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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quinta-feira, 30 de abril de 2009

NÃO TENHAS MEDO


... a barca já estava a muitos estádios da terra, açoitada pelas ondas; porque o vento era contrário... Pedro, saindo da barca, andou sobre as águas e foi para Jesus. Quando, porém, sentiu o vento, teve medo e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! No mesmo instante, Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Porque duvidaste, homem de pouca fé?

Algumas vezes, o mar da existência se torna revolto e ventos contrários agitam o curso da vida com eventos que levantam questionamentos sobre a presença de Deus. Somos então açoitados por dúvidas que por instantes fragilizam a fé.

Aconteceu com Pedro, que perdendo a visão de Jesus, começou a afundar. Acontece no cotidiano de nossas vidas, quando adversidades do caminho nos fazem reféns do medo e da insegurança.

Verdadeiramente, esse é o grande desafio que as dores e as contradições da existência nos impõem, uma relação absoluta com um Deus invisível, que não podemos ver nem tocar, e que reina numa dimensão inacessível a descrenças, dúvidas e ceticismos.

Onde terminam as incertezas e os questionamentos está o Senhor, com as mãos estendidas e uma mente e propósitos inacessíveis a nossa compreensão e ao nosso entendimento.

As aflições inevitáveis do percurso, antes de perturbarem nossa fé, nos despertam e chamam para revermos valores, comportamentos e posturas diante da vida.

A IGREJA QUE CRESCE APESAR DE.......


"Podem nos matar, torturar, condenar, reduzir-nos a pó... Quanto mais vocês nos massacram, mais nós crescemos; a semente é o sangue dos cristãos" (Tertuliano).

"A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número" (Atos 9. 31).

Quando falamos "igreja", não estamos nos referindo, necessariamente, a instituições humanas; humanas porque formadas de pessoas, que se unem para cultuar a Deus.

Quando dizemos "igreja", não estamos, necessariamente, fazendo alusão a prédios suntuosos ou simples, nem capelas, nem catedrais, que abrigam fiéis que se encontram para celebrar a Cristo, e Cristo ressuscitado.

Não se trata de fazer apologia contrária à "igreja instituição" e ou à "igreja prédio". São necessárias. Nem tampouco estamos defendendo que a prática da fé deva ser realizada individualmente, no "cada um por si".

Estivéssemos defendendo a tese da não realização de cultos em um local separado para tal, na realidade estaríamos desobedecendo à Palavra de Deus, a Bíblia, que nos exorta a não deixarmos de congregar-nos.

"Não deixemos de congregar-nos como é costume de alguns; antes, façamos admoestações, e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima" (Hebreus 10. 25).

Fóssemos apologistas do “individualismo” no viver e na prática do Evangelho, seríamos desobedientes em relação à Oração Sacerdotal feita por Jesus, solicitando ao Pai que os seus seguidores [os cristãos] fossem um com Ele, como Ele e o Pai são um (João 17. 21).

A igreja, à qual estamos nos aludindo, é o Corpo de Cristo, membros individuais, independendo de “denominações”, que se juntam para formar o todo, cuja cabeça é Jesus.

Cada membro [órgãos, ossos, músculos, tendões, etc.] tem no corpo [Igreja] a sua função (I Coríntios 12), o que é chamado e conhecido como "dom espiritual".

O cristianismo, considerando essa visão de Corpo de Cristo, cresce apesar das intempéries, apesar das perseguições, naquela época e em todos os séculos que se seguiram, até hoje, apesar das nossas limitações humanas.

Tertuliano, ao dizer que a igreja cresce "porque a semente é o sangue dos cristãos", está levando em consideração a questão da perseguição forte e constante que os seguidores de Jesus encontraram desde a primeira hora.

Os seguidores de Jesus eram levados às arenas para diversão do povo e, principalmente, dos governantes e seus súditos. Sofriam eles enormes dores físicas, mas continuavam louvando e cultuando ao Senhor até à morte.

Isso levou as pessoas não cristãs a se admirarem de tamanha fé, a ponto de morrerem por esse Nome grandioso, que é o nome de Jesus de Nazaré, único e suficiente Salvador, Senhor e Mediador (I Timóteo 2. 5) entre Deus e os homens.

A estupefação, diante de tão grandiosa fé, conduzia os incréus a se converterem a Jesus, ao Cristianismo.

Então, das poucas dezenas de seguidores, o que antes era chamado de "seita" (Atos 24. 14), agora somos em torno de dois bilhões e duzentos milhões de pessoas, um terço da humanidade viva.

Quando das primeiras dificuldades, dos iniciantes sofrimentos, mas terrível perseguição, Gamaliel disse que o "movimento" [obra], se fosse de Deus, prosperaria; caso não fosse, pereceria (Atos 5. 38-39).

Cerca de dois mil anos se passaram, e a fé em Jesus, baseada sim no sangue de Cristo, derramado em nosso favor, não só prevaleceu, como cresceu numericamente, em que pese ainda haver perseguição aos que professam o nome de Cristo em várias nações (Vide classificação de países que perseguem os cristãos em www.portasabertas.org.br).

A igreja instituição cresce apesar da nossa fragilidade. Ela cresce apesar da nossa imobilidade; ela cresce apesar da nossa incredulidade [pequena fé, conforme Mateus 6. 30].

A igreja corpo de Cristo cresce através da força (Poder) de ação da Graça. Ela cresce através do mover do Espírito Santo; ela cresce mediante a fé exclusiva no Senhor Jesus, por paradoxal que possa parecer com o que afirmamos no parágrafo anterior.

Mas, para a segunda vinda de Jesus, anunciada por Ele próprio, assim como pelos profetas que falaram em nome do Pai, ainda falta "alguém" entrar (muitos) para a família (João 1. 12) de Deus.

Alcançada a vontade de Deus, quanto a isso, a Igreja estar completa, e estamos vivendo os dias do fim, e Jesus virá em glória para buscar a sua Igreja [convertidos a Jesus], para o encontro com Ele, nos ares, entre nuvens, o que é, biblicamente, chamado de "arrebatamento" (I Tessalonicenses 4. 17).

quarta-feira, 29 de abril de 2009

REFORMA ORTOGRAFICA VESUS REFORMA RELIGIOSA


O início de 2009 apresentou uma série de modificações na nossa língua, decorrentes de um acordo assinado pelos países que falam a língua portuguesa. O referido acordo trata apenas da língua escrita, pois não houve mudança na língua falada.

O chamado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa, Portugal, em 1990. No Brasil esse acordo foi aprovado pelo governo apenas em 1995.

Já li uma cartilha sobre as referidas modificações, mas, para ser sincero, minha adaptação às novas normas, certamente será demorada, pois, no meu entendimento, isto é um processo de difícil desconstrução na minha mente. O que aprendi até agora foi com muita esforço, tendo em vista que sempre fui um aluno apenas mediano no que diz respeito ao conhecimento da Língua Portuguesa.

Toda esta questão da Reforma Ortográfica reporta-me à uma outra Reforma que se faz necessária, especificamente na área Religiosa, pois tem muita gente por ai que tem usado as Escrituras de forma irresponsável, tendenciosa, para proveito pessoal.

Há muita exegese forçada da Palavra nos dias atuais, numa forma tão absurda como imaginar alguém conseguir tirar manga de uma pé de jaca.

Os abusos observados nas pregações (incluindo aquelas transmitidas pela TV), são apenas a ponta do iceberg, este talvez maior que aquele responsável pelo naufrágio do Titanic.

Não foi por menos que Pedro assim escreveu: “...nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências” (2 Pedro 3:3).

É inegável que a leitura da Palavra de Deus precisa ser feita com reverência, sempre precedida por oração para que o Senhor nos dê entendimento correto, para não sermos enredados por ensinos estranhos, trazidos ao nosso meio por intermédio de literaturas ou pregações apresentadas por homens réprobos.

No 1º século da era cristã, já havia aqueles que faziam interpretações distorcidas das Escrituras, inclusive das Epístolas Paulinas, fato que preocupou grandemente o Apóstolo Pedro, que escreveu:

“Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza” (2 Pedro 3:16-17).

Meditemos nisto !

MAIS O QUE É VIDA ABUNDANTE


Jesus disse que veio para que tivéssemos vida e vida abundante. Tenho entendido que só encontramos essa vida abundante num verdadeiro relacionamento com Deus, com o Criador.

Nada que foi criado tem o poder de aplacar o vazio que há em nossa alma. Nada que façamos, um novo carro, uma nova viagem, pessoas, muitos amigos, festas, nada vai trazer a satisfação plena que nós, seres criados, encontramos no nosso Criador.

Somente quanto iniciamos um relacionamento onde buscamos abrir nossa alma e vida para Deus é que percebemos verdadeiramente a vida abundante que Jesus falou e viveu. E quando vivemos essa vida abundante temos a oportunidade de ser agentes transformadores do caos do sistema no qual estamos inseridos. Temos a oportunidade de levar as Boas Novas a todos os cantos por onde passamos.

VOSSA EXCELÊNCIA ME RESPEITE


Aconteceu nessa semana um grave conflito verbal entre dois ministros do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Na corte máxima da justiça brasileira, na casa que é responsável por ser a guardiã da constituição, no lugar que é considerado o último recurso para se praticar a justiça assistimos a uma discussão grosseira entre o Ministro Gilmar Mendes, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, e o Ministro Joaquim Barbosa.

Durante a discussão, o ministro Joaquim Barbosa acusou o presidente da Corte de estar "destruindo a credibilidade da Justiça brasileira". - Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país. Saia à rua ministro Gilmar - disse Joaquim Barbosa. - Estou na rua - respondeu Gilmar Mendes. O ministro Joaquim Barbosa retrucou: - Vossa Excelência não está na rua, Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade da Justiça brasileira. Vossa Excelência não está falando com seus capangas do Mato Grosso.- Vossa excelência me respeite - disse Gilmar Mendes. A discussão prosseguiu até que com uma intervenção do Ministro Marco Aurélio a sessão foi encerrada.

A Ordem dos Advogados do Brasil classificou o episódio como lamentável. Realmente, é muito desconfortável para o país ver Ministros do Supremo Tribunal Federal com tamanha agressividade na discussão de uma causa.

Mas o que esse episódio nos demonstra é que estamos brigando por qualquer coisa. Estamos agressivos, violentos, sem consideração com as pessoas. A solução que encontramos para tudo é brigar, brigar, brigar, e quando estivermos cansados voltar e continuar brigando.

A agressividade do Supremo Tribunal Federal também está no Congresso Nacional, na Presidência da República, está nas ruas, na mídia, nas casas, nas escolas, está em todo lugar. Infelizmente estamos perdendo a capacidade de relacionar com o próximo.

Para a nossa decepção maior, em São Paulo, um advogado, Professor da USP, inteligentíssimo, perdeu a guarda de seu filho para a sua esposa. E a solução que ele inventou foi simplesmente matar a criança e depois suicidar. Ou seja, por mais inteligente que seja a pessoa ou não, estamos perdendo o amor ao próximo e adotando a lógica da agressão, da violência, da falta de consideração. Isso esse fatos nos demonstra e talvez em muitas vidas e corações este vírus da falta de amor, de falta de consideração com as pessoas está inoculado, aguardando apenas o momento de produzir mais um quadro de desgraça em nossa convivência.

Contrastando com essa realidade, no Sermão da Montanha, nas beatidudes, Jesus nos fala da felicidade dos pacificadores. Diz o texto: Bem aventurados, felizes os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus.

Quem é Filho de Deus é pacificador. Primeiro porque ele está em paz com Deus, e, logicamente, estando em paz com Deus ele consegue viver bem com os homens. Nesse caminho mora uma lógica da felicidade, de uma bem aventurança que pode mudar a vida de qualquer pessoa.

Pela verdade do evangelho ser agressivo não é vantagem nenhuma. Isso não traz felicidade para o coração de ninguém. Infelizmente também o homem agressivo, a mulher agressiva, também não podem ser chamados de Filhos de Deus. Deus nega a paternidade deste tipo de pessoa que não sabe se relacionar com o próximo, que não sabe respeitar, que perdeu o amor e a consideração pelo ser humano. Pela revelação bíblica quem é agressivo não é feliz e nem pode ser chamado de Filho de Deus.

Com certeza o grito de respeito que ecoou no Supremo Tribunal Federal também é um grito de respeito que devemos ter para com todas as pessoas. Mas o que deve motivar o respeito entre os seres humanos não são os cargos que ocupam, embora sejam merecedores, nem o salário, o carro ou os capangas do Mato Grosso.

Precisamos respeitar aqueles que são filhos de Deus. Aqueles que são pacificadores. Merecem todo respeito as pessoas que não se entreguem à essa lógica destrutiva de usar a violência para tudo, seja dentro de casa ou fora dela.

Mais do que as notícias de televisão há um ensinamento cristão muito sincero, puro e milenar. Deus valoriza os pacificadores. A estes Deus adota, Deus chama de filho.
Se você está cansado dessa lógica infeliz da agressividade destrutiva que rodeia o mundo, que rodeia a nossa vida e nossa casa, vamos aprender com Jesus Cristo a ter caminhos de paz.

Quem tem paz com Deus terá paz com os homens e será chamado Filho de Deus. Que a nossa vida seja marcada pela paz. Que os nossos caminhos sejam caminhos de paz.Que em qualquer lugar a marca da nossa vida seja a marca de que somos Filhos de Deus. Esse título é melhor do que ser ministro do Supremo Tribunal Federal. Filho de Deus, é feliz, é bem aventurado, é filho da paz, é pacificador. Que esta seja a marca de Deus nas nossas vidas nesses dias de tanta agressividade.

O PAI SABE VOAR


Outro dia li em uma revista uma matéria que dizia que o maior vilão por trás das doenças que mais matam no mundo é o estresse, que atinge cerca de 60% da população mundial de forma continuada. Segundo a matéria é exatamente aí que está o problema. Quando as pessoas recebem os estímulos que provocam o estresse muitas vezes ao dia, o organismo não consegue eliminar os seus efeitos no corpo. E então começa o caos.

Nos últimos anos, estudos conduzidos na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil mostraram que o estresse por períodos prolongados favorece o surgimento de diabetes, doenças cardiovasculares, ansiedade, depressão, impotência, infertilidade e até mesmo algumas formas de câncer. Agora uma pesquisa conduzida por equipes de duas universidades paulistas – a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – revela outro possível efeito devastador do estresse. Essa reação natural do organismo, que em um primeiro momento facilita a adaptação a situações novas ou ameaçadoras também potencializa processos inflamatórios que podem culminar na morte de células nervosas (neurônios) em duas regiões específicas do cérebro: o hipocampo, associado à formação da memória, e o córtex frontal, responsável pelo raciocínio complexo.

Bem, como deixa claro a ciência, o estresse, em si, é um mecanismo natural de adaptação, não uma doença. O problema surge quando se perde o controle sobre o nível de estresse.

Porém, como ciência não é a minha área, aproveito a deixa sobre o controle do estresse para, como diz um irmão querido: enriquecer o assunto com a Palavra de Deus!

Jesus em uma de suas falas registradas no seu Evangelho, segundo o apóstolo João, diz que no mundo teríamos aflições, contudo, nos exorta a mantermos o ânimo porque Ele venceu o mundo. Com essas palavras às vésperas de ser preso, Jesus consola os discípulos, que passariam por um grande estresse, mas não seriam consumidos por ele, eles não iriam morrer de aflição. Isso porque em Cristo nós só temos a parte boa do estresse, aquilo que nos põe em alerta, a postos!

Aqueles que caminham nesse mundo confiando em Jesus, não são consumidos pelas batalhas do dia-a-dia, porque Ele nos garante que da mesma forma como vem as provas, virá também o refrigério, algo que inevitavelmente tem que passar pelo crivo da fé. Quando diante do estresse, aflição, provação (ou como você quiser chamar), não tendo em que apoiar, costumamos desenvolver mecanismo de auto-defesa. Alguns se apoiam em vícios, outros em atitudes de caráter duvidoso, ou seja, vias de escape, efeitos colaterais nas vidas de pessoas que de alguma forma querem alívio às suas aflições, mas não sabem exatamente como, e se defendem como podem. Porém, como vimos, segundo as pesquisas sobre o assunto, esses escapes não tem dado certo.
As aflições estão não só consumindo, mas também destruindo vidas que carecem de afeto e segurança.

Por que a Palavra de Deus nos livra de sermos consumidos? Porque ela nos revela quem somos, de onde viemos e para onde podemos ir, nos dá senso de direção. Ela nos põe limites e nos faz ilimitados ao mesmo tempo; ela nos tira da condição de vítimas do sistema, do acaso e nos coloca como agentes da História; nos livra de sermos soprados e nos transforma em sopro de Deus, que refrigera a alma dos aflitos. Nos faz viver de forma intensa e coloca em nós uma espécie de timer (como aqueles que vem nas aves que assamos no Natal, que avisa quando está pronto), é algo que nos avisa quando mais uma vez estamos querendo largar a mão do Pai e sair correndo para cair logo adiante. Infelizmente muitos ignoram o aviso. E como um filho travesso que responsabiliza o pai por uma queda, fruto de sua desobediência, muitos tem responsabilizado ao Senhor pelos infortúnios seus e os da humanidade. São consumidos pelas aflições, matam e morrem.

Viver nesse mundo de aflições é como pular de um grande precipício. Uns pulam só, e outros pulam agarrados ao Pai. Tanto para os que pulam só, como para os que pulam com o Pai, o chão duro lá em baixo é o mesmo, a diferença é que o Pai sabe voar.

CRER CONTRA A ESPERANÇA


Dois fenômenos têm estado muito presentes na história do cristianismo europeu ocidental: de um lado, o processo de descristianização crescente que marca significativamente a vida espiritual em alguns países e, por outro, de forma aparentemente contraditória, a insistente esperança de um reavivamento espiritual presente no e a partir do meio cristão.

O caso da França é exemplar. A última pesquisa CSA/Le Monde des religions (2005) indica que 51% da população francesa se declara católica, contra 67% em 1994. Queda que indica uma tendência aparentemente em ascensão. Do restante da população, 31% se dizem sem religião (23% em 1994), 4% são mussulmanos, 2% ou 3% protestantes, 1% judeus...

Contudo, não está apenas aí o principal indício de uma crescente descristianização da sociedade francesa, comemorada pelo movimento Liberté Egalité Laicité, que defende uma laicização plena e completa no país. A mesma sondagem esclarece também uma outra tendência: 67% daqueles que se declaram católicos ignoram o sentido da festa de Pentecostes, 57% não crêem no dogma da Trindade e 50% não estão convencidos da própria existência de Deus. As palavras do bispo católico Christophe Dufour, publicadas no diário françês Le Figaro, em fevereiro de 2007, são enfáticas: as referências cristãs na sociedade francesa “correm o risco de serem lançadas no domínio da arqueologia como os templos da Roma antiga”.

Diante disso, não é necessário muita reflexão para perceber que não se trata de uma situação que atinge apenas o catecismo, a liturgia e os dogmas do catolicismo francês. Há um fenômeno de ampliação não apenas da descrença, mas da negação de Cristo e dos valores cristãos, que extrapolam os limites da religião pura e simples e traz consequências inevitáveis: para além da solidão – bastante comum entre os franceses –um grande índice de suicído (o de Paris é um dos mais altos do mundo) e a instabilidade da estrutura familiar, com alta frequência de casamentos desfeitos (tome-se como amostra o divórcio exemplar, acompanhado e explorado pela mídia nacional, do atual presidente Nicolas Sarkozi e sua ex-esposa Cecília).

Como vemos, um terreno acidentado e espinhoso para cerca dos 2% ou 3% da população do país, conhecida como protestantes: pastores, missionários, homens e mulheres nascidos de novo e Igrejas inteiras que sabem que não apenas a França, mas toda a Europa, são territórios estratégicos para a ação das hostes e postestades do mal, cuja presença em peso tem recriado cenários dignos das caricaturas renascentistas ou barrocas do inferno. São milhares de almas cativas, dominadas, vivendo e caminhando a passos largos na direção contrária daquela proposta por Deus.

Neste contexto, evangelizar, orar, implorar, interceder por um reavivamento espiritual é mais do que contraditório, é necessário. É, como fez Abrãao, crer contra a esperança. Trata-se de uma questão de evangelização persistente (como se pudesse ser de outra forma). Noutras palavras, é preciso re-anunciar o Evangelho, re-começar e re-estabelecer um novo padrão de diálogo e comunicação com almas não apenas calterizadas pelo individualismo pós-moderno, mas armadas até os dentes pela lembrança de uma experiência traumática que a história de um catolicismo exacerbado acabou por delimitar, alimentar e manter.

Neste território hostil, é fundamental lançar a semente e esperar em nosso Deus eterno e imutável que seja farta a colheita. Indispensável, também, anunciar as grandezas daquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz e as boas notícias do Evangelho de Jesus. Boas Novas que têm o poder de mudar não apenas tendências e perspectivas apontadas por sondagens humanas, mas de alterar o próprio rumo da história dos homens.

POLÍTICA SE DESCUTE ?


Um dos livros pouco explorados no Antigo Testamento é Juízes. O texto relata o período que vai da morte de Josué (sucessor de Moisés) até a unção de Saul como o primeiro rei de Israel.

Neste período Israel não era organizado politicamente nem socialmente como nação. Viviam como tribos que cultivavam a terra e criavam rebanhos. Juízes relata acontecimentos envolvendo o povo de Israel durante um período em que eles ainda não eram uma monarquia.

A autoridade dos juízes, na maioria das vezes, limitou-se a áreas específicas. Eles não foram reis, mas, heróis locais que livraram porções do território de Israel dos seus opressores estrangeiros. Um famoso Juíz em Israel foi Gideão. Sua trajetória ficou marcada por sua recusa ao oferecimento de ser rei em Israel.

Eram tempos difíceis, de muito conflito, guerras e morte. Se Gideão repeliu o desejo do povo de fazê-lo rei, o mesmo não aconteceu com seu filho ilegítimo Abimeleque. Para isso, ele encomendou a morte de todos os demais descendentes de Gideão que poderiam representar alguma ameaça aos seus planos. De um total de setenta, apenas Jotão conseguiu escapar da chacina. Abimeleque não pode ser considerado o primeiro rei de Israel, uma vez que seu domínio se estendeu apenas sobre algumas poucas aldeias e povoados ao redor. A monarquia em Israel seria estabelecida somente mais tarde com Saul, Davi e Salomão.

Jotão, o filho caçula de Gideão que havia escapado à matança, decide então compor uma parábola ou alegoria que ilustrava o que havia acontecido. Do topo de um monte ele surge declamando sua fábula com o objetivo de advertir o povo contra o reinado de seu cruel irmão Abimeleque: “Certo dia as árvores saíram para ungir um rei para si. Disseram à oliveira: ‘Seja o nosso rei!’ A oliveira, porém, respondeu: ‘Deveria eu renunciar ao meu azeite, com o qual se presta honra aos deuses e aos homens, para dominar sobre as árvores?’ Então as árvores disseram à figueira: ‘Venha ser o nosso rei!’ A figueira, porém, respondeu: ‘Deveria eu renunciar ao meu fruto saboroso e doce, para dominar sobre as árvores?’ Depois as árvores disseram à videira: ‘Venha ser o nosso rei!’ A videira, porém, respondeu: ‘Deveria eu renunciar ao meu vinho, que alegra os deuses e os homens, para ter domínio sobre as árvores?’ Finalmente todas as árvores disseram ao espinheiro: ‘Venha ser o nosso rei!’ O espinheiro disse às árvores: ‘Se querem realmente ungir-me rei sobre vocês, venham abrigar-se à minha sombra; do contrário, sairá fogo do espinheiro e consumirá até os cedros do Líbano!’” (Juízes 9. 8 – 15).