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ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

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AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 13 de março de 2009

A ARTE DA CONVIVÊNCIA FAMILIAR


Inspirado em algumas leituras e meditações feitas no dia a dia pastoral, passando por diversas comunidades, resolvi colocar em síntese algumas ideias, que vejo como importantes como reflexão para o enriquecimento da vida conjugal e familiar. Em primeiro lugar, é importante ter consciência de que o casamento é o encontro de duas pessoas que são diferentes, que se amam porque diferentes, e que permanecerão diferentes. Um se abre ao outro com suas diferenças, para enriquecer a vida e a história do outro.


Tem gente que passa a vida inteira querendo que o seu cônjuge seja como ele (a). Na convivência existem alguns pormenores que fazem a diferença. Existe um sinal inconfundível entre os que se amam de verdade: a dedicação de um ao outro. Alguém único e irrepetível foi confiado a mim. A esta pessoa devo dedicar minha vida, meus esforços, meu ser. Partilharemos um destino em comum, formaremos uma família, um tem de produzir vida no outro para que a plenitude da vida aconteça em seu lar. Existem atitudes que se tornam como que combustíveis do amor, alimentam-no e o fazem crescer. Estas se traduzem nas palavras, nos afetos e nas delicadezas. Um carinho a mais, uma atenção maior em determinados momentos, um gesto de delicadeza.


Tudo isso conta e muito! Já o inimigo principal do amor é o egoísmo. Uma pessoa centrada em si, individualista, que só pensa nos seus afazeres e satisfações, impossibilita a felicidade dos outros e, por tabela, se torna infeliz. Nossa vida é um chamado à comunhão e não ao isolamento. Fazer aos outros felizes é dever de todos.

Outras duas palavras que não poderão faltar na arte de amar são paciência e perdão!

A convivência humana exige isso.


Nós somos mistério para nós mesmos, como conhecer o outro sem restrições?


Surpreendemo-nos com nossos pensamentos e ações. Todos estamos em busca de um equilíbrio perfeito. Mas, isso não quer dizer que as imperfeições estejam superadas. A paciência é sinal de força e poder. Esperar diante de toda desesperança é sinal de sabedoria. Além disso, ser misericordioso é carregar em si o distintivo do discípulo de Cristo. Não perdoar é, como dizem por aí, "beber veneno achando que o outro é que vai morrer"! Como bem diz uma canção: "O lar é um lugar de se viver e dialogar".


Não tenho dúvida de que o casal é o lugar do Amor no mundo, e se é o lugar do Amor, é o lugar de Deus!

RADICALIDADE NOS DESEJOS E SENTIMENTOS


Partimos, agora, para a radicalidade nos desejos, que, muitas vezes, nos enganam e nos levam à perdição. Na sua profundidade os desejos não são pecados, mas podem se tornar um grande meio para que eles ocorram. Desejos significam: vontade de possuir ou de gozar; anseio, aspiração, entre outros, e estão ligados ao agir humano, pois revelam o mais profundo do homem. Desvelam o homem e expõem a sua intimidade, aquilo que, muitas vezes, está oculto no mais profundo do seu ser.


Todos nós temos desejos por alguma coisa, nossa vida gira em volta de alguns desejos que temos. Quem não deseja ser feliz ou fazer o outro feliz? Isso já está dentro de cada um, mas os nossos desejos foram feridos pelo pecado e passamos a entregá-los à ação do mal. Quando nos entregamos aos maus desejos e às paixões desordenadas caímos no pecado, pois o desejo do mundo presente é a nossa perdição. O maior desejo do demônio é nos ver no inferno, longe da graça de Deus.


Veja se dentro de você existem somente desejos para o bem e para a pureza. Geralmente, queremos aquilo que o nosso corpo deseja ou vai satisfazer os prazeres carnais. “A carne, em seus desejos, opõe-se ao Espírito e o Espírito à carne; entre eles há antagonismo; por isso não fazeis o que quereis” (Gl 5, 17). Por isso, não podemos seguir os desejos de nossa carne.


Precisamos ter somente desejos por Deus e pelas coisas do alto. Inclinando os nossos desejos para o alto e buscar a Deus. Não nos deixemos ser seduzidos pelos desejos humanos nem ser influenciados pelos outros. Canalizemos tudo para o Senhor. Desejemos o céu.


O amor deve ser o desejo maior do nosso coração: “O amor causa o desejo do bem ausente e a esperança de consegui-lo” (Catecismo da Igreja Católica – CIC, n. 1765). Desejamos o mal e aquilo que nos leva para longe do Senhor porque ainda não experimentamos o amor de Deus em nossas vidas, que é capaz de preencher toda solidão e ausência de desejo pelo bem. “ […] A graça desvia o coração dos homens da ambição e da inveja e o inicia no desejo do Sumo Bem; instrui-o nos desejos do Espírito Santo que sacia sempre o coração do homem” (CIC n. 2541).


Há dentro de cada ser humano o desejo de buscar a Deus e a bem-aventurança. “As bem-aventuranças respondem ao desejo natural de felicidade. Este desejo é de origem divina: Deus o colocou no coração do homem a fim de atraí-lo a si, pois só Ele pode satisfazê-lo” (CIC n. 1718).


Cabe a nós purificar os nossos desejos de toda impureza e somente buscar o desejo de Deus para a nossa vida, que é a nossa santificação. Isso não quer dizer que todos os nossos desejos sejam maus, mas é necessário purificar os [desejos] que nos afastam de Deus e que não nos levam à santidade. Quando desejamos algo precisamos ver se isso está de acordo com a vontade divina para então realizá-lo.


Da mesma forma, os sentimentos, muitas vezes, nos enganam e nos levam a nos perdermos neles. Pois o sentir não é pecado, mas o consentir. Não podemos confundir amor com sentimentos. O amor não é só sentimento, mas adesão e iniciativa. O sentimento pode ser consequência das emoções. E é preciso radicalidade nos desejos e sentimentos que são traiçoeiros e enganadores, pois vêm de maneira rápida e desaparecem de repente.


O sentimento é sensibilidade e nos tornamos sensíveis de acordo com determinadas situações. É um estado de espírito. E não podemos usar de sentimentos no nosso relacionamento com Deus. O nosso relacionamento com o Senhor precisa ser concreto e radical, não viver de sentimentalismo. Purifiquemos os nossos sentimentos de toda impureza.

A BELEZA DO FEMININO SALVA A HUMANIDADE


"A mulher de valor, quem a encontrará? Ela é mais preciosa do que as jóias [...] proporciona sempre alegria, nunca desgosto" (Pv 31,10-12).


Recordo-me aqui de uma conversa com um padre africano, estudante na mesma Universidade que frequentei, em Roma. Dizia-me ele: "Em nossas tribos, temos um ditado muito interessante: 'Quem educa um menino, educa um homem; porém, quem educa uma menina, educa toda uma sociedade'".


Fiquei pensando no que ele me disse, na cultura que expressava e fui ligando isso às coisas que ouço e vejo por aqui. Quantas vezes, deparei com verdadeiras heroínas, mulheres batalhadoras e destemidas que, deixadas pelos maridos, criaram e formaram seus filhos. Outras vezes, ouvi alguns dizerem que a mulher é o esteio, o sustentáculo de uma família. A presença da mãe-esposa-mulher une e aquece um lar. Mais tarde, em aula, ouvi um grande professor dizer que a mulher tem o poder de dar identidade aos filhos e à casa.


Que profundidade em todas essas ideias! Verdadeiramente a mulher revela o ser imagem de Deus com seus atributos de ternura e bondade, força e coragem e, com o homem, formando o casal pelo Sacramento do Matrimônio, revela a riqueza do ser imagem e semelhança de Deus, assim como foram criados (cf. Gn 1-2).


Pensando em tudo isso, neste mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher, creio que todos nos alegramos com as conquistas dessas que devem gozar de todo respeito e reconhecimento pelo papel que desenvolvem na família, na Igreja e na sociedade. Porém, é bom lembrar que a mulher deve cumprir o seu papel específico.


Em nome de conquistas, a mulher não pode deixar o específico do feminino: Mulher-Mãe, Mulher-Esposa, Mulher-Dom, Mulher-Portadora e Defensora da Vida... A mulher mantém uma casa em pé! Aliás, não é à toa que em nossa fé temos uma Mulher em pé junto à Cruz de seu Filho. Maria-Esposa-Mãe revela essa força, revela também a beleza do feminino. Imitando essa Mulher forte do Evangelho, que cada mulher se orgulhe do que é e do que faz!


Que reconheçamos cada vez mais que a beleza verdadeira do feminino salva a humanidade!


Deus escolheu uma Mulher para ser portadora de Seu maior presente para nós!

A Igreja, Esposa de Cristo, revela também essa beleza do feminino que traz consigo consolação, amparo e conforto! Que nossas famílias reconheçam sempre o quanto a presença feminina nos enriquece e o quanto precisamos ser gratos a nossas mães, avós, esposas, filhas, irmãs! Aproveito para agradecer a todas as mulheres que mantêm nossas comunidades vivas e belas

AMAR DOI


Amar dói. Se alguém disser que amar não dói precisa rever o conceito de amor. Mas, acredite: vale a pena amar; vale a pena arrancar um pedaço de nós para dar ao outro. O seu coração é maravilhoso, mesmo estando um pouco machucado, detonado, ele é lindo.


Abra a sua Bíblia agora no Evangelho de São Lucas, capítulo 19, versículos 1-10, você encontrará a leitura do encontro de Jesus com Zaqueu. Esse homem era cobrador de impostos; esta era uma profissão difícil. A riqueza desse homem vinha dos 'mensalões', do dinheiro do povo, ele 'passava a perna' em muita gente. Mas ele tinha um desejo muito grande de se encontrar com Jesus.


Mas o que tem a ver o Zaqueu comigo e com você? Você tem cara de cobrador de impostos? Pode até ser que não, mas você tem uma história, assim como ele. Aparentemente a vida dele não era bonita, mas aí é que entra o assunto do nosso artigo. Qual é a sua história? Você já teve vontade de fugir? De trocar de país?


A sua história, seja ela como tenha sido até aqui, é linda. Ela é rica! Assim como o Senhor entrou em Jericó para revolucionar a vida desse cobrador de impostos, Ele quer entrar na sua vida hoje para restaurar você. Quais são os problemas pelos quais você está passando? Quais sofrimentos você vive que o impedem de ver Jesus? Zaqueu não parou nos seus pecados, ele foi além. Qual é a multidão de coisas que você tem vivido que o proíbem de ver o Senhor?


A subida não é fácil, sair da multidão de coisas que nos impedem de vê-Lo também não o é. Mas Ele quer que você suba! Veja o Senhor que está passando. Encare os seus problemas, seja o que for que você tenha vivido até agora, não pare!


Para se encontrar com Jesus você precisa sair dos seus problemas. Não pare no limite, na dor, busque ver o Senhor nas situações da sua vida. É possível, sim, fazer escolhas diferentes. O que eu acho mais lindo em Deus é que Ele foi gente. Ele sofreu, foi humilhado, odiado... Jesus quis sofrer tudo isso para dizer para você que é possível dar um novo sentido à sua vida.


Deus existe e está cuidando de cada um de nós. Ele não o abandonou naquela dificuldade que você encontrou, Ele estava lá e ainda está aí do seu lado. É dos limitados e dos pobres a predileção de Deus. A sua história é uma história de salvação. Deus encontrou você um dia, deu-lhe vida e disse-lhe que você nasceu para dar certo.


Muitas respostas que nós damos hoje são consequências do passado. O que nós vivemos nos influencia no presente. Só que o que você faz com o seu passado pode ser mudado agora. Reinterpretar o seu passado pode ser feito agora. Em uma tragédia, você pode se desesperar ou descobrir onde estava Deus naquela situação. Você pode fazer a sua história diferente. Não pare nas situações da sua vida, vá além! Peça para o Senhor dar sentido e razão onde essas virtudes lhe faltaram um dia.


Diga: “Eu nasci para dar certo!” Você quer receber Jesus na sua casa? Então, acredite que o seu passado não determina você, ele apenas diz o que você é, mas não o que será. O seu presente quem decide é você.


Não pare no seu sofrimento, o seu futuro depende apenas de você! Hoje, se você escolher as respostas em Deus, tudo vai ser diferente. Descubra o Senhor nos pequenos detalhes da sua vida.

AUSENCIA


É duro digerir o sabor de uma ausência. Alguém que parte, vai embora, deixando apenas o silêncio, o barulho do seu silêncio.


Uma presença tem o poder de ocupar um espaço – lugar definido e cheio de significação – no coração, um pedaço que se encaixa com tudo aquilo que é próprio dessa presença.


A ausência sempre dói, deixa um vazio. Mesmo quando não se percebe.


Ninguém constrói a vida com o intuito de ser abandonado, deixado para trás, de ser impossibilitado de contemplar aquilo que seu coração amou. No entanto, a ausência é uma linha que sempre perpassará a trama da existência, e em algum momento – voluntaria ou involuntariamente – ela se fará presença em nossa história. Inúmeras são as ausências: olhares, histórias, palavras que exercem o ofício de passar...

Existem ausências eternas – a morte, por exemplo –, e ausências circunstanciais, tecidas pelo abandono ou pela distância daqueles que se que amam.


A experiência de perder alguém para a eternidade gera uma enorme dor no coração. Contudo, a experiência de perder uma presença em uma ausência ainda presente na existência desinstala profundamente o coração, deixando um gosto de desamparo e frustração. O abandono traduz com maestria um dos maiores desejos da vida: o desejo da presença.


O vazio insere o ser do homem no nada, na náusea da mais profunda descaracterização daquilo que se é. Diante disso, em muitos corações ecoa a silenciosa pergunta: Por quê? Porque agora estou na companhia da solidão e não restou nenhuma palavra para explicar: “Sinto falta da sua voz. Não a ouço, mas ela continua falando dentro de mim...”.


O vazio – ausência que configura a real desconfiguração – coloca o homem diante de sua verdade, revelando a ele sua necessidade de uma Presença que não passe. “Presença que não passe?” – diriam aqueles que jazem sufocados sob o peso da frustração – “Isso é possível? Visto que o abandono é companhia constante, que em algum momento baterá à nossa porta?” A isso responderia: “Não sei. Não quero ter a pretensão de dar pequenas respostas a grandes vazios”. Entretanto, com ousadia, desejo devolver a pergunta: É possível dar “Sentido” a vazios que nasceram em virtude da presença de uma ausência?


Acredito que essa resposta mora em cada um. O coração sempre soube – mesmo que inconscientemente – que a vida nasceu para ser mais que seus próprios limites. Esse é um pressentimento inerente.


Um vazio sempre gerará a frustração, mas esta precisa ser enfrentada e “resignificada”. Amar é uma maneira concreta de fazer isso. Amor: capacidade de guardar o que é bom, de superar distâncias e de superar – até mesmo – o fato de não mais ser querido e acompanhado por alguém.


As ausências se tornam suportáveis e até mesmo aprendizado se o coração consegue descobrir essa “Presença”, que não passa, e n’Ela consegue se ancorar.


Essa Presença é real. Ela acompanha a existência e dá sentido a qualquer vazio, pois tem o amor como essência. Ela nunca vai embora... Quando o olhar descobre tal realidade, ele tem a chance de não mais se entrelaçar apenas no que passa, mas pode descobrir, a partir da ausência, “tijolos” que constroem eternidade, pois provocam o olhar para a busca do Eterno e daquilo que O compõe.


Que o coração possa se enxergar sem ilusões diante das perdas e do real e, assim, possa encontrar – mesmo na ausência – forças para emoldurar com esperança suas dores e sua história.

quinta-feira, 12 de março de 2009

É PRECISO REZAR


O QUE UM DESCRENTE DISSE DA ORAÇÃO:



"Maldito seja aquele que não sabe rezar. Eu não sou partidário de nenhuma seita religiosa. Deus, para mim, tem mil nomes, e eu não sei o lugar onde ele está. Mas não admito a vida sem espiritualidade. Não desejo o mundo sem religião. Não compreendo o homem feliz, sem que tenha no coração o consolo da fé. Combato os dogmas. Combato a intolerância.
Porém, se um pai me perguntasse como deveria começar a educação de seu filho, eu lhe diria que começasse ajuntando-Ihe as mãos pequeninas, todas as noites, numa oração singela e cristã.
Essas orações, embora esquecidas depois, perfumam o resto da vida. A rosa murcha, seca e desaparece. Mas fica, entre os espinhos, um pouco de seu aroma" (Humberto de Campos).
Esse famoso escritor fala da oração de maneira imperfeita. Ele não seguia nenhuma religião.
Talvez não tenha chegado aos seus ouvidos os sábios ensinamentos de Cristo. Humberto de Campos manifesta aí a falta que lhe fez a oração, por não haver aprendido a rezar.
Então fala que a oração é a primeira coisa que se deve ensinar a uma criança. Percorrendo as páginas do Evangelho, vamos ver se em toda a nossa vida adulta é preciso rezar. E tanto mais adulto nós somos, mais precisamos da oração.



DEUS TAMBÉM REZOU



Quando Jesus tinha coisa séria para resolver recorria à oração. Como Deus verdadeiro, Ele era a sabedoria encarnada, tinha toda a ciência do passado, do presente e do futuro.
E' de se notar, porém, que como Deus Jesus não precisou de entrar numa escola para aprender a ciência dos homens, mas como homem Ele rezou para ensinar as coisas de Deus.
Ao escolher o grupo dos 12 Apóstolos, Jesus se afastou do meio da multidão para rezar, como lemos neste trecho do Evangelho: "Sucedeu que naqueles dias saiu Ele para o monte, a fim de fazer oração, e assim passou a noite toda a orar a Deus.
Ao amanhecer chamou os seus discípulos escolheu 12 dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos" (Lc 6,12-13).
Se Jesus que é Deus costumava rezar para obter êxito em seu trabalho e acertar em suas decisões, quanto mais nós, que somos tão fracos de vontade e tão curtos de inteligência? Por isso disse Jesus: É preciso rezar sem cessar".



JESUS UM HOMEM ORANTE



Os primeiros cristãos conservaram uma imagem de Jesus orante, que vivia em contato permanente com o Pai.
De fato, a respiração da vida de Jesus era fazer a vontade do Pai (Jo 5,19).
Jesus rezava muito e insistia para que o povo e seus discípulos também rezassem. Pois é no confronto com Deus que a verdade aparece e que a pessoa se encontra consigo mesma em toda a sua realidade e humildade.
Lucas é o Evangelista que mais nos informa sobre a vida de oração de Jesus. Ele apresenta Jesus em constante oração.
Eis alguns dos momentos em que Jesus aparece rezando:
" Aos doze anos de idade, ele vai ao Templo, à casa do Pai (Lc 2,46-50).
" Na hora de ser batizado e de assumir a missão, ele reza (Lc 3,21).
" Na hora de iniciar a missão, passa quarenta dias no deserto (Lc 4,1-12).
" Na hora da tentação, ele enfrenta o diabo com textos da Escritura (Lc 4,3-12).
" Jesus tem o costume de participar das celebrações nas Sinagogas aos sábados (Lc 4,16).
" Procura a solidão do deserto para rezar (Lc 5,16;9,18).
" Na véspera de escolher os doze apóstolos, passa a noite em oração (Lc 6,12).
" Reza antes das refeições (Lc 9,16;24,30).
" Na hora de fazer levantamento da realidade e de falar da sua Paixão, ele reza (Lc 9,18).
" Na crise, sobe o monte para rezar e é transfigurado enquanto reza (Lc 9,28).
" Diante da revelação do Evangelho aos pequenos, Ele diz: "Pai eu te agradeço!" (Lc 10,21)
" Rezando, desperta nos apóstolos vontade de rezar (Lc 11,1).
" Rezou por Pedro para ele não desfalecer na fé (Lc 22,32).
" Celebra a ceia Pascal com seus discípulos (Lc 22,7-14).
" No horto das Oliveiras, Ele reza, mesmo suando sangue (Lc 22,41-42).
" Na angústia da agonia pede aos amigos para rezar com ele (Lc 22,40.46).
" Na hora de ser pregado na cruz, pede perdão pelos carrascos (Lc 23,34).
" Na hora da morte, Ele diz: "Em tuas mãos entrego o meu Espírito". (Lc 23,46; Sl 31,6).
" Jesus morre soltando o grito do pobre (Lc 23,46).
Esta longa lista mostra o seguinte: Para Jesus, a oração estava intimamente ligada à vida, aos fatos concretos, às decisões que devia tomar. Para poder ser fiel ao projeto do Pai, ele buscava ficar a sós com Ele. Escutá-lo.
Nos momentos difíceis e decisivos de sua vida, Jesus rezava os Salmos. Como todo judeu piedoso, conhecia-os de memória. A recitação dos Salmos não matou nele a criatividade. Pelo contrário.
Jesus chegou a fazer um salmo que transmitiu para nós. É o Pai Nosso. Sua vida era uma oração permanente: "Eu a cada momento faço o que o Pai me mostra para fazer!" (Jo 5,19.30).
A ele se aplica o que diz o salmo: "Eu sou oração!" (Sl 109,4).



O LUNATICO POSSESSO
Vamos contar aqui um fato que se deu Com Jesus, quando lhe apresentaram Um homem possuído do demônio, para que o curasse.
Cristo estava junto do povo, e um homem chegou e lançou-se a seus pés dizendo-lhe: "Senhor, tem compaixão de meu filho que é lunático e sofre muito, pois umas vezes cai sobre o fogo, outras vezes cai sobre a água.
Apresentei-o a seus discípulos e eles não conseguiram curá-lo. Respondeu-lhe Jesus: "O' geração incrédula e perversa, até quando estarei convOsco? Até quando vos hei de suportar? Trazei-o cá. E Jesus mandou que o demônio saísse dele. Desde aquele momento o moço ficou curado. Então os discípulos chegaram-se a Jesus em particular, e disseram-lhe: -Por que é que nós não conseguimos curá-lo? E Ele disse- lhes: -Por causa da Vossa pouca fé.
Em verdade Vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, Podereis dizer a este monte: muda-te daqui para lá, e ele se mudará, e nada Vos será impossível. Mas esta casta de demônios não se expulsa a não ser com oração e jejum" (Mt 17,14-21).



UM POUCO DE EXPLICAÇÃO



"Lunático" -Além de ser Possesso do demônio, o moço era epilético. Caía inesperadamente sobre qualquer coisa: sobre água, fogo, ou outro perigo. Os discípulos já haviam tentado expulsar aquele espírito mau, e não tinham cOnseguido nada, por falta de oração e penitência. Poder eles tinham, mas Deus os fez fracassar para mostrar a necessidade de rezamos antes de qualquer empreendimento importante, pois não é a nossa força que realiza maravilhas, mas acima de tudo
a graça de Deus.
A "Indignação" que Jesus manifestou é em conseqüência da falta de fé viva dos escribas e tariseus, dos discípulos e do pai do moço, pois a fé é condição indispensável para se obter o dom de Deus, como milagres, etc. E isto o preocupava, porque Ele deveria logo entregar a sua Igreja aos Apóstolos para voltar ao céu.
Ainda hoje, muitas orações nossas não são ouvidas porque as fazemos Com pouca fé, mais para experimentar a Deus do que para mostrar nossa absoluta confiança nele.



JESUS MANDOU REZAR
Mais um trecho do Evangelho vem afirmar claramente a necessidade de orar, pois é uma ordem de Cristo, e Deus não pede o que não é preciso.
Disse Jesus:
"Pedi, e vos será dado. Buscai e achareis. Batei, e a porta vos será aberta. Porque todo o que pede recebe. O que busca encontra. E a quem bate, abrir-se-á. Qual de vós porventura é o homem que, se seu filho lhe pedir pão lhe dará uma pedra ? E, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo imperfeitos, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará boas coisas aos que lhe pedirem?" (Mt 7,7-14).
Palavras semelhantes a essas disse ainda Jesus naqueles momentos íntimos da Ceia, na quinta-feira santa: "Em verdade em verdade vos digo: Quando pedirdes ao meu Pai em meu nome, Ele vo-lo dará. Até agora não pedistes nada em meu nome. Pedi, e recebereis, para que a vossa alegria seja completa" (Jo 16,23-24).



REZAR SEMPRE



Muitas vezes não bastava mais falar da necessidade da oração. 0s judeus não acreditavam muito.
Haviam esvaziado o sentido da oração. Rezavam sem alma. E muitos, vendo como a oração não era atendida, iam deixando de rezar.
Nessa altura não adiantaria Jesus ameaçar o povo. Não poderia impor a oração à força, porque ela deve ser cheia de fé, de confiança.
Era preciso criar um clima de amizade, de simpatia, de confiança, entre Deus e os homens, porque a verdadeira oração é uma conversa de filho com o Pai.
Então Jesus usou do mesmo recurso de quando falou do seu reino: contou parábolas, para mostrar como deveria ser insistente a oração.



O JUIZ INCRÉDULO



Disse Jesus: -"Havia em certa cidade um juiz que não acreditava em Deus, nem respeitava homem algum. Morava também naquela cidade uma viúva que sempre ia ter com o juiz e dizia-lhe: Faz-me justiça contra o meu adversário. Por algum tempo o juiz não quis atender, mas depois disse consigo: Embora eu não respeite a Deus nem aos homens, vou fazer justiça a essa viúva, porque senão ela não pára de me amolar, e no fim ainda vai dar-me dor de cabeça.
E Jesus acrescentou: -Vede o que disse esse juiz iníquo. E Deus não deveria fazer justiça aos seus eleitos, que a Ele clamam dia e noite"? (Lc 18,2-7).
Notamos aí que o juiz nada fez por bondade, mas somente por vantagem pessoal. Se a viúva tivesse pedido uma só vez, ela não teria conseguido nada.
Portanto, a insistência foi mais forte do que a própria injustiça, e fez até o homem iníquo mudar de resolução. Jesus fez esta comparação para que não desanimássemos em nossas orações.
Pode ser que Deus retarde em conceder o nosso pedido, para provar a nossa fé.
Se pedimos com fé, nunca perdemos a confiança.
E se até os maus acabam cedendo por causa da insistência do pedido, quanto mais Deus, que nos trata com amor e misericórdia?



O AMIGO IMPORTUNO



Disse ainda Jesus: -"Um homem tem um amigo, que lhe vem ; bater à porta à meia-noite dizendo-lhe: -"Amigo, empresta-me três pães, pois um amigo meu ia passando de viagem, e hospedou-se em minha casa, e eu não tenho nada para lhe dar.
O homem, porém, responde- lhe lá de dentro: Deixa-me em paz. Já estou na cama, com meus filhos, e a porta está fechada.
Não posso levantar-me e dar-lhe coisa alguma.: Mas, se ele continuar batendo, eu vos digo: se ele não se levantar por tratar-se de um amigo, levantar-se-á ao menos para se ver em paz, e dará quantos pães forem precisos" (Lc 11,5-8).
Essas parábolas são claríssimas, e não precisam de explicações. Com isso o povo que ouvia Jesus ia aprendendo de maneira suave as grandes verdades de seu reino.
Ninguém poderia achar ruim. Antes, o povo gostava de parábolas.
Elas quebravam o orgulho dos escribas e fariseus, tidos por sábios e doutores de Israel. Eles ficavam tinindo de raiva ao ver a Popularidade que Jesus ia ganhando e sendo cada vez mais aceito.

UM ESTUPRO E DUAS MORTES.


O assunto acirrou preconceitos, ódio e agressões. Mas fatos são fatos. É tão anormal deturpá-los ou reduzi-los, quanto fugir deles. De um lado, uma inocente menina de nove anos que, por estupro de um padrasto desqualificado, engravidou e gerou dois fetos indesejados. Prenda-se e puna-se o padrasto salve-se a menina vítima! Os responsáveis teriam que fazer tudo para ajudá-la, menos matar. Matar é proibido por lei moral e jurídica aos católicos e aos brasileiros, embora os juízes e o congresso brasileiro tenham decidido, nestes últimos anos que, em dois ou três casos excepcionais, se possa permitir que uma vida humana em fase inicial seja sacrificada em favor de outras vidas. Foi o que houve no caso da infeliz menina de 9 anos.

Na primeira semana de março de 2009, o assunto ganhou as manchetes. Entre os dois fetos de quatro meses que ela nem sequer entendia porque, mas levava, optou-se pela pobre menina estuprada que já terá problemas suficientes por toda a sua vida. Até o presidente da república achou certo. A gravidez foi interrompida. Milhões de brasileiros diriam e fariam o mesmo. Foi decisão compassiva.

Mas esta decisão compassiva esbarrou em outra que também teria que ser compassiva. Interrompeu a vida de dois futuros seres humanos indesejados, porque nascidos de um ato de violência. Tinha a menina o direito à inocência e à vida? Tinha. Tinham os dois fetos o direito de viver? Milhões de brasileiros, inclusive os cristãos, disseram e diriam que não.
Aqui começa o conflito jurídico, social, político e religioso: matar os que ainda não vemos para salvar de um terrível sofrimento alguém que já vemos e conhecemos. Receio que a maioria dos pais e filhos brasileiros faria isto. No mundo, cerca de 50 milhões de fetos morrem anualmente exatamente por isso. Estão no ventre errado e na hora errada. Quem os concebeu não os quer ou não tem como gestá-los. No Brasil, fala-se em 1 milhão.
A verdade é que o mundo não quer todos os bebês que gera. Entre o “não sou obrigado a gerar” e o “você tem que gerar” entra a magna e explosiva discussão do aborto. É a morte conflituosa de um ser humano no seu estágio inicial.

Jesus manda atar uma pedra de mó ao pescoço e jogar ao mar alguém que faz o que fez aquele padrasto. É mais do que excomungar. Simbolismo ou não, a fala mostra a gravidade do estupro.

(Mt 18,5-6) E qualquer que receber em meu nome uma criança tal como esta, a mim me recebe. Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier



Mas há o lado dos fetos extraídos. (Mt 18,10-11). Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus. Porque o Filho do homem veio salvar o que se havia perdido.



Paulo excomunga um cristão que vivia maritalmente com a madrasta, (1 Cor 5,1-5) e manda a comunidade recebê-lo de volta quando renuncia ao mal que praticou. (2Cor 2,5-11 ) A excomunhão vem de longe. Em 2Cor 13,7-8 diz Paulo: Ora, rogamos a Deus que não façais mal algum, não para que nós pareçamos aprovados, mas que vós façais o bem, embora nós sejamos como reprovados. Porque nada podemos contra a verdade, porém, a favor da verdade.

Para os católicos há leis severíssimas contra o aborto. Católico não pode matar ninguém, menos ainda um embrião indefeso. Pedimos o mesmo dos países onde vivemos. A sociedade, então, pela sua mídia nos acusa de intolerância. Que não queiramos nem possamos matar um feto, eles aceitam. Que exijamos deles a mesma atitude, isso não! Querem o direito de interromper um feto, se ele vier a prejudicar quem deseja sobreviver. Tê-lo seria sofrimento e conflito. Interromper sua vida seria solução imediata. Por isso exigem que nos calemos e nos acusam de ultrapassados. Pela mídia, disse o presidente da república que a ciência sabe mais e que a medicina está mais avançada do que a Igreja na questão da vida e das escolhas. De condutor político, faz tempo que passou a condutor moral do povo, inclusive com distribuição de camisinhas no sambódromo. E não faltam os católicos parciais a criticar seus bispos e padres que defendem o feto. Concordam com a Igreja em outros pontos, mas nestes de camisinha, divórcio, aborto e manipulação de embriões, preferem ouvir os outros. Lembro-me de uma senhora que mudou de igreja porque a nossa proibia sua filha de casar-se pela segunda vez. Em três anos estava de volta, ao perceber que a outra igreja não era tão liberal quanto parecia. Lá, podia-se casar duas vezes, mas havia bem menos liberdade do que prometiam.

A questão do aborto virou confronto aberto. De políticos e religiosos espera-se diálogo. Mas como dialogar a fundo, se o outro lado já decidiu que embrião ainda não é vida humana e por isso pode ser morto? Nem eles, nem nós abrimos mão de nossas convicções. E então católicos? Cedem eles ou cedemos nós?




























Última Alteração: 08:19:00

Fonte: Pe. Zezinho, scj
Local:São Paulo (SP

A IGREJA CATÓLICA


“E vós, maridos, amais as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá–la com o banho da água e santificá–la pela Palavra para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. É grande este mistério: refiro–me à relação entre Cristo e a sua Igreja” (Ef 5, 25. 32).
Contemplando este mistério da Igreja, São Pio X dizia: “Os reinos e os impérios desmontaram; os povos que a glória de seus nomes assim como sua civilização os havia tornado célebres, desapareceram. Viram–se nações que, atingidas pela decrepitude, se desagregaram por si mesmas. A igreja, porém, é imortal por natureza, jamais o laço que a une ao seu celeste Esposo se romperá e, em conseqüência, a velhice não pode atingi-la; ela permanece exuberante da juventude, sempre transbordante dessa força com a qual ela nasceu do coração transpassado de Cristo morto sobre a Cruz”. (Encíclica Iucunda Sane).
A Santa Igreja Católica é a primeira, verdadeira, vencedora e única. A unidade da santíssima fé católica é um grande milagre e obra colossal da Igreja Latina.
O seu escopo é a salvação da humanidade pelo seu Senhor, Mestre, Pastor e Salvador Jesus Cristo.
A Igreja Católica é mais bela do que a própria beleza; mais rica do que todo o tesouro do mundo; mais poderosa do que todo exército do planeta; mais viva do que a própria vida; mais iluminada do que o Sol; a sua missão é mais alta do que o céu; a sua obra de caridade é mais profunda do que o mar; os seus santos são muito mais do que o ouro e todas as pedras preciosas e brilharam mais do que a Lua e todos os astros do firmamento; o seu conhecimento é milenar e indestrutível; têm mais elementos do que os da natureza; a sua força ultrapassa as quatro forças físicas fundamentais do universo; o grande poder contínuo do Pentecostes na Igreja é muito maior do que o acelerador de partículas do Grande Colisor de Hádrons. Um só dom do Espírito Santo tem mais energia atômica do que a física quântica e todas as bombas juntas.
A Igreja é a mestra por excelência da mais alta ciência da educação. Ela é a gloriosa mãe fecunda de todos os filhos de Deus e promotora de santificação das ovelhas do Sumo Pastor Jesus Cristo.
Para Igreja vencer imperadores idólatras e imorais, exércitos bárbaros, monarquias corruptas, sistema político e filosóficos ateus e carniceiros, cismas, seitas, secularismo e relativismo são necessárias armas poderosíssimas e atualizadas. Quais são essas armas? A Sagrada Escritura, A Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério infalível. Todo fundamento da Igreja Católica está no amor da Santíssima Trindade que termina no gênero humano.



A Igreja é Inerrante



A Igreja Católica é santa, justa e inerrante, ou seja, isenta de erros e pecados.
A Igreja Católica nunca errou e jamais vai errar. O seu Corpo é santo, cuja Cabeça também o é: Jesus Cristo. Ela é a Igreja do Deus vivo: coluna e sustentáculo da verdade (1 Tm 3, 15).
É errada a expressão “a Igreja é santa e pecadora”. Não existe tal expressão na Bíblia e nem na Tradição. A correta colocação se encontra no Credo dos Apóstolos: “Creio na Santa Igreja Católica”.
São injustas as acusações, calúnias difamações contra a Igreja Católica. Os críticos não sabem ou não querem entender a mistogogia da Igreja, separar o joio do trigo, saber compreender verdadeiramente os fatos históricos e dogmáticos e ter ciência “dos erros dos filhos pecadores” na Igreja e não “os pecados da Igreja”. A Igreja é toda santa (Ef 5, 27). É a noiva de Cristo (Mc 2, 19).
Vejamos de maneira magistral a explicação do grande teólogo beneditino Dom Estêvão Bettencourt:
“Nos últimos decênios tem sido transposto para a Igreja o título de “simultaneamente santa e pecadora”. Chega mesmo a designá–la como “a casta meretriz”.
Nos que concerne à Igreja, é necessário distinguir entre a pessoa e o pessoal da Igreja.
Pessoa da Igreja é o elemento estável e santo que ela contém como Esposa de Cristo “sem mancha nem ruga” (Ef 5, 25 – 27). Como Corpo de Cristo, vivificado pela indefectível presença de Cristo, a Igreja conserva uma santidade imperecível de Cristo. Ela é a mãe de filhos, que são o seu pessoal. Estes são pecadores, de modo que introduzem o pecado na Igreja, que os carrega procurando dar–lhes o remédio necessário. Observe–se bem que o Papa João Paulo II, ao pedir perdão, nunca o pediu para a Igreja, mas sempre para os filhos ou o pessoal da Igreja.
A expressão “casta meretriz” é imprópria, porque consta de um substantivo sinistro e de um adjetivo alvissareiro; a Igreja seria substancialmente pecadora e acidentalmente ou ocasionalmente santa-o que é falso, ela é substantivamente santa e acidentalmente portadora do pecado de seus filhos. Analisando essa ambígua realidade, podia o Papa Pio XII escrever em 1943:
“Nada se pode conceber de mais glorioso, mais nobre, mais honroso do que pertencer à Igreja Santa, Católica, Apostólica e Romana, por um Chefe tão sublime, somos penetrados por um único Espírito Divino; enfim somos alimentados neste exílio terrestre por uma só doutrina e um só Pão celeste, até que finalmente tomemos parte na única e eterna bem aventurança celeste” (Pio XII – Mystici Corporis Christi n° 90 – 29/06/1943). (PR, N° 535, pp. 22 e 23).



A Igreja: Mãe Santa




Sobre a Igreja, escreve a maior gênio do pensamento filosófico e teológico do século V, fundador, bispo e Doutor da Igreja Santo Agostinho de Hipona:
“Visitai esta mãe, que vos gerou. Vede o que ela vos deu: uniu a criatura ao criador, dos servos fez filhos de Deus, dos escravos do demônio irmão de Cristo. Não sereis ingratos a tão grandes benefícios se lhe oferecerdes a alegria da vossa presença. Ninguém pode sentir que Deus o ama se despreza a Igreja mãe. Está mãe Santa e espiritual prepara–vos cada dia alimento espiritual... ela não quer que seus filhos tenham fome desse alimento. Não abandoneis esta mãe, para que ela vos sacie da abundancia de sua casa... vos recomende a Deus Pai como filhos dignos e vos conduza, livres e com saúde, à pátria eterna, depois de vos ter alimentado com amor”.
O renomado escritor e intelectual inglês Gilbert K. Chesterton afirmou esplendidamente: “A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época”.



Conclusão



As promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo são fiéis e podemos caminhar seguros com elas.
Como é maravilhoso ser membro da Igreja Católica de Cristo. Ser discípulo e missionário da Boa Nova do Salvador.
Cremos nas palavras do Bom Pastor:
“Eis que eu vos envio como ovelhas entre lobos. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma” (Mt 10, 16. 28).
“As portas do inferno nunca prevalecerão contra a minha Igreja”. (Mt 16, 18).
“Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue. Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!”. (Mt 28, 19. 20).
“Eu vos disse tais coisas para terdes paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tente coragem: eu venci o mundo” (Jo 16, 33).
“Mas recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e a Samaria, e até os confins da terra” (At 1, 8).
Não existem palavras para explicitar a magnífica felicidade de pertencer à Igreja guiada e iluminada pelo divino Espírito Santo, e esta Igreja só pode ser: Una, Santa Católica e Apostólica.
Una, porque o seu modelo é de plena unidade e une todos os fiéis na comunhão em Cristo.
Santa, porque Deus santíssimo e o seu autor; Cristo entregou-se por ela, para santificá–la e torná–la santificante e o Espírito Santo a vivifica com a caridade.
Católica, porque a sua missão de pregar o Evangelho é universal. Nela contém a plenitude dos meios de salvação.
Apostólica, porque a sua origem está edificada sobre o “alicerce dos apóstolos”, porquanto ensinada, santificada e dirigida, até a volta de Cristo, pelos Apóstolos, graças a seus sucessores, os bispos em comunhão com o sucessor de Pedro.
A Santa Madre Igreja nos ama e devemos amá–la até o fim das nossas vidas.
Um só batismo, um só Deus, um só Bom Pastor, um só Espírito Consolador, uma só fé, uma só esperança e uma só Igreja.

A CRISE E AS................?


“O misticismo sempre floresceu em épocas de catástrofes e de mudanças acentuadas”.
Antonio Xavier Teles
Catedrático em Filosofia



Estamos vivendo crises terríveis: climática, energética, ecológica, econômica, moral e religiosa.
Vivemos a catástrofe do flagelo das drogas, do terrorismo, da corrupção e a ameaça de destruição da humanidade pelas armas nucleares, químicas e biológicas.
O medo maior é que ninguém sabe prever o futuro cabal dessas armas de destruição de massa e se elas caírem nas mãos de fundamentalistas e terroristas.
“Estamos à beira de uma segunda era nuclear”, assim foi divulgado em Londres, advertindo o mundo para proliferação das armas nucleares no Boletim dos Cientistas Atômicos (1).
A ativista tunisiana Souhary Belhassen, presidente da Federação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos (FIDH), que reúne organizações de direitos humanos em mais de 100 países afirma: “O mundo vive uma crise enorme e é com toda a impunidade que chefes de empresas e de Estado agem. É insuportável! Na última década, assistimos ao estrago nos direitos sociais e econômicos dos mais pobres. A desregulamentação econômica só atingiu uma categoria: os mais pobres, que empobreceram ainda mais” (2).
A FAO divulgou as novas estimativas sobre a fome no mundo: 2008 deverá terminar com 963 milhões de subnutridos, 40 milhões a mais que em 2007. Ainda que não se disponham dessas estimativas para as diferentes regiões do mundo, é de esperar que a região da América Latina e Caribe tenha sido uma das mais afetadas, diz José Graziano da Silva que é representante regional da FAO para América Latina e Caribe (3).
Diante de tanta calamidade e angústia: “A Igreja Universal do Reino de Deus fundada há 30 anos no Brasil se aproveita da crise para atrair fiéis em desespero e consolidar o seu império evangélico na América Latina”.
“O dízimo é a palavra-chave para abrir as portas de Deus”, prega o bispo Paulo Roberto no altar do templo da Universal mexicana. Se você dá, Deus te dá, repete Paulo Roberto, ao pedir doações de 20 a 1.000 pesos (4).
Para esses pregadores que pouco conhece a real exegese da Sagrada Escritura, Jesus Cristo deixou de ser a ‘porta’ e o ‘caminho’ para Deus (Jo 10,9;14,6).



O GOLPE DA FÉ



O misticismo fanático das seitas aparece em tempos tenebrosos. O lema das seitas é: “Enquanto pior, melhor é para seus embustes e emboscadas”.
As seitas são criativas diante das crises. Promovem novas campanhas, correntes, cruzadas, novenas e marchas para conquistar mais fiéis. Prometem solucionar todo tipo de problemas. Os líderes profetizam para seus sectários que a crise não o atingirá, puro engano.
É abundante no momento de crise aparecer, livros de auto-ajuda, santinhos e santão poderoso, convite para sessões de descarrego, para tomar passe, cursos de prosperidades, retiros espirituais de energia positiva, encontros de sucesso para empresários, programas de TV, em rádio e internet que vão enriquecer os telespectadores que se tornarem sócios e todo ‘sacrifício’ é válido mediante dízimos e ofertas para tomar posse da bênção.
Na verdade, todo sacrifício, a fé a as doações dos fiéis, vai enriquecer os donos dessas empresas religiosas. Hajam visto seus carrões, mansões, palácios, aviões, empresas particulares e familiares e conta bancária que não acaba nunca mais.
A indústria do engano religioso é a mais lucrativa do mundo, para ela não existe PROCON. Os líderes debochadamente alegam a falta de fé do fiel por não receber a bênção, ou vai reclamar á Deus.



LITERATURA DE AUTO-AJUDA



“Com efeito, não foi seguindo fábulas sutis, mas por termos sido testemunhos oculares da sua majestade, que vos demos a conhecer o poder e a vinda de Jesus Cristo” (2 Pd 1,16).
A revista “Forbes” divulgou a lista dos dez escritores mais bem pagos do mundo: todos eles são anglófonos e no topo da lista, como era de se esperar, está a britânica J.K.Rowling, criadora de Harry Potter. Com os sete livros da série sobre o bruxo adolescente, Rowling faturou US$ 300 milhões no ano passado. Desde que o primeiro volume da série foi lançado, há dez anos, a escritora já vendeu 375 milhões de exemplares de seus livros em todo o mundo. A soma vem das vendas em livrarias, mas também de polpudos adiantamentos, vendas de direito e filmagem para cinema, TV ou videogames etc. (5).
“Enquanto o livro de auto-ajuda O Segredo está na lista da Veja dos mais vendidos no Brasil há 71 semanas (setembro de 2008) – até agora foram vendidos mais de 2 milhões de cópias em DVD e 13 milhões de livros no mundo todo -, ouve-se o mesmo tipo de ensinamento em um número cada vez maior de púlpitos evangélicos”.
Pastores que também escreveram sobre auto-ajuda:
NORMAN VINCENT PELAE, pastor da Igreja Marble Collegiate por 52 anos em Nova York, seu livro mais famoso é O Poder do Pensamento Positivo. É considerado o introdutor da psicologia moderna nas igrejas.
ROBERT SCHULLER, pastor de uma grande igreja na Califórnia conhecida como Catedral de Cristal, o livro que representa a essência de sua pregação tem o título O Pensamento da Possibilidade.
DAVID (PAUL) YONGGI CHO, pastor sul-coreano da igreja que é considerada a maior igreja evangélica do mundo. Em seu livro A Quarta Dimensão, ele sugere que as pessoas “engravidem de seus desejos para torná-los realidade”.
É bom ressaltar que a igreja do Pr. Cho e outras igrejas evangélicas pararam de crescer a partir do ano de 1990 na Coréia do Sul. Agora a Igreja que cresce é a Católica.
JOEL OSTEEN, pastor da Igreja Lakewood, em Houston, EUA, é atualmente um dos nomes mais em evidência nos Estados Unidos. Dentre seus livros, estão Só Depende de Você e O que Há de Melhor em Você (6).
Não há nada de segredo no livro O Segredo, é sim um ecletismo filosófico do hinduísmo, xintoísmo, budismo, xamanismo e da Nova Era. Tal ecletismo gnóstico clonado e conectado com o pensamento atual.
È muito baixo a força da auto-ajuda. Ajuda é alta mesmo para seus mentores que vendem seus produtos enquanto estão na moda.
Realmente, como disse São Pedro: “São fábulas sutis”, que enganam os menos esclarecidos.
Nada é maior do que a majestade e o poder de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Para nós cristãos o mais importante nesta vida é a esperança gloriosa da volta de Jesus Cristo. Só os verdadeiros cristãos que podem sentir está estupenda alegria.
O Segredo, a teologia da prosperidade, auto-ajuda, G-12 e seus apóstolos e língua estranha, tudo isso é para São Paulo Apóstolo: “Vãs e enganosa filosofia (Cl 2,8)”.
Tais líderes religiosos que criam essas doutrinas querem ganhar dinheiro e culto à personalidade.
Essas criaturas não conhecem e não tiveram ainda uma ardente experiência profunda e permanente de comunhão com Jesus de Nazaré.
A pessoa que tem Jesus Cristo como Mestre e Senhor, sua vida é pautada na verdade do evangelho e jamais em experiência de si mesmo, em visões, revelações de anjos, profecias e língua estranha, literatura ungida de “homens de Deus” e de auto-ajuda.
Escreve São João Apóstolo: “Quanto a vós, a unção que recebestes de Cristo permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine” (1 Jo 2,27).



CONCLUSÃO



O verdadeiro cristão rejeita radicalmente todo tipo de misticismo, ocultismo, espiritualismo, neopentecostalismo, astrologia e a famigerada Nova Era.
Seus gurus, bruxos, médiuns, magos, profetas, apóstolos e pregadores carismáticos, surgem como “salvadores da pátria” e falácias em meio a crise para iludir as pessoas com falsas esperanças e soluções baratas que na verdade fica muito cara para seus seguidores.
A convicção da santíssima fé católica faz seguir Jesus Cristo sem embaraço, sem medo e sem confusão.
Toda a nossa crença estar fundamentada e confirmada na Pessoa do Senhor dos senhores e Rei dos reis. Ele vem. Maranata!

MENSAGEM


"Senhor, permita-me que, quando alguém falar comigo, ao se afastar de minha presença tenha se tornado uma pessoa melhor."



A profundidade de tão simples palavras revela bem o significado de nossa presença neste mundo: que tratemos nossos semelhantes como gostaríamos de ser tratados, que sejamos veículo de exemplos dignificantes e fontes de influências positivas, contribuindo para que do mundo se torne um lugar cada vez melhor.



Mensagem de Madre Tereza de Calcutá

A PSICOLOGIA DOS AMORFOS E APÁTICOS


O tipo amorfo apresenta-se como pessoa de excelente caráter. Julga objetivamente, friamente os indivíduos e os acontecimentos e, geralmente, ajuíza bem. È um indivíduo bom. ´Mostra-se sempre alegre. Muitas vezes bons atores são deste tipo que tem, inclusive, facilidade para a música instrumental. É, porém, muito influenciável pelo ambiente no qual vive. Transmite, onde está, muito otimismo, sendo amável no trato com os outros. Aprecia o afeto das pessoas com as quais convive. Nem sempre ostenta uma vida metódica e ordenada, mas se revela resistente na adversidade, imperturbável ante um perigo. Tem notável capacidade de acomodação às várias circunstâncias da vida. Possui entendimento prático admirável, uma calma acentuada, mas tem tendência para adiar as obrigações. Para bem se orientar quem é deste perfil caracterológico cumpre ressaltar para ele que é preciso ser mais econômico, previdente e pontual. O tipo amorfo necessita incrementar seu fervor religioso, fazer tudo ordenadamente e viver entre pessoas idealistas que o possam influenciar para a prática do bem e para o progresso pessoal. É de bom alvitre que ele se dedique a obras caritativas, vivendo diuturnamente em função de um grande ideal. Ele deve exercitar os valores que possui na convivência com grupos de bons colegas, evitando a rotina e não se impressionando ante uma tarefa nova, diferente. Propor-se sempre resultados concretos, imediatos, objetivos, rápidos. Pode exercitar-se em cargos administrativos e algumas carreiras científicas e literárias, desde que tenha disposição para perseverar através do treino contínuo da vontade. Deste tipo saem ótimos dentistas, farmacêuticos, advogados, engenheiros mecânicos, químicos, dermatologistas, músicos e enfermeiros.
O tipo apático é uma pessoa disciplinada e fiel que não toma decisões repentinas. Objetivo, severo, possui hábitos arraigados e aprecia solidão. É delicado, apto para conselhos imparciais, acertados e justos. Ostenta uma docilidade aparente, uma notável dignidade. Ama a tranqüilidade e tem inclinação para trabalhos teóricos.
Pessoa disciplinada e fiel. Não toma decisões repentinas. Adapta-se facilmente à vida do grupo a que pertence. Se vive em ambiente elevado, bons hábitos se arraigam em seu espírito e costumes ordenados. Mostra firmeza de princípios, tenacidade, capacidade de disciplina e regularidade nas ações. Ótimo seu relacionamento com os outros, mas pode fixar sentimentos de antipatia para com quem o desagrada. Sua tendência a economizar é notável. Trata-se ainda de uma pessoa voltada para si mesma, conservando enigmática sua vida interior. Pouca inclinação para as novidades e pouco gosto para as mudanças. Cuida muito de sua honra pessoal e está sempre cercado de boa fama. Seu humor não está sujeito a variações violentas e revela normalidade de sentimentos. O tipo amorfo precisa evitar qualquer manifestação de egocentrismo, perdoar sempre os outros, evitar qualquer tipo de teimosia, amar com entusiasmo o trabalho, ser sempre indulgente, fugir da rotina, saber apreciar tudo que custa um sacrifício maior e valorizar os trabalhos em equipe. Agradam-lhe as matemáticas, o desenho. Campo próprio de atividades está nas carreiras administrativas, embora esteja apto para qualquer profissão liberal. É tipo excelente para Farmácia, Odontologia, Medicina, Administração, Decoração, Funcionalismo, Secretariado. É de se notar que à medida que se vão despertando neste tipo caracterológico centros de interesses, a afetividade ele se mobiliza e, então, deverá procurar ideais concretos e próximos. Se os possui, deve desenvolver os dotes artísticos. Leitura recomendável para amorfos e apáticos: FINK, David H. Valorize sua personalidade. Rio de Janeiro, Editora Científica.

* Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.






Última Alteração: 10:54:00

Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Local:Mariana (MG)

quarta-feira, 11 de março de 2009

O RECURSO DO GRITO


No capítulo 7 de Romanos, Paulo exerce os papéis de psicanalista e paciente ao mesmo tempo. Diante de certas dificuldades éticas e pessoais, profundas e continuadas, quase desesperadoras, Paulo assenta-se no divã e tenta conhecer-se a si próprio. Ele quer saber por que é tão contraditório, por que oscila tanto entre o bem e o mal, por que tem mais facilidade na desobediência do que na obediência. Nesse autoexame, o apóstolo descobre, em sua própria história, os estragos provocados pela queda do homem. Ele sabe que o problema não é só dele, mas de todo ser humano. Todavia, a princípio, Paulo fala de si mesmo e não dos outros. As conclusões a que chega revelam um diagnóstico sombrio da natureza humana:

Sou um ser “humano e fraco”, pois fui vendido ao pecado (v. 14).

Sou uma pessoa “contraditória”, pois não faço o que gostaria de fazer, mas o que odeio (v. 15).

Sou um “inveterado pecador”, pois o mal e não o bem vive em mim (v. 17-18).

Sou um “fracassado”, pois não consigo fazer o bem, mesmo que o queira (v. 18).

Sou uma pessoa “dividida”, pois sofro a influência da lei de Deus e da lei do pecado (v. 23).

Sou um “infeliz”, pois a lei do pecado tem prevalecido e me feito seu prisioneiro (v. 24).

Sou um “necessitado”, pois preciso de alguém que me liberte da tara pecaminosa que habita em mim (v. 24).

Essa autoanálise não é nem pessimista nem fatalista, muito menos derrotista. Não é de forma alguma um atestado de óbito ou o fim do caminho. Em vez disso, ela é uma ponte que leva o apóstolo para outro lugar, outra situação, outra história. Com o diagnóstico em mãos, Paulo se dá por vencido, grita, clama por socorro e se pergunta: “Quem é que me livrará da minha escravidão a essa mortífera natureza inferior?” (v. 24, BV). Ele está simplesmente repetindo a oração que os judeus faziam quando subiam as montanhas em direção a Jerusalém: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro?” (Sl 121.1). A autoanálise conduz o apóstolo ao Salvador e ele termina o famoso capítulo não com o drama do pecado, mas com ações de graça: “Deus seja louvado, pois ele fará isso [livrar-me da lei do pecado] por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!” (v. 25, NTLH).

Se Romanos 7 retrata a capitulação, o capítulo seguinte retrata a vitória: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31). Entre um e outro está o Senhor Jesus Cristo! E para sair do primeiro em direção ao segundo, temos o recurso do pedido honesto de socorro a quem de direito!

AVIVAMENTO SEM MEDO


De vez em quando a igreja se vê fria e reconhece a necessidade de um avivamento. Então, começa a orar por uma visitação especial do Espírito. Nessa hora, nada mais propício do que tentar definir corretamente o que é avivamento. É possível encontrar uma boa definição para o termo no livro “A Verdade do Evangelho”, de John Stott. Segundo o autor, “reavivamento é uma visitação inteiramente sobrenatural do Espírito soberano de Deus, pela qual uma comunidade inteira toma consciência de sua santa presença e é surpreendida por ela. Os inconversos se convencem do pecado, arrependem-se e clamam a Deus por misericórdia, geralmente em números enormes e sem qualquer intervenção humana. Os desviados são restaurados. Os indecisos são revigorados. E todo o povo, inundado de um profundo senso de majestade divina, manifesta em suas vidas o multifacetado fruto do Espírito, dedicando-se às boas obras”.

Sob o ponto de vista histórico, avivamento é aquele curto período de tempo em que o Espírito atua maciçamente no meio de um grupo de crentes de um determinado lugar, levando-o a buscar a Deus de forma intensa, deixando de lado a rotina, a frieza, a inércia e os escândalos, tudo para engrandecimento de seu reino. O avivamento em si pode durar pouco tempo, mas os efeitos que ele produz podem ser duradouros.

Avivamento é uma coisa; conversão é outra. A conversão marca a passagem da incredulidade à fé, da apatia ao compromisso, da confissão à convicção, da culpa ao perdão, da imundície moral à purificação, do vazio existencial à companhia de Jesus. O avivamento é a renovação e o alargamento da conversão. É a passagem da fé menor para a fé maior, do cálice pela metade para o cálice cheio, da entrega parcial para a entrega total, da mesmice para a novidade de vida, das obras da carne para os frutos do Espírito, da posse do Espírito para a plenitude do Espírito.

Embora o avivamento seja uma visitação soberana de Deus, sempre há os antecedentes, cujas nascentes já são manifestações do Espírito. Um deles, afirma Martyn Lloyd-Jones, é a pregação poderosa da Palavra.

Alguns de nós temos medo de avivamento. Não necessariamente porque o Espírito insistentemente nos constrange a negarmo-nos a nós mesmos, mas devido aos excessos e às deturpações que sempre o acompanham. Embora a cautela seja necessária, a presença e o perigo do joio nos campos onde o trigo do avivamento é semeado não devem, de forma alguma, nos fechar para ele.

COMO VOCÊ LIDA COM AS SURPRESAS DA VIDA


Você gosta das coisas muito bem organizadas? Acredita ter tudo sob controle? Planeja cada detalhe com antecedência e se frustra quando algo foge de seu poder? Essas perguntas precisam de respostas e, muitas vezes, não as temos, continuando, assim, a viver como se pudéssemos dar direção à nossa própria caminhada.

Tão importante quanto ter um bom plano é saber lidar com o inesperado. Bons planos devem ser maleáveis, flexíveis, a ponto de permitirem, se necessário, alterações antes de sua execução. Nossa vida é dinâmica, carregada de surpresas e de novos desafios que surgem diante de nós à medida que caminhamos; por isso precisamos saber lidar com imprevistos.

Na maioria das vezes, nos sentimos frustrados quando algo não sai da maneira planejada. Confesso que quando isso acontece comigo fico como se o chão se abrisse sob meus pés.

O apóstolo Paulo passou por situação semelhante quando, em um de seus projetos, tinha como plano ser missionário na Espanha e, em vez disso, foi surpreendido com um “plano B”, que o conduziu direto para a prisão. Todos nós, em algum momento da vida, já nos encontramos nessa situação: prontos para embarcar rumo àquela tão esperada viagem, ou certos de que agora seríamos promovidos, ou ainda prontos para realizar o sonho de ingressar na universidade... E a viagem não dá certo, a promoção vai para outro, nosso nome não sai na lista de aprovados. Então acabamos na prisão, assim como Paulo.

A prisão de Paulo poderia ter significado o fim de tudo, mas ele aceitou o fato, sem tentar negar a realidade, e tirou o máximo proveito de tudo. Em vez de gastar tempo se lamentando e murmurando, ele escreveu cartas -- Efésios, Filipenses, Colossenses, Filemon -- que ecoam e nos ajudam em nossa caminhada hoje.

Nós também podemos tirar proveito dos planos B e descobrir que melhores do que a viagem ou a promoção serão as cartas escritas no cárcere.

segunda-feira, 9 de março de 2009

A MISERICORDIA DE DEUS QUER NOS SALVAR


Hoje o Senhor nos dá uma ordem: 'Sede misericordiosos'. Todas as vezes que Deus nos manda fazer alguma coisa, junto com aquilo que Ele nos ordena, Ele nos dá uma graça, a de fazê-la. Hoje, o que o Senhor nos pede, mais do que um pedido, Ele nos ordena: "Sede misericordiosos!" Eu e você podemos dizer ao Senhor: 'Dá-me o que ordenas, e ordena-me o que quiseres'. Se o Senhor ordena que eu seja misericordioso, Ele me dá a graça de ser misericordioso. E Jesus coloca diante de nós um exemplo, 'que sejamos misericordiosos como o Pai do céu'.



Hoje o Senhor quer te salvar de tudo aquilo que te prende. O Senhor quer te salvar de toda tristeza mortal. Deus tem misericórdia, os olhos do Senhor estão voltados para você. Justo não é o santo, mas aquele que o Senhor justificou na cruz. Jesus deu a sua vida no nosso lugar, e perdoou todos os nossos pecados.



Quantas vezes Deus nos esperou, teve paciência conosco, porque Ele não se alegra com a nossa tristeza, e nem com o mal que fazemos. Ele não nos destrói porque acredita que vamos mudar. Ele que é Pai sabe que vamos mudar, por isso se alegra conosco e nunca se decepciona.



Quando Deus, pela primeira vez, bate na porta do nosso coração e nós não abrimos, Ele não se entristece, Ele nos entende e espera.



Como posso insistir com as pessoas para que mudem de vida, se Deus nunca nos força? Nós esquecemos que Deus nos conquistou e nos esperou, mas então por que ao experimentar este amor e a misericórdia, continuamos a cobrar as pessoas que amamos?



Quem muda o coração do homem é o Espírito Santo!



De quem você precisa ter misericórdia hoje? Nós pensamos que ter misericórdia e perdoar é esquecer, ou ser indiferente ao mal que nos fizeram. Não! Perdoar é libertar a pessoa que nos feriu, é você ter a oportunidade de se vingar, mas porque o Senhor te perdoou, você também perdoa.



O que pedimos para que Deus faça em nosso favor, é preciso que façamos às pessoas que nós ferimos também.



Quantas vezes ferimos e tiramos a oportunidade de alguém? Então, perdoe da mesma forma que você precisa ser perdoado.



Nós somos muito rápidos em julgar, é preciso nos colocar no lugar do outro. E perguntar: 'o que podemos fazer para ajudá-lo?'



As vezes uma pessoa está cheia de raiva, rebelde, porque só ela sabe o peso da dívida que carrega. Não julguemos, mas é preciso descermos do pedestal e ficar na altura em que o outro está. Para ajudar a pessoa que caiu e saber se ela está respirando, é preciso abaixar até o chão para sentir a sua respiração. Quando nos abaixamos, é aí que agimos com misericórdia.


Márcio Mendes
Comunidade Canção Nova