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FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 3 de abril de 2009

SAUDADE DO CÉU


"Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua semente, para sempre" (Gn 13: 15). Leiam também Gn 12: 1 a 9 e 13: 14 a 18.

Há alguns anos, em pleno expediente, eu andava tumultuada em meio aos processos e informações e intimações (sou da Justiça do Trabalho), quando vi, de longe, uma "chamada" na primeira página do jornal "A Folha de São Paulo", noticiando a morte de Francisco Julião, precursor do movimento pró-reforma agrária no Brasil, nos anos 60.

Dizia o artigo, que ele morrera no México, no EXÍLIO. Pensei, então, no quão terrível deveria ser MORRER NO EXÍLIO! E, então, questionei ao Senhor o porquê dEle ter colocado, em nosso coração, um amor tão grande pelo País em que nascemos.

Em questão de segundos, vi toda a GEOGRAFIA da Bíblia: Deus separando um homem, Abraão – e a sua família - para transformá-lo em um povo, depois dar-lhe uma terra – um País – e , através dele suscitar descendência ao Filho do Homem – Jesus – O Amado.

Deus sempre tratou a Israel como POVO; como PAÍS. Deu-lhe nome, terra, governo, leis, costumes, fronteiras, inimigos, aliados e ensinou-lhe a amar seus limites geográficos, além da língua, tradição, história e – acima de tudo- AMAR A ELE. Deus ensinou-lhe a ser POVO DELE.

Caminhando com a história da Bíblia, passei pelos livros de Josué – cheio de exemplos - Juízes – ainda aqui..., Crônicas, Samuel, Reis, Esdras, Neemias... até chegar no Reinado do Messias. Maravilhoso VER o caminho que Deus traçou para conduzir Israel até Jesus Cristo! Maravilhoso, ainda, enxergar Deus criando a Israel, depois o cercando, transformando-o e o DISPERSANDO. Pude, assim, imaginar a DOR do povo Judeu, quando disperso. Longe de Sião. A quilômetros de Jerusalém.

Tentei imaginar a grandeza do amor de Deus quando Ele colocou em nosso coração amor pelo nosso País. Lembrei-me do texto que diz: “em ti serão abençoadas todas as nações da terra!” Fiquei pensando nisso tudo, porém faltava algo, ainda. Entendi daí, que esse amor que sentimos pela Pátria é semente que Ele semeou em nosso coração para que sentíssemos saudades do Céu – nossa Pátria Eterna. Lembrei-me do Édem, quando "desfrutávamos" da companhia dEle... E vi a GEOGRAFIA DA NOVA JERUSALÉM!!! Êxtase puro! DEUS É TREMENDO E SE FAZ CONHECIDO DE TODOS QUE O BUSCAM. Ele tem prazer em revelar-se a Si mesmo e os Seus segredos aos Seus amados. Bendito seja Ele para todo o sempre, amém.

Sabe aquela história do "vazio do tamanho de Deus" que o homem carrega dentro de si? Então: Saudades da Pátria Eterna. Saudades do Céu. Saudades de Deus. Sabe aquela insatisfação que nos faz querer algo sempre mais alto? SAUDADES DE DEUS (Pai, Filho e o Espírito Santo)!

Exercício espiritual delicioso viajar pela história do Povo de Israel e enxergar tudo isso geograficamente... Depois ver, espiritualmente, os tipos e antítipos... Ver as sombras de ontem sendo projetadas, hoje, na Grande Nação Eleita, Povo Santo, Sacerdócio Real... Igreja de Jesus Cristo.

Minha oração é para que o Espírito do Senhor nos abra ainda mais o entendimento para que nosso coração O veja face-a-face e deixe que o seu rosto brilhe em nós.

Saudades do Céu...

Estou com saudades do céu...
... penso com saudades em Deus
quero voltar ao lar
a origem divina, eterna.
O Pai, o Filho e o Espírito Santos e eu...
apenas um só coração.
Fui feita para glória de Deus
moldada, entalhada,
lapidada e preparada
para a perfeita união,
criada conhecer o amor de Deus.
À tarde, tranqüila,
caminharei pelas ruas de ouro,
(como no Édem, o jardim do Senhor),
e, em paz, não saberei do amanhã,
nem chorarei à tarde.
Nada a lamentar do passado...
Enfim o descanso; agora a redenção;
eis a libertação!
Sentar-me-ei aos pés do Senhor, com Maria
– a que escolheu a melhor parte –
e, juntas, O Adoraremos.
Sinto saudades do céu !
Eis o porquê da urgência
de voltar ao pó
e, em espírito, a Ti, Senhor!
Consola-me!
Preenche-me o vazio da saudade
com Tua doce Presença.

Alegra-te, meu coração, com a certeza
de que um dia descansarás na eterna morada...

Que honra será voltar ao lar !

Por: Ivy Menon (ivanilda Maria Menon De Oliveira)

TOMA QUE O FILHO É TEU


Você já reparou que o Nazareno se autodenominava muito mais vezes como o "Filho do Homem" do que como o "Filho de Deus"?

São Paulo assim pensou: "que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz".

Independentemente de sua filiação humana ou divina, debate esse que sacudia a igreja nos primeiros séculos, Jesus se via como “filho”.

Não sei quanto a você, mas eu odeio quando alguém que não seja meus pais me chama de filho. É a expressão máxima do patronising, do tutoramento, aquela voz com ar de superioridade como quem quer te proteger, mas ao mesmo tempo subestimando suas mais nobres capacidades, sua autonomia e liberdade. Filho...

Mas Jesus não estava nem aí: como se não já bastasse na trindade fazer o papel de filho resolveu passar por isso também como homem.

Os pais normalmente querem seus filhos independentes, seria com Deus o contrário? Ou reformulando: Será que os pais querem de fato seus filhos independentes?

Vamos agora olhar essa questão por outro prisma. Como Deus absoluto, infinito no tempo e no espaço, Jesus, não tinha muitas escolhas. De alguma forma ele se formou no seio de Maria com um destino traçado: o Messias. Boa parte de sua Odisséia já estava relatada de forma homérica nas escrituras sagradas do judaísmo. Restava-lhe apenas cumprir a risca o plano. Em algum momento de sua existência como homem ele tomou total consciência de sua identidade, de seu papel, do trabalho a ser feito. Obviamente essa descoberta se deu muito cedo, pois ainda criança dizia: vim para cuidar dos negócios de papai.

A carga genética que Jesus trazia (se é que podemos expressar-nos assim, de maneira tão atual um acontecimento de mais 2000 anos) deveria, no mínimo, espelhar a de seu pai terreno José – Jesus, o filho do carpinteiro.

O problema que muitas vezes nos assombra é que esse mesmo carpinteiro de Nazaré foi radical com um dos seus melhores discípulos no que tange às perspectivas meramente humanas (Mt 16:23): “Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.”

Às vezes nos apressamos em categorizar tudo que é humano como maligno. Mas não é isso que Jesus está a dizer. O ponto crucial aqui está em desprezar a perspectiva divina retendo só a humana.

E nessa passagem vemos de forma clara o lado humano de Jesus. A possibilidade real de sua própria escolha, ao chegar o tentador na pessoa de um de seus melhores amigos. O plano poderia ter ido por água abaixo... mas, isto seria impossível. Seriam mesmo?

Esse é o paradoxo que nos cerca. Jesus poderia (teoricamente) ter fracassado. Suas tentações, a cruz e tudo mais não foram teatro. Obviamente Deus não permitiu que Ele fosse tentado acima de suas forças– e conosco é assim também. E suas forças tinham limites, tanto que Ele morreu. Ele poderia ter pecado, mas isso seria impossível. Ele era o Filho de Deus, exclamou o centurião no Gólgota.

Como homem, Jesus estava limitado no tempo e no espaço. Aqui, conosco, suas escolhas deveriam ser pautadas através de fatores diversos como oração, meditação, estudo das escrituras, mas também raciocínio, vontade, conselhos ou circunstâncias. Jesus melhor do que ninguém era dono do seu próprio nariz. E por isso mesmo poderia ser humilde suficiente para lavar os pés dos discípulos, não aceitar ser coroado como rei ou renegar sua mãe e irmãos em função de sua família de fé. Jesus era livre para fazer suas próprias escolhas e porque fazia suas próprias escolhas era livre.

Mas a sociedade não quer uma pessoa assim. Querem um filho que seja sempre criança, que esteja sempre sobre tutela. Deus não age desta forma.

Por isso que na ressurreição o Pai reafirma sua paternidade sobre Jesus (Rm 1:4). E Ele como que protagonizando a parábola que há pouco saíra de seus próprios lábios, retorna para a casa de seu Pai, agora como homem adulto: eu e o Pai somos um e quem me vê a mim vê o Pai.

AMOR AO PROXIMO


Por algum tempo pensei que essa coisa de amor ao próximo do cristianismo não servia pra mim. Como eu iria amar aquele sujeito que considero repulsivo?

Quando o assunto descambava para os inimigos declarados aí é que a coisa se complicava mais ainda. Não conseguia compreender como sentiria o mesmo que sinto pelos meus familiares e amigos por aqueles que em meu íntimo eu nem sequer nutria simpatia.

Era aí que residia o meu engano. Jesus se referia ao "amor caridade" quando falava do amor ao próximo. Esse amor é expresso não por sentimentos, mas por ações. Está intimamente ligado a um estilo de vida e não às nossas reviravoltas emocionais.

O amor ao próximo ocorre quando faço algo por alguém a despeito dos meus sentimentos e preconceitos. Eu não faço porque amo, mas amo porque faço. Como bem disse John Stott, "O amor cristão não é vítima de nossas emoções, mas servo de nossa vontade".

SE DEUS FOSSE


Vamos brincar com as palavras e quem sabe alcançar algumas verdades. Para isso, preste bastante atenção nas frases a serem discorridas. Se Deus é bom, justo, amável e tantos outros atributos por que, então, sofremos?

Neste instante, surgem os religiosos e provavelmente serei tachado de herege, ou apóstata. Os mais encolerizados lançaram a alcunha de excomungado, ou literalmente desvencilhado da fé cristã.

Muito embora, das críticas levantadas, não recuei. Sem almejar ser o dono da verdade, acabei por insistir. Se Deus cura, liberta, transforma e restaura por que os seus devotos não partilham nem disseminam o amor, a justiça, a felicidade e o respeito ao próximo, através de procedimentos e atitudes efetivas?

Não bastasse, em direção oposta, engalfinham-se por um poder temporal e perfunctório ou passageiro, mais ocupados a suprir suas demandas de consumidores inveterados e vorazes por bênçãos e mais bênçãos. Isto sem falar no contingente, cada vez maior, de adeptos.

Agora, você poderia indagar, ou quem sabe até antes:
- O que está acontecendo com o Luiz?
- Qual a minha intenção por meio da articulação dessas palavras?

A grosso modo, ousarei ciente das restrições e desalinhavadas considerações, pontuar os motivos de compor essa meditação.

A trajetória cristã, em determinados momentos, nos conduzem a olharmos para outras vertentes e alternativas. Em outras palavras, abrir mão de específicos princípios e fundamentos tidos intactos, inalteráveis.

Digo isso, em decorrência da falta de ser incomodado e confrontado no âmago do ser. Até o presente estágio da minha vida, não consegui averiguar isto nem outro campo de cunho espiritual. Digo respectiva afirmação, sem fazer da relação cristã dona da verdade absoluta e que deve sufocar as demais.

Evidentemente, longe também de levantar o estandarte do ceticismo, ou pôr os pés nas ondas do ateísmo, ou assumir uma pluralidade espiritual em que todos os caminhos convergem a Deus.

Parafraseando Soren Kierkgard, filósofo dinarmaques, a saber: ''... a fé cristã nos desafia a abrirmos a porta do nosso eu e de certa maneira compartilharmos um processo de amadurecimento ao lado da solidão; ou seja, deixo ser mais direto, andar com Cristo implica ouvi-lo no silêncio e na névoa densa da solidão, quando parece que ninguém nos compreende; acredito ter sido esse o maior desafio de Abraão, encontrar Deus na sua interioridade, sem ninguém, sem cartilhas religiosas, sem certeza de que a fé poderia remover montanhas!''...

Sem qualquer predestinação! Sem nenhuma revelação a disposição! Sem uma voz estupenda e sobrenatural nos acordando no fluir da madrugada! Sem respostas ou pistas fornecidas pela bíblica!

Ouso e confesso: não consegui substituir Deus e nem afastei da trajetória da Graça os enredos das contradições típicas da vida humana.

De certo, também não atrevo enfatizar ter encontrado um antídoto ou uma fórmula de respostas e saídas. Sem hesitar, ainda assim, num lance inusitado, sou imbuído de uma esperança genuína e autêntica, de uma vontade regada pelas boas-notícias e que norteia o ser humano a confiar no sorrir e sonhar.

Aliás, de tudo o que tem sido escrito, vale mais uma tarde de bate-papo sincero e sério com Cristo, ao invés de permanecer trezentos e sessenta e cinco dias de jejum e oração.

Devo ressaltar jejuar, orar, meditar e adorar são peças preponderantes no tocante a uma vida cristã saudável; todavia, defendo cada um desses elementos, realizados com transparência e amizade. Posso até ser um bom exemplo de cristão, cumprir todos os ritos costumeiros de participar da ceia, de ir aos domingos, demonstrar estar preocupado com as pessoas, etc.

Tudo será bem visto e conceituado pelas pessoas!

Agora, sem vida e paixão por uma interrelação franca e aberta com Deus, ser cristão poderá ser encontrado num canto da estante.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

ESTAMOS INFANTILIZANDO A FÉ


Crianças, que benção são em nossas vidas! Alegres, sonhadoras, amigas! Amam e reconhecem ao Senhor na sua simplicidade, daí as palavras de Cristo: "Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele" (Lucas 18.17). É preciso que sejamos simples como as crianças, que deixemos de viver no periférico da fé, e amemos ao Senhor como crianças, para que entremos no reino dos céus.

Infelizmente, muitos cristãos vivem hoje uma contradição: não são crianças como Jesus nos disse, deixaram de viver um amor simples pelo Senhor, entretanto se infantilizaram no sentido de que vivem buscando “presentes” de Deus. São cristãos infantilizados porque só enxergam a presença maravilhosa de Deus quando existem manifestações, e, diga-se de passagem, desde que sejam as manifestações “esperadas”. Vivem como na infância, associando amor a presentes! Por isto vemos então os “absurdos” da fé.

Desconhecem o que dizia João Calvino: “Quando Deus promete que fará aos crentes conforme a vontade deles, sua indulgência não caminha até submeter-se aos seus caprichos”. Cristãos que, muitas vezes, oram todos os dias, mas orações voltadas para o periférico da fé. Pedindo por futilidades, enquanto o mundo a nossa volta morre sem conhecer a Cristo. Pedindo por banalidades, enquanto há tantos famintos, rejeitados, perseguidos. E não estou falando daqueles que vivem em Darfur ou outro local distante. Os famintos, perseguidos, rejeitados estão ao nosso lado. Se olharmos para dentro de nossas igrejas, quantos estão com problemas de saúde, crises no casamento, crises emocionais. E quantos, incluindo servos de Deus, têm sido assolados por calamidades tremendas. E o que fazemos? Continuamos exercendo “nossa” fé?

Sou grato a Deus por ter nascido num lar evangélico, e desde a infância ter visto os milagres de Deus na vida de minha família. Sim, o Deus que cura, que multiplica o pão, que sustenta, que faz do fraco forte. Porém, mais grato ainda sou por ter aprendido que “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação” (Habacuque 3.17-18). Porém, nestes últimos dias tive oportunidade de analisar a minha vida. Não quero mais enxergar os milagres de Deus apenas nos “presentes” que busco, nas futilidades da vida. Quero sim, orar por milagres, mas enxergá-los nas vidas sendo salvas, nos aflitos sendo amados, nos cansados sendo aliviados. Neste momento onde o costume é determinar, quero orar ROGANDO a Deus, que pela sua maravilhosa graça, enfermos possam ser curados, cativos sejam libertos dos pecados e dos vícios, que casamentos sejam reconstruídos, que a Igreja Militante se santifique.

Irmãos, que possamos, como igreja, refletir nas palavras do apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Coríntios 14.20: “Irmãos, em respeito ao mal, sejam crianças, mas quanto ao modo de pensar, sejam adultos”. Urge a necessidade de reaprendermos a pregar que a nossa esperança não se resume nesta vida. Que possamos viver sabendo que “Quem crê em Deus não é um otimista. Ele não precisa do pensamento positivo. Quem crê em Deus não é pessimista. Ele não precisa da lógica da dialética negativa. Quem confia em Deus sabe que Deus aguarda por ele, que ele está convidado para o futuro de Deus e tem em suas mãos, com isso, o mais maravilhoso convite de sua vida.

SÓ DEUS ME FAZ CRESCER

Se não fosse Deus, minha esperança, estaria desnorteado demais, perdido demais... Estaria sem rumo.

Não tenho conseguido tudo que sempre quis, mas sei que Deus está sempre me olhando. Penso o que devo fazer e não sei para onde ir; só Deus me dá esse apoio em mim.

Cada dia que passa eu fico com a sensação que estou perdendo meu tempo, que minha chance está indo embora.Então eu percebo que Deus não dorme, que não está sujeito ao tempo nem às circunstâncias.Ele está acima das estrelas, acima de tudo o mais.Deus é minha rocha, meu escudo e proteção indestrutível. Bem falou Paulo quando estava sofrendo; disse que Deus o havia livrado da boca do leão. Amém.

Ele sempre livra, sempre faz com que vençamos tudo, todas as circusntâncias, embora sejamos tão frágeis diante delas. Cada manhã eu me pergunto se será esse o dia da minha vitória, e a ansiedade quer me deixar frágil...A decepção É GRANDE QUANDO NÃO CONSIGO VENCER, MAS A MINHA ESPERANÇA É Deus E ELE NÃO falha nunca. Eu penso que um plano de Deus pode se descortinar por aí, e me fazer recuperar tudo que perdi. Se não fosse ele minha esperança eu estaria sem nenhuma perspectiva de vida.Teria já morrido.

Eu sei que embora nem sempre sou fiel, procuro sempre acertar nas coisas. Com a graça dele eu vou conseguir todos os meus objetivos e sonhos que ficou pelo caminho.

QUERO EMAGRECER ( RECONCILIAÇÃO CONSIGO MESMO )


A questão da obesidade ultrapassa, em muito, o aspecto meramente estético. Não se trata apenas de "querer estar em forma", ou de ter (ou não) uma barriga "tanquinho". A questão avança para a saúde e qualidade de vida.

A obesidade – excesso de peso corporal, aumento da reserva natural de gordura – tem sido discutida em várias esferas, e parece comprovado que os obesos se sentem prejudicados, reprovados e mesmo discriminados diante da vida. Já fisicamente, muitos tem pressão alta, diabetes, doenças cardiovasculares.

Porém, muitas pessoas de aspecto esbelto também sofrem hoje com diversos desequilíbrios. Há gente muito “bela”, mas com colesterol e triglicídeos altos. Há ainda os que sofrem de bulimia, anorexia, sentindo-se – dia após dia – infelizes.

A medicina e a farmacologia trabalham com denodo na solução dos problemas físicos e, de fato, alguns avanços aconteceram.

Mas será a obesidade um mero fato físico, derivado da genética, da ociosidade e da ingestão de alimentos inadequados, como aqueles bolos e bolachas deliciosos, repletos de gordura trans?

Há quem afirme que a ansiedade, a falta de motivação e os problemas emocionais são vilões tão prejudiciais, ou piores, que os descritos anteriormente.

Pensando assim, deveríamos buscar as fontes das soluções, como viver melhor, comer melhor, fazer exercícios regularmente, seguir uma dieta, buscar a orientação dos médicos e equacionar nossa alma.

O sábio Salomão diz: “De tudo que deves guardar, guarda seu coração, pois dele procedem as saídas da vida.”

Olhando de outra forma, é bem possível que tenhamos neste mundo mais “obesos espirituais” que físicos.

Pessoas que não se importam com suas ligações eternas, deixando de lado o DNA espiritual, que cabe aos filhos de Deus.

Eles se alimentam de tudo que é inútil para a alma: ódio, rancores, tristezas, medo, orgulho, mentira.

Ficam o tempo todo assistindo as tragédias que os cercam - derrotados em seus corações, como uma pessoa quer quer perder peso, mas não quer mudar de padrão, e fica o dia todo na frente da TV, comendo sem parar.

Parece interessante que você faça uma avaliação de sua possível obesidade espiritual, tome os “remédios” de Deus, e entre em ação na prática do bem.

Alimente-se da verdade, do amor, do respeito, do perdão e da beneficência, e logo será um atleta espiritual e, por que não, também um atleta físico, pois a paz interior ajuda-nos em tudo, até na determinação de perder uns quilinhos.

O coração alegre aformoseia o rosto; mas pela dor do coração o espírito se abate. Provérbios 15:13

LIDERES , DEUS ME LIVRE


Como ministro do evangelho, temo cometer erros que impugnem meu ministério. Temo macular minha vida, minha mensagem, meu desempenho como servo do Senhor. Deus me livre de isso acontecer. Não sou capaz de, pelas minhas próprias forças, sabedoria, conhecimento acumulado ou experiência de vida, ficar isento de erros que me desqualifiquem.

Deus me livre de tropeçar, quer por atitudes, palavras, pensamentos ou ações. Se isso acontecer, que Deus me livre de racionalizações mirabolantes e justificativas carnais, maliciosas, demoníacas. Que as palavras de Paulo sejam gravadas a fogo e guardadas a sete chaves em meu coração: "Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado" (1 Coríntios 9:27).

Deus me livre de abrigar mágoas ou ressentimentos em meu coração. Ouvi certa vez um servo de Deus dizer: - "um líder magoado é um líder falido". Que Deus me encha de misericórdia e me livre de me tornar ressentido. Deus me livre de pagar com a mesma moeda. Deus me livre da vingança. Deus me livre da retaliação, do revide.

Deus me livre de achar que sei o bastante. Deus me livre da soberba do conhecimento. Que eu tenha sempre um coração pronto a aprender. Deus me dê mestres entre os mais novos do que eu e mais recentes no Reino, assim como um coração puro e humilde para aprender com eles. Deus me livre de me tornar, com o tempo, um "rei velho que já não se deixa admoestar" ( Eclesiastes 4:13).

Deus me livre de confundir autoridade com autoritarismo e abuse da posição que o Senhor me confiou. Deus me livre de desprezar as palavras de Jesus quando disse que "aquele que dentre vós quiser ser o maior, que seja o que sirva". Deus me livre de me considerar melhor ou maior que os outros. Deus me ajude a ter um coração de cordeiro, tendo sempre como modelo aquele que disse: "aprendei de mim porque sou manso e humilde de coração".

Deus me livre de estudar a Bíblia com desleixo, má vontade ou por pura obrigação ministerial. Deus me livre de procurar minha Bíblia apenas nas horas que preciso de um sermão para pregar. Deus me livre do profissionalismo pois, como ministro, tenho vocação. Não sou um profissional.

Deus me livre da competição, do exibicionismo intelectual, e de procurar me apresentar como mestre ou instrutor de ignorantes. Deus me livre do farisaísmo hipócrita, da religião sem paixão, de ser "vinho velho em odre novo".

Deus me livre de negligenciar minha família. Devo priorizá-la como querem as Escrituras: "Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente" (1 Timóteo 5:8). Deus me livre de me entregar ao ministério procurando reconhecimento e aprovação do rebanho esquecendo-me que o principal rebanho que Deus me confiou é minha família "pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?" ( 1Timóteo 3:5 ).

Deus me livre de me julgar eterno e negligenciar o preparo de um sucessor. Deus me livre de querer impor sobre ele, seja lá quem for, um continuísmo que só venha a sufocar seus dons e talentos pessoais. Que eu possa servir de escada e trampolim para que meu sucessor possa ir além e tenha eu a humildade de nosso Senhor Jesus Cristo quando disse: "aquele que crê em mim, obras maiores fará (João 14:12).
Deus me livre de perder de vista o anseio maior de meu coração neste mundo: o meu epitáfio. Que o texto que ali inscreverem tenha pelo menos menção de haver eu tentado servir a Deus com todas as minhas forças.

Só a Deus, seja a glória. Amém.

LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO........


A lógica do toma lá dá cá. A justiça do devolver na mesma moeda. Se eu "me dei mal", porque não posso me vingar em outra pessoa? O referido ditado está entre mais uma daquelas mentiras que os seres humanos contam. O jeitinho brasileiro já é internacionalmente conhecido. O povo critica os políticos corruptos e, assim, revela toda a sua incoerência. Nossos governantes são escolhidos por um povo que acredita que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão. Logo, temos na política um reflexo da nossa cultura: o esperto tentando levar vantagem em tudo. Se é a ocasião que faz o ladrão, como poderíamos julgar aqueles que não resistem às tentações!? A ocasião é mais forte! A culpa é do sistema! Assim, vamos eximindo o ser humano da sua responsabilidade.

Essa questão é tão evidente no Brasil que atitudes que deveriam ser normais ganham destaque na mídia. Se alguém encontra uma considerável quantia em dinheiro e devolve para o dono, logo se tornará herói nacional. No fundo, pensamos: ‘é um trouxa!’ Mas, não fica bem explicitar as verdadeiras intenções. Observamos calados tentando entender o que leva alguém a abrir mão de tal oportunidade! O governo rouba da gente, que mal faz me aproveitar de alguns objetos da repartição? Os comerciantes roubam nos preços, qual o problema em ficar quieto e guardar o troco que foi passado a mais? Já comprei o carro com problemas, tenho o direito de passá-lo adiante sem dizer toda a verdade! E assim, todo mundo vai dando um jeito!

Toda generalização é burra. Inclusive essa. Acredito sim na integridade, honestidade e sinceridade. Conheço pessoas que ainda cultivam esses valores. Mas, se antes era vergonhoso, anormal, desrespeitoso agir desonestamente, hoje as coisas se inverteram. É quase uma contravenção social ser íntegro, honesto e sincero. As pessoas te olham estarrecidas, mudas diante do incompreensível. Na internet já é possível encontrar testes para medir seu grau de honestidade. Rejeitar o gabarito antes de um teste, assumir que cometeu a falta num jogo coletivo, não fugir do local do acidente e assumir a responsabilidade pelo erro, devolver o troco a mais, rejeitar suborno, etc. Infelizmente são atitudes cada vez mais raras!

Os ditados populares revelam muito dos nossos padrões mentais. São eles que definem as nossas crenças e, conseqüentemente, a sociedade que construímos. Biblicamente falando, a conversão significa uma mudança de vida. Depende da crença que estamos deixando e da nova que vamos abraçar. Não basta mudar o rótulo. Não se trata somente de um novo jeito de se vestir. Tudo começa na mente: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente” escreveu o Apóstolo Paulo (Romanos 12. 2).

QUEM É SEU AMIGO?


É urgente. Tomemos uma posição, já! Ou somos de Deus, ou somos do diabo. Não há negociação possível, não cabe argumentação conciliatória. Que ninguém, em sã consciência, atreva-se a propor um concílio ecumênico entre o império das trevas e o Reino da luz e do amor de Deus (2 Co 6: 14).

A propósito, Deus e o diabo não amarram os jegues no mesmo toco. Se optarmos pela amizade com o mundo, fazemo-nos inimigos de DEUS. Tg 4: 4. Ao fazermos a corte, ao enlearmo-nos com as coisas, com os arranjos do presente século, tornamo-nos impróprios, repreensíveis.

A opção pela companhia de satanás faz-nos adúlteros, homens e mulheres de má fama; entristecedores do Espírito Santo. O mesmo Espírito Santo que por nós anseia e tem ciúmes e habita-nos. Tg 4: 5.Permitindo ramificações com os caminhos deste sistema vigente, afrontamos o Espírito que a nós foi outorgado e em nós derrama o amor de DEUS PAI. Rm 5:5. “ Sujeitai-vos a DEUS.”Este ato de sujeição é repleto e regado pelo amor divino; é muito cinismo orar pedindo a DEUS que lhe torne um crente submisso; submeta-se a DEUS, e ponto final.Quando nos sentimos animados a obedecer, pelo amor divino o somos.“ Resisti ao diabo e ele fugirá de vós.”Aquele que foge, só foge quando flagrado com a boca na botija; intentando contra nós, maquinando, armando-nos ciladas. Ef 6; 11b.

Ao resistirmos às investidas do diabo, a sua máscara cai, identificamos a fraude, a torpe fraude do pai da mentira. João 8: 44.“ Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas, mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de DEUS. João 3: 20, 21 – nvi.

Trago na carne e na alma, cicatrizes das ramificações e da amizade com o mundo; corroído, tenho motivos de sobra pra querer ser amigo de DEUS, pra desesperadamente almejar ser íntimo de DEUS, novamente.Conheço bem o outro lado; não me refiro mais ao outro lado da violência, da crueldade, do alcoolismo, dos roubos e do engodo; de todas essas marcas das amizades anteriores, a boa mão do Senhor me limpou. Se tiver que sofrer, não será mais como malfeitor.“Esse, o “outro lado” agora, é o outro lado do descaso, do “ser crente do meu jeito”, de qualquer jeito; o outro lado, também do descomprometimento, do uso vil da liberdade conquistada por Jesus no calvário e gratuitamente oferecida na conversão, do proceder execrando do pródigo, “ recusar-se estar sob os cuidados e autoridade do Pai”.O outro lado da fé rasa, quase fé, nenhuma fé; fé sem sal.

Ao contemplar o resultado de uma prolongada amizade com as coisas e arranjos deste presente século; pois sobre isto é que tratamos aqui, entristeço, contemplando a dolorida face de quem vem da queda, de quem volta do front, derrotado e só. Entristeço ao olhar pra dentro das lacunas da alma, das orações não feitas, do louvor não entoado, do perdão não pedido, nem aceito ou recebido.

Entristeço olhando pra trás e divisando distante as muitas chances de fazer o bem, mas me omiti. È fácil contabilizar dores e derrotas, e se nada for feito, estarei por aí ruminando amarguras e pensando naquilo tudo que poderia fazer, e não fiz, e nem agora faço, pois é mais confortável ficar, me tornar e me sentir velho o bastante e desistir. Sem escolher claramente de qual lado estou, sem deixar explícito qual é a minha guerra e quem é o meu comandante, em breve, nem lembranças ruins restarão. " DEUS, um de nós precisa tomar providências."“ Quero trazer à memória aquilo que me pode dar esperanças.” Lm 3: 21.

(ex-interno do centro de recuperação de mendigos - Missão Vida -

DEUS TEM SEUS CAMINHOS


Deus muitas vezes permite que passemos por situações desagradáveis e até humilhantes para nos ensinar preciosas lições. Em geral, este é um aprendizado longo e doído, mas no seu fim recebemos muitas e inegáveis bênçãos.

A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que passaram literalmente pelo vale da sombra e da morte, mas depois se reergueram e deram glórias a Deus. Como entender e aceitar as experiências vividas por Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Sansão, Gideão, Davi e Jó? Esses homens foram provados e sofreram muito, mas depois se reergueram do pó e com alegria glorificaram a Deus. Será que somos melhores ou mais importantes do que eles? Certamente que não.

Deus promete nos livrar - e nem sempre Ele nos livra da fornalha de fogo. Ele, por razões que não entendemos, muitas vezes permite que passemos pelo meio da fornalha de fogo ardente como ocorreu com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, na Babilônia - talvez como forma de provar toda a extensão do seu amor e de seu cuidado para conosco. Deus muitas vezes permite acontecer conosco fatos os mais incríveis e estranhos - e muitas vezes nós atribuimos essas coisas ao diabo - como se ele tivesse poder de nos tocar, exceto com a permissão divina como aconteceu com Jó. Deus permite uma doença, um fracasso, um mau casamento, um prejuizo financeiro, um acidente, um constrangimento na familia, a perda de um ente querido... Ele tem os seus caminhos e Isaias diz que os seus caminhos são mais altos que os nossos caminhos. É fundamental, para o servo do Senhor, aceitar e se submeter à Sua vontade.

Deus muitas vezes permite que sejamos atacados por uma doença E muitas vezes o médico não consegue diagnostica-la. Descemos ao leito do hospital, padecemos, sofremos dores, dificuldade para respirar, desconforto, constrangimentos, fazemos uso de vários medicamentos, fazemos exames e não se descobre a tal doença misteriosa. Pessoas nos visitam, falam palavras de conforto, fazem orações, põem a mão em nossa testa depois se afastam e cochicham: "o que será que ele tem?". A Bíblia responde: "O Senhor o sustentará no leito da enfermidade: tu renovas a sua cama na doença... Ele me invocará e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livra-lo-ei e o glorificarei". (Salmo 41.3 e 91.15). As pessoas ao redor não sabem, mas Deus comunica ao seu servo ou serva o que está acontecendo e o conforta no seu leito.

Muitas vezes é difícil para nós aceitar os "caminhos de Deus". Nós nos julgamos auto-suficientes, inclusive em assuntos espirituais. Achamos que sabemos tudo e criamos as nossas teorias e as nossas "certezas". Não aceitamos a prova, o sofrimento porque achamos isto injusto, ou simplesmente porque não entendemos. Agimos como uma criança que foi muito mimada e agora se revolta ao ouvir uma reprovação. E criamos o nosso mundinho particular e queremos que Deus se rebaixe aos nossos caprichos e conveniências. Quanto engano e quanta presunção! Queremos que Deus cure todos os enfermos, resolva todos os problemas, expulse todos os demônios, dê prosperidade a todos, mas Deus é soberano e sabe o que fazer, como fazer e a hora em que as coisas devem ser feitas. Não aceitamos um "não" como resposta. Deus olha para nós e amorosamente nos diz: "Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra". (Salmo 46.10). Precisamos aceitar a vontade de Deus em todas as áreas de nossa vida. Ele sabe o que é melhor para nós. "Sabei que o Senhor é Deus: foi Ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto!. (Salmo 100.3). Precisamos nos submeter ao senhorio de Cristo. Afinal, Ele tem os seus caminhos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A BIBLIA ´ É A PALAVRA DO DEUS DO POVO, E DO POVO DE DEUS.


Assim escrevia Jônatas Macabeu ao Rei Esparta: "Nós não sentimos necessidade de apoio e alianças, tendo em mãos para o nosso conforto os Livros Sagrados " (I Mc 12,9). Foram palavras pronunciadas ao Rei da Esparta no ano 154, Antes de Cristo, em nome de toda a Nação .
Pelas suas palavras, temos aqui o significado etmológico da Palavra Bíblia. Bíblia vem do grego: "Biblos", que significa "Livro". Daí o diminutivo "Biblion" igual a Livrinho, que no plural fica "Bíblia". Dai, em nossa língua BÍBLIA.
Seu nome, bíblia, portanto, vem de uma palavra grega que significa: "os livros". Mais do que um livro, a Bíblia é uma biblioteca! Inicialmente, a Bíblia significa uma coleção de Livros, de tudo que foi escrito no Antigo e Novo Testamento. Portanto, não é só um livro, mas muitos. É uma coleção de Livros Sagrados que contêm o retrato fiel de um povo.
A Bíblia é o livro religioso dos judeus e dos cristãos; os muçulmanos conhecem muitas de suas passagens através do Corão. Os crentes sabem que é a Palavra de Deus. Para os cristãos, comporta duas partes: o Antigo e o Novo Testamento. A Bíblia judaica só tem a primeira parte.
Coloque lado a lado uns sessenta livros, partindo dos Sertões de Euclides da Cunha até os nossos livros infantis, passando por obras de literatura de cordel, sermões de Monte Alverne, poemas de Castro Alves, cantos revolucionários, histórias e romances modernos, obras científicas e manuais de moral. .. e você terá uma vista de conjunto da literatura brasileira. Do mesmo modo, a Bíblia nos apresenta, nuns sessenta livros de extensão muito variável, o conjunto da literatura judaica e cristã durante mais de mil anos. Percebemos logo que isto constitui sua riqueza e também sua dificuldade.
Sua riqueza, porque a Bíblia nos permite ver como um povo foi, pouco a pouco, descobrindo seu Deus através dos acontecimentos de sua história, depois como os primeiros cristãos foram pouco a pouco descobrindo quem era Jesus.
Portanto a Bíblia não se apresenta como um "manual" em que todas as coisas se acham bem classificadas, em que só se propõe verdades bem provadas (e às vezes aborrecidas); antes, é um "álbum de família" onde fotos, cartas, documentos diversos permitem travarmos conhecimento com pessoas bem reais, ver como elas evoluíram, realizaram-se, descobriram o sentido de sua vida.
A dificuldade da Bíblia vem também em grande parte daí. Para perceber o interesse de um álbum de família, é preciso que eu possa classificar as fotos, situá-las em sua época (não se olha do mesmo modo uma foto da guerra de 14 e da revolução de 32).
Para descobrir a mensagem desses livros da Bíblia, é necessário igualmente que eu possa situá-los na história de Israel e dos primeiros cristãos, redescobrir sua cultura, o modo de cada época se exprimir. Isto explica porque os textos apresentados nesta obra não estão classificados na ordem em que se encontram na Bíblia.
Retomemos nossa comparação: reunimos uns sessenta livros sobre a história da França; em que ordem vamos arrumá- los? Podemos colocá-los na ordem em que apareceram: A guerra das Gálias, de Júlio César, por exemplo, será colocado em primeiro lugar, e uma obra recente sobre os gauleses, no último. Mas podemos também agrupá-los por assunto: colocaremos juntos então estes dois livros, embora haja entre eles um intervalo de 2.000 anos.
É esta última ordem que encontramos na Bíblia. Pura o Antigo Testamento, temos primeiramente a Lei ou Pentateuco (os começos do mundo, em seguida a história de Abraão, de Moisés ...) - os Profetas - os outros Escritos; para o Novo Testamento: os evangelhos - as cartas de Paulo e dos outros - discípulos - o Apocalipse.
Nesta obra, seguiremos de preferência a ordem de aparecimento dos livros. O que nos permitirá situá-los mais facilmente em seu contexto histórico e retomar com Israel e os primeiros cristãos o caminho de sua descoberta de Deus.
Na Bíblia tem-se de tudo: deparamo-nos, por exemplo, "Os livros de histórias ou crônicas, como o Gênesis, o livro de crônicas ou livro dos Reis; coleções de leis, como o Levítico; poemas religiosos, como os Salmos; narrações romanciadas, como o Livro de Tobias ou cântico dos cânticos; pensamentos graciosos ou chocantes, como o Livro dos Provérbios ou Eclesiástico; poemas de sofrimentos, como o livro de Jó; as visões dos profetas, seus discursos e confidências. como os livros
de Isaias, Ezequias, Jeremias, Daniel e tantos outros; os quatro evangelhos, contendo a vida e as mensagens de Jesus Cristo; os atos dos apóstolos, que contam os
começos da Igreja e as viagens de São Paulo, São Barnabé e São Lucas; as epístolas, cartas pastorais dos Ap6stolos, Pedro, Paulo, Tiago, Judas e João às suas comunidades; o Apocalípse de São João. revelando o futuro da Igreja .
A Bíblia é o retrato fiel de um povo, conservado numa desordem organizada. naquelas páginas antigas .
A Bíblia se compõe de livros santos, porque dentro de sua grande variedade, eles coincidem em tratar de religião. tendo um objetivo essencialmente religioso. Chamam-se livros sagrados, porque como ensina a fé tanto judaica, ,como cristã, não foram escritos por mero talento humano, mas também com inspiração divina especial. É desta origem sobrenatural que a Bíblia recebe a sua dignidade de livro por excelência. É Ela o fundamento e o alimento da fé para todos os cristãos e nenhum ,outro livro, no mundo, pode ser a Ela comparado. nem de longe, seja pelo número de tiragem de edições, quer manuscritas, quer impressas, seja pela influência: sobre a vida individual e pública, sobre a literatura e as artes figurativas.
Qualquer pessoa sinceramente apegada à sua religião tem-na, por assim dizer, constantemente, em mão, como Jônatas o apontava para nela encontrar conforto em todas as vicissitudes da vida .

OUTROS NOMES DA BÍBLIA


Encontramos; freqüentemente. na Bíblia, outros nomes, como:
- A Escritura ou as Escrituras,
- As Santas Escrituras,
Mais raramente, com o nome de: As Sagradas Letras.
O povo acostumou-se a chamar a Bíblia de:
- Sagrada Escritura,
- A Lei e os Profetas,
- A Divina Revelação,
- Os Livros Santos,
- Livro por Excelência,
- As Sagradas Letras,
- As Santas Letras,
- A História Sagrada,
- Carta de Deus,
- O Album da Familia Cristã.

QUEM É O AUTOR DA BÍBLIA? DEUS E O POVO DE DEUS
No livrinho "BIBLIA: Livro feito em mutirão" (disse livrinho, porque, na verdade é um curso sobre a Bíblia. É um livro pequerrucho, mas bem denso. É desses livrinhos que fazem pensar e dão vontade de caminhar. É filhote da Bíblia, e tem cara da mãe. É também desses livros que para lê-lo não pode ser com pressa. É preciso lê-lo saboreando as comparações, conferindo as citações bíblicas, relendo cada capítulo várias vezes e lendo e discutindo em grupo) o biblista mais lúcido Carlos Mesters diz elegantemente que " A Bíblia não caiu pronta do céu. Ela surgiu da terra, da vida do povo de Deus. Surgiu como fruto da inspiração divina e do esforço humano.
Quem escreveu foram homens e mulheres como nós. Eles é que pegaram caneta e papel e escreveram o que estava no seu coração.
A maior parte deles não tinha consciência de estar falando ou escrevendo a Palavra de Deus. Estavam só querendo prestar um serviço aos irmãos em nome de Deus. Eles eram pessoas que faziam parte de uma comunidade, de um povo em formação, onde a fé em Deus e a prática da justiça eram ou deviam ser o eixo da vida.
Preocupados em animar esta fé e em promover esta justiça, eles falavam e argumentavam para instruir os irmãos, para criticar abusos, para denunciar desvios, para lembrar a caminhada já feita e apontar novos rumos. Alguns deles chegaram a escrever, eles mesmos, as suas palavras ao povo. Outros nem sabiam escrever. Só sabiam falar e animar a fé pelo seu testemunho. As palavras destes últimos foram transmitidas oralmente, de boca em boca, durante muitos anos. Só bem mais tarde, outras pessoas decidiram fixá-las por escrito.
As palavras faladas ou escritas de todos estes homens e mulheres contribuíram muito para formar e organizar o povo de Deus. Por isso, o povo delas se lembrou e por elas se interessou. Não permitiu que caíssem no esquecimento. Fez questão de distingui-las das palavras e das atitudes de tantos outros que em nada contribuíram para a formação do povo, nem para a animação da fé e nem para a prática da justiça.
Tudo isso não se fez num dia só. Foi um longo processo que durou séculos. Muita gente colaborou. O povo todo se interessou.
Ora, a Bíblia foi surgindo do esforço comunitário de toda esta gente. Surgiu aos poucos, misturada com a história do próprio povo de Deus.
Resumindo, a gente pode dizer: a Bíblia nasceu da vontade do povo de ser fiel a Deus e a si mesmo; nasceu da preocupação de transmitir aos outros e a nós esta mesma vontade de ser fiel. Eles diziam: " As coisas do passado aconteceram para servir de exemplo, e foram escritas para a nossa instrução, para nós que estamos vivendo neste fim dos tempos" (lCor 10,11).
A Bíblia nasceu sem nome e sem rótulo. Só mais tarde, o próprio povo descobriu aí dentro a expressão da vontade de Deus e a presença real da sua Palavra Santa. Deus estava trabalhando e inspirando, desde o começo, mas eles o descobriram só no fim. A gente só conhece totalmente uma flor, depois que o botão se abre e que as pétalas são visíveis à luz do sol. O botão da Bíblia abriu foi na ressurreição de Jesus" .

A BÍBLIA É UM LIVRO INSPIRADO POR DEUS


Como é que um livro que surge da vida e da caminhada do povo pode ser, ao mesmo tempo, a Palavra de Deus?
Um agricultor resumiu a resposta nesta frase: "Deus fala misturado nas coisas: os olhos da gente percebem Só as coisas, mas a fé enxerga Deus que aí nos fala! "
A ação do Espírito de Deus pode ser comparada com a chuva: cai do alto, penetra no chão e acorda a semente que produz a planta (cf. Is 55,10-11). A planta que assim nasce é fruto, ao mesmo tempo, da chuva e do chão, do céu e da terra. A Bíblia é fruto, ao mesmo tempo, do céu e da terra, da ação gratuita de Deus e do esforço suado dos homens. É a Palavra do Deus do povoe do povo de Deus!
A ação do Espírito Santo pode ser comparada com o sol: seus raios invisíveis esquentam a terra e fazem crescer as plantas de baixo para cima. Pode ser comparada ainda com o vento que não se vê. A Bíblia é fruto do vento invisível de Deus que moveu os homens a agir , a falar ou a escrever.
Até hoje, quando lemos a Bíblia, o Espírito de Deus nos atinge. Ele nos ajuda a ouvir e a praticar a Palavra de Deus. Sem ele, não é possível descobrir o sentido que a Bíblia tem para nós (cf. João 16,12-13; 14,26}. Onde encontrar este Espírito, para que ele esteja conosco na leitura e na interpretação que fazemos da Bíblia ?
O Espírito de Deus não se compra nem se vende. Não há dinheiro que O pague! (cf. Atos 8,20). Ele nem é fruto só de estudo. Não basta a sabedoria humana para poder entender a mensagem da Palavra de Deus (cf. Mateus 11,25). O Espírito Santo é um dom que deve ser pedido na oração (cf. Lucas 11,13). Por isso é importante rezar antes da leitura e do estudo da Bíblia."
Bíblia: Livro feito em mutirão, Carlos Mesters, ed. Paulinas, pp. 7- 10.

A PRÓPRIA BÍBLIA FALA DESTA INSPIRAÇÃO DIVINA


" Toda a Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para persuadir, para corrigir e formar na justiça" (2 Tm 3,16).
O próprio Jesus, referindo-se ao livro dos Salmos, diz que Ele foi escrito sob a inspiração do Espírito Santo: " Davi, inspirado pelo Espírito Santo diz: disse o Senhor ao meu Senhor" (SI 109; Mc 12,36) .
Há muitas outras passagens da Bíblia que testemunham que Deus é seu autor. Veja por exemplo:
Ex 24,4: "Moisés escreveu todas as palavras de Iahweh; e levantando-se de manhã, construiu um altar ao pé da montanha, e doze estrelas para as doze tribos de Israel".
Ex 24,7: "Tomou o livro da Aliança e o leu para o povo; e eles disseram: Tudo o que Iahweh falou, nós o faremos e obedeceremos e obedeceremos".
Is 30,8: " Vai agora e escreve-o sobre uma prancheta, grava-o em um livro que se conserve para dias futuros, para todo o sempre...
Is 34,16: " Buscai no livro de Iahweh e lede: nenhum deles ficará sem o seu companheiro, porque assim ordenou a boca de Iahweh; o seu espírito os ajuntou.
Jr 36,2: " Toma um rolo e escreve nele todas as palavras que te dirigi a respeito de Israel..".
At 1,16: "
At 4,25: "
At 28,25: "
Hb 3,7: "
Hb 10,15-16: "
São Pedro, referindo-se à Bíblia Sagrada no Antigo Testamento, declara-a inspirada por Deus: "homens inspirados pejo Espírito Santo, falaram da parte de Deus " (2 Pd 2-,21) .
Na epístola aos Hebreus também se fala desta inspiração: "Muitas vezes, e de muitos modos, Deus falou aos nossos pais, pelos profetas, mas, ultimamente, falou-nos por seu Filho" (Hb 1,1-2).
Vemos também termos equivalentes à inspiração divina em
Mt 5,18:
Mt 26,54:
Lc 18,31:
Lc 24,27:
Jo 5,39:
Am 1,2:
1 Pd 1,12:

O QUE É INSPIRAÇÃO NA BÍBLIA?


O Papa leão XIII define a inspiração divina Bíblia, nestes termos:
"O Espírito Santo
1 - impulsionou os escritores sagrados a escrever;
2 - ele próprio os assistiu, enquanto eles escreviam, de tal maneira que:
a) eles pensavam exatamente
b) queriam transmitir fielmente,
c) e exprimiam como verdade infalível tudo o que Ele lhes ordenava escrever e somente o que Ele lhes ordenava escrever. (Encíclica Providentissimus Deus, 84).
O Concílio Vaticano II assim se expressa a respeito do sentido e da finalidade da revelação e da Bíblia:
1. " Deus quis revelar-se a si mesmo.
2. " Quis também que soubéssemos que podemos achega- nos ao Pai. Mediante o Cristo e no Espírito Santo e que podemos tornar-nos participantes de sua natureza divina. (Ef 2, 18; 2 Pd 1,4).
3. "Esta revelação se realiza através de acontecimentos e palavras intimamente conexos entre si, de forma que as Obras realizadas por Deus, na história da salvação, manifestam e confirmam os ensinamentos e realidades significadas pelas palavras. Estas, por sua vez, proclamam a obras e esclarecem o mistério nelas contido" (Conc. Vaticano II, Dei Verbum, 2).

POR QUE OS 72 LIVROS SÃO CANÔNICOS


O povo da Bíblia viveu a vida e foi procurando os caminhos de Deus. Com a ajuda de Deus, foram descobrindo a presença do Espírito, à luz de Cristo. Perceberam que tudo estava sendo orientado por Deus para Cristo. Percorreram as estradas de Deus desde o ponto inicial até o ponto de chegada que é a ressurreição de Jesus Cristo.
Deus fez questão que tudo fosse descrito num livro, para que nós, hoje, lendo e estudando este livro, tivéssemos um critério para .descobrir em nossa vida a mesma presença de Deus que eles descobriram em sua vida. Esse é o livro da Bíblia. por isso, nós dizemos que a Bíblia é a norma e o critério de nossa fé.

A LISTA DOS LIVROS INSPIRADOS


Para ter uma ajuda e uma orientação na sua vontade de ser fiel a Deus e a si mesmo, o povo foi fazendo uma seleção daqueles escritos considerados por todos de grande importância para a sua vida, e que mais o ajudaram na sua caminhada. Assim surgiu uma lista de livros ou de escritos, reconhecidos por todos como sendo a expressão da sua fé, das suas convicções, da sua história, das suas leis, do seu culto, dos seus cantos, da sua missão.
Lidos e relidos nas reuniões e nas celebrações do povo, os livros desta lista foram adquirindo, aos poucos, uma grande autoridade. Eram o patrimônio sagrado do povo, porque lhe revelavam a vontade de Deus. Daí vem a expressão Escritura Sagrada. Eles diziam: "Temos para consolo os livros sagrados que estão em nossas mãos " ( 1 Mc 12,9) . Eles usavam estes livros para ter força e coragem na luta (cf. 2Mc 8,23).
Falamos em" Cânon dos livros inspirados". "Cânon" quer dizer norma, critério, roteiro. A Bíblia é para nós uma norma certa, um roteiro seguro e um critério divino que nos orienta na estrada da vida.
Quando você vai por uma estrada desconhecida, é bom ter alguém que conheça a estrada e já passou por lá. Ora, nesta estrada desconhecida da vida, a Bíblia é quem nos orienta. Ela " tem autoridade para isso, por diversos motivos:
1 - porque descreve a caminhada do povo que já passou pela estrada .
2 - porque Deus mesmo garante que a descrição que a Bíblia dá desta caminhada é exata, pois E1e mesmo inspirou a Bíblia .
3- porque a Bíblia é o livro do povo de Deus e da Igreja que vem lendo, desde o tempo ,dos apóstolos. Já deu tantos frutos no passado, que .podemos ter esperança para o futuro.
4- porque a Bíblia traz, ao mesmo tempo, a luz da palavra que esclarece o caminho e a força do Espírito que nos faz superar e eliminar os obstáculos .
Usamos a palavra lista. Eles usavam uma palavra grega e diziam cânon. A palavra cânon quer dizer lista ou norma. Por isso, até hoje, se fala em livros canônicos para indicar os livros daquela lista ( cânon) .Os livros canônicos eram a norma da fé e da vida do povo de Deus. Ora, esta lista de livros sagrados recebeu mais tarde o nome de Bíblia.
Portanto, a Bíblia é o resultado final de uma longa caminhada, fruto da ação de Deus que quer o bem dos homens, e do esforço dos homens que querem conhecer e praticar a vontade de Deus. Ou seja, a Bíblia é o fruto de um mutirão prolongado do povo que procurava descobrir, praticar, escrever e transmitir aos outros e a nós a Palavra de Deus presente na vida.

QUANTOS LIVROS TEM A BÍBLIA?


A Bíblia se divide em duas grandes partes: a primeira, anterior a Cristo e a segunda posterior.
A primeira chama-se Antigo Testamento (que se abrevia A. T.) ou Velho Testamento.
A segunda chama-se Novo Testamento (que se abrevia N. T.).
A Bíblia toda contém setenta e dois livros, ou seja, quarenta e cinco do Antigo e vinte e sete do Novo Testamento. Para você guardar na cabeça leia 72 da direita para a esquerda, é 27. Vinte e sete são os livros do Novo Testamento. De 27 ate 72 são 45. Quarenta e cinco são os livros do Antigo Testamento.
As vezes, surge uma confusão entre os leitores. Alguns dizem que existem 72 e outros 73. Quem está certo? Vamos explicar:
O Concilio de Trento, em seu decreto sobre o Cânon dos livros da Bíblia, considera Lamentações de Jeremias, como fazendo parte do Livro de Jeremias. Segundo o mesmo Concílio, são quarenta e cinco os livros do Antigo Testamento. Algumas traduções contam "As Lamentações" como livro à parte, separado do de Jeremias. Daí os setenta e três livros.

OS TÍTULOS DOS LIVROS DA BÍBLIA


Os Títulos dos livros da Bíblia lembram, por vezes, o nome de seus autores, outras vezes, o nome de seus destinatários ou ainda os assuntos que neles são tratados.
É - nos conhecido o nome de muitos destes autores. Alguns escritos são o produto de uma colaboração ou constituem uma coleção de textos antigos compilados posteriormente. Os autores viveram em lugares e ambientes muito diversos. Cada um deles imprimiu na sua obra traços muito característicos de sua personalidade .

A PALAVRA TESTAMENTO


Testamento significa acordo, pacto, contrato, aliança, amizade. Foi um acordo de amizade que começou lentamente e foi crescendo à medida em que o povo tinha condições para entender o relacionamento de Deus e dos homens. O Antigo Testamento quer dizer, a antiga aliança ou o antigo acordo que Deus fez com a humanidade por meio de Abraão e Moisés.
Novo Testamento quer dizer a nova aliança, o novo acordo que Deus fez com a humanidade na pessoa de Jesus Cristo.

ABREVIATURAS E SIGLAS


Os títulos dos livros bíblicos são abreviados da seguinte maneira, de acordo com a ordem que temos na Bíblia:

ANTIGO TESTAMENTO: LIVROS HISTÓRICOS


Gênesis (Gn)
Êxodo (Ex)
Levítico (Lv)
Números (Nm)
Deuteronômio (Dt)
(Estes primeiros cinco livros da Bíblia são chamados "Pentatêuco" e formam o cerne da Bíblia. Pentateuco é uma palavra que vem do grego. que significa cinco livros. Os antigos deram -lhe o nome de "Torá ", que quer dizer a " Instrução, a Lei". São os cinco livros escritos por Moisés, sem afirmar que os tenha composto inteiramente) .
Josué (Js)
Juizes (Jz)
Rute (Rt)
Primeiro e Segundo Samuel (I e 1I Sm)
Primeiro e Segundo Reis (1 e II Rs)
(Algumas edições da Bíblia reúnem os quatro livros de Samuel e Reis sob o único título de" Livros dos Reis" .Assim:
O 1 Livro de Samuel é igual a I Livro dos Reis.
O II Livro de Samuel é igual o II Livro dos Reis.
O I Livro dos Reis é igual o III Livro dos Reis,
O II Livro dos Reis é igual o IV livro dos Reis.

Nessas edições, o I e o II Livro das Crônicas são chamados: I e II Livro dos Paralipômenos) .
Primeiro e Segundo Crônicas (I e II Cr)
Esdras (Esd)
Neemias (Ne)
Tobias (Tb)
Judite (Jt)
Ester (Est)
Primeiro e Segundo Macabeus (lMc, 2Mc)

ANTIGO TESTAMENTO: LIVROS POÉTICOS, SAPIENCIAIS OU DOUTRINÁRIOS


JÓ (Jó)
Salmos (SI)
Provérbios (Pr)
Eclesiastes (Coélet) (Ecl)
Cântico (Ct)
Sabedoria (Sb)
Eclesiástico (Sirácida) (Eclo)

ANTIGO TESTAMENTO : LIVROS PROFÉTICOS


Isaías (Is)
Jeremias (Jr)
Lamentações (Lm)
Baruc (Br)
Ezequiel (Ez)
Daniel (Dn)
Oséias (Os)
Joel (JI)
Amós (Am)
Abdias (Ab)
Jonas (Jn)
Miquéias (Mq)
Naum (Na)
Habacuc (Hab)
Sofonias (Sf)
Zacarias (Zc)
Malaquias (MI)

NOVO TESTAMENTO : LIVROS HISTÓRICOS


Mateus (Mt)
Marcos (Mc)
Lucas (Lc)
João (Jo)
Atos dós Apóstolos (At)

NOVO TESTAMENTO : LIVROS DOUTRINARIOS


Epístola aos Romanos (Rm)
Epístolas aos Coríntios (1 Cor e 2 Cor)
Epístola aos Gálatas (Gl)
Epístola aos Efésios (Ef)
Epístola aos Filipenses (Fl)
Epístola aos Colossenses (Cl)
Epístolas aos Tessalonicenses (1Ts e 2 Ts)
Epístolas a Timóteo (1Tm e 2 Tm)
Epístola a Tito (Tt)
Epístola a Filemon (Fm)
Epístola aos Hebreus (Hb)
Epístola de Tiago (Tg)
Epístolas de Pedro (1 Pd e 2Pd)
Epístolas de São João (1Jo, 2Jo, 3Jo)
Epístola de Judas (Jd)

NOVO TESTAMENTO : LIVRO PROFÉTICO


Apocalipse (Ap)

PARA QUÊ A BÍBLIA FOI ESCRITA!


A Bíblia, esta carta de amor de Deus para com a humanidade, foi escrita para manter o povo na caminhada. O que anima o povo a caminhar são três coisas:
1º) Contar o passado -
Uma pessoa pode animar-se a fazer alguma coisa para o outro quando olha as coisas que este fez por ela no passado. Assim, o povo da Bíblia, olhando as coisas que Deus tinha feito por ele no passado, se animava a caminhar para frente. Tudo isso foi contado naqueles que são chamados de Livros Históricos, livros que contam as coisas do passado do povo. Você pode procurar, no índice de sua Bíblia, a lista dos Livros Históricos a ler algum para ver como lá estão contadas experiências vividas pelo povo.
2º) Anunciar o futuro -
Uma pessoa pode animar-se a fazer alguma coisa para o outro quando olha as possibilidades que este lhe oferece para o futuro. Então nasce a esperança, força e coragem. Assim, o povo da Bíblia se animava a caminhar para frente, quando colocava diante de si as promessas feitas por Deus para o futuro. Tudo isso foi descrito nos assim chamados Livros Proféticos, que tratam da esperança do futuro. Tratam do futuro não tanto por causa do futuro em si, mas sobretudo por causa do presente. O futuro que Deus oferece esclarece o presente, anima os desanimados e corrige os transviados. Os Livros Proféticos mostram como os profetas, em nome de Deus, tentavam encorajar o povo para a esperança e como procuravam desfazer as falsas esperanças do povo. No índice de sua Bíblia você encontra também o elenco dos Livros Proféticos.
3º) Mostrar o presente -
Uma pessoa pode animar-se a fazer alguma coisa para o outro, olhando simplesmente a vida presente que vive, procurando resolver os problemas que esta levanta. A caminhada do povo da Bíblia com Deus começou aqui. Os hebreus começaram sua caminhada olhando não só o passado, nem só o futuro, mas olhando também o presente, onde existiam os problemas que pediam uma solução. Esta é a terceira pista. É a estrada simples que o povo encontrou dentro da vida de cada dia, no presente que estava vivendo. Eram e ainda são os problemas de saúde, de educação, de moradia, de comida, de roupa, de salário, de sofrimento, de morte, de relacionamento com os vizinhos, problemas de família e de trabalho, problemas ligados às tristezas e alegrias da vida. Tudo isso foi descrito nos assim chamados Livros Sapienciais. Chamam-se sapienciais porque descrevem a sapiência, isto é, a sabedoria do povo, que até hoje existe e se encontra em toda parte, até nos pára- choques dos caminhões.
Fizemos aqui uma distinção entre as três pistas apresentadas pelo Antigo Testamento. Mas não se deve pensar que sejam três caminhos diferentes. São três pistas da mesma estrada. É como hoje
em dia: apenas uma faixa de 30 centímetros separa uma pista da outra. Você passa de uma pista para a outra sem a menor dificuldade. Às vezes você anda em duas pistas ao mesmo tempo. Assim é na Bíblia. Não dá para separar as três pistas, porque fazem parte da mesma realidade.

ANTIGO E NOVO TESTAMENTO ESTÃO MISTURADOS


Em nossa vida, o Antigo e o Novo Testamento estão misturados. O bem e o mal estão aí, dentro da vida de cada um de nós. Temos de fazer um esforço constante, para que o Antigo fique novo e que o nosso Antigo Testamento se torne para nós Novo Testamento.
O povo do Antigo Testamento foi descobrindo na vida que vivia o caminho para o Novo Testamento. Caminhando por este caminho, chegou ao ponto que é a ressurreição de Cristo. Ora, também em nossa vida existe este caminho que pode levar-nos até Jesus Cristo, até a ressurreição. É precisamente para podermos perceber e conhecer melhor este caminho para Cristo que lemos até .hoje as páginas do Antigo Testamento.

TRÊS PISTAS DOS LIVROS DA BÍBLIA


As estradas da vida que nos levam a Cristo têm muitas pistas. Vejamos as três pistas do Antigo Testamento que nos levam a Cristo:

Primeira pista: LIVROS HISTÓRICOS.
Essa primeira pista é o passado. Uma pessoa pode animar-se a fazer alguma coisa para o outro, quando olha as coisas que este fez por ele no passado. Assim, o povo da Bíblia olhando as coisas que Deus tinha feito por ele no passado, se animava a caminhar para a frente. Tudo isto foi descrito nos livros históricos.

Segunda pista: LIVROS POÉTICOS, SAPIENCIAIS OU DOUTRINÁRIOS .
Os hebreus começaram sua caminhada para Cristo, não só olhando o passado, nem só o futuro, mas também olhando o presente, onde existem os problemas que pediam uma solução. Esta é a estrada simples que o povo encontrou dentro da vida de cada um no presente que estava vivendo. Eram e ainda são os problemas de saúde, de educação, de moradia, de comida, de roupa, de sofrimento, de morte, de relacionamento com os vizinhos, problemas de família e de trabalhos, problemas ligados às tristezas e alegrias da vida. Tudo isto foi descrito nos livros chamados sapienciais.
Chamam-se sapienciais, porque descrevem a sapiência, isto é, a sabedoria do povo que até hoje existe em toda parte.

Terceira pista: LIVROS PROFÉTICO:
O povo da Bíblia se animava a ir para frente, quando se colocava diante de si, as promessas feitas por Deus para o futuro. Tudo isto foi descrito nos livros proféticos que tratam da esperança, do futuro. Tratam do futuro não tanto por causa do futuro em si, mas sobretudo, por causa do presente. O futuro que Deus oferece esclarece o presente, anima os desanimados e corrige os transviados .
Os livros proféticos mostram como os profetas, em nome de Deus, tentavam encorajar o povo para a esperança e como procuravam desfazer as falsas esperanças do povo.

PERGUNTAS PARA CONTINUAR A REFLEXÃO
1. O eixo da vida deve ser a fé em Deus e a prática da justiça. Converse sobre este assunto e procure entendê-lo melhor.
2. Os escritores da Bíblia queriam prestar um serviço aos irmãos em nome de Deus. Que serviço foi esse? Valeu também para nós?
3. A ação do Espírito de Deus que move alguém a escrever pode ser comparada com a chuva, com o sol e com o vento. Procure aprofundar estas comparações.
4. Sem o Espírito de Deus não é possível descobrir o sen- tido da Bíblia para nós. O Espírito de Deus não se compra nem se vende. É um dom de Deus. Pense nisso!
5. A Bíblia é o resultado de uma longa caminhada dos homens e é fruto do amor de Deus. É palavra de Deus e palavra dos homens. Comente isto!

O TRABALHO NÃO É MERCADORIA


Antonio Alves de Almeida e Dirceu Benincá *



Viver para trabalhar ou trabalhar para viver? Viver sem trabalhar ou trabalhar sem viver? Esses dilemas atravessam os tempos. Agora, mais do que outrora, são centrais porque a globalização neoliberal está colocando o trabalho na gaveta do capital. Trata o trabalho como uma mercadoria, igual à terra, à água, à energia etc. Com a globalização, associada às novas tecnologias, as empresas estão intensificando as demissões. Basta-lhes um número reduzido de trabalhadores qualificados, que passam a ser chamados de "colaboradores".
Este tipo de globalização apresentou a nova divisão social do trabalho como grande novidade dos tempos modernos, com a promessa de gerar mais empregos. Contudo, com ela, foram precarizadas ainda mais as relações e as condições de trabalho, aumentou o individualismo e fragmentaram-se as unidades produtivas. Os trabalhadores tendem, cada vez mais, a perder sua identidade coletiva e sua força de reivindicação de direitos. A flexibilização das leis trabalhistas tornou-se sinônimo do aumento de trabalhadores superexplorados, escravizados, desempregados e descartados. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre 1995 e 2005 a taxa de desemprego aberto global foi de 25% no mundo. Para o capital, a centralidade está na produção e não no ser humano que trabalha. Nessa lógica, a desregulamentação do mercado de trabalho é fundamental.




O trabalho não terá fim, como teorizaram alguns autores. Ele continuará a existir e a gerar riqueza que, infelizmente, segue sendo apropriada por uma minoria de "capitães do trabalho". O capitalismo se nutre do contraditório. Necessita tanto da tecnologia de ponta e do trabalho de "gabinete" quanto do trabalho escravo. Embora este acompanha a história da humanidade, com a globalização neoliberal ele é reinventado e utilizado como um fator estratégico. O sistema capitalista se move sob a lógica da diminuição dos custos da produção para poder acumular mais lucros.



A questão é complexa, como afirma Sebastião Salgado (1): ‘Com o trabalho houve o aumento brutal na produção e o aprimoramento desta leva a um limite: o mundo superdesenvolvido produz apenas para a parcela da humanidade que pode consumir. E esta parcela é de aproximadamente um quinto da população do Planeta. Os outros quatro quintos, a quem caberia o excedente desta produção espetacular, não têm como entrar no consumo. Transferiram tanto de sua renda, transferiram todos os seus recursos para o outro lado, o lado que atropelou o futuro e colocou novos horizontes em suas aspirações, que não tem mais como chegar lá. O Planeta continua dividido. O Norte em crise de excesso e o Sul cada vez mais mergulhado na carência’.



Pensar o tema do trabalho não é tão simples. O sociólogo Anthony Giddens (2) define trabalho, seja remunerado ou não, "como a realização de tarefas que envolvem o dispêndio de esforço mental e físico, com o objetivo de produzir bens e serviços para satisfazer necessidades humanas. Uma ocupação ou emprego é um trabalho efetuado em troca de um pagamento ou salário regular. O trabalho é, em todas as culturas, a base da economia." Mas, não é só isso, pois envolve dimensões objetivas e subjetivas, aspectos econômicos e também éticos. Tem inúmeras compreensões, significados, motivações, resultados e aplicações.



Na complexidade do mundo do trabalho, é preciso pensá-lo por um lado distinto daquele tratado pelo capitalismo. Importa fortalecer as formas solidárias, éticas e justas de trabalhar, o que está em sintonia com a prática da economia solidária. Não basta buscar uma alternativa dentro da economia de mercado; é necessária uma alternativa ao mercado capitalista. Nesse sentido, é significativo o conceito de trabalho decente, formalizado pela OIT em 1999. Ele aponta a necessidade da melhoria da qualidade do emprego, com remuneração justa, amparada pelas leis trabalhistas, que permita uma vida digna. Em outras palavras, significa que o trabalho não pode ser uma mercadoria que se compra e vende.



O trabalho só deixará de ser uma mercadoria quando o ser humano deixar de ser visto como uma peça na engrenagem do capitalismo produtivista. Quando a atividade laboral garantir condições para satisfazer as necessidades básicas de "pão" e "poesia". Tratado como mercadoria, o trabalho se descaracteriza em sua essência, subtraindo a dignidade e a criatividade de quem o realiza. Não é correto, nem justo ou apreciável que o trabalho em excesso ou mal remunerado, bem como a falta dele se transforme em causa de opressão e exclusão.



É essencial compreender o trabalho como forma de garantir o bem viver de todos. No dizer, de Eduardo Galeano , precisamos sonhar com outro mundo possível onde a gente trabalhará para viver em lugar de viver para trabalhar; onde não se chamará nível de vida ao nível de consumo, onde ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão, onde cada noite será vivida como se fosse a última e cada dia como se fosse o primeiro. Nesse novo mundo, o trabalho não será um pesadelo, mas um ato criativo, de prazer e realização humana!



Notas:



(1) Uma arqueologia da era industrial. Lisboa: Caminho, 1993:7.
(2) Sociologia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001:378.



* Doutorandos pela PUC/SP


Última Alteração: 14:18:00

Fonte: Adital
Local:São Paulo(SP)

INJUSTIÇA NO SISTEMA PRISIONAL

O coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de São Paulo, padre Valdir João Silveira, convida a todos a refletirem nesta Quaresma sobre a realidade dos detentos e as violações aos direitos fundamentais que acontecem no sistema prisional.




“Estamos no tempo da Quaresma, tempo de conversão, de olhar a realidade a nossa volta com o olhar de Jesus Cristo e, com ele, assumirmos o compromisso de mudança daquilo que, aos olhos de Deus, é realidade de pecado, de injustiça e de desamor”, afirma o sacerdote.







No Estado de São Paulo, são 155 mil presos sob tutela da Secretaria de Administração Penitenciária.







“Neste universo, encontramos reiteradas violações aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal e, na grande parte das vezes, são os motivos das rebeliões e motins”, afirma padre Valdir Silveira.







O sacerdote destaca entre os problemas a superpopulação, celas para 12 detentos habitadas por mais de 50 pessoas, ausência de equipe jurídica nas unidades prisionais e lentidão e severidade do judiciário.







“Nossa população carcerária é pobre, dependente da assistência jurídica gratuita, sendo que em São Paulo são apenas 400 defensores públicos, e destes, apenas 37 cuidam da execução penal dos 155 mil presos”, ressalta o padre.

RELIGIOSA AMEAÇADA DE MORTE NO PARÁ

O secretariado da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) no Pará, norte do país, denunciou que uma religiosa vinculada ao organismo está sofrendo ameaças de morte.



O secretariado divulgou nota na sexta-feira em que torna pública sua indignação e repúdio em relação às ameaças sofridas por Ir. Marie Henriqueta Cavalcante, coordenadora da Comissão de Justiça de Paz local.



Segundo a nota, Ir. Henriqueta e outros membros das pastorais sociais da CNBB no Pará desempenham nos últimos meses um papel primordial nos procedimentos de denúncia e acompanhamento das investigações de casos de abuso e exploração sexual de menores no Estado.



São casos que –destaca o texto–, infelizmente, têm acontecido com participação de pessoas influentes em nossa sociedade.



De acordo com secretariado da CNBB, na semana passada foi registrada uma ameaça, via telefone, à coordenadora. Ela atua no acompanhamento da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia, instalada pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará.



O secretariado executivo do Regional interpreta a ameaça como um ato desesperado e como uma tentativa, não apenas de atingir a coordenadora da CJP, mas sim como uma forma de calar a voz da Igreja diante da sua incessante luta pela defesa da vida, afirma a nota.

FRATERNIDADE E SOLIDARIEDADE PARA VENCER A CRISE


O Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores, Frei José Rodriguez Carballo, de visita a Portugal, apontou os valores de fraternidade e solidariedade como caminho para ultrapassar a crise internacional que o mundo atravessa.



Frei José Rodriguez Carballo considerou que o mundo “precisa dos franciscanos não por serem franciscanos só por si, mas enquanto pessoas que vivem o Evangelho”. Num mundo dividido como o de hoje, “a fraternidade faz ainda mais sentido”, tal como a solidariedade. “Numa sociedade de crise económica tem mais sentido que nunca. Uma solidariedade que partilha o que temos mas acima de tudo o que somos”.




A Ordem dos Frades Menores não tem voto de pobreza, mas professa o voto de viver sem possuir nada. “Isto é muito importante no mundo de hoje, quando se vive escravo das coisas, quando se tenta escravizar as pessoas e a natureza. O Franciscano tenta viver livre. A sociedade de hoje precisa desta liberdade. Não é proprietária de nada mas é irmão de todos e de toda a criação”, afirmou.



Por ocasião da celebração dos 800 anos da Ordem dos Frades Menores, o Ministro geral da Ordem vai estar dois dias em Portugal, país que afirma “acolheu o franciscanismo de braços abertos”. Foi com este propósito que se reuniu com o Presidente da República, Cavaco Silva, no Palácio de Belém, “exclusivamente para agradecer o acolhimento que o povo português deu sempre aos Franciscanos”. O encontro abordou ainda os valores franciscanos, e “a resposta que os franciscanos são chamados a dar neste momento de crise, sobretudo ao nível da solidariedade e da fraternidade”.



Momentos depois, o Ministro geral presidiu a uma eucaristia na igreja da Madre Deus, em Lisboa. O Frei José Rodriguez Carballo apontou a comemoração dos 800 anos como uma oportunidade para voltar ao princípio e fundamento do carisma. “Que seja um momento de graça para por no centro o Evangelho como regra e vida para todos”. O Ministro geral rejeitou o regresso às origens no século XII. “Não devemos procurar uma sociedade que já passou, mas voltar aos valores que deram sentido à vida de Francisco e de Clara. Se somos muitos ou poucos é relativo. Importa viver com radicalidade e fidelidade criativa”.



O jubileu é o momento de “nos centrarmos nos elementos essenciais – pobreza, solidariedade, vida em comunidade, mas também de nos descentrarmos e irmos ao encontro do pobre”. O Frei José Rodriguez Carballo afirmou durante a homilia que a sociedade precisa de “esperança” e de “respostas aos sinais dos tempos”.



“Temos de viver o presente com paixão, por Cristo, pela humanidade e pelos mais pobres que sofrem, sempre com caridade criativa”.



O Frei Vítor Melícias, Ministro Provincial da Ordem dos Frades Menores, recordou valores de humanidade professados por Francisco de Assis mas que são de uma “enorme actualidade”.



A celebração de 800 anos de vocação e vida franciscana “tem servido de estímulo para regressar às origens, independentemente do modo e da cultura onde se vive. Não vivemos no Séc. XII, mas no Séc. XXI a avançar para um futuro acelerado. Devemos estar abertos à mudança sem perder o essencial, que não deve mudar”, frisou.



O Ministro Provincial apontou como essencial “viver no meio do povo, fazer os mesmos trabalhos, vivendo as dificuldades, mas sem possuir nada, utilizando os recursos como utilizam as pessoas, com sobriedade e sem escravidão”.



“O testemunho da liberdade é essencial para se ultrapassar a crise”, considerou, adiantando que a situação mundial é fruto da “falta de seriedade”.



“Na sociedade de hoje é ainda mais imperioso que as pessoas que são sérias vivam na sociedade seriamente e se apresentem com exigências. Precisamos de um mundo onde as pessoas não se vendam por tudo, mas onde existam outras regras que ajudem a ultrapassar a crise”.



O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, esteve também presente na celebração eucaristia na igreja da Madre Deus e recebeu das mãos do Ministro Geral a medalha celebrativa dos 800 anos da Ordem dos Frades Menores. No final considerou que a “ordem fransciscana é sintoma que é Deus que guia a Igreja e faz nascer respostas adaptadas a cada tempo”.



“Numa sociedade que vive o capitalismo feroz, o racionalismo sem inteligência, a quebra de harmonia entre o homem e a natureza, os franciscanos fazem falta com a sua mensagem, a indicar a fidelidade e a verdade primeira”.

terça-feira, 31 de março de 2009

A PERSPECTIVA DE DEUS , PARA A CRISE


A atual crise nos mercados é considerada entre aquelas que provocaram o maior impacto sistêmico da história da humanidade. Bolsas de valores que derretem, moedas que se desvalorizam, taxas de juros em alta em alguns países e em baixa em outros. Isso nós já vivemos. Mas a amplitude e os valores envolvidos são desproporcionalmente maiores e calcados em garantias ainda mais duvidosas, títulos que não valem mais nada ou que estão prestes a “virar pó”.

Aliás, do pó viemos e ao pó retornaremos. Entenda isso em termos de existência humana ou, na atual conjuntura, investimento financeiro. Decidi correr o risco de escrever sobre qual seria a perspectiva de Deus para este cenário. Certamente será uma perspectiva limitada, pois parte de um simples homem, mas acho que será, no mínimo, divertido.

Para começar, não acho que Deus esteja de longe, em uma cadeira de balanço, vendo seus filhinhos “se pegando” por briguinhas internas. Acredito que ele está, sim, interessado e disposto a se revelar no meio de tudo isso e, ainda, tentar fazer com que as pessoas encontrem algum sentido para suas vidas. Não tenho dúvidas de que, para Deus, as pessoas são mais importantes do que as perdas financeiras.

Sejamos profundos e precisos para identificar o problema nesta crise. Não se trata de encontrar uma solução financeira ou social. Temos que encontrar um sentido para a nossa existência, como indivíduos e como sociedade. Sem isso, qualquer solução será paliativa; não haverá fundo de emergência de qualquer governo que dê conta.

Nós criamos os mecanismos de alavancagem via derivativos, engenharia financeira. Nós criamos a bolha da internet e agora a bolha do mercado imobiliário, que desencadeou o estouro de outras bolhas. Nós criamos um modelo que concentra renda e somos nós que exigimos retornos sobre o capital. Aliás, fomos nós, humanidade, que criamos o conceito de capital.

Dito isso, e movidos por um maior ou menor nível de desespero, qual seria a mensagem vinda “diretamente dos céus” para a humanidade?

Eu não acho que seria simplesmente: aonde está o teu tesouro, aí está o teu coração. Temos que reconhecer que isso é uma verdade, mas não é o suficiente.

Acredito que a mensagem de Deus seja algo mais perene, talvez atemporal. Principalmente diante de turbulências, somos levados a analisar os fatos em uma perspectiva bastante limitada de tempo.

Deus sempre teve interesse e amor pela sua criação. Com certo grau de acerto arriscaria a dizer que sua primeira pergunta seria: Qual o sentido da sua vida? Mais do que a crise e suas consequências, que podem ser ainda muito mais desastrosas, o que você quer fazer com o mais valioso ativo que lhe foi dado até hoje, a sua vida?

Acredito que Deus não iria se referir a possíveis dramas ou arrependimentos por ter perdido dinheiro nesta crise (eu também perdi!) e muito menos a criticar o materialismo, capitalismo etc (embora sejam passíveis de críticas).

SE EU FOSSE VOCÊ 2


"E não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal, porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre Amém!" (Mt.6:13)

Observa-se em nosso tempo um grande esforço dos homens para entender as mulheres e das mulheres para entender os homens. Um prova desse fato é a estréia do filme "Se eu fosse você 2", filme brasileiro, que está batendo todos os recortes de bilheteria, ganhando até do famoso "Tropa de Elite". Segundo o jornal Folha de São Paulo este filme já foi assistido por mais de dois milhões de pessoas e já arrecadou quase seis milhões de reais nas primeiras semanas. A trama do filme, nada mais é do que a troca de corpo entre os atores Tony Ramos e Glória Pires. Assim, na ficção do cinema, Tony Ramos passa a viver como mulher e Glória Pires passa a viver como homem, o que faz da comédia romântica um sucesso de bilheteria.

Este sucesso talvez se deva à dificuldade que o homem tem para entender a mulher e, lógico, também da dificuldade que as mulheres têm de entender os homens.

Hoje dentro da ótica das Sagradas Escrituras, vamos estrear um mini-filme, um curta-metragem intitulado: “Se eu fosse você na hora da tentação”. Poderíamos colocar como agência produtora do Filme, a Agência do Deus Todo Poderoso, o roteiro das Sagradas Escrituras e os atores principais somos nós mesmos. A história do filme poderia ser retraduzida na pergunta: Como que o homem se comporta na hora da tentação? Ou então, como a mulher se comporta na hora da tentação? Em ambos os casos precisamos do ensinamento de Jesus Cristo na oração do Pai Nosso, quando diz: Não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Se Jesus falou para não cair em tentação é porque cair é muito ruim é fracasso. Se Jesus falou para Deus nos livrar do mal, é claro que é porque o mal está próximo das nossas vidas, buscando uma oportunidade para nos atingir.

Como que o homem age na hora da tentação? Também como será que a mulher age na hora da tentação? Vamos buscar na narrativa bíblica ensinamentos importantes para as nossas vidas para que ninguém caia nesse laço e seja vítima da maldade.

Uma mulher tentadora na bíblia, mulher sedutora que investiu contra um homem, que partiu para cima nos moldes que algumas mulheres de hoje fazem é a mulher de Potifar, que investiu na vida de José no Egito. Um exemplo de homem que tentou uma mulher na bíblia, que partiu para cima, que usou de todas as forças para atacar uma mulher foi o rei Davi que investiu na mulher de Urias. Assim, vamos ver quando o homem tenta uma mulher e quando a mulher tenta o homem. Aproveitando o nome do filme, se eu fosse você prestava muita atenção nesse assunto e se possível chamava seu marido, sua esposa, ligava para o seu namorado ou namorada para uma reflexão muito importante dentro da iluminação da Palavra de Deus.

O que aprendemos é que a mulher tentadora ela age dentro de casa e o homem tentador age fora de casa. Sim. A Palavra de Deus vai nos explicar melhor. A mulher de Potifar estava dentro de casa, e José no Egito estava próximo, era um escravo da casa, estava à disposição, ele era uma pessoa conhecida do dia a dia, então, não importa se por carência ou não, ela investe fortemente contra o rapaz. Assim, vemos que a mulher vai tentar quem está próximo, quem ela conhece, quem está ao seu alcance, começa com algumas fantasias, alguns desejos, algumas trocas de olhares e, logo logo, ela está consumida por um desejo insaciável de possuir aquela pessoa. É por isso que esta história de bons amigos, de melhor amigo, de confidente, de companheiro de trabalho quase sempre acaba mal. O primeiro roteiro bíblico para a sua vida no nosso filme, “Se eu fosse você na hora da tentação” envolve o ato de dizer para a sua mulher, cuidado com que está dentro da sua casa, dentro do seu segredo, o que está próximo, ao alcance da sua mão, no seu trabalho, cuidado com essa oportunidade porque ela vai te fazer cair. Homem não. Homem é diferente. Basta ver na história de Davi. O povo de Israel estava guerreando e Davi ficou em casa. Do terraço da sua casa ele viu uma mulher tomar banho. Ele sequer conhecia quem era. Então, tomado por aquela visão, por aquele desejo ele pesquisa quem é aquela mulher, vai atrás, investe na vida da mulher de Urias até possuí-la. Quando o homem é instrumento de tentação é assim. Primeiro ela pára de guerrear. Tá todo mundo trabalhando, tá todo o mundo guerreando e o bonitão está lá, olhando a paisagem. Diz que está trabalhando mas não está nada está olhando a casa dos outros. Todo mundo pensa que ele é rei, que ele está fazendo algo importante, mas não, ele está é na janela da vida para investir em alguém. Quando ele acha uma mulher o homem só pensa no que vê. É visual. Davi nem sabia quem era a mulher de Urias, nem sabia o nome dela e o homem é assim também, nem quer saber quem a mulher é, se é solteira ou se é casada, tanto faz, ele vai investir com tudo até conseguir. Em nosso filme de hoje, “Se eu fosse você na hora da tentação”, caso você esteja com seu marido, noivo, namorado do lado, fala pra ele aí: “Vai trabalhar vagabundo, vai guerrear, não fica igual bobo aí na janela não que você vai ver o que não deve, vai desejar fazer o que não pode, e vai provocar dor e tristeza em quem não merece”. Essa história de ficar no trabalho até tarde, é mentira de quem devia estar guerreando em não está, e hoje, com a Internet, nem precisa de janela para ficar olhando o mundo aí fora.

A Bíblia nos fala claramente como a Esposa de Potifar tentou a José. Mesmo não pecando com ela José foi considerado culpado e como resultado ficou preso por vários anos no Egito. O homem que cai na tentação de uma mulher fica preso. Não consegue mais sair. José só saiu da cadeia, porque, usado por Deus, começou a revelar sonhos. Somente a direção de Deus, somente uma revelação de Deus é que tira o homem da prisão de uma mulher sedutora.

A Bíblia nos fala claramente como Davi tentou a Mulher de Urias. Para esconder o pecado, Davi tramou a morte de um guerreiro, de Urias. A mulher ficou grávida e ele tinha que esconder o pecado e isso gerou morte. Sabe, quem cai na conversa de um homem tentador vai trazer morte para a sua vida, morte para o seu casamento e para sua família. Para esconder o erro o homem é mestre em fabricar mentiras, em manipular as pessoas, e fazer de tudo para ostentar uma dignidade que não tem. Mas um dia o Profeta Natã, inspirado por Deus, desmascarou o rei Davi. Também um dia, a Palavra de Deus, as profecias de Deus, os Oráculos do Altíssimo mostram a nossa vergonha, nossa nudez, os nossos erros e só nos resta o arrependimento e o pedido de perdão.

Talvez este assunto seja um pouco desagradável mas, desculpe, temos que pregar a verdade e não apenas para dizer o que os seus ouvidinhos gostam de ouvir.

Jesus disse: Não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Deus não quer que você caia em tentação, Deus não quer que você seja preso mas, pelo contrário, Ele quer te livrar de todo o mal. Vamos aceitar então os bons ensinamentos da Palavra de Deus para as nossas vidas, porque desde a antiguidade, o melhor para a raça humana, é seguir a direção do nosso Pai, do Nosso Deus Criador.

REFLEXO DE QUEM ?:


Quando Paulo escreveu a primeira carta aos Coríntios, ele tinha por finalidade resolver problemas que haviam surgido em meio a ela. Paulo fundou a comunidade cristã de Corinto em sua segunda viagem missionária. Lá ele passou 18 meses entre eles implantando o cristianismo e seus valores. Depois desses dezoito meses Paulo retoma sua viagem e continua sua caminhada de vida. Em certo momento ele recebe cartas da comunidade de Corinto informando-lhe que as coisas não andam bem por lá. Que os valores, que a unidade que havia tinha sido destruída. Que havia muitos conflitos de valores e que tudo estava desmoronando. A unidade havia sido quebrada. Paulo então resolve escrever a carta a comunidade e se você para para ler perceberá que a cada capítulo ele trata de um assunto, de um problema. Quando chegamos a pouco mais da metade da carta, no capítulo 11, logo no primeiro versículo, vemos Paulo dizendo o que vem a ser o versículo que temos por base pra refletir nesse artigo. Paulo diz: "Sejam meus imitadores como eu sou de Cristo."

Paulo foi um homem nobre, íntegro e quando eu olho pra ele dizendo ao desse porte, entendo que ele tinha respaldo pra dizer.

Trazendo pra uma linguagem mais próxima da gente poderíamos entender que Paulo disse algo do tipo:

“Galera de corinto! O que é que está acontecendo? Passei 18 meses convivendo com vocês, falando e vivendo o amor de Jesus. Apresentei Cristo a vocês e agora está tudo de pernas pro ar por ai. O que está acontecendo? Vocês não estão conseguindo ver Cristo e se espelhar nele? Vocês não estão percebendo Cristo entre vocês? Pois se está difícil ver a Cristo e seguir, então olhem pra vim e se espelhe no que tento ser de Cristo, imitem o Cristo que busco ser na minha vida.”

Desde criança buscamos imitar os nossos pais em suas atividades. Algo normal e natural do ser humano Crescemos buscando referencial, alguém a se espelhar. Nada de anormal até porque aprendemos a partir da experiência dos que produziram grandes feitos e obras. Qualquer um de nós tem a possibilidade de aprender tudo que um ser humano realiza. Aprender o básico.

Junto com essa necessidade de buscar referencial nas atividades que desenvolvemos surge outro ponto: a busca por um referencial de caráter.

Você faz isso mesmo que não se dê conta. Se você buscar na sua mente vai perceber que existe alguém, alguma ideologia, alguma tribo que você se inspira pra viver e que busca em alguém um exemplo de conduta.

Hoje eu queria convidar vocês a olhar de outra forma pro caráter perfeito. O caráter que foi e é o referencial pra toda a raça humana e que foi nos dado como a maior prova de amor do Criador. O caráter e a pessoa de Jesus.

Quando nos convertemos e iniciamos nossa caminhada cristã, somo convidados a viver comunidade cristã, a viver igreja e isso é maravilhoso pois não há nada melhor do que caminhar em unidade e cristianismo é justamente isso, comunidade, unidade.

Em meio a esse processo somos apresentados ao perfil que deveremos nos espelhar para que possamos viver o cristianismo verdadeiramente. Esse perfil é o caráter de Jesus, o próprio Jesus.

Acabamos tentando “instalar” esses novos valores de qualquer forma na nossa personalidade e isso não rola.

Por exemplo, se somos uma pessoa braba, que estoura com qualquer pressão da vida, e olhamos pra Jesus e vemos que Ele é manso, tentamos ser manso também.

Então levamos pra nossa vida esse valor. Eu que não sou manso a partir de agora sou. Tocamos nosso dia e sofremos uma pressão natural do dia e acabamos estourando, onde ficou nossa “mansidão”? Olhamos pra nós mesmos e ficamos frustrados.

Quando eu olho pra Jesus vejo que tem algo com um sentido mais completo pra me espelhar. Percebo que Jesus tinha o propósito de me mostrar a sua missão aqui na terra: viver uma vida integral com Deus.

Quando Deus, movido de amor pela raça humana. Deus que está acima e muito além do nosso tempo humano, do nosso espaço físico e cronológico, se joga na história humana em forma de Jesus, ele divide de cara nossa história em antes e depois de Cristo.

Olhando pra Jesus inserido no tempo percebo que Ele cresce igual a uma criança normal, pois ele é humano. Desenvolve-se ano após ano e chega a sua maturidade percebemos por meio dos relatos dos evangelhos que Ele tinha todo o seu tempo para Deus. Todo o seu tempo humano. Jesus não tinha tempo fora de Deus, tempo sem Deus. Tudo era dedicado a Ele: seu tempo pessoal, profissional, seu tempo ministerial.

À medida que Jesus tem todo seu tempo para Deus, Deus volta seu tempo para Jesus. Daí surge uma relação, um relacionamento.

Deus vai se relacionar com você de uma forma particular e pessoal. Dentro do seu contexto, da sua vida.

O que você precisa fazer pra iniciar esse relacionamento. Assim como uma pessoa apresenta um amigo a outro e posso lhe dizer que hoje estou lhe apresentando esse amigo a você: Deus.

segunda-feira, 30 de março de 2009

UM MAL CHAMADO TEOLIGIA DA PROSPERIDADE


Quem nunca ouviu falar das promessas sedutoras de certas denominações que, como numa feira, oferecem de tudo, a toda média de preço, na tentativa de atrair a disputada clientela?

Recentemente um amigo do Distrito Federal, por e-mail, disse-me que quase batera o carro quando vira, em letras garrafais, na porta de uma dessas igrejas, o atraente apelo: "AQUI, DÍZIMO APENAS 6%". Ali o movimento e empolgação dos "crentes" era, segundo ele, intenso! Achas engraçado? Também achei. De fato, seria cômico se não fosse trágico.

É exatamente aí que identificamos um grave problema: Todas as sérias denominações, que prezam pela pregação da sã Palavra, têm sofrido com o êxodo religioso dos "caçadores de milagres". E não é brincadeira disputar com os pesados métodos de disseminação “doutrinária” de algumas delas, que se apossam, especialmente, de privilegiados momentos no rádio e televisão.

Vemo-nos, diante disso, desafiados a oferecer ao rebanho cristão alimento sólido para suas almas. Mas não é tarefa fácil. Não fosse a já raquítica disposição de cada um para, per si, encontrar a verdade madura, inalterada e fortalecedora, temos ainda que nos municiar para combater a pior das pragas: As malditas heresias (ou, ai de nós, os hereges!).

Heresias são, em termos simples, deturpações da verdade. Não simplesmente negação, mas uma violação ou alteração de seu real significado. As heresias financiadas pela Teologia da Prosperidade, como uma avalanche, têm soterrado as nossas igrejas, minado a inteligência de nossos fiéis, e castrado qualquer possibilidade de existência de mentes capazes de analisar criticamente os fatos, por mais simples que sejam.

As heresias normalmente se manifestam de forma sutil, vestidas em trajes familiares, burlando até as mentes cristãs mais piedosas e acuradas. Ficamos sem defesa. Como uma mortal dose de veneno que, uma vez ingerido, espalha-se paulatina e mortalmente pela corrente sangüínea, as deturpações bíblicas, uma vez acolhidas nos seios eclesiásticos, têm a capacidade de fazer ruir alicerces aparentemente inabaláveis, fadando-os ao iminente fracasso.

Outra estratégia destes é a intimidação persuasiva: É mais fácil lidar com um auditório amedrontado e “submisso” que, como marionete sem cérebro, empreende a busca diária pelas orientações dos seus manipuladores, para realização de atraentes e espetaculares “movimentos e atitudes de fé”.

Estão adestrando tolamente muitos dos nossos membros, ensinando-os a serem clientes cativos de uma igreja mercantilista. E hoje, mais do que em qualquer outro momento, sofremos vendo o nosso Deus sendo a preço irrisório negociado. Pessoas aproximam-se dEle não por seus méritos ou santos atributos, mas pelo que Ele pode dar... Uma mesquinha e medíocre relação de interesse.

Uma vez que tais líderes já venderam sua honra, alma e pudor, vendem ainda o pouco que, aparentemente, lhes resta: A Palavra de Deus. Esta é permutada por vergonhosos valores monetários, ambição maior dos pseudo-líderes eclesiásticos.

E nós pensávamos que a Igreja Católica Romana, no tempo das indulgências, é que era perversa. Vemos, porém, que a Igreja Romana perde feio para os modernos mercadores da fé, que além da “salvação”, vendem a cura de parentes, libertação de vícios, reconciliação com o amor rebelde, paz familiar, prosperidade empresarial e por aí vai... São mais opções que as do famoso Mercado VER-O-PESO, de Belém, Pará.

Mas, o que dizer sobre tais líderes? Se fosse desafiado a numa palavra descrevê-los, indubitavelmente diria: CRÁPULAS. Se fossem duas as palavras, diria também MERCENÁRIOS... Há uma gama de expressões cabíveis e perfeitamente aplicáveis a tais indivíduos. Mas paremos por aqui! Não vamos baixar o nível de nossos escritos.
Creio ser importante alertar a que não nos preocupemos demasiadamente com eles, pois, em pouco tempo, receberão, de Deus, seu “galardão”.

Como alento final, refrigera-nos a alma as palavras do próprio Jesus, alertando que esses e outros tipos de “joio”, que teimam em crescer no seio da seara do Senhor, serão, no devido tempo, definitivamente ceifados e, com justiça, aniquilados (Mateus 13).

Qual seria, enfim, a resposta para todas essas inquietações? O pastor Ricardo Gondim, citado anteriormente, afirma enfaticamente que “não existe uma resposta pronta”. Acredito que sua intenção é provocar inquietação nas futuras gerações, fazendo-as repensar os alicerces basilares e pivotais de sua fé.

Precisamos abraçar uma teologia séria, bíblica, mais crítica e consistente. E é necessário coragem para fazer isso, pois o auditório de nossas igrejas pode esvaziar-se... E conseguir posicionar-se serenamente diante disso é cada vez mais difícil; e tal sentimento é, - pasmem! -, apenas mais um dos frutos dessa maldita teologia.