínuo, me apresento diante de Ti, contrito e suplicante! Não sou louco de proclamar em minha vida, perfeição. Mas Te agradeço, Senhor, porque o Teu Espírito me tem ensinado a abominar o pecado!

15. Vem Senhor! Não Te detenhas! Estabelece o teu Reino e governa eternamente com os teus filhos! Quanto aos irreverentes e impiedosos, que sua mãe sejam as trevas e que seu pai sejam as sombras!

ONDE ESTÃO E COMO SÃO OS FALSOS PROFÉTAS


"Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras..." (2 Pedro 2:1) .

A mentalidade evangélica com respeito a falsos profetas precisa mudar. Muitos ainda acham que falsos profetas são pessoas bizarras ao melhor estilo "Inri Cristo" ou "Reverendo Moom" ou talvez como meras sombras do passado a semelhança de Joseph Smith (1771 – 1840) ou Charles Taze Russel (1852–1916), respectivamente fundadores da seita Mórmon e das Testemunhas de Jeová. Mero engano. Os falsos profetas de hoje são ministros carismáticos, estão "arrebentando" na mídia e influenciam milhões de fiéis cuja preguiça mental os impede de agir como os bereanos que "eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim" ( Atos 17:11).

Poderíamos apontar em apenas três palavras como agem os falsos profetas modernos. Estas palavras são: unção, vitória e sucesso.

Um termo que está sendo banalizado ao extremo na boca de falsos profetas, tanto atrás de uma Bíblia como atrás de um teclado ou violão, é a expressão “unção”. Ao contrário do que ensinam as Escrituras, unção tem sido vista como uma força espiritual despersonalizada que pode ou não estar presente nesta ou naquela pessoa, reunião, culto, música, CD ou DVD, programa de rádio, camiseta, rosa, copo de água, automóvel, etc. Unção, segundo a Bíblia é a presença Santa de Deus na vida de um servo obediente para o desempenho de uma missão específica. Em Atos 10:38 lemos: “como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”. Pertenço a uma época cujos comentários após o culto eram mais ou menos assim: “ - senti muito a presença de Jesus esta noite“. Hoje ouço outro tipo de comentário: “-Que unção heim?” Ou, “hoje o louvor (ou o pregador) estava ungido”. Qual a diferença? Deus não é o centro. Cultivamos o estrelismo. Idolatramos descaradamente grupos musicais, cantores, compositores e pregadores por que “sentimos a unção” na vida e no ministério deles. A verdadeira unção do Espírito não projeta o homem, mas Jesus. Assim disse o Mestre sobre a vinda do Espírito: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (João 16:14). Falsos profetas chamam a atenção para qualquer coisa que descentralize Jesus, mesmo que seja algo que denominamos “unção”.

O próximo termo mal definido é “vitória”. Segundo as Escrituras, vitória na vida cristã está relacionada aos inimigos do crente, a saber: o diabo, o mundo e a carne. No entanto, “vitória” na boca dos profetas modernos significa “vitória financeira”, vitória em pleitos empresariais, jurídicos, mundanos. O homem é o centro. A Bíblia é apresentada como um livro de magia onde “as promessas de Deus” são “obrigações do Senhor” em “me” abençoar. Falam em “colocar Deus na parede”, reivindicando bênçãos e o cumprimento de suas promessas em “meu favor”. Chamam as santas promessas de Deus de “cheques em branco” que precisamos “preencher pela fé”. Não sei como um filho pode viver reivindicando do pai seus direitos o tempo todo, colocando o pai na parede e exigindo que cumpra suas promessas e ainda ter intimidade com o pai, num relacionamento baseado no amor! Jesus morreu numa cruz e venceu o mundo, a carne e o diabo. Onde estão hoje aqueles crentes de Hebreus “dos quais o mundo não era digno”? Onde estão os cristãos identificados pelo carregar da cruz? Hoje o que mais vemos em nossas igrejas são os “inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fil 3: 19,20). Para saber o que Deus quer dizer com “vitória” é preciso estudar com dedicação as cartas as sete igrejas do apocalipse, principalmente quando surge o termo “ao vencedor...” Isto os falsos profetas não fazem, nem pregam.

A terceira palavra mal empregada na boca dos falsos profetas é o termo “sucesso”. Os pastores de hoje tem vergonha de dizer quantos membros tem sua igreja, pois o seu sucesso está sendo medido de forma empresarial. Membros, congregações, obreiros, faturamento mensal. É assim que se mede hoje em dia o sucesso. Consequencia: os pastores estão adotando “pacotes” para melhorar a imagem de sua empresa (perdão, igreja), e fazê-la inchar (perdão, crescer) mais rapidamente. Estes pacotes tem nomes sugestivos e o kit para aplicá-los não costuma ser barato. Soube de um grande líder sul-americano que patenteou seu pacote chegando ao ponto de processar outros líderes que o usaram sem permissão ou por não pagarem os royalties correspondentes. Há igrejas que trabalham com franquias (caras) e há pastores de “mega igrejas” que acham que são bem sucedidos, quando na verdade podem estar “dançando com Mamon”. O sucesso segundo os critérios de avaliação mundanos é medido pelo número de clientes, pela conta bancária, pelos bens de consumo e pelo prestígio social. Mas aos olhos de Deus não é assim “pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus” ( Lucas 16:15). O Senhor avalia nosso sucesso pela fidelidade que devotamos a Ele, pelo compromisso com a cruz, pela obediência aos seus mandamentos e pelos frutos do Espírito Santo.

Cá pra nós, precisamos de um avivamento espiritual que recoloque a Bíblia como autoridade suprema novamente. Todo e qualquer desvio doutrinário, toda e qualquer influência de falsos profetas em nossas vidas se resume num único descuido: deixar de estudar inteligentemente a Bíblia e sob a iluminação do Espírito Santo.

Falsos profetas existem e estão mais perto do que imaginamos.

Que Deus tenha misericórdia de nós.